High Anxiety

Capítulo 16 - Doces sonhos

I mention you when I say my prayers

I wrap you around, around all of my thoughts

Boy you're my temporary high

I wish that when I wake up you're there

To wrap your arms around me for real

And tell me you'll stay by side

Clouds filled with stars covers the skies

And I hope it rains

You're the perfect lullaby

What kind of dream is this

You can be a sweet dream or a beautiful nightmare

Either way, I don't wanna wake up from you

Eu falo de você em minhas orações

Eu o envolvo em todos os meus pensamentos

Menino, você é a minha 'alta' temporária

Eu gostaria que, quando eu acordasse, você estivesse lá

Para envolver seus braços em torno de mim de verdade

E me dizer que você ficará do meu lado

Nuvens cheias de estrelas cobrem o céu

E eu espero que chova

Você é a canção de ninar perfeita

Que tipo de sonho é esse?

Você pode ser um sonho doce, ou um lindo pesadelo

De qualquer maneira, eu não quero acordar de você

Sweet Dreams – Beyonce


ATENÇÃO: Capítulo traduzido por Ju Martinhão (link do perfil nos meus autores favoritos)


Bella

"Então, ouça, tudo que vocês precisam fazer é tirar fotos de atividades escolares e eventos esportivos e, é claro, fotos espontâneas de coisas aleatórias. É realmente muito divertido, e nós só nos encontramos uma vez por semana às quintas-feiras até ás 16hs, e eu sei que um de vocês tem que ter uma câmera. Por favor, por favor, por favor?" Ângela estava implorando, seus dedos atados juntos descaradamente pedindo qualquer um dos nossos serviços voluntários para o anuário. "E vocês podem vetar todas as fotos horríveis de vocês de olhos meio fechados e garantir que apenas as mais lisonjeiras estejam no livro." Sua voz geralmente doce estava revestida de açúcar extra esta tarde.

Essa declaração despertou meu interesse, mas não o suficiente para desviar minha atenção do show que era atualmente proprietário da maior parte do meu foco.

"Não olhe para mim, Ang, eu adoraria ajudar, mas tenho que trabalhar às quintas-feiras." Alice parecia genuinamente arrependida em sua rejeição. Eu realmente gostaria que ela não tivesse que trabalhar tanto, mas eu entendia suas razões. Eu tinha uma tremenda quantidade de respeito por Alice e sua mãe por se virarem sozinhas. Eu sabia que ambas trabalhavam muito duro para fazer face às despesas, enquanto poupavam para as despesas futuras de Alice na faculdade. Isso me fazia querer dar-lhe mais, já que ela realmente merecia e nunca esperava nada de ninguém.

Rosalie mordeu um pepino com um som obscenamente molhado que me fez lembrar de um beijo, ou como o sexo oral deveria soar. "Desculpe, baby... vôlei." Suas palavras saíram truncadas, por causa da boca cheia de pepino.

Olhei para ela brevemente com nojo, antes de perscrutar toda a área até a mesa de Edward, que estava tentando ser discreto ao cortar sua pizza com garfo e faca.

"Bella? Por favor?"

Ângela novamente. Como um fodido mosquito. Onde estava o spray de DÊ O FORA quando eu precisava dele?

Não posso simplesmente babar descaradamente no meu homem em paz, caramba?

Eu gemi alto, finalmente cedendo. Eu estive no comitê do Anuário na minha antiga escola antes de todo o drama ocorrer e eu me divertia muito, na verdade. A equipe também era convidada para coisas como festas dos veteranos, e nós éramos dispensados das aulas para torcidas organizadas e montagens só para tirar fotos. Eu amava tirar fotos... bem, eu costumava adorar, de qualquer maneira. Perguntei-me se Edward se juntaria a mim. Ele mencionou para mim que ele costumava pertencer a todos os tipos de grupos em sua antiga escola, mas eu me perguntava se ele percebia que precisaria desse tipo de material em suas inscrições para a faculdade.

Eu e E no quarto escuro... trancados... em cômodos apertados... revelando fotos...

Oh, esqueça... tudo é digital agora, lembra?

"Tudo bem." Eu respondi secamente, sem tirar meu olhar do belo exemplar de Edward e sua aparência sexy em roupas de grife. Ele estreitou seus olhos e sorriu para mim, enquanto empurrava um pedaço de pizza em sua boca. Observá-lo mastigar era como assistir pornô. A linha da sua mandíbula, toda barbeada e definida, pulsando enquanto seus dentes rangiam. Senti um pequeno formigamento no meu baixo ventre, um calor concentrando-se bem entre as minhas coxas. Eu suspirei alto, cruzando minhas pernas enquanto tentava afastar as imagens de Edward deitado nu em sua cama, com sua mão envolvida em torno do seu material.

Uma vez que ele lambeu os lábios sugestivamente, abaixei meu olhar para a mesa, rindo dos seus caminhos tortuosos. Um ligeiro arrepio correu pela minha espinha e eu o ouvi rir quando viu meus ombros tremerem.

Maldito seja ele.

Quatro dias atrás em sua casa, quando eu tinha descoberto suas mãos envolvidas profundamente em suas atividades auto-estimulatórias; nosso relacionamento desde então tinha sido elevado a um nível completamente novo. Naquela tarde, a única razão pela qual eu de muito bom grado permiti a ele o acesso visual aos meus seios quando ele pediu, foi porque eu achava que era apenas certo e justo. Afinal de contas, foi me dado o privilégio de testemunhar um momento muito pessoal entre ele e sua mão direita. Você sabe, olho por olho e toda essa merda. No entanto, acho que neste caso seria um peen por um peito. Semântica.

Inicialmente eu fiquei um pouco chateada e bastante chocada com a coisa toda. Mas logo a pura fascinação e a curiosidade ultrapassaram o espanto diante da visão deslumbrante do seu corpo nu e seu pênis extremamente grande encaixado em seus longos dedos esguios. Ele era... lindo e fodidamente sexy como o inferno.

Enquanto ele continuou a se tocar sem parecer ter mais problemas com a minha presença, eu estava um pouco lisonjeada por ele se sentir confortável o suficiente para me permitir testemunhar suas sórdidas atividades privadas. Quando eu o tinha pegado, eu sabia que ele estava além de mortificado, mas parecia que quanto mais a minha curiosidade e aceitação cresciam, seu constrangimento diminuía até restar apenas... a primitiva luxúria de um adolescente.

Ele estava tão incrivelmente bonito, com seu rosto todo corado e um pouco suado enquanto me olhava com olhos encapuzados enquanto eu me tocava seguindo suas instruções. Sua voz era rouca e sexy e, naquele momento, eu tenho certeza que teria feito qualquer coisa que ele pedisse de mim... sexual ou não. Agora eu entendia completamente como Bonnie nunca recusou Clyde.

Esse foi um primeiro monumental. Eu nunca tinha feito uma coisa dessas na frente de ninguém antes. Sozinha, sim, muitas vezes... minhas mãos eram as melhores amigas dos meus seios no momento, mas na frente de Edward... aquilo foi... bem, eu sinceramente não tenho palavras. Eu estaria mentindo se dissesse que não me excitou.

No entanto, desde esse dia, as coisas tinham aquecido bastante. Havia um monte de insinuações sexuais e, claro, meus pequenos bilhetes para ele na aula de Biologia. Ele escreveria que estava fazendo algo doce para mim, como beijando meu pescoço, ou esfregando a mão no meu joelho, e eu responderia com algo vulgar e obsceno.

Ontem, ele rabiscou no meu bloco de hambúrguer, Eu acabei de enfiar uma mecha de cabelo atrás da sua orelha.

Eu respondi antes de passá-lo de volta para ele, Eu estou debruçada sobre o banco do laboratório...e esqueci de colocar uma calcinha hoje... OOPS!

Ele rosnou para mim, correndo para o banheiro em frustração, enquanto eu apenas ria para ele sombriamente. Foi mau, mas incrivelmente divertido ao mesmo tempo. Eu estava me comportando como uma provocadora total e ainda tinha que mostrar a ele os meus bens, embora ele não tenha pedido para dar uma espiada. Eu queria, eu realmente queria... mas eu estava com medo.

Suponho que ele estivesse esperando que eu iniciasse as coisas e, sinceramente, eu estava nervosa sobre isso. Como é que você simplesmente começa a se tocar na frente do seu namorado? Eu simplesmente tiro a roupa e faço isso? Devo usar um gilete, ou cera para me depilar? Quero dizer, eu mantinha tudo arrumado e aparado lá embaixo na zona de senhoras, mas ninguém nunca viu, exceto eu. Ele gostava de "piso de madeira", ou um pouco de "carpete"? Talvez ele gostasse daquele estilo horrível de 'blackpower' dos anos 70? Não, de jeito nenhum no inferno... ele era muito ordenadamente "talentoso na arte do paisagismo", e isso me fez pensar quanto tempo ele levava em sua auto preparação.

Este seria um tema interessante para discutir. Perguntei-me se eu poderia apenas casualmente mencionar isso no bloco de notas de insinuações sensuais e esperar por uma reação.

Era algo que eu provavelmente poderia ter perguntado às garotas, mas elas estavam no escuro no que dizia respeito a Edward e eu. A última coisa que eu precisava era que elas soubessem que o meu "namorado" não me tocava, ou me beijava, apenas se masturbava feliz na minha frente, e estava esperando pacientemente que eu retribuísse. Sim... essa era uma conversa para adiar. Merda, eu estava aqui há quase um mês e minha vida sexual tinha ficado incrivelmente complicada.

E nada tinha sequer acontecido.

Com meu queixo na minha mão, fui cativada por Edward atualmente lambendo o molho da pizza dos seus dedos... lentamente, sensualmente, deliberadamente. Acredito que era uma forma de seduzir-me, fazer-me cumprir minha promessa – deixando-me irritada o suficiente para ficar nua na frente dele. Jasper estava envolvido em uma conversa profunda com Ben e Mike no lado oposto da mesa, deixando Edward sozinho. Incomodava-me que Edward sempre parecesse tão desconectado de todos os outros, exceto Jasper. Agora que ele e Jasper estavam em desacordo, Edward realmente estava sozinho.

Jasper ocasionalmente olhava para Alice, que discretamente apertava minha perna debaixo da mesa sempre que ele fazia isso. Eu tinha que dar os parabéns a ela... ela estava jogando direitinho com ele, agindo toda vadia e indiferente como as instruções de Rose, mas explodindo por dentro. Depois da escola, ela recitava uma contagem exata de quantas vezes ele olhou para ela, falou com ela, ou passou por ela, e quantas dessas vezes ela fingiu indiferença. Neste ponto, ela estava fria como gelo. Perguntei-me se ela tinha algum tipo de registro, ou algo parecido, na parte de trás do seu caderno.

Edward estava me observando observá-lo com um sorriso brincalhão em seu rosto. Devolvi o sorriso, lambendo meus lábios abertamente, ainda que recatadamente, enquanto ele ria e desviava o olhar, levemente embaraçado. Eu não percebi, mas minha mesa inteira estava me observando observá-lo.

"Oh, sim! Obrigada, Bella, nós teremos uma explosão." Ângela sorriu ao meu lado, enquanto eu levantei meus polegares sarcasticamente para ela, sem desviar o olhar de Edward. Ela me abraçou exuberantemente, resmungando alguma coisa sobre ter que tirar fotos da banda ensaiando em seus novos uniformes.

"Woo hoo, novos uniformes da banda. Semana da moda em Forks... parem as prensas." Eu ouvi Rosalie falar pausadamente e sarcasticamente. Ela poderia ser uma cadela às vezes.

Eu particularmente não liguei, porque meus pensamentos e meus olhos estavam comprometidos.

Rose deslizou sua cadeira desconfortavelmente ao lado da minha, enquanto Alice avançou mais perto do meu outro lado. Tomando sua sugestão, Ângela inclinou o tronco sobre as costas da minha cadeira. As cabeças delas de repente estavam ao meu lado, três hálitos quentes de pizza no meu ouvido.

"O que diabos está acontecendo com você e ele?" Rose disse, um pouco acusadoramente para o meu gosto. Eu fiz uma careta, revirando os olhos em sua direção. E e eu tínhamos concordado em manter as coisas simples por enquanto, não deixando ninguém saber que éramos um casal... porque, tecnicamente, pelos padrões adolescentes, nós não éramos nada se não estávamos fodendo... ou, pelo menos, nos apalpando. Se essas pessoas apenas soubessem que tínhamos compartilhado algo muito mais íntimo. Eu tinha a sensação de que ficaríamos muito mais envolvidos...

Eu não poderia encontrar uma desculpa plausível para o fato de que Edward e eu não nos tocávamos, então eu decidi deixar o assunto quieto até que fosse absolutamente necessário... mas essas cadelas curiosas não cediam. Elas estiveram de olho em mim durante toda a semana, falando sobre mim como se eu não estivesse lá. Eu fiz o meu melhor para evitar o assunto, distraindo-as com a conversa de compras de calçados e fantasias de Halloween. Eu tive que puxar as grandes armas no almoço do dia anterior... perguntando o que era "ensacar o chá", mesmo que eu estivesse bem ciente da definição. Qualquer coisa envolvendo peen, ou bolas, as fazia mudar de marcha, como se tivessem sido arrebatadas por um objeto novo e brilhante. Eu fiz uma nota mental para ver se conseguia encontrar um peen brilhante, ou cheio de glitter, para sacar e acenar para elas sempre que ficassem muito intrometidas.

"Você acha que eles estão fodendo? Quero dizer, olhe o jeito que ele olha para ela... como se quisesse lamber a boceta dela. Olhe... ele a está seduzindo completamente com um maldito pedaço de pizza em um garfo bem aqui no refeitório".

"Cale-se, Rose." Eu bati em sua testa, fazendo-a recuar um pouco, resmungando "ai". Isso não a afastou por muito tempo.

"Eu não sei. Eu acho que eles estão naquela fase antes de foder... então talvez eles tenham feito outras coisas, mas não o ato em si." Ângela acrescentou com naturalidade, enquanto dava um aceno conhecedor. "Bella definitivamente teria nos contado sobre o peen dele. Eu aposto que é grande".

"Ah, sim, as mãos dele são uma indicação clara da magnitude da sua coisa. Mas, por que eles estão se escondendo? Quero dizer, obviamente eles estão loucos um pelo outro. Cada vez que me viro ele está em cima da bunda dela, mas sempre deixando espaço suficiente entre eles. É estranho. Como se eles estivessem juntos, mas deliberadamente escondendo isso." Alice batia seus dedos na mesa, olhando para mim com expectativa com um olho estreitado esperando por algum tipo de esclarecimento. Eu estava cercada pela versão Twilight Zone* das 'Panteras' em Forks... tentando resolver o caso do misterioso desaparecimento do peen.

* Além da Imaginação no Brasil, é uma série de TV americana que apresenta histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror.

Edward reparou que estávamos todas olhando para ele, e que eu estava obviamente passando por um interrogatório. Ele levantou-se desconfortavelmente, jogou sua mochila sobre o ombro e jogou o conteúdo da sua bandeja no lixo. Ele saiu do refeitório sem olhar para mim, ou se despedir de ninguém.

Porra. Agora ele está bravo... obrigada, cadelas.

Rose acenou seu dedo na direção de Edward. "Tchau, tchau, Edward. Seu bastardo sexy, misterioso, dono de um pênis monstro." Ela franziu seus lábios e beijou o ar enquanto ele desaparecia pela porta.

"Você percebe que ele é irmão do seu namorado? Você acha que Em gostaria de ouvi-la falando merda sobre as partes masculinas de Edward?" Eu rebati. Rose apenas revirou seus olhos e acenou com desdém com sua mão bem cuidada.

Ângela arrastou a cadeira para trás para colocar sua cadeira na minha frente. "Vocês não andam de mãos dadas e eu nunca vi vocês se beijando nem nada, mas vocês saem juntos todos os dias depois da escola. O que há com isso?"

Alice ofegou. "Oh, não! Ele tem uma namorada secreta em Chicago, não é? Fodendo as duas ao mesmo tempo!"

"Vocês podem calar a boca, por favor?" Eu silvei, encarando todas elas. "Ele não tem outra namorada, caramba. Vocês não conseguem pegar uma dica para cuidar das suas próprias vidas?" Eu bufei, cruzando os braços diante de mim.

"O que Emmett disse quando você perguntou a ele sobre isso?" Alice inclinou-se sobre o seu cotovelo, olhando por mim para dirigir sua pergunta para Rose. O fato de que elas estavam fingindo que eu nem estava lá não era apenas irritante como o inferno, mas acabaria por render a elas uns tapas.

Rose soltou um suspiro exasperado antes de rolar seus olhos. "Ele disse que não sabia de nada e então começou a lamber minha orelha tentando me distrair".

"Funcionou?" Os olhos de Ângela arregalaram.

"Sim. Ele tem uma língua poderosa." As mãos de Rose e ângela bateram juntas em um delicado cumprimento.

"Oh, sério?" Perguntei de olhos arregalados fingindo interesse, mas realmente não tendo qualquer desejo de ter um visual dos talentos da língua de Emmett. Qualquer coisa para mover o tópico fora de Edward e eu. "O que ele faz com aquela língua?" Pelo menos E não precisava se preocupar com a fidelidade de Em. Essas garotas cantavam como canários na primeira chance que tinham.

Um sorriso insinuou sobre o rosto de Rosalie enquanto ela se inclinava para frente, pronta para divulgar alguns detalhes da sua vida sexual, quando seus olhos subitamente estreitaram para mim. "Ah... boa tentativa, Virgem Maria. Eu não sou tão facilmente distraída. Pela língua de Em talvez, mas não por você".

"Por favor, Bella? Nós somos as suas melhores amigas. Conte-nos o que está acontecendo." Alice choramingou com o lábio inferior saliente.

"Certo, olhem." Eu me inclinei na minha cadeira, olhando para todas elas com os olhos arregalados e ansiosas para ouvir toda a sujeira que eu estava disposta a compartilhar. Eu sabia que seria difícil, mas eu não tinha realmente uma escolha aqui. Eu disse a Edward que se o assunto surgisse, eu seria obrigada a dizer a verdade, omitindo os detalhes mais sórdidos. Ele concordou com o que quer que me deixasse confortável, contanto que eu não o retratasse como uma aberração, ou deixasse as garotas saberem dos aspectos legais da sua transgressão. "É muito complicado. Tudo o que posso dizer é que... Edward... é... adepto da abstinência." Fechei meus olhos esperando o resultado dessa afirmação.

"Abstinência? Abstinência? Você está brincando comigo agora? Quem faz isso?" Rose gritou acima do barulho do refeitório. Revirei os olhos e suspirei. Eu deveria ter sabido melhor. Jasper olhou por cima, dando-me um olhar estranho.

"Rosalie!" Eu silvei, "Fale baixo! Sério, não repita isso para ninguém... Edward vai me matar se isso vazar".

Sempre tão rápida, Alice chiou "Abstinência? Não é aquela bebida que deveria ser ilegal nos Estados Unidos?" Ela olhou fixamente para mim esperando uma resposta. Eu apenas balancei a cabeça, baixando minha testa na palma da minha mão. Em algum lugar ao longo da frase, a cor dos cabelos de Rose e Alice havia sido trocada.

Rose cuspiu: "Isso é Absinto, sua sem noção. Abstinência... é como em se abster... não fazer... evitar..." Eu gemi completamente irritada, batendo a mão em cima da mesa. "Porra, Bella. Sinto muito." Mostrei minha língua para ela... apenas porque eu podia.

Obrigada, Sra. Webster*. De repente, ela é a porra de uma perita em Inglês.

Webster: refere-se à linha de dicionários desenvolvidos originalmente por Noah Webster no início do século 19 e também aos inúmeros dicionários que adicionaram o nome Webster apenas para partilhar de seu prestígio. O termo é uma marca generalizada nos EUA para dicionários do idioma Inglês.

Ângela pegou sua câmera. Para que diabos ela precisava de fotos?

Eu posso até imaginar a legenda no anuário agora. 'O Cara Mais Sexy da Forks High Não É Gay, Afinal! Ele é Apenas Abstinente'.

Seria mais divertido pensar que ele era gay. Pelo menos ele estaria 'levando/dando' algum. Elas olharam de uma para a outra, incrédulas, e depois de volta para mim enquanto todas faziam caretas e reviravam os olhos.

"Isso é besteira completa, Bella. A verdade." Rose apontou o dedo pintado de vermelho para mim.

"Estou falando sério. Ele está mantendo um voto de abstinência até que ele faça 18 anos. Ele tem tipo, um sistema de crença forte contra... um... promiscuidade sexual, ou algo assim... e ele quer esperar até que seja maduro o suficiente para lidar com um relacionamento sexual sério." Isso era uma porcaria, mas era tudo que eu tinha, e a explicação tinha uma semelhança parcial com a verdade.

"Então ele é como a porra de um monge sexy adolescente?" Rose fez aquela coisa de diva do boquete com a cabeça em incredulidade antes de fazer o sinal da cruz com os dedos. "Deus te salve, Irmã Bella..."

Eu ri levemente pensando na ironia de tudo isso. "Uh, sim, eu acho que ele é como um monge".

"Que desperdício." Ângela disse com ar sonhador. "Ele é quente demais para manter aquilo tudo para si mesmo. Aposto que ele tem um peen grande..." Eu olhei para ela em descrença, enquanto realmente ansiava para confirmar o tamanho da coisa de Edward, mas me sentia muito protetora dele para revelar coisas tão pessoais. Na verdade, eu estava morrendo de vontade de revelar às garotas diante de mim o que tinha acontecido com Edward e eu, apenas para compartilhar meu entusiasmo.

Alice levantou-se da sua cadeira completamente irritada. Ela pegou sua bandeja, inclinou-se para mim e sussurrou "Mentirosa". Então ela beijou minha bochecha docemente e saiu. Rose seguiu logo depois, assim como Ângela. Eu permaneci no refeitório por alguns minutos até que o sinal tocou, olhando para Jasper, que estava me dando olhares questionadores.

Arrumei minhas coisas e saí pelas portas duplas para o corredor onde Edward estava encostado na parede esperando por mim. Ele se empurrou da parede com o pé, encontrando-se ao meu lado. Enquanto caminhávamos para a aula de Biologia, notei que suas roupas tinham um forte odor de tabaco fumado há pouco.

"Então, o que você disse?" Ele perguntou com ar presunçoso em seu tom, obviamente já ciente do que elas estavam perguntando.

Olhei para os meus pés sorrindo, esperando que ele não estivesse bravo. "Eu disse a elas que você era contra a promiscuidade e que era abstinente e hum... como um monge".

Ele suspirou. "Fantástico. Eu quero me fantasiar de monge para o Halloween".

Eu ri, feliz por ele não ter ficado chateado. "Isso foi muito injusto, a propósito, tentando me seduzir com um pedaço de pizza".

Ele riu levemente. "Desculpe. Eu não consigo pensar em outra coisa quando você está por perto. Quantos beijos isso me custou, de qualquer maneira?

Eu coloquei o dedo mo meu queixo simulando pensar. "Eu tive que cobrar dez por essa pequena façanha".

"Quantos temos até agora?" Edward moveu seu corpo para evitar que um grupo de tagarelas ficasse em seu caminho.

"Cerca de 17, eu acho." Ele balançou a cabeça, franzindo os lábios. "Bem, bom. Eu cobrei 40 pelos bilhetes impertinentes que você me mandou".

"Quarenta?"

"Quarenta." Ele afirmou. "Isso é como, três boquetes e um hummer".

"Edward, eu não sei nem o que é um hummer".

"Confie em mim... eu ensinarei a você quando chegar a hora".

Até o final da Educação Física, Ângela estava me arrastando para a sala de artes, onde o pessoal do anuário se reunia. Havia apenas seis pessoas no grupo, acho que é por isso que Ângela estava tão ansiosa para recrutar sangue novo. O encontro foi bastante interessante, embora tenha ficado menos atraente quando recebi uma mensagem de Edward dizendo que estava sozinho e que sentia a minha falta. Isso aqueceu meu interior, enchendo-me com esse sentimento esvoaçante de que eu nunca tinha o suficiente.

O assessor entregou as atribuições de fotos da semana e lembrou a todos para escrever uma legenda nas fotos de amostra. Depois que ela terminou de falar, dei uma olhada nas placas onde alguns dos layouts estavam apresentados. Eram em sua maioria fotografias em preto e branco, recortadas e dobradas de forma caprichosa. Ângela bateu no meu ombro, entregando-me uma foto.

"Oh, uau." Eu ofeguei, olhando para a foto nos meus dedos. "Ele parece com James Dean." Era uma foto de perfil de Edward em preto e branco, sentado em uma das mesas de piquenique ao ar livre. Ele estava com uma camiseta preta, jeans e tênis Converse, calçado que eu nunca o tinha visto usar antes. Sua jaqueta de couro de motociclista dobrada ao lado dele na mesa. De um lado estava um cigarro aceso, a fumaça flutuando para cima, queimando em espirais quebradas em todo o seu rosto. Ele parecia tão fodidamente triste e distante, que literalmente machucou meu coração ver sua expressão solitária e solene, vazia de qualquer outra emoção que não fosse dor. A foto era linda e horrível ao mesmo tempo.

"É uma ótima foto, certo? Nós não podemos usá-la porque ele está fumando, então você pode ficar com ela se quiser." Eu balancei a cabeça, agradecendo a ela enquanto a colocava na minha mochila em segurança entre duas páginas do meu caderno. "Eu a tirei no primeiro dia de aula, antes de você se mudar para cá".

Apesar da expressão desolada no rosto de Edward, algo sobre ouvir aquelas palavras me fez voar a uma grande altura. Porque eu sabia que ele não era mais assim. E eu era arrogante, se não confiante o suficiente, para perceber que era por minha causa que ele sorria agora.

Nós terminamos com a reunião e Ângela e eu caminhamos juntas para o estacionamento, junto com duas garotas do último ano da equipe. Passava das 16hs e estava quase tão escuro como se fosse tarde da noite. Enquanto nós conversávamos no estacionamento, do nada, profundas nuvens cinzentas rolaram acima das nossas cabeças. O vento nos pegou em uma explosão de ar, banhando-nos em folhas molhadas e detritos, fazendo nós quatro gritar.

Corri para o meu carro com um aceno rápido para as garotas, ligando o ar quente ao máximo uma vez que coloquei meu cinto de segurança. Fiz uma parada rápida no supermercado para pegar alguns mantimentos muito necessários e voltei para casa exatamente quando começou a chuva. Minha casa estava fria e escura, os sons ecoando assustadoramente quando entrei na cozinha encharcada e suja por causa do vento.

A primeira coisa que eu queria fazer era ligar para Edward, ouvir sua voz, que eu sabia que me deixaria quente por dentro e por fora. Eu tinha me perguntado se ele tinha comido e esperava que não, para que eu pudesse cozinhar algo para ele. Eu fiquei parada com o meu celular na minha mão debatendo se ligava, mas eu não queria parecer ansiosa demais. Quero dizer, ele podia ver pela sua janela da frente que eu tinha acabado de chegar, e se ele quisesse falar comigo, então ele que ligasse.

Depois de ter arrumado as compras, deslizei a foto da minha mochila, traçando meus dedos sobre sua silhueta e olhando para ele com reverência por um tempo. Como era possível, ou mesmo remotamente justo, que uma pessoa pudesse ser tão linda? E essa pessoa me querer em sua vida... eu sorri ao pensar em quanto eu era sortuda por tê-lo, quando de repente uma mudança na direção do vento jogou a chuva no telhado e me assustou das minhas reflexões.

Tomei um banho longo, aquecendo-me no calor da água e na sensação do sabonete na minha pele e do shampoo no meu cabelo. Eu me enxuguei, passei uma escova no meu cabelo úmido e o envolvi em um coque bagunçado em cima da minha cabeça. Peguei um par de calcinhas e meu roupão de cetim branco, jogando a carga molhada de roupa que eu lavei naquela manhã na secadora. Enquanto eu esperava, eu fui lá embaixo para ver se encontrava um porta-retratos para a foto de Edward que eu tinha deixado em cima da minha cama desfeita.

Assim que desci as escadas até o porão, eu internamente me repreendi por não colocar meias, porque a sujeira que estava nas escadas estava aderindo aos meus pés limpos e era nojento. Uma vez que cheguei ao porão, eu tremi quando o ar úmido se infiltrou através do tecido fino do meu roupão e envolveu meus dedos dos pés descalços no frio do piso de concreto. Olhei em volta, rindo do medo irracional do porão que ainda ecoava de quando eu era uma garotinha. Eu odiava aquele maldito porão e estava imensamente aliviada ao perceber quando me mudei para cá, que meu pai teve o bom senso de mudar o local da lavadora e secadora para o segundo andar.

Dei uma olhada rápida ao redor, nas pilhas imensas de lixo que Charlie tinha acumulado ao longo dos anos. Parecia que, durante a reforma, ele simplesmente enfiou as coisas em caixas e nas prateleiras em nenhuma ordem particular, formando um labirinto de memórias esquecidas, muito possivelmente em um esforço para colocar a memória da minha mãe longe da visão tão rapidamente quanto possível. Isso era muito triste para mim... a vida antiga dele já não querendo ser lembrada.

Sorri para as prateleiras forradas com brinquedos antigos e jogos, bem empilhados em camadas que minha mãe tinha feito enquanto eu passava pelos diversos itens. Quando vi a caixa com Operando impressa na frente, fiquei nas pontas dos pés para puxar para baixo, evitando por pouco uma avalanche de jogos Piolho, Não Quebre o Gelo e Formigas nas Calças*. Depois que verifiquei que todas as peças do Operando estavam ainda na caixa, eu a coloquei nas escadas e voltei para a bagunça, espremendo o meu corpo nos corredores estreitos.

Operando, Não Quebre o Gelo, Piolho e Formigas nas Calças são seus antigos jogos infantis de tabuleiro que Bella encontrou no porão.

Encontrei uma caixa denominada fotos, a letra preta manuscrita claramente não era de Charlie. Perguntei-me brevemente se a letra pertencia a Esme, ou Maggie. Na caixa estavam todas as fotos que costumavam ficar na sala de estar, ainda em suas molduras, empoeiradas e envelhecidas. Meu pai manteve apenas a minha foto mais recente da escola lá, uma dele e Maggie, e uma grande foto dele e minha juntos quando eu tinha quatro anos. Tentei encontrar em mim o ressentimento pela ausência das minhas fotos de família em seu lugar de direito na borda de madeira acima da lareira, mas não pude quando percebi que aquela era a casa de Charlie agora, e sua família era somente eu e Maggie.

Vasculhei as imagens, sentindo-me nostálgica e abandonada, sentindo falta da minha mãe, e então do meu pai, e depois da minha mãe e meu pai juntos. Eu queria ter aproveitado mais deles quando eles ainda eram um casal, apreciando as coisas que fizemos como uma família, viagens e passeios, e apenas o tempo de ficar sem fazer nada. Claro que, quando eu era pequena, eu não poderia prever que haveria um dia em que eles não estariam juntos e que nossa pequena família feliz seria dissolvida em... nisso.

Depois de pesquisar através de outra caixa, eu ainda não tinha encontrado a velha fotografia de nós três juntos que eu estava procurando desesperadamente. Sempre foi a minha favorita de todas e eu queria encontrá-la e mantê-la no meu quarto, que estava em grande necessidade de adição de alguns itens mais pessoais. Na foto eu era pequena, provavelmente não mais de dois anos de idade, usando um vestido de festa branco com o meu cabelo todo em cachos e pequenos dentes brancos sorrindo para a câmera. Eu estava no colo do meu pai, minha mãe abaixada ao lado de nós e meus pais estavam felizes... realmente feliz de estarem lá juntos.

Enquanto eu remexia outra caixa de fotos, encontrei uma moldura prata perfeita para a foto de Edward. Eu a coloquei debaixo do braço enquanto inutilmente continuei a procurar pela foto da família.

Classificando através de pilhas ao acaso, eu vi a luz nos olhos da minha mãe e o brilho em seu rosto lentamente escurecendo com o passar dos anos. Seu penteado mudando constantemente, assim como suas roupas da moda, mas o pequeno sorriso que atingia seus olhos eventualmente diminuiu, até que ela estava claramente fingindo só por causa da câmera. Eu nunca percebi isso antes, como ela havia se distanciado de Charlie.

Eu suspirei alto, sentindo frio, fome e muito, muito solitária. Eu queria muito ver Edward, abraçá-lo e sentir seu calor contra mim e o esmagamento dos seus braços fortes em volta do meu corpo. Saber que aquilo não aconteceria, deixou-me ainda mais triste. Um súbito raio de relâmpago iluminou o porão em uma explosão brilhante de azul prateado. Em seguida, o barulho de um trovão seguido pelo som surdo me fez gritar alto.

Irracionalmente amedrontada, com meu coração batendo acelerado no meu peito, eu caminhei em direção à escada. Fiz uma pausa quando notei mais uma caixa no topo da velha estante de madeira aninhada no canto em frente à escada. Ainda obcecada em encontrar aquela foto, eu fiquei nas pontas dos pés novamente, tentando puxar a caixa, mas era muito pesada para transportar para baixo. Hesitantemente, eu subi na prateleira mais baixa, apenas o suficiente para que eu pudesse acessar a caixa melhor.

Sem aviso, o meu pé descalço escorregou e eu agarrei a prateleira de cima com os dedos envolvidos em torno da madeira gasta. Assim que recuperei meu equilíbrio o suficiente para descer, a estante inteira veio cambaleando para a frente sob o meu peso. Eu gritei pela minha vida quando a madeira tombou enquanto eu me agachava no chão, cobrindo minha cabeça com os braços esperando ser esmagada. Poeira e detritos caíram ao meu redor e algo pousou no meu ombro com um baque. Doeu como o inferno. Houve o som de madeira colidindo contra o gesso do teto, vidro quebrando e o chocalho metálico de algo que rolou pelo chão parando em seu lugar de descanso final com um eco vazio.

Eu olhei para cima finalmente, ainda agachada debaixo da prateleira, que estava agora em um ângulo entre a parede e meu corpo encolhido. Fiquei espantada por te escapado na maior parte ilesa. Eu não estava realmente ferida, exceto pelo meu ombro, mas logo percebi que não podia ficar de pé para tentar alcançar algo para me apoiar nesse porão de merda porque a estante estava debruçada sobre mim. Cacos de vidro estavam espalhados por toda parte... Fotos, molduras quebradas e o que restava do vaso de cristal da minha avó Swan. Merda. Eu sabia que meu pai odiava essas coisas, mas era da vovó...

Outro raio caiu seguido pelo som de um trovão e, em seguida, as luzes piscaram algumas vezes. Engoli em seco, sabendo que eu estaria tremendamente fodida se eu ficasse persa aqui embaixo no escuro. Com o meu coração batendo forte, fiquei de joelhos e empurrei a estante com toda a minha força, mas ela não iria a lugar nenhum como estava presa no teto de gesso, deixando-me presa no canto do porão.

Então eu tentei deslizar meu corpo entre a parede e a prateleira, mas eu não consegui fazer passar meu ombro. Mesmo se eu conseguisse espremer o resto do meu corpo, eu seria contemplada por um chão repleto de cacos de vidro e eu estava com os pés descalços.

"Porra! Não, não, NÃO! Deus, por favor, isso não está acontecendo comigo!" Suspirando frustrada, eu me sentei no chão de concreto frio gelado, enfiando meu roupão debaixo da minha bunda enquanto tentava encontrar uma maneira de dar o fora de lá. Eu bati na parte de trás das prateleiras repetidamente até que minha mão estivesse dolorida.

Então, como se minha vida não estivesse fodida o suficiente no momento, as luzes piscaram novamente, deixando o porão completamente escuro.

Eu congelei, sugando uma respiração profunda. "Oh meu Deus! Por que você está fazendo isso comigo? Socorro." Eu gritei em vão. "Socorro!" Quem sabia quando no inferno Charlie estaria em casa? Eu poderia ficar aqui por dias, faminta e congelando em uma poça do meu próprio xixi.

Eu estava completamente vencida e uma onda de medo irracional passou através de mim. Meu coração começou a bater acelerado e eu podia sentir meu peito em constrição, sufocando-me, prendendo-me, em um porão escuro e úmido, com apenas um roupão como roupa.

Olhei para cima quando ouvi o som fraco do meu telefone tocando lá em cima, fazendo-me sentir incrivelmente mais longe do calor das minhas roupas, da segurança do chão limpo de madeira e mobiliário confortável e macio.

Edward...

Estava tão escuro que eu não podia sequer julgar o quanto as escadas estavam longe. Não que fizesse um inferno de uma diferença, porque mesmo se eu pudesse deslizar para fora de debaixo dessa estante, eu não tinha como navegar meu caminho entre a escuridão e os cacos de vidro espalhados pelo chão.

Senti minha garganta fechar-se em pânico, mas empurrei isso de volta com raiva, respirando profundamente, tentando diminuir minha pulsação.

Eu odiava ser uma aberração do caralho.

Ainda sentada congelada sob as restrições da estante, eu esperei pacientemente por um novo trovão para servir como meu farol na tempestade, enquanto afugentava os medos infantis de monstros à espreita nas fendas desprotegidas. Quando outro raio brilhou através da janela, eu pude ver claramente a escada um pouco além da bagunça no chão. Tão perto, tão longe.

Pareceram horas, mas poderia ter sido minutos enquanto eu permaneci sentada lá tentando chegar a um plano para dar o fora daquele porão esquecido por Deus. Rezei em voz alta para Deus em algum momento, e então eu tentei mentalmente usar telepatia para chamar Edward para vir me salvar. Meu telefone tinha tocado várias vezes lá em cima, mas eu só tinha toques especiais para os meus pais, então eu não tinha ideia de quem estava me ligando, mas eu estava rezando que fosse Edward.

Colocando os meus dedos nas minhas têmporas, eu cantei, "Ohm, ohm, Edward... se você puder me ouvir... eu estou presa no meu porão... e eu estou completamente nua..." Eu pensei que se ele pudesse me ouvir, enviando-lhe imagens nuas de mim telepaticamente isso traria sua bunda para cá mais rápido.

Bem, eu estava desesperada.

Eu até esvaziei uma das caixas próximas que consegui alcançar, rasgando-a para fazer uma camada de papelão entre o piso coberto de vidro e meus pés, mas não era longo o suficiente para alcançar as escadas. Além disso, eu não conseguia sair do lugar.

Esfregando minhas coxas nuas e arrepiadas com as palmas das mãos, e me xingando por não ter vestido algo mais quente, eu tremi. Deixei cair minha testa na minha mão quando meu estômago roncou e eu percebi que precisava realmente muito fazer xixi. E exatamente quando uma lágrima solitária escapou dos meus olhos e rolou pela minha bochecha em frustração, eu escutei uma batida na minha porta da frente.

Eu me ajoelhei, banhando-me de alívio quando gritei, "Aqui em baixo! Estou presa no porão!"

Eu sabia que era Edward. Eu poderia dizer pela tenacidade devota das batidas. Presumi que deveria ter sido ele me ligando, e quando eu não atendi, ele provavelmente ficou preocupado comigo sozinha no escuro durante uma tempestade. Eu gritei de novo, enquanto as batidas continuaram incansavelmente e então, de repente pararam. Eu gritei freneticamente, tão alto quanto podia, minha garganta se tornando irritada naquele ponto. A prateleira de madeira estava abafando meus gritos.

Lágrimas encheram os cantos dos meus olhos e comecei a chorar quando um nó se formou na minha garganta. "Por favor, volte." Eu implorei baixinho, enxugando as lágrimas e meu nariz escorrendo com a minha mão. Bati as palmas das minhas mãos contra a madeira mais uma vez, empurrando tão forte quanto eu podia em frustração, mas eu precisava ficar de pé para fazê-la ceder. Eu soluçava, derrotada e com frio e me sentindo uma idiota completa por ficar presa no meu próprio porão.

Então, eu o ouvi. A luz do sol, a música, a esperança da voz de Edward me chamando, atada com alarme. Gritei de novo, assim que a porta do porão se abriu com pressa e os pés de Edward fizeram barulho ao descer as escadas. Eu nunca tinha ouvido sons tão lindos antes em toda a minha vida.

"Bella, onde diabos você está?" Tudo que eu podia ver era um feixe de luz branca vindo da sua direção, mas sua voz me fez querer cantar e gritar, "Louvado seja o Bebê Jesus! Eu fui salva!"

"Atrás da estúpida prateleira." Eu funguei, acenando freneticamente meu braço para fora do lado da prateleira."Edward, graças a Deus, eu achei que morreria aqui. Você tem que pegar meus sapatos. Há vidro por todo o chão e eu estou com os pés descalços." Eu implorei a ele, respirando aliviada em meio a lágrimas felizes.

"O que diabos aconteceu?" Ele perguntou, fazendo o seu caminho através dos fragmentos em seu caminho. Ele se agachou no chão, direcionando a luz para o canto onde eu estava encolhida com meus joelhos no meu peito. "Você está chorando... você está machucada, amor?" Minha bunda estava congelada e dormente, mas a visão dele aqueceu todo o meu ser.

Puta merda... Ele acabou de me chamar de Amor.

"Não, eu estou bem... apenas fodidamente estúpida." Limpei mais lágrimas do meu rosto com as costas da minha mão, puxando o roupão fechado. Devo ter parecido uma merda completa.

Ele me entregou a lanterna para que pudesse empurrar a prateleira da sua posição encravada. Levou algumas tentativas, mas ele conseguiu empurrar a prateleira a um ponto na vertical, fazendo-a deslizar contra a parede. Enquanto trabalhava, ele soltou pequenos grunhidos enquanto murmurava sua descrença quanto à forma que eu consegui me colocar presa nesta situação ridícula. Enquanto eu estava passando os braços em volta do meu tronco, Edward mexeu suas mãos em desdém e seus olhos percorreram o comprimento do meu corpo.

"Você está tremendo. Merda..." Ele permaneceu lá por apenas um segundo, antes de tiar seu casaco cinza úmido. Deslizei meus braços nele com gratidão, mesmo que estivesse molhado da chuva. Estava deliciosamente quente por dentro, e cheirava a ele – um toque fraco de cigarros, perfume e algo distintamente Edward. Ah, e maconha, eu definitivamente reconheci o cheiro de maconha recém fumada. As mangas eram uns bons dez centímetros mais longas que meus braços e o restante ficou pendurado em meu corpo sem jeito.

"Eu preciso de sapatos... há vidro..." Edward olhou para o chão coberto de vidro e depois para mim, com lágrimas ainda nos olhos e congelando, claramente tomando uma decisão.

"Fodam-se os sapatos. Venha aqui." Meus olhos arregalaram com as suas mãos estendidas para mim. Dei um passo em frente hesitantemente, incerta do que fazer.

"Mas..."

"B, o que diabos eu devo fazer, deixá-la aqui? Apenas venha..." Sua voz tinha uma ponta de irritação, fazendo-me imediatamente imaginar por que ele ficaria chateado comigo por isso. Não é como se eu tivesse feito isso de propósito. Eu nasci desajeitada, não me tornei uma.

Antes que eu pudesse piscar, Edward pegou-me em seus braços, carregando-me pelas escadas com facilidade. Eu olhei para ele chocada e piscando, seu rosto a poucos centímetros do meu.

"B, a luz, por favor..." Ele disse rindo. Rapidamente, eu redirecionei a luz na frente dele, quando nós finalmente chegamos ao andar de cima.

"Meu herói..." Eu sussurrei. Edward sorriu para mim, ainda me segurando em seus braços, e eu desejei que não tivesse a grossura do casaco entre nós, apenas a pele de Edward e meu roupão fino de cetim.

"Você está bem?" Ele sussurrou suavemente. Eu assenti, ainda estupefata pelo fato de ele estar me tocando. Meu rosto estava tão perto dele... Eu podia sentir o cheiro da chuva nele e o cheiro doce do gel no seu cabelo úmido. Seus braços eram tão fortes e seu peito e tronco eram sólidos como rocha. Eu não tinha imaginado que um corpo humano poderia ser tão firme e inflexível.

"Eu estou agora." Eu sussurrei de volta suavemente. Ele fechou seus olhos momentaneamente e seu rosto meio que empurrou para a frente um pouco. Minha respiração ficou presa na minha garganta enquanto eu pensei que ele estivesse se inclinando para me beijar. Em vez disso, ele me ergueu mais para cima em seus braços e se dirigiu para as escadas enquanto eu guiava o nosso caminho com a lanterna. Uma vez que chegamos ao meu quarto, Edward parou ao lado da minha cama, aparentemente debatendo onde me soltar. Eu levantei uma sobrancelha em expectativa, enquanto ele apenas ficava ali, segurando-me em seus braços.

"Eu não... quero soltar você." Ele sussurrou. Senti seu abraço apertar em torno das minhas costas e por baixo dos meus joelhos. Eu tremi com as suas palavras e pela angústia que pareceu invadir seu tom de voz. Eu queria que ele me segurasse eternamente.

"Então não solte".

"Sim, mas, uh... você não é exatamente leve." A lanterna dava ao quarto luz suficiente para que eu pudesse ver o sorriso em sua boca.

"Obrigada." Eu respondi com uma carranca. Meus dentes começaram a bater quando a umidade do casaco de Edward começou a vazar para o interior.

"Você está congelando, B. Você precisa se vestir." Eu assenti tristemente, percebendo que ele estava certo. Entre o meu cabelo molhado e o fato de que tudo que eu tinha por baixo do roupão fino era uma calcinha, eu estava tremendo. Ele baixou-me para o chão, esperando que meus pés encontrassem o equilíbrio antes que ele tirasse os braços da minha cintura. Eu me senti imediatamente abatida pela perda de contato e o calor que irradiava do corpo dele.

Tirando o casaco dele, eu o coloquei cautelosamente na cama e levantei a lanterna na posição vertical para que iluminasse o teto do meu quarto o suficiente para eu conseguir me vestir.

"Uau, seu quarto é uma bagunça." Ele disse suavemente, pegando meu sutiã anteriormente descartado da minha escrivaninha. Eu ignorei sua observação, pegando o sutiã das suas mãos. Ele riu e perguntou, "Por que você estava no porão, de qualquer maneira?"

"Eu estava procurando um porta retratos, que deixei no estúpido porão. Ângela tirou esta." Entreguei-lhe a foto que estava na minha cama. Edward olhou para ela, aproximando-se da luz.

"Você queria colocar isso em um porta-retratos? Por quê?" Ele perguntou secamente.

Fiquei surpresa com a sua impetuosidade. "Porque eu gosto. É uma bela foto e eu não tenho outra sua." Eu recuperei a foto da sua mão estendida, observando-o distraidamente mastigar o interior da sua bochecha. "Qual é o problema com isso?"

Ele encolheu os ombros. "Nada, é só... Eu não sei. Esqueça".

"Não faça isso." Eu rebati.

As sobrancelhas de Edward franziram e ele franziu a testa. "Não fazer o quê?"

Revirei meus olhos e suspirei exageradamente. "Obviamente há uma razão que o incomodou. Por favor, não esconda seus sentimentos de mim... não é justo. Quero dizer, nós não podemos..." Eu deixei cair a minha cabeça para o lado, avisando-o que eu não estava chateada.

Ele bufou e respondeu, "Eu só estava tendo um dia fodidamente de merda. E eu não gosto desses Converse estúpidos. Mas se você gosta da foto, então, faça o que quiser com ela".

Eu assenti, entendendo sua explicação ao dizer que ele não gostava do jeito que ele parecia na foto. "O que se passa com os tênis, afinal?"

"Ah, eu estava experimentando um novo visual." Ele encolheu os ombros com indiferença.

"Você é metrossexual demais para ser emo." Eu ri. "E, você pode, por favor, pegar um par de meias para mim?" Eu perguntei, apontando para a cômoda, antes de me dobrar para pegar um par de calças de yoga macias de algodão na minha gaveta. Deslizei o roupão dos meus ombros, não me importando nem um pouco que eu estivesse no meu quarto em apenas um par de calcinhas brancas porque eu estava morrendo de frio.

Ele murmurou, "Claro", voltando-se para a gaveta. Enquanto eu vestia as calças, tive um vislumbre da sua expressão no reflexo do espelho da cômoda. Ele estava vasculhando minha gaveta de cima, enquanto nem mesmo prestava atenção ao conteúdo. Em vez disso, seu olhar estava sobre mim e minha nudez enquanto ele cautelosamente olhava através dos seus cílios.

"Meias Edward." Eu ri, redirecionando-o. Ele vacilou, lançando os olhos para baixo ao abrir algumas gavetas até encontrar as minhas meias. Ele se virou para entregar um par para mim, exatamente antes de eu vestir uma camiseta de manga comprida cinza. Peguei as meias dele enquanto murmurava em apreciação, ainda tremendo de frio. Edward virou-se para a cômoda de novo, aparentemente embaraçado por ser pego espiando. Eu realmente não me importei, eu apenas achei incrivelmente fofo e lisonjeiro que ele quisesse me ver no meu estado de nudez.

Agachei-me no armário, procurando através do monte desorganizado de sapatos, em busca de um par correspondente de tênis. Uma vez que encontrei um par, eu espiei por cima do meu ombro, para ver Edward segurando um par de calcinhas. Sua cabeça estava inclinada para um lado, como se ele estivesse muito concentrado em algo. Ele as colocou para baixo, pegando outro par, segurando exatamente como o primeiro.

"Você quer experimentá-las?" Eu sorri enquanto calçava meus sapatos.

"O quê? Não." Ele disse defensivamente. "Eu só... como diabos isto pode ser confortável?" Ele tinha uma das minhas calcinhas fio dental de renda preguiçosamente pendurada em seu dedo indicador.

"Eu não sei... elas simplesmente são. Você nem sequer as sente após alguns segundos".

"Sim, mas elas estão em... sua bunda." Ele puxou o elástico na parte de trás.

Eu dei de ombros. "Por que você não as coloca e vê você mesmo?"

"Uh, não, obrigado. Mas eu gosto disso..." Ele segurava um fio dental verde-limão, com uma imagem de um sapo usando uma coroa na parte da frente. "Posso ficar com elas?"

"Elas não caberão em você." Eu ri, sabendo muito bem que ele não tinha intenção de experimentá-las. Ele estalou a língua, sacudindo a cabeça.

Estreitei meus olhos para ele de brincadeira. "Elas são para a sua coleção?"

"Sim, a que eu estou começando hoje." Eu ri quando ele deslizou a calcinha no seu bolso de trás. O telefone de Edward tocou ao mesmo tempo. Ele o puxou do outro bolso, atendendo.

"Ei." Ele se virou para mim, apoiando sua bunda contra a cômoda enquanto eu levantava. "Sim, ela está bem... presa em seu fodido porão." Ele riu e revirou seus olhos, acrescentando, "Eu sei, eu sei." Ergui uma sobrancelha para ele, estreitando os olhos. Edward murmurou, "Jasper".

"Vocês dois estão se falando de novo?" Perguntei com um grande sorriso. Ele balançou a cabeça, revirando os olhos. Edward desligou o telefone dizendo, "Vamos, vamos. A pizza acabou de ser entregue na minha casa." Edward colocou sua jaqueta de volta, olhando-me de forma estranha. "Você está bonita." Ele comentou.

Eu fiz uma careta, olhando para baixo em minha roupa extremamente casual. "Você acha que isso é bonito? Eu uso isto para dormir".

"Sim, eu sei que sim, mas..." A respiração de Edward acelerou bruscamente. Ele balançou sua cabeça, agarrando a lanterna da mesa e iluminando o caminho para descer as escadas, não me dando uma escolha senão segui-lo. Edward me ajudou com o meu casaco enquanto eu pegava a chave do meu carro. Os trovões e raios tinham acalmado, mas continuava chovendo de forma torrencial. A garagem dos Cullen era quase tão longa quanto a própria rua, eu não estava prestes a ficar encharcada lá fora.

Peguei minha bolsa, lembrando que o jogo ainda estava nas escadas do porão. Uma vez que eu o peguei, os olhos de Edward arregalaram quando eu o coloquei debaixo do braço dele. Ele estendeu sua mão com expectativa. No começo eu pensei que ele estava pedindo-me para conceder-lhe a minha mão. Afinal, ele tinha me tocado quando me resgatou do porão, mas ele nunca fez contato com qualquer coisa, exceto seu casaco, então eu não estava muito certa aqui de qual era o protocolo.

Edward olhou para mim com uma expressão perplexa, enquanto seu rosto anuviava com esclarecimento, "Chaves". Eu imediatamente me senti estúpida por pensar que ele de repente começaria a mudar todas as regras e seu raciocínio cuidadosamente pensado porque não podia me tocar em particular.

Fiquei indignada, "Eu posso dirigir cem metros até a sua casa." Ele balançou a cabeça, revirando seus olhos.

"Eu acabei de salvar a sua vida, um ato que poderia muito bem me colocar na prisão, e você vai discutir comigo?" Fiz uma careta com um silvo, admitindo enquanto deixava cair minhas chaves na palma da sua mão aberta. Corremos debaixo de chuva através dos poucos metros, ficando completamente encharcados no processo. O cabelo escuro de Edward estava completamente molhado e pendurado em seus olhos, enquanto ele ligava o carro resmungando palavrões em voz baixa.

Ele estacionou atrás da sua BMW, segurando seu dedo para cima, indicando que eu deveria esperar. Uma vez que ele estava do lado do passageiro, ele abriu a porta e eu pulei para foram esquivando-me sob a gola do meu capuz enquanto agarrava o jogo de tabuleiro. Jasper abriu a porta da frente, segurando uma fatia de pizza na mão.

A casa estava surpreendentemente brilhante e acolhedora, velas espalhadas sobre as duas salas da frente. Ambas as lareiras estavam rugindo, dando à casa uma sensação morna e aquele ótimo cheiro de madeira queimada, significativo da mudança das estações. Nós três fomos para a cozinha, onde eu me servi de uma fatia de pizza e uma lata de refrigerante, enquanto Edward desapareceu na lavanderia. Ele voltou esfregando uma toalha sobre a cabeça, antes de pegar uma fatia e sentar comigo e Jasper.

"Isso é tão romântico." Eu cantarolei sarcasticamente.

A dinâmica naquela cozinha deveria ter sido estranha, eu suponho, porque, tecnicamente, a última vez que Jasper e eu interagimos, seus braços estavam me abraçando e sua boca estava na minha. Nós não tínhamos falado nisso e eu sentia que uma conversa era necessária, apenas para limpar o ar. Pela maneira como seus olhos continuavam correndo dos meus até a mesa, parecia que talvez Jasper estivesse se sentindo da mesma maneira.

"Puxa, vocês fedem a maconha." Eu comentei, acenando com a mão na minha frente enquanto me sentia um pouco com raiva que eles tinham ido em frente e fumado sem mim. Eu poderia ter desfrutado de um pouco de erva no momento. Ambos riram.

"Então... uh... Bella. Você por acaso mencionou para uhm, Alice, sobre... uhm... o dia em que você... e uh, eu... estávamos na casa da árvore?" Jasper tomou um gole grande de refrigerante e limpou a boca com um guardanapo.

"Oh, você quer dizer no dia em que estávamos sozinhos e você tentou me dar uns amassos?" Edward baixou a fatia meio comida em seu prato e se virou, olhando para Jasper. "Oh, eu estou brincando!" Eu disse, revirando os olhos.

"Bella, nem sequer foda assim! É ruim o suficiente para que ele porra..." Edward bufou, jogando o guardanapo com raiva para baixo. Ele balançou a cabeça, indicando claramente que aquele era um ponto sensível para ele. Lição aprendida.

"Desculpe, desculpe. Hum, não Jazz, eu não disse nada para ela. Eu deveria?"

"Uh, a resposta seria um grande e gordo 'não'. Eu não acho que ela apreciaria o fato e isso definitivamente diminuiria as minhas chances de..." Ele balançou a cabeça, sem terminar sua declaração. Edward sorriu. "Mas, uh... nós estamos... bem?" Ele fez sinal com a mão entre nós dois, com suas sobrancelhas levantadas.

"Sim, nós estamos bem, não se preocupe. Então... você e Alice, hein?" Eu sorri, olhando para Edward, que estava abaixando sua fatia de pizza com um guardanapo. Ele era um fresco do caralho às vezes. Como ele conseguia ser tão surpreendentemente sexy e viril ao mesmo tempo em que estava enxugando a gordura da sua pizza era com certeza uma das grandes maravilhas do mundo.

"Ah, eu não sei. Ela fodidamente me odeia, e eu não a culpo. Mas eu quero convidá-la para ir para essa coisa no sábado... este festival onde eles têm tipo, colheita de maçãs e passeios pelo feno e essas coisas. Se ela disser que sim, então vocês virão conosco?"

Meu coração acelerou um pouco, porque Jasper acabou de admitir que queria levar Alice em um encontro. Eu estava tão animada, eu queria ligar para ela agora mesmo e contar a novidade. Olhei para Edward, porque ele não tinha mencionado nada sobre isso. Ele deu de ombros e disse simplesmente, "Eu esqueci de perguntar... eu fui distraído pela sua roupa íntima. Você gostaria de ir?"

Eu ri alto. "É aquele em Sequim? A mãe de Rose nos levou lá quando tínhamos dez anos. Foi muito legal, exceto a casa mal assombrada. Jessica Stanley fez xixi nas calças e depois vomitou nos sapatos novos de Lauren." Eu disse balançando a cabeça, enquanto os dois riam. "Mas eu adoraria ir. Apenas um conselho." Eu acrescentei. "Se você gosta de Alice, então não a chame mais de Xanax. Não é legal".

Jasper acenou solenemente, sussurrando: "Eu sei... eu não vou." Parecia que ele realmente sentia remorso pelas suas ações. Isso me fez voar.

Terminamos a pizza, exatamente quando Emmett entrou na cozinha todo molhado. "Ei, pessoal. Que tempestade fodida, hein? A região está sem energia até Port Angeles. A mãe ligou para me dizer que ela e o pai estão presos na 101 porque há um poste caído e o tráfego está interrompido... Ei, pizza!" Ele aplaudiu, deslizando em um banco e servindo-se de uma generosa fatia de pepperoni. Após uma breve discussão sobre o festival de outono em Sequim, Emmett decidiu que ele e Rose deveriam ir também.

Edward colocou um novo conjunto de pilhas no meu jogo, e uma vez que ouvimos o som familiar do zumbido funcionando corretamente, nós quatro nos sentamos em volta da mesa da cozinha revezando. Mesmo que Edward e Jasper estivessem chapados, Edward foi incrivelmente bem. Acho que a campainha soou apenas uma vez quando ele extraiu o osso do peito do carinha nu*. Emmett e eu nos saímos melhor, dando cumprimentos de mão um ao outro frequentemente enquanto Jazz e Edward resmungavam. De vez em quando Edward olhava carrancudo para mim quando minha mão encontrava a de Emmett. Algo tão simples como um cumprimento estava fora dos limites para nós, provando que esse era, de fato, um mundo cruel e injusto.

Eles estão jogando o Operando, jogo em que você tem que retiras os ossos do paciente sem encostar nas laterais do tabuleiro, senão o nariz do carinha nu acende e uma campainha toca.

Assim que os meninos começaram a discutir sobre quem era o melhor "cirurgião", meu telefone tocou. Era Alice pedindo uma carona para casa da lanchonete. Perguntei para Edward se ele se importaria de vir comigo para pegá-la, e Jasper de repente se animou, oferecendo-se para fazer isso. Nós trocamos olhares, sorrindo um para o outro enquanto Jasper corria pela porta da frente. Pensei em ligar para ela para dar-lhe um aviso justo, mas, em vez disso, eu apenas enviei uma mensagem a ela com as palavras: não há de quê. Ela descobriria o significado quando visse Jasper no estacionamento... isto é, se ela não desmaiasse na calçada primeiro.

Edward e eu fomos para o quarto dele. Ele puxou minha calcinha do seu bolso traseiro, junto com o seu telefone, sorrindo para mim. Sentei em sua cama apoiada em meus cotovelos, enquanto eu descaradamente o observava tirar sua calça jeans pelo lampejo da luz das velas. Ele tirou sua camisa, jogando-a em seu cesto no banheiro. Quando ele desceu sua boxer, ele olhou para mim, sorriu e então simplesmente e descaradamente se livrou dela. Mordi meu lábio inferior ao ver seu corpo lindo e nu se mover rapidamente para suas calças de pijama de flanela. A simples visão dele fez coisas acontecerem ao meu corpo. Coisas ruins e coisas muito, muito boas.

Eu queria sussurrar, "Venha aqui" para ele para que eu pudesse tocar seu peito e brincar com o pequeno anel de prata que deslizava através do seu mamilo, mas eu sabia muito bem que não podia. Edward levou a vela para o seu armário, reaparecendo vestindo o moletom verde que compramos juntos no shopping. Ele parecia tão macio e confortável e tão perfeito para se aconchegar. Foi então que eu bocejei e me dei conta de perguntar a ele que horas eram. Ele olhou para o seu telefone e já passava das 22hs30min.

"Eu deveria ir." Eu disse apreensivamente. A última coisa que eu queria fazer era ir para uma casa completamente fria e escura. Percebendo minha hesitação, ele pegou seu telefone novamente, discando enquanto mantinha seu dedo para cima. Espere um segundo...

"Ei, mãe, onde vocês estão?" Ele esperou por uma resposta antes de concordar com um aceno. "Sim, está tudo bem aqui. Ouça, Bella está aqui e eu acho que ela está com um pouco de medo de ir para casa sozinha sem energia elétrica. Ela pode ficar aqui esta noite?" Nós sorrimos um para o outro e, depois de algumas palavras na outra extremidade, seu rosto caiu um pouco. "Mãe, provavelmente está congelando lá em cima..." Após uma breve pausa e algumas reviradas de olho e acenos de cabeça, ele admitiu. "Sim, está bem. Tudo bem. Vejo vocês em breve. Tchau".

"Ela disse que você pode ficar na suíte de hóspedes, não no meu quarto." Ele encolheu seus ombros, parecendo completamente desapontado.

"Está tudo bem. Estou muito cansada para fazer qualquer coisa esta noite, de qualquer maneira." Eu ri fracamente enquanto levantava, pegando minha bolsa da sua mesa de cabeceira. Ele murmurou algo incoerente enquanto segurava a vela, caminhando em direção ao banheiro. Ele começou a escovar seus dentes, espiando a cabeça para fora com a boca cheia da sua escova de dentes azul. Ele acenou em torno de outra escova de dentes, uma nova roxa, que eu aceitei com gratidão.

Nós escovamos os dentes juntos, partilhando a pia, cada um tomando a sua vez para cuspir. Eu achei aquilo um pouco engraçado, já que não tínhamos feito nada parecido antes, mas acho que não deveria ter sido um grande negócio, porque ele tinha, afinal, me visto seminua. E eu não estava envergonhada sobre isso tudo... mas, observar-me escovar os dentes era razão para me sentir autoconsciente. Idiota.

Quando terminou, ele deslizou sua escova de dentes em um pequeno suporte em forma de ovo que tinha uma luz violeta emanando do topo. Sem sequer olhar para mim, ele sabia que eu esperaria uma explicação dele.

"Higienizador Ultra Violeta de escova de dentes." Ele disse com naturalidade.

Eu ri silenciosamente. "Só você, Edward".

Ele pegou a minha escova de dentes nova, colocando-a dentro de uma caixa de plástico antes de pegar a vela e fazer sinal para eu ir em frente. A casa estava bastante calma nesse momento, exceto pelo murmúrio da voz de Emmett atrás da porta do seu quarto. Assumi que ele estava dizendo boa noite para Rose, o que eu achei muito doce. Caminhamos pelo corredor até uma porta no final, a luz das velas cintilando lançando sombras fantasmagóricas nas paredes e tetos altos.

Assim que Edward abriu a porta, uma brisa fria nos cumprimentou quando passamos por ela. Tremendo, eu o segui até um lance curto e acarpetado de escadas que dava para uma sala espaçosa com tetos muito altos. Eu ofeguei, porque eu não tinha ideia que isto sequer existia. Na penumbra, pude ver que era decorada em estilo francês, muito feminina e com babados, com cores suaves e longas cortinas nas janelas. Havia pequeno recantos com mesas e arranjos florais, luminárias de mesa com franjas neles. Sofás listrados delicados estavam dispersos com um milhão de almofadas florais estampadas. Pouco além da sala de estar havia uma cozinha estilo country e uma pequena sala de jantar. A 'suíte de hóspedes' dos Cullen era na verdade um apartamento de tamanho generoso, maior do que a maioria dos lugares que eu e minha mãe vivemos depois que saímos de Forks.

"Meus avós ficam aqui quando nos visitam. É a parte 'maricas' da casa." Ele riu. Ele abriu a porta para um dos dois quartos e eu ofeguei novamente diante da linda cama de madeira com dossel branco, decorada com lençóis e travesseiros florais e ainda mais um milhão de almofadas. Edward colocou a vela sobre o criado-mudo e começou a colocar todas as almofadas perfeitamente na caixa de madeira ao pé da cama. Ele gentilmente me jogou seu isqueiro, fazendo sinal para eu acender a vela de cabeceira. Tomando o isqueiro de volta, ele se ajoelhou em frente à pequena lareira e acendeu o que parecia ser mais velas, mas explicou que elas eram feitas de um gel especial, ou algo assim, e exalavam uma surpreendente quantidade de calor. Enquanto ele fazia isso, eu serpenteei meu braço na manga da minha blusa, removendo meu sutiã discretamente e o colocando na mesa de cabeceira dobrado ao lado da minha bolsa.

O quarto aqueceu rapidamente e logo se tornou muito aconchegante. A cama era tão macia que eu afundei alguns centímetros nela quando me deitei. Coloquei minha cabeça nos travesseiros sentindo a maciez da cama ao meu redor. Eu poderia dormir por dias naquela cama. Edward riu, rastejando ao meu lado. Ele deitou sua cabeça no travesseiro, olhando para o meu rosto. Seus olhos desceram para o meu peito, onde eu sabia que ele percebeu que eu estava sem sutiã pela forma como seu lábio estava preso entre os seus dentes.

"Esta cama é tão confortável." Eu disse, sentindo-me um pouco exposta.

"Uh, sim." Ele limpou a garganta. "Esta é a cama mais confortável da casa. Meus avós nunca querem deixá-la".

"Eu posso ver por que." Eu disse, aconchegada nas almofadas. "Eu amo este lugar. É tão 'eu'." Edward balançou a cabeça quando eu bocejei novamente.

"Cansada?" Ele perguntou. Sua mão cautelosamente estendeu para arrumar um fio de cabelo rebelde que havia caído do coque confuso no qual eu tinha esquecido que meu cabelo estava desde que saí do banho. Imaginei que o cabelo fosse uma exceção à regra, porque estava realmente morto e era uma mera extensão de mim mesma, não eu, na verdade.

Eu me pergunto o quanto a lei é restrita se eu tivesse uma gangrena na virilha...

"Ei, como você entrou na minha casa?" Eu perguntei, de repente lembrando que Edward entrou sem uma chave, e eu me lembro nitidamente de ter trancando a porta quando cheguei.

"Eu, uh... escalei através da janela do seu quarto." Ele disse, olhando para baixo.

"O quê? Você subiu aquela altura? Você é louco?" Eu balancei a cabeça pelas suas travessuras, mas agradecendo a Deus por ele ter tido bom senso e persistência para fazer isso.

Puxei o elástico do meu cabelo, sentando-me para tentar ajeitá-lo com as minhas mãos. Ainda estava úmido em alguns pontos e caiu em torno dos meus ombros em uma bagunça de cachos. Peguei a pequena escova de cabelo de viagem da minha bolsa, passando-a através do meu cabelo.

"Não. Primeiro, você não deveria deixar aquela janela aberta. Qualquer um pode entrar dessa forma. E no ano passado, quando eles estavam construindo o covil, eu, Jazz e Em estávamos observando os trabalhadores e falando sobre como seria fodidamente fácil simplesmente saltar sobre o trilho da varanda dos fundos e subir. O telhado não é nem mesmo um ângulo inclinado demais. Não foi nada difícil. Não que qualquer um de nós deliberadamente entraria na casa de um policial, mas..."

"Bem, estou feliz por tê-la deixado aberta, porque eu estaria morta agora. Obrigada por me salvar." Eu queria perguntar a ele sobre ter me chamado de "amor", mas me senti estranha, então eu deixei para lá.

"A qualquer hora".

Meu telefone zumbiu com uma mensagem de Alice. Dizia simplesmente, OMG, OMG, OMG, Jasper está aqui.

Eu ri, mostrando a mensagem para Edward. Ele se deitou de lado, apoiado no cotovelo, enquanto me observava escovar meu cabelo por um minuto, seus olhos intensos e sondando. Eu sorri para ele humildemente. "O quê?"

"Posso... fazer isso?" Ele perguntou, quase divertido. Eu dei de ombros, entregando-lhe a escova, pensando que era melhor o Sr. Detalhista não começar a apontar todos os meus fios duplos. Ele sentou-se, chegando mais perto, enquanto eu me virava de costas para ele.

Pela minha visão periférica, eu podia vê-lo levantar a mão hesitantemente em direção ao topo da minha cabeça. Assim que a escova fez contato com o meu couro cabeludo, eu suspirei pesadamente. Era tão bom. Cada passagem da escova era relaxante e reconfortante, lembrando-me de quando eu era uma menininha fazendo tranças antes da escola, só que isso era... diferente.

"Minha mãe costumava escovar meu cabelo quando eu era pequena. Eu sempre tive tantos embaraços e nós e ela os puxava. Eu odiava." Ele deslizou para ainda mais perto, tão perto que eu podia sentir sua respiração de menta no meu ouvido enquanto ele corria a escova contra o meu couro cabeludo. Estava de repente muito, muito quente no quarto.

"Puta merda, está quente aqui." Ele murmurou, praticamente lendo meus pensamentos. Eu senti o colchão mover levemente quando ele tirou seu moletom e o atirou perto da borda da cama. Pelo canto do meu olho, eu peguei um vislumbre do seu torso nu quando ele se inclinou.

Oh meu Deus, ele estava sem camisa atrás de mim. Eu engoli em seco e nervosamente continuei, "Embora eu gostasse quando ela o lavava para mim e... mmmmm..." Eu podia ouvir a respiração de Edward aprofundar enquanto eu tagarelava sobre a minha mãe e meu cabelo estúpido. Ele passou a escova em longas carícias retas da minha testa para as extremidades, pressionando as cerdas plásticas firmemente em minha pele. Eu gemi um pouco de prazer, nem sequer percebendo o quanto os sons que eu estava fazendo eram eróticos.

Eu continuei falando, para me distrair dos sentimentos sensuais e do calor que estava acumulando nas minhas partes femininas. "Ela costumava usar um spray para desembaraçar que cheirava a melancia... mmmm... merda... unnngh..."

"Bella." Ele sussurrou, tão perto que eu podia sentir seu cheiro. "Eu não sou sua mãe." Eu tremi com as suas palavras, embora eu estivesse tão quente que podia sentir as pequenas gotas de transpiração acumulando na minha testa.

Porra, não... você não é.

Seu hálito fez cócegas na minha orelha e enviou ondas de desejo para a minha virilha. Edward pressionou a escova na minha nuca e lentamente a arrastou pela minha espinha. Eu gemi de novo, porque de repente isso passou de muito inocente para muito, muito erótico.

"Você gosta disso?" Ele sussurrou com uma voz tão suave que parecia que eu podia envolver meu corpo todo nela. Eu balancei minha cabeça que sim, gemendo de novo quando ele passou pela minha orelha, meu pescoço e sobre o meu ombro.

"Ow!" Eu gritei, com um longo silvo através dos meus dentes. Edward recuou enquanto eu afastava a blusa do meu ombro para examinar a causa da dor. "Algo me bateu aí quando a prateleira caiu." Eu expliquei.

"Bella, tire sua blusa para que eu possa olhar." Fiz o que ele me pediu, imediatamente me sentindo muito vulnerável. Um arrepio correu pelo meu corpo quando o meu cabelo frio e úmido roçou minha pele nua. Minhas costas estavam expostas para ele enquanto ele pairava sobre mim, olhando para o meu ombro. "Eu quero pegar gelo para isso." Ele disse.

"Não, está tudo bem, apenas não toque." Edward sentou-se sobre os calcanhares com um pequeno xingamento. Eu virei meu rosto para olhar por cima do meu ombro, que eu pude ver que tinha um lindo e grande hematoma meio roxo e meio rosa espalhado sobre a superfície. "Por favor... não pare." Eu implorei em um sussurro tenso. Edward sentou-se de volta sobre os joelhos, retomando suas escovadas, só que desta vez ele estava mais gentil, mal traçando as cerdas da escova na minha pele nua. Ele já não estava escovando meu cabelo... Era muito mais do que isso.

Quando ele trouxe as cerdas macias de volta à minha coluna, eu recolhi meu cabelo cuidadosamente penteado, jogando-o sobre o meu ombro para que ele tivesse acesso às minhas costas por completo. Edward emitiu um gemido baixo e ofegante, "Tão fodidamente linda".

Ele roçou o lóbulo da minha orelha com cuidado, passando as cerdas pelo meu pescoço, meu ombro, em seguida, em toda a minha clavícula. Ele estava tão perto agora que se eu me movesse um pouco mais, nossas peles fariam contato. Eu podia sentir o calor do seu peito nas minhas costas. Deixei escapar um suspiro quando senti que a minha calcinha de repente se tornou molhada de todos os 'não-toques'. Era tão sensual, tão erótico e bonito... eu nunca tinha experimentado nada igual na minha vida.

Ele virou a escova para que as cerdas macias se curvassem em torno das minhas omoplatas, pela minha caixa torácica, para minha cintura, e depois de volta novamente. Eu gemia e choramingava a cada circuito completo, não me importando que os meus sons de prazer fossem terrivelmente parecidos com os sons de sexo. Ele teve o cuidado de evitar meu ombro ferido quando passou por ali. Eu estava tão excitada e tão relaxada ao mesmo tempo, mas eu estava esperando, esperando por algo...

Então, a coisa aconteceu.

Edward desceu a escova para a frente pelo meu pescoço, suas pernas ao redor do meu corpo, uma de cada lado meu. Ele poderia facilmente ver a minha frente nua de onde ele estava, e eu não me incomodei em ousar esconder isso dele. A escova passou pela minha clavícula novamente... desta vez mergulhando mais e mais para baixo, até que ele fez amplos círculos em torno de cada um dos meus seios em um movimento em forma de oito, o símbolo do infinito. A respiração de Edward tornou-se dura e pesada, um sinal claro de que ele estava muito excitado. Perguntei-me se ele queria cuidar de si mesmo, ou se ele esperava que eu enfiasse minha mão pelas minhas próprias calças. Eu nem sequer tinha que questionar se ele estava duro...

Assim que a escova passou por cima do meu mamilo muito ereto, nossa respiração engatou. Eu gemi baixinho quando Edward sussurrou, "Você está fodidamente me deixando... louco neste momento..."

"Ungss, você, Deus... mmmmmmmmm." Foi a minha resposta incoerente. Quando as cerdas passaram suavemente sobre o outro mamilo, eu agarrei a borda da cama, sentindo um espiral de formigamento em minhas entranhas. "Edward... eu acho que estou... eu estou... ohhh..." Eu estava lá... tão perto. Eu tinha ouvido como deveria ser, tinha lido tudo sobre os orgasmos, sobre como eles começavam de forma fraca e gradualmente ganhavam impulso antes de explodir em todo o seu corpo. Eu tinha ouvido que eles faziam você querer gritar e ver pontos brilhantes e estrelas e curvar seus dedos dos pés em êxtase. O problema era que, mesmo que meus dedos fossem "ativos" lá em baixo, eu nunca tinha sido capaz de chegar a esse ponto. Eu não podia sequer imaginar como seria... até agora. Comecei a sentir uma sensação intensa que era... praticamente indescritível.

Minha boca estava aberta e eu comecei a ofegar enquanto o calor entre as minhas pernas e a dor no meu baixo ventre latejava e queimava. A respiração de Edward estava ainda mais acelerada nesse momento. Ele soltou um pequeno gemido e, exatamente quando eu pensei que estava prestes a ter o momento, nós ouvimos o único som no mundo que poderia ter me feito chorar naquele segundo.

Uma batida suave na porta e depois a voz doce de Esme chamando, "Edward? Posso falar com você por um segundo?"

Você está fodidamente brincando comigo agora?

Como se ele de repente tivesse sido queimado na bunda com um ferro quente, ele estava fora da cama, resmungando maldições enquanto vestia seu moletom e ajeitava as calças do seu pijama. Seu cabelo estava por todo o lugar e eu acenei para ele ajeitá-lo, o que ele fez na hora. Devo dizer que, mesmo em meio à pressa para ficar decente, tive um vislumbre bastante bom da sua virilha antes de ele colocar seu moletom e, sim, ele estava muito, muito duro.

Vesti minha blusa, sentando na beirada da cama, tentando enfiar meu sutiã na minha bolsa enquanto meu coração batia bem na minha garganta. Fui deixada com a minha 'amiga' zumbindo e formigando e sentindo-me imensamente frustrada.

Edward abriu a porta do quarto, fechando-a suavemente atrás dele. Eu mal podia ouvir os murmúrios incoerentes da conversa deles, enquanto eu permaneci lá me sentindo terrivelmente culpada pelas nossas atividades inocentemente picantes com uma estúpida escova de cabelo de viagem. Edward voltou logo, fechando a porta do quarto novamente.

"Você deve ligar para o seu pai." Ele disse secamente, sentando na cama ao meu lado. Eu assenti, puxando meu telefone da minha bolsa e ligando. Deixei uma mensagem dizendo a Charlie onde eu estava e as circunstâncias que me trouxeram aqui, lembrando de incluir que eu dormiria no quarto de hóspedes.

Edward bufou. "Eu sinto muito por isso. Eu uh... eu tenho que ir..."

Eu sabia que não era sua escolha sair, que era a pedido de Esme. "A que horas você acorda de manhã?" Ele perguntou, levantando.

"Às seis." Respondi suavemente, virando-me para encará-lo. Eu precisava beijá-lo... eu precisava sentir sua boca na minha e seus braços em volta de mim, tocando, apalpando, segurando...

"Ok, eu voltarei de manhã para acordá-la. Doces sonhos, B." Ele deixou a cama, parecendo muito triste enquanto eu deitava. Edward puxou as cobertas, olhando para mim com um pequeno sorriso.

"Você também, Edward." Eu sussurrei, aconchegando-me nos travesseiros. Eu definitivamente precisaria encontrar o meu momento uma vez que ele saísse.

Que merda para ele.

Ele se moveu para sair do quarto, mas fez uma pausa para voltar. Suas mãos foram para a barra do seu moletom, lentamente o puxando para revelar seu torso nu novamente. Eu ofeguei descaradamente com a sua beleza, sentindo os arrepios tudo de novo quando ele me jogou a peça de roupa.

"Os géis se esgotarão em poucas horas. Provavelmente ficará frio aqui." Ele apontou para a lareira, explicando por que ele estava se despindo novamente.

"Obrigada, E." Eu disse suavemente quando o peguei em meus braços. Cheirava incrível. "Boa noite".

"Ei, Bella... você estava prestes a..."

Gozar?

Eu balancei a cabeça. "Tenho certeza que sim".

"Tem certeza? Você não sabe?" Ele levantou uma sobrancelha.

"Bem, eu nunca, uh... tive um, então..." Eu dei de ombros.

"Nunca?" Ele perguntou com os olhos arregalados.

Eu balancei minha cabeça. "Nunca".

"Porra... isso mudará em breve. Você vai, uh...?" Ele meio que apontou para a minha virilha acenando com o dedo em círculos, enquanto eu sorria para ele estupidamente.

Terminar?

Eu balancei a cabeça de novo, timidamente olhando para baixo. Ele soltou um longo suspiro frustrado e gemeu.

"Você?" Eu perguntei, já sabendo a resposta. Ele balançou a cabeça, revirando os olhos como se quisesse dizer, "Obviamente". Em seguida, ele beijou a ponta dos seus dedos suavemente, erguendo-os no ar antes de desaparecer pela porta.

Uma vez que eu sabia que estava em segurança, deslizei minha mão dentro das minhas calças e me toquei até que me senti bem novamente, mas eu não fui capaz de chegar nem perto de onde o toque de Edward tinha me levado. Quando eu estava completamente frustrada e tão morta de cansaço que minhas pálpebras estavam queimando, eu rolei, enrolada no moletom de Edward, absorvendo seu cheiro delicioso. Eu pulei as orações porque estava chateada com a coisa da prateleira no porão, e eu estava exausta demais para falar com o Cara do Andar de Cima. Enquanto adormecia, fiquei profundamente triste por estar sozinha e mais do que um pouco ressentida pela interrupção prematura de Esme.

Naquela noite, eu sonhei com braços fortes em torno de mim e toques suaves, carícias no meu rosto e meu cabelo que eram suaves e macias e envoltas em amor.

Acordei cedo na manhã seguinte, confusa por um momento antes de perceber onde eu estava. Ainda estava escuro no quarto, já que a lareira não tinha o seu brilho suave, ou exalava o calor muito bem-vindo. Meu nariz estava frio, ainda que debaixo das cobertas, eu estava confortável e quase quente demais. Eu me sentei, puxando meu cabelo em um rabo de cavalo e verificando as horas no meu telefone. Era 05hs17min. Assim que coloquei o telefone de volta na mesa de cabeceira, eu estiquei a minha mão para suavizar a colcha amarrotada ao meu lado.

Eu franzi meu nariz em confusão, não só porque eu não tinha nenhuma lembrança de ter vestido o moletom de Edward no meio da noite, mas eu estava muito certa de que eu havia dormido profundamente no lado direito da cama. Não fazia sentido que o espaço do lado esquerdo estivesse... quente.

E então eu sorri, sabendo que talvez eu não tivesse dormido sozinha, depois de tudo.