Olá pessoal, muito obrigado pelas revisões, espero que gostem desse capítulo.
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OS. Pessoal, no meu perfil no Fanfiction eu fiz uma enquete sobre o enredo da minha próxima história, entrem lá e votem em qual vocês gostariam de ver quando Errors and Successes acabar.
"Diálogos"
- Pensamentos -
"Conversa via Rádio"
Nota de Responsabilidade:
Evangelion, seus personagens e cenário são propriedade de Hideaki Anno. Qualquer marca, filmes e séries mencionado nesta Fanfic é propriedade de seus criadores.
(*)
Capítulo 23 – Wunder.
Rei abriu seus olhos suavemente, ela não sabia onde estava, a única coisa que via era o nada, virando a cabeça suavemente para todas as direções e novamente nada, fechando os olhos novamente, se concentrou em suas últimas lembranças, se lembrou de estar deitada em sua cama, uma dor forte pulsava em sua cabeça, ela se levantou ao escutar a campainha de seu quarto.
Imagens de Mari surgiram em sua mente, Rei se lembrou de ter contado sobre as visões, o olhar de preocupação no rosto de Mari ao começar a sentir muita dor, Rei se permitiu dar um pequeno sorriso, ela estava feliz por saber que Mari se preocupava com ela, Rei pode sentir seu coração bater mais forte com a imagem de Mari.
"Então." Uma voz misteriosa surgiu ao fundo, Rei abriu os olhos abruptamente e se levantou, ela sabia quem era o dono dessa voz.
"Não sabia disso, essa pessoa é muito importante?." Imagens de Mari vieram em sua mente.
Rei piscou, ela percebeu que parecia que ela não tinha controle sobre seus próprios pensamentos.
"Do que você tem medo Rei?" Novamente a voz da outra surgiu.
Rei sentiu a respiração começar a aumentar, ela estava pensando constantemente nisso.
"Eu ... Eu tenho medo de não poder ficar com eles." Rei respondeu ao nada, novamente imagem de Mari surgiu em sua mente.
"Dos outros? Ou dela?" A outra Rei falou quase como um sussurro.
Rei abaixou o olhar para as palavras, ainda não sabia como se sentia com relação a Mari, mas sabia que ficava muito feliz e confortável quando estava junto dela.
"Isso é amor?" Rei se perguntou ao olhar para as próprias mãos, ela sentiu lagrimas escorrendo pelo rosto.
"Isso é algo que você tem que descobrir." A outra Rei falou ao sair das sombras e parecer na frente de Rei, ela estava vestida agora com seu plugsuit branco.
Rei deu um passo para trás ao encarar a forma da outra Rei, ela estava muito assustada com tudo, a outra lançou um pequeno sorriso. "Está com medo de mim?"
Rei estava dando pequenos passos se afastando suavemente, ela somente assentiu com resposta.
A outra Rei somente abaixou o olhar, sua intenção não era deixar Rei assustada, mas sabia que a transferência não seria fácil. "Desculpe, essa não era a minha intenção."
Rei parou ao perceber que não poderia fugir. "O que você quer de mim?"
"O mesmo de antes, quero que você saiba a verdade." A outra Rei falou com sua voz monótona.
"Me ajudar?" Rei sentiu a raiva aumentar dentro dela, sua mente se lembrou dos momentos antes de apagar, a dor que estava sentindo, parecia que sua cabeça iria explodir. "Você está fazendo o oposto!"
A pequena explosão de Rei parecia não ter efeito na outra, ela ficou parada encarando Rei com um olhar de aço.
"Desculpa, mas não tem outro jeito, a transferência é difícil." A outra Rei falou ao se aproximar, seus pés quase não tocavam o chão.
Rei tentou se afastar, mas sentia suas costas bater em algo, ela virou a cabeça e não viu nenhuma parede, quando sua visão voltou para a outra, ela já estava a poucos metros de distância.
Parada a menos de um metro de Rei, a outra olhou em seus olhos, novamente sentiu uma pontada de dor, ela caiu no chão segurando a cabeça, ela cerrou os dentes com força para tentar suportar.
"Por favor, pare." Rei gemeu no chão, ela estava implorando para a outra parar, mas parecia que seu apelo não estava sendo ouvido, a outra somente ficou olhando para a forma de Rei no chão, ela estava com pena dela, mas sabia que isso era necessário, ela tinha que lembrar.
Misato entrou correndo na enfermaria seguido de Ritsuko, elas correram ao saber que Rei tinha sido levada para a enfermaria às pressas, no fundo Misato podia sentir a mesma preocupação que sentia nos tempos da NERV.
Ao entrar apressadamente no local, elas ignoraram os outros lhe lançando saudações, ao virar para as camas, Misato podia ver os médicos e enfermeiros trabalhando em Rei. Ritsuko passou por Mari que estava parada a alguns metros de distância, ela estava observando tudo, mas a diferença era no seu olhar, Misato parou ao olha-la, seu olhar mostrava choque, preocupação e medo.
Ritsuko se juntou a equipe médica, ela começou a trabalhar junto a equipe para poderem estabilizar Rei, os equipamentos médicos começaram a lhe dar as informações, o coração de Rei estava acelerado e suas funções mentais estavam correndo a todo o vapor, ao checar seus olhos, Ritsuko percebeu pouca reação.
Misato parou ao lado de Mari que estava fazendo um esforço enorme para não desabar, ela constantemente olhava para as próprias mãos, sua cabeça estava muito agitada, lembranças dos minutos atrás vieram em sua mente, lembranças de Rei gritando de dor e se encolhendo no chão do quarto não saiam de sua cabeça, os cinco minutos de espera pareceram horas para Mari.
Misato percebeu Mari começando a soltar pequenos soluços, olhou para ela e Misato pode ver toda a sua preocupação, as mãos de Mari estava tremendo e Misato podia ver que estava próximo do limite, Misato sabia que Mari tinha sentimentos por Rei, mas não sabia que já estavam neste nível, ela levantou a mão para dizer alguma coisa, mas Mari se virou e saiu.
Misato sabia que não poderia ajudar na enfermaria, mas poderia fazer alguma coisa por Mari, ela nunca tinha visto essa garota assim antes, se virando e saindo também, não demorou muito para Misato encontrar Mari sentada no chão abraçando os joelhos com força e chorando.
Misato se aproximou e se sentou no chão ao lado de Mari e gentilmente passou os braços envolta dela lhe dando um pequeno abraço, que logo foi devolvido, Mari segurou Misato forte e se deixou chorar.
"Por favor ... Por favor Misato ... O que está acontecendo com ela?" Mari perguntou ainda chorando no ombro de Misato.
Misato estava se sentindo muito impotente, ela não gostava desse sentimento, ela resolveu lançar a resposta clichê para essas situações. "Eu não sei, mas eles vão ajuda-la, eles vão descobrir o que aconteceu."
Mari apertou mais seu abraço. "Por favor ... Ajuda ela, eu nunca te pedi nada ... Mas ajuda ela."
"Nós vamos, eu prometo Mari." Misato respondeu ao acariciar as costas de Mari, Misato levantou o olhar ao escutar passos apressados se aproximando, ela viu Shinji e Asuka aparecendo.
O casal foi informado ao procurar por Misato, Asuka estava indo informar a situação que passou com Shinji no almoço quando eles receberam a notícia sobre o incidente de Rei.
Shinji estava com uma preocupação visível em seu rosto, ele sabia que algo estava de errado com ela, mas não estava esperando ser tão grave, vendo Misato sentada no chão abraçando Mari que chorava, Shinji percebeu que a situação estava grave, ele virou a cabeça, pegou e olhou para Asuka ao seu lado, rapidamente Asuka pegou a mão de Shinji.
"Por favor pare!" Rei gritou ao sentir outra pontada de dor, a outra ainda parada como uma estátua.
Rei estava segurando a cabeça com força, imagens começaram a surgir em sua mente, imagens de uma garotinha, ela era igual a ela, cabelos azuis e olhos vermelhos, ela estava ao lado do comandante.
"Eu não sabia que você tinha uma filha Ikari."
"Essa é a filha de um amigo meu."
Rei começou a pensar em muitas coisas. – O que é isso? Quem é ela? –
A outra Rei lançou um pequeno sorriso ao ver que Rei já estava começando a lembrar. – Toda essa dor e sofrimento vai valer a pena Rei. –
Rei começou a se lembrar, ela viu uma criança respondendo a um adulto, Rei julgou que a pessoas não estava gostando das respostas da criança.
"Você se perdeu querida?"
"Não, sua velha."
Imagens de uma criança parada de frente para uma cientista, Rei reconheceu o local, ali era a central de comando da NERV, a mulher tinha escrito Akagi no crachá, mas não era a subcomandante Ritsuko.
Imagens de outro local surgiram na cabeça de Rei, ela se viu parada de frente para uma janela, o local parecia como uma escola pelos livros que estava lendo, ela percebeu uma pessoa se aproximando dela, essa pessoa era Shinji Ikari.
"Eu fiz para você Ayanami, como eu sei que você não come carne, esse é especialmente feito para você."
Memorias e sentimos passaram pela cabeça de Rei, ela agora estava entendendo, essas eram as memórias da outra, agora Rei entendeu o que ela queira dizer com se lembrar, ela estava tão concentrada nas memorias e emoções que a dor foi desconsiderada.
Rei fechou os olhos e se viu em um plugue de entrada, ela estava vestida com uma roupa parecida da outra, Rei virou a cabeça e viu uma abertura no plugue de entrada, Shinji apareceu e estava claramente chamando por ela.
"Nunca diga adeus, isso é muito triste."
"Você poderia começar sorrindo."
Rei abriu os olhos ao sentir lagrimas escorrendo pelo rosto, novas imagens passaram pela sua cabeça, ela estava dentro de seu EVA, em suas mãos estava o tocador SDAT de Shinji, nas mãos do EVA estava um míssil N2.
"Eu vou fazer isso para ele não te que pilotar novamente."
Rei parou ao perceber, ela estava em um local escuro e estava nua.
"Ayanami, segure minha mão!"
Rei se viu sendo puxada por Shinji, ela começou a se perguntar se esse era o momento onde ele dissera que tinha salvado ela?
"Obrigado Ayanami, por ter me ajudado com meu pai."
Rei abriu os olhos e olhou em volta, ela percebeu que a dor havia parado, nada mais estava acontecendo, levantando sua cabeça, ela encontrou seu olhar com a outra Rei, confusa e cansada com toda a experiência.
"O que foi tudo isso?" Rei perguntou ao se levantar, ela agora se lembrava de muita coisa na qual não tinha vivido, sentimentos que ela nunca tinha explorado.
"Agora você está completa." A outra falou ao sorrir.
"Completa?" Rei perguntou confusa.
"Sim, agora você é uma única pessoa, uma pessoa que teve uma vida." A outra respondeu ao começar a se afastar.
"Espere! ... Quem é você?" Rei perguntou ao ver a forma da outra se afastando.
"Você agora pode responder essa pergunta." A outra falou ao sumir na escuridão.
Rei pensou nas palavras, mas um único nome surgiu em sua mente.
"Lilith." Rei sussurrou para a escuridão ao sentir seu corpo ficando pesado e sua visão diminuindo.
Ritsuko olhou para os monitores a sua frente, ela podia ver os sinais vitais de Rei se estabilizando, seus batimentos cardíacos voltaram ao normal, sua pressão sanguínea abaixou e seus sinais mentais se normalizaram.
Alarmes começaram a parar de soar quando tudo se normalizou, Ritsuko soltou um suspiro ao ver que tudo parecia ter se acalmado, mas ela olhou para Rei em confusão, ela não sabia se tinha sido suas ações ou outra coisa que tinha ajudado.
A equipe médica junto com Ritsuko colocaram todos os tipos de medicações nos acessos que estavam nos braços delicados de Rei, ela esperava que Rei acordasse logo para dizer o que havia acontecido, ela acenou com a cabeça para equipe que trabalho.
"Sakura?" Ritsuko chamou cansada, removendo as luvas e a máscara ela viu Sakura se aproximar.
"Quero vigilância 24 horas." Ritsuko falou ao começar a se afastar, ela estava pensando no que poderia ter causado isso, ela se lembrou de ter sido informada que Mari estava com Rei no momento do surto.
"Sim senhora." Sakura falou igualmente chocada e cansada, ela esperava que sua amiga melhorasse logo.
Ritsuko estava saindo da sala médica quando viu todos esperando por notícias, Asuka e Shinji estavam sentados juntos, Mari já havia se acalmado e estava sentada em um dos bancos com um olhar perdido no rosto, ao seu lado estava Misato, ela continuava com um braço sobre os ombros de Mari.
Todos se levantaram ao ver Ritsuko, Mari olhou para ela ansiosamente.
"Ela está estabilizada." Ritsuko respondeu ao pegar um cigarro, ela ignorou complemente que estava na ala médica.
Todos soltaram um suspiro de alívio.
"Ela vai ficar bem?" Shinji perguntou com preocupação.
Ritsuko lançou uma nuvem de fumaça, ela coçou uma sobrancelha. "Eu não sei Shinji ... Eu não sei o que aconteceu, algum de você tem alguma informação?"
Todos balançaram a cabeça, Mari ficou parada, ela estava debatendo se deveria falar sobre a conversa segundos antes de Rei entrar em surto.
Ritsuko levantou as sobrancelhas para Mari, ela reconheceu aquele olhar.
"Ela ... Segundos antes de gritar de dor." Mari começou a falar, todos na sala se viraram para ela. "Ela falou que tinha se visto."
Todos olharam com confusão para Mari que abraçou os braços ao ter que se recordar.
"Quando começou, ela te disse?." Misato perguntou na esperança de poder entender tudo que estava acontecendo, Ritsuko queria saber se era efeito da nova medicação.
Mari assentiu com a cabeça. "Ela falou que começou na NERV, que quando ela estava em um tubo de LCL, outra Rei apareceu na sua frente." Mari levantou o olhar e pegou todos olhando confusos e pensativos. "A dor começou quando a outra lhe falou que iria mostrar a verdade."
"Verdade?" Asuka perguntou confusa.
Mari somente acenou com a cabeça.
"Porque Rei não contou antes?" Ritsuko falou ao pegar um pequeno caderno e tomar nota de tudo que Mari estava dizendo.
"Rei estava com medo de acharem que ela era um monstro ... Ela não queria que a afastássemos de nós." Mari sentiu a voz querendo quebrar, mas conseguiu segurar as emoções.
Todos na sala abaixaram o olhar, eles estavam com pena de Rei, eles nunca teriam afastado ela, principalmente agora que eles estavam juntos.
Ritsuko assentiu com a cabeça. – Esse modelo está muito parecido com o daquela época –
"Posso vê-la?" Mari perguntou ansiosa.
Ritsuko assentiu com cabeça e levou Mari para onde Rei estava.
Mari puxou uma cadeira para o lado da cama, ao se sentar e pegar a mão de Rei, Mari ficou somente olhando para ela.
Ritsuko somente soltou um pequeno sorriso e se virou para sair, ela deu um pequeno tapa no ombro de Misato que prontamente se virou e saiu.
Shinji e Asuka ficaram na sala, nenhum deles falou alguma coisa. Conforme o tempo passava Asuka estava dormindo em uma cadeira, Mari vendo isso se virou para Shinji e falou. "Porque você não leva a princesa para o quarto?."
Shinji estava do outro lado da cama, ele também estava segurando a mão de Rei, abaixou o olhar e falou. "Eu quero ficar, Rei sempre esperava eu acordar quando eu ficava no hospital."
Mari deu um pequeno sorriso. "Ela é demais."
Shinji vendo isso perguntou. "Mari, porque você não fala para ela como sente?."
Mari o olhou sem expressão, abaixando olhar ela respondeu. "Tenho medo de me abrir e não ser correspondida."
Shinji a olhou, sorriu e se lembrou de quando se declarou para Asuka, ele estava apavorado. "Mas pelo menos ela vai saber."
Shinji viu que Mari estava ouvindo tudo atentamente. "Mesmo que não seja correspondido, é melhor que deixar trancado no peito."
Mari assentiu com cabeça e falou com um sorriso. "Nossa, quem diria que o Shinji estaria dando conselho amoroso."
Shinji soltou uma pequena risada. "Mas você está certo." Mari continuou. "Vai descansar filhote."
Shinji ia protestar, mas Mari levantou a mão. "Não se preocupe, se ela acordar, eu te chamo, independente da hora."
Shinji assentiu, ele se levantou e colocou a mão no ombro de Mari que respondeu com um sorriso. "Obrigado."
Shinji se aproximou de Asuka e a sacudiu suavemente, Shinji deu uma pequena risada ao ver ela resmungando em alemão.
"O que foi Baka?" Asuka perguntou com sono.
"Vamos para o quarto, aposto que a cama é mais confortável que um banco." Shinji respondeu ao dar a mão para Asuka que a pegou e se levantou.
"Boa noite princesa." Mari falou ao ver Asuka saindo cambaleando, ela somente recebeu um aceno com a mão.
Mari vendo que agora estava sozinha, apertou suavemente a mão de Rei, deitando a cabeça sobre a coxa dela, Mari fechou os olhos e se deixou dormir.
Shinji sentiu Asuka deitar a cabeça em seu ombro, ele nem percebeu que levou Asuka direto para seu quarto ao invés de leva-la para o quarto dela, mas já era tarde demais, Shinji podia ver que ela estava muito cansada e dormir com Asuka ao seu lado tinha lhe dado as melhores noites de sono de sua vida.
Puxando as cobertas e trabalhando no modo automático, Asuka se deitou na cama de Shinji, se aconchegou sobre seu peito e dormiu profundamente.
Shinji viu Asuka dormindo e chegou à conclusão que ela deveria estar muito cansada, a abraçando suavemente Shinji fechou os olhos e dormiu.
Misato estava sentada numa mesa de um restaurante chique, ela estava pensando em tudo que havia acontecido hoje e estava agradecida por Kaji tê-la chamado para sair, hoje foi um dia muito estressante.
"O que foi Katsuragi, o lugar não está à altura dos seus padrões?" Kaji perguntou sorridente ao tomar um gole de seu refrigerante, aliás ele sabia do problema com a bebida de Misato e não queria fazê-la voltar aos velhos hábitos, ele estava surpreendido por Misato ter tomado somente refrigerante, ela estava levando a sério não beber mais, Kaji estava muito orgulhoso dela.
Misato levantou o olhar e falou sem graça. "Não, nada disso, eu estava pensando em Rei, aquela garota nos deu um belo susto hoje."
Kaji somente balançou a cabeça. "Que bom que ela está melhor."
"Como vão as coisas na Wille?" Misato perguntou para mudar de assunto.
"Estão boas, mas vamos falar de outras coisas, nós só falamos de trabalho quando estamos juntos." Kaji respondeu fingindo estar aborrecido.
Misato soltou uma pequena risada, verdade ela pensou, mas logo seus pensamentos foram para o beijo que Kaji lhe dera no início do dia, corando com a lembrança, Misato desviou o olhar, algo que Kaji percebeu e sorriu.
"Ritsuko deve achar que eu sou uma tremenda vagabunda." Misato falou ao estar deitada sobre o peito nu de Kaji, eles estavam com os dedos das mãos entrelaçadas.
"Porque? Não é crime ceder aos seus instintos carnais." Kaji respondeu ao acariciar os cabelos de Misato.
Misato não pode deixar de rir com as palavras de Kaji. "Desde quando você se tornou filosofo?"
"Quando aceitei o emprego." Kaji falou ao acariciar o cabelo de Misato, ele podia sentir a satisfação dela pela forma que estava relaxada. "Falar bonito me ajuda com os burocratas."
"Burocratas." Misato sussurrou ao dar uma longa respirada. "Ritsuko está puta da vida com você."
"Porque?" Kaji perguntou inocentemente, mas no fundo ele deduziu que deveria ser o motor S2 na Wunder.
"Não está meio óbvio? Ela está puta com toda a coisa do motor S2." Misato respondeu ainda sem olhar para o rosto de Kaji.
Kaji soltou uma pequena risada. "Quem mandou uma certa pessoa não respeitar as diretrizes de segurança?."
"Ai!" Kaji falou ao sentir Misato beliscando a pele de seu peito.
Depois de alguns minutos, Misato levantou a cabeça, olhou Kaji nos olhos e se lembrou de uma coisa, ela queria saber o andamento do plano de ataque contra a NERV, Kaji percebendo o olhar de Misato já sabendo exatamente o que ela estava em mente.
"Você sabe que eu não posso te contar." Kaji falou com seu sorriso arrogante ao devolver o olhar de Misato, ele sabe que ela não ficaria contente até saber alguma coisa.
Misato estreitou o olhar para Kaji. "Então você nunca mais vai tocar neste corpo perfeito."
Kaji soltou uma risada. "OK, como posso recusar uma chantagem dessas?." Misato não pode deixar de dar uma risada.
"O plano está andando, estamos pensando numa estratégia para passar pelas defesas da NERV." Kaji começou a falar, mas foi interrompido por Misato.
"Mas temos a Wunder de volta, e os pilotos já estão pegando o jeito de matar esses Mark 09." Misato começou a falar freneticamente, ela estava querendo acabar com a NERV, Gendo e finalmente poder começar a reajustar o que sobrou do mundo.
Kaji olhou para cima e deu um longo suspiro. "O problema é que nossas informações mostram que eles têm outro tipo de defesa ... É um EVA, mas poderoso que o próprio modelo Mark 09."
Misato não pode deixar de sentir um calafrio percorrer seu corpo, sua mente estava trabalhando para engolir essa notícia, eles mal podiam lutar contra um Mark 09.
"A unica coisa que sabemos até agora é que sua cor é branca e sua cabeça é estranha." Kaji falou sombriamente.
A madrugada já tinha chegado e Mari manteve seu juramento pessoal de ficar ao lado de Rei até ela acordar, ela acordava de tempos em tempos na esperança de encontrar os intensos olhos vermelhos olhando para ela em confusão, Mari deu uma pequena risada ao pensar em sua fantasia, mas seu olhar logo caiu ao ver os olhos fechados de Rei. Dando um suspiro triste e derrotado, Mari novamente deitou sua cabeça na coxa de Rei e fechou os olhos, logo o sono a dominou e Mari entrou no mundo dos sonhos.
Rei levemente começou a sentir sua consciência voltando para seu corpo, sua mente estava nublada com todas as informações que Lilith lhe deu, muitas lembranças e emoções estavam inundando sua cabeça.
Abrindo seus olhos devagar olhando para o teto, Rei não pode deixar de sentir sua mente trabalhando para juntar todos os pedaços, ela pensou como havia chegado no hospital.
- Como eu cheguei aqui? ... Eu estava no meu quarto, minha cabeça doía muito e eu acabei no chão. – Lembranças de Mari começaram a aparecer na mente de Rei. – Mari, ela estava comigo ... Ela me ajudou? ... Ela estava preocupada comigo. – Rei deu um pequeno sorriso ao lembrar da preocupação de Mari, e como ela estava querendo leva-la para a enfermaria.
Rei tentou levantar a cabeça, mas sentiu seu corpo cansado e sofrendo com o esforço, uma pequena tentativa de levantar a cabeça fez com que pequenas dores viessem, desistindo Rei novamente olhou para o teto e começou a pensar em Mari, o como ela sempre estava se esforçando para faze-la sorrir, faze-la se sentir bem e principalmente, todo seu esforço para faze-la se sentir em casa.
- Isso é amor? – Rei pensou ao dar um pequeno sorriso, ela tinha certeza que estava sentindo algo, e esse sentimento ela gostou, novamente Rei tentou levantar a cabeça, se esforçando mais desta vez, ela conseguiu olhar em volta, Rei não pode deixar de olhar e sorrir para a forma de Mari dormindo em sua perna e segurando sua mão, Rei podia sentir as pequenas caricias de Mari. – Isso resolve o porquê da minha perna estar dormente. –
Balançando a perna suavemente, Rei deu uma pequena risada como o modo que a cabeça de Mari balançava suavemente com o pequeno movimento, vendo que Mari estava acordando, parou o movimento, Rei esperou pacientemente.
Mari estava em um mundo sem sonhos, ela estava muito preocupada com Rei para relaxar a tal ponto de sonhar, ela estava agradecida por não ter tido pesadelos, sentindo sua cabeça se mexendo Mari foi acordando gradualmente, apertando suavemente a mão de Rei, Mari levantou a cabeça e olhou para seu relógio, marcava quatro horas da manhã, dando um suspiro de sono, Mari ainda não tinha percebido que Rei estava olhando para ela com sua expressão monótona.
Virando levemente a cabeça, Mari congelou ao ver os olhos vermelhos intensos de Rei olhando fixamente para ela, parecia que Rei estava olhando para dentro de sua alma, abrindo e fechando a boca como um peixe, Mari estava sem reação, ela estava com medo de isso ser um sonho.
"Oi Mari." Rei respondeu com um pequeno sorriso no rosto.
Mari dando um sorriso de orelha a orelha e com lagrimas nos olhos, pulou em Rei e lhe deu o abraço mais apertado que conseguiu.
"Azul! ... " Mari chorou no ombro de Rei, sentindo os braços de Rei ao redor de sua cintura. "Por favor, nunca mais me assuste assim."
Rei sorriu ao sentir toda a preocupação que Mari estava dando, suas novas memorias estavam lhe mostrando uma nova visão de seus sentimentos.
Mari não sabe quanto tempo ficou segurando Rei, estava com medo de soltar Rei e ver que ela ainda estava em seu coma, se afastando devagar, Mari deu uma bela olhada nos olhos de Rei para se certificar de que estavam abertos e vivos.
Rei vendo como Mari estava angustiada, levantou as mãos suavemente, pegou uma das mãos de Mari e apertou delicadamente, olhou em seus olhos. "Mari, eu estou bem."
Com lagrimas escorrendo pelo rosto, Mari apertou a mão de Rei com mais força e balançou a cabeça. "Não azul, você me assustou."
Falando entre fungadas, Mari estava fazendo um grande esforço para manter as lágrimas sobre controle, mas algumas estavam escapando. "Quando eu te vi no chão, gritando de dor ... Eu pensei que você ia morrer."
Mari levantou a mão para cobrir os olhos enquanto segurava o choro, ela não sabia como iria fazer caso Rei tivesse morrido. Rei a olhou com felicidade, a última vez que alguém a olhou assim e chorou por ela foi quando Shinji a havia salvado na batalha contra Ramiel, lembrando do conselho de Shinji, Rei esperou para Mari se recompor e voltar a olhar para ela.
Mari olhou para o rosto de Rei e não pode deixar de analisar seu belo rosto ao ver aquele sorriso, ele era tímido, mas lindo aos olhos de Mari, perdendo o controle sobre seu corpo, Mari se aproximou de Rei, segurando as laterais de sua cabeça, Mari lentamente aproximou sua cabeça de seu alvo, Rei estava olhando para tudo atentamente, sua mente estava ansiando por isso desde de que estudou sobre beijos nos livros que lia.
- Eu quero isso? Eu quero que Mari me beije? – Essa pergunta passou pela cabeça de Rei, ela sabia a resposta, seu corpo sabia a resposta.
- O que eu estou fazendo? Será que ela quer? Eu quero. – Mari pensou ao se aproximar mais.
A centímetros de se tocar, Mari parou seu avanço e hesitou, Rei estava na espera do contato, ela estava ansiosa para saber, finalmente poder colocar um ponto final em seus sentimentos por Mari, finalmente ter a resposta para a pergunta que ansiava tanto em sua mente.
Rei numa ousadia, inclinou a cabeça para fechar o pequeno espaço entre as duas, fazendo com que seus lábios colassem aos de Mari, ao sentir a suavidade de seus lábios, o beijo foi simples e delicado, mas ambas as garotas sentiram um turbilhão de emoções.
Mari estava mais que feliz por ter beijado Rei, mas sua mente estava gritando para parar, ela não sabia se Rei estava na mesma linha que ela, já a cabeça de Rei, finalmente tinha a resposta de sua pergunta.
Ela estava apaixonada por Mari.
Se afastando, Mari olhou para baixo, ela sentiu suas bochechas corarem com o beijo que compartilhou com Rei, mas no fundo de sua mente, algo estava incomodando, se levantou lentamente e se afastou.
Rei estava olhando confusa ao ver Mari se afastando, sua mente estava um turbilhão de coisas, sentimentos novos e inexplorados, mas um estava se destacando, o sentimento de medo e vazio, o medo de perder alguém muito importante.
Vendo que Mari estava prestes a sair do quarto, Rei levantou a mão e falou delicadamente. "Mari por favor!"
Mari se virou, mas manteve os olhos abaixados, Mari não sabia o porquê de estar se sentindo assim, ela finalmente tinha conseguido o beijo que tanto queria, mas sua mente estava bombardeando-a com culpa, uma culpa de ter pressionado Rei, o medo dela ficar com medo e confusa de ficar ao seu lado.
"Por favor Mari, não vá." Rei falou suplicantemente, ela recebeu um pequeno aceno com a cabeça, mas antes dela voltar a se aproximar, Mari falou desanimadamente.
"Vou avisar que você acordou." Mari falou ao sair do quarto, Rei podia sentir suas lagrimas escorrendo pelo seu rosto, o beijo que ela deu em Mari havia sido espetacular com relação aos seus sentimentos próprios, Rei finalmente tinha sentido que tinha encontrado o mesmo que Shinji tinha com Asuka, mas vendo o olhar abatido de Mari, Rei chorou ao achar que seus sentimentos nunca seriam correspondidos.
"Estou de volta ... Azul." Mari falou ao voltar para o quarto e ver o olhar abatido de Rei e suas lagrimas, Rei tentou limpar o rosto rapidamente, mas Mari havia conseguido perceber que ela tinha chorado, essa imagem foi de quebrar o coração.
Rei abaixou o olhar para a cama quando a enfermeira se aproximou dela, levantando o olhar o melhor que pode, Rei esperou pelas perguntas.
"Então senhorita Ayanami, como está se sentindo?" A enfermeira perguntou educadamente ao começar a conferir seus sinais vitais.
"Eu estou me sentindo bem, meu corpo está dolorido, mas nada grande." Rei respondeu profissionalmente.
"OK, vou avisar a subcomandante." A enfermeira sorriu para Rei ao se virar para sair, mas antes de abrir a porta a mesma se virou e perguntou. "Quer algo para comer?"
Rei levantou o olhar e prestou a atenção ao seu corpo, ela não sentia fome então recusou educadamente, a enfermeira deu um aceno com a cabeça e saiu da sala.
Mari caminhou até o lado da cama e se sentou, ela estava com vergonha de conversar com Rei depois do que fez, sua culpa estava matando-a.
"Me desculpe azul." Mari sussurrou, Rei teve que se concentrar para escutar.
"Por que?" Rei respondeu timidamente, sua mente estava trabalhando para descobrir o que Mari fez para ser desculpada.
Mari a encarou pela primeira vez desde o incidente do beijo, ela olhou para Rei por alguns segundos. "Pelo beijo."
Rei a encarou confusa, como ela podia se sentir culpada por tê-la beijado? Será que Mari achou que não gostei?
"Mas ... Foi muito agradável." Rei respondeu corada, Mari levantou a cabeça e olhou com pequeno choque em seu rosto.
Quarto de Ritsuko - Wunder
Ritsuko estava dormindo profundamente em sua cama, sua mente estava nos mundos dos sonhos, mas um som estridente começou a penetrar a sua mente, resmungando por estar dormindo somente a duas horas, Ritsuko levantou a mão e pegou o telefone desejando jogá-lo contra a parede.
"Alô" Ritsuko falou com a voz cansada, afinal de contas sua noite havia sido agitada, com Misato num encontro, Ritsuko havia convidado Maya para seus aposentos.
Do outro lado da linha, a enfermeira falou profissionalmente. "Desculpa acordá-la senhora, mas conforme suas ordens, a paciente Ayanami acabou de acordar."
Ritsuko assentiu com a cabeça, ela não poderia reclamar foram suas ordens afinal de contas. "Ok, obrigado sargento, estou descendo." Ritsuko falou ao desligar o telefone e derrubar a cabeça no seu travesseiro e dar um suspiro de aborrecimento.
Se levantando e vestindo o seu uniforme, Ritsuko bebeu um gole de agua para limpar a mente, se sentindo despertada o suficiente, Ritsuko foi em direção da enfermaria, os turnos da noite eram calmos, cruzando com poucas pessoas pelo caminho.
Chegando ao seu destino, o local estava praticamente vazio, Rei havia sido colocada em um quarto privado, mesmo não tendo os mesmos episódios de discriminação que Shinji teve Ritsuko não queria dar sorte ao azar, entrando no quarto, Rei estava sentada com Mari ao seu lado, ambas tinham um olhar estranho no rosto, ignorou o fato e se aproximou da cama.
"Olá Rei, então você nos deu uma baita susto." Ritsuko falou profissionalmente ao olhar para os monitores que mostrava sua saúde.
"Desculpe o incomodo." Rei falou delicadamente ao sentir vergonha.
"Tudo bem, o importante é que conseguimos." Ritsuko falou ao receber o tablet com mais informações da enfermeira que parou ao seu lado. "Agora que estamos todos felizes, você poderia me contar o que aconteceu?"
Rei se encolheu visivelmente, ela ainda estava com medo de contar seu encontro com Lilith, Rei tinha medo de ser vista novamente como inimigo.
Mari pegou suavemente sua mão e falou o mais calmamente possível, ela sabia que Rei estava com medo de ser afastada. "Tudo bem Rei, pode contar."
Vendo o olhar de Mari, Rei se virou para Ritsuko que estava com um olhar determinado no rosto, ela passou algumas horas pensando nas informações que Mari revelou, dando um pequeno suspiro. "Começou poucos dias depois de eu ter pego Shinji, eu estava no cilindro de LCL para manutenção na NERV."
Esperou para contar sobre seu encontro com Lilith para o final, primeiro contou toda a experiência e Ritsuko a lançou um olhar feroz, balançando a cabeça para os lados ela começou a falar.
"Rei, você deveria ter contado antes." Ritsuko falou calmamente, mas se podia sentir a intensidade em sua voz, somente abaixou o olhar em vergonha. "Algo mais?"
Rei simplesmente assentiu com a cabeça, Mari a lançou um olhar de choque.
"Eu me lembro de tudo." Rei falou calmamente e delicadamente.
Ritsuko somente uma sobrancelha. "Como assim?"
"Eu lembro de tudo, desde meus momentos como criança, de Shinji me pedindo para sorrir após uma batalha e até seu resgate." Rei respondeu ao abaixar o olhar para as mãos na cama.
Ritsuko estava confusa, ela estava tentando buscar uma explicação plausível para isso, mas logo ela se lembrou da descrição de Rei, falando que a outra queria lhe mostrar a verdade.
"Rei, quem era essa outra?" Ritsuko perguntou já sabendo a reposta.
"Eu não sei, quando ela se encontrava comigo ela não me falava, mas sempre que penso a respeito somente um nome me vem à cabeça." Rei respondeu monotonamente.
"E qual seria?" Ritsuko temeu pela resposta, mas não deixou isso transparecer.
"Lilith." Rei respondeu com o olhar para baixo, ela não queria ter que enfrentar o olhar das pessoas a julgando.
Ritsuko somente assentiu com a cabeça, seu coração estava disparado, seus pensamentos estavam correndo como o vento, ela sabia sobre o plano de Gendo, mas até agora ela julgava que Lilith estava presa. "Porque?"
"Ela me falou que agora eu era um único ser, que eu tinha o direito de ter minha própria vida e que essa lembranças me pertenciam." Rei respondeu ao sentir a mão de Mari pousar em seu ombro.
"Ok, vamos ver agora, vou pedir alguns testes para ver se você está 100%, saber que memorias são essas que você tem agora ..." Ritsuko falou ao digitar no tablet pedindo exames.
Mari estava digerindo tudo, agora Rei estava 'completa', ela podia ver o olhar triste no rosto de Rei, no fundo ela queria abraça-la e nunca mais soltar, mas a culpa por tê-la beijado ainda estava lá, mas saber que Rei gostou a ajudou um pouco, agora sua amiga precisava de apoio e ela iria dar.
"Rei, eu quero saber de tudo." Ritsuko começou a falar, seu lado cientista havia conseguido cortar qualquer sinal de cansaço, se virando para sair, ela falou novamente no modo subcomandante. "Rei, de agora em diante qualquer desconforto eu quero ser informada, qualquer coisa" Enfatizando a última parte, Ritsuko sabendo que Rei era uma pessoa obediente na hierarquia concluiu. "Isso é uma ordem."
Recebendo um aceno de Rei, Ritsuko saiu da ala hospitalar dando alta a Rei para sair do hospital, pois não havia motivo para mantê-la lá, a manhã havia chegado, Mari como uma amiga fiel estava ao seu lado, elas estavam indo para tomar café da manhã.
Antes de sair, Shinji e Asuka passaram para ver como ela estava dando um abraço forte em Rei, Shinji chorou ao ver ela bem.
"Eu estou bem irmão." Rei abraçou Shinji de volta. "Shinji ... Obrigado."
Shinji se afastou confuso, ele não sabia direito o motivo de estar sendo agradecido, Rei sinalizou para o grupo se sentar, ao contar toda a história, Rei podia ver o olhar chocado de Shinji e Asuka.
"Então ... você lembra de tudo?" Asuka perguntou confusa, ela recebeu um aceno de confirmação, Shinji novamente a abraçou, recebendo um olhar enciumado de Asuka.
Já havia se passado uma semana desde o incidente com a Rei, ela foi ordenada a ficar de repouso neste período, ela recebia visitas regulares de todos, Rei estava se sentindo muito bem com toda a atenção que recebia, mas uma coisa estava fazendo sua cabeça um inferno, essa coisa era o beijo que havia compartilhado com Mari e seus sentimentos por ela.
Rei se sentou em sua cama e começou a debater internamente sobre isso, a verdade era que Mari não saia de sua cabeça, ela estava doida para poder repetir o beijo que havia compartilhado com sua amiga e novamente desfrutar de toda a emoção que vivenciou, pensando determinadamente, Rei se levantou e foi em direção a sua porta, ela tinha que falar com Mari, ela tinha que colocar seus sentimentos para fora, mesmo que não fosse correspondido, Mari tinha que saber, seu coração tinha que se abrir.
Mari estava em seu quarto sozinha, Asuka estava indo para as gaiolas dos EVAS, a informação que Shinji havia lhe dado e sua curiosidade estavam no limite, ela tinha que saber se era verdade, Mari estava deitada segurando os joelhos perto do peito, o beijo que ela havia dado em Rei e a culpa que estava sentindo foi demais para ela, seu medo era que seus sentimentos não fossem correspondidos, Mari achava que havia assustado Rei.
"Como eu fui idiota!" Mari falou com a voz aborrecida ao apertar mais ainda as suas pernas.
CAMPAINHA.
Mari estava quase sentindo lagrimas querendo sair quando escutou a campainha de seu quarto, se recompondo o melhor que pode e se levantou, Mari caminhou até a porta, ao abri-la, seus olhos se arregalaram quando ela viu Rei parada do outro lado, ela estava com um olhar desconfortável no rosto, logo preocupações vieram no rosto de Mari. – Será que ela está tendo outro episódio? –
"Olá Mari, eu posso falar com você?" Rei falou timidamente, ela segurou seu próprio braço para tentar controlar a ansiedade.
Mari a olhou e se sentiu impotente, ela se culpou novamente por ver Rei desta forma, sabendo que isso era as sequelas do beijo, Mari esperou pelo pior.
Assentindo para Rei entrar no quarto, caminhou calmamente para o sofá e se sentou, ela esperou por Mari fazer o mesmo, em silencio desconfortável surgiu no quarto, nenhuma das garotas estava com coragem para falar.
Mari foi quem tomou a iniciativa e falou primeiro. "Então azul ... Você está melhor?"
"Sim, obrigado por perguntar." Rei respondeu monotonamente.
Depois de outro silencio, Rei respirou fundo e novamente se lembrou do motivo de sua visita, se lembrando das cenas dos livros que lia, resolveu começar a falar.
"Mari ... Eu não sei como posso dizer isso, mas vou tentar." Rei começou a falar, sua ansiedade podia ser sentida, Mari se sentia mais nervosa a cada segundo, levantando a cabeça Rei olhou Mari nos olhos e começou a falar.
"Você é uma pessoa especial para mim ... Desde a minha chegada você nunca me tratou mal ou me descriminou ... No começou eu não sabia nada sobre mim, me achava um monstro e incompleta ... Mas ... você me ajudou." Rei parou para respirar, a mente de Mari estava em um surto completo.
- Meu Deus, ela está se declarando? – Mari pensou freneticamente.
"Eu não sabia o significado desses sentimentos, os livros ajudaram, mas ... Eu ainda não conseguia entender ... A verdade era que eu sempre me sentia bem perto de você ... Você me faz feliz ... E essa experiência me ajudou a ver uma coisa, além de me fazer lembrar do meu passado, ela me trouxe uma pequena experiência com sentimentos que eu não conseguia entender" Rei respirou fundo, a parte delicada estava chegando. "Na semana passada, eu estava com medo de morrer ... Quando eu fiquei no chão ... Eu pensei em tudo que eu poderia perder e os eventos depois que eu acordei, só me ajudaram a chegar a uma conclusão."
Mari estava petrificada no lugar, ela estava escutando tudo atentamente, ela não podia acreditar em seus ouvidos, lagrimas estavam querendo sair.
Rei começou a tremer de nervosismo, ela apertou as mãos e continuou, agora não tinha mais volta, num movimento de ousadia, Rei começou a se aproximar de Mari lentamente e totalmente sobre controle de seus sentimentos. "Depois que nos beijamos ... Eu nunca me senti mais feliz na minha vida" Rei começou a empurrar a forma de Mari para se deitar no pequeno sofá, ficando quase totalmente em cima de Mari, Rei delicadamente e com as mãos tremulas segurou as laterais da cabeça de Mari, Rei estava tomando coragem para falar o final.
Mari estava totalmente a mercê de Rei, enquanto estava deitada esperando a ação final dela, sua mente estava a mil por hora. – Meu Deus, ela ia fazer isso mesmo? Ela vai me beijar? Me possuir? Meu Deus o suspense está me matando!, Faça algo pelo amor de Deus Rei! -
"... Eu ... Eu ... Eu amo você Mari." Rei falou ao fechar o espaço entre elas e beijou os lábios de Mari, esse beijo foi diferente, novamente outra explosão de sentimentos, esse beijo foi mais intenso que o outro.
No momento que Rei falou essas três palavras, Mari não conseguiu segurar as lagrimas, fechando os olhos e deixando as lágrimas saírem enquanto beijava ela, Rei interrompeu o beijo e se afastou, ficando parada olhando a cena em sua frente, sua cabeça logo se culpando por ter revelado e ter beijado Mari, mas ela tinha que perguntar.
"Por que você está chorando?" Rei perguntou claramente ansiosa, ela estava com medo de perder a amizade com Mari e ser rejeitada.
Mari começou a rir enquanto chorava, ela abriu os olhos e falou sorrindo. "É que ninguém nunca tinha me falado isso ..."
Rei sentiu como se o peso do mundo tivesse saído de seus ombros, sentindo as mãos de Mari serpenteando seus braços e agarrando seu pescoço delicado, com um pequeno puxão, Mari novamente pegou os lábios de Rei, esse beijo foi mais apaixonado, abraçando Rei fortemente em com seus braços, Rei tinha a resposta que sua mente tanto ansiava, retribuindo beijo e deixando sua mente fluir e curtir o momento.
Asuka estava na gaiola dos EVAS, ela estava de frente para a forma da unidade 02, fechando os seus olhos e controlando suas emoções, ela olhou em volta para ver se estava sozinha.
"Então, Shinji me falou sobre a unidade 01, o como a alma de sua mãe estava lá sempre ..." Asuka parou quando pensou que estava falando sozinha. "Mas ele me falou isso e eu me lembrei de você ... É verdade? ... Me dê um sinal." Asuka olhou o gigante vermelho parado, atentamente esperando qualquer movimento. "Qualquer coisa."
NADA
"Vamos qualquer coisa." Asuka suplicou, ela podia sentir lagrimas começando a formar em seus olhos.
NADA
"Vamos droga!" Asuka gritou ao sentir a raiva de ter suas esperanças perdidas.
Como se o destino resolvesse agir, os quatro olhos da Unidade 02 acenderam e a encararam.
Asuka deu um passo para trás em choque, sua mente estava agitada.
"Então é verdade, tudo verdade!" Asuka gritou ao começar a chorar na frente de seu EVA, todas as culpas por sua mãe de tê-la abandonado vieram com uma pedra e um soco bem dado no estomago, segurando a lateral de sua cabeça Asuka se virou, saiu das gaiolas e foi direto para o quarto de Shinji.
Conforme Asuka havia saído, novamente o EVA 02 se fechou e voltou ao estado de hibernação.
Shinji estava em seu quarto, ele tinha acabado de tomar um banho e estava vestido para dormir, ele estava pensativo, o olhar de Asuka estava estranho na visão dele, mas conhecendo o temperamento volátil de sua namorada, resolveu deixa-la tendo o espaço dela, Shinji estava se preparando para dormir quando escutou sua porta se abrir, quase como ironicamente Asuka entrou no quarto em busca de seu ponto seguro.
Ele não teve tempo para se virar quando dois braços o seguraram, logo ele percebeu as mangas vermelhas e o xampu de morango, mas isso não era nada, seu único foco era que Asuka estava chorando, segurando seus braços para lhe dar o mínimo de conforto, se virou e abraçou Asuka a deixando chorar em seu peito.
"É verdade Shinji ... Ela está lá ... Todo este tempo ela estava lá." Asuka falou entre soluçadas ao enterrar o rosto no peito de Shinji, tudo que ele pode fazer era abraça-la.
Notas do Autor: Olá pessoal tudo bem? Então agora só falta mais seis capítulos (Choro e lagrimas), espero que vocês tenham gostado e não esqueçam de revisar, suas críticas são muito importantes.
Os meus planos originais eram que a Wunder decolasse e outras coisas e situações importantes ocorressem, mas eu pensei que este capítulo iria ficar muito longo e cansativo, pois muita coisa já tinha acontecido (Pelo menos na minha visão), então passei para o próximo conforme o preview abaixo.
Preview – Capitulo 24
Wunder decola
Batalha
Asushin
Grande momento
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Mais uma coisa pessoal, no meu perfil no Fanfiction eu fiz uma enquete sobre o enredo da minha próxima história, entrem lá e votem em qual vocês gostariam de ver quando Errors and Successes acabar.
