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*Pov. Kagome*

Encarei o prateado a minha frente, tentando decifrar em seus orbes se eu realmente havia ouvido certo.

Os olhos dourados, selvagens, que em geral não passavam de um penetrante e frio olhar, me olhavam com uma ternura que eu não conhecia em Sesshoumaru.

A expressão ainda permanecia fria, o que me confundia...eu havia realmente ouvido certo? Ele manteria a face neutra depois de dizer algo assim?

– Eu perguntei isso antes, mas...alguma vez amou uma mulher?

Questionei mais uma vez, pois o outro não havia respondido. Eu tinha certeza de ter imaginado coisas.

Não tem como ele ter dito aquilo!

Sesshoumaru sorriu, não muito, mas eu pude ver facilmente, já que me habituei a reparar em suas feições. Mesmo suavemente, elas mudavam, era perceptível.

Não o entendia completamente, mas a mudança era visível para mim.

Mesmo sem o sorriso, Sesshoumaru era sem dúvidas de uma beleza imensurável. E agora, com o sorriso sincero, estava ainda mais lindo.

Tinha certeza de estar corada enquanto olhava para ele, estava inegavelmente apaixonada pelo daiyoukai.

As lágrimas ainda rolavam pelo meu rosto e eu não sabia como poderia acalmar as batidas em meu peito.

Deseja-lo agora seria algo muito errado...mas não consigo evitar.

– Quer mesmo saber, miko?

Não me foi dado tempo para responder. No segundo seguinte ele me puxou para si. Suas mãos me seguraram firme a cintura e sua boca se encaixou a minha.

Pude sentir sua língua a invadir por entre meus lábios, encontrando a minha, a pressionando a dançar junto. Era intenso, quente e ávido.

De mim, não houve resistência.

Sesshoumaru afastou os lábios dos meus por um curto espaço e me fitou intensamente. Eu sentia que poderia derreter em seus braços, e se ele não me segurasse firme, eu cederia aos meus próprios joelhos.

– Nunca estive amarrado a ninguém, nunca quis uma vida desta maneira, Kagome.

As palavras soaram frias, e me chocaram de imediato. Tive o ímpeto de o empurrar com todas as minhas forças.

– O que? En-então...por que você faria isso?

Balbuciei, o empurrando, e considerando usar de minha energia espiritual para conseguir sair de seus braços.

Era inútil, o daiyoukai era muito mais forte e apenas furor não seria o bastante contra ele. As lágrimas ganharam nova força e o olhei enfurecida.

Sua face permanecia impassível, mas os olhos...estes me cativaram.

Sesshoumaru abandonou um dos lados de minha cintura para segurar meu queixo e eu despertei do fascínio pelos orbes dourados.

– Faz um tempo que detenho meu desejo, miko. Não me convidou ainda agora?

Perguntou, acariciando minha face, limpando algumas lágrimas que ali estavam.

– Só estou respondendo a isso... – disse, me apertando contra si.

Uma de suas pernas acariciava entre minhas coxas, sua outra mão agora me apertava as nádegas, tornando a fricção ainda maior. Contive um gemido e olhei para ele, para contesta-lo novamente.

– Sesshoumaru...eu não fiz...

Mais uma vez me calava com sua boca e eu me perdia com o movimento de sua língua junto a minha.

Senti minhas costas encontrarem o tronco de uma árvore e seu corpo vir mais de encontro ao meu.

Intenso demais!

– Pare com isso! – pedi, em uma voz arfante.

Parar, eu realmente queria que ele parasse?

– Uhm? Miko, você parece estar ficando muito quente para alguém que pede que eu pare. Mas se é assim que deseja, eu não far... – segurei firmemente a manga de sua roupa e o olhei suplicante.

Não, não queria que ele parasse!

– É porque você está fazendo isso, que estou assim. Mas não é... ruim...

Ahhh, que constrangedor! Era suposto que eu viesse para acalmar os ânimos dele e não me deixar ser dominada assim!

O daiyoukai me observou por alguns segundos, sorrindo novamente. Meu coração parecia querer sair pela boca de tão acelerado.

Ele me beijou o pescoço com volúpia, e suas presas arranharam a pele, um gemido escapou de meus lábios, sem que eu tivesse controle.

– Como eu disse...estou apenas respondendo a você.

Disse ao pé de meu ouvido, fazendo a pele se arrepiar no local. Ele me puxou para si, me abraçando.

Me assustei quando passou uma de suas mãos pelo meu busto, massageando e apertando, um tanto bruto.

Não demorou a escorrega-la por entre a fenda da parte de cima de minhas vestes, alcançando um dos bicos de meus seios e o apertando entre seus dedos.

Um gemido sôfrego escapou e meu corpo se derreteu nos braços fortes daquele youkai. Sua outra mão deslizou para dentro de minha calça e por cima da calcinha acariciou minha intimidade.

Eu sabia que estava molhada, mas até aquele toque não tinha noção do quanto!

Mas...eu não havia feito convite algum! Não era ruim, mesmo assim não o havia feito.

– Do...ahh...do que está falando? Quando foi que eu o fiz tal convite? – perguntei em meio a um gemido.

Ele aprofundou seus dedos em minha intimidade, me estimulando.

– Então, você não sabe?

– Ahh..n-não!

– Um youkai pode sentir desejo quando uma fêmea o quer...

– Eh? O que?

– O cheiro de uma fêmea excitada... – continuou, me segurando o queixo e o lambendo – ...convida o youkai.

Me sentia entorpecida, os toques de Sesshoumaru me tiravam toda a razão e fiquei em silêncio pensando nas palavras dele. Desfrutando de suas carícias.

– Você duvida de mim, miko?

Perguntou, pressionando meu clitóris com dois dedos por cima da calcinha, me fazendo gemer um pouco mais alto.

O líquido já havia encharcado a peça íntima. Minhas mãos apertaram o tecido por cima de seu peitoral.

– Duvida...apesar disso? – queria lhe dizer que não duvidava, mas minha voz não me obedecia, apenas conseguia gemer com as carícias.

Sesshoumaru retirou sua mão de dentro de minhas vestes e a colocou a minha frente mostrando o líquido viscoso que escorria por entre suas garras, com uma expressão de satisfação.

– Irá negar a verdade que está bem a sua frente? – perguntou, convencido.

Olhei para outro canto que não fossem seus olhos tão chamativos, envergonhada e excitada.

– I-isto é apenas porque está fazendo tudo desse jeito e... – não consegui terminar a frase.

Ele não só rapidamente se livrava da parte de cima de minhas vestes, como abocanhava meu seio direito.

Tentei recuperar a peça de roupa, mas tive meu pulso segurado contra a árvore, sua outra mão acariciando e apertando o bico do seio esquerdo.

Um gemido ecoou de meus lábios quando ele sugou e passou a língua delicadamente pela extremidade já rígida de desejo, envolvendo o bico em uma movimentação molhada e abrasadora.

Já não era mais capaz de controlar os sons que saíam de minha boca, Sesshoumaru estava determinado a ir até o fim, e eu desejei que ele realmente o fizesse.

Depois que tivemos nossa primeira relação no lago, não tivemos mais esse contato e meu corpo almejava o toque de suas mãos, o calor de seu corpo.

E nossa! Como esse lorde é quente!

– Miko, você está bem molhada aqui...

Declarou, enquanto sua mão fazia uma carícia em minha intimidade, sem invadir a peça íntima que se encontrava ensopada.

– ...É quase como se você estivesse se sentindo impaciente. Estou equivocado?

Sua mão adentrou a calcinha e senti uma corrente elétrica percorrer meu corpo com o toque quente em minha intimidade, rodeando a zona erógena e me fazendo gemer mais alto.

Ele retirou sua mão e a levou até os próprios lábios, lambendo o líquido que escorria em abundância.

Minhas bochechas queimaram com tal visão e meus joelhos tremeram.

Oh, Kami-sama!

Estava perdendo o controle, sentia isso.

Mas ele não queria estar amarrado a alguém, certo? Ele mesmo o dissera! E eu me confessei a ele, então por que fazer isso comigo? Apenas pelo fato de sua fera me querer como sua companheira? Eu não queria isso!

– E-espera! Não...você não me quer de verdade, Sesshoumaru. É apenas porque sua fera percebeu que sou youkai em parte, não é? Não precisa fazer isso. Você pode encontrar uma youkai que realmente o satisfaça. Eu não...não quero uma relação sem amor.

O daiyoukai se afastou por um pouco e me olhou interrogativo, seus olhos piscando mais que o normal.

Eu deveria estar uma bagunça. Ele ainda segurava um de meus pulsos contra o tronco da árvore, eu estava despida da cintura para cima e minha calça se encontrava um pouco caída por estar quase desamarrada

Eu o segurava firme com a mão livre, no tecido de suas vestes, tentando afasta-lo.

Ainda tinha rastros de lágrimas pelo meu rosto, que na certa estava mais vermelho que um pimentão.

Mas que merda! Não foi assim que imaginei que seria confessar meu amor por ele...

– Acho que temos um mal-entendido, miko. – declarou, após muito me analisar. – Então, deixe-me corrigir isso.

– M-mas...o que? – por que tenho que gaguejar logo agora!?

Olhei confusa para o prateado, que se distanciava, para poder se desfazer de sua armadura, de Mokomoko e também de seu haori.

Admirei seu tórax esculpido pelos Deuses, tendo a sensação de que meu sexo pulsava com a visão, de tanto que o desejava.

Arrepiei com o novo toque de sua mão em minha barriga, descendo para o cós de minha calça. Ele abria a própria e se aproximava de mim, me prensando novamente a árvore.

Havia um brilho em seus olhos e um sorriso de canto em seus lábios quando os aproximou de minha nuca, o ar de sua boca entrou em contato com a minha pele, a fazendo ter cócegas.

– Eu quero você. – sua voz veio quente.

Em meu peito o coração dava pulos e o oxigênio me faltou.

– Eu quero você, Kagome. – me assegurou, com seu corpo colado ao meu.

Fechei os olhos por impulso, meu corpo todo reagia. As palavras dele se repetiam em minha cabeça.

Não diga isso...

– Tanto... – murmurou.

Terminou de desatar o nó da minha e de sua calça, as deixando deslizar ao solo. Minha calcinha fora arrancada em seguida com facilidade.

– ...Mas tanto, que não posso suportar.

Segurou seu membro exposto, mostrando toda sua extensão e eu salivei perante a grandiosidade de Sesshoumaru.

Não me lembrava de ser tão grande.

– Eu verdadeiramente quero você... – sussurrou em meu ouvido, se encaixando entre minhas pernas, enquanto me levantava pelas coxas.

Oh, droga, quando você sussurra para mim assim.

Suas garras pressionaram minha pele e eu arfei ao senti-lo me penetrar gradativamente. Estava tensa e isso causava um pequeno desconforto.

Minha mente era uma confusão, não conseguia focar em nada, apenas conseguia sentir.

Eu me sinto tão estranha...O que eu estou fazendo?

Sesshoumaru aumentou o ritmo e cada vez mais o desconforto foi sumindo. Da primeira vez eu não havia experienciado tamanho prazer.

Minha voz saiu sem controle em gemidos mais altos e me peguei abraçando sua cintura com minhas pernas, o querendo mais fundo.

Ouvi-o ofegar contra meu pescoço e o apertei com minhas pernas, testando o limite em que ele poderia chegar dentro de mim.

Sesshoumaru me fitou, sem parar de se movimentar e abriu um sorriso, aproximando seu rosto do meu, e lambeu minha bochecha.

– Antes disso tudo acontecer, eu me sentia atraído por seu cheiro e por seus olhos, mas nunca me importei muito com você...mas agora, você não me é desagradável, miko.

Murmurou com sua voz rouca e eu me esforcei para entender o que ele dissera.

Sem sucesso.

– Mm...o que isso significa? Ahn! – ele não me respondeu, tampouco parou o que fazia.

Desceu para meus seios, os sugando um de cada vez e rodeando-os com sua língua. Suas mãos ora apertavam minhas nádegas, ora se enterravam em minhas coxas, me penetrando com mais força e rapidez.

Eu estreitava seu membro com meu interior, sem saber que tinha a capacidade de apertá-lo tanto. Isso parecia enlouquecer o youkai.

Ele agora não continha mais os próprios gemidos, ouvi-lo expressar seu prazer me excitava.

Estávamos em um nível de satisfação completamente diferente da nossa primeira vez, não havia pudor em nossos suspiros.

Contemplei os olhos dourados, neles se refletia o deleite que o mesmo sentia. Eu mesma estava em grande prazer.

– Então, você pode fazer uma expressão como essa... – declarou ele, e eu senti seu membro pulsar dentro de mim.

– Eh?

– Certamente ficarei viciado nisso. – afirmou, tomando minha boca em um beijo, sua língua enlaçava a minha em uma dança sem pressa.

Estava chegando ao meu limite. Ele provavelmente percebeu isso, pois se retirou de dentro de mim.

– Ainda não. – determinou, se abaixando comigo ainda em seus braços.

Ele se sentou no chão apoiando suas costas a árvore e me encaixou novamente, em seu colo.

Com suas mãos em minhas nádegas ele me auxiliou a subir e descer em seu membro.

Estava tão delirante que em algum momento eu mesma ditava os movimentos, rebolando em seu colo.

Sesshoumaru parecia me admirar, o olhar em chamas me percorria por completo, me estimulando a ir mais rápido.

O vi trincar as presas, fechando os olhos, e imaginei que estava perto de chegar ao ápice.

Repentinamente eu era sustentada pelos braços fortes do daiyoukai, que me pôs de pé, com minhas mãos apoiadas na árvore.

Olhei para ele por sobre o ombro, confusa, mas logo tomei consciência de sua intenção quando, sem aviso, me penetrou novamente.

Era rápido e preciso.

As estocadas profundas me faziam sentir toda sua grandeza, que parecia ainda mais avantajado que antes.

– Ah..! Desse jeito...uhn...ah...! Vai me quebrar, Sesshy...! Aaah...!

Eu sabia que ele estava em seu limite, podia sentir pela força que me apertava a cintura e nádegas. Suas garras feriam minha pele enquanto me puxava para si com força.

O arfar que saía de sua boca junto do gemido baixo me satisfaziam.

Estreitei seu membro quando o senti se expandir dentro de mim. Pela segunda vez sentia seu líquido quente me invadir.

Me virei para ele, Sesshoumaru estava suado e ainda não havia saído de meu interior.

– Mas...dentro de mim? – perguntei, sobre o fato dele ter despejado o gozo dentro. Era a segunda vez que o fazia.

– Não se preocupe... – disse, retirando seu membro de minha intimidade. –...como já lhe informei antes, crianças de um humano e youkai são raras.

– ...se é assim, se o diz.

Mas e se eu ficar mesmo grávida?

Apanhei minhas vestes do chão, na intenção de me vestir. Os pensamentos preenchidos com o que acabara de acontecer.

Fitei as costas do lorde, ele já estava praticamente vestido e ainda não havia retornado seu olhar para mim.

Teria sido apenas desejo? O que ele quis dizer com tudo aquilo?

– Sesshoumaru... – o chamei, mas não tinha uma frase formulada.

Então apenas fiquei a olhar duvidosa para ele, que se virou esperando que eu continuasse, contudo, minha voz não saía.

Um suspiro aborrecido se fez audível.

Estava irritado?

Pisquei algumas vezes quando me dei conta que o daiyoukai me levantava, me segurando firme, caminhando em direção a cachoeira.

– Acho que ainda não compreendeu as palavras deste Sesshoumaru, miko. – se pronunciou, me ajeitando melhor, para que pudesse olhar em meus olhos.

Fui hipnotizada pelos orbes dele, sempre tinha a sensação de que podiam enxergar minha alma.

– Não é fácil para este Sesshoumaru dizer tal declaração, então, ouça com atenção dessa vez.

Parou às margens do rio em que as águas da cachoeira desaguavam e encostou sua testa à minha.

Engoli seco, o fitava surpresa.

– Eu te amo, miko. Ser em parte youkai nada tem a ver com este fato. – confessou, em meus lábios, os pressionando em um beijo breve e em seguida voltando a andar.

– Se ainda não ficou claro, terei prazer em lhe demonstrar mais vezes. – disse, com um sorriso nos lábios.

Sesshoumaru adentrou a gruta escondida pelas águas, nos molhando por completo, e eu ainda tentava recuperar meu fôlego com sua declaração.

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