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Aqui está o Dia 13!
Toda vez que arrumo tempo e sento para escrever uma intermissão acabo cedendo e fazendo um capítulo normal…
Onde eu compro disciplina?
Capítulo de hoje não é muito longo, tem só 9k de palavras :)
Tenham uma boa leitura!
NO EPISÓDIO ANTERIOR:
(leitura não necessária)
Satoshi inicia o dia interagindo com alguns servos no Cemitério de E-Rantel, ele então se torna o Aventureiro Atari e ruma para a Guilda de Aventureiros onde assume 2 missões. Ainda na guilda, ele é abordado por Lakyus e Tina, das Rosas Azuis, tendo que responder perguntas sobre os desaparecimentos de bandidos na cidade e sendo posteriormente assediado por Tina num beco. Ainda durante a tarde ele visita sua amiga Aventureira Ninya e adquire dois novos servos na Instant Fortress: Karasu e Cassandra. Ao anoitecer ele vai às Terras de Krast para cumprir as missões pegas na guilda e lá escraviza o bandido Brain Unglaus. Depois disso, retorna a Instant Fortress e assume a forma do Vampiro Famicom, lutando contra uma Árvore Sinistra encontrada por Karasu na Floresta de Tob. Ele então aprisiona a alma daquela Árvore que na verdade era uma Dragon Lord amaldiçoada.
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Apostando nos Vis Metais
Dia 13
- PARTE UM -
Era o meio da manhã quando o grupo deles finalmente se aproximou das margens da estrada de terra onde Satoshi tinha deixado uma carroça escondida para poder transportar as resgatadas até E-Rantel.
A frente do grupo que atravessava a trilha na mata havia duas mulheres montadas, elas eram uma camponesa e uma comerciante.
A camponesa estava cavalgando a pouco tempo, ela tinha subido recentemente naquele cavalo que era usado alternadamente pelas mais fracas como ajuda para que elas fizessem o difícil percurso com menos sofrimento, já a comerciante foi privilegiada e teve o outro cavalo só para ela desde o início da viagem.
Satoshi caminhava entre as duas mulheres montadas, controlando os cavalos delas para que mantivessem o ritmo lento do grupo que seguia imediatamente atrás e que era composto apenas por mulheres a pé.
Em breve não teremos a sombra das árvores e como já é essa hora o sol vai ficar ainda mais forte… maldita Amaterasu!
Mesmo usando o Ring of Doppelganger para tomar a forma humana do Aventureiro Atari, Satoshi, talvez por reflexo psicológico de vampiro, se sentia desconfortável sob o sol e por tal motivo besta ele amaldiçoou a antiga deusa tradicional japonesa do Sol, Amaterasu.
Satoshi cresceu no japão do século 22 e lá o Xintoísmo tinha sido reduzido praticamente a uma mitologia, com muito poucas pessoas realmente devotados a ele. De fato, na época do ateu Satoshi, as religiões do ocidente eram mais populares no japão que as tradicionais, e todas elas eram menos populares que a não-religiosidade e o ateísmo.
"Senhoritas, nós chegaremos na estrada em breve como eu prometi, não se preocupem que tudo dará certo..."
Conforme se aproximavam da borda da mata, Satoshi começou a tranquilizar dezesseis mulheres cansadas que vinham com ele desde o acampamento dos bandidos. As mulheres pareceram aliviadas por estarem na eminência de sair da trilha na mata e entrar em uma estrada grande. Estas mulheres estavam muito mais calmas agora do que no momento que Satoshi às despertou do sono induzido por magia ao amanhecer.
Quando Satoshi encontrou estas mulheres no esconderijo dos bandidos ontem, quase todas estavam naquilo que Satoshi chamou de Sala da Safadeza, a maioria delas estava sendo vandalizadas por um ou mais bandidos sujos. Pela breve conversa que Satoshi teve com elas ao amanhecer, algumas delas já estavam nesta condição a mais de um mês.
Realmente… um mundo selvagem.
Grande parte delas eram apenas mulheres comuns que tiveram o azar de serem atacadas quando andavam pela estrada com seus maridos ou pais e que, após verem os homens da vida delas serem mortos por bandidos, foram capturadas e levadas ao esconderijo para serem usadas como mulheres de consolo.
Apenas uma hora atrás, Satoshi tinha parado a caminhada com as mulheres por cerca de meia-hora e permitido a elas se lavarem e se purificarem em um riacho. Ele planejava chegar em E-Rantel antes do meio-dia então não foi um problema terem gastado aquele tempo com isso, além do que, como Satoshi adivinhou, o ato de se lavar renovou estas mulheres que foram encontradas naquelas condições atrozes.
Foi por causa desta pausa que, apesar de elas estarem cansadas e suadas pela caminhada, todas estavam limpas e ativas.
Satoshi olhou para a beldade armada com dois floretes que era a décima sétima mulher no grupo com ele.
"Marie vá até Mustache e avise ele que estamos nos aproximando da carroça."
A mulher 'Marie' não era uma das mulheres capturadas pelos bandidos e resgatada por Satoshi, ela era na verdade uma colaboradora de Satoshi, uma das que ele muito apreciava.
Aquela mulher vestida com trajes de Ranger, com formas femininas tão chamativas e longos cabelos violeta era ninguém menos que o Toilet Humano de Satoshi, Clementine, que estava usando um Ring of Doppelganger para assumir esta nova persona em E-Rantel.
Quanto ao referido 'Mustache', aquele era o homem que ficou responsável por vigiar a carroça deixada na margem da Estrada Oeste, ele era ninguém menos que o líder bandido Brain Unglaus.
Satoshi tinha dado a Brain a máscara havia saqueado do Capitão da Escritura Negra dois dias atrás e agora o bandido de cabelo azul tingido parecia muitos anos mais velho, tendo um cabelo azul natural, um belo cavanhaque e um sabre de cavalaria longo.
"Uhum~! Pode deixar com sua Marie, Atari-saan~! Eh~?! Violento... heheh~!"
Quando 'Marie' passou por ele para cumprir o comando recebido, sem qualquer motivo ou razão, Satoshi deu um leve e sonoro tapa na bunda dela.
Embora ele não entendesse porque fez tal ação masculina ancestral, Satoshi se pegou pensando que talvez tenha feito isso por instinto, porque tal comportamento pode ter sido um dos muitos incrustados no genoma dos homens humanos no decorrer do processo evolucionário, o primitivo chamado onde o macho demonstra publicamente propriedade sobre a fêmea.
Depois de fazer isso ele observou o traseiro de Marie se afastando enquanto se lembrava do tempo que os dois tiveram juntos antes de terem que vir aqui para resgatar essas mulheres, se lembrava principalmente dos sons luxuriosos dela quando ainda estava na forma de Clementine e gemia alto envolvendo a cabeça de Satoshi entre as coxas.
O fato é que, infelizmente, o dia de ontem foi muito agitado e o Tempo de Sacanagem deles naquela noite durou pouco mais de duas horas e ele estava longe de estar satisfeito com aquilo.
"Atari-sama! Eu já vejo a estrada!"
A voz da comerciante Tabata que cavalgava ao lado dele tirou as faces devassas de Clementine da cabeça de Satoshi.
"Sim, sim! Está logo ali!"
A outra mulher com a visão privilegiada de quem está em cima de um cavalo confirmou o avistamento da comerciante.
"Como disse antes, estamos quase lá. Uma vez na estrada será questão de no máximo uma hora até E-Rantel..."
Felizmente os bandidos tinham a base deles perto da cidade.
Ouvindo as palavras dele, as mulheres resgatadas fizeram faces diversas, que iam de insegurança com o futuro a alegria ingênua, algumas até choraram emotivas.
Alguns minutos depois eles chegaram no lugar onde Mustache foi deixado para vigiar a carroça de dois cavalos, Satoshi então sorrateiramente de afastou por alguns segundos e dispensou os Vampire Wolf na mata, aquelas convocações de forma oculta vinham protegendo o grupo de mulheres de perigosos semi-humanos e monstros que habitam as Terras de Karst.
Ele então ajudou as mulheres a subirem na carroça grande, quando terminou de fazer aquilo, apenas ele, Marie, Mustache e uma aventureira resgatada chamada Brita iriam caminhar a pé.
Está um pouco apertado na carroça mas couberam todas… roubei a carroça certa.
Tanto os quatro cavalos, quanto a carroça de carga foram bens roubados por Satoshi em uma aldeia a oeste de E-Rantel. Em sua defesa, Satoshi podia dizer que deixou cinco moedas de ouro antes de encerrar o [Gate].
Não é como se eu fosse um ladrão de cavalos… sou mais um comprador assertivo de cavalos.
Ele se justificava para si mesmo com essas palavras toda vez que pensava nisso.
O grupo deles viajou rápido na estrada por quase uma hora. Durante a maior parte do percurso, Satoshi conversou com Brita, a aventureira de Ferro que costumava ser usada por Brain como objeto para alívio sexual.
Apesar de Brita estar andando ao lado do cara responsável pela morte dos membros do Grupo Aventureiro que ela fazia parte e também responsável por ela ter sido atada em uma cama se tornando uma boneca de foda, ela não parecia desconfiar da verdadeira identidade de Mustache e tampouco Brain parecia se importar com ela.
Quando todos chegaram no portão oeste de E-Rantel, Satoshi já tinha combinado com as mulheres que iria ajudá-las pelos próximos poucos dias a recomeçar a vida.
Satoshi conduziu o grupo todo até a Guilda de Aventureiros, lugar de onde só saíram ao meio dia.
A responsabilidade por guiar as autoridades até a base dos bandidos foi delegada por Satoshi aos parceiros de ocasião Mustache e Marie, aos quais Satoshi também ordenou que fizessem registro na Guilda de Aventureiros.
Ambos provavelmente teriam que começar com insígnias de Cobre, mas Satoshi tomaria medidas para que os dois ascendam ao ranking Mithril o mais rápido possível.
Quanto às mulheres resgatadas, com exceção da comerciante Tabata que se dirigiu a Companhia Kuruoka, Satoshi fez questão de pagar a hospedagem delas em uma pensão barata da cidade por cinco dias e as encaminhou a Cassandra, a Gorgon Matriarch que iria gerir o orfanato dele na cidade.
A ordem que ele deu a Cassandra foi que contratasse qualquer uma delas que se interessasse em trabalhar no orfanato, principalmente se acontecesse da interessada ser a ruiva Brita, que pelo que Satoshi pôde perceber estava desiludida com a vida de Aventureira dela e que, desde que foi encontrada por ele nua, corada e suada enquanto atada na cama de Brain ontem, despertou em Satoshi certo interesse adulto.
Tanto o pagamento da missão de Platina quanto o da missão de Ouro realizadas por Satoshi só deveriam ser liberados amanhã então, tecnicamente, as missões ainda estavam em aberto.
A regra da Guilda dizia que os bens comerciais roubados que fossem coletados em antros de bandidos deviam ser dados a guilda que então avaliaria aquilo para repassar um quarto do valor aos Aventureiros responsáveis pela subjugação. Por esse motivo Satoshi tinha se adiantado e levado do local metade dos bens que encontrou naqueles túneis e deixado a outra metade para ser coletada pelas autoridades.
Ainda próximo ao prédio da Guilda, Satoshi caminhou até um beco onde se teleportou para Instant Fortress.
Hoje Satoshi planejava dedicar parte do dia para fazer turismo.
- PARTE DOIS -
Após Satoshi se teleportar para seus aposentos na Instant Fortress ele removeu o Ring of Doppelganger e tomou um banho gelado rápido em sua forma de Greater One.
"Vamos lá... [Perfect Unknowable]!"
Uma vez que estava limpo, ele decidiu caminhar por seus domínios oculto por magia para que pudesse observar como os habitantes da Famicômia agem no cotidiano.
Bem ou mal, Satoshi era o soberano nesta floresta, então ele devia se preocupar com as condições de vida dos súditos dele e sobre como os súditos dele o veem.
O primeiro local que observou foi a própria Instant Fortress.
Pelo que ele sabia por Miya, o item-fortaleza que virou a sede de seu domínio na floresta era habitado por metade dos goblins do Batalhão Latino e por 104 escravos, entre humanos e elfos, coletados dos Oito-Dedos.
Os goblins que residiam aqui foram convocados com a ajuda de vários itens lixo conhecidos como 'Horn of Goblin General' e eram mais de 200.
Tecnicamente todos os goblins do Batalhão Latino viviam na fortaleza, porém metade dos membros do batalhão ficavam fora todo o tempo a trabalho e raramente dormiam aqui. Os principais campos de trabalho para aqueles guerreiros que trabalhavam fora eram a cidade em construção ou as muitas aldeias vassalas na floresta.
Já a algum tempo Satoshi considerava usar mais alguns de seus numerosos 'Horn of Goblin General' para convocar mais goblins para formar um novo batalhão de goblins e ele estava muito inclinado a fazer isso nos próximos dias.
Os poucos goblins de guarda na fortaleza aquela hora do dia pareciam muito amigáveis com as pessoas que compunham o outro grande grupo de habitantes da Fortaleza, isso é, com as mulheres escravas e os homens escravos.
Satoshi tomou algum tempo observando e avaliando tanto o trabalho quanto o comportamento dos escravos na fortaleza.
Honestamente, diferente dos goblins que eram criaturas convocadas, Satoshi tinha um especial carinho pelos escravos da fortaleza. Foi recompensador para Satoshi perceber que os escravos estavam tão bem adaptados e produtivos após apenas cinco dias aqui.
A Instant Fortress é um local confortável e tem um padrão estético que certamente seria considerado elevado até para a nobreza deste mundo, mas Satoshi tinha certeza que não foi o ambiente agradável da fortaleza e sim a liderança das feitoras elfas Tantalle, Mirella e Pazuka, que permitiu a estas mulheres e homens se adaptarem tão bem ao seu novo habitat.
Durante a inspeção, Satoshi ficou feliz quando viu em uma sala da Instant Fortress um escravo tutor de nome Eustace ensinando para mais de vinte garotinhas escravas a escrita do país Re-Estize, bem como dando a elas noções do mundo.
Foi uma sorte ter um escravo tutor no lote… quer dizer, no grupo.
Todos os 15 escravos homens coletados dos Oito-Dedos tinham profissões qualificadas.
Esse fato só foi possível porque a escravidão era usada como punição criminal no Império Baharuth e Reino do Dragão, como consequência disso não faltava mão de obra braçal no mercado formal de escravos, o que tornava pouco lucrativo aos Oito-Dedos negociar neste segmento saturado, restava então aos bandidos negociar escravos raros e refinados que lhes renderiam mais dinheiro.
Por outro lado, as 89 escravas mulheres coletadas com os Oito-Dedos eram em sua maioria selecionadas por sua beleza e capacidade de executar funções domésticas, como costura, conforto, cálculo e cozinha.
Para Satoshi, no entanto, a principal serventia destas escravas era que perfumavam a fortaleza com seu odor natural de fêmeas jovens e férteis o que mascarava o cheiro dos goblins.
Claro que ele nunca diria isso a ninguém.
Satoshi terminou a vistoria da Instant Fortress e voou para a cidade que era erguida na área desmatada abaixo da fortaleza.
Ele reparou que uma escadaria de pedra que levava até a fortaleza elevada estava sendo construída por mortos-vivos que eram comandados por humanos uniformizados. Satoshi lembrou que enquanto conversava com ele ontem Miya tinha comentado feliz que entre os escravos humanos havia um ferreiro, seis masons e cinco artesãos.
No tempo que vistoriou a cidade, Satoshi fez algumas anotações mentais para comentar com Miya mais tarde, como por exemplo pedir a ela para educar melhor os trolls que eram brutos com os subordinados deles.
Bom… é uma povoação recente, tenho certeza que em um mês isso estará muito mais City-like.
Com exceção do Pavilhão Hachi, Pavilhão Guu e Pavilhão Ryraryus, todos os numerosos quarteirões onde a miríade de cidadãos vivia eram precários e rústicos, como um grande acampamento de caráter fixo. Mas ainda assim Satoshi estava satisfeito, afinal esta cidade tinha dez dias de vida e já tinha sua dinâmica.
Após terminar seu tour pela cidade, Satoshi analisou a construção da muralha que envolvia a cidade. O grande canteiro de obras tinha membros de todas as raças da Famicômia. Dezenas de golens também trabalhavam ali sendo supervisionados por três escravos humanos da torre.
Satoshi sabia que havia uma pedreira funcionando a alguns quilômetros daqui e a maioria dos hobgoblins da cidade trabalhavam incessantemente a pedra lá para que, uma vez por dia, Miya abrisse um portal e trouxesse o trabalho deles aqui.
Seria bom se tivéssemos anões nesta floresta...
Satoshi que voava no céu pensou isso enquanto sem perceber olhava as montanhas brancas distantes. Aquelas eram as Montanhas Azerlisia e ele fez uma anotação mental para visitar elas no futuro. Muito pouco se sabia sobre esta parte sul de Azerlisia e Satoshi não tinha conseguido em E-Rantel nenhuma informação relevante sobre aquele lugar.
Enquanto voando e considerando essas coisas, a atenção de Satoshi se prendeu em um ponto distante, lá ele viu duas figuras voarem no horizonte se aproximando de sua cidade, Satoshi acompanhou com os olhos quando as figuras ficaram cada vez maiores até que os contornos das duas enormes criaturas eram perfeitamente discerníveis.
Ambas as criaturas sobrevoaram a cidade e pousaram a alguma distância da Instant Fortress.
Satoshi suspendeu sua magia [Perfect Unknowable] e foi até lá cumprimentar os dois seres colossais.
"Opa Miya, Opa Harin."
Os dois seres eram a Aztlán Coautl Miya em sua longa forma serpentina de mais de cinquenta metros de comprimento e a Autumn Forest Dragon Harin que tinha dimensões semelhantes às de Miya.
Ontem a noite Satoshi tinha ordenado a Miya que fosse com Harin procurar na área da floresta sob domínio dele pontos onde se pudesse explorar minérios.
A verdade verdadeira é que atualmente Satoshi controlava apenas cerca de um quarto desta enorme Floresta de Tob, sendo que a área que ele controla é a área correspondente aos antigos domínios dos outrora chamados Três Monstros, mas apesar de três quartos da floresta ainda seguirem inexplorados, por enquanto, Miya não planejava ampliar a área sob controle já que estava entretida brincando de prefeita na Famicômia.
Por causa dessa dedicação quase exclusiva de Miya para com a construção da cidade, até mesmo a área de floresta que eles já dominavam não era corretamente explorada, então Satoshi tinha pedido a ajuda de Harin, também chamada de Druidic Dragon Lord, para usar magia druídica e procurar jazidas de metal ou pedras de valor.
"Bem vindo de volta, Meu Tudo!"
"Saudações, Meu Lorde."
Após ver Satoshi, Miya rapidamente começou a encolher para tomar a forma humana dela, após apenas duas dezenas de segundos ela já tinha saltado em Satoshi para um abraço estando na forma dela de garotinha Indígena-Mesoamericana vestida com trajes típicos.
Depois que ele retribuiu o abraço e pôs Miya no chão, uma ave vermelha desceu do céu e pousou no cocar de Miya, era Karasu, o Muninn Child, que vinha voando ao redor da Eidolon de Satoshi todo este tempo.
"Então, acharam algo?"
Satoshi se apressou e foi direto ao ponto com as duas.
Ele planejava começar a produzir metais massivamente na Famicômia e vender a produção no Império para que seu país tivesse alguma commodite para sustentar seu desenvolvimento inicial.
Para tanto ele procuraria áreas com concentração de algum metal comercial e usaria a magia de Super-Tier [Creation] para aumentar ainda mais a concentração do metal em questão na superfície do solo, isso ia permitir que mesmo a precária tecnologia de mineração dos seus súditos da floresta retirasse grandes quantidades de produto.
Satoshi esperava que o escravo ferreiro que ele possuía fosse capaz de ensinar os processos de metalurgia praticados em E-Rantel para os colonos humanos do sexo masculino da Famicômia e também, por que não, aos demais moradores semi-humanos interessados.
Mesmo que aquele escravo ferreiro não fosse capaz disso não haveria problemas para ele: Satoshi já planejava a um tempo ir a um mercado de escravos do Império e comprar mão de obra qualificada, lá ele pretendia adquirir outros ferreiros.
"Harin achou muita coisa boa, Meu Tudo!"
"É como tua criança diz, Meu Lorde. Esta floresta sempre foi muito visada pelos seus metais, eu me lembro que os pequeninos Dark Elf sempre negociavam com os anões da montanha e que, não fosse por minha proteção, poderiam até ter sido vítimas da ganância deles. Eu pude me lembrar de três antigas minas de ferro, uma de mithril e um córrego de ouro. Além disso minha procura com magia achou outras duas veias subterrâneas de ouro, uma de cobre e platina..."
Ainda enquanto ouvia a dragonesa falar, a mente de Satoshi já fazia contas.
Harin tinha achado jazidas de ferro, cobre, platina, mithril e ouro. Segundo ela as que podiam render melhor resultado eram as de ferro, cobre e platina, sendo que a platina daqui estava junto a depósitos de cobre de forma que deveria ser explorada em conjunto, ela também disse que era o ferro o mineral de longe mais abundante na floresta.
No final ela também mencionou algumas pedras preciosas e semi-preciosas, mas como Satoshi não tinha noção do valor ou utilidade destas coisas ele apenas registrou a informação para processar com mais calma no futuro.
Outra coisa dita por Harin que encantou Satoshi foi sobre o rico reino dos anões que viviam nas montanhas. Segundo ela os anões eram prósperos artesãos e no passado quando ela era viva sempre negociaram com os pequeninos Dark Elf dela.
Quando Harin terminou o relato dela, Satoshi pediu que Miya o levasse para a jazida de cobre, que também continha resquícios de platina, que Harin achou com a magia de druida dela.
Uma vez lá, Satoshi começou o processo experimental de lançar a magia [Creation] com finalidade puramente econômica.
Satoshi ia apenas alterar os elementos do ambiente, não ia criar nada novo, então ele não precisava temer que a magia dele se desfizesse após 6 horas.
Isso dito, magias Super-Tier tinham seus inconvenientes.
O principal deles, que foi o tempo de conjuração, não era um incômodo agora, porém os outros dois eram.
O fato das magias de Super-Tier terem um cooldown de 20 minutos e um limite pequeno de usos diários, que para Satoshi que estava no nível 100 era de quatro usos, impedia que ele usasse isso em larga escala.
"[Creation]!"
Após os cinco minutos configurando a magia os diversos círculos de luz que cercavam Satoshi em três dimensões se estilhaçaram e a magia teve seu efeito.
"Parabéns, Meu Tudo! Muito bem executado!"
"... Incrível! A magia dos jogadores é muito poderosa! Essa é a primeira vez que testemunho esse nível de Tier Magic, não me surpreende que tantos de nós foram mortos no passado..."
"Brilhante, brilhante, Kreaa, Kreaa!"
De seus lugares no céu ao lado de Satoshi, Miya, Harin e Karasu deram as opiniões deles sobre o resultado.
Isso foi melhor do que eu esperava...
Abaixo de Satoshi e de seus servos, onde antes havia apenas um mar de árvores, agora um reluzente descampado de 1 km de diâmetro podia ser visto.
Satoshi tinha concentrado na superfície daquele descampado tanto do minério de cobre abundantemente presente na região quanto pôde. Para fazer isso ele tinha coletado Cobre de uma enorme porção de terra que se estendia até 5 km em todas as direções do solo abaixo dele.
Por causa disso o enorme descampado que ele tinha feito estava completamente tomado por pequenas pepitas naturais do metal cobre e numa área circular de talvez 50 metros de raio no centro do descampado o solo estava repleto de pepitas de platina.
Satoshi sabia que cobre era um metal barato, mas tamanha quantidade devia ser valiosa. E também, isso era apenas uma especulação dele mas no círculo platinado no centro do descampado devia haver muitas dezenas toneladas de platina em estado bruto, não, talvez aquilo se contasse em centenas de toneladas.
Sendo que aquele era era o metal precioso do qual as moedas mais valiosas desse mundo eram feitas.
"Veja Amaterasu..."
O efeito da magia foi muito mais recompensador do que ele pensou inicialmente.
Já tendo descido ao chão e tendo uma das pequenas pepitas de platina na mão, Satoshi olhou para o maldito sol agressivo que castigava a pele de Greater One dele e deu um grande sorriso.
"… apesar de você as coisas vão dar certo!"
Era inegável.
Se Satoshi usasse essa técnica a partir de agora, muito em breve a pequena nação dele estaria entre as mais ricas do mundo.
Ele então foi com seus três servos até outros dois pontos, um onde ouro era abundante e outro onde era o ferro o metal abundante, mas que também contava com a presença de Mithril. Naqueles lugares ele performou [Creation] para preparar o terreno para os mineradores que Miya iria enviar no futuro.
- PARTE TRÊS -
Era o meio da tarde quando o grupo liderado por Satoshi passou pelos bem defendidos portões da Cidade de Sattari no Império Baharuth.
Satoshi e seu grupo tinham chegado aqui após ele pedir a Miya que abrisse um portal até a posição da homunculi Fighter Ruby que os aguardava do lado de fora da Cidade de Sattari.
Ruby, por sua vez, entrou nesta cidade ontem à noite após concluir os três primeiros dias da viagem dela até Arwintar, onde Satoshi tinha ordenado que ela se infiltrasse. Depois que chegou aqui ontem ela tinha optado por passar o dia de hoje em Sattari para se aclimatar com o clima citadino do império e só planejava partir para Arwintar amanhã pela manhã.
A primeira coisa que Satoshi percebeu desta cidade de Sattari foi que as muralhas de Sattari não eram tão altas e imponentes quanto as de E-Rantel, mas chegavam bem perto disso, além de certamente parecerem melhor defendidas, tendo armas de cerco visíveis e até tendo várias unidades de algo que lembrou um pouco Satoshi de balistas antiaéreas.
Aquela era a cidade do Império mais próxima da fronteira com Re-Estize e também era a sede do Marquesado de Sattari.
Pelo que a homunculi Fighter Ruby informou Satoshi, embora o Marquês Sattari seja o governante daqui ele tem que responder a burocracia da Corte Imperial e por isso ele tem poderes muito limitados dentro do domínio que possui, tendo virado uma figura simbólica com pouco poder de decisão sobre assuntos importantes.
Nobres locais enfraquecidos pareciam ser uma regra absoluta no Império de Baharuth e isso por si só tinha reflexo forte na moral do povo comum que se sentia mais próximo de seu Governante Supremo, o Imperador Jircniv Rune Farlord El Nix, do que dos nobres locais.
Esse Imperador cada vez mais me parece um rapaz esperto...
Jircniv El Nix além de ser um líder talentoso era um homem extremamente jovem, tendo apenas 22 anos e tendo assumido o trono quando ainda era uma criança de 12 anos.
Satoshi caminhou por aquela próspera cidade pavimentada com a homunculi Fighter Ruby ao lado dele explicando as coisas que ela aprendeu no primeiro dia dela no Império. Atrás de Satoshi os demais membros do grupo que tinha vindo com ele o seguiam de perto em silêncio.
Foi inevitável que um grupo tão estranho de forasteiros como era o deles capturasse a atenção das outras pessoas no caminho que faziam para cruzar a cidade e chegar ao mercado.
Satoshi recebia parte significativa dos olhares femininos direcionados a comitiva graças a chamativa forma de Alex Commodore que decidiu usar no Império, naquela forma ele aparentava ser um homem bonito de quase dois metros, que vestia um terno de gala com gravata borboleta e era detentor de um enorme corpo musculoso de talvez 130 kg.
Por outro lado os olhares masculinos que recebiam do povo se concentravam em Ruby que vestia a "Hero-Party Female-Knight Uniform" dela e também nas três escravas elfas Tantalle, Mirella e Pazuka, vestidas com um conjunto atrativo de roupas de empregada criadas por Whitebrin e Herohero.
Os outros membros da comitiva de Satoshi não chamavam tanta atenção do público, eles eram cinco escravos masculinos humanos e um escravo masculino elfo, todos uniformizados com roupas de serviçais que foram looteadas do Oito-Dedos na Operação Yubizume.
Satoshi tinha algumas coisas a fazer nesta cidade e por isso optou por trazer esse grupo como ajuda.
Tantalle, Mirella e Pazuka eram as três estimadas escravas elfas dele, aquelas três eram de nível consideravelmente alto e eram completamente confiáveis e os seis escravos masculinos eram servos de confiança das três e iam ajudar elas a cumprir as tarefas que receberam.
As tarefas dadas, por sua vez, eram comerciais e chatas.
De forma resumida, elas deviam fazer o levantamento de preços para uma possível compra de diversos produtos (ferramentas para trabalho com metal e para mineração, materiais e insumos para metalurgia e agricultura, veículos e animais de carga, escravos técnicos qualificados...). Também deveriam fazer a sondagem de agentes e práticas do mercado de metais da cidade.
Nos próximos dias, Satoshi planejava que elas fizessem a mesma coisa em E-Rantel e em Arwintar, a intenção dele era ter uma boa ideia do mercado antes de começar com as negociações comerciais volumosas que planejava.
Depois do grupo chegar ao mercado eles se separaram em três grupos menores para realizar as tarefas, cada grupo tinha suas atribuições e era liderado por uma das escravas elfas.
Naquele momento já era o meio da tarde, a hora devia ter passado bastante das 3 PM.
Satoshi ficou pouco tempo com seus servos, ele apenas deu uma breve olhada no mercado e deixou a tarefa de proteger os escravos com Ruby e o subordinado dela, o High Wraith oculto Babidi.
Com alguma dificuldade ele se pôs fora da vista de todos e então se teleportou novamente para a floresta fora da cidade.
"[Perfect Unknowable], [Boost Magic: Fly]!"
Depois de lançar essas magias ele alçou voo e rumou para o norte seguindo a estrada pavimentada que saia de Sattari.
O destino de Satoshi era Arwintar, a capital do Império de Baharuth.
- PARTE QUATRO-
Com um milhão de habitantes, Arwintar era a maior cidade do mundo humano. Ou, pelo menos, a maior cidade do mundo humano conhecido. Nem mesmo a Teocracia de Slane, que Satoshi considerava ser a mais poderosa nação dentre as que ouviu falar até o momento, podia alardear possuir uma cidade que tivesse rompido este limite simbólico de moradores.
Dentro das muralhas externas de Arwintar estavam um em oito habitantes do Império de Baharuth. Esta era uma proporção tão alta que podia-se dizer que boa parte das outras cidades do Império trabalhavam em função de nutrir aquela capital.
Antes de pousar no interior daquela Metrópole, Satoshi tinha ficado fascinado com algumas das construções que viu do céu. Havia belezas arquitetônicas e monumentos faraônicos, havia parques verdes estilizados e, acima de tudo, era visível o esforço de embelezamento mesmo nos bairros pobres.
Poucas das ruas da cidade não estavam cobertas de paralelepipidos, as fontes públicas de água eram numerosas nos bairros carentes e, aparentemente, já se ensaiava um sistema de encanamento nas casas dos bairros ricos.
Também impressionou muito a Satoshi as dimensões da cidade, Arwintar era territorialmente enorme, naquela cidade não se empilhavam pessoas dentro de um muro como em E-Rantel e Famicômia, era visível que aqui havia um plano paisagístico por trás da construção da cidade.
Satoshi tinha chegado a Arwintar vindo de Sattari após apenas uma hora de viagem acelerada pelos céus do Império. Se ele tivesse feito essa viagem percorrendo esta distância a cavalo demoraria de 3-4 dias, se tivesse feito de carruagem seria de 6-7 dias.
Um coisa que encantou muito Satoshi foi ter avistado ocasionalmente soldados montados em hipogrifos. Por três vezes ele viu grupos destes soldados voando em patrulhas nos céus da capital ou nos arredores dela. Felizmente para o disfarce de Satoshi, ele estava sob efeito da magia de 9° Nível [Perfect Unknowable] e ele mesmo não foi avistado pelos soldados voadores.
Satoshi tinha pouco tempo até o anoitecer então ele desceu diretamente no enorme Mercado Maior de Arwintar.
Infelizmente, algumas das barracas e lojas já estavam fechando, mas como a maioria dos comerciantes apenas cessaria o dia de trabalho ao anoitecer, Satoshi teve cerca de uma hora e meia para dar uma olhada nos produtos oferecidos e obter informações úteis.
Há muitos itens mágicos inferiores… será que todas as casas de Arwintar têm destes?
Satoshi pôde ver em várias lojas alguns itens domésticos que eram mágicos.
Eram itens como recipientes que geram uma quantidade fixa de água de tempos em tempos, recipientes que refrigeravam o que era posto no interior deles, recipientes que aqueciam o conteúdo, itens que substituem o ferro-de-passar a carvão, um que simulava um aspirador de pó, além de várias outros facilitadores do cotidiano.
Na Instant Fortress havia muitos itens deste tipo também, mas foi muito surpreendente para Satoshi ver pessoas deste mundo usando magia para coisas tão triviais. Isso indicava, ele considerou, que devia haver muito mais conjuradores arcanos livres aqui em comparação com os que havia em E-Rantel, de fato, dava para perceber isso apenas andando pela cidade já que era muito comum encontrar pessoas em vestes de magos e mesmo conjuradores vestidos com o que pareciam uniformes escolares.
Ele também reparou nos muitos soldados presentes no mercado da Capital do Império. Aqueles homens eram muito melhor equipados que os soldados de E-Rantel e eram mais fortes também, com {Level Evaluation} igualando muitos deles ao que Satoshi observou nas equipes de aventureiros de prata.
Infelizmente, pelo porte da persona de Alex Commodore e pelas roupas elegantes dele, Satoshi chamava muita atenção das pessoas no mercado, mas talvez por ele ser tão deslumbrante e imponente ninguém ousava abordá-lo.
Depois de olhar vários produtos e comprar apenas um conjunto de itens para presentear alguém, Satoshi foi ao setor do mercado onde se negociava escravos.
Os comércio de escravos legal obtinha os seus produtos de duas origens. Uma era a dos criminosos condenados que receberam a escravidão como punição por seus crimes e a outra era de pessoas comuns que se vendiam como escravos para pagar dívidas ou arrecadar dinheiro para família.
No mercado de escravos Satoshi viu todo tipo de mercadorias.
O surpreendeu que estes meros escravos fossem tão bem tratados, alimentados e vestidos, muito provavelmente tal bom tratamento ocorria para atrair a atenção de compradores para que os escravos fossem vendidos mais rapidamente.
Naquele mercado, ele ficou sabendo dos Direitos dos Escravos, uma legislação imperial recente de pouco mais de meia-década de idade, que obrigava o proprietário a fornecer o mínimo para subsistência dos escravos e limitava as ações que um proprietário podia fazer com os escravos que possuía.
Esses direitos, no entanto, valiam apenas para escravos da raça humana.
Como Satoshi tinha saqueado 46 escravos elfos dos bandidos em E-Rantel, ele pensou que escravos elfos fossem comuns aqui, mas absolutamente não era esse o caso. Ele veio saber que escravos elfos eram raridade no mercado legal sendo que a maioria dos disponíveis era encomendada e contrabandeada do exterior para o Império por criminosos.
O motivo de escravos elfos serem tão valiosos aqui, além da beleza e longevidade da raça, é que como eles não eram humanos eles podiam ser tratados como coisas, sem qualquer restrição ou regra.
Talvez sem querer eu tenha quebrado a oferta nacional para esse mercado sujo por um tempo...
No mercado de escravos, Satoshi tomou seu tempo escolhendo bens de qualidade entre os oferecidos pelos três mercadores que visitou, duas horas após o anoitecer Satoshi deixou o mercado de Escravos.
Ele saiu de lá acompanhado de nada menos que quinze pessoas, sendo treze homens e duas mulheres, todos humanos. Os escravos eram compostos de 5 ferreiros, 4 masons, 4 carpinteiros, 1 governanta e 1 tutora.
A mulher tutora foi de longe a mais cara, custando 60 moedas de ouro e Satoshi desconfiava que isso em parte se devia a boa aparência dela, que era uma MILF de seios grandes. No total os quinze escravos qualificados lhe custaram 350 moedas de ouro do Império.
Satoshi caminhou com seus quinze escravos até um parque e os fez sentar no chão onde planejava lecionar para eles por um tempo.
Escravos humanos no Império recebiam uma Marca Persistente no pescoço, isso era apenas uma marca mágica identificadora e discriminatória, não tinha nenhuma propriedade mágica de dominação ou hierarquia. De fato, o que impedia os escravos sentados no chão de tentar atacar Satoshi e conseguir a liberdade não era magia, mas a certeza de que seriam considerados escravos fugidos e estariam à margem da lei.
"[Perfect Illusion]!"
Depois de lançar esta magia para que os casais curiosos que passavam pelo bonito parque a noite não ficassem bisbilhotando o grupo dele, Satoshi conversou com os escravos por um tempo.
Naquela conversa ele explicou por vários minutos com relativa sinceridade suas intenções e no final da fala dele prometeu que os libertaria após apenas dois anos de serviço na cidade dele. Satoshi ter feito tal promessa pareceu ser decisivo para convencer eles, já que eles não pareciam nem um pouco animados com o fato de que iriam ser enviados para o estrangeiro, o que era uma ilegalidade segundo as leis do Império.
Satoshi então lançou um [Gate] para o lugar combinado com antecedência e, após demonstrar para os quinze escravos recém-comprados a segurança da magia que usou, todos eles cruzaram o portal chegando a uma mata nos arredores de Sattari.
Lá, Satoshi coletou a comitiva liderada por Tantalle, Mirella e Pazuka, que já tinha terminado suas tarefas a algum tempo e estavam todos ansiosos esperando Satoshi.
Agora que ele já tinha estado em Arwintar seria uma coisa simples para Satoshi enviar a homunculi Fighter Ruby para a Capital Imperial mas aprender a se virar sozinha era parte do aprendizado da menina Ruby e por isso ele desejava que ela fosse até lá por si própria.
Satoshi apresentou para as escravas elfas cada um dos quinze novos subordinados delas.
Os quinze escravos recém comprados estavam cheios de insegurança com o desenrolar das coisas, terem saído da cidade, atravessado uma magia estranha e entrado no meio de uma floresta escura os tinha surpreendido para pior.
Imagine quando chegarem no destino… talvez até quebrem.
Aproveitando que nenhum deles tinha confiança para oferecer objeções ou rebeldia, Satoshi abriu outro [Gate], este levando até a Famicômia, se despediu da homunculi Fighter Ruby e deixou por hoje o Império de Baharuth com seus novos escravos.
- PARTE CINCO -
Foi um pouco desagradável para Satoshi quando, tal qual esperava, ele viu os escravos comprados entrarem em desespero ao encontrarem pela primeira vez os goblins e mortos-vivos da Instant Fortress, também foi particularmente ruim ter que assistir a cara de pavor que eles fizeram quando Satoshi tomou sua forma de Greater One na frente deles e assumiu ser um vampiro.
Isso dito, a expectativa de Satoshi era que como eles agora estavam em terreno desconhecido e longe da civilização tudo que restasse para àqueles escravos fosse se conformar e seguir adiante fazendo o trabalho que era esperado deles, enquanto torcendo para que Satoshi cumprisse a parte dele no acordo que todos fizeram naquele parque em Arwintar.
Satoshi deixou a adaptação dos escravos para Miya, Tantalle, Mirella e Pazuka, e desceu até a masmorra da Instant Fortress.
Na masmorra úmida, iluminada por tochas mágicas e cheirando a morte, Satoshi viu uma suada e concentrada Tsuki criando um morto-vivo de um dos corpos que Satoshi a tinha presenteado ontem. Ele então esperou pacientemente o demorado feitiço de criação de mortos-vivos ser concluído enquanto conversava com Nigurath, o Vampire Lord que era o braço direito da homunculi Dread Necromancer Tsuki.
"E ai, Nigurath? Como estão as coisas aqui?"
"Ser Supremo, nossa Lady Tsuki está dedicada a criar novos cães leais a quinze horas seguidas. Estou temeroso que isso possa prejudicar a saúde dela..."
O Vampire Lord que quando era vivo foi o líder da Escritura da Luz Solar demonstrou uma aflita preocupação com a saúde da Mestra dele que estava se esforçando desde de manhã para criar novos servos.
Satoshi vistoriou os mais de 40 mortos-vivos inferiores e intermediários que estavam ordenados ali perto. Aqueles eram os frutos do trabalho de Tsuki.
"Vocês cães, saúdem o Ser Supremo que governa sobre nossa Lady e que tem o favor dela!"
Para a ordem de Nigurath os mortos-vivos se prostraram para Satoshi que rapidamente os fez levantar. Ele aproveitou e mostrou a eles de uma vez por todas as formas alternativas de Atari e Commodore que ele usava às vezes aqui na Instant Fortress, ele pensou que isso poderia evitar mal-entendidos.
"Se alinhe com os outros, indigno."
Atrás de Satoshi, a pequenina Tsuki mandou o morto-vivo Death Mage que tinha acabado de criar alinhar na fila com os demais, ela então caminhou em um passo um pouco cansado até Satoshi.
"Famicom-sama, em que esta serva pode te ajudar hoje?"
Ela perguntou com o rosto sem emoção dela.
"Oh, Tsuki, não tenho nenhum pedido hoje. Ocorreu apenas que… eu vim lhe dar um presente..."
Satoshi não sabia como proceder aqui.
"... Um presente? Mas ontem Famicom-sama me concedeu estes corpos e agora me dá um novo presente, o que eu fiz para merecer tanta honraria..."
"Digamos que você merece muito mais que isso, mas por enquanto, por favor, aceite este mimo."
Satoshi, que não estava acostumado a presentear os outros, disse isso sem jeito e viu que os Mortos-vivos todos acenaram com as cabeças pútridas deles concordando com a fala que ele tinha dito.
Para eles a Mestra deles merecia todos os mimos do mundo.
A geralmente sem emoção Tsuki corou de forma quase imperceptível e também ficou sem jeito, ela então abaixou a cabeça honrada por receber um presente do mestre dela.
Satoshi então retirou do inventário dele o conjunto que tinha comprado no mercado em Arwintar apenas para presentear Tsuki.
Era um conjunto de quatro valiosas e elegantes cadeiras estofadas.
"Aqui Tsuki, às escolhi pessoalmente pensando em você."
Satoshi viu o rosto surpreso e honrado de Tsuki.
Ele também viu o rosto triste e desapontado de Nigurath.
"Elas são lindas, Famicom-sama. Esse contraste do negro e do roxo com detalhes em branco é muito bonito. E elas parecem tão fofas… posso?"
"Claro, elas são suas agora Tsuki."
Enquanto Satoshi observava o bonito e volumoso traseiro de Tsuki sentar em uma das cadeiras que ele deu para ela, um sorriso se formou nos lábios dele. Ao mesmo tempo, em sua mente, Satoshi gargalhava de alegria vendo a face invejosa que o Vampire Lord Nigurath fazia ao olhar as quatro cadeiras com profundo ciúme, já que provavelmente seriam elas que a partir de agora serviriam como lugar de repouso para perfeita bunda da formosa Tsuki.
Não é nada pessoal Nigurath… é apenas que você não merece tocar aquela bunda maravilhosa.
Satoshi tinha saído do caminho dele para presentear Tsuki com essas cadeiras pois o irritava profundamente ver Nigurath se excitando sempre que Tsuki ordenava o Vampire Lord a servir de mobília para ela, pessoalmente Satoshi não gostava disso, então, em um ato-resposta ele tinha dado este conjunto de maravilhosas e caras cadeiras para Tsuki.
Satoshi tinha decidido que veria os cinco homunculi como crianças dele e nenhum pai ficaria satisfeito vendo a filha sentar num funcionário. Apesar de Satoshi ter comprado esta cadeira, se fosse necessário, ele mesmo se prontificaria a servir de cadeira para ela se isso fosse manter as nádegas de Tsuki longe de outros homens.
Sim! Eu faria isso para te proteger! Eu permitiria que você sentasse em mim com essa tua raba bem dotada!
Era um dever paterno proteger a retaguarda das filhas.
"Essa cadeira é tão confortável… muito obrigada, Famicom-sama. Estou muito honrada, usarei estas cadeiras sempre."
"Sim, sim… bom."
A declaração de Tsuki fez Satoshi satisfeito, Nigurath por outro lado tinha uma expressão desolada.
Depois daquilo Satoshi subiu com Tsuki, que tinha posto as cadeiras no próprio inventário dela, e juntos foram até onde Miya estava lecionando alguns dos escravos recém-chegados.
Satoshi então deu algumas novas ordens para as duas e reiterou ordens antigas.
Tsuki usaria os mortos vivos dela que não se cansam para minerar 24 horas por dia, 7 dias por semana, os metais reunidos por Satoshi nos três pontos que visitou hoje com Miya e Harin.
A partir de hoje, a Famicômia de Satoshi iniciaria um grande projeto de exploração de metais e, Satoshi esperava, dentro de pouco tempo eles estariam negociando estes metais no Império e no Reino.
Ele então se despediu temporariamente das duas servas dele e se teletransportou para E-Rantel.
- PARTE SEIS -
Era meia-noite quando Satoshi em seu corpo de Greater One entrou pela janela de um dos quartos da maior construção da Villa VIP de E-Rantel. Ele passou pela janela que foi aberta por um homenzinho verde, removeu a ocultação mágica que o deixava invisível para os outros e foi conduzido até a poltrona de destaque dentro daquele aposento.
Depois de sentar naquela poltrona e cruzar as pernas de forma masculina, Satoshi olhou para os oito goblins e para o jovem rapaz homunculi Wizard que se ajoelharam em frente a ele.
"Estamos isolados nesta sala, Kuro das Luzes Tortuosas?"
"Estamos, Famicom-sama."
Satoshi olhou para a porta do aposento, de fato, seus sentidos não podiam dizer nada do que acontecia lá fora.
"Bom… tenho boas novidades pra você Kuro, mas antes me diga primeiro se há algo novo da tua parte."
"... Pois bem, Famicom-sama. Desde a última vez que Famicom-sama veio aqui eu pude me encontrar com o Prefeito de E-Rantel apenas uma vez, quando andamos escoltados pela cidade. Porém hoje ele me negou uma audiência... acredito que ele está fugindo do assunto que levantei de levar nossa embaixada a capital deles. Como tive muito tempo livre e já que a vampira das Rosas Azuis limita nossas atividades neste prédio, pedi aos dois High Wraith cedidos pela irmãzinha Tsuki que espionem algumas figuras da cidade e, até agora, pude escrever este pequeno relatório com informações sensíveis coletadas de outros oficiais de alto escalão daqui..."
O jovem garoto magrela Kuro entregou a Satoshi um pequeno caderno escrito em japonês.
Satoshi deu uma olhada por alto e nele pôde ver muitos números financeiros de E-Rantel e até algumas fofocas relativas a algumas personalidades importantes da cidade.
"Bom… vou levar isso e ler com calma durante o dia. Você fez bem, Kuro."
"Obrigado, Famicom-sama."
"Agora, minhas novidades para você..."
Satoshi falou com Kuro que planejava começar a minerar em larga escala nos próximos dias e que por isso Kuro poderia aumentar a voz durante qualquer negociação comercial díficil.
A partir de agora Famicômia seria uma nação rica com toneladas de mithril, ouro e platina, claro que isso não deveria ser alardeado, mas o poder de barganha deles tinha aumentado consideravelmente.
Satoshi também falou com Kuro sobre um dos planos secretos dele, o plano em questão era o da exploração massiva das ervas medicinais da Floresta de Tob, ele tinha começado a elaborar este plano ontem quando descobriu o valor das ervas enquanto pegava missões na Guilda de Aventureiros.
Para começar a realizar este plano secreto, ele pediu a Kuro que tentasse se encontrar com Lizzie Bareare nos próximos dias com a desculpa de aprender os tipos de ervas que E-Rantel poderia querer negociar com Famicômia. Neste encontro, Kuro deveria mostrar algumas poções de cura menores oriundas de Yggdrasil e dar a entender que o Vampiro Famicom tinha muitas e muitas daquelas.
Dependendo da reação de Lizzie para o grande estoque de poções para estudo que Famicom possuía, Kuro deveria recrutar ela.
"Bareare-san é uma maníaca por poções, tenho certeza que ela vai ser facilmente manipulável na negociação de vocês. O mínimo que quero que você obtenha dela é o compromisso de abandonar E-Rantel e se unir a nós. Eu planejo ter ela e o neto dela ensinando alguns goblins sobre coleta de ervas e então usar os goblins para começar a coletar ervas em massa na floresta, melhor seria se pudéssemos vender poções e não ervas brutas, mas isso vai levar tempo..."
A intenção de Satoshi era sugar tudo que Lizzie pudesse ensinar e usar a velha para produzir ao mesmo tempo.
Para tanto ele não planejava levar ela para Famicômia, mas sim para um lugar onde ela não se sentisse muito deslocada. Satoshi planejava usar a distante e esquecida Aldeia de Carne como o polo Alquimista que ele desenvolveria com o tempo.
Antes, durante a parte final da missão 'Cidade da Floresta', Satoshi tinha presenteado aquela Aldeia com três 'Condensate Alchemical Servant - Wood' e um 'Condensate Alchemical Servant - Iron'.
Desde aquela época ele já tinha interesse naquela aldeia que o tinha marcado tanto e que ficava nas imediações da floresta que ele reivindicou.
Foi a Aldeia de Carne o lugar onde Satoshi matou os primeiros humanos dele nesta nova vida e, igualmente importante, também foi durante um banho lá que ele tinha visto a primeira mulher nua nesta nova vida e tido a primeira ereção dele neste mundo.
Talvez eu devesse fazer uma visita aos Emmot como Famicom… me pergunto se Enri ia curtir minha aparência pálida.
Satoshi gastou seu tempo lembrando da imagem da adolescente Enri Emmot tomando o primeiro banho com sabão da vida dela enquanto provocando ele com as caras e poses desengonçadamente sensuais de uma garota tentando ser mulher.
"... Pode deixar para mim, eu convencerei esta velha senhora Bareare, Famicom-sama."
Satoshi foi puxado de volta a realidade pelas palavras de Kuro.
"Erh, bom, bom, então vou indo agora, Kuro das Luzes Tortuosas, mantenha o bom trabalho e esteja atento para recuar caso E-Rantel se torne hostil."
Ele então se despediu do homunculi Wizard Kuro e dos membros presentes do Esquadrão K com este aviso.
Depois ele se teleportou para os esgotos onde o Vampire Knight Manzu vivia junto com a ordem que ele presidia, a chamada Maligna Ordem dos Manzuri.
Uma vez nos esgotos, Satoshi confiscou de Manzu duzentos dos bandidos dos Oito-Dedos capturados na Operação Yubizume. Antes aqueles bandidos que eram mantidos vivos como ração estavam reservados pela Ordem dos Manzuri, mas os planos tinham mudado e Satoshi precisava de mais mão de obra na Famicômia.
Ele então transportou os duzentos bandidos através de um [Gate] para as masmorras da Instant Fortress com a ajuda dos próprios Vampire Spawn da Ordem dos Manzuri que os empilharam rudemente na masmorra como sacos de batatas.
Os criminosos estavam magros, sujos, pálidos e cagados, alguns estavam doentes e febris, o estado de todos eles indicava que eles tinham sofrido descaso dos Vampiros da Maligna Ordem dos Manzuri durante o tempo de cativeiro. Por terem sofrido tanto descaso, sendo alimentados com ratazanas dos esgotos e água suja enquanto tendo o sangue sugado periodicamente, apenas o fato de estarem vivos era louvável.
Vocês se mostraram guerreiros perseverantes no final...
"[Chain Dragon Lighting]!"
Um relâmpago em forma de dragão percorreu de um em um o corpo dos homens acumulados no fundo da masmorra liberando o cheiro de ozônio e carne queimada sempre que deixava um corpo.
Como uma homenagem a perseverança deles, Satoshi matou todos os duzentos homens com uma magia de 7° Nível, uma poderosa magia rara nestas terras.
Estou cada vez mais indiferente com essas coisas...
Satoshi refletiu olhando as mãos por um tempo.
"Tsuki, nos próximos dias faça mortos-vivos inferiores destes cadáveres e os subordine aos mineradores de Miya."
"... Está bem, Famicom-sama, farei meu melhor convertendo estes catalisadores."
"Não se force muito quando for fazer isso, sua saúde é infinitamente mais importante que esta tarefa."
Satoshi disse isso enquanto carinhosamente dava palmadinhas na cabeça da humunculi Dread Necromancer que era uma adolescente baixinha de menos de 150 cm. Do jeito que Tsuki era afoita em criar mortos-vivos, se Satoshi não avisasse ela passaria o dia inteiro lançando magias de criação nesses cadáveres sem se preocupar em cuidar de si mesma.
"... Certo, Famicom-sama."
"Uhm… Meu Tudo! Só Tsuki que recebe presentes do Meu Tudo! Só Tsuki que recebe o carinho de Meu Tudo! Miya não acha isso justo, Miya também… Uwah~"
Satoshi esfregou com força a cabeça de Miya já que ela também queria palmadinhas na cabeça. Ele foi tão bruto fazendo isso que Karasu teve que voar da cabeça de Miya para conseguir um novo abrigo já que o cocar ficou todo bagunçado, mas apesar da brutalidade dele Miya pareceu feliz de receber atenção e deu um grande sorriso branco.
Ele então se despediu de Tsuki para o dia e teleportou até o Cemitério de E-Rantel, levando Miya e Karasu com ele.
Satoshi tinha dezenas de milhares de mortos-vivos que foram feitos neste cemitério por Khajiit nos cinco anos do projeto macabro dele e, honestamente, estava ficando perigoso que eles continuassem aqui. A energia negativa era muito abundante e se isso continuasse, invariavelmente, alguém sensível na cidade notaria essa energia incomum.
É uma sorte da porra que Keno tenha que ficar vigiando Kuro na casa do prefeito… ela poderia achar com facilidade tanto Khazi-chan quanto Manzu se fosse enviada para procurar.
Felizmente, as Rosas Azuis pareciam ter receio de Commodore que pôde controlar o maior trunfo delas com uma facilidade absurda.
Satoshi pensava que era por isso que ela estava presa a segurança que era ser a vigia do embaixador Kuro.
Isso dito, Satoshi não sabia quanto tempo essa atribuição exclusiva iria durar. O plano de Satoshi para estes mortos-vivos criados por Khajiit era que eles pereçam durante o evento onde a Ordem dos Manzuri será destruída.
Para segurança deste plano ele tiraria temporariamente estes mortos-vivos da cidade para diminuir a chance deles serem encontrados e, depois de alguns dias, durante o evento derradeiro da Maligna Ordem dos Manzuri, ele ia inserir todos eles nos esgotos para servirem de soldados dos vampiros durante a subjugação convocada pela Guilda dos Aventureiros.
Nesses poucos dias fora da cidade, apenas para não perder viagem, Satoshi planejava usar estes muitos milhares de mortos-vivos como mineradores sob Miya.
Isso não era algo que ele fazia com prazer, afinal a maior parte destes mortos-vivos eram pessoas comuns que foram enterradas neste cemitério e tiveram seus corpos profanados por Khajiit e não pessoas ruins como as pessoas dos Oito-Dedos. O certo seria liberar eles dessa condição o mais cedo possível os destruindo.
Mas isso soava como um grande desperdício de mão de obra gratuita, então Satoshi decidiu que ia usar eles mais um pouco, antes de permitir que fossem destruídos.
"Miya, Toleto, Khazi-chan, estou contando com o bom serviço de vocês aqui."
"Deixe para tua Miya, Meu Tudo!"
"NãO sE pReOcUpE, MEsTrE da MoRtE. EsTe IrÁ vIgIaR aS tRêS pRiSiOnEiRaS cOrReTaMeNtE nO nOvO NiNhO." (Não se preocupe, Mestre da Morte. Este irá vigiar as prisioneiras corretamente no novo ninho.)
"Honrarei a confiança do Ser Supremo! Não falharei novamente, Ser Supremo!"
Os três deles iriam virar a noite transportando os mortos-vivos armazenados nas catacumbas para a mina de ferro que tinha sido estabelecida a tarde na floresta.
O Orb of Death Toleto tinha ainda uma tarefa especial que era a de cuidar das três prisioneiras da Escritura Negra e garantir o bem estar delas.
Satoshi se despediu deles e se teleportou para o último lugar que visitaria aquela noite.
- PARTE SETE -
Já era a segunda hora depois da meia-noite quando ele se transferiu para o quarto que ele vinha usando como base no segundo andar do Pavilhão Dourado.
"Primeiro de tudo… as aparências."
Antes de sair do quarto alugado ele colocou o Ring of Doppelganger e assumiu a forma do Aventureiro Atari, uma vez fora do quarto ele cruzou o corredor deserto e desceu as escadas na ponta dos pés rumo ao primeiro andar.
Depois de chegar naquele andar ele foi até o quarto que tinha sido indicado a ele por [Message] pela pessoa que o aguardava, ele precisou bater de leve na porta apenas uma vez antes que ela se abrisse.
"Goshujin-sama ~!"
"... Mestre."
Dentro daquele quarto ele encontrou o espadachim Brain que usava a mascara tomada do Capitão da Escritura Negra e se disfarçava como o espadachim itinerante Mustache.
Ali ele também encontrou Clementine que, tal qual Satoshi tinha ordenado por [Message], já tinha removido o Ring of Doppelganger e abandonado seu disfarce como a Ranger Marie Claire. Ela estava atualmente com seu corpo verdadeiro, vestindo uma das sedutoras nightwear oriundas de Yggdrasil que Satoshi a tinha presenteado.
Aquele quarto era o mais barato da hospedaria, mas ainda era grande comparado aos quartos de uma hospedaria comum.
Satoshi caminhou até uma das camas de solteiro e se sentou lá. Ele se sentou na cama de Clementine, ele sabia que era dela pois aqueles lençóis tinham o cheiro dela e só dela.
Satoshi inspirou profundamente para sentir o cheiro de excitação que Clementine exalava sempre que ela notava Satoshi perto. Era como se o corpo dela associasse a figura de Satoshi ao prazer.
"Vocês dois podem se sentar… não Clementine, você senta aqui."
Satoshi deu uma palmada na própria perna para indicar onde Clementine devia sentar.
Enquanto Brain, ou melhor, Mustache, se sentava na outra cama de solteiro de frente para Satoshi, uma coquete Clementine se sentou de costas no colo de Satoshi. Depois de receber o contato da pele de Clementine na dele, Satoshi imediatamente começou a fungar o pescoço da Escrava Sexual dele, desejoso por matar a saudade do cheiro dela. Nessa altura a receptiva Clementine já levava carinhosamente uma das mãos dela até nuca de Satoshi enquanto ronronando baixo com os olhos fechados e usando a mão livre dela para conduzir as duas mãos de Satoshi até os seios dela.
"Mustache, vocês se cadastraram na guilda de aventureiros como eu ordenei?"
Aquela foi uma pergunta retórica já que havia uma insígnia de Prata no pescoço de Brain.
"... Sim, Mestre. Nós conseguimos algumas partidas para provar nosso valor e fomos permitidos a começar na prata, mas aqueles aventureiros sem talento ficaram tão surpresos com minha capacidade e a de Marie que o velho chefe da Guilda deve nos promover rapidamente."
"Bom, com isso em pouco tempo poderemos formar um grupo de aventureiros… isso merece uma comemoração, não é Clementine?"
Satoshi perguntou gentilmente com os lábios no ouvido de Clementine enquanto tinha ambas as mãos dele focadas em massagear os já conhecidos pontos sensíveis dos seios dela.
"Ahh~ Goshujin-sama ~! Por favor, seja mais rude ~!"
Mesmo que ela estivesse sendo tocada a menos de dois minutos, Clementine já estava completamente no clima para o resto da noite.
"Infelizmente Mustache, você não vai poder participar da nossa comemoração, essa é minha puta e é só minha, enquanto nós dois comemoramos você vai ter que ficar na mão, se é que você me entende..."
Satoshi tirou sua atenção de Brain e deu um longo beijo molhado na Clementine dele.
Como parte de seu treinamento para perder a timidez natural de um japonês padrão do século 22 nestes assuntos, Satoshi agora teria todos os intercursos sexuais com o Toilet Humano dele enquanto sendo observado por um terceiro.
Isso é tão vergonhoso, mas é necessário…
Satoshi estava morto de vergonha imaginando o julgamento que seria feito dele.
Ah! Também há esse problema!
Ele se lembrou do quão alto Clementine grita nas partes intensas do sexo.
Espero que os hóspedes dos quartos vizinhos não se incomodem...
Essa linha foi uma das últimas linhas racionais na cabeça de Satoshi quando libertou o seio direito de Clementine e começou a sorvê-lo dando início as atividades noturnas pelas quais ele ansiou o dia inteiro.
- FIM DO CAPÍTULO -
NOTA DO AUTOR:
Capítulo de hoje não teve muita ação, mas os próximos terão muitas doses de combates com ossos.
Reviews e críticas são bem vindas! Não se restrinjam de comentar porque eu sou lusófono, reviews em inglês e espanhol posso ler sem o Google e em outras línguas eu uso ele!
Se eu estiver caminhando em direções estranhas me corrijam!
Flw!
Fiquem em paz!
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No Dia 14 teremos… Um Navio Fantasma!
