Dragon Ball não me pertence
Capítulo 18
Uma luta épica
Quando entrou no camarote, Bulma encontrou Chichi e Launch que sentavam na terceira fila atrás da comitiva que assistia o torneio com o rei. Ela ainda estava chocada com sua coragem e estava também com um pouco medo da reação do príncipe, mas achava que, se ele não tinha voltado para matá-la era por que não se zangara tanto pelo abraço e pelo beijo. Suas pernas ainda tremiam, por sua audácia, mas não estava arrependida, ainda passava a língua nos lábios, para sentir um pouco mais o gosto dos lábios quentes dele. Maron, que estava na segunda fila, a olhou com desdém, quando Bulma passou por ela para sentar perto das amigas.
As amigas se cumprimentaram e Chichi resmungou por Bulma não ter se vestido apropriadamente para o evento quando viu a garota vestida com a roupa suja do laboratório. Elas foram interrompidas da conversa, quando o narrador anunciou a entrada dos guerreiros na arena. Era visível os suspiros apaixonados das sayajins quando Vegeta e Kakkarotto entraram na arena. Chichi e Bulma ficaram igualmente irritadas. Bulma olhou seu príncipe lá embaixo, tão perto e tão distante ao mesmo tempo. Seu único consolo era saber que sempre estaria ao lado dele, ajudando-o e apoiando-o, até quando fosse rei, mesmo que ela nunca pudesse tocá-lo.
A batalha que se seguiu foi comentada por anos e anos depois, tornando-se épica, assim como Bulma previra.
Vegeta e Kakkarotto mostraram que eram os guerreiros mais fortes que o planeta tinha em séculos. Todos estavam impressionados com o poder, a força e a habilidade dos dois. Era um duelo de gigantes e ambos equiparavam-se em força. Foi uma longa e emocionante batalha que terminou quando Vegeta, em uma manobra ensaiada, transformou-se em super sayajin para livrar-se de um ataque de Kakkarotto. Arrancando um Ohhhhhhhhh! coletivo. Dando um soco final em seu fiel escudeiro, que lançou-o para fora da arena.
O burburinho foi imediato. Enquanto Vegeta dava a mão para o companheiro levantar-se e depois realizava um voo em torno da plateia recebendo aplausos da multidão eufórica, os nobres no camarote estavam extasiados. Maron confabulava surpresa com outras moças da nobreza.
— Bulma, você viu aquilo? - Chichi falava impressionada. - Aquele escroto é o lendário super sayajin. E ele nocauteou o meu namorado...- disse irritando-se.
Bulma apenas ouvia calada, não podia dizer a Chichi que o namorado dela também era um super sayajin, ela entendeu toda a estratégia de Vegeta.
— Ele deve ter convencido Kakkarotto de esconder que ele também é super sayajin.— ela pensou orgulhosa. - boa jogada, Vegeta...
Ela ouviu o rei conversando com Bardock na primeira fileira, ambos estavam em êxtase, principalmente, por já terem bebido um pouquinho além da conta.
— Você viu Bardock? - o rei berrava contente como se seu maior sonho tivesse se realizado. - o maldito conseguiu! Ele é o super sayajin da lenda, eu sempre soube.
Depois disso, Vegeta se retirou da arena junto com Kakkarotto. A plateia protestou. E o narrador passou bons dez minutos para conter a plateia e iniciar o sorteio das chaves do torneio. Somente quando iniciou a primeira batalha foi que Vegeta e Kakkarotto adentraram ao camarote, Kakkarotto vestia sua armadura e Vegeta a armadura do uniforme real.
Bulma viu quando Vegeta foi cercado pelos nobres e por seu pai que lhe parabenizaram, ela achou engraçado, por que sabia que ele odiava esse tipo de coisa. Kakkarotto foi até onde as garotas estavam, haviam chegado também Raditz e Tenshinran que estavam sentados perto das garotas.
— Meu amor, você está bem? - Chichi perguntou jogando-se nos braços do guerreiro.
— Claro que estou – ele disse abraçando afetuosamente a namorada.
Quando sentaram, Bulma, que ficou ao lado de Kakkarotto. Falou ao ouvido dele:
— Adorei a interpretação. Pareceu mesmo que você estava sendo nocauteado.
Kakkarotto riu em resposta. Ele e Bulma se conheciam desde crianças, pois sempre estavam juntos, ele, o príncipe e ela em todos os lugares. Vegeta nunca implicara com a amizade dos dois. E Bulma sempre soube que Kakkarotto era mais forte que o príncipe, apesar de o próprio príncipe ser muito poderoso, e admirava a lealdade do amigo, que escondia sua força para não menosprezar seu soberano.
O grupo continuou assistindo as lutas todos juntos e se divertiram muito, Bulma não se divertia assim fazia muito tempo. A ranhetice de Chichi, as mancadas do Kakkarotto, os galanteios de Raditz, as piadas de Tenshinran, a falta de noção de Launch, o grupo chamava a atenção no camarote, pela balbúrdia. Alguns nobres mais velhos os olhavam atravessados, o príncipe, que assistia ao torneio na primeira fila ao lado do rei, dava olhares de soslaio para o grupo. Kakkarotto levantou-se em um momento e foi até o "amigo":
— Venha sentar-se com a gente. - disse ao ouvido do príncipe. - Prefere ficar aí com esses velhos bêbados? - falou referindo-se ao rei e a Bardock.
— Deixe de bobagens, Kakkarotto. - Vegeta falou olhando a luta. - eu sou o príncipe, não devo me misturar.
— Bulma está lá. - Kakkarotto falou divertido, sabia, desde que eram crianças que a cientista era o ponto fraco de seu amigo.
— E eu com isso? - disse aborrecido - Saia daqui, está atrapalhando minha concentração.
— Você que sabe... – Kakkarotto falou se retirando para a fileira onde o grupo estava sentado.
— Ei, Kakkarotto, - o príncipe chamou de repente.
— Diga – o guerreiro falou voltando.
— Comportem-se. - Ele disse ainda olhando a luta.
— Pode deixar, eu cuido da Bulma. - Kakkarotto falou baixinho e saiu rápido.
— Terceira classe idiota. - ele resmungou.
O príncipe continuou olhando a luta, mas mal sabia o que se passava nela.
Estava ficando tarde e parecia que o torneio só ia terminar quase de manhã. Já estavam para começar as semifinais. Como houve um intervalo, e já eram quase uma e meia da manhã, o grupo se dirigiu até um restaurante do lado de fora das arenas.
— Não sei se posso ir, Chichi. - Bulma falou quando o grupo saía do camarote. - Apesar de ser na frente da arena, é fora dos terrenos do castelo...
— Vamos, Bulma. - Kakkarotto insistiu. - Se Vegeta reclamar, eu digo que estava responsável pela sua segurança. Ele confia em mim.
Bulma foi convencida pelos amigos e acompanhou o grupo. Raditz chegou do seu lado enquanto andavam, desde que a pedira em casamento dois anos atrás, o tratamento que ele tinha com Bulma era distante, e mal falava com ela. Bulma achava que ele fazia isso por que tinha ficado chateado com ela por algo, mal sabia que Raditz fora orientado pelo rei e por Bardock a manter distância de Bulma, e ele tentou esquecê-la, contudo não tinha tido muito sucesso. Ele sabia que aquele dia o príncipe e o rei estavam ocupados, por isso a acompanhou para poder conversar um pouco com ela.
Chegaram ao restaurante muito fino e escolheram uma mesa grande. Como todos eram casais, exceto Bulma e Raditz, esses sentaram juntos. Comeram muito e riram bastante. Depois de comerem, Bulma se levantou para ir ao banheiro, ia tentar ver se dava um jeito nos cabelos que estavam despenteados para poder retornar ao torneio, as outras garotas não a acompanharam, estavam muito entretidas com os namorados e Bulma não se incomodou em chamá-las.
No banheiro, ela olhava-se no espelho quando Maron adentrou acompanhada de uma amiga loira, Bulma conhecia a garota do acampamento três anos atrás.
— Olha quem não está por aqui? - ele falou com falsa alegria ao ver Bulma. - Te deixaram sair do trabalho escravo, foi?
Bulma a olhou sem paciência.
— Estou aqui com os meus amigos. - Bulma disse sem olhá-la.
— Amigos? - falou com sarcasmo- pelo que sei, aqueles são filhos de nobres. Não podem ser amigos de uma plebeia, inclusive, esse lugar aqui não é muito fino para você ficar andando com esses seus trapos? -ela falou olhando para Bulma que ainda vestia a calça branca velha e a camiseta sem mangas que usava no laboratório.
Bulma não respondeu.
Já ia sair, mas voltou e socou Maron no meio do rosto, bem do jeito que aprendera vendo Vegeta e Kakkarotto lutar. Maron só não caiu por que foi segurada pela amiga.
Sua mão doeu. Mas ela saiu do banheiro satisfeita.
Bulma caminhou um pouco, pois o banheiro era um pouco longe de onde seus amigos estavam.
— Pare aí, garota. - ela ouviu um guarda dizer, mas continuou andando pois achou que não era com ela.
Só sentiu quando foi agarrada pela braço. Dois homens que ela não conhecia, parecendo soldados, a olhavam irritados.
— Você vem com a gente. - um deles falou já puxando-a.
