As pessoas acreditam em um milagre quando o inesperado acontece
Raiva para que te quero. Era o que Kagura estava sentindo ao ler as notícias no celular que falavam a respeito do casamento do ano. Mais precisamente do casamento do poderoso presidente da Taisho Conglomerates, antes um dos solteiros mais cobiçados da cidade de São Paulo, com uma mulher que teve a sorte de ir para a cama com o ele e ainda lhe dar sua única herdeira. Era sorte demais na vida de uma pessoa.
- Que ódio! Que ódio! Que ódio! Que ódio! Que ódioooooooooooooo! Aaaaaaaaaaaah!
- Para com isso! Vai ficar enrugada de tanto bufar de raiva!
- Cala a boca, Jakotsu!
- Ih credo... isso vai longe! – Jakotsu olha a foto do casal no celular – olha, pensando bem... não formam um lindo casal?
- Cala a boca, sua bicha burra! Tá ou não do meu lado? Imprestável!
- Credo! Só tô dizendo a verdade! Eu hein?!
- Some da minha frente! – Kagura atira umao almofada na amiga intrometida - Isso não vai assim!
E liga para Bankotsu, pois passou da hora de colocar em prática o plano de vingança. O objetivo era separar para sempre o casal apaixonado de uma vez por todas.
- Entendeu, Bankotsu? Faça tudo conforme lhe disse, e não me comete o desplante de falhar. E vou pedir a ajuda de uma certa pessoa. Enquanto ditava o plano para o comparsa no celular, Jakotsu ouvia tudo desacreditado.
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O poderoso CEO da Taisho Conglomerates que jamais aceitava a ideia de dar explicações para quem quer que fosse agora se encontrava nessa situação. Teria que se explicar para sua amada esposa sobre a contratação da nova secretaria e o porquê que não contou nada a ela. Chegou no apartamento e foi recebido pela filha.
- Papai!
- Oi meu amor! – ele olha ao redor - Cadê a mamãe?
- Tá no quarto! Papai... a mamãe ligou pra tia Sango e disse que você aprontou!
- Ela disse isso?
- Aham... E que você escondeu algo dela... papai...o que você escondeu da mamãe?
- O papai não escondeu nada, filha... Eu... Só esqueci de falar pra mamãe uma coisa...
Nesse momento, a mãe de Rin entra na sala com uma cara nada amistosa.
- Boa noite, senhora Shizuka...
- Boa noite Sesshoumaru. Suyen, vem com a vovó. Está na hora do seu banho.
- Mas vovó... – a pequena protesta - ... eu quero ficar com o meu pai!
- Suyen, obedeça a vovó. Depois eu te coloco para dormir e conto uma história, combinado?
- Tá bom papai...
Ele beija a menina e a entrega para a avó. As 2 saem e o homem é deixado sozinho.
Sesshoumaru respirou fundo e foi até o quarto do casal e abriu a porta devagar. A mulher estava sentava na varanda olhando a noite. Ele se aproximou mas não disse nada.
- A noite está tão calma...
- Rin...
- Só não posso dizer o mesmo do meu coração... – ela abraçou a si mesma.
- Rin...Eu...Me desculpe...Eu me esqueci completamente de lhe dizer sobre a nova secretária...Fiquei entretido resolvendo vários assuntos e problemas que surgiram na empresa... Não foi por mal!
- Como foi esquecer algo tão óbvio?! - ela o encara.
- Sim... algo tão óbvio... Só que aconteceu! Vou ser condenado por isso?!
Estava claro que sua esposa estava muito triste. Sesshoumaru se sentia culpado.
- Não quero aquela mulher lá!
- Rin, por favor...
- Não quero ela perto de você!
- Você não confia em mim?!
- Confio. - ela o encara de novo - É nela que eu não confio! Com aquela atitude ao me receber deixou bem claro que não está lá só para ser a sua secretária.
- Rin... agora você está julgando a moça...
- Você a defende?!
- Não estou defendendo ninguém! E vamos ser justos. – fica cara a cara com ela – Não aconteceu nada e não existe motivo para agir assim. Está ciente que está julgando sem saber e isso não é uma atitude sábia. – ele começou a tirar a roupa, carecia de um banho.
Rin não argumentou mais nada, realmente não tinha motivos para julgamentos. Só de encontrar a mulher sentada na mesa do marido não era motivo para achar que ela estava dando em cima dele. Mas isso não ia ficar assim.
- Não quero aquela mulher lá e ponto final!
- Rin, por favor. Acontece que ela não me deu motivo para dispensá-la!
- Ser pega sentada em cima da sua mesa não é motivo? – ela rebate.
- Não o suficiente. Vou adverti-la sobre a maneira como se comportou ao recebê-la e pelo modo como a tratou, vou exigir que se desculpe com você, mas não vou demiti-la! Estou com muitos problemas na empresa e não tenho tempo para entrevistar outra secretária!
- Não vai demiti-la?! – ela cruza os braços, brava.
- Não.
- É a sua última palavra?
- Minha última palavra. Já lhe dei uma explicação plausível e sabe muito bem que não me estendo num assunto, portanto este está encerrado!
- Muito bem!
- Muito bem o quê, Rin?
- Eu vou te dar um motivo suficiente para demitir essa abusada! – e sai.
- Aonde vai?
- Vou alimentar a nossa filha! Ou por conta do excesso de trabalho, "também" esqueceu que tem uma?!
- Não faz isso...
Rin sai e bate a porta do quarto. Já o CEO respira fundo, colocando as mãos na cintura. Se pensou que resolveria o problema somente se explicando, acabou por complicá-lo mais ainda. Agora sua mulher quer a cabeça da secretária numa bandeja de prata*. Tomou um banho rápido e ainda deu um tempo no quarto, mas como estava faminto foi até a cozinha beliscar alguma coisa. Viu os sogros assistindo tv na sala e a esposa estava no quarto da filha. Depois do lanche, foi até o quarto.
- Vim dar boa noite para a Suyen...
- Vem papai! Deita aqui do meu lado! – Rin que estava deitada do outro lado ameaça sair quando vê o marido se aproximar – Não mamãe, fica! O papai vai contar uma história pra mim!
Os dois tiveram que ficar próximos. Enquanto contava a história de ninar, o CEO lançava olhares para a mulher, e ela fazia o mesmo. Até que chegou um momento que teve que agir.
- Vou tomar meu banho... e já volto!
Não demorou muito para a filha dormir, Sesshoumaru cobriu a menina, apagou a luz e saiu fechando a porta devagar. Adentrou o quarto do casal e viu a mulher secando o cabelo com o secador. Deitou na cama, deu uma olhada no celular esperando a esposa. Só que ela não se deitou. Rin pegou uma coberta e um travesseiro para descrédito do CEO.
- Aonde pensa que vai, Rin?!
- Vou dormir com a minha filha!
- Pare aí mesmo! – ele salta da cama, impedindo a passagem dela – Por quê isso agora?!
- Até que a situação da secretária se resolva, ficamos assim!
- Não... – ela para em frente a ela, olhando bem dentro de seus olhos – Não vou permitir! - e a pega no colo levando-a para a cama.
- Mas o quê?! – e dá vários soquinhos no peito dele em protesto - Me solta, Sesshoumaru!
Rin tenta sair, mas o homem fica em cima dela, segurando seus pulsos.
- Me deixe ir!
- Rin... isso não tem cabimento!
- Sai de cima de mim!
- Não! – e a beija.
Só que, da parte dela, o beijo não é correspondido. Sesshoumaru vê lágrimas escorrendo pela face da mulher, que começa a chorar.
- Rin...
- Por favor... me deixe ficar com a minha filha...
Ele a olha secar as lágrimas desolado, e sai de cima dando-lhe acesso. Rin sai do quarto batendo a porta. Sesshoumaru fica sem ação não acreditando no que acabou de acontecer. Tudo por que esqueceu de falar sobre o determinado assunto. O que estava acontecendo na verdade era que sua esposa estava morrendo de ciúmes da tal mulher, e claro sem que ele tivesse dado aparente motivo. Estavam casados somente há um mês e já estavam passando pela primeira crise, briga, o que fosse. Quando amanhecesse o dia teria que resolver a questão senão quisesse entrar para a lista dos homens recém-casados e recém-separados.
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O dia amanheceu triste no apartamento da família Taisho. Sesshoumaru se arrumou as pressas, estava atrasado para uma reunião na primeira hora do dia. Entrou na cozinha e a mesa para o café estava posta na sala de jantar. Deu bom dia a todos e beijou a filha rapidamente já saindo.
- Papai! – a pequena lhe segura a mão – Não vai dar um beijo de bom dia na mamãe? – encarando o pai inocentemente.
O CEO olha para a mulher que se servia de uma xícara de café e para o ato ao ouvir a filha. Os 2 se encaram.
- E o beijo da mamãe?
Ele olha para a filha e acaricia-lhe o rosto.
- Claro... filha...o beijo da mamãe...
Sem mais delongas*, segura o rosto da esposa e a beija, e para sua surpresa, é correspondido. Termina o beija olhando dentro dos olhos dela.
- Eu te amo... – e a beija de novo, e sai em seguida.
Rin fica meio envergonhada, pois o ato teve uma pequena plateia, seus pais e sua filha, que assistiram a tudo.
- Está aí uma coisa que não se vê todo dia... – o senhor Raito comenta.
- O que está dizendo, querido?
- Um homem extremamente apaixonado, Shizuka... completamente, aliás... – e volta a ler o jornal com as notícias diárias num tablet.
Rin toma seu café rapidamente e vai ao quarto para o pegar as coisas da filha para levá-la a escolinha.
- Vamos Suyen, antes que nos atrasemos!
- Tá bom mamãe!
- Vou com vocês! – dona Shizuka pega sua bolsa.
As 3 se despedem do senhor Raito, que fica feliz em ter uma tela de cinema enorme da tv só para ele assistir suas séries preferidas.
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Enquanto o carro dirigia a caminho da escolinha, Rin teve uma ideia.
- Senhor Suikotsu! Mude o trajeto!
- Para onde, senhora Taisho?! – ela pergunta, olhando pelo retrovisor.
- Para a Taisho Conglomerates!
- Sim senhora.
- O que pretende, filha?
- Ver com meus próprios olhos se o Sesshoumaru dispensou aquelazinha abusada!
O carro estacionou no privativo da empresa e as 3 sobem até a sala da presidência pelo elevador social da mesma. Entraram na recepção e foram recebidas pela secretária "abusada".
- Bom dia... senhora Taisho... – que cumprimentou toda sem graça ao ver a mulher do seu chefe com filha e mãe a tiracolo, e não teve resposta do bom dia.
- Então é essa? – dona Shizuka lança uma olhar de desaprovação para Veena.
- Sim mamãe, essa mesma.
- Absurdo! – e meneia a cabeça em negativo.
E as 3 seguem para a sala da presidência e entram sem esperar que a secretária as anuncie. Com isso, Rin a contragosto, mostra que entra na sala do marido na hora que quiser, quando quiser e ninguém tem o poder de impedi-la. Só que a sala estava vazia pois o CEO estava numa reunião.
- Não vou importuná-lo, vamos esperar o término da reunião. Aí eu pergunto por que a cretina ainda está aqui! Acho que o Sesshoumaru anda pensando com outra cabeça...
- Com qual cabeça o papai anda pensando, mamãe?
Rin leva um susto ao ouvir a pergunta inocente da filha. Havia esquecido por um instante da presença da menina e soltou uma peróla*. Dona Shizuka tenta desviar a atenção da neta.
- Suyen, a mamãe quis dizer que o papai está com muita preocupação... coisas de adulto... – e olha ressabiada para a filha.
Rin meneia a cabeça e beija o rosto da filha e lhe sorri, e vai espiar a vida na janela da sala. Enquanto esperam, Suyen sai da sala e vai até a mesa da recepção. Veena que estava com outra assistente, Mina, a vê e tenta agradar a menina.
- E aí, garotinha? O que você quer aqui? Seu papai não está e...
- Não gosto de você, por sua causa, a mamãe brigou com o papai! Hum! – e mostra a língua para a secretaria.
- Ora sua malcriada! – abre a gaveta e pega uma tesoura e ameaça a criança – Vou cortar sua língua fora se fizer isso de novo!
- MAAAAMÃÃÃÃÃEEEEE! – e Suyen abre um berreiro e volta para a sala chorando.
Ao ouvir a filha, Rin vem em seu auxílio.
- O que foi filha?!
- Mamãe! A secretária do papai... – e abre os bracinhos querendo colo.
- O que ela fez, filha?
- Ela pegou uma tesoura e disse que ia cortar minha língua fora...
- QUÊ?! – Rin e a mãe ficam horrorizadas.
- Eu disse que não gosto dela... por que ela fez você e o papai brigarem... aí eu mostrei a língua para ela...
- Mas que ultraje! – dona Shizuka se arrepia - Isso não se faz para uma criança! Vem meu amor! – abraça a neta – Ameaçar... dizer que vai cortar a língua fora com um tesoura... que mundo estamos!
A ira de Rin se acendeu e seu instinto materno gritou dentro dela. Foi até a mesa do CEO e se armou de uma tesoura afiadíssima. Saiu em direção a recepção e viu com fogo nos olhos, a secretária toda sorridente. Mal deu tempo da loura reagir. Rin a pegou pelo rabo de cavalo que a mulher usava e deu um tremendo puxão, passou a tesoura, cortando os longos fios, deixando um verdadeiro caminho de rato*. Com o puxão, a loura caiu sentada no se chão, gritando feito uma tresloucada, olhando os fios louros cortados no chão, sem acreditar.
- Sua louca! O que... o que fez com o meu cabelo?! Aaaaaah!
- Isso é para você aprender não ameaçar a minha filha, cretina! Mexa comigo, mas não ouse mexer com a minha filha! – e dona Shizuka por precaução, tira a tesoura da mão da filha.
Prenúncio da 3ª guerra mundial instalado na recepção da presidência da Taisho Conglomerates. Os gritos de Veena eram ouvidos em todo o andar. Não deixou por menos e voou para cima da mulher do CEO e as 2 caíram no tapa. Jaken aparece com alguns seguranças, pois a outra assistente saiu correndo para buscar ajuda.
- Louca! Louca! Olha o que você feeez! – Veena gritava.
Rin conseguiu ficar por cima da mulher e a estapeava.
- Se ameaçar minha filha de novo, te deixo careca!
- Calma, senhoras! – Jaken intervém.
Nesse instante, Sesshoumaru aparece e olha a cena, sua filha chorando no colo da avó, e sua mulher atracada no chão com a secretária.
- O que significa tudo isso?! - ele tira a mulher de cima da outra – Rin! Pare com isso! O que faz aqui?!
- Vim resolver um probleminha. Mas parece que surgiu outro.
- O que você fez?! Céus!
Veena pegava os fios de sua ex-madeixa longa dourada no chão.
- Não acredito! Meus cabelos! Meus lindos fios louros... anos de dedicação... – ela encara Rin e parte para cima - Eu vou te mataaaaaar! - mas é detida pelos seguranças.
- Você cortou o cabelo dela?! – o CEO pergunta desacreditado.
- Cortei!
- Não acredito! Rin... o que... deu em você?!
- Ela ameaçou a nossa filha com uma tesoura!
- Eu vou te mataaaaaar! – Veena vai para cima de Rin, mas é detida de novo pelos seguranças.
- Pode vim! - pega a tesoura da mão de sua mãe - Não tenho medo de você! Vou terminar o que comecei!
- Para Rin! – e o CEO a segura pela cintura – Chega!
- Me larga! Vou colocar essa abusada no seu devido lugar!
- Jaken! Tira a senhorita Veena daqui e você... - ele encara a esposa - Vem comigo!
Ele entra na sala da presidência e tranca a porta.
- O que deu em você?! Enlouqueceu?!
- O que que é? Vai defender ela também?
- Não! – e toma a tesoura da mão dela – Explique-se! - Rin conta o que aconteceu. E o homem afrouxa a gravata sentando na cadeira - Não dá para acreditar!
- Ela cometeu um erro terrível! Ameaçar uma criança com uma tesoura?! Por mais que a Suyen tenha errado na atitude de mostrar a língua, não justifica ela ter ameaçado a menina com uma tesoura. Não se faz isso com uma criança, mesmo estando errada!
- Rin... não tiro sua razão, você está certa, a senhorita Veena errou feio, mas você – ele olha para ela - ... detonou o cabelo da mulher... – ela cobre o rosto com as mãos - ... pelo amor de Deus!
- Acontece que ela mexeu com a nossa filha! Faça comigo, não com a minha Suyen!
- Deus do céu, afinal de contas o que você veio fazer aqui?
- Vim ver se você ia mesmo demitir essa abusada, pelo jeito...
- Eu estava numa reunião... ia fazer isso depois...
Rin se aproxima do marido, e sentando no colo dele, ajeita a camisa social e a gravata.
- Bom... – acaricia o rosto do homem, sendo observada por ele - ... já terminei o que vim fazer aqui...
- O que quer dizer, Rin... ?
- Lembra que te disse que ia dar um motivo suficiente para você demitir essa abusada!
- Como...? – ele lembrou-se da discussão anterior.
- Ela ameaçou a sua filha com uma tesoura. Isso é motivo mais que plausível para uma demissão por justa causa!
- Eu...
- Eu não quero essa mulher aqui perto de você! – ela o encara - Resolva isso, Sesshoumaru... ou...
- Ou...?
- Ou... – puxa a gravata e o homem geme, encarando-o seriamente – ... eu me tornarei a mais nova viúva rica da cidade de São Paulo! - sela os lábios dele com um beijo – Eu te amo...
Rin saiu da sala deixando um Sesshoumaru sem ação. O executivo massageia as têmporas.
- Minha dor de cabeça... voltou... ai...
Que belo começo de dia. Sesshoumaru se reuniu com Jaken sobre a demissão da secretária e a contratação de uma nova. Soube por ele, que Veena Bishamonten foi embora avisando que processará sua esposa pelo por danos físicos, assim como também a empresa por danos morais, e o que mais fosse.
- Ligue para os meus advogados... ordene que cuidem de tudo... para o que for... você me representa...ai... – e toma uns 3 comprimidos que seu assistente lhe providencia para sua dor de cabeça.
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A nova secretaria contratada no lugar da loura foi a terceira entrevistada, a senhorita Rebecca Lee. Apesar do ocorrido, e do problema resolvido, mesmo sabendo que a nova secretária era uma pessoa mais velha, e que se vestia de modo adequado, Rin ainda ficou uns 2 dias sem dormir com o marido. E o CEO não estava mais aguentando ficar longe da esposa. Já passava da meia noite quando Rin foi ao quarto do casal, então Sesshoumaru aproveita para questioná-la.
- Rin, até quando vai dormir com a Suyen? A questão da secretária foi resolvida! Continuarei sendo punido por isso?! Não acha que chega?!
Ela sentou na poltrona que tinha no quarto.
- Me desculpe... vou voltar a dormir aqui... eu sei que exagerei... acontece que ela mexeu com a Suyen... e ...
- E?
- Eu fiquei com ciúmes... não gostei da forma como... ela estava lá... fiquei com medo de você se interessar por ela... e com isso te perder...
- Amor... – ele se ajoelha entre suas pernas, segura suas mãos, com um olhar enternecido a encara - ... Existem no mundo, centenas de milhares de mulheres lindas, com todas as suas qualidades e atributos, mas para mim, só existe uma... somente uma... você... -
Sesshoumaru seca com o polegar as lágrimas que escorrem pela face de sua amada, que lhe sorri.
- Eu nunca que vou me interessar por outra mulher, Rin! Escolhi te amar, só você tem o meu amor e nenhuma outra terá!
- Sesshoumaru... eu...
- O que a torna tão especial para mim é o modo como encara a vida, o teu sorriso, as tuas verdades, a confiança que me transmite, até nas coisas mais singelas da vida... – ele segura o rosto dela entre as mãos e Rin coloca as suas mãos por sobre as dele -
Você é especial para mim, por tua essência que é só tua, como uma digital! Você é especial, por marcar presença, mesmo quando apronta, quando briga... como sempre! – os 2 riem – Por que é brava, sabe defender o que seu... como uma leoa que defende sua cria, e isso em você me fascina, me faz te querer em minha vida mais e mais, sempre! – mais lágrimas rolam pela face de Rin, - Não tem como, seja nesta vida ou na próxima, Rin, eu desejar outra mulher que não você... por que você está gravada como uma marca eterna em meu coração, e eu sei que sabe que em nenhum outro lugar neste mundo, irei encontrar outra como você! Sabe por quê?
- Não... Ses...shoumaru...- e mais lágrimas teimosas caem.
- Por que não existe nenhuma outra e nunca vai existir... – ele olha bem dentro dos olhos dela reafirmando seu amor eterno – ... você é única, exclusiva e real para mim... É a luz que ilumina o caminho que eu trilho a cada dia... a única mulher que tem a paz que abranda o meu coração... que nasceu para mim... como eu nasci para você...
Rin tenta segurar o choro e se emociona mais ainda com a declaração dita pelo homem amado.
- Amada da minha alma, dona dos meus pensamentos, bem-aventurada da minha vida... eu só tenho olhos para você... – levanta, e a pega nos braços, levando-a para a cama - ... eu te amo, minha Rin... – e a beija docemente.
Rin envolve os braços no pescoço do homem amado, certa do seu amor agora mais que declarado, único e pertencente somente a ela. Sesshoumaru a deita na cama, ficando por cima e toma-lhe os lábios, tornando ávidos os muito beijos dados. Em poucos segundos já sem roupa, corpos nus, ambos ansiando por mais toques, carícias e tudo o que o ato de amor exige. Ele abre as pernas da mulher e a invade, solícito, saudoso de estar dentro dela, o membro duro indo bem fundo sem esperar permissão alguma. Ao se perceber dentro dela, o CEO a segura pela cintura, posicionando-a debaixo de seu corpo, se movimenta e a penetra lentamente, entrando e saindo, com paixão, demorando-se nos pontos em que percebe despertar maior resposta. Aos poucos, acelera as estocadas, até ouvir os gemidos da mulher, como que implorando por mais. Ele baixa a cabeça e abocanha um seio, chupando delicadamente o mamilo, fechando seus lábios em volta, e o puxa lentamente, causando frisson no corpo feminino, enquanto que sua mão direita vai para o outro seio e, com o polegar, rodeia a ponta do mamilo. Rin observa o que seu amado lhe faz, e geme, sentindo uma sensação doce lhe percorrer todo o corpo, e agarra o corpo do homem com mais força, cravando as unhas em suas costas. Sesshoumaru se agita mais ainda com a sensação em sua pele e responde de maneira mais ousada. Retira o membro de dentro dela e a vira de bruços, posicionando o corpo feminino de 4 para ele. Afasta as pernas e volta a penetrá-la com vigor sentindo o corpo vibrar com as remetidas dentro dela. Enquanto a invade, suas mãos grandes acariciam as nádegas, as costas, os ombros da mulher, que reage aos impulsos com mais gemidos. Acaricia os cabelos e os segura num rabo de cavalo, puxando os fios devagar virando o rosto dela, capturando a boca por mais beijos, ainda se mantendo dentro dela, penetrando-a, indo mais fundo. Volta a posição inicial e segura firme a cintura da mulher e se concentra nas investidas, no entra e sai do membro dentro do centro úmido dela, demorando-se no ato, ouvindo-a implora-lhe por mais, dando-lhe mais prazer ainda. O ato parecia interminável, e ele desejou não acabar nunca este momento ali, com ela.
Rin sentiu-se mais que amada, desejada. Adorava a forma como seu marido a tomava, com intensidade, com volúpia, com maestria, e num ato com tudo envolvido no mais puro amor. Na madrugada, retomam o sexo por mais incontáveis vezes. Ele a preenche, gozando forte, depois, se retira de dentro dela e tomba ao seu lado na cama. Rin o observa, exaurido, sentindo uma onda de excitação crescente no peito, e sorri para o homem plenamente satisfeita. O casal fica com a respiração alterada, irregular, saindo pelos lábios entreabertos. Já calmos, selam o ato de amor com um beijo e dormem, descansados, um do lado do outro, de mãos dadas.
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Mais um mês havia se passado, e a paz reinava na família Taisho. Rin estava despreocupada, pois a nova secretária, a senhorita Rebecca não representava perigo algum. A mulher era uma religiosa fervorosa e não pensava muito "naquilo". Na InuVita, juntamente com sua amiga Ayame e Miroku trabalhavam nos melhores projetos, deixando um Inuyasha feliz, e tudo ia bem. Os pais de Rin voltaram para casa em Ilhabela após passarem um mês na casa da filha. Rin ia quase todo fim de semana vê-los e sempre se falavam por celular.
Quase tudo corria bem até que numa tarde no meio da semana, todos foram surpreendidos com um acontecimento trágico. Hashiro, o primeiro filho de Sango e Miroku fora atingindo por um carro, ao sair da escola. Tinha se soltado da mão da mãe, que segurava o carrinho do caçula, e correu para a rua, brincando de fugir. O veículo o lançou longe e no processo bateu violentamente a cabeça. O socorro fora chamado e o menino levado às pressas para o hospital público do Conjunto Hospitalar do Mandaqui. Sango não teve condições de ligar para o marido, então uma das professoras fez a ligação.
- Alô? Sim sou eu... o quê?!
- O que foi Miroku? - Rin estava do lado do amigo.
- ... está bem... estou indo...
– Que aconteceu?
- ...o Hashi...
- Que tem meu afilhado?! Fala!
- ... sofreu um acidente na saída da escola... A professora ligou avisando...
- E a Sango? O Haruto? Cadê eles?!
- ... a Sango desmaiou... e estão cuidando do pequeno... Rin eu tenho que ir para a escola...
- Eu vou com você, não pode dirigir nessas condições! Ayame, avisa o Inuyasha!
Rin contou para a amiga o acontecido, que bem depois, relatou ao chefe assim que o viu chegar a empresa.
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Ao chegar na escola, Rin e Miroku souberam para onde o menino fora levado e após virem Sango e o caçula, se dirigiram para lá. Se identificaram e o médico neurocirurgião doutor Hosenki Skull conversou com os pais.
- Realizamos uma tomografia e os exames preliminares e foi constatado um sério problema no cérebro da criança.
- Ai meu Deus... Sango se desespera - ... Miroku... nosso filho...
- Calma, Sango... o que ele tem, doutor...?
O doutor explica que, com a pancada forte no lado frontal esquerdo, Hachiro teve um hematoma subdural, um coágulo de sangue que se formou na superfície do cérebro.
- Isso é grave?
- Ele precisa ser operado mais rápido possível.
- Doutor... meu filho pode morrer? Por favor não deixe ele morrer! – Sango chora.
Vendo o desespero da amiga, Rin intervém, tirando-a da sala. Assim, o médico poderia falar a verdade para o pai do menino, sem rodeios.
- Doutor... – Miroku respira fundo - ... quero a verdade da real condição do meu menino...
O doutor Hosenki explica que Hashiro precisava ser operado urgentemente. Num caso como esse, se ocorrer um sangramento, danificaria o tecido cerebral, levando-o paciente à morte. Miroku quase teve uma síncope ao ouvir a última palavra. Respirou fundo, precisava se manter forte.
- Quanto tempo...?
- Não tenho precisão do tempo, quanto mais a demora, maior o risco. O senhor tem plano de saúde?
- Tenho...
- Lamento informar, mas como o hospital é público, o SUS não cobre a cirurgia desse porte que seu filho vai precisar. Terá que o transferir para um hospital particular. Por enquanto o manteremos aqui, por precaução.
- Tenho que verificar...
- Me informe depois, com licença.
Miroku saiu da sala do médico arrasado. Antes de ter com a esposa, ligou para o plano de saúde que lhe informou que não cobre esse tipo de cirurgia. Também lhe informaram o valor da cirurgia particular, incluindo equipe médica, internação, anestesista, medicamentos e tudo o que fosse preciso, entorno de R$ 70.000,00. Seu desespero só aumentou, o que ele faria agora?
- Miroku, você demorou? – Rin o encontra na recepção junto com o caçula – E então?
- Onde está a Sango?
- Estava muito nervosa... pedi que lhe dessem um calmante. Está na sala aqui ao lado.
Com a voz embargada, Miroku relata tudo para a amiga. Rin sente que lhe falta o chão, ao pensar que pode perder seu afilhado. Ela seca uma lágrima que escorre do rosto.
- Vai ter que falar para a Sango...
- Como eu vou dizer isso a ela?! Que nosso filho pode morrer se não puder ser operado? Da onde vou tirar um valor desses, Rin?! Nem vendendo meu carro eu consigo! O doutor disse que não pode demorar para operá-lo e remover o coágulo...
- Miroku, tenha fé... daremos um jeito...
- Como me pede isso? Da onde vou tirar 70 mil reais, Rin?! Se eu não tiver este dinheiro nas próximas 72 horas, meu filho pode morrer!
- Nosso filho... pode... o quê...?!
Os 2 amigos viram a cabeça ao mesmo tempo. Sango tinha acabado de voltar para a recepção e escutado a última frase dita pelo marido. A mulher olha de um para o outro, já em choro.
- Meu Hashi, não... ele não... pode morrer... – Miroku a abraça - ... Mi... o nosso Hashi... – Sango agarra o marido e chora.
- Calma, meu amor...
Rin assiste a cena comovida e abraça a amiga.
- Rin... meu filho...
- Calma... vamos dar um jeito...
Sango não aguenta o baque e desmaia, sendo levada para a enfermaria. Agora, só um milagre poderia salvar a vida do pequeno Hashiro.
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Na mesma semana em que aconteceu o acidente do filho de Sango e Miroku, Sessshoumaru viajou para os Estados Unidos para participar da Conferência Anual Conjunta, organizada pelo Conselho de Negócios dos Estados Unidos em Washington. Esteve em importantes reuniões com CEO's de numerosas empresas dos mais variados ramos, e teve a oportunidade de se reunir cara a cara com empresários dos Estados Unidos e de outros países também. Voltou para o Brasil após 7 dias cansativos. Chegou em casa e não encontrou a mulher, a empregada que lhe relatou o que tinha acontecido ao filho da amiga.
- A senhora está no hospital, senhor Taisho.
- Obrigado, Mya.
Então era esse o motivo que no seu último dia de viagem não conseguiu falar com ela, pois Rin não atendia o celular. Tomou um banho, se arrumou, pegou o carro e foi direto para o hospital. No caminho, fez uma importante ligação.
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Miroku olhava para o filho, desolado. Estava desesperado, pois já era o terceiro dia e não conseguiu nem a metade do dinheiro para a cirurgia. Sango estava a base de calmante.
- Rin... – era Inuyasha que tinha acabado de chegar.
- E aí, conseguiu?!
- Conversei com o meu gerente, mas o valor só sairia em 3 dias.
- Puxa... também tentei no banco... mas não tenho limite... nem nada para deixar como garantia...
- O problema não é só o dinheiro, mas sim o tempo. Cada minuto conta e o quadro do Hashiro tende a piorar...
- Isso que mata... droga...
Nesse instante, o doutor Hosenki chega com a equipe. Então algo extraordinário acontece.
- Senhor Miroku Hoshi, preciso que me acompanhe!
- O que foi, doutor?!
- Preciso que assine a autorização para liberar seu filho.
- Para quê?
- Ele será transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein e entrará imediatamente em cirurgia.
- Em cirurgia? Mas... como assim?! O que está acontecendo, doutor?! – Sango pergunta, não acreditando nas palavras do médico.
- Um milagre, senhora Hoshi... um milagre!
- Rin... – Sango segura as mãos da amiga - ... meu Hashi... vai ser operado... o que está acontecendo?!
- Não ouviu o que o doutor falou? Um milagre, Sango!
- Preciso que um dos pais acompanhe a criança. A transferência do paciente será via aérea.
- Eu vou... - o pai se prontifica - ... vai de avião?!
- De helicóptero, mais precisamente.
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Tudo aconteceu muito rápido. Hashiro foi transferido de helicóptero e deu entrada no hospital Alberto Einstein, indo direto para a sala de cirurgia. Miroku o acompanhou até a porta da cirurgia.
- Não pode entrar. – disse uma enfermeira - O senhor espera aqui.
Miroku viu seu filho ser levado pela equipe médica. Sentou-se na cadeira, tentando assimilar tudo o que estava acontecendo. Seu menino ia ser operado a tempo e não correria mais risco de morte. Neste momento de desespero, pediu tanto a Deus por um milagre, que acabou por acontecer.
- Obrigado, meu Deus... muito obrigado...
Um milagre é um acontecimento extraordinário que quando menos se espera, acontece, não se tem explicação científica, dá-se de forma a sugerir uma violação das leis naturais que regem os fenômenos ordinários. É algo grandioso que acontece na vida dos que tem fé em Deus.
Agora, mais calmo, Miroku só agradecia em pensamento, pedindo que tudo ocorresse bem na cirurgia. Mas, a pergunta que não quer calar: quem foi o anjo abençoado usado por Deus, culminando num milagre? Melhor,
Quem foi a pessoa que pagou o valor altíssimo da cirurgia?
