…
..
.
Aqui está o Dia 14!
Olá pessoal, atrasei as coisas alguns dias e não pude postar em Junho!
Mas agora em Julho devo fazer mais postagens!
Também dei uma corrigida nos erros dos capítulos anteriores e fiz uma pequenas mudanças.
Tenham uma boa leitura!
NO EPISÓDIO ANTERIOR:
(leitura não necessária)
Durante toda a manhã daquele dia Satoshi usou a forma de Aventureiro Atari para escoltar para E-Rantel, com ajuda de Marie (Clementine) e Mustache (Brain), as dezesseis mulheres resgatadas dos bandidos no dia anterior. Pela tarde ele assume o papel do Vampiro Famicom e faz uso de magia para explorar os metais da Floresta de Tob, depois ele toma a forma do Justiceiro Commodore para viajar com um séquito até as Cidades Imperiais de Sattari e Arwintar onde estuda preços e compra escravos qualificados. A noite Satoshi presenteia a homunculi Tsuki com um jogo de cadeiras, visita Kuro e sua embaixada em E-Rantel, executa duzentos dos prisioneiros feitos dos Oito-dedos e determina o esvaziamento do Ninho de Mortos-vivos que ele controla no cemitério. Tarde da noite ele volta a se encontrar com Marie e Mustache, que se inscreveram como aventureiros na cidade.
…
..
.
Fincando um Pé na Zona da Morte
Dia 14
- PARTE UM -
Passava das sete horas da manhã quando Satoshi terminou de abotoar a calça e afivelar o cinto.
"Bem, já está de dia, então estou de saída, aqui está o ouro."
Satoshi disse essas exatas palavras antes de arremessar desleixadamente um pequeno saco com vinte moedas de ouro na cama bagunçada onde a mulher loira que ele fodeu a noite toda ainda estava deitada nua com uma expressão confortada no rosto dela e com o bonito corpo dela todo molhado de suor e sêmen.
Essa sim é uma imagem satisfatória...
A beldade deitada mole na cama parecia bem satisfeita, mas também muito exaurida. Apenas alguns minutos atrás ela tinha sido bombardeada pelas explosivas e misteriosas sensações de um intenso orgasmo feminino e, sabendo que aquele seria o último que ela teria no dia, a beldade buscava agora preservar os resquícios sensoriais do pico de êxtase que ela sentiu a pouco.
Esta última explosão sensorial que a beleza loira teve naquela cama talvez tenha sido o enésimo orgasmo que Satoshi concedeu a ela desde a fatídica noite de dias atrás quando os destinos dos dois se cruzaram em um cemitério.
Naquela ocasião ele reivindicou ela como uma das coisas dele, deflorando ela na entrada de um Mausoléu Antigo, sob a luz de um bonito luar e tendo vários mortos-vivos sem mente como testemunhas dessa união.
Foi durante aquela primeira noite deles naquele cemitério que Clementine foi condenada a casar com o caralho de Satoshi, e apenas com o caralho dele, não sendo permitida a conhecer nenhum outro, até o fim da vida dela, sem sequer ter a opção de divórcio.
O casamento de Clementine com o caralho de Satoshi foi uma união não consentida, mas que também era sagrada e perpétua para ambos os envolvidos.
Francamente, que merda eu tô conjecturando...
Satoshi pensou isso quando arremessou aquele saco de moedas na cama onde estava deitada a beleza que era Clementine. Diferente da exaurida parceira, Satoshi ainda tinha disposição e carga para mais algumas horas, certamente isso se devia muito mais a sua insaciável e incansável libido como um membro da raça Vampírica do que por mérito próprio.
Uma outra coisa também ocorreu a Satoshi ao arremessar o dinheiro na cama desta forma, foi uma corruptela de déjà vu que o fez lembrar nostálgico de uma cena de um filme cult que viu na Terra.
Como foi mesmo aquilo...
Naquela lembrança vaga da cena dum filme cujo nome ele nem lembrava, o cliente do bordel arremessava um saco de moedas no colchão da cama bagunçada para pagar o aluguel de uma mulher da noite que ele alugou pela primeira vez na noite anterior e, na sequência, saia do quarto para dar continuidade à vida normal dele sem proferir uma única palavra de despedida para a mulher da noite.
Por outro lado a pobre mulher da noite, que de tão perdida no mundo teve que abrir mão da própria honra e sobreviver alugando a buceta para homens estranhos, podia apenas aceitar novamente ser deixada para trás por outro cliente, que ia embora sem gastar um segundo pensamento ou ter qualquer consideração por ela.
Como recompensa pelo amor incondicional que aquela mulher da noite entregou para o cliente durante aquela noite, ela recebeu apenas um saco de pano com algumas moedas e as muitas sementes brancas deixadas no interior dela.
O cliente que arremessou as moedas no colchão foi alguém que usou e abusou da mulher da noite, fez dela até o que ela não desejava, mas após isso, como todos eles sempre faziam, deixou ela deitada sozinha na cama assim que amanheceu, abandonando ela nua e vulnerável enquanto ela refletia por longos minutos sobre a vida infeliz que ela tinha.
A mulher da noite então ficou ali, deitada, encolhida e deprimida, em cima no mesmo colchão de lençóis bagunçados onde durante aquela noite, não, onde durante todas as noites, um homem aleatório vinha para se unir aquela mulher perdida, ambos se tornando um, pela duração do aluguel.
Tendo lembrado daquela cena triste do filme onde a mulher da noite desatava a chorar sozinha nos lençóis iluminada pelos raios de sol da manhã que entravam pela janela, Satoshi fraquejou em sua convicção de sair e projetou em Clementine a figura fantasiosa da mulher da noite do filme, uma mulher que era deixada sozinha e triste na cama todas as manhãs.
Por um instante de fraqueza ele cogitou se livrar das peças de pano incômodas, caminhar até a cama mais uma vez, abrir carinhosamente as pernas bambas de Clementine e fazer companhia a ela através da manhã…
Negado, seu irresponsável.
Mesmo que o subconsciente de Satoshi insistisse em ficar inventando desculpas absurdas para ele permanecer aqui na perversão, Satoshi era, acima de tudo, um trabalhador, um sobrinho do tio dele, e hoje ele tinha um dia atarefado pela frente.
Como tal, era bom que começasse de uma vez o dia produtivo e parasse com a vadiagem desnecessária.
Quem não trabalha não come...
Satoshi lembrou desse popular ditado japonês antes de começar mais um dia de luta, ele então deu uma última encarada desejosa nos dotes da loira nua na cama enquanto se perguntando se esta noite conseguiria tempo para se afogar entre as coxas dela, muito provavelmente, dado o que ele planejou para o dia, a resposta seria um triste não, não haveria tempo para isso na noite de hoje.
E o pior, infelizmente, ele estaria tão atarefado que mesmo no dia seguinte talvez não fosse possível para ele visitar os interiores de Clementine.
Bem, a vida é feita de sacrifícios...
Tendo superado as fortes amarras que o prendiam à cama, Satoshi começou seu dia.
Ele então se virou para a terceira pessoa que estava naquele quarto de hotel e verificou algo.
"Então, acho que nós estamos entendidos?"
A pessoa em questão era um homem com cabelo azul liso cortado rasteiro, uma cicatriz clara no olho, um nariz longo e um cavanhaque chamativo. Aquele era Jack Mustache, a persona-disfarce do outro escravo de Satoshi no mundo humano, o bandido Brain Unglaus.
O bandido espadachim esteve durante toda a noite parado de pé aguardando as ordens do patrão dele enquanto vestido com seu desconfortável equipamento do dia-a-dia.
"... Sim, Mestre. Nós dois vamos comprar suprimentos e vamos aparecer perto do portão leste ao meio-dia para fazer o trabalho recebido como babás de aventureiros."
Satoshi tinha dado uma tarefa importante a equipe Pecadores Sombrios, que era a Equipe/Dupla de Aventureiros de Ranking Prata formada por Brain, na persona de Jack Mustache, e por Clementine, na persona de Marie Claire.
Hoje seria o dia que Satoshi ia sair em viagem e cumprir uma promessa que fez aos amigos dele da Falcão Negro alguns dias atrás na ocasião da promoção dele para Oricalco e da deles para Mithril.
A promessa feita foi que ele viajaria mais uma vez até as Planícies de Katze com a Falcão Negro para caçar mortos-vivos em honra aos velhos tempos em que eram uma única equipe.
No entanto, Satoshi tinha uma agenda secreta nessa viagem, essa agenda o faria monitorar a evolução dos membros da Falcão Negro durante a aventura, aproveitando essa oportunidade para destrinchar o funcionamento do Sistema de Nivelamento das pessoas neste mundo.
Na viagem anterior que ele fez com a Falcão Negro até as Planícies de Katze, Satoshi pôde testemunhar a clériga Zara aumentar o nível dela em um, logo depois deles terem derrotado o segundo Skeletal Dragon daquele dia.
Ter testemunhado isso daquela vez, motivava Satoshi a querer reproduzir o ocorrido de forma induzida. Para fazer tanto, ele planejava atrair inimigos gradualmente mais poderosos nesta viagem para dar desafios a Falcão Negro e fazer cada membro da equipe nivelar pelo menos uma vez durante o experimento.
Aquilo também seria uma espécie de presente secreto de Satoshi para seus antigos amigos de aventura que o recepcionaram tão bem na equipe deles quando Satoshi chegou nessa cidade.
No entanto, esse experimento era arriscado.
Nivelamento vinha através de combates difíceis, de dificuldades e superações, sendo portanto algo perigoso neste mundo real. Por isso, apenas por segurança, Satoshi seria inconveniente com seus amigos da Falcão Negro e levaria esses dois camaradas da Pecadores Sombrios para a viagem com o único objetivo de ajuda-lo a garantir que ninguém morresse durante esta expedição.
"Certo, vocês dois não se esqueçam de serem amigáveis com meus amigos Aventureiros durante a viagem."
"Pode deixar comigo, Mestre."
Brian respondeu claramente, mas Clementine que estava estirada nua na cama, apenas concordou com a cabeça enquanto dizia um fraco 'Sim, Goshujin-sama~.'.
Vendo essa atitude preguiçosa da Escrava Sexual dele, algo ocorreu na mente de Satoshi.
Tal qual Satoshi, os escravos humanos Brain e Clementine também usavam um anel chamado 'Ring of Sustenance'. Este item útil livrava os três da inconveniente necessidade humana de ter que comer e dormir.
Mas apesar de usarem este item eles ainda podiam se cansar quando faziam muito esforço em curtos períodos de tempo, naqueles momentos era necessário reduzir as atividades ou mesmo descansar despertos por um tempo para serem nutridos a plenitude novamente.
Vendo a postura corporal exausta de Clementine era claro que a nutrição do anel dela não deu conta do dia agitado e das atividades noturnas deixando ela um pouco esgotada.
"Ah, certo, Mustache, é melhor que vocês esperem um pouco antes de saírem para trabalhar, seria bom Marie descansar o suficiente e recuperar a estamina debilitada dela, modéstia a parte, eu arrebentei com ela de jeito esta noite, acho que foi a primeira vez para mim metendo tão forte e por tanto tempo em alguém, penso que depois de hoje ela vai ficar alargada lá embaixo por uns dias e com dificuldade em sentar… bom, acho que não preciso gastar palavras dizendo essas coisas, afinal você esteve aqui o tempo todo e viu tudo que aconteceu, não é?"
Satoshi disse isso genuinamente orgulhoso de si mesmo pelo próprio desempenho dele esta noite durante aquela edição da quase tradicional 'Sessão de Meteção Noturna com Clementine'. Ele sentiu que performou uma atuação em um nível muito acima da média que ele vinha entregando a parceira dele nos últimos dias.
Heh~ Acho que estou ficando bom nisso~...
Pensar que era bom nisso deixava Satoshi todo bobo.
"... Sim, Mestre."
Brain, por sua vez, respondeu ao patrão dele de forma curta, totalmente incerto se deveria comentar qualquer uma das coisas que viu durante a noite. O espadachim tinha sido obrigado por Satoshi a testemunhar todo vuco-vuco noturno de Satoshi com Clementine.
A intenção por traz desta ordem era que isso ajudasse no treinamento de Satoshi para perder a timidez e ao mesmo tempo desse insights de alguém que tinha o ponto de vista de fora sobre o desempenho dele como pegador.
Porém o calado Brain não fez nem mesmo um único comentário construtivo que ajudasse Satoshi a se aprimorar e também não proferiu sequer uma única palavra de incentivo para o patrão que estava ansioso por receber conselhos dele. Claramente, Brain não parecia entender a importância dessa missão no processo de formação pelo qual Satoshi estava passando e que tornaria Satoshi no futuro não só um soberano altivo, mas também um pegador habilidoso.
Apesar de Brain falhar miseravelmente como conselheiro, Satoshi podia dizer que o treinamento para perder a timidez que ele impôs a si mesmo tinha sido um sucesso.
De fato, graças ao experimento dessa noite ele se sentia um homem muito mais desavergonhado que antes e a prova disso foi que ele continuou dizendo baixarias para Brain com uma cara tranquila de quem comenta o clima.
"Marie realmente é uma excelente espécime de vadia, não é, Mustache? As respostas dela durante o sexo… cara, em alguns momentos ela quase que me engole, certamente ela deve ter nascido com um talento especial dado pelos deuses para fuder bem, deve ter sido abençoada com o dom de gostar de levar rôla."
Satoshi não pôde deixar de soltar vários elogios para parceira noturna que vinha satisfazendo ele todas as noites nos últimos dias.
Por sua vez, Clementine, que estava deitada na cama e ouvia interessada a conversa dos dois soltou uma leve risada 'Fufufu~' cheia de orgulho.
"... Sim, Mestre."
Novamente Brain respondeu curto, o que fez Satoshi olhar pensativo por um longo tempo para o bandido ao lado dele que estranhamente passou a ser alguém de poucas palavras.
Brain foi escravizado com a habilidade chamada {Enslave} que foi dada ao avatar de Satoshi pela raça vampírica Greater One e portanto nunca poderia se voltar contra Satoshi ou mesmo dizer um simples 'não' a ele.
Mesmo assim é melhor prevenir...
Satoshi estava preocupado com uma hipótese que surgiu na mente dele e que podia explicar esse comportamento silencioso de Brain.
Talvez o espadachim de cabelos azuis, que tinha testemunhado uma parte dos encantos de Clementine essa noite, estivesse tramando passar a perna no patrão dele dando um chapéu de chifres a Satoshi. Brain podia estar planejando fazer uma investida silenciosa na nova colega de trabalho em algum momento do longo tempo que os dois terão sozinhos agora que estão operando como uma dupla de agentes infiltrados.
Não era completamente impossível, Satoshi pensava, afinal, como diz o ditado, quem come quieto, come certo.
Depois de considerar isso, Satoshi pôs a mão no ombro direito de Brain como um amigo faria antes de dar uma dica importante.
Ter sido obrigado por Satoshi a assistir por tantas horas ao espetáculo performado pelo patrão dele com Clementine tinha causado algumas reações físicas em Brain que aumentaram ainda mais as suspeitas de Satoshi.
Depois de ver o show noturno deles o espadachim estava, mesmo agora que as coisas estavam calmas a algum tempo, com uma grande barraca armada e com uma mancha na calça que exalava o desagradável cheiro masculino de fluido pré-ejaculatório.
Depois de notar esses detalhes preocupantes, Satoshi sentiu que seria essencial performar mais uma vez o papel de Soberano Possessivo e mostrar 'quem é que manda aqui' para esse homem de cabelo azul que se excitou com desempenho sexual da estimada propriedade dele.
Satoshi apertou o ombro de Brain com cada vez mais força e eventualmente o homem caiu de joelhos com a dor de quem tem os ossos na iminência de fazer crack.
"Escute, Mustache, apenas para deixar isso claro no caso de haver alguma dúvida ainda, Marie é meu estimado Toilet Humano e naquele Toilet só eu que posso esporrar, você entende isso, certo?"
"Aagghh... S-sim, Mestre!"
"Bom, bom, já que isto está claro, não quero que você pense ou faça qualquer gracinha no futuro, entende? Não pense em flertar com ela ou em ficar pelado na frente dela, não, nem mesmo sequer pense em tocar nela, você me entende?"
"Ah... ahh... S-sim, M-mestre… aagh vai quebrar… AAAGGGHHH!"
Brain gritou de dor e caiu no chão em agonia quando os ossos cederam à pressão da mão de Satoshi e se desfizeram em vários pedaços dentro dele. Aquilo acontecer surpreendeu até Satoshi que esteve controlando a força exercida para apenas testar os limites da resistência do corpo do guerreiro humano de nível baixo.
Felizmente Satoshi tinha usado [Perfect Illusion] neste quarto ontem a noite depois que eles foram incomodados pelo pessoal da pensão que veio reclamar dos gritos e gemidos escandalosos que Clementine fazia enquanto loucamente cavalgava Satoshi.
Graças aquela magia ainda ativa ninguém fora daqui pôde ouvir o sonoro grito de dor que Brain fez após ter a cabeça do úmero esmigalhada.
Satoshi agora olhava para o arfante Brain no chão com uma expressão de pena ponderando se deveria pedir desculpas por ter errado na dose de força do aperto.
Não… isso estragaria minha interpretação de Soberano Possessivo.
Soberanos Possessivos não pedem desculpas para as próprias posses.
Ele então ajeitou o rosto de Soberano Possessivo dele que tinha sido manchado com piedade e tirou do inventário algumas poções que obteve de Lizzie Bareare no primeiro dia que encontrou aquela velha senhora.
Naquela ocasião Satoshi tinha trocado com aquela velha farmacêutica uma Minor Healing Potion de Yggdrasil que ele tinha deixado na loja dela por algumas dessas poções baratas e também algumas moedas de ouro.
Satoshi jogou três dessas poções para Brain que agonizava no chão.
"Mustache, use isso para se curar e esteja certo de não bancar o cobiçoso com minha Marie Claire no futuro."
Satoshi deu uma nova olhada para Clementine que acompanhava toda troca dos dois enquanto sentada de lado nua na cama.
Ela tinha uma expressão muito orgulhosa e cheia de si mesma enquanto olhava com superioridade para Brain que bebia desesperado uma das poções que pegou no chão.
Clementine parecia verdadeiramente feliz pela possessividade que Satoshi demonstrou com relação a ela e por ter sido o pivô desse pequeno cantar de galo de Satoshi.
Aquela felicidade genuína podia ser a alegria da coisa que era estimada por seu proprietário, mas também podia ser a alegria da mulher que era estimada por seu homem.
Apenas para deixar claro para ela a qual dos dois casos anteriores ela pertencia, Satoshi decidiu dizer a Clementine umas poucas palavras antes de ir embora.
"Não fique tão cheia de si, Marie Claire, vocês dois só estão nestas posições porque você nasceu com uma buceta que eu posso fuder e ele nasceu sem."
Depois de dizer a coisa mais grosseira e ofensiva que lhe veio à mente apenas para poder observar a face presunçosa de Clementine se dissolver em um instante, Satoshi encerrou a magia [Perfect Illusion] dele já que Brain tinha parado de gritar.
"Eu estou indo agora, estejam preparados para jornada que faremos a tarde… [Teleportation]!"
Espero não ter que dizer mais nenhuma grosseria dessas o resto do dia… ser esse desagradável faz mal para cabeça.
Isso era o que Satoshi pensava quando teleportou, no entanto, ele sempre ia fazer questão de lembrar para a prolífica Serial Killer que era Clementine da condição atual dela como um objeto de foda.
Isso era o mínimo que ele podia fazer em memória dos numerosos colegas Aventureiros que ela torturou e matou para fazer aquela calcinha de chocalho ridícula dela.
- PARTE DOIS -
Satoshi teleportou para um beco em E-Rantel que era próximo do primeiro destino dele esta manhã.
Depois de surgir no beco ele ficou assustado ao ver que um homem bêbado estava dormindo e roncando sonoramente perto de uma lixeira a menos de um metro de onde ele apareceu.
Felizmente aquele homem bêbado dormia muito profundamente e não reparou em Satoshi.
Isso foi perigoso… tive sorte de não ser visto.
Teria sido um incômodo desnecessário se o Aventureiro Atari fosse visto performando magia de transição.
Depois de olhar para o homem bêbado com cuidado, Satoshi notou com desagrado, que diferente dele o homem bêbado no chão não parecia ser um homem de sorte.
Além de dormir bêbado do lado da lixeira de um beco sujo, aquele homem aparentava ter sido roubado das posses dele, estando sem itens essenciais que iam da carteira até os sapatos, o homem também tinha as calças arriadas e uma bunda feia a mostra.
Pobre infeliz… alguém se aproveitou desse homem bêbado ontem a noite e castigou o toba dele.
Vendo tal cena triste o ateu Satoshi deu graças a Deus por ser imune a venenos e portanto ser incapaz de se embebedar o suficiente para terminar numa situação deplorável como a deste homem, ao mesmo tempo, se perguntou que tipo de monstro seria tão perverso para atacar o toba de um homem bêbado que não tinha como se defender.
Satoshi então saiu apressado do beco para que ninguém o visse junto com o homem bêbado de bunda gozada e tivesse a impressão errada de que ele foi o responsável ou que ele estivesse envolvido naquela atrocidade.
Tudo que Satoshi não queria para si era a fama de estuprador de bêbados.
Ainda assim… ver essa cena na vizinhança do meu orfanato é um mau agouro.
Em alguns dias as crianças que Satoshi abrigaria no orfanato dele estariam passando uniformizadas por essas ruas, Satoshi realmente esperava que a cena deprimente que acabou de ver fosse uma ocorrência rara por aqui.
Depois de sair do beco, Satoshi cruzou a rua e andou cerca de cinquenta metros até chegar no destino dele que era o prédio em reforma da antiga estalagem 'Flor ao Vento'.
Satoshi tinha vindo aqui esta manhã para conferir o andamento da reforma física deste empreendimento filantrópico.
Para surpresa de Satoshi, além de Bastian, que era o filho da antiga proprietária e o responsável pela reforma do prédio, ele também encontrou na obra de reforma do 'Flor ao Vento' uma das servas dele, a Gorgo Matriarch Cassandra, que estava na forma humana dela.
A Gorgo Matriarch Cassandra era na verdade uma alma manifestada pela habilidade {Soul Release} e estava atualmente infiltrada em E-Rantel como a governanta do futuro orfanato que seria bancado por uma das personas de Satoshi, o Aventureiro Atari.
Cassandra, por sua vez, não visitava a obra da reforma da estalagem sozinha.
Junto com ela havia algumas das mulheres que foram resgatadas por Satoshi em uma missão da guilda nos dias anteriores. Aquelas eram mulheres que tiveram seu tempo de martírio no cativeiro subterrâneo onde Satoshi as encontrou e que agora que foram libertas teriam um recomeço difícil pela frente.
Ontem, pensando em ajudar elas nesse recomeço difícil, Satoshi tinha pedido a Cassandra que recrutasse entre elas as interessadas em trabalhar no orfanato deles.
Ao que parece Cassandra tinha vindo aqui hoje de manhã para mostrar o prédio onde funcionaria o orfanato para as seis mulheres do grupo de resgatadas que mostraram interesse em trabalhar para o 'salvador' delas cuidando de crianças órfãs.
Satoshi ficou feliz em reparar que dentre as seis mulheres que se interessaram pela oferta de Cassandra estava a Aventureira de Ferro de nome Brita.
A ruiva Brita infelizmente teve toda a Equipe de Aventureiros dela assassinada pelos bandidos que a capturaram, ela também tinha sido jogada por dois dias no cativeiro e estava agora desiludida com a carreira de Aventureira dela.
No tempo em que foi prisioneira, Brita foi usada como mulher-de-alívio exclusivamente pelo líder do grupo de bandidos, Brain Unglaus, que fez dela o que ele bem quis naquele esconderijo rústico de bandidos.
Satoshi tinha feito questão de gravar na mente a estimulante cena que viu no esconderijo de bandidos quando após lidar com o líder Brain ele entrou no quarto do espadachim e encontrou uma Brita que tinha sido poucos minutos antes usada como boneca de foda pelo captor dela.
Ele ainda tinha claro na mente dele a imagem do corpo feminino nu dela, um corpo atlético, que foi contido por cordas numa cama rústica e estava coberto de suor, ela tinha ambas as pernas dela amarradas de um jeito que as deixavam bem abertas, revelando a densa pelagem vermelho-fogo de uma mulher que raramente depila o baixo ventre e escancarando lindamente uma intimidade preciosa de lábios grandes que naquele momento estava encharcada de forma anormal.
Tanta umidade indicava claramente que aquela buceta pertencia a uma mulher facilmente excitável e que mesmo em uma situação extrema como a que ela estava, ela era capaz de se lubrificar em um grau que a maioria das mulheres seria incapaz mesmo no caso delas serem expostas a mais favorável das situações.
Satoshi se lembra de ter olhado desejoso o lugar mais íntimo de Brita por longos minutos depois de ter feito ela dormir com magia. Ele tinha ficado tão fascinado pela visão daquela xota tão receptiva que prometeu que visitaria aquele jardim vermelho e alagado assim que pudesse.
Apenas lembrar dessa promessa besta que fez já fazia Satoshi desejoso de novo e ele teve que sacudir a cabeça várias vezes para se concentrar na inspeção da obra, porque volta e meia ele encarava Brita enquanto imaginava ela nua, atada com cordas e sendo posta em diversas posições obscenas diferentes enquanto liberando o abundante love néctar dela.
Depois de perceber que estava se comportando como um pervertido, Satoshi se recompôs, ele então vistoriou de maneira profissional a obra com Cassandra e as mulheres por algum tempo.
Segundo Bastian em três dias o serviço encomendado estaria completo e o prédio seria entregue. De fato, Satoshi podia reparar que a antes totalmente depredada construção da 'Flor ao Vento' agora estava praticamente pronta, restando apenas alguns detalhes, acabamento e mobilhamento.
Um dos planos de Satoshi envolvia ter a persona de Atari dele se mudando para o orfanato quando aquilo ficasse pronto. Atari faria do orfanato a base dele na cidade e tentaria a cada dois meses erguer um novo orfanato para assim suprir com um lugar para morar e uma educação básica o grande número de crianças abandonadas nas ruas de E-Rantel.
Fazer isso ia satisfazer a consciência de Satoshi e ainda serviria como propaganda para promover a fama do Aventureiro Atari que ficaria conhecido como um filantropo entre os humanos.
Enquanto conversava com todos e avaliava a reforma rigorosamente, Satoshi viu Brita ter que se despedir do grupo deles para ir a Guilda de Aventureiros para fazer o relatório sobre a missão frustrada que terminou com a morte de seis dos colegas de equipe dela e que obrigou a guilda a lançar uma missão de busca.
Como o próximo destino de Satoshi também era a Guilda de Aventureiros, onde iria verificar se o pagamento das duas missões que fez nas Terras de Karst já foi liberado, Satoshi decidiu se despedir do grupo também e caminhar com Brita até a Guilda.
Desta forma, quando os dois saíram do 'Flor ao Vento' eles fizeram isso juntos e passaram a caminhar com calma lado-a-lado até o mesmo destino.
"... Ah claro, novamente, eu agradeço muito a você Atari-sama, não fosse o senhor ter escolhido pegar a missão para resgatar a minha equipe alguma equipe de Ouro teria pego aquilo e sofrido o mesmo destino que minha equipe sofreu na mãos daqueles… bandidos."
"Por favor, não seja formal com meu nome, Brita-san, apesar de que provavelmente de agora em diante nós dois seremos patrão e empregada, eu prefiro manter uma relação próxima com meus subordinados."
"Oh, isso é... posso mesmo fazer isso?"
"Claro que pode, esse também é seu desejo não é? Você quer se tornar parte da família do nosso orfanato, então vamos pular esses honoríficos e agir como colaboradores."
"Certo, certo, Atari-sa-an..."
"Me diga, Brita-san, você já é uma Aventureira a muito tempo?"
Satoshi caminhou calmamente com Brita enquanto puxava um assunto chave para conversa, ele ia aproveitar essa oportunidade onde os dois estavam sozinhos para marcar uns pontos com ela para quem sabe no futuro próximo poder cumprir a promessa que fez e se afogar no mar de fogo que existia entre as pernas dela.
"Oh, certo, isso é, bom, tem um tempinho que eu sou aventureira, sabe? Trabalho como aventureira desde bem moça, acho que desde os quinze anos, talvez? Mas olhando para trás agora... acho que não progredi muito nestes quatro anos, isso é um pouco decepcionante de mim, é um pouco vergonhoso, se eu for falar a verdade..."
Se ele tivesse que dizer a verdade ele também diria que de fato era vergonhoso.
Ela não progrediu quase nada na carreira, mesmo após quatro anos na profissão ela ainda era uma aventureira de Ranking Ferro, o segundo ranking mais baixo, ou seja, ela só foi promovida uma única vez em quatro longos anos de trabalho.
Mas Satoshi não tinha se prestado a caminhar devagar na rua enquanto sendo vítima da ira luminosa da deusa Amaterasu para falar a verdade para esta mulher, ele estava suportando na pele esse sol angustiante do meio da manhã para poder ganhar pontos com Brita e não para ser sincero com ela.
O objetivo aqui era construir uma fundação firme para, quem sabe no futuro, Satoshi poder sorver por longos minutos o abundante líquido do amor que ele faria inundar da buceta dela.
"Quando eu tinha tua idade Brita, também me desiludi com o desenho e a pintura, olhando para trás e vendo isso agora percebo que foi uma felicidade isso acontecer, senão não teria procurado a magia."
Satoshi inventou uma mentira ali apenas para assegurar alguns pontos que pudessem aproximar ele do importante objetivo de esticar a rola dele dentro dessa ruiva de olhos azuis.
"Isso é verdade, Atari-san? Sei quase nada de magia, mas acho que qualquer um ia pensar que um mago de 4º Nível jovem como você pratica magia desde o berço..."
Satoshi pôde conversar com Brita fluidamente enquanto inventava um passado para a persona de Atari dele e perguntava a Brita sobre o passado sem-graça dela.
Os dois caminhavam cada vez mais devagar, o que indicava que ele estava pontuando ferozmente com a ruiva atlética de lábios grandes, era como se Brita estivesse achando a conversa deles boa e por isso diminuía o passo para adiar o momento que entrariam na guilda e cada um seguiria seu caminho.
Bem… cara, não é que talvez eu pegue mesmo essa mulher?
Constatar aquilo surpreendeu Satoshi.
Como a conversa estava indo bem, Satoshi não pode deixar de reparar que as reações normalmente rústicas de Brita estavam mais femininas, com ocasionais sorrisos e ajeitadas de cabelo, o que, Satoshi pensava, indicava que ela, talvez inconscientemente, desejava ser vista como uma mulher e por isso ela teria passado a agir levemente mais girl-like do que era o jeito natural dela.
Desde que chegou nesse mundo, Satoshi nunca tinha conquistado o favor de mulher nenhuma, de forma que ele não podia se dizer um homem completo.
As únicas mulheres com quem engajou em ações íntimas foram Clementine que acabou vítima de {Enslave} e Tina, com quem ele se enroscou em um beco sem até hoje entender patavinas do que aconteceu entre os dois.
Mesmo na Terra, embora ocasionalmente garotas equivocadas se confessassem para ele, ele mesmo nunca se propôs a cortejar alguém já que a libido ínfima dele o fazia tratar garotas de um jeito diferente dos demais caras.
Ter tido essa formação estúpida na Terra no que se relacionava a mulheres e mesmo assim ainda ser capaz de interpretar tão bem as reações de Brita durante essa conversa, fez Satoshi se sentir muito orgulhoso do novo eu dele neste mundo.
Além disso o fato dele ter esse pequeno sucesso com Brita, sendo capaz de produzir essas reações femininas nela, que o deixavam cada vez mais perto de poder fazer uma visita ao jardim alagado dessa ruiva, deixava ele mais que orgulhoso de si mesmo, sendo sincero, isso deixava ele feliz.
Os dois conversaram bastante naqueles curtos minutos, mas eventualmente isso acabou, eles chegaram na guilda e uma vez no salão da guilda cada um seguiu seu caminho, com Brita indo até a parte mais interior do prédio e Satoshi indo até o balcão da atendente que sempre o atendeu.
Bom… acho que marquei o suficiente para uma boa fundação com ela.
Como Satoshi ia se mudar para o orfanato depois que o prédio ficasse pronto, ele teria muito tempo para investir no 'Projeto Brita' e futuramente gozar os frutos deste investimento.
No planejamento inconscientemente machista de Satoshi, ele amarraria Brita a ele de forma bem apertada com resistentes laços emocionais invisíveis criados principalmente com o afeto e a gratidão dela para com ele e, também, com laços carnais invisíveis criados principalmente pelo desejo dele em foder ela incontáveis vezes, em todas as posições possíveis.
Uma vez que ela estivesse irreversivelmente presas nesses laços emocionais e carnais invisíveis preparados por Satoshi, ele faria dela a mulher responsável por aliviar a libido dele nos momentos que ele estivesse no orfanato, Brita se tornaria a Secretária Sexual da persona Atari.
Talvez eu deva fazer dela apenas 'uma das' responsáveis e não 'a única' responsável pela minha descarga sexual quando eu estiver no orfanato...
Satoshi, que tinha acabado de dar um pequeno primeiro passo com o outro gênero ao despertar a curiosidade de uma mulher sobre ele, já estava equivocadamente se considerando um maratonista experiente o suficiente para ser capaz de formar um harém numeroso e manter este harém coeso.
Isso apenas mostrava o quanto ele era um muleque quando se tratava desses assuntos.
"Bom dia, Atari-sama! Em que posso te ajudar hoje?"
Na frente de Satoshi que fazia mentalmente uma irrealista e superdimensionada conta de quantas mulheres ele poderia satisfazer, uma loira de sorriso reluzente, que era Catelina, a atendente da guilda, lhe deu as boas-vindas animadamente.
Uhm… talvez deva adicionar entre elas Catelina-chan também?
Graças ao atendimento sempre eficiente de Catelina, Satoshi foi capaz de em menos de vinte minutos sacar o pagamento das duas missões que fez nos dias anteriores.
O que ele recebeu foi:
40 moedas de ouro pela missão de platina (o valor máximo de recompensa por aquela missão).
2 moedas de ouro pela missão de ouro (que foi um terço do valor máximo de recompensa daquela missão).
2 moedas de ouro como recompensa padrão da guilda por ter eliminado os bandidos (sendo a cabeça de cada bandido orçada em 5 moedas de prata e mais um bônus de 50 moedas de prata pelo tamanho incomum do grupo).
16 moedas de ouro pelos bens comerciais recuperados (que era 25% do valor que a guilda orçou os bens).
Nossa! Foram 60 moedas de ouro de uma só vez… tive muita sorte de pegar essa missão da Companhia Kuruoka!
Pelo que Catelina disse para Satoshi, além dele outras três equipes também tinham se inscrito para fazer essa missão no dia que foi lançada.
Aquela missão foi uma joia do tipo que só aparece uma vez ao ano na guilda.
O pagamento da missão foi o máximo para uma missão de Ranking Platina, o que era muito raro de acontecer. Isso só aconteceu dessa vez porque a comerciante a ser resgatada, a jovem Tabata, era a querida filha do dono da Companhia Comercial Kuruoka, que era uma grande empresa da Capital de Re-Estize.
Espero que Tabata-san esteja bem...
Ontem enquanto a escoltava para E-Rantel, Satoshi teve a chance de conversar com Tabata Kuruoka, ou como Satoshi a chamou mentalmente durante o trajeto, Tabata Gangbang.
Assim como todas as outras cativas a comerciante rica teve momentos difíceis naquelas cavernas repletas de bandidos.
Satoshi guardou o saco de moedas que recebeu e se despediu de Catelina.
Ele foi então até uma das mesas no salão da guilda e mandou algumas [Message] silenciosas para as pessoas da Instant Fortress com quem se encontraria daqui a algum tempo.
Depois de confirmar o encontro com o outro lado dentro de uma hora, ele passou a matar o tempo lendo o relatório que o homunculi Wizard Kuro, que estava em E-Rantel como um embaixador, tinha feito sobre as finanças e as autoridades da cidade.
Lendo aquilo ele ficou sabendo que metade da arrecadação da cidade ia direto para a Realeza na capital e a outra metade era usada para manutenção do domínio.
Parece que além de um polo comercial, E-Rantel era também um rico polo de grãos em comparação com a média do país, tendo um grande excedente que era enviado a capital.
Ele ficou absorto naqueles números por um tempo até que ouviu uma voz conhecida conversando ao longe e sorriu quando sentiu traços do perfume do incenso favorito dele.
Satoshi fechou o caderno e se levantou para ir até o grupo de quatro pessoas que deixava a Guilda enquanto conversando animado entre si.
- PARTE TRÊS -
"Ora, ora, vejam só se não é a equipe Espadas das Trevas! Então o longo feriado de vocês finalmente teve fim?"
O guerreiro Peter Mauk, o ranger Lukrut Volve, o druida Dyne Woodwonder e o mago Ninya olharam surpresos para Satoshi que apareceu do nada e se enfiou na conversa que os quatro estavam tendo na entrada da guilda.
Cerca de uma semana antes, quando Satoshi era parte da Falcão Negro, a equipe dele e a deles estiveram em uma missão juntos com uma terceira equipe, Chuva Escura, em um grupo de ocasião chamado Breu.
Depois do grande sucesso daquela missão e do abundante pagamento recebido por todos, que foi maior que a renda mensal média daquela equipe de prata, os quatro membros da Espadas das Trevas tinham decidido entre si que tomariam quatro dias de pausa para descansar e relaxar.
Ao que parece, hoje eles voltariam a lida.
"Oh, se não é Atari-san, quanto tempo! Meus parabéns pela promoção!"
"Isso mesmo! O único Oricalco na Guilda, hein? Isso aumenta ainda mais os ativos do nosso Convocador de Lichs..."
Peter e Lukrut responderam Satoshi e o parabenizaram pela insígnia de Oricalco que ele ostentava agora.
"Sim, sim, pessoal, essa verdinha aqui chama muita atenção nessa cidade. É bom ver vocês depois de tanto tempo... Ah! A Falcão Negro também subiu para mithril, vocês ficaram sabendo?"
Satoshi conversou com os amigos algum tempo ali mesmo na entrada e eventualmente eles saíram da guilda caminhando até o mercado do centro.
Ao que parece a Espadas das Trevas ia rumar para as Terras de Karst para caçar demi-humanos e bandidos. Aquela área não foi a primeira opção de campo de caça deles e sim uma alternativa que foram obrigados a escolher.
Na realidade, Lukrut e Dyne eram muito mais familiares com a Floresta de Tob e sempre foi lá que eles fizeram as missões permanentes de controle deles.
Porém devido a alguns acontecimentos recentes a Floresta de Tob não era mais um campo de caça seguro.
Peter contou que nos últimos dias os habitantes da tal Cidade da Famicômia estavam atacando todos os aventureiros que entravam na floresta, seja os que entravam para coletar ervas ou os que faziam isso para caçar demi-humanos.
Sempre que os aventureiros eram atacados eles eram batidos, pilhados e jogados fora da floresta tendo que retornar com apenas a roupa do corpo para E-Rantel.
Bom… pelo menos Miya e Karasu estão fazendo o trabalho deles direito.
Alguns dias atrás Satoshi tinha ordenado a Miya para que se possivel, no tempo vago dela, ela acabasse com a pouca vergonha que era esses humanos entrando no território de Famicom, matando os súditos dele e roubando as ervas dele.
Ele também tinha sido claro com ela quando disse que não era para matar os aventureiros, era apenas para derrotá-los e expulsá-los, porém Miya parece ter se adiantado e passou a saquear os bens deles também, algo que Satoshi não reprovava.
Satoshi considerou que agora que Miya contava com a ajuda de Karasu ela podia fazer esse trabalho com facilidade e eficiência, com o trabalho coordenado daqueles dois, os dias sangrentos da exploração da Floresta de Tob por humanos de E-Rantel finalmente chegariam ao fim.
"Essa coisa acontecer agora é lamentável… coletar ervas era nossa maior renda!"
"Verdade Dyne, é uma vergonha… na Guilda de Magia um colega mago falou que os Alquimistas e Farmacêuticos da cidade estão desesperados com a falta de oferta de ervas na Guilda de Aventureiros, até os ricos que sempre montam expedições particulares para coleta já não podem fazer isso já que sofrem o mesmo destino de nós aventureiros independentes, fiquei sabendo que eles todos tinham se unido e foram reclamar com o prefeito ontem..."
O druida Dyne, que era um gigante gentil, lamentou que a equipe deles tivesse que mudar suas práticas de trabalho, já Ninya, a garota disfarçada de garoto, comentou sobre os impactos causados a cidade pelo banimento dos aventureiros na área da Floresta de Tob que era controlada por Famicom.
Tendo tido o privilégio de ter lido o excelente report de Kuro sobre as finanças de E-Rantel, Satoshi sabia que esta cidade era o terceiro pólo-farmacêutico e alquimico de Re-Estize, estando atrás apenas de E-Asenaru e da Capital no que se referia a Farmácia, e de Re-Blumrushur e da Capital no que se refere a Alquimia.
Ele também sabia que os farmacêuticos eram uma das cinco categorias de trabalho urbano que mais cooperaram com os impostos coletados no Domínio de E-Rantel no último ano e os alquimistas, por sua vez, estavam tradicionalmente todos os anos entre as dez categorias.
Satoshi estava certo que se o prefeito foi realmente incomodado com este assunto, ele iria em breve ir se queixar para o embaixador Kuro das Luzes Tortuosas que era o representante diplomático da origem de todo problema, a Cidade da Famicômia.
Quando isso acontecesse Satoshi esperava que Kuro, que estava ciente das pretensões de Satoshi nesta área, aproveitasse a oportunidade e se impusesse altivamente.
O Domínio de E-Rantel só levaria a Famicômia a sério se doesse em algum lugar e essa Questão das Ervas faria doer os bolsos da administração de E-Rantel.
"Ainda assim vocês vão para as Terras de Karst? Eu vim de lá ontem, fiz duas missões de uma vez só naquele lugar com dois caras que eu encontrei no caminho, nós liquidamos uns trinta bandidos lá e resgatamos algumas mulheres."
Satoshi disse se vangloriando.
"Uhm… um grupo de bandidos deste tamanho?"
Lukrut perguntou temeroso.
A verdade é que o grupo de bandidos de Brain tinha mais de sessenta cabeças, mas Satoshi tinha ocultado da guilda cerca de trinta dos cadáveres de bandidos para poder fazer mortos-vivos. Além daquele grupo, Satoshi tinha encontrado e liquidado outros dois grupos de mais de vinte bandidos.
"Pois é, Lukrut, era um grupo esse grande. Aquele lugar é perigoso, sabe, então os bandidos fazem grupos grandes para poderem sobreviver lá."
Ele respondeu a Lukrut com um achar pessoal para o motivo de haver grupos criminosos tão grandes nas Terras de Krast.
Os cinco deles já tinham chegado no mercado e estavam atualmente parados conversando em um ponto que não prejudicava o movimento de ir e vir das pessoas.
Satoshi, por sua vez, tinha se posicionado estrategicamente ao lado da garota disfarçada de garoto, Ninya, de forma que ela ficasse contra o vento e ele pudesse sentir mais intensamente o perfume delicioso do incenso favorito dele.
Foi neste momento que Satoshi teve uma ideia genial depois que os olhos dele se cruzaram por um instante com as joias azuis que eram os olhos de Ninya.
Por que não sentir o perfume dela a tarde toda?
"Isso me lembra de algo, Peter-san… veja, eu vou para as Planícies de Katze com a Falcão Negro e uma equipe de prata como vocês chamada Pecadores Sombrios. Por que ao invés de irem a Karst, vocẽs não nos acompanham, que tal? Vamos nos aventurar juntos em memória dos velhos tempos!"
Satoshi, que tinha decidido levar a equipe Espadas das Trevas para seu experimento de nivelamento, perguntou aquilo ao líder da equipe de prata enquanto tentava parecer convincente.
"Formar um grupo de três equipes de novo?"
"Não vamos ser um atraso para o grupo de vocês que é de ranking alto?"
"Isso não vai dissolver as recompensas?"
"Ei, Atari-san, o que você está maquinando com essa tua cara perversa?"
Os quatro tiveram reações diferentes a proposta dele, Satoshi decidiu responder os três homens e ignorar a fala de Ninya que olhava para ele desconfiada com uma expressão de completa suspeita.
Você vai me agradecer no final, Ninya...
"É uma coisa óbvia que pensei, Peter-san, se três grupos forem juntos teremos mais chances de sucesso. E Dyne-san, não necessariamente que vocês serão um atraso, vocês terão um papel importante lidando com as desgarrados que alcançarem os cavalos e cuidando das carroças. Agora Lukrut, isso sobre dinheiro seria verdade em uma situação normal, mas dessa vez eu tenho este item raro aqui comigo!"
Satoshi tirou disfarçadamente do espaço negro do inventário um colar com um pingente que era um pequeno crânio de rato.
"E o que é isso?"
Era o que diziam as expressões de todos eles conforme olhavam o pingente que Satoshi erguia alto em um silêncio triunfal como se fosse algo importante.
"Isso, meus queridos, é um item que tenho a algum tempo e só pude avaliar recentemente. Se chama Undead Decoy. Quanto para o que serve, bom, digamos que eu usei na última vez que fui na Planície de Katze, ainda na época que eu não sabia para que servia, e bem… talvez vocês tenham ouvido falar do resultado da nossa colheita aquele dia?"
Aquilo que Satoshi disse era uma mentira, o que ele usou daquela vez foi a habilidade racial {Undead Presence} para atrair a curiosidade dos mortos-vivos e fazer eles se aproximar em massa.
Porém Undead Decoy era um item que fazia praticamente a mesma coisa que a habilidade de Satoshi, mas como era um item de nível baixo tinha um alcance máximo menor que o alcance médio da habilidade de Satoshi.
"Sim, eu ouvi falar disso! Naqueles dias vocês da equipe Falcão Negro conseguiram colher 50 moedas de ouro em Katze de uma vez só..."
"Oh! Você quer dizer que esse item foi o motivo de você ter ganho o apelido de Colecionador de Ossos naqueles dias?!"
"Entendo, Atari-san, com um item desses e com três equipes a colheita vai ser muito simplificada..."
"Ei, Atari-san, essa história está muito mal-contada, mas supondo que seja verdade… você não está nos envolvendo com um item amaldiçoado, certo?"
Depois daquilo Satoshi não precisou de muitos argumentos para atrair Peter, Lukrut e Dyne.
A garota conjuradora mágica que se disfarça de garoto, Ninya, foi um voto vencido quando a equipe Espadas das Trevas decidiu ir junto com o grupo de Satoshi para as Planícies de Katze garimpar esqueletos.
Passava das dez horas da manhã quando Satoshi se despediu deles e marcou de encontrá-los perto do portão leste após o almoço.
Satoshi foi até um beco e ficou fora de vista. Depois de se assegurar que não era observado por ninguém ele se teleportou para o próximo destino dele esta manhã.
Era hora de visitar rapidamente a Instant Fortress antes de fazer um turismo relâmpago.
- PARTE QUATRO -
Na última vez que esteve com a equipe Falcão Negro, Satoshi tinha combinado de sair de E-Rantel junto com eles no dia de hoje quando fosse uma hora após o meio-dia rumo a Aldeia de Fritzer nas imediações das Planícies de Katze.
Faltavam pouco mais de duas horas até o momento do encontro com os amigos Aventureiros dele e nessas horas restantes Satoshi planejava fazer algumas tarefas com as pessoas da Instant Fortress.
Isso considerado, assim que Satoshi chegou nos aposentos dele e removeu o Ring of Doppelganger para assumir a forma de Vampiro Famicom, Satoshi decidiu agir um pouco egoísta. Ele optou por cuidar de si mesmo um pouco antes de cumprir seu dever e tomou seu tempo numa ducha para se livrar dos fluidos e resquícios materiais da noite agitada que teve ontem.
Os aposentos de banhos disponíveis na Instant Fortress eram realmente um diamante no pântano quando comparados ao que este mundo oferecia para higiene pessoal e, sempre que possivel, Satoshi cuidava da própria limpeza aqui, no conforto de uma sala de banho que lembrava as da Terra.
"Ok, vamos lá… [Teleportation]!"
Apenas depois desse tempo de limpeza que Satoshi fez uso de magia de transição para ir até o pátio da Instant Fortress encontrar o grupo de pessoas com quem combinou de visitar Arwintar.
"Meu Tudo! Miya se fantasiou de humana como Meu Tudo mandou!"
Miya, que trajava um vestido com um grande laço na cintura, se jogou em Satoshi para um carinhoso abraço tão logo ele apareceu no pátio.
"Bom, bom, Miya... agora deixe-me ver como você ficou."
Satoshi pôs a pequena garotinha Indígena-Mesoamericana no chão e a conduziu elegantemente para um giro, tal qual um cavalheiro conduziria a rotação de uma dama durante uma dança em um baile.
Miya estava vestindo um bonito vestido de cores claras feito para crianças que foi retirado dos espólios dos Oito-Dedos, mas que apesar de impecável não seria muito fora de lugar no mercado de Arwintar, apesar de ser um pouco óbvio que era um vestido pertencente a alguém muito abastada.
"Você está muito elegante, Miya, vai passar por uma humana facilmente."
Depois de dizer isso e deixar Miya feliz, Satoshi olhou brevemente para as outras pessoas que estavam esperando ele no pátio.
"Vocês também estão excelentes."
Estavam junto a Miya naquele grupo: a humunculi Dread Necromancer Tsuki que estava vestida com um vestido leve deste mundo, as escravas elfas Tantalle, Mirella e Pazuka que vestiam uniformes de empregada de Yggdrasil, além de um grupo de seis escravos homens da torre que vestiam uniforme de servos retirados do loot dos Oito-Dedos.
Hoje este grupo faria em Arwintar a mesma coisa que fez em Sattari no dia de ontem, ou seja, uma pesquisa do preço dos produtos que a Famicômia tinha carência e uma análise de mercado para os metais que Satoshi planejava vender.
"Confio que você tomou medidas para deixar a Instant Fortress sozinha durante a tarde de hoje?"
"Sim, Meu Tudo! Miya deixou a segurança com Harin e Karasu, e a administração com Nigurath!"
Depois que confirmou isso, Satoshi tomou a forma de Alex Commodore e começou os preparativos para levar o grupo até Arwintar.
Primeiro ele se teleportou sozinho com [Great Teleportation] para fora da cidade de Arwintar, depois ele usou [Fly] e se ocultou com a magia [Perfect Unknowable] para poder ir voando até um parque próximo ao mercado, uma vez naquele parque Satoshi foi a um ponto mais vazio e usou uma magia [Perfect Illusion] para criar um ambiente onde os eventuais transeuntes não notassem ele conjurando a magia [Gate] que ligou por alguns instantes a Capital do Império com a Instant Fortress, permitindo assim que o grupo de servos dele se juntassem a ele no parque sem levantar suspeitas.
Depois que todos estavam aqui, Satoshi conduziu o grupo deles em uma caminhada até o Mercado Maior de Arwintar onde eles fariam o trabalho assignado. Satoshi também deu algum ouro para homunculi Dread Necromancer Tsuki para que no fim do trabalho cada um no grupo pudesse comprar um lembrancinha daquela cidade incrível.
Por fim, ele encarregou a homunculi de baixa estatura da segurança de todos eles, isso porque, como esperado, a curiosa Miya não era a melhor opção para isso, já que aquela garotinha ia de barraca em barraca admirar as coisas e não só ela não vigiava os outros como ela também precisava ser vigiada.
Crianças podem se perder com facilidade em mercados a céu aberto...
Depois que se despediu do grupo, Satoshi se separou deles para cuidar de seus próprios assuntos.
Esta era a segunda vinda dele a Arwintar e, assim como na primeira vinda, ele estava com um horário curto e não tinha Tempo de sobra.
Satoshi tinha muitas coisas que queria aprender nesta cidade e muitos lugares que queria visitar tais quais a Guilda de Aventureiros local, a Academia de Magia, o Coliseu e o Cemitério da Cidade, neste último ele sabia até que havia uma célula da Zurrernorn liderada por um humano membro dos Doze Executivos.
Mas como o Tempo não ajudava ele decidiu que deixaria todos estes destinos de lado e que faria uma pequena aventura descompromissada nesses momentos que restavam até o compromisso que ele marcou com a Falcão Negro em E-Rantel.
Assim Satoshi estava novamente voando oculto por magia pelos céus da capital imperial, desta vez indo até o Palácio Imperial. Ele planejava dar uma olhada na fuça do Jovem Imperador que tinha feito de Baharuth este país modelo em apenas uma década de reinado.
Esse Palácio Imperial realmente é alguma coisa...
Satoshi chegou no palácio e andou oculto pelo lugar por um tempo, ele não pôde deixar de ficar impressionado com aquele palácio refinado e bem mantido.
Aquele era um lugar exuberante que lembrava uma gigante mesquita de um país fantástico, mas apesar de Satoshi estar encantado com o enorme ambiente construído com tanto esmero e dotado de tantos detalhes, ele não podia se dar ao luxo de parar para admirá-lo já que corria contra o tempo.
Satoshi tinha um horário curto e por isso tinha que encontrar o imperador rápido, para tanto, ele avaliou o posicionamento dos guardas e dos servos o que permitiu que ele achasse Jircniv El Nix menos de vinte minutos depois de se separar de Miya e dos outros.
O Imperador estava tendo um encontro com figurões do império, em uma sala que era tão ampla como uma quadra esportiva de uma escola, porém aquela enorme sala era refinada e multifuncional, sendo composta de diversos ambientes, todos finamente decorados com mobília e arte, nas paredes distantes se viam grandes janelas de vitrais pelas quais entrava luz natural e uma pintura rústica fenomenal ocupava toda a abóbada do teto.
Vendo o Imperador de Baharuth no centro daquela sala relaxado em uma poltrona estofada enquanto ouvindo um subordinado dar um relatório, a opinião de Satoshi sobre ele foi que apesar de ser apenas um humano de Nível 8, ele era um soberano que detinha a aparência e a postura superior que se esperaria de um líder natural.
O porte majestoso daquele jovem homem enquanto conduzindo a reunião fez Satoshi considerar o Imperador como um excelente líder e também um modelo no qual ele, como um monarca novato, deveria tentar se espelhar.
Havia muitas outras pessoas na sala além do Imperador, mas apenas cinco dessas pessoas tinham chamado a atenção de Satoshi.
Quatro dessas figuras, que Satoshi considerou serem os famosos Quatro Cavaleiros, se vestiam como guerreiros e tinham níveis entre 25 e 27. Eles eram três homens e uma mulher, sendo que a mulher tinha um perfume muito bom que chamou a atenção de Satoshi, era um odor gostoso mas que ao mesmo tempo parecia estar manchado por algo hediondo.
Aquela mulher, que o Imperador chamava pelo nome de Leinas, liberava um perfume doce e tinha um corpo bonito que se sobressaia mesmo naquela armadura pouco cooperativa.
A figura dessa tal Leinas imediatamente despertou o interesse masculino de Satoshi e esse interesse permaneceu ativo mesmo quando o surpreso Satoshi viu de relance o lado direito do rosto dela que sempre esteve escondido atrás de uma mecha de cabelo dourado.
A metade direita do rosto angelical daquela beleza tinha uma conspurcação horrível, cheia de erupções e coberta de pus. Quando Satoshi olhou aquilo por um instante ele teve uma sensação desagradável que lembrava a sensação dada pela tatuagem de Clementine.
Uma maldição hein...
Além dos quatro que se vestiam como guerreiros, Satoshi também viu uma quinta figura digna de nota entre os assessores do Imperador, foi a figura de um velho enrugado com uma longa barba branca e cheio de penduricalhos.
Ver aquele velho foi um alívio para Satoshi.
Foi um alívio conhecer o lendário conjurador arcano de mais de 200 anos de idade que era Fluder Paradyne e constatar que ele não parecia representar nem de longe uma ameaça para Satoshi.
O velho de Nível 45 falou poucas vezes na reunião e sempre que falava era sobre assuntos referentes a área de expertise dele, a magia.
Satoshi espionou aquela reunião de estado por vários minutos, eventualmente Satoshi começou a se sentir invadido e percebeu instintivamente que Fluder sondava disfarçadamente o salão em que estavam com uma magia desconhecida.
Aquilo surpreendeu demais Satoshi, mas era algo claro que não podia ser negado, seja pela sensação invasiva seja pelo comportamento de Fluder que passou a ignorar a reunião e olhar em volta com curiosidade.
Fluder ter sido capaz de fazer aquilo mostrava que o velho mago tinha um domínio grande da magia ao ponto de inovar e explorar coisas que não eram consideradas em Yggdrasil.
Satoshi já sabia que havia magias originais que foram criadas neste mundo e não existiam em Yggdrasil, porém ele suspeitava que o que Fluder fez não era nem sequer uma magia original mas sim um truque básico, tal qual o uso de fumaça para revelar um laser.
Tal domínio e inventividade advindos da experiência e da paixão pelo tema tornava aquele velho muito mais perigoso que um Nível 45 comum.
Apesar de Satoshi duvidar que o velho mago tivesse sucesso em dissipar a magia de alto nível dele, Satoshi optou por se retirar dali imediatamente antes do ancião ter elementos irrefutáveis da presença dele ali e ter uma ideia vaga da posição dele.
Ele então saiu apressado daquela sala e uma vez do lado de fora Satoshi se teleportou para E-Rantel.
Talvez eu deva estudar magia… mas seria bom ter um professor.
Esses eram os pensamentos de Satoshi quando pela segunda vez naquele dia ele deixou apressado aquele beco onde um homem bêbado teve o toba violado na noite anterior.
- PARTE CINCO -
Depois de sair do beco, Satoshi rumou até um grande chafariz que ficava em uma praça.
Aquele ponto tradicional foi combinado como ponto de encontro entre ele e a dupla de Aventureiros Pecadores Sombrios. Ao chegar lá, Satoshi viu que a Pecadores Sombrios já o esperava de pé a uma pequena distância daquele marco da cidade.
O espadachim Jack Mustache e a ranger Marie Claire, que eram as duas personas/disfarces dos escravos dele Brain Unglaus e Clementine, estavam trajados para uma longa viagem e notaram Satoshi assim que ele apareceu na praça, não parecia que estavam esperando aqui a muito tempo.
Uma vez que estavam juntos os três foram até um segundo ponto de encontro, desta vez uma estátua, onde Satoshi tinha combinado de se encontrar com a equipe de prata, Espadas das Trevas.
Quando chegaram lá, Satoshi tomou seu tempo apresentando os dois grupos que tinham se encontrado pela primeira vez e explicando para os membros da equipe Espadas das Trevas como conheceu os Pecadores Sombrios durante uma missão nas Terras de Karst.
Durante aquela breve interação ele também fez questão de mencionar em voz alta que o anel que Marie Claire usava era um anel de compromisso com um homem da cidade natal dela, sendo ela portanto uma mulher casada.
Essa mentira foi dita para evitar mal-entendidos durante a viagem, pois ele previu que o ranger Lukrut iria, tal qual fez com Helenda no passado, fazer investidas naquela beldade de cabelos Violeta. Pela segurança da amizade dele com Lukrut, Satoshi tentou blindar Marie Claire desses possíveis avanços inventando esse falso compromisso.
A realidade, porém, era que Marie Claire era a estimada Escrava Sexual de Satoshi, Clementine, vestindo um disfarce de aventureira e, como Satoshi sempre foi muito ciumento com suas coisas.
Ele tinha que se precaver pois seria irritante ver alguém se oferecendo ao Toilet Humano dele.
Depois que os dois grupos se enturmaram brevemente, os sete deles foram até os serviços de carruagem do Portão Leste que era o terceiro ponto de encontro acordado por Satoshi, desta vez com a equipe de Mithril, Falcão Negro.
Os quatro membros da Falcão Negro estavam em um ponto bem visível do local e já aguardavam a chegada de Satoshi a mais de quinze minutos. Depois que Satoshi informou a Sylvo que tinha convidado estes dois grupos de prata para auxiliar eles nas Planícies de Katze, eles passaram a se preparar para partir.
Hoje Satoshi começaria um projeto paralelo de cunho pessoal que nomeou 'Project Level'.
Ele vinha maquinando isso dentro da cabeça dele já a algum tempo. Nesse projeto ele estudaria as limitações de nivelamento neste mundo. Ele avaliaria as possibilidades de nivelamento para para si mesmo, para ara seus servos de Yggdrasil e para os habitantes nativos.
Neste primeiro momento do experimento ele usaria seus amigos Aventureiros e seus dois escravos neste mundo humano como objetos de teste. Durante os dois próximos dias que passariam na Planície de Katze ele arremessaria monstros mortos-vivos em seus amigos e faria uma contabilidade básica dos inimigos abatidos, o objetivo aqui era entender como funcionava o ganho de XP entre os habitantes desse mundo.
No futuro, Satoshi faria o mesmo tendo como sujeito de testes os goblins do Batalhão Latino permitindo assim um melhor entendimento de como funciona o nivelamento aqui para seres de Yggdrasil.
Os goblins são de nível baixo, então vão nivelar mais rápido… se fosse eu ou um dos homunculi seriam necessários muitos combates…
Satoshi não estava certo se ele conseguiria aumentar seu próprio nível. Possivelmente a resposta seria não, já que ele estava no nível máximo, mas não custa nada tentar e ele planejava em uma terceira etapa do plano testar isso.
Enquanto eles se preparavam para passar pelo portão após terem alugado o transporte da viagem, Satoshi olhou demoradamente para cada um de seus amigos Aventureiros e para os dois escravos que seriam os sujeitos da primeira fase de teste.
Os escravos dele da Pecadores Sombrios, Jack Mustache e Marie Clarie, tinham níveis 29 e 30, respectivamente. Por isso ele imaginava que os dois seriam os que teriam mais dificuldade em nivelar nesses dois dias.
Além disso, pelas conjecturas dele, Marie Claire teria ainda mais dificuldade, pois apesar de {Level Evaluation} lhe marcar como Nível 30, na verdade ela tinha Nível 32, tendo trocado temporariamente três níveis Job Classes por um nível da raça Doppelganger, graças ao item Ring of Doppelganger que camuflava a aparência dela.
Quanto aos seus amigos da Falcão Negro, a habilidade {Level Evaluation} marcava o guerreiro Sylvo e a clériga Zara como tendo Nível 16, a ranger Helenda como tendo Nível 14 e o ladino Favel como tendo Nível 13.
Zara tinha nivelado na última viagem deles as Planícies de Katze e foi graças a ter testemunhado esse fenômeno que Satoshi veio com a ideia desse projeto secreto. Satoshi tinha para si que Sylvo, Favel e Helenda estavam na iminência de nivelar, dado a grande quantidade de combates que tiveram na viagem anterior, por isso ele tinha grandes expectativas com a equipe Falcão Negro.
Já em relação aos seus amigos da equipe Espada das Trevas, eles tinham os níveis mais baixos do grupo teste, então, possivelmente, teriam facilidade em nivelar durante o experimento já que, teoricamente, iam precisar de menos XP para um Level Up.
O líder da equipe deles, o guerreiro Peter tinha Nível 9, o ranger playboy Lukrut e o Druida Dyne tinham Nível 7 e garota disfarçada de garoto Ninya, tinha o maior nível do grupo, tendo Nível 12.
O objetivo de Satoshi nessa viagem era ver todas as cobaias nivelando ao menos uma vez. De fato, Satoshi estava tão otimista que esperava até que alguns deles avançassem mais de um nível.
Ele tinha feito Jack Mustache comprar muitas poções de cura e de estamina para este evento e já tinha pego com ele as poções compradas e posto aquilo no inventário. Graças a esse suprimento de energia, Satoshi poderia pegar pesado e fazer seus amigos combater incessantemente.
O grande grupo de onze aventureiros alugou uma carruagem só para eles. Havia um serviço que fazia o transporte de pessoas na estrada leste que ia de E-Rantel até Sattari. Como eles iam parar em Fritzer, a viagem deles deveria durar apenas seis horas e a carruagem retornaria a E-Rantel amanhã.
Embora eles vivessem em um mundo medieval, ninguém da equipe Falcão Negro ou da equipe Espada das Trevas tinha cavalos ou carruagem como propriedade pois isso era um artigo de cara aquisição e manutenção. Além disso, embora a Pecadores Sombrios tivesse três cavalos e uma carruagem, que foram frutos de um roubo feito por Satoshi, aqueles bens estavam atualmente em um estábulo do outro lado da cidade e em breve seriam doados ao orfanato que a persona Atari estava montando.
Eles viajaram durante toda a tarde rumo a Aldeia Pioneira de Fritzer que era a base mais popular para aventureiros que exploram o campo de caça de Katze.
O espaço interior na carruagem coberta que alugaram estava bem apertado porque normalmente aquele veículo transportava apenas oito pessoas além do cocheiro, mas dessa vez o veículo levava onze.
Satoshi estava esmagado entre duas garotas macias e cheirosas, a ranger Helenda e a maga Ninya, por isso ele não podia reclamar da situação apertada na carruagem, já que a situação em que ele próprio estava, no mínimo, era agradável.
"É um sorriso bonito esse que você tem no rosto, Helenda. Aconteceu algo nesses dias?"
Em um momento da viagem Satoshi não pôde deixar de perguntar aquilo a jovem garota na sua direita. Desde que a viu pela primeira vez hoje, Satoshi não pode deixar de reparar que Helenda estava sorridente, tinha a pele bonita e olhos brilhantes, ela parecia bem animada e feliz.
"Eh? É tão claro assim, Atari-kun? Bem, acho que sou muito transparente… Aqui, veja, olhe o que tenho no meu dedo."
A jovem adolescente esguia de cabelos dourados sorriu amplamente e mostrou orgulhosa a mão esquerda onde havia uma anel com uma pequena pedra verde.
"Hã?! Você ficou noiva?!"
Como no planeta natal de Satoshi esse era um sinal de noivado essa foi a primeira ideia que ele teve.
"... esse, infelizmente, não é o caso, Atari-kun. Mas, mas esse anel mágico foi um presente de Alonzo! Ele esteve na cidade por três dias e me deu esse presente! Ah, meu pobre Alonzo, ele tem se esforçado tanto na Academia de Magia que estava até mais magro..."
Satoshi então teve que ouvir por longos minutos o lero-lero apaixonado de Helenda. Ele teve a chance de ver pessoalmente esse tal Alonzo quando o Vice-Ministro da Magia do Império, Anather Vux, o visitou três dias atrás com seis discípulos.
Ela disse que ele ficou mais magro depois que se mudou… isso não quer dizer que o normal dele é ser ainda mais gordo do que aquilo?
Quando viu Alonzo pela primeira vez, Satoshi não pôde deixar de se perguntar o que aquele cara fez para conseguir que a bela e jovem Helenda se apaixonasse por ele nesse grau.
"Heh~ Se você quer saber minha opinião acho que ele está te enrolando."
Satoshi ouviu a voz de Favel, que estava ao lado de Ninya, falar isso debochado.
"Eu não quero sua opinião idiota e não se intromete na conversa dos outros. Aqui veja, Atari-kun, esse anel pode três vezes ao dia melhorar minha visão por quinze minutos! Com ele eu vou poder..."
Durante boa parte da viagem, Satoshi basicamente teve que ouvir Helenda falar do amado dela de forma que ele pôde formar a opinião dele sobre o caso.
Acho que Favel está certo… Helenda é apenas a namoradinha local de Alonzo em E-Rantel.
Constatar isso deixou Satoshi um pouco triste pela amiga dele, mas não havia muito que ele pudesse fazer por ela.
"Ninya, você entregou as tarefas na Guilda de Magia?"
Satoshi conseguiu encontrar uma brecha entre as falas animadas de Helenda e começou uma conversa com Ninya que estava sentada do lado esquerdo dele.
"Ah, Atari-san, já está tudo certo da minha parte, entreguei as três transcrições hoje, antes de ir a Guilda de Aventureiros..."
Dez dias atrás, Satoshi tinha feito um acordo com Ninya onde ela faria as obrigações dele com a Guilda de Magia em troca de dinheiro.
"Ótimo. Quando voltarmos eu vou lhe dar o que te devo, eu não tenho aquilo tudo comigo agora."
"Certo, certo, vou ficar aguardando então, estou contando com essas moedas, hein..."
Satoshi anotou mentalmente que devia dar 5 Moedas de Ouro para Ninya como pagamento pelos serviços dela. Ele então passou o resto da viagem conversando com as duas garotas ao lado dele.
Foi apenas depois da primeira hora após o anoitecer que a carruagem deles chegou na Aldeia de Fritzer.
- PARTE SEIS -
A Aldeia de Fritzer dependia muito dos recursos que os aventureiros de E-Rantel traziam aqui em seu caminho para explorar as Planícies de Katze.
Essa dependência era tal que esta Aldeia, que tinha cerca de 300 moradores, não podia ser considerada uma aldeia rural comum, haja visto que muitos dos seus habitantes não tiravam o sustento do campo, mas sim de atividades que poderiam ser consideradas urbanas.
Por causa da presença constante dos Aventureiros aqui, duas pequenas hospedarias tinham sido erguidas, também havia mais de um sacerdote e mais de um ferreiro na Aldeia, havia até mesmo um alquimista residente aqui.
As famílias que se dedicavam ao campo tinham um grande número de cavalos e carroças que alugavam para os aventureiros de passagem e também havia famílias que tinham como principal sustento o dinheiro conseguido por mulheres que se prostituíam aos aventureiros ou obtido por homens e rapazes que se especializaram como carregadores e que acompanhavam os aventureiros nas expedições a Katze.
Naquela noite quando eles chegaram na aldeia, eles descobriram que o lugar estava em festa. Naquele dia o primeiro filho do Chefe da Aldeia estava se casando com a filha de um dos ferreiros, por isso, estava ocorrendo uma grande festa no lugar que fazia o papel de praça central de Fritzer.
Depois de assegurar lugares em uma hospedaria o grupo de Satoshi foi dar uma olhada na festa dos aldeões e discutir os planos para o dia seguinte.
Durante aquela festa de casamento Satoshi conversou um pouco com os locais e com os aventureiros de outros grupos que estavam na aldeia, ele comeu e bebeu às custas do Chefe da Aldeia e chegou até mesmo a dançar numa roda em volta da fogueira depois que foi arrastado ali por Helenda.
Quando já era tarde da noite e a festa já tinha praticamente se encerrado, o grupo deles aproveitou uma das fogueiras que ainda restavam e se reuniram ao redor dela, isolados dos outros na praça, lá os onze aventureiros passaram a conversar sobre o item Undead Decoy que Satoshi tinha revelado.
"Então esse cordão foi o motivo deu quase ter morrido aquele dia!"
Favel disse enquanto pegava o Colar com um pingente de Crânio de Rato que era o item mágico que atrai mortos-vivos, o Undead Decoy.
"Atari-kun… você já consegue controlar esse item agora?"
Helenda perguntou enquanto olhava o item na mão de Favel.
Satoshi havia dito a todos que ele teve este item com ele durante a última expedição que fizeram as Planícies de Katze, mas que não o tinha avaliado ainda e por isso não tinha muito entendimento daquilo.
Quando ouviram isso de Satoshi se estabeleceu um claro mal estar entre os membros da Falcão Negro. A verdade é que na última viagem eles tinham passado maus bocados, reportado a guilda uma situação incomum e até fizeram a guilda convocar uma equipe de Mithril para investigar o caso.
Para a Falcão Negro o que Satoshi fez escondendo este item de certa forma manchava a confiança que tinham nele.
Porém eles ainda tinham que decidir o que fazer de agora em diante.
O fato era que se eles usassem esse item agora eles teriam uma nova colheita gigantesca de materiais de mortos-vivos, mas também teriam muita dificuldade para explicar isso na guilda.
"Acho que Atari pode sim, Helenda-chan. Este item é um daqueles itens mágicos mais caros que se auto-explicam. Só em segurar ele agora… até eu posso usar isso."
Favel respondeu a pergunta de Helenda.
"E o que isso realmente pode fazer?"
Foi uma pergunta da Clériga do Deus da Água, Zara.
"Acho que o mesmo que Atari diz… bem, aqui Zara-chan, veja você mesma..."
Favel se levantou e deu o item a Zara que o pegou com um pouco de nojinho.
"Uhm… entendi… é mesmo uma isca... e parece ter um bom alcance."
Depois de olhar o item, Zara deu o item para o namorado dela, o líder da Falcão Negro, Sylvo. Na sequência o item então foi passando de mão em mão na roda em volta das fogueira.
"Ainda assim, Atari-san, você não acha irresponsável ter eles com a gente enquanto usamos esse item?"
Sylvo, que tinha passado o item para Lukrut, perguntou isso. Ele se referia, obviamente as duas equipes de prata que Satoshi tinha trago de sopetão.
"Não acho Sylvo-san. Veja, apesar de estarem com insígnias de prata, minha experiência diz que tanto Mustache-san quanto Marie-san estão pelo menos no nível Oricalco de capacidade, talvez Adamantina. Quanto aos Espadas das Trevas... bem, eu pensei em ter eles fazendo o trabalho menos violento, ou seja, protegendo os cavalos dos Skeletons que passem por nós e carregando os itens até as carroças."
Claro que no que dependesse de Satoshi, seriam MUITOS os Skeletons que chegariam até os cavalos, o que vai assegurar que os amigos dele das Espadas das Trevas ganhem níveis.
"Que?! Eles dois podem ser tão habilidosos como Adamantina?!"
Todos pareceram ficar impressionados quando Satoshi disse que Jack Mustache e Marie Claire eram equivalentes a Aventureiros de Adamantina.
A verdade é que, quando se referia a Adamantina, Satoshi conhecia apenas as Rosas Azuis então ele não podia dizer com certeza absoluta o poder real de um aventureiro Adamantina. Mas Satoshi se lembrava de ter ouvido que Gazef Stronoff, o Capitão-Guerreiro de Re-Estize, estava um nível além da Adamantina então, seguramente, Brain e Clementine, que em termos de níveis estavam no patamar de Gazef, também podiam ser considerados nível adamantina.
Me pergunto se os dois podem derrotar Gazef… Clementine, uma ex-Escritura Negra, com certeza conseguiria, quanto a Brain, não tenho tanta certeza...
Antes Brain tinha liquidado os mais de 60 bandidos que comandava em poucos minutos e tinha tentado golpear Satoshi com um golpe muito veloz, que Satoshi considerou que flertava com uma Agility 40.
Porém Satoshi não conhecia as habilidades de Gazef o suficiente para fazer uma aposta segura.
Satoshi olhou para os dois membros da Pecadores Sombrios que estavam em um canto da fogueira e que quase não conversavam com os outros. Ele deu um olhar significativo para eles indicando com os olhos que queria que eles falassem algo.
"Posso parecer arrogante dizendo isso, mas esse certamente é o caso. Penso que além de Gazef não há um espadachim que possa me superar nesse país..."
"Uhm~! Certamente, Bigode~! Você certamente parece arrogante dizendo isso~!"
Os dois então se uniram a conversa e começaram a trocar palavras com os demais em torno da fogueira.
A certeza que Brain fala… parece que ele já trocou espadas com Gazef e perdeu...
A reunião na fogueira durou mais uma hora depois daquilo, houve até um momento onde Sylvo e Brain fizeram um sparring amigável que permitiu Brain demonstrar parte de suas habilidades.
Quando todos foram para o hospedaria a praça já estava vazia e as fogueiras tinham morrido. Eles tinham decidido que usariam o Undead Decoy amanhã, porém, para que isso acontecesse, Sylvo tinha exigido que Satoshi se comprometesse a mostrar este item para o Mestre da Guilda, Pluton Ainzack, quando voltassem a E-Rantel.
Uma vez na estalagem, todos os homens do grupo deles tinham optado por ficar no Dormitório Comum daquela pequena hospedaria, onde além deles havia outra equipe de Ouro hospedada. Aquela Equipe de Ouro estava no meio do banho de toalha quando eles chegaram.
Zara, Marie e Helenda tinham alugado, por sugestão de Sylvo, um quarto só para elas e foram poupadas de ver aqueles homens se limpando.
Sylvo é superprotetor como sempre com sua namorada e com sua irmãzinha...
Satoshi e os outros homens do grupo também se despiram no quarto para se banhar com toalha e balde, apenas a garota disfarçada de garoto Ninya foi direto para cama alegando estar cansada e fingiu dormir enquanto uma dúzia de homens de cueca se limpavam ao redor dela.
Penso agora, ela deve ter dificuldade de manter o disfarce em acampamentos...
Pelo que Satoshi percebeu até agora os outros membros da Espadas das Trevas não sabiam que Ninya era uma garota. Por isso, se Satoshi tinha que classificar aqueles caras, ele classificaria eles como homens realmente densos.
Como eles não percebem que o colega deles não mija de pé? Ah não! Não me diga que Ninya é capaz de mijar de pé para manter o disfarce...
Depois que todos se limparam brevemente com sua própria toalha eles foram dormir.
Satoshi esperou um pouco e quando seus sentidos asseguraram que todos no Dormitório Comum e nos quartos do primeiro andar estavam dormindo e então lançou sua magia.
[Extended Silent Widen Magic: Mass Sleep]
Usar esses três talentos metamágicos encareceu em seis vezes o custo em MP dessa magia de 5º Nível.
Satoshi levantou assobiando e começou a arrumar a cama dele, colocando panos embaixo do lençol para simular uma pessoa dormindo. Quando terminou de fazer isso ele foi até a cama de Brain e causou um pequeno dano ao espadachim para quebrar o efeito da magia.
"Me siga."
Os dois então passaram pelo hall de entrada da hospedaria onde a filha do dono estava dormindo em um sofá atrás do balcão acompanhada de um rapaz que Satoshi viu pela primeira vez. Eles deviam estar em uma sessão de amassos quando foram pegos pela magia, todos naquela hospedaria estavam dormindo agora.
Antes de subirem para o quarto das garotas, Satoshi deu uma geral na hospedaria, principalmente a cozinha, apenas para ver se não corria o risco desse lugar pegar fogo por descaso, o que felizmente não era o caso.
Uma vez no quarto das garotas Satoshi foi até a cama de Marie. Ele viu curiosos que Zara e Helenda compartilhavam uma cama de solteiro e Marie tinha a sua própria.
Depois de causar um pequeno dano a Marie/Clementine a beldade de cabelo violeta acordou.
"[Gate]!"
Os três então foram seguiram através de um portal.
Satoshi iria apresentar os dois escravos dele no Mundo Humano para as pessoas da Instant Fortress.
- PARTE SETE -
"Bem-vindo de volta, Meu Tudo!"
Assim que saiu do portal no Salão Principal da Instant Fortress, Satoshi recebeu o abraço caloroso de Miya, que estava na forma de garotinha Indígena Mesoamericana e, depois de retribuir ao gesto, pôs ela no chão.
Miya ainda usava o vestido infantil de cores claras com um grande laço na cintura que era a 'fantasia de humana' que usou em Arwintar durante a tarde e parte da noite.
Alguns minutos atrás, Satoshi tinha avisado ela com ajuda da magia [Message] que ele apareceria nessa sala. A Eidolon de Satoshi então tinha vindo apressada recepcioná-lo junto com a Escrava Elfica Mirella, a Homunculi Dread Necromancer Tsuki e o Vampire Lord Nigurath.
"Uhm? Quem são esses humanos, Meu Tudo?"
Poucos segundos após Satoshi sair do portal, Clementine e Brain também saíram de lá.
"Estes são dois escravos meus no Mundo Humano Miya. Aquele homem é Brain e a mulher é Clementine, essas formas não são as formas verdadeiras deles. Vocês dois, vocês já podem voltar ao normal… bem, isso feito, deixe-me apresentar à vocês dois o meu povo..."
Satoshi tirou o Ring of Doppelganger dos dedos e assumiu a forma pálida de Greater One.
Depois apresentou os dois escravos ao grupo de boas-vindas.
Na verdade, Nigurath e Clementine já se conheciam da época que trabalhavam para a Teocracia. A Toilet Humana de Satoshi ficou muito surpresa em ver o antigo capitão da Escritura da Luz Solar aqui. A cara de espanto dela quando ouviu que Satoshi tinha derrotado aquela Escritura com uma única magia transformando todos eles em mortos-vivos foi, na opinião de Satoshi, impagável.
O grupo deles seguiu para o quarto andar, em direção a sala que usavam para reunião e que, aparentemente, era a Sala de Conselho daquele Item-Fortaleza. Lá, naquele ambiente ricamente mobiliado e espaçoso eles se sentaram em volta de uma grande mesa de reunião.
Estavam sentados em volta da mesa: Satoshi, Miya, Tsuki, Mirella, Clementine e Brain.
Estavam em pé em volta da mesa: Nigurath, alguns goblins do Batalhão Latino, alguns mortos-vivos e algumas escravas-empregadas que serviam chá e bolo.
Estava em cima da mesa: Karasu, que saltitava alegre na mesa enquanto bicava pedaços de bolo de trigo que foram cuidadosamente esmigalhado para ele por uma empregada e misturados com tiras de carne-seca desfiadas.
"Certo, vamos começar. Como foram as coisas em Arwintar, Tsuki?"
"Tudo como esperado, Famicom-sama. Desta vez, nós compramos trinta escravos, sendo que doze são ferreiros, cinco são masons, cinco são carpinteiros, cinco são artesãos, dois são tutores e um é músico. Nós compramos ferramentas de trabalho suficientes para que os escravos possam replicá-las e eu avaliei o mercado de metais com cuidado... acredito que teremos um melhor preço em Arwintar do que o que foi registrado em Sattari, também penso que Sattari não pode comprar nosso metal em tão grandes quantidades..."
Tsuki deu um longo relatório e Satoshi ficou satisfeito com o que ouviu.
A verdade é que a maior parte da Prata, Ouro e Platina que Satoshi coletaria a partir de agora ele guardaria para si como reserva e poupança, portanto ele contava com a venda de Cobre, Mithril e Ferro para arrecadar moeda estrangeira.
Dinheiro, isso é algo importante para um país… talvez seja o momento de começar a pensar em uma moeda para Famicômia...
Satoshi também pretendia usar uma significativa parte do metal precioso coletado para emitir moeda para Famicômia. No entanto, Satoshi não era um economista e, portanto, não entendia muito bem como proceder para fazer isso.
Ele teria que descobrir tentando.
Ele acreditava que o primeiro passo para ter uma moeda era assegurar a aceitação da moeda pelos que usariam ela. Satoshi lembrava de ter lido que dinheiro nada mais é do que uma convenção social, ou seja, algo que a sociedade decidiu usar para intermediar trocas.
Isso dito, Satoshi não tinha como garantir, por exemplo, que papel impresso fosse aceito como moeda por todos os primitivos desse mundo, por isso ele teria que emitir moeda no estilo das nações desse lugar, isso é, em um formato que tivesse a confiança dos habitantes locais.
Pessoas comuns se sentiriam mais seguras em usar a moeda dele se ela fosse feita de metal precioso para que, no caso de perda do valor de face, uma pessoa comum pudesse derreter a moeda e vender o metal precioso.
Também era importante para popularizar a moeda que ele estabelecesse acordos a nível nacional com os governos vizinhos e grande parceiros comerciais privados, por isso ele acreditava que era essencial mandar embaixadas aos países vizinhos em breve.
Acho que estou me antecipando aqui… primeiro tenho que ter um mercado local.
A verdade é que não se usava dinheiro na Famicômia, de fato não havia nem mesmo lei escrita ou órgãos administrativos.
As coisas aqui eram uma grande bagunça.
"Miya, como estão as minas de metais?"
Ele se voltou para Miya que estava a direita dele.
"As três estão funcionando, Meu Tudo! Os escravos estão lá separando os metais mesmo agora e esta noite sua Miya trouxe muitas sacolas de pepitas para cidade! Os ferreiros vão trabalhar fundindo elas a partir de amanhã! Esta Miya acha que precisamos de mais gente para fundir!"
"... isso vai se ajeitar com o tempo, Miya-sama. Hoje mesmo nós trouxemos alguns ferreiros e ferramentas, além disso há inteiramente dezenas de interessados em virar aprendizes entre os colonos e os habitantes..."
"Mesmo assim, Tsuki! Miya trouxe tão pouco hoje e eles disseram que deve demorar semanas!"
Miya parecia muito apressada por resultados então Tsuki pareceu tentar levar alguma paciência para ela.
Bom, Tsuki parece ter tudo sob controle...
Depois daquilo Satoshi ouviu Miya falar por um tempo sobre o progresso da construção da cidade e Tsuki falar sobre as expectativas dela para produção de mortos-vivos nos dias seguintes, ela ia focar em produzir mortos-vivos mais inteligentes a partir de agora, para usar eles em tarefas administrativas.
Até agora ela estava focada em produzir combatentes.
"Certo, escutem, Miya, Tsuki e Mirella-chan, esta noite é uma noite importante para todos nós. Vou sair com Miya e Tsuki, nós três vamos até as Planícies de Katze, onde eu pretendo erguer uma fortaleza igual a essa daqui. Nos próximos dias eu planejo começar a exploração daquelas planícies e vou usar a nova fortaleza como nossa base ali. Mirella-chan, você vai ser a empregada-chefe naquela fortaleza, amanhã quero que você comece a selecionar um terço das escravas para irem servir com você lá. Karasu, você fica aqui por enquanto, não precisa acompanhar Miya."
"... Certo, Gentil Mestre."
"Caw, ficar, ficar, Kreaa!"
Mirella respondeu um pouco surpresa com a notícia e Karasu tirou a atenção da comida pela primeira vez na reunião.
"Nigurath, vou confiar Clementine e Brain a vocẽ por enquanto, os trate bem e faça eles terem um tour pelos meus pequenos domínios, daqui a algumas horas eu volto para pegá-los."
Satoshi disse isso enquanto se levantava e abria um portal.
"Miya, Tsuki, vocês podem vir comigo agora ou tem algum compromisso?"
"Vamos indo, Meu Tudo!"
"Nada que não possa esperar, Famicom-sama."
Com aquilo os três deles cruzaram o portal.
- PARTE OITO -
O lugar onde Satoshi estava agora era o lugar mais profundo que ele já tinha estado em Katze. Foi neste exato lugar, durante a última visita dele a estas planícies, que Sylvo decidiu que o equipe Falcão Negro deveria retornar para a Aldeia de Fritzer pois a situação estava ficando perigosa.
"Uhm… estranho, não tem neblina agora…"
Satoshi concluiu isso enquanto Miya e Tsuki saiam do portal.
"Uma terra desolada~! Nada ali~! Nada lá ~! Nada por todo lugar ~!"
Uma Miya animada por estar em uma missão com o mestre dela saiu do portal e começou a correr em círculos com os braços abertos enquanto cantarolando, um gesto bem infantil que provocou um sorriso em Satoshi.
"A Energia Negativa aqui é muito boa… Famicom-sama, a fortaleza será erguida aqui?"
Tsuki olhava em volta enquanto tateava o ar noturno e sentia o ambiente.
"Não Tsuki, há lugares melhores mais para o sul. Miya, tome a sua forma de cobrinha voadora, Tsuki lance voo, nós estamos subindo… [Fly]!"
Sob a liderança de Satoshi, os três subiram lentamente centenas de metros na vertical, talvez tenham subido um quilômetro. Satoshi parou de subir apenas quando notou que Tsuki pareceu começar a tremer de frio e respirar com um pouco de dificuldade.
De onde estavam eles podiam ver vários quilômetros em todas as direções.
Satoshi tirou do inventário um cobertor grosso que comprou em E-Rantel e deu aquilo para Tsuki se envolver temporariamente e se aquecer um pouco.
Olhando em direção ao sul, Satoshi pode ver que a neblina não estava assim tão longe, estando a talvez uma dezena de quilômetros ao sul e, quando Satoshi olhava com cuidado, ele podia reparar que a neblina parecia se aproximar deles, provavelmente soprada pelo ar da noite.
Ele também reparou que a neblina ao longe era significativamente alta, se elevando a mais de trezentos metros de altura.
"Vamos para o sul."
Satoshi então guiou as duas servas dele em direção a neblina que se aproximava ao longe.
Uma coisa que Satoshi podia concluir com facilidade era que essa neblina nas Planícies de Katze não era natural e que ela provavelmente tinha haver com a situação da área como uma Zona de Morte.
Alguns dias atrás enquanto interrogava o Vampire Lord Khazi-chan, que no passado foi Khajiit da Zurrernorn, Satoshi soube de parte da história por trás dessa Zona da Morte de Katze. Parece que aqui nestas planícies havia um próspero domínio nobre que pertencia ao Império de Estize, a nação que precedeu o Reino de Re-Estize e o Império de Baharuth.
Aquele domínio era tão próspero que rivalizava em grandiosidade com outras grandes cidades do Império de Estize, como a Capital homônima, a vizinha Cidade de Rantel e a distante Cidade de Arwintar.
Porém a sede daquele domínio, que era grande cidade murada, teve um destino trágico mais de duzentos anos atrás quando o Sábio Líder da Zurrenorn sucedeu em realizar o ritual 'Spiral of Death', o mesmo ritual que Khajiit teria replicado em E-Rantel uma semana atrás se não encontrasse Satoshi e fosse morto.
Após surgimento da Zona da Morte de Katze aquilo foi se ampliando gradualmente até cobrir todas as planícies no entorno, porém sem aviso, pouco menos de duzentos anos atrás, a Zona da Morte se estabilizou e desde então nunca mais cresceu.
Parece que a Teocracia tentou suprimir a Zona da Morte na época em que aquilo ainda estava em expansão, mas não foi capaz de contê-la pois o país passava por tempos difíceis naquele período conturbado devido ao início da 'Era dos Deuses Demônios' e mais tarde devido ao começo da 'Grande Guerra contra os Elfos'.
Em algum momento no passado a Teocracia deixou de lado as hostilidades com a Zona da Morte de Katze motivada por evidências plantadas de que o Primeiro Seguidor de Surshana tinha algo a ver com aquele lugar.
Satoshi aprendeu em primeira-mão com Khazi-chan que a Zona da Morte de Katze era governada por um Conselho de Treze Elder Lichs e que a Zurrenorn era um projeto paralelo do líder deste conselho, o Sábio Líder da Zurrenorn, que atendia pelo nome de Temyr Ars Colophon.
Segundo Khazi-chan, o objetivo da Organização Zurrenorn seria bem diferente da crença popular.
Aquela organização existia para coletar sacrifícios e coisas de valor mágico para Katze, para intermediar trocas entre as Zona da Morte e os vivos, para manter os líderes de Katze bem informados com relação às nações vizinhas e, principalmente, manter uma fachada frente a maior ameaça para Katze, que era a Teocracia de Slane, garantindo que a nação religiosa não atacasse a Zona da Morte.
Ou seja, a temida Zurrenorn era apenas uma agência externa de um fechado país de mortos-vivos.
Conforme os três voavam, Satoshi fazia planos para a futura conquista de Katze.
A ideia de Satoshi era se apropriar desse país secreto e tornar esse lugar um domínio pessoal seu. Para tanto começaria erguendo uma fortaleza aqui e a enchendo de mortos-vivos de nível alto.
Por segurança, Satoshi só traria as empregadas dele aqui quando tivesse concluído a conquista de Katze, o que ele planejava fazer rapidamente.
"Olhe! Meu Tudo! Parece que estamos em cima de um Mar de Algodão Doce!"
Miya disse olhando ao redor.
Atualmente eles já estavam voando sobre a neblina a algum tempo.
"Famicom-sama… nós parecemos ter chegado no centro dela."
"Assim parece, Tsuki."
Tal qual Tsuki comentou, a neblina abaixo deles se estendia por dez quilômetros em todas as direções, o que indicava que neste momento eles estavam acima do ponto central da neblina e Satoshi acreditava que abaixo deles deveria estar o motivo da existência dessa neblina, provavelmente alguma vila ou forte recheada de mortos-vivos.
Ele sabia que a antiga Cidade de Katze ficava bem mais a sudeste, então este aqui provavelmente era um posto avançado dos Elder Lichs que governavam essa Zona da Morte, talvez uma guarnição militar.
"Vamos descer devagar."
Aos poucos eles foram perdendo altitude e descendo em direção a neblina.
"Famicom-sama… aquilo parece estar subindo."
"Assim parece, Tsuki."
De fato, lentamente a neblina subia em direção a eles que desciam.
Foi quando estavam na altitude de quinhentos metros a partir do chão que Satoshi sentiu aquela presença.
"Famicom-sama… Algo errado?"
Satoshi tinha parado de descer para afinar os sentidos, vendo isso, Tsuki e Miya subiram para o nível dele.
Apenas agora Satoshi pareceu sentir uma presença morta-viva fraca abaixo deles.
"Vocês duas me esperem aqui, vou descer."
Após dizer isso, Satoshi desceu rapidamente em direção a presença que sentiu dentro da neblina abaixo.
Há algo ali, essa coisa, parece grande, o que será? Talvez… uou, o que é isso?!
Já tendo entrado na neblina Satoshi podia ver com dificuldade um grande vulto se aproximando dele em ritmo de tartaruga vindo de baixo.
Enquanto entretido tentando discernir aquele vulto através daquela neblina incrivelmente densa, Satoshi só percebeu no último instante uma segunda presença que se aproximava dele vinda do lado esquerdo.
Depois de notar aquilo ele desviou com sucesso de um par de patas esqueléticas que tentou agarrar ele de surpresa no ar.
Assim que desviou do Skeletal Dragon que o atacou do nada e que agora fazia a volta na neblina para um novo ataque, Satoshi se voltou novamente curioso para baixo querendo descobrir o que era a presença que sentiu logo cedo.
Mas, apesar da curiosidade enorme que sentia, ele não pode se focar muito tempo naquilo pois novamente sentiu que seria vítima de uma ataque ao reparar em duas dúzias de presenças mortas-vivas inferiores se aproximando dele por trás.
Satoshi se virou naquela direção e reparou que um bando de Bone Vulture vinha na direção dele a toda velocidade. Ver aqueles mortos-vivos de níveis de apenas um dígito foi uma surpresa para Satoshi.
"Tsc, essas galinhas irritantes… [Wall of Flames]!"
Após a magia de Satoshi uma parede de fogo avançou em direção aos pássaros de osso que se aproximavam e todos eles foram consumidos com os restos deles caindo tostados abaixo.
Satoshi então se voltou para o vulto que estava um pouco mais perto.
Isso é uma baleia voadora? Não… talvez um navio voador?
Por causa da neblina densa como algodão, Satoshi não via bem, mas agora que pensou na palavra Navio Voador, ele podia discernir claramente o contorno de um navio abaixo dele.
No entanto, se aquilo fosse um navio, então havia algo errado ai.
"Porra! Vocês são irritantes! [Widen Magic: Wall of Flames]!"
Depois de se livrar de um grande bando com talvez cem Bones Vulture de uma só vez, Satoshi se voltou apressado para a direção de onde o Skeletal Dragon de antes se aproximava depois de ter feito a volta.
"[Disintegrate]!"
Satoshi apontou o dedo para o Skeletal Dragon e lançou essa magia de 7º Nível.
Após ser atingido por um raio de cor verde radioativa o Skeletal Dragon se quebrou em muitos milhares de pedacinhos fazendo uma chuva de farelo de cálcio cair abaixo.
Satoshi então se voltou novamente para o vulto abaixo dele.
O problema que Satoshi via com aquele grande navio que se aproximava era que ele tinha uma presença única, ou seja, aquilo era uma criatura.
Pelo que Satoshi se lembrava não havia algo assim em Yggdrasil, os navios voadores podiam ser muito populares no jogo, mas ou eles eram itens ou parte do cenário, ele nunca tinha ouvido falar de um monstro que fosse um navio voador.
Talvez algum boss obscuro ou monstro único nos níveis iniciais?
O navio que se aproximava tinha natureza morta-viva e tinha Nível 35 segundo {Level Evaluation}.
"Saco! Me deem um tempo! Eu estou tentando pensar aqui! [Widen Magic: Wall of Flames]!"
Satoshi eliminou com uma única magia outro grande grupo de mais de uma centena de Bone Vulture que vinham na direção dele.
"Certo, vamos ver isso de perto."
Satoshi se deixou cair em direção ao navio voador e poucos segundos depois ele aterrissou em um convés inclinado e que estava em condições precárias. Depois de olhar com curiosidade por todo aquele convés de navio Satoshi pode ver apenas uma figura humanoide que foi um Elder Lich que estava atrás do timão na proa do navio.
Como o navio e o Elder Lich tinham a mesma presença, então Satoshi considerou que ambos eram um único ser.
Quando os olhos de Satoshi cruzaram com o Elder Lich, ele viu o rosto de ossos do Elder Lich se contorcer em um sorriso perverso enquanto aquilo levantava os dedos secos e ossudos apontando para Satoshi.
"Morra, invasor."
Após a vóz gélida da criatura dizer isso um círculo mágico apareceu por um breve instante abaixo de Satoshi e ele sentiu uma magia ser negada.
"Uhm?!"
O sorriso no rosto do Elder Lich pareceu sumir.
Aparentemente aquele navio tinha tentado matar Satoshi com uma Magia de Morte Instantânea.
Novamente um círculo de luz apareceu e novamente a magia foi negada.
"Tsk!"
"Não adianta. Meu tipo não pode morrer esse tipo de morte, mas como minha natureza está escondida, você não tem como saber isso, não é? Deixe-me me apresentar, eu meu chamo Famicom, você tem um nome?"
Satoshi disse isso para o Elder Lich que inclinou a cabeça cheio de curiosidade por Satoshi ter falado com ele tão calmamente.
"Eu sou seu assassino! Capitão Zanzibar! Membro das Sete Naus da Morte!"
Eu esperava que ele se vestisse como um pirata, mas ele está vestido de conjurador...
Satoshi estava um pouco decepcionado pois esperava que, como se tratava de um capitão de navio maligno, ele tivesse um chapéu de pirata, um pé de pau, uma mão de gancho, um tapa-olho e um papagaio.
"Agora que você sabe o nome do seu assassino você deve morrer, invasor."
O Elder Lich disse isso, levantou uma das mãos e estalou os dedos secos.
Em resposta ao gesto dele meia dúzia de lanças de osso saíram do chão em direção a Satoshi, mas nenhuma delas o atingiu sendo todas contidas por uma parede invisível e recuando de volta ao chão em seguida.
"Tsk!"
"Sete Naus da Morte… esse é o nome de sua esquadra? Zanzibar, como você inteiramente já me atacou, vou fazer umas coisinhas, então, com licença, sim… {Mensure Power}! [Discern Enemy]!"
Satoshi lançou uma magia e usou um habilidade. Ao mesmo tempo que ele fazia isso duas dúzias de lanças feitas de osso vieram na direção dele mas todas foram contidas pela habilidade {High Tier Physical Immunity II}.
Uhm… ele tem uma boa reserva de HP e MP, além de ter um bom Magical Attack. Além disso o que são esses níveis raciais…
Satoshi tomou seu tempo analisando os dados que recebeu da magia que lançou e da habilidade que ativou, enquanto isso ele foi atacado algumas vezes, ou por essas lanças de osso ou por alguma magia inferior, como [Lighting] e [Ray of Negative Energy, mas os ataques foram negados pelas habilidades passivas dele e ele também pôde descobrir que [Ray of Negative Energy] é uma magia muito gostosa de se receber.
Drowned Spirit, Ghost Ship, Phantom Caravel… que diabos são essas coisas…
Zanzibar tinha classes raciais que Satoshi nunca ouviu falar.
Provavelmente são classes nativas deste mundo… Zanzibar é inteiramente uma mecânica nativa desse mundo.
"[Widen Magic: Wall of Flames]!"
Quando Satoshi sentiu a aproximação de um grande número de presenças familiares vindas de cima, talvez umas duzentas, ele lançou essa magia.
Na sequência várias centenas de ossos tostados choveram no convés do navio quando os Bone Vulture destruídos caíram por toda parte.
"O que é isso! Por que! Por que não consigo matar esse ser vivo!"
O capitão Zanzibar parecia ter perdido a paciência e começou a preparar uma magia grande e demorada.
Satoshi não sabia que magia era aquela e também não estava curioso para descobrir. Seja lá o que for seria inútil contra as passivas dele, que anulam ataques mágicos do 1º Nível ao 4º Nível, e caso fosse uma magia de 5º Nível o valor da stat de Magical Defense de Satoshi era alta demais para esse cara.
Então não havia sentido em continuar com isso.
Antes que Zanzibar lançasse a magia dele, Satoshi se adiantou e usou uma habilidade.
"{Undead Domination}!"
Satoshi viu a Forma Lich de Zanzibar levar as mãos a cabeça em sinal de tontura e sentiu o piso balançar quando o navio onde estava tremeu de leve.
Desta vez Satoshi dominou o alvo com calma e foi capaz de controlar Zanzibar sem causar dano ao antigo controlador. Apesar disso ele sentiu que o antigo controlador resistia fortemente a perda de seu fantoche, mas Satoshi não teve dificuldades em roubar Zanzibar daquele carinha.
(Miya, você pode vir até mim com Tsuki, tenha cuidado quando entrar na neblina.)
Após gastar um tempo conversando com Zanzibar, Satoshi usou [Message] para chamar Miya e Tsuki, era hora de apresentar a elas o mais novo servo dele.
- PARTE NOVE -
"Nossa… me sinto como se eu fosse uma câmera durante uma endoscopia."
Satoshi, Miya e Tsuki foram conduzidos pela projeção humanoide de Zanzibar através interior do grande Ghost Ship.
A sua volta ele percebeu que as paredes, escadas, piso e teto, apesar de por alto lembrarem madeira degenerada, soltavam no ar traços característicos de energia negativa e davam a impressão de fazerem ocasionais pequenos movimentos, era como se aquelas coisas fossem uma parte de um morto-vivo, o que de fato elas eram.
Naquilo que parecia os aposentos do Capitão do Navio, a projeção humanoide de Zanzibar mostrou por longos minutos um mapa da Zona da Morte de Katze para Satoshi.
Zanzibar era a Nau da Morte que vigiava o noroeste da Zona da Morte e era, dentre as Sete Naus da Morte, um dos mais qualificados e experientes.
As Sete Naus da Morte, por sua vez, eram um dos trunfos desse domínio de mortos-vivos e tinham como principal atribuição acompanhar os invasores que se aprofundam demais na Zona da Morte e orientar os mortos-vivos no solo para eliminar ou expulsar os invasores.
Com ajuda daquele Mapa, o qual Satoshi confiscou imediatamente, foi possivel escolher um bom lugar, que não era tão distante assim, para Fortaleza que Satoshi iria erguer.
Zanzibar então zarpou para aquele local e enquanto recebia essa carona, Satoshi pediu que Zanzibar o informasse sempre que passassem por um morto-vivo digno de nota e desta forma ele foi capaz de tomar o controle de alguns mortos-vivos interessantes que achou pelo caminho.
Quando Satoshi deixou o convés de Zanzibar rumo ao solo, o grupo deles era acompanhado por vários Skeletal Dragons, Ghasts, High Specter e até uma Lesser Banshee. Além desses monstros das listas de convocações de 3º e 4º Nível, havia cerca de duas centenas de tipos evoluídos de Skeleton da lista de convocação do 2º Nível que comandavam vários milhares de Skeletons e alguns Zombies comuns da lista de convocações do 1º Nível.
Aquela grande procissão de ossos, ectoplasma e carne podre chegou com eles no local escolhido, uma alta colina no meio de uma grande planície. Satoshi aterrissou naquela colina e performou uma Magia Super-Tier chamada [Creation] para nivelar o topo irregular da elevação.
Nessa altura Miya já estava na sua forma plena de Aztlan Couatl e protegeu Satoshi durante o estado vulnerável da conjuração Super-Tier.
"Muito bem-feito, Meu Tudo!"
"Obrigado Miya."
Satoshi voou até o centro do a área que tinha acabado de nivelar com magia e pôs o tijolo vermelho da Instant Fortress, que era a versão em Arquitetura Indiana desse item baseada no Período Mughal.
O tijolo começou a se expandir e multiplicar enquanto Satoshi se afastava daquilo e em pouco mais de dois minutos uma imponente Fortaleza Vermelha estava de pé naquela colina.
Certo… agora só me sobrou um único desses itens.
Satoshi tinha trago apenas três Instant Fortress consigo para este mundo, como estava estabelecendo sua segunda fortaleza, restava apenas um item em seu inventário. Ele estava usando estes itens para evitar ter que pagar milhões de moedas de ouro de Yggdrasil para perpetuar uma fortaleza.
A verdade era que além da magia de 10º Nível, [Create Fortress, Satoshi também conhecia a magia de Super-Tier, [Unveil Camelot] e a magia de 7º Nível, [Create Fort].
Mas Satoshi sabia que seria muito custoso perpetuar essas magias, apenas usar [Creation] para nivelar o solo agora a pouco já tinha lhe custado várias centenas de milhares de moedas de Yggdrasil.
Uhn… se eu apenas tivesse uma Exchange Box comigo eu não precisaria me preocupar com moedas de jogo.
Exchange Box eram artefatos que convertem itens em moedas de jogo, Satoshi, infelizmente, não tinha um desses no seu vasto inventário.
Satoshi pensou muitas coisas na meia-hora que passou vistoriando a fortaleza.
Quando ele finalmente saiu do interior palacial daquela Instant Fortress, ele foi para o pátio onde encontrou Miya, que flutuava ondulante na forma gigantesca de serpente emplumada dela, e Tsuki, que estava alinhada com cerca de setenta mortos-vivos inferiores e intermediários criados por ela nos dias anteriores e trazidos aqui por Miya através de um portal.
Além das duas também estavam lá Nigurath, Fevernova III, Brain e Clementine.
Esses dois últimos tinham ares apreensivos no meio de tantos mortos-vivos poderosos.
Satoshi se aproximou de Tsuki e afagou a cabeça da pequena homunculi Dread Necromancer.
"Tsuki, você vai ser a comandante desta fortaleza, crie uma linha de comando, continue a criação de mortos-vivos e a administração das Minas, mas fique principalmente aqui. Acredito que Mortos-vivos locais vão aparecer aqui com frequência e você deve, sempre que eles não forem hostis, absorver eles na fortaleza. Além disso… é bem possível que a fortaleza seja atacada nos próximos dias por uma grande força, neste caso, se possível, converta os atacante para o nosso lado, se não for possível, destrua eles."
"Obrigada, vou honrar a confiança de Famicom-sama e administrar corretamente esta base."
Satoshi pensava que talvez algum figurão da Zona da Morte viesse aqui 'tirar satisfações', mas olhando a tropa reunida por Tsuki e pensando no que aprendeu com Zanzibar, Satoshi tinha dificuldade em imaginar que eles teriam qualquer sucesso aqui.
Fora dos muros da fortaleza, o Ghost Ship Zanzibar estava reunido com os mortos-vivos locais coletados por Satoshi no caminho até aqui. A pedido do novo mestre dele, ele mantinha a neblina baixa de forma que a fortaleza acima da colina estava limpa e clara.
Mais cedo, Satoshi tinha dado a Zanzibar vários comandos para o dia seguinte.
Ele planejava usar Zanzibar como administrador dos mortos-vivos inferiores que usaria no 'Project Level' e por isso o Ghost Ship passaria as próximas horas colhendo mortos-vivos no solo para serem usados no dia seguinte.
Faltavam cerca de duas horas para amanhecer, aquele era o horário que muitos neste mundo acordam, por isso Satoshi tinha que se apressar para a hospedaria na Aldeia de Fritzer.
Depois que abriu o portal, ele deu uma última olhada desejoso para Clementine, mas, infelizmente, tal qual previu não haveria tempo para Fuck Time hoje.
"Vocês dois, voltem ao disfarce de Aventureiros, nós estamos indo."
Satoshi disse isso enquanto colocava o Ring of Doppelganger e tomava, ele mesmo, a forma de Aventureiro Atari.
"Ai~! Que violento, Goshujin-sama ~!"
Assim que cruzaram o portal para a cozinha da hospedaria, Satoshi deu um sonoro tapa no traseiro de Clementine, que estava a forma de Marie Claire.
Ele sentiu por aquele breve instante na palma da mão a carne feminina da bunda da parceira de foda habitual dele e foi só.
Aquilo foi tudo que ele conseguiu aquela noite.
A vida é feita de sacrifícios...
Isso dito, assim que tivesse tempo para gastar com mulheres novamente, ele planejava ir às forras e variar o cardápio.
- FIM DO CAPÍTULO -
NOTA DO AUTOR:
Reviews e críticas são bem vindas! Se eu estiver caminhando em direções estranhas me corrijam!
Flw!
Fiquem em paz!
.
.
No Dia 15 teremos… Um dia de Osso!
