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Capítulo 18
Regina sentiu-se frustrada com a quebra do contato, mas sabia que Emma tinha razão. Usou uma magia simples para destrancar o cadeado e desceram. A morena nunca havia descido ali, mas ficou óbvio que a Dark Swan tinha planos nada felizes para aquele local. Atravessaram uma pequena área de piso batido, e encontraram um corredor escuro e pequeno na extremidade oposta. Ao primeiro passo na direção dele, archotes nas paredes se acenderam, fazendo Regina sentir um calafrio.
— Por que será que o Deus da morte tem uma conexão com a sua casa? — Perguntou curiosamente, sentindo a tensão aumentar conforme se embrenhavam na escuridão que se tornava cada vez mais fria. Emma não sabia a resposta. Os sentidos de ambas estavam aguçados e, ao ouvir um estalo baixo, Regina ergueu imediatamente as mãos, observando alguém que havia surgido diante das duas.
— Regina. — Mas que merda? Cora surgiu na escuridão, usando vestes de camponesa que não pareciam lhe cair bem.
— Mãe?! — A morena não entendeu por qual motivo estava tão surpresa, afinal, era de se esperar que Cora estivesse no inferno, mas vê-la sempre lhe fazia se sentir… frágil. A mulher se adiantou para abraçá-la, mas a morena ergueu mais a mão e deu um passo para trás. — Nem tente fazer nada. — Os olhos de Cora pareceram assustados e decepcionados.
— Eu não quero machucá-la. Eu vim aqui para te ajudar. — Teria rido, se pudesse. Como ela pensava que poderia ajudar? — Você precisa ir embora, minha filha, e logo. Você não imagina o que ele é capaz de fazer se você tentar tirar ela daqui. — Ao falar, Cora olhou para Emma com desprezo, ressaltando seu desgosto ao vê-las lado a lado. Aparentemente, as notícias corriam depressa no inferno.
— Desculpe desapontá-la mais uma vez, mas eu não sairei daqui sem Emma. Agora nos deixe passar ou eu farei você sair. — Ameaçou entredentes, e bolas de fogo surgiram em suas mãos. Regina sabia muito bem lidar com sua mãe e sabia que, se havia alguém que não merecia segundas chances ou espaço para diálogo, aquela pessoa era Cora.
— Você está fazendo a escolha errada, Regina. — Ela suspirou, e voltou o olhar mais uma vez para Emma. — Você arrastou toda a sua família e a minha filha para esse lugar, ajude-me a fazê-la entender que o lugar deles não é aqui. — O tom de voz dela foi delicado, mas não havia como esconder o desgosto que ela já havia demonstrado.
A loura trocou um olhar com Regina, cujas írises diziam claramente para não escutar a outra, mas era difícil quando pensava sobre todos os riscos que eles corriam ali embaixo, quando nem tinham uma tentativa concreta para salvá-la. Pensou em tudo que arriscaram para estar ali, e como isso deveria pesar na sua escolha. Emma respirou fundo.
– Ela sabe. E ainda assim decidiu vir. – Respondeu, olhando mais para a rainha do que para Cora, como se aquilo dissesse tudo. – Se você quer mesmo ajudar, Cora, poderia começar nos dizendo onde Hades guarda as folhas de ambrósia que podem nos tirar daqui. – A morena claramente não estava esperando que elas soubessem sobre a ambrósia, mas algo pareceu clarear nos olhos dela. Uma quase esperança.
– Toda a ambrósia foi destruída por ele quando foi usada para escapar do submundo. Sua jornada é suicídio. – Ela balançou a cabeça em negação, colocando-se no meio do túnel como se fosse lhes impedir a passagem. Emma se adiantou.
– Eu conheço a minha família, e nenhum deles vai sair daqui enquanto houver uma pequena esperança de me levar de volta. E eu cansei de discutir com eles. – Concluiu, sabendo que era inútil se sentir culpada por Regina e os outros terem ido até o submundo. O mínimo que podia fazer era tentar sair dali. – Então você pode ou nos ajudar, ou sair da frente. – Emma não queria que Regina fosse obrigada (outra vez) a enfrentar a mãe, e felizmente Cora pareceu se decidir.
– Hades não guardou resquícios da ambrosia, porém o tronco permanece no mesmo local. Morto. Se continuarem caminhando, vão encontra-lo. – Ela suspirou, desistindo, e direcionou um olhar para Regina. Emma entendeu e voltou a caminhar, deixando-as a sós por um momento.
— Emma Swan? Uma mulher? — Regina soltou uma risada. O fato de sua relação com Emma incomodá-la só lhe agradava ainda mais.
— Não é um rei, mas é uma princesa. Veja pelo lado positivo. — Provocou, e os olhos de Cora pareceram queimar.
— Você não sabe no que está se metendo, Regina. — Ela disse com pesar, e se aproximou para segurar as mãos da filha, que desta vez não recuou. — Eu só quero o melhor pra você. Ela não vale a pena. — Como sempre quis, não é? A morena não externou o pensamento, e se aproximou mais um passo da mãe.
— Ela é a mãe do meu filho. E eu desceria ao inferno mil vezes para salvá-la. — Sussurrou entredentes e, apesar de seu tom ameaçador, nunca tinha sido tão sincera com Cora antes. — Então, por favor, desapareça da minha frente, ou eu irei obrigá-la a sair. — Por um longo momento, Cora não se moveu. Ela inspirou devagar, parecendo querer dizer algo, e seus olhos ganharam um brilho diferente, mas em seguida desapareceu em uma nuvem de fumaça. Para quem parecia tão acabada, era estranho que ainda tivesse alguma magia, mas Regina não parou para pensar.
Apressou o passo para encontrar Emma, temendo que o momento com a mãe tivesse sido uma distração, mas a encontrou já chegando onde estava a árvore. Ou onde ela deveria estar. Estavam em uma antessala mal iluminada, com os mesmos archotes, porém com um tronco seco no centro, rodeado por grama morta.
– Você acha que consegue restaurá-lo com magia? – Emma perguntou, roçando a madeira com os dedos. Regina se aproximou da árvore morta e se abaixou, tocando a terra com os dedos. Sentia a energia que fluía do chão, mas meneou a cabeça em negativa para a loira, sentindo um aperto no peito.
— Só há uma magia que pode funcionar aqui, Emma. Esperança. — Respondeu de olhos fechados. Não podia ser verdade. Precisavam conseguir salvá-la. E como se a terra reagisse aos seus pensamentos, sentiu enquanto uma pequena muda aparecia ao lado de seus dedos. Tocou-a, mas não arrancou. — Demoraria séculos para recuperá-la. Nós não temos esse tempo. — E talvez o único modo fosse salvando as almas que Hades mantinha presas, o que não era uma boa ideia. Na manhã seguinte, Hades impediria um dos vivos de sair. E se continuassem salvando almas, provavelmente todos eles ficariam presos para sempre. E não havia como derrotar um Deus.
A loura assentiu e levou as mãos ao rosto, massageando as têmporas. Ela tinha tempo, mas sua família não. Sentiu sua garganta se fechar com a possibilidade de voltar a ficar sozinha, mas Regina se aproximou outra vez, fazendo-a lhe encarar.
— Emma… Eu tenho outro plano. — Disse, buscando seus olhos verdes para ganhar confiança. E quanto o fez, sorriu, sentindo o coração acelerar. — Eu não quis falar na frente dos seus pais porque… Bom, parecia clichê demais para mim. — Emma franziu o cenho quando viu as bochechas de Regina corarem, e a risada rouca que ela soltou mostrava o quando estava nervosa.
− Me conte. – Emma pediu, e Regina segurou sua mão com uma das dela.
— Eu não tenho magia suficiente para trazer a árvore de volta, mas… — Enquanto falava, Regina enfiou a própria mão no peito e soltou um gemido de dor ao puxar o próprio coração, apertando os dedos de Emma com a outra. O coração vermelho, com pequenas marcas negras que sempre estariam lá, pulsou em sua mão. — Mas eu tenho o suficiente para dividir o meu coração com você. — Explicou, e puxou o pulso da loira para cima, repousando o coração na palma da mão dela, mas não o soltou, deixou suas mãos o segurando juntas. — Funcionou com seus pais. — A última frase soou nervosa, agitada, porque ela não sabia se funcionaria, e nem se Emma aceitaria aquilo.
A surpresa impediu que Emma dissesse qualquer coisa, e as manchas negras que circundavam o coração a fez lembrar de sua própria escuridão, que abraçara sem pensar duas vezes, ainda que seu objetivo fosse salvar sua família. De fato a magia tinha funcionado com seus pais, mas o amor deles era antigo, profundo, e com certeza muito diferente do delas. Estava realmente assumindo que havia amor ali? Jesus Cristo!
– Regina... – Começou, mas não soube mais o que dizer, então ergueu os olhos para ela. Ela nunca vira as írises escuras tão límpidas assim, e soube que a morena estava sendo sincera. Ela estava entregando o seu coração para Emma.
– Você está entregando seu coração pra mim. – Externalizou o pensamento, e seu rosto era pura surpresa. Não sentiu vontade de chorar, o que era raro, mas sentiu uma felicidade que não experimentava há muito tempo, e soube que aquilo poderia dar certo.
Regina não havia parado para pensar naquilo, mas vendo daquele modo... Sim, estava. E não se importava. Sabia que não havia lugar melhor para guardar metade do seu coração do que no peito de Emma. Isso, entretanto, não a impediu de corar ainda mais e morder o lábio quando a loura cerrou a distância e estendeu a mão para tocar seu rosto.
– Eu nunca achei que poderia ser o final feliz de alguém. – Emma admitiu, pensando que, depois de Neal, tinha se fechado completamente para qualquer forma de sentimento que durasse. Nem com Hook ela tinha conseguido ser Emma Swan por inteiro. Agora, estava ali, completamente entregue, nas mãos da mulher que deveria (e uma vez o fez) odiar. – Mas se você acha que isso pode dar certo, eu prometo tentar. – Sorriu, e aproximou seus rostos para tocar seus lábios, sentindo sua própria magia voltando e circundando seus dedos, reagindo ao contato com a pele da rainha; Afastou o rosto e aguardou, respirando fundo.
Regina também estava sorrindo quando seus lábios se tocaram num beijo gentil que a morena sentiu em seu corpo inteiro, espalhando uma sensação morna que desta vez nada tinha a ver com desejo, mas com conforto. Como se seus próprios corpos concordassem que aquela era uma boa ideia, e aquilo apagou toda incerteza de sua mente. Repentinamente, soube que daria certo.
— Não pense nisso como um final feliz. — Disse, enquanto usava as duas mãos para dividir o coração em dois. A magia fluiu com facilidade, e as duas metades se soltaram como se fosse um pequeno quebra-cabeça. — Só como... Um começo, talvez. — Ela empurrou uma das metades para dentro do próprio peito e o sentiu falhar por um instante. O ar sumiu de seus pulmões e a morena fechou os olhos, concentrando-se para fazer a magia fluir por cada poro de seu corpo. Sentiu que a magia de Emma também a envolvia, e aquilo fez o coração recomeçar a bater. Primeiro, devagar. Depois, acelerado até demais, devido ao nervosismo que ela ainda sentia.
— Funcionou? — Sua voz soou meio como uma pergunta, meio como uma constatação.
– Funcionou. – Emma respondeu, aliviada. Regina se aproximou mais um passo, quebrando a pouca distância que as separava. Repousou a mão com o coração no peito da mulher mais nova, sem colocá-lo, e a outra apoiou no pescoço dela, roçando o polegar em uma carícia gentil.
— Vai ser maravilhoso deixar esse lugar infernal. — Brincou, puxando a nuca da loira para trazê-la para si e a beijou com certa urgência, sem a calma que ela havia demonstrado no beijo anterior. Regina percebeu que era fácil demais se perder naquele beijo (como sempre) e esquecer-se do real motivo pelo qual estavam ali, então, antes que perdesse o controle, usou a mão para fazer pressão contra o peito da loira e empurrou o coração para dentro dele.
O corpo de Emma estremeceu e sua mente desligou, fazendo-a desmontar nos braços de Regina, sem reação, o sangue manchando a regata branca e misturando-se com a cor da jaqueta, como se algo tivesse dado errado. Regina precisou sustentar todo o peso do corpo da loura e se deixou cair no chão, com ela em seu colo, e mais uma vez sua mão estava apertando um ferimento que sangrava no peito dela, como se o ferimento feito por Gold tivesse sido reaberto no momento em que ela colocou o coração de volta.
— Emma! Não, não, não! — A morena a sacudiu em seus braços. O cheiro do sangue a deixou enjoada e ela se inclinou para frente, repousando a testa na de Emma assim como havia feito em seu escritório, fechando os olhos ao sentir as lágrimas invadi-los. — Emma, acorde, por favor. — Implorou baixinho. Como aquilo era possível? Ela já estava morta antes!
Muito, muito longe dali, Emma ouvia seu nome. Uma, duas, três vezes, além da batida insistente de um relógio, avisando que era hora.
Mas hora de que? De morrer que não podia ser, porque agora havia um coração batendo em seu peito, que mesmo pela metade, era suficiente. E ela queria voltar.
Abriu os olhos. Seu corpo estremeceu nas mãos de Regina. O corte havia sumido, restando apenas o sangue que tinha manchado sua roupa.
— Filha da puta! — Exclamou por puro impulso, e uma risada escapou dos lábios da rainha. As írises verdes se encontraram com as pretas, molhadas pelo choro, e Emma conseguiu sorrir. — Eu estava prestes a te matar de novo se você ousasse morrer, Swan! − Tinha certeza daquilo. A loura fez esforço para levantar o tronco e se sentou, olhando para a blusa ensanguentada.
– Também não precisava me atacar, Regina, eu só estava tirando um cochilo. – Brincou, tomando as mãos dela nas suas e deixando a magia fluir, fazendo sumir o sangue dos dedos e das próprias roupas. – Eu acho que você era meu assunto pendente, no fim das contas. – Encarou as írises escuras com seriedade, porque já sabia daquilo, só não tinha admitido para si mesma ainda. Envolveu o pescoço dela com os braços e a beijou na mesma intensidade com que seu coração novo batia.
Enquanto isso, mais um ramo cresceu na árvore de ambrósia, e Emma percebeu que finalmente podiam sair dali. O retorno à superfície foi mais tranquilo que elas imaginavam, embora houvesse o temor de que Hades aparecesse a cada instante. Quando saíram para o lado de fora da casa versão inferno de Emma, a noite já tinha caído (embora só fosse possível ver por causa da lua cheia, pois o céu continuava no tom sinistro avermelhado).
– Vamos à casa dos meus pais, eles já devem ter voltado com Gold para sairmos daqui. – Agora que tinha a magia de volta, Emma tocou o ombro de Regina e reapareceram em frente ao prédio dos Charmings, porém uma figura parada na porta a fez recuar um passo.
– Vejo que vocês ignoraram todos os meus avisos. Mas ninguém mais deixará o mundo dos mortos, senhoritas. Muito pelo contrário. – Hades sorriu sem emoção, e girou um objeto nos dedos. A adaga do DarkOne. Mas será possível que Snow tinha perdido aquela adaga em dez minutos? O estômago da loura revirou e ela avançou na direção do deus da morte, os punhos erguidos.
– O que você fez com eles?! – Rumplestilskin surgiu na frente de Emma, fazendo-a recuar outra vez. Ele tinha uma expressão de desgosto no rosto que dizia: eu avisei.
– Eu não fiz nada, mas vocês duas já foram Senhoras das Trevas. Sabem como são seres criativos. – Hades sorriu outra vez e a loura sentiu um desejo quase homicida tomar conta dela, e forçou um ataque. Rumplestilskin o desviou, e ela tentou de novo. Mesma coisa. Hades sequer se mexeu. Ou ele era preguiçoso demais e não queria sujar as mãos, ou ele realmente não podia atacá-las. Afinal, ele era o Deus da Morte, o que talvez lhe sujeitava a ter poder somente sobre os mortos.
– Você não consegue realmente fazer nada contra nós, não é? Precisa do DarkOne se quiser nos machucar. – Emma arriscou, e viu o sorriso dele vacilar, virando uma careta. A loura trocou um olhar com Regina, aguardando o aval dela. Teriam que atacar Rumplestilskin juntas e conseguir uma abertura para pegar a adaga, e então estariam livres. A morena concordou discretamente com a cabeça. Segurou uma das mãos de Emma e ergueu a outra na direção da loja.
— A placa da loja. — Sussurrou e deixou a magia fluir com facilidade, mas no último segundo desviou o ataque para a placa, que com uma pequena explosão caiu na direção de Hades. O Deus da morte foi rápido o suficiente para não ser atingido em cheio, mas a placa lhe atingiu o ombro, fazendo-o largar a adaga. Com uma segunda onda de energia, Hades foi jogado longe e a morena correu até a adaga.
— Vamos! — Gritou para os dois, sem necessidade, já correndo para dentro da loja. Sabia que Hades voltaria em breve com novos truques, e precisavam sumir dali o mais rápido possível. Os Charmings estavam amarrados lá dentro, e a morena os soltou com mágica.
— REGINA, EMMA! — Snow gritou, abraçando primeiro a filha, enquanto Henry corria para Regina. — Hades apareceu aqui e pegou a adaga! Vocês conseguiram?! Como…? — Como sempre, Snow queria saber tudo de uma só vez. Regina apenas ergueu a adaga para mostrar que estava tudo bem.
— A árvore também estava morta, mas nós...— A morena desviou o olhar para Emma e abriu um sorriso discreto. — Conseguimos. Agora vamos sair logo daqui. Gold? — Ela olhou para o senhor das trevas, que parecia levemente satisfeito.
— É só dar a ordem, querida. — Ele sorriu sem perder a acidez, e a morena o fez. Um portal surgiu para arrancá-los do inferno e levá-los de volta para casa. Com Henry no meio das duas, Regina tocou as costas de Emma pelo simples conforto de ter certeza que ela não ficaria para trás.
Assim que pousaram no centro da cidade de StoryBrooke, Gold desapareceu para dentro de sua loja, e vários amigos os cercaram, ainda curiosos sobre o que tinha acontecido, vez que os protagonistas da cidade tinham desaparecido por pouco mais de dois dias. O Xerife os tranquilizou.
– Nós fizemos uma breve viagem ao Submundo, mas retornamos todos bem. – David abraçou Emma, que estava com as duas mãos sob o coração, sentindo o coração de Regina bater rápido em seu peito. Agora era seu também.
– Emma, nós vamos ver o Neal. Você vem? – A loura hesitou por um instante, direcionando um olhar para Regina. Precisava mesmodormir, por pelo menos umas vinte horas, mas também precisava de um momento a sós com a morena. Snow entendeu e voltou a caminhar com o resto da família. Emma se virou para Regina.
– Depois que eu tiver dormido por um dia inteiro, precisamos conversar. – Disse, sem que seu tom fosse tenso ou constrangido. Era só que... precisavam mesmo conversar sobre tudo que tinha acontecido entre elas. Mas Emma tinham esperanças, muito mais do que tivera há algum tempo. – Mas, por hora, obrigada, Regina. – Sorriu e tomou a mão dela nas suas, embora tivesse mesmo era vontade de beijá-la.
A morena sorriu também, apertou os dedos de Emma, e se despediram, por hora.
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