Olá pessoal, muito obrigado pelas revisões, espero que gostem desse capítulo.
Não esqueçam de curtir a página no Facebook da História, o link direto pode ser encontrado na página do meu perfil na Fanfiction, ou se você preferirem pesquise, " Calborghete" na sessão de página do Facebook e localizar "Errors and Successes"... Então agora sem mais enrolação, boa leitura.
OS. Pessoal, no meu perfil no Fanfiction eu fiz uma enquete sobre o enredo da minha próxima história, entrem lá e votem em qual vocês gostariam de ver quando Errors and Successes acabar.
"Diálogos"
- Pensamentos -
"Conversa via Rádio"
Nota de Responsabilidade:
Evangelion, seus personagens e cenário são propriedade de Hideaki Anno. Qualquer marca, filmes e séries mencionado nesta Fanfic é propriedade de seus criadores.
(*)
Capítulo 25.
A poderosa Wunder estava navegando pelos céus da Europa, a derrota que eles sofreram nas mãos da nova unidade EVA da NERV fez com que a moral fosse derrubada aos piores níveis.
Na ponte de comando todos estavam fazendo seu trabalho da melhor forma possível, Koji Takao estava em seu posto olhando para os valores de informações em sua tela, mas seu foco estava na conversa que Hideki Tama estava tendo com Midori Kitakami e Sumire Nagara.
"Cara, levamos um surra colossal." Tama falou ao abaixar a cabeça e assoprar seu café.
"Surra? Estava mais para espancamento." Sumire falou com uma risada forçada.
Kitakami estava olhando para baixo neste momento, ela ainda não tinha falado nada desde o início da conversa.
"O que foi?" Tama perguntou a sua colega de trabalho enquanto bebia seu café.
Kitakami levantou o olhar e falou desanimadamente. "Não é nada." A verdade era que ela mesma estava se sentindo culpada, todos já sabiam do atentado contra Shinji e depois da batalha que todos travaram, Kitakami estava com serias dúvidas sobre Shinji e seu caráter e escutar seus gritos de dor durante a batalha fez com que sua cabeça estivesse próxima de explodir.
Sumire e Tama trocaram olhares, dando uma longa respirada e Tama se adiantou.
"Qual é Midori, abre o jogo." Tama perguntou a incentivando a falar.
Neste momento, Koji parou o que estava fazendo e se juntou ao grupo, cumprimentando os colegas, ele esperou para ouvir a resposta de Midori.
"É o rapaz." Midori respondeu enquanto olhava para o chão.
"Como assim?" Koji perguntou ao ver o olhar de seus colegas.
"Algo não está certo." Midori falou sentindo a ansiedade aumentar. "Ele não parece o monstro assassino que eu pensava que era, alias ... realmente pensando naquela época, quando ele chegou aqui, acho que ele estava certo afinal de contas."
Koji deu um sorriso para a colega de trabalho, aliás precisava de coragem para revelar que estava errado.
Tama e Nagara estavam olhando com dúvidas, escutando tudo atentamente o grupo esperou para Midori continuar.
"Sempre acreditei que ele ajudou seu pai, mas alguém fazer tudo que ele está fazendo, só para provar que não é igual, estou começando a achar que tudo foi somente um grande acidente." Midori concluiu ao abaixar o olhar.
"Mas ele fugiu quando o pegamos." Tama falou para disfarçar suas próprias dúvidas.
"Tama, você não escutou Suzuhara quando ela contou o que aconteceu na sala de interrogatório?" Nagara respondeu com um sorriso irônico.
Ela recebeu somente um aceno de seu colega de trabalho.
Vendo o olhar dos mais jovens a sua frente, Koji resolveu falar. "Pessoal, se vocês estão com tantas dúvidas significa que estão pensando." Todos estavam olhando para Koji neste momento, lhe dando total atenção. "Quando o garoto e todos se recuperarem, falem com ele."
Com isso Koji se afastou e voltou ao seu posto, o ponto que ele queria provar já foi feito, olhando o colega se afastou, o grupo trocou olhares entre si, não falatam mais nada e cada um voltou para o seu lugar.
Quarto no ambulatório – Wunder.
"Posso saber o motivo Shinji?" Asuka perguntou para Shinji que estava com o rosto marcado por lagrimas.
Shinji a olhou, seus olhos somente transmitiam tristeza, falando entre lagrimas. "Por machucar você, é melhor você se afastar de mim, eu só causo desgraça para as pessoas a minha volta."
Asuka segurou a vontade de dar um tapa em Shinji, mas conseguiu se segurar e escutar o namorado.
"Eu não consegui fazer nada, eu sou inútil." Shinji falou ao abaixar o olhar e olhar para as mãos que estavam tremendo. Asuka vendo tudo em sua frente, levantando as próprias mãos e segurando as de Shinji para lhe transmitir alguma segurança e conforto.
Sentido esse pequeno gesto de carinho, Shinji se perdeu na sensação de calor que esse pequeno ato transmitia, fechando os olhos para se concentrar somente nisso.
Asuka deu uma longa respirada, puxando as cobertas da cama, gentilmente foi se colocando ao lado de Shinji, quando ambos estavam deitados, Asuka pegou o corpo de Shinji e o puxou para o mais próximo que conseguiu, o abraçando fortemente, Asuka esperava que isso lhe desse algum conforto.
O ato parecia ter ajudado, pois Asuka pode sentir Shinji parar de tremer e sentiu seu corpo relaxar com o calor que ambos compartilhavam.
"Me desculpe Asuka." Shinji falou de costas para a namorada.
Asuka pode sentir a raiva subir, ela odiava que Shinji pedisse desculpa por coisas que não eram sua culpa, dando um beliscão forte em seu braço, Asuka falou aborrecida. "Pare com isso Shinji, não foi sua culpa."
"Como não? Se nós não estivéssemos juntos, você nunca teria se machucado." Shinji falou olhando para o nada. "Estaria no seu EVA na batalha."
Sentindo a mão de Asuka segurar seu ombro, Shinji se virou e agora estava de frente para Asuka, olhando em seus olhos Asuka falou fortemente.
"Shinji, eu sabia onde estava me metendo quando escolhi ficar com você." Asuka começou a falar, ela podia ver que Shinji estava escutando tudo. "E eu sempre vou ficar ao seu lado, eu vou precisar repetir todo discurso que fiz no seu quarto?"
Shinji sabia que o amor que Asuka sentia por ele era verdadeiro, suas palavras o ajudaram um pouco, sacudindo a cabeça levemente como resposta, Asuka vendo isso continuou. "E sobre a batalha, infelizmente estamos numa guerra e coisas assim vão acontecer."
Shinji a olhou nos olhos e deixou tudo afundar, sua parte racional falou para ele escutar, pois ela já estava nisso a mais de quatorze anos e provavelmente a Wille tinha perdido algumas batalhas mas sua parte emocional estava querendo desabar inda mais.
"Mas Asuka, a cidade..." Shinji começou a falar, Asuka o parou colocando um dedo em seus lábios o impedindo de falar.
"Se foi infelizmente, use a raiva e a tristeza para te fortalecer, use isso na próxima vez, use contra a NERV." Asuka falou confiante enquanto olhava nos olhos de Shinji.
Shinji estava perdido com a visão, ele estava escutando tudo que Asuka estava falando atentamente, vendo toda a confiança que Asuka estava lhe passando e escutando as suas palavras, sua dor foi diminuindo gradualmente, afinal de contas ela estava certa.
"Mas e a tripulação, eles já me odeiam, agora então..." Shinji falou ao abaixar o olhar, mas isso se provou ser uma má ideia, pois Asuka estava usando uma roupa simples de hospital e a posição que ambos estavam fez com que seu decote tivesse um destaque mais que revelador.
Asuka viu Shinji corando e desviando o olhar, franzindo a testa e olhando para baixo viu o motivo, Asuka deu uma pequena risada e falou com falso aborrecimento.
"Pervertido." Asuka falou ao dar um soco fraco no braço de Shinji, ela estava se divertindo com Shinji gaguejando uma desculpa para ela, ele só parou quando a viu rindo. "Mas respondendo a sua pergunta, a quatro olhos me falou que ninguém está te culpando."
Neste momento Shinji a olhou fortemente. "Ninguém?"
Asuka manteve o contato visual e falou. "Bom, não posso garantir ninguém, mas grande parte não, todos viram a batalha, menos eu."
Shinji começou a dar uma pequena risada, ele ainda tinha muito com que lidar, mas Asuka estava certa, eles estavam numa guerra e acabaram sendo derrotados, ele pensou nas palavras dela e ia usar essa dor a seu favor.
Asuka estava olhando para o rosto pensativo de Shinji, ela estava torcendo para que suas palavras o ajudassem, olhando para seu rosto atentamente, Asuka começou pelo seu queixo, vendo as cicatrizes e um pequeno corte, subindo olhar para sua boca e bochechas até chegar em seus olhos, se perdendo na sua cor azul escuro, Asuka começou a pensar o qual perto ela chegou de perder Shinji, levantando a mão e acariciando a cicatriz em sua bochecha com carinho.
Shinji olhou sua namorada nos olhos e sentia o conforto, dando um suspiro contente, Shinji se perdeu, ele sentiu a mão de Asuka passar de sua bochecha para a sua nuca e o puxar suavemente, Shinji sabia o que Asuka queria.
Devagar os dois se aproximaram e se beijaram, o beijo foi simples e carinhoso, mas algo dentro dos dois despertou e a vontade de ir além foi mais forte, repetindo o beijo e aumentando a intensidade, Shinji acariciava as costas da namorada enquanto a beijava com paixão e desejo.
Asuka fazia o mesmo, deixando seu corpo tomar as decisões, Asuka com sua mão livre, empurrou o corpo de Shinji levemente até que o mesmo estivesse deitado complemente reto na cama e montando em seu quadril, Asuka quebrou o beijo e olhou nos olhos de Shinji, ela podia ver que ele estava com uma mistura de desejo e medo, o mesmo acontecia com ela, mas algo em sua cabeça dizia que isso era certo.
Shinji podia sentir Asuka sentada em cima dele e com a mão em sua bochecha, abraçando as costas da namorada, Shinji tentou ser o mais confiante que conseguiu, recebendo outro beijo de Asuka, os dois não sabem quando tempo ficaram nesta posição, se afastando suavemente, Shinji podia sentir a respiração de Asuka em seu rosto, sabendo o caminho que estavam seguindo, Shinji perguntou nervosamente.
"Asuka, não estamos indo um pouco rápido demais?"
Asuka olhou para Shinji em confusão, sentindo o medo da rejeição Asuka rebateu com uma pergunta igualmente nervosa, o medo de estar pressionando Shinji surgiu em sua cabeça.
"Você não quer fazer amor comigo?"
Shinji sentiu o nervosismo aumentar drasticamente, ele estava fazendo um esforço enorme para manter uma certa parte de sua anatomia sobre controle, mas vendo o olhar de sua namorada, respondeu gaguejando fortemente.
"Não ... quero dizer sim ... Eu só não quero que você pense que estou me aproveitando de você e fazer algo que possamos nos arrepender amanhã." Shinji ficou surpreso por ter conseguido terminar de falar essa frase, ele ficou preocupado se conseguiu passar a mensagem certa, olhando Asuka nos olhos ele esperou.
Asuka estava olhando para o rosto de Shinji e digerindo tudo que ele tinha falado, ela achou fofo que ele estava preocupado com sua honra, pensando nas palavras de Shinji, ela sabia que no fundo queria fazer amor com Shinji, abaixando o rosto e beijando novamente o namorado, Asuka respondeu.
"Baka." Asuka falou sorrindo, falando sedutoramente em seu ouvido. "Tenho certeza que não vou me arrepender."
- O merda. – Shinji pensou quando sua batalha mental foi perdida com o jeito que Asuka falou essas palavras, despertando certa parte de sua anatomia, Shinji desviou o olhar envergonhado e corado.
Asuka sentindo algo, começou a rir e falou. "Acho que isso responde a minha pergunta." Beijando Shinji novamente, ambos puderam demonstrar todo o amor que um sentia pelo outro, conectando suas almas e seus corpos, puderam fazer com que seus problemas sumissem, sabendo que sempre poderiam contar com o outro.
Mari estava no quarto de Asuka ao lado de Rei, ela estava começando a ficar preocupada com a demora de Asuka em voltar, escutando um leve som vindo ao lado, Mari pegou o copo e o colocou na parede para escutar melhor, sabendo o que esses sons eram, Mari deu um sorriso enquanto mordia a língua.
Rei vendo olhar de Mari, se aproximou da namorada, e perguntou com curiosidade. "O que foi?"
Mari tirou o copo da parede e falou maliciosamente ao se aproximar de onde Rei estava sentada. "Digamos que a princesa está 'ocupada' agora."
Rei virou a cabeça em confusão, sua mente estava trabalhando para poder decifrar a frase de Mari, se lembrando das brincadeiras sexuais de Mari com os outros, Rei resolveu ariscar uma resposta.
"Você está insinuando que Asuka e Shinji estão fazendo sexo?" Rei perguntou diretamente e inocentemente.
"Bingo!" Mari exclamou ao bater as mãos no ar, se aproximando e abraçando Rei levemente pelos ombros e dando um beijo suave em sua bochecha, vendo Rei corando com o contado, Mari falou contente. "Posso ver que estamos no caminho certo."
Centro de detenção – Wunder
Os quatros agressores estavam sentados um ao lado do outro, todos tinham um olhar de medo no rosto, pois sabiam que tinham estavam em sérios problemas, vendo a porta se abrindo e dois guardas armados entrando, o grupo estremeceu ao ver a coronel Katsuragi entrando com uma carranca pesada no rosto, abaixando olhar em vergonha o grupo esperou.
Misato se aproximou do grupo e parou a distância de dois braços, falando fortemente. Misato perguntou, sua paciência estava esgotada, ela estava com raiva do grupo por ter tentado matar Shinji nos corredores e fazer Asuka ir parar no hospital, ela sabia que Shinji não estava concentrado na batalha pois estava preocupado com Asuka, que o pobre garoto estava agora se culpando por ter sido derrotado e a culpa de tudo estava nestas quatro pessoas na sua frente.
"Vou perguntar uma vez só, quem é o líder?" Misato perguntou fortemente, ela estava fazendo um grande esforço para não arrancar a cabeça dos quatro.
Recebendo o silêncio como resposta, Misato repetiu a pergunta, escutando um sussurro, Misato se virou e foi até o guarda que estava segurando um relatório de batalha perdida, o pegando e mostrando uma foto do que sobrou da cidade ao grupo, Misato perguntou novamente. "Quem ... É ... O líder?"
Falando nervosamente, o líder se revelou, Misato olhou para o homem da mesma forma que um caçador ao encontrar sua presa, pegando-o pelo colarinho da farda, Misato o jogou no canto da sala, o homem estremeceu de medo com a visão.
"Onde você estava com a cabeça!?" Misato gritou aborrecida para o homem apavorado.
TAPA.
"Fala!" Misato falou ao dar um tapa forte no rosto do homem que rapidamente começou a tremer de medo.
TAPA.
"Fala!"
TAPA.
"Fala!"
TAPA.
"Onde estava!?"
"Eu não sei, a gente só queria dar uma lição no moleque." O homem falou com olhos arregalados.
Misato neste momento se irritou ainda mais, dando novamente outro tapa no homem e segurando seu colarinho com uma das mãos e com a outra apontando o dedo no rosto.
"O caralho! Uma lição é o caralho!" Misato gritou ao dar outro tapa no rosto do homem. "A 'lição' de vocês custou uma cidade inteira."
Misato ofegante fechou o punho com muita raiva, ela estava em seu nível mais alto, se afastou para respirar, mas ainda mantendo o nível aborrecido e feroz.
"Desculpa senhora." O homem falou ao tentar aliviar sua situação.
Misato deu um soco no nariz do homem e falou aborrecida. "Desculpa o caralho!, seu traidor! Seu merda."
Escutando a voz de um dos seus guardas, Misato virou a cabeça para escutar melhor a pessoa que estava atrapalhando.
"Senhora, acredito que já está bom, deixa para a corte marcial, não manche suas mãos com os traidores." O guarda falou calmamente, mas sabiamente.
Misato pensou nas palavras de seu subalterno, sabendo que ele estava certo Misato se levantou e se afastou do homem apavorado no chão, parando para respirar, Misato se virou para os outros do grupo e falou fortemente ao ajustar seu uniforme.
"Vocês ... Espero que a corte marcial não tenha piedade." Misato falou fortemente ao sair da cela, seguida por seus homens, Misato estava aliviada, ainda se sentindo aborrecida e querendo arrancar a cabeça dos homens que machucaram Shinji e Asuka, olhando para a palma da mão vermelha e dolorida e com as juntas machucadas Misato pensou enquanto voltava para a ala hospitalar para ver seus antigos protegidos.
- Deu para o gasto. –
Misato esfriou a cabeça quando chegou na ala da enfermaria, ela já estava se sentindo mais calma, se sentindo aliviada por soltar a tensão que segurava a todo o momento, ela entrou no quarto de Mari e o encontrou vazio, já sabendo do relacionamento dela com Rei, Misato tentou o quarto de Rei e o encontrou novamente vazio, bufando e tentando o quarto de Asuka, Misato encontrou Mari e Rei deitadas juntas no sofá, ambas estavam abraçadas e conversavam alegremente.
Mari percebendo a presença de Misato, falou alegremente. "Oi chefe."
"Senhora." Rei falou profissionalmente, ela queria se levantar para saudar Misato, mas foi contida pelos braços de Mari.
Misato vendo tudo resolveu falar, sua mente ainda estava tentando entender onde estava Asuka. "Olá meninas, Rei já estamos juntas a algum tempo, pode me chamar de Misato."
Recebendo um aceno de Rei, Misato pegou um copo com água e perguntou enquanto bebia. "O que vocês estão fazendo aqui? Já não receberam alta?"
"Estamos esperando por Asuka, vamos almoçar quando ela terminar de brincar de cavalinho com o filhote." Mari falou ao dar um sorriso malicioso para Misato que somente a encarou com um olhar confuso no rosto, mas rapidamente entendeu a referência de Mari, mas antes de falar, Rei falou primeiro.
"Eles estão fazendo sexo." Rei foi direto ao ponto, ela ainda não tinha conseguido desenvolver a malicia de conversar.
Misato a encarou com um olhar perplexo, começando a rir, Misato estava feliz por ter muito material de provocações, dando um sorriso malicioso ao ver a confirmação no rosto de Mari que estava com os mesmos pensamentos.
"Ai meu Deus, eles pelo mesmos poderiam ter ido para o quarto." Misato falou enquanto ria, ela tinha esquecido completamente os agressores, agradecendo aos céus por ter vivido para poder desfrutar deste momento e a acalmou o suficiente.
"Misato, o que aconteceu com sua mão?" Rei perguntou curiosa e com um pouco de preocupação, Misato olhou para a mão que latejava um pouco.
"Nada Rei, isso foi com os caras que machucaram Shinji e Asuka." Misato falou ao se lembrar de momentos atrás nas celas. "Mas obrigado pela preocupação."
Rei assentiu com a cabeça enquanto Mari tinha um sorriso no rosto. "Quando vou ter minha chance?"
Misato estava prestes a responder quando a porta do quarto se abriu, revelando Asuka entrando de mãos dadas com Shinji, Asuka estava com seus cabelos uma bagunça e Shinji estava um pouco envergonhado, ambos esperavam que não tivessem chamado a atenção pelo ato que fizeram no quarto ao lado.
Asuka olhou para os ocupantes do quarto e logo percebeu o sorriso malicioso no rosto dos ocupantes, sentindo um calafrio percorrer sua espinha, Asuka perguntou. "O que foi?"
"Nada vaqueira." Mari respondeu mantendo o olhar malicioso.
Vendo Asuka corar quase rivalizando com a cor de seus cabelos e Shinji querendo enfiar a cabeça em um buraco, Asuka resolveu tentar atacar. "O que vocês acham que fizemos?"
"Não é preciso muito, primeiro vocês parecem um tomate, segundo, Asuka você é muito barulhenta." Mari rebateu e recebeu a reação que queria, fazendo Asuka corar ainda mais, Misato resolveu intervir.
"Muito bem, todos vocês já receberam alta, estamos na hora do almoço agora, e nosso casal vai precisar de comida para repor as energias depois da festa que fizeram." Misato falou com um sorriso travesso e malicioso. "Num quarto de hospital, não esperava uma safadeza dessas de você Asuka."
"Misato!" Asuka falou angustiada enquanto todos os outros riam, Shinji estava petrificado de vergonha, mas ambos não se arrependiam do que fizeram.
O grupo sentou em uma das mesas no refeitório, Shinji estava olhando para baixo enquanto cutucava sua comida, ele não estava percebendo, mas o grupo estava recebendo olhares dos outros tripulantes, mas diferente das outras vezes, a tripulação estava olhando para todos com um olhar que variava de pessoa para pessoa, mas todos se resumiam a pena, arrependimento, dúvida e admiração.
Asuka olhou para Shinji e viu sua figura deprimida, segurando uma de suas mãos, Shinji levantou o olhar e recebeu um pequeno sorriso de Asuka, algo que foi devolvido por Shinji.
Mari estava sentada de frente para Rei, olhando para a cena ao seu lado, Mari resolveu falar. "Vocês sabiam que vocês podem perder até 450 colorias fazendo sexo?"
Com seu objetivo alcançado e escutando a colher de Shinji cair na bandeja, Mari deu um sorriso vitorioso ao comer sua pasta, recebendo uma cotovelada de Asuka, Mari manteve seu olhar presunçoso no rosto.
"Você vai me atormentar com isso não vai?" Asuka rosnou para Mari que estava ao seu lado, recebendo um aceno de Mari como resposta, Asuka bufou e voltou a comer.
"Oi gente." Sakura falou alegremente ao se sentar na mesa, recebendo o cumprimento de todos. Conforme o almoço passava, o grupo estava jogando conversa fora e se divertia o melhor que podia.
"Como você está Shinji?" Sakura perguntou ao ver que Shinji estava mais calado que o normal, ela já sabia o motivo, mas sua experiência médica sabia que era melhor Shinji desabafar.
"Levando." Shinji falou olhando para a bandeja vazia, levantando olhar para o rosto de Asuka e voltando a falar. "Não vai ser fácil superar isso."
"Eu sei, mas você vai conseguir." Sakura falou confiante e com um sorriso no rosto recebeu um aceno de Shinji.
Depois que o almoço terminou, todos os pilotos foram chamados para irem a ponte da Wunder, Ritsuko queria falar com Rei sobre as novas memorias que ela tinha recebido.
Segurando a mão de Rei, Mari deu um sorriso tranquilizador para Rei. "Não se preocupe azul."
Rei deu um pequeno sorriso, no fundo ela ainda estava com medo de ser vista de forma errada, apertando a mão de Mari suavemente, Rei devolveu o sorriso e todos começaram sua caminhada em direção a ponte da Wunder.
Ao chegar, a ponte estava tranquila, depois da batalha, o poderoso navio estava navegando pelos céus numa velocidade média para poderem fazer todos os reparos nos EVAS e em qualquer dano que ouvisse.
Vendo a entrada dos pilotos na ponte, o grupo de técnicos trocaram alguns olhares, eles estavam tomando coragem para poderem falar com Shinji sobre algumas coisas que estavam em mente.
Shinji olhou em volta e novamente as lembranças vieram, Shinji novamente ficou parado no mesmo lugar onde Sakura havia levado quando o mesmo despertou, parando em uma janela, Shinji se lembrava de ver a Unidade 02 passando, sua felicidade por saber que Asuka estava viva, mas logo seu sorriso desapareceu.
Asuka caminhou até Shinji que estava olhando pela janela redonda da Wunder, parando ao seu lado, Asuka perguntou calmamente. "Tudo bem?"
Shinji se virou e deu um sorriso frágil, mas logo abaixou o olhar, dando um suspiro cansado, Shinji falou devagar, ao se virar para ficar de frente para a grande janela novamente. "Foi por essa janela que eu descobri que você estava viva."
Shinji novamente se virou e continuou a falar. "Eu estava vendo toda a movimentação, eu pedi para ir lá fora te ajudar, foi quando Misato falou comigo pela primeira vez."
Asuka somente ficou parada ouvindo, sua mente tentava recriar os acontecimentos, não deve ter sido fácil para Shinji ter retornado e ter que enfrentar tudo que enfrentou, Asuka foi tirada de seus pensamentos com a próxima frase de Shinji.
"Ikari Shinji-Kun, a partir de agora, você não estará fazendo nada." Shinji repetiu a primeira frase que escutará de Misato no seu retorno, ele estava olhando para o palanque superior da ponte onde estava Misato naquele dia, Asuka não falou nada enquanto observava o olhar abatido de Shinji enquanto se lembrava. "Ela foi tão fria comigo que..." Shinji parou de falar ao abaixar o olhar e dar um longo suspiro.
Asuka olhou para o local onde deveria estar Misato, logo ela começou a entender o motivo de Shinji ter ficado retraído, colocando a mão em seu ombro. "Você não se sente bem vindo?"
Shinji a olhou novamente e falou com um sorriso pequeno. "Eu tenho dias bons e dias ruins, eu sei que ela não se sente assim e estamos bem, mas infelizmente as lembranças ficam."
Mari e Rei estavam no fundo escutando tudo, Mari viu Rei abaixar a cabeça em culpa, pois em sua mente ela se culpava por tudo, naquela época Rei sabia que era substituível, sua mente estava lutando para se manter sobre o controle, vendo o olhar de Mari em cima dela, Rei falou abatida. "Fico triste por ter causado tanta dor em Shinji."
"Como assim azul?" Mari perguntou vendo o sofrimento de sua companheira.
"Se ele não tivesse me salvado, ele não teria que passar por isso, eu era substituível, ele poderia ter feito outra." Rei começou a falar, mas logo sentiu os braços de Mari a puxando para um abraço acolhedor e protetor.
"Não se culpe azul, ele te salvou porque te amava, aliás você é a irmã do invencível Shinji. Se ele tivesse deixado você morrer, você nunca teria me conhecido." Mari concluiu com um sorriso no rosto.
Rei observou o sorriso de Mari e logo seu ânimo foi elevado, Rei agradecia muito por ter conhecido Mari, ela foi uma das poucas pessoas que a trataram como normal, Rei podia contar nos dedos as pessoas que se importavam com ela e Mari e Shinji estavam no topo da lista, devolvendo o sorriso. "Você é muito importante para mim, odiaria nunca ter te conhecido." Com o coração derretendo, Mari novamente abraçou Rei.
Asuka estava se sentindo ruim por experimentar um pouco das lembranças de Shinji, mas sentindo Shinji entrelaçar seus dedos com os deles, ela se permitiu sorrir e logo seus olhares se encontraram, trocando sorrisos, o casal não percebeu que os tripulantes puderam escutar tudo, eles não viram o olhar abatido e culpado que todos trocaram.
"Temos sorte dele ainda querer olhar para a nossa cara depois de tudo." Hyuga falou de seu lugar, falando baixo para somente se colega escutar.
"Verdade, se isso acontece comigo, nunca mais iria querer olhar para cara de ninguém." Shigeru falou ao digitar em seu console, recebendo um olhar de seu colega, ele continuou. "Cara, pensa bem, imagina todo mundo que você pensava que se importava com você agora está contra você, toda a culpa por essa merda sendo jogada em suas costas, ficariam bem com uma simples desculpa? O pessoal chegar e dar um tapinha em seu ombro dizendo que tentou te matar por ter tido um dia difícil no escritório?."
Hyuga abaixou o olhar, escutando seu colega, ele sabia a resposta, Shinji havia sido muito legal com todos na Wunder lhes dando uma segunda chance depois de tudo, a dupla parou de falar quando escutou os passos dos pilotos se aproximando, vendo pelo canto de olho o quarteto ir em direção ao escritório de Misato, mas nunca tirando da cabeça o dia da volta de Shinji.
Escutando uma batida na porta, Misato levantou a cabeça dos relatórios que estava lendo, Ritsuko estava em sua sala esperando pelo grupo, com todos os seus equipamentos, Ritsuko estava esperando ansiosamente para continuar suas conversas com Rei, vendo que Misato deu permissão para todos entrarem.
"Olá pessoal, vamos para a sala de conferencias." Misato falou ao se levantar e guiar o grupo para uma sala maior.
Dentro da sala, todos se sentaram e esperam, Ritsuko puxou uma cadeira para se sentar na frente de Rei, ela deu uma tragada em seu cigarro e começou a falar.
"Então Ayanami, pode começar, o que você se lembra?" Ritsuko falou ao começar a digitar em seu tablet.
"Eu me lembro de tudo." Rei falou delicadamente. "Me lembro de ser criança, me lembro de ter sido morta."
Quando Rei falou isso, todos os ocupantes olharam para ela. "Como assim Rei?" Misato perguntou mantendo o choque sobre controle.
Rei abaixou o olhar e falou tristemente. "Eu me lembro de estar na sala de controle da NERV, uma mulher na faixa dos quarenta anos estava lá, no seu crachá estava escrito Akagi." Todos olharam para Ritsuko, ela deu uma tragada no seu cigarro como se nada tivesse acontecido. "O nome dessa mulher era Naoko? Ritsuko perguntou.
Rei abaixou o olhar se se concentrou, mas não podia ter certeza. "Eu não sei."
"Não tem problema Rei." Ritsuko falou profissionalmente.
"Eu lembro de conversar com essa mulher, ela parecia não ter gostado de alguma coisa que eu falei..." Rei parou ao colocar uma mão sobre seu pescoço e estremecer com a sensação. "Ela apertou meu pescoço com as mãos a lembrança acaba com uma estralada." Todos na sala estremeceram com a descrição, era estranho uma pessoa se lembrar e detalhar a morte.
"Rei, depois desse incidente, o que mais você se lembra?" Ritsuko perguntou, sempre mantendo a voz profissional, mas no fundo ela estava ansiosa pelas coisas que Rei poderia revelar.
"Eu me lembro de acordar em um cilindro de LCL, o comandante Ikari estava parado ao lado do Subcomandante Fuyutsuki e você estava do lado de Gendo Ikari." Rei falou olhando para baixo, ela não pode perceber quando todos os olhares passaram para Ritsuko, Misato encarou a amigo de longa data, mordendo a língua. Ritsuko manteve a forma externa, mas estava claramente ansiosa.
Rei descreveu os momentos que passou nos testes de sincronização, os eventos na escola, a chegada de Shinji e sua inclusão na turma de amigos dele, as batalhas que ambos enfrentaram juntos, Rei descreveu o momento que Shinji a pediu para sorrir.
Rei se mostrou abatida com a chegada da batalha contra Zeruel, o como ela tinha conseguido coletar um míssil N2 e foi de encontro ao anjo na esperança de destrui-lo e fazer Shinji não ter mais que pilotar um EVA, Rei não conseguiu ver, mas Shinji deu um pequeno sorriso de gratidão para as costas de Rei.
Mari neste momento estava sentada ao lado de Rei, essa foi a primeira vez que Rei tinha falado com ela, Mari deu um pequeno sorriso ao se lembrar dela agradecendo e pedindo para se afastar, mas logo seu sorriso afundou quando se lembrou dos eventos seguintes.
Rei falou dos momentos dentro do anjo, e de como ela mesmo escutou Shinji chamando por ela, o momento que ela percebeu que ele tinha voltado para ajuda-la, Rei descreveu o momento para todos, o como Shinji esticou a mão para segurá-la e tirá-la do núcleo do anjo, a segurando numa luz branca e acolhedora.
Todos na sala olharam para baixo, esse foi o relato de Rei sobre o dia do terceiro impacto, eles não tinham conhecimento da parte dos pilotos daquele dia, Ritsuko se virou para Shinji e perguntou. "Foi assim para você também?" Recebendo um aceno de Shinji, ela escutou ele descrevendo brevemente o momento de seu ponto de vista, Shinji estava claramente desconfortável.
Rei continuou a explicar os quatorze anos que viveu na NERV, nada de importante foi passado, ela somente ficava sozinha em seu quarto improvisado na espera por ordens e as pequenas conversas que tinha com Kaworu, Rei explicou o motivo de capturar Shinji, a explicação de Gendo sobre a captura.
"Ele me ordenou para mata-lo se a captura não fosse possível." Rei falou ao escutar pequenas respirações de choque, ela virou a cabeça brevemente e viu o olhar abatido de Shinji.
Ritsuko e Misato estavam trocando olhares, ambas estavam pensando no motivo de Gendo para querer Shinji morto se sua captura não fosse possível. Voltando novamente para Rei, ela escutou quando Rei explicou a primeira vez que tinha se visto. "Ela tinha aparecido quando eu estava em um cilindro de LCL, me falou que iria me mostrar a verdade, me tornar uma única pessoa, a verdadeira Rei Ayanami."
Rei descreveu as conversas que teve com ela mesma, as dores que sentia, os lugares que estava, tudo que conseguia se lembrar.
"Quando estávamos no dogma central, eu tinha recebido ordens para matar Shinji depois que ele e Kaworu despertassem a Unidade 13, seu papel já estaria concluído." Rei falou abatida.
Shinji estava se sentindo cada vez mais mal, mas logo sentiu a mão de Asuka na sua e se lembrando para usar sua dor como motivação para continuar.
"Porque você não o fez? Depois do despertar, você poderia ter concluído sua missão?." Misato perguntou do seu lugar.
"Eu estava com dúvidas, algo em Shinji me despertava o desejo de protege-lo e não causar mal, no meio da batalha, a piloto Shikinami me falou para fazer o que eu queria, para pensar por mim mesmo, foi quando acionei a ejeção." Asuka deu um pequeno sorriso ao escutar isso.
Rei detalhou os dias que passou na terra vermelha com Shinji e Asuka, as dúvidas que estava tendo com tudo.
"Você sabe alguma coisa sobre Gendo ou seu plano?" Ritsuko perguntou ao fumar outro cigarro.
"Ele sempre me falava para estar pronta para o cenário, ele sempre me falava que eu tinha que estar pronta para me juntar a Lilith e poder se reencontrar novamente com Yui." Rei falou delicadamente.
"Espera um pouco, aquele filho da puta quer acabar com o mundo para trazer sua esposa de volta?" Misato falou ao escutar Rei, recebendo um aceno de Rei, Misato bufou incrédula. "Não acredito nisso."
Ritsuko estava com um olhar de traição no rosto, aliás ela foi amante de Gendo, e saber que ele somente a estava usando para trazer a esposa morta de volta. Todos na sala balançaram a cabeça incrédulos, finalmente eles tinham algo para poder entender as motivações de Gendo, mas logo foram cortados por Rei. "Desculpe."
"Pelo o que?" Misato perguntou ao encarar Rei.
"Por isso, ele me criou para seu cenário." Rei falou tristemente ao abaixar a cabeça, ela pode sentir a mão de Mari em seu ombro.
"Não é sua culpa Rei, ele é um lunático." Misato falou ao se aproximar de Rei.
- Pobre garota. – Misato pensou tristemente ao colocar a mão no outro ombro de Rei.
"Acho que é de família pedir desculpa por algo que não é sua culpa." Asuka falou para tentar quebrar o gelo que ficou na sala.
"Muito bem, acho que está bom, amanhã Rei, passa na minha sala para os exames de rotina." Ritsuko falou ao se levantar para sair, Misato olhou para as costas da amiga e pensou no que mais ela estava escondendo.
Ao sair da sala, o grupo estava indo para fora quando escutaram a voz de um dos técnicos da ponte.
"Ikari." Shinji levantou a cabeça para uma voz masculina lhe chamando, vendo que eram um grupo de quatro pessoas, Koji, Tama, Sumire e Midori parados, Shinji rapidamente se lembrou de sua chegada na Wunder, ele se lembrou dos olhares que essas pessoas lhe davam. Mari e Asuka trocaram um olhar rápido, ambos estavam preparadas para interver.
Depois de alguns segundos de silencio, Koji falou com os braços cruzados. "Mas são uns frouxos mesmo, fala de uma vez moleque." Dando um pequeno tapa no ombro de Tama.
Tama engoliu a seco e começou a falar. "Então, a gente está aqui para ... Pedir desculpas."
Shinji estava se sentindo confuso agora, sua mente estava a mil por hora, trocando olhar com Asuka e Mari que estavam a sua frente, Shinji voltou para o grupo. "Pelo o que?"
O grupo olhou para Shinji em choque, todos tinham o mesmo pensamento. "Por tudo, depois da batalha que perdemos, concluímos que fomos injustos com você, resumindo fomos um bando de babacas."
Shinji levantou uma sobrancelha, ele não esperava receber um pedido de desculpas, além do mais, a culpa foi dele de uma forma ou de outra, ele viu o olhar de todos nele e vendo Tama oferecendo a mão para Shinji que aceitou de bom grado. "Obrigado."
"Eu sou Tama, Hideki Tama." Shinji acenou com a cabeça. "Midori Kitakami." "Sumire Nagara" "E você já me conhece, mas novamente. Koji Takao"
Shinji cumprimentou todos com um pequeno sorriso no rosto, no fundo receber o pedido de desculpa ajudou a aliviar o peso em seus ombros, o grupo não viu, mas Misato estava olhando tudo de cima, ela tinha um pequeno sorriso satisfeito no rosto, se virando para Ritsuko. "Então, quando você ia me contar sobre seu envolvimento nos tipo Ayanami?"
"Não achei necessário." Ritsuko falou friamente enquanto olhava para os dados em sua tela, ela não percebeu o olhar frio que Misato estava dando para suas costas, se preparando para dar um discurso, Misato recebeu um alerta que o comando da Wille a solicitava.
Entrando em seu escritório, Misato se sentou em sua mesa e ligou a tela de conferencia, vendo a imagem de Kaji aparecendo e sorrindo Misato esperou pelo pior.
"Olá Katsuragi, como você está?" Kaji perguntou sorrindo.
"Bem." Foi a resposta simples de Misato.
"Como estão as crianças?" Kaji perguntou com preocupação genuína, ele se importava muito com Shinji e todos.
"Indo bem, Shinji teve uma recaída, mas Asuka o 'ajudou'." Misato tinha um sorriso malicioso no rosto que rapidamente foi entendido por Kaji que também sorriu.
"Bom, isso é bom. Mas eu odeio estragar o momento." Kaji começou a falar, sua mudança de postura foi nítida.
"O conselho formulou um plano de ataque."
NERV
Gendo estava parado olhando para a forma imóvel da Unidade 13, ao seu lado estava Kozo como seu fiel companheiro.
"Ikari, tem certeza que vai funcionar?" Fuyutsuki perguntou preocupado, eles tinham estado muito longe para algo dar errado agora.
"Sim, nada vai mudar o cenário." Gendo falou como uma estátua.
"Mas repetir o experimento de contado é muito arriscado, não temos certeza que você vai poder controlar o EVA." Kozo continuou seu discurso.
"É por isso que temos a chave de Nabucodonosor, ela vai nos ajudar na complementação das almas e me dará total acesso ao EVA." Gendo falou friamente sem desviar o olhar do gigante empalado pelas lanças de Longinus, seus olhos cobertos pelos óculos que os cobriam completamente
Fuyutsuki somente soltou um suspiro cansado, eles tinham muito em jogo agora.
Sem perceber ao fundo, Sebastian estava olhando e escutando tudo que o grupo falava, dando um sorriso satisfeito, ele cautelosamente se afastou e voltou a pensar no cenário da Seele, erroneamente acreditando que não tinha sido visto por Gendo.
Notas do autor: Olá pessoal, como estão? Espero que bem. Mais um capítulo para vocês, espero que tenham gostado e tenha sido do agrado de todos. Novamente não esqueçam de comentar, essas revisões são muito importantes para mim.
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