Olha eu aqui! Quem está pronta para surpresas?


Got it in you

You got it in you

Você tem isso em você

When the lights go out and leave you standing in the dark

Quando as luzes se apagam e te deixam no escuro
No-one ever told you this would be so hard

Ninguém nunca te disse que isso seria tão difícil
I know you think your fire is burning out but I still see you shining through

Eu sei que você acha que seu fogo está queimando,
You got it in you

Você tem isso em você


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Nova York, 05 de janeiro de 2017

Eu tenho te achado meio afastado, Clarke. Desde suas ultimas cartas, você tem estado estranho. Distante. Se você está passando por uma fase ruim ou mesmo com problemas, espero que saiba que sempre pode me contar qualquer coisa.

Agora sobre contar para sua garota, eu ainda não a conheço, mas se ela é tão incrível quanto você diz, sei que ela vai ficar ao seu lado e te apoiar apesar de tudo. Embora seria bom saber sobre o que você está falando.

Eu me lembro da história do ex namorado e acho que se estivesse aí, o ajudaria a machucar o babaca. Mas conhecendo você, sei que você deve ter pelo quebrado o braço dele, apesar de não gostar de violência, eu sei que você faz tudo que pode para proteger aqueles que você ama.

Eu me lembro quando eu tinha uns sete anos e você dez. Nós estávamos no parque quando garotos maiores me cercaram. Foi quando você apareceu e disse para que me deixassem em paz. Quando eles não ouviram, você quebrou o nariz do líder deles. Quando eles fugiram, você me ajudou a levantar e disse que tudo bem não saber brigar, porque você sempre estaria ali comigo. E agora eu quero estar do seu lado, como você fazia, mas não posso fazer isso sem que você me deixe. Acho que já passamos da hora de nos encontrar, irmão. Só preciso que você aceite isso, porque essa sua ultima carta me deixou preocupado como o inferno, então eu preciso mais do que um pedaço de papel. Preciso da sua voz, preciso te encontrar. Preciso do meu irmão mais velho.

Do seu irmãozinho;

Anthony

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Já faziam horas desde que ela chegara até aquela sala de espera, quando Emmett veio ao seu encontro.

— Alguma noticia? – Perguntou se levantando. Suas mãos tremiam e sua respiração estava acelerada.

— Ele saiu da cirurgia, mas ainda não acordou. Os ferimentos não foram tão graves quanto eu imaginei, o que é bom, mas ele sofreu um pancada na cabeça, que fez com que o cérebro inchasse.

— O que isso quer dizer, Emmett? – Indagou aflita.

— Os médicos tiveram que aplicar barbitúrica. – Respondeu esfregando os olhos, fazendo Bella arfar, dando um passo para trás.

— Ele está em coma? Emmett, como isso... – Gaguejou, passando as mãos pelos cabelos. – Como isso aconteceu? Por quanto tempo ele...

— Bella, isso é bom. – Tentou tranqüiliza-la. – O coma vai dar tempo para o cérebro dele se recuperar da batida.

— Quanto tempo? – Bella questionou, sem erguer os olhos.

— Algumas semanas, talvez mais. Eu sei que você está com medo, Bella, mas acredite, essa era a melhor opção. Ninguém teria feito melhor.

— Ele teria feito. – Murmurou, se referindo a Tom. Bella se levantou. – Eu não consigo, preciso de ar. Quando posso vê-lo? – Questionou.

— Ele vai para o quarto em pouco tempo. Depois você pode vê-lo. – Bella assentiu, apanhando seu casaco e saindo.

Ela só conseguia ficar parada, olhando para o monte de neve que se formava a sua frente. Sentindo a brisa bagunçar seus cabelos, enquanto ouvia o sopro o vento em seus ouvidos.

— Como deu tudo tão errado? – Murmurou para si, enquanto respirava fundo. Havia cometido o erro de pensar que nada mais poderia dar errado, mas quem estava enganada.

— Com licença? –Uma mulher a chamou, fazendo Bella se virar. – Você está bem?

— Sim, eu só precisava de um minuto. Obrigada – Agradeceu sinceramente.

— Dia difícil? Sei como é. Veio visitar alguem? – Perguntou, fazendo Bella assentir.

— Sim, um amigo sofreu um acidente. E quanto a senhora? – Perguntou, tentando ser educada.

— Meu filho está internado. – a mulher respondeu abraçando o próprio corpo.

— Sinto muito.

— Obrigada. Os médicos disseram que não foi tão grave, mas como mãe, é meu trabalho se preocupar, sabe? – Perguntou, sem esperar um resposta.

— Claro. Eu acho melhor voltar para dentro. – Respondeu, apertando seu casaco.

— Sim, o tempo aqui está horrível. De onde eu vim faz frio, mas sem tanto vento. – Respondeu, caminhando ao lado de Bella.

— E de onde é? Me chamo Bella, a propósito. – Se apresentou gentilmente.

— Nova York. Eu sou Esme. – Respondeu, fazendo Bella para de caminhar. O rosto da mulher parecia familiar, mas ela não sabia dizer de onde a conhecia. Não a conhecia. Conhecia os filhos dela. Aquela era mãe de Tom e Edward. Nunca chegou a conhecer e agora ela estava ali, bem na sua frente.

Bella se afastou da mulher que havia acabado de conhecer, voltando até onde Emmett estava.

— Ela está aqui. – Murmurou, olhando para o amigo. – Emmett, eu juro por Deus se eu o encontrar, não sei o que faria.

— Bella, com calma. – Pediu, tocando em seus ombros. – Quem está aqui? – Perguntou.

— Esme. A mãe de Edward e Tom está aqui. – Respondeu entre dentes.

— Acha que o pai também veio? – Indagou, entendendo a reação de Bella.

— Eu não sei, mas para o bem dele, espero que não. Eu não estaria no meu juízo perfeito se o deixasse ir embora sem dizer o que penso.

— Aqui não é lugar, Bella. Precisa se acalmar. – Pediu.

— Me acalmar? – Perguntou, dando um passo para trás. – Que tipo de pais não aparecem no funeral do filho? – Indagou. – Edward está em coma e eles aparecem como se fossem pais preocupados?

— Agora está sendo malvada. Você não tem como saber como é a relação de Edward com os pais.

— Vejo que descobriu quem eu sou. – Bella se virou, ao ouvir a voz da mulher a suas costas. Deve ser a amiga do meu filho. – Respondeu tranquilamente.

— Eu diria que fui muito mais do que amiga de um dos seus filhos, mas não é como seu você pudesse saber disso. – Rosnou, sentindo Emmett segurar seu braço.

— Bella...- A advertiu.

— Suponho que mereço essa hostilidade. Afinal, que tipo de mãe perde o funeral do próprio filho, não é? – Indagou, olhando para os pés. – Acreditaria se eu dissesse o quanto lamento? Que lamento o tempo que passei longe dos meus filhos e que lamento o quanto deixei meu ex-marido comandar a minha vida? Acredito que é tarde demais para isso, mas ainda tenho um filho e é por isso que estou aqui.

— Acha que isso... Ex marido? – Indagou confusa.

— Deixei Richard quando soube da morte do Tomy. – Declarou, engolindo seco como se sua garganta fosse apertada. – Quando soube o que havia acontecido, foi como se todo o medo que eu tinha dele, tivesse desaparecido. Ele não podia mais me machucar, porue eu não sentia mais nada. Era como se eu estivesse dormente. Não consegui aparecer porque me sentia culpada. Culpada por dar as costas para meu menino. Mas o que mais eu poderia ter feito? Já era tarde. É por isso que estou aqui agora. Não vou deixar meu filho. Não vou perder meu outro menino.

— Familiares de Edward Cullen? – A médica chamou, fazendo todos se virarem. – Ele já foi transferido para o quarto e pode receber visitas. Duas pessoas por vez.

— Não ousaria tomar sua vez. – Esme respondeu. – Acredito que vocês dois devem ser muito mais presentes do que eu. – Respondeu, fazendo Bella pensar por um segundo, se virando para Emmett.

— Emm, se importa de esperar um pouco? – Indagou. – Acho que seria bom para ele, que você entrasse. – Respondeu, olhando para Esme. – Afinal, você é mãe dele.

— Obrigada. – Respondeu suspirando e caminhando ao lado de Bella até o quarto onde Edward estava. Não era hora de brigar. Talvez fosse hora de seguir em frente.


Olha quem apareceu? E ai? Quem aposta como Esme é? Continuem acompanhando.