Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.
Capítulo 22 - Descobrindo a verdade
Em uma modesta casa aos arredores de Londres, uma mulher estava dando voltas por todos os lados como uma besta enjaulada. O lugar estava quase vazio, só tinha o mais básico e nada mais, sua situação era cada vez pior e sabia. Em sua mente, só existia uma ideia que repetia constantemente para sair daquela situação, e tinha a ver com um grande arquiteto, ou melhor, os recursos dele.
Nicole Green estava convencida de que se tivesse tempo suficiente, conseguiria recuperar o homem, mas para sua desgraça, não tinha. Precisava encontrar uma solução imediata ou acabaria na rua.
Mesmo que a mulher tivesse terminado seus estudos satisfatoriamente, não tinha tido um trabalho de verdade desde que conseguiu seduzir o seu segundo marido. Nisso, já tinham se passado vários anos e grande parte do que tinha aprendido já tinha se esquecido. O que tinha que fazer para manter seu estilo de vida era conseguir Remus Lupin a qualquer custo.
— Bem, já contaram que a ex-mulher do Remus voltou? — perguntou.
— Quê? — gritaram Lily e Dora, levantando-se. A primeira com cólera e a segunda com incredulidade.
Sirius tinha um sorriso de lado enquanto negava com a cabeça, James batia a cabeça com a palma da mão e Remus colocou a sua testa em seu braço, que estava repousando no braço da cadeira. Se ele tinha tentado lidar com o assunto com delicadeza, Hollie tinha mandado tudo para os ares.
— Obrigado, Hollie — disse James com ironia — Você é sempre tão oportuna — acrescentou, olhando-a com remorso.
— Oh, me desculpe — disse a mulher —, mas, bom, já sabem a verdade.
— E não pensaram em nos contar? — Lily reclamou aos homens.
— Estava a ponto de contar quando a Hollie chegou tão oportuna — disse Remus em sua defesa.
— Tá, foi um acidente — reclamou a castanha, ligeiramente arrependida.
— Mas então isso quer dizer que essa cachorra é o cliente incômodo que vocês têm? — Lily pescou imediatamente.
— E aceitaram o trabalho? — continuou Dora sem acreditar.
— Não é como se gostássemos da ideia — garantiu James —, mas têm que entender que é bom para a construtora.
— Eu não teria tanta certeza — assegurou Hollie, interrompendo-o ao mesmo tempo em que pegava um dossiê — Sirius me pediu para entrar em contato com um conhecido, fui tomar um café com ele hoje de manhã, por isso não vim aqui antes, e também por isso cheguei um pouco exaltada — explicou, não dando importância.
— Deixem-me entender isso — pediu Remus, pensando um pouco — Quer dizer que contrataram um investigador particular? — estranhou e viu como concordaram — Não acham que estão indo um pouco longe demais?
— Claro que não, Remus — retrucou Sirius — Ir muito longe seria mandar construir uma guilhotina, não acha? — ele negou com a cabeça.
— Chega de piadas — repreendeu Lily — Aí tem o endereço da casa daquela lá? — perguntou a Hollie, indicando o dossiê que segurava, ela assentiu — Então vamos.
— Espera, Lily! — James a deteve — Exatamente, o que pretende fazer?
— Nada, querido — disse com um tom doce e perigoso —, mas se impressionariam com a quantidade de produtos de limpeza que podem ser tóxicos.
— É mesmo? — disse Dora muito séria — Seria interessante descobrir.
— Esperem vocês quatro! — disse Remus, ficando de pé.
— Quatro? Só vejo três — comentou Sirius, sem entender.
— Eu também conto você, animal — esclareceu o castanho — Escuta, sei que não estão felizes com a notícia, mas lembrem que a primeira reação é sempre instintiva, vem da parte mais primitiva do cérebro, então precisam se acalmar.
— Mas eu estive querendo fazer isso há muito tempo — replicou Sirius.
— É porque na questão sentimental, você usa a parte primitiva do cérebro — ele alfinetou — E a propósito, Hollie, por que está carregando essa pasta? O que tem aí?
— Ah sim, é verdade, eu estava com pressa por causa disso — ela pôs a pasta em cima da mãe — Bom, como sabem, Sirius me pediu para contatar uma pessoa que procurou, perguntou e que poderia nos dizer algumas coisas sobre ela.
— Já entendemos que contrataram um investigador — reafirmou Remus.
— Digam as coisas como são, direto ao ponto e sem rodeios, ou não vamos terminar nunca — pediu James —, mas antes tenho uma dúvida. A chamada de Sirius deve ter sido apenas há uma semana, então...
— Uma semana? — interrompeu Dora — Então foi por isso. Por isso estava tão estranho e carinhoso essa semana, até me seduziu e me levou pra cama.
— Quê? — disseram os outros surpresos enquanto que Remus ficava vermelho.
— Não é da sua conta — retrucou Dora também vermelha — O que queria perguntar, James?
— Ah sim — ele voltou à realidade — Ele terminou a investigação em pouco tempo, então.
— Claro, é um dos melhores — concedeu Hollie — Estava até na agenda pessoal de Caroline.
— E para quê minha avó queria um investigador? — perguntou Dora.
— Todos temos segredos, rosinha — ela deu a entender que não diria mais do que aquilo — Bom, querem saber o que ela descobriu?
— Demorou — disse Sirius, aproximando a cadeira dela, enquanto as outras duas mulheres voltavam a se sentar.
— Bom, para começar, o casamento com Remus não foi o único. Até agora se casou três vezes — começou — Seu segundo casamento obviamente foi com alguém rico. Segundo o meu contato, ela conseguiu conquistá-lo e depois com uma dupla de cúmplices, conseguiu enganá-lo.
— O desfalcou? — perguntou o moreno.
— Algo assim — ela respondeu — Seus cúmplices são um casal, parece que a mulher seduziu seu marido enquanto o outro homem tirava fotos e provas, e com isso conseguiu uma grande quantidade de dinheiro durante o divórcio, assim como algumas coisas de valor e o prédio no qual estão trabalhando agora — revelou — Não foi muito complicado principalmente porque ele não queria que se tornasse público, embora entre seu círculo de amigos se encarregou de dizer cobras e lagartos sobre aquela lá. Enfim, depois disso, ela continuou sua vida gastando mal o dinheiro.
— Então acabou indo atrás do terceiro marido, não é? — Lily antecipou-se.
— Exato — disse Hollie — Seu terceiro marido também era rico, mas diferente do outro, era nobre. Viveu vários anos felizmente casado até que uma doença levou sua esposa, e foi quando aquela cachorra apareceu.
— Alguém sozinho e ferido pela morte de sua esposa — comentou Dora — Alguém emocionalmente frágil seria uma presa fácil para uma parasita como ela.
— Mas dessa vez teve alguns problemas — acrescentou com um sorriso maligno — Segundo minha fonte, ela tentou fazer a mesma coisa que fez com o marido de antes, mas seus cúmplices foram mais inteligentes do que ela e conseguiram tirar praticamente tudo o que tinha, exceto algumas coisas e a escritura do edifício.
— Ha! Na cara dela! Nem entre os ladrões existe lealdade — debochou Sirius — E o que aconteceu depois? — perguntou como se estivessem fofocando.
— Depois disso, tudo se complicou — ela respondeu — Seu terceiro marido, bom, morreu em um acidente de avião faz alguns meses — disse compadecida —, mas, como disse, era uma pessoa nobre, então deixou todas as suas coisas para a caridade e nas mãos de outras empresas para que dessem um bom uso. E ela só poderia ficar com a casa modesta que era onde moravam.
— Mas ela não ficaria satisfeita com isso, não é? — disse Lily com raiva.
— Não, pelo que sei, contratou uma dúzia de advogados para brigar pelo testamento. Com tantos advogados, é de se imaginar que seria fácil conseguir a herança, mas a fundação Centaurus pôs os seus próprios advogados, então deu com os burros n'água.
— Centaurus? Tipo mitologia grega? — perguntou Dora.
— A palavra vem do latim e faz referência a esse animal ou a constelação — comentou Remus.
— Mas não é só isso — acrescentou Sirius — É uma organização muito grande, é conhecida porque tem participação em muitos aspectos da sociedade e na vida empresarial, mas especialmente é conhecida pelos programas de bolsa a estudantes destacados em várias áreas. Graças a eles, surgiram grandes advogados, administradores, entre outras coisas, e inclusive a organização facilita conseguirem trabalho tanto na organização quanto em empresas importantes. E diga-se de passagem que tem os melhores advogados, muitos dos quais foram bolsistas seus — terminou de contar.
— Ainda me surpreendo que eles não quiseram ajudar Remus com seus estudos — disse James.
— Eles quiseram — respondeu o castanho, recebendo alguns olhares estranhados — Uma vez o cabeça da organização foi me ver e se ofereceu para pagar meus estudos.
— E o que aconteceu? — perguntou sua esposa.
— Eu disse que agradecia, mas que preferia me encarregar eu mesmo dos meus estudos, devo dizer que ele me caiu muito bem, disse que lamentava não poder ajudar e desejou sorte nos meus futuros projetos e que talvez no futuro pudéssemos fazer negócios juntos.
— Mas como você é tolo, companheiro — expressou Sirius — Essa bolsa podia ter facilitado a sua vida.
— Não é ser tolo, só queria conseguir as coisas por mérito próprio — Dora o defendeu — Mas, Hollie, o que aconteceu depois?
— Foi uma batalha legal que durou vários meses, mas agora ela está até afundada até a cabeça em dívidas, e seus advogados não querem mais agir porque deve a eles também. Esteve vendendo tudo o que sobrou do seu segundo casamento — ela deu uma lida no dossiê — Jóias e algumas estatuetas talhadas antigas que...
— Estatuetas? — interrompeu Dora — A mulher com quem esbarrei na galeria outro dia tinha uma estatueta. Como que se chama essa vadia?
— Nicole Green — respondeu Remus, meio em dúvida por sua reação.
— Essa maldita cachorra! — gritou Tonks, ficando de pé — Eu devia ter arrancado os olhos dela quando tive a chance! — repreendeu a si mesma — E você — apontou para Remus — devia ter me dito desde o primeiro dia! Olha só a oportunidade que eu perdi.
— Calma, Dora — ele disse, tomando um pouco de distância.
— Mas não entendo — disse Sirius — Se está tão mal, por que quer reconstruir esse edifício?
— Para vender, provavelmente — respondeu Remus — Restaurar o lugar poderia aumentar o valor o suficiente para cobrir suas dívidas com os advogados e brigar pela herança.
— Mas já aceitou demolir o lugar para reconstruir, não?
— Depois daquele acidente — começou James — duvido que alguém se atreva a reconstruir, e só sobra procurar alguém que possa cobrir as dívidas.
— Remus — disse Nymphadora imediatamente — Por isso ela apareceu, porque não tem outra escolha a não ser envolver Remus nos seus problemas.
— Mas porque justo ele? — perguntou James — Digo, deve ter homens bem mais ricos.
— Sim, mas muitos deles conhecem seu segundo marido, então não se deixariam enganar por aquela lá tão facilmente, e junte isso com seu terceiro marido morto — acrescentou Hollie — Digamos que não está com uma boa reputação no círculo social.
— Então precisa de alguém afastado desse círculo, que não conhecesse seus antecedentes e tivesse uma boa quantia financeira — raciocinou Lily.
— Mas Remus não é tão idiota para cair diante dela — disse Sirius — E mesmo que fosse, estaríamos aqui para defendê-lo.
— Sirius! — reclamou o castanho.
— De qualquer forma, precisamos decidir o que vamos fazer agora — disse Lily.
— Não farão nada ilegal e não atentarão contra a vida de alguém, mesmo que mereça — Remus declarou com muita segurança.
Depois que se acalmaram, conseguiram conversar com mais seriedade. Pelo resto da manhã estiveram discutindo da nova situação que tinham em mãos, depois das mulheres repreendê-los porque deveriam ter contado desde o começo, decidiram que deviam fazer alguma coisa para afastar aquela bruxa de suas vidas. A maioria deles conheciam a mulher e sabiam o quão teimosa e obstinada podia ser, não deixaria Remus em paz, continuaria incomodando-o mesmo que soubesse que não conseguiria nada com isso.
Até a hora do almoço não tinham chegado a uma opção não mortal de corrigir a situação. No final, foram todos para casa, deixando os Potters a sós. Para surpresa de todos, Hollie e Sirius foram sozinhos, com certeza planejando uma forma de matar Nicole por mais algum tempo. Remus e Tonks foram comer em um restaurante e depois para casa.
A noite se aproximava e em um apartamento em Londres estava um casal que nunca pensou que voltariam a estar juntos, estavam sentados no chão, encostados no sofá, revisando os papéis que o investigador tinha entregado à mulher durante a manhã. Já que Remus tinha atado suas mãos, decidiram ver se podiam fazer algo por vias legais para que tirassem tudo o que tinha, e talvez deixaria seu amigo quando soubesse que todos estavam contra ela.
— Então, achou algo, Hollie? — perguntou o moreno, bebendo uma taça de vinho que a mulher tinha servido.
— Não, absolutamente nada — respondeu ela com outra taça — Segundo o relatório, não podemos fazer muito, exceto fazê-la perder tempo. Seria questão de dias ou semanas para perder o direto da herança definitivamente e ficaria à disposição completa da organização Centaurus.
— Desde que não consiga dinheiro de algum lado, não é? — acrescentou Sirius, terminando seu vinho — Tem mais?
— Claro que tenho, mas não acha que já bebeu muito?
— Eu e você sabemos que eu nem comecei — disse brincando — Vai, me serve.
— Eu sou sua garçonete? — retrucou — Se quer se intoxicar, na cozinha tem algumas garrafas, pega e vai beber em outro canto.
— Por que não aqui?
— Não tenho paciência para discutir com um bêbado agora.
— Isso é fácil de resolver, bebe comigo.
— Claro que não.
— Vamos, afoguemos nossas mágoas alheias com um pouco de vinho — o homem convidou.
— Está bem — ela aceitou um pouco receosa —, mas só algumas taças, e quando eu disser que chega, você para de beber e vai para casa. É pegar ou largar.
— Eu pego — disse Sirius com um sorriso imenso — Já volto — ele pôs-se de pé e foi até a cozinha, não seria uma noite como qualquer outra.
Longe dali, em outra casa, Remus e Tonks estavam terminando de lavar os pratos que usaram durante o jantar. Durante toda a tarde estiveram juntos, mas não tiveram uma conversa verdadeira, era como se ela estivesse o castigando ignorando-o.
A verdade era que ela não sabia o que pensar, tinha recebido mais informação do que poderia processar no momento, e o pior é que quanto mais pensava, mais algumas ideias perturbadoras surgiam. Era por causa dessas ideias que não queria conversar com Remus, não queria que alguma daquelas ideias fosse verdade, mas sabia que não podia evitar o confronto com seu marido.
Na hora de dormir, Nymphadora continuava agindo da mesma forma, desejou boa noite ao homem antes de entrar no que era o seu quarto. Isso fez Remus pensar que naquela noite dormiria sozinho, aprontou-se para dormir e pegou um livro de cima de sua mesa de cabeceira para conciliar o sono. Estava a ponto de apagar as luzes quando a porta se abriu e a jovem entrou no quarto.
Sem dizer uma palavra, a mulher aproximou-se do outro lado da cama, levantou o edredom e acomodou-se, dando as costas para ele. Resignado, Lupin apagou a luz e também deitou-se.
— Não vai falar comigo? — perguntou, vendo a nuca rosa da garota.
— Claro que eu vou ter que falar contigo — respondeu simplesmente.
— Olha, eu sei que deve estar irritado, mas...
— Remus, o que sente por mim? — perguntou, interrompendo o seu discurso.
— O que sinto por você? — repetiu sem entender de onde vinha a pergunta.
— Sim — Tonks deu a volta para olhá-lo nos olhos — Estive pensando nisso tudo e, bom, quero saber. A forma como agiu esses dias é porque voltou a vê-la, não é?
— Sim — aceitou.
— E o dia que chegou cedo em casa e transamos, você a viu?
— S... sim.
— É o que eu temia — começou — Então transou comigo porque não pôde com ela ou...
— Não, não, claro que não — disse Remus imediatamente — Não tem nada a ver com isso.
— Então, o que houve? O que sente por mim? — perguntou outra vez.
— Olha, você... você é muito importante para mim. Naquele dia, eu falei com ela, me lembrou de bons momentos que passamos juntos, e sem poder evitar eu comparei com os movimentos que temos passado juntos.
— Mas não é a mesma coisa, eu nunca te trairia — ela garantiu.
— Eu sei, eu sei. E quando cheguei e te vi na cozinha lavando os pratos... Não sei, simplesmente quis estar junto de você, sentir as suas carícias, os seus beijos, queria me sentir amado.
— Sentir-se amado?
— Eu sinto vergonha de admitir, mas... o motivo da minha mudança é porque eu queria sentir-me amado — revelou — Desde o momento que voltei a ver a Nicole, me lembrei da dor que senti por sua traição, e sei que é egoísta, mas com as suas carícias, estar junto me faz sentir menos dor, me faz me sentir querido — terminou com um notável rubor no rosto.
Tonks não podia acreditar no que escutava, por um trágico momento chegou a pensar que ela era só um prêmio de consolação, que no fundo ainda sentia algo pela outra, mas depois de escutar aquelas palavras, que sabia que eram verdadeiras, soube que tinha agido assim porque a precisava, precisava de seu afeto e do seu amor, e agora mais do que nunca se sentia unida a ele.
— E continua duvidando do que temos passado juntos?
— Eu deixei de duvidar quando te vi sorrir — respondeu, acariciando a sua bochecha.
— E o que vai acontecer agora? Pelo que dizem, ela é louca, não vai te deixar em paz.
— Eu não sei — admitiu com um pouco de aflição.
— Uma parte de mim quer que siga o jogo dela e depois a faça pagar na mesma moeda — confessou a garota —, mas sei que nunca se prestaria a esse papel, e só a ideia de que em algum momento fique a sós com ela me dá vontade de... — fez um gesto que queria dizer que queria apertar o pescoço dela.
— Tranquila — ele disse risonho, pegando a sua mão — Não pense nisso.
— Certo.
— Pensei que essa noite não ia dormir comigo.
— Eu não ia — ela declarou —, mas depois de um tempo na cama, me senti um pouco sozinha, e cedo ou tarde íamos ter que falar.
— Sim, tem razão — Remus concordou — Bom, é melhor irmos dormir, amanhã vai ser um dia cheio, tem que ver a sua exposição.
— Me promete que não vai me deixar por ela.
— É claro — respondeu — Eu nunca te trocaria por ninguém — abraçou-a e aproximou-a dele para dar um profundo beijo.
Nymphadora estava mais tranquila depois daquela conversa, agora sabia que os medos que sentiu eram infundados e agora mais do que nunca, sabia o quão incômodo era para Remus, e a falta que fazia a sua presença. Essa era uma dura provação sem dúvida alguma, uma que se jurou que ia passar, não deixaria que continuasse sofrendo por causa daquela mulher e não permitiria que atrapalhasse a feliz vida que estavam formando, brigaria com unhas e dentes para defender o que tinham.
