17 - Sentimentos

Enquanto Elizabeth aproveitava uma conversa interessante e agradável com o anfitrião da noite, Darcy chamou a atenção do seu tio e indicou um canto mais isolado do salão onde poderiam ter uma conversa privada. Suas esperanças para aquela noite estavam sendo severamente abaladas. Tudo o que ele queria era permanecer a maior parte do tempo com Elizabeth e aprofundar a amizade que eles estavam construindo, e se tivesse chance, dar algumas dicas sutis do quanto os dois juntos fazia sentido. Embora o beijo que eles trocaram um pouco antes fosse muito mais do que ele esperava para aquela noite, enfrentar os Wickham, Anne e agora seu tio não estava em seus planos. Ele teria que ser forte para a conversa que teria em seguida.

Olhando para a expressão severa do seu sobrinho, Henry sabia de imediato que o assunto era sério. Ele viu que o clima estava tenso entre ele e Anne e acreditava que Darcy pediria sua assistência para fazer Catherine finalmente desistir da ideia ridícula de casá-lo com Anne. Ele nunca concordou com sua irmã sobre isso, pois casar Darcy com Anne não traria nenhum benefício à família. Essa suposta união só levaria benefícios para Catherine e Anne, o que não concordava com seus planos. Darcy teria que se casar de preferência com a filha de um político, assim, suas ambições nas próximas eleições seriam mais facilmente alcançadas.

Confiante do motivo da súbita reunião, Henry se apressou a iniciar a conversa antes mesmo que Darcy tivesse a oportunidade. "Eu sei do que se trata, Darcy, mas fique tranquilo que eu mesmo vou conversar com Catherine sobre essa ideia absurda de casamento com Anne. Vou explicar para ela que assim que você se divorciar nós vamos selecionar alguém que acomodará todas as nossas expectativas. Eu já tenho até algumas candidatas em mente..."

Darcy estava incrédulo. Ele deveria estar completamente cego antes para não enxergar o quanto seus tios acreditavam controlá-lo. Aquela seria realmente uma noite de surpresas. "Eu estou sinceramente chocado... não foi por este motivo que eu o chamei, mas agora que você tocou no assunto, vamos abordá-lo de vez. Minha vida pessoal não será discutida e muito menos organizada por ninguém além de mim. Meu casamento só diz respeito a mim e a minha esposa. Eu nunca vou me casar com Anne e nem com alguém escolhido por qualquer outra pessoa por todas as razões erradas. E a partir de agora não tolerarei interferências em nenhum aspecto da minha vida, da vida da minha esposa, da minha irmã e nem dos meus negócios. O líder da família Darcy sou eu. Eu agradeço por tudo o que você fez, tio, mas eu sou um adulto, responsável e capaz o suficiente para continuar por conta própria. Nós vamos marcar uma reunião muito em breve para discutirmos sua saída do conselho."

Seu tio arregalou os olhos e gaguejou algumas vezes tentando pensar em uma resposta, mas Darcy não lhe deu oportunidade. "Agora, vamos ao cerne desta conversa. Graças a você, as condições do meu casamento com Elizabeth não são tão sigilosas quanto gostaríamos. Eu não posso nem começar a dizer o quanto eu estou descontente."

Dessa vez Henry foi mais rápido. "O que você quer dizer com 'graças a mim'? Eu não disse nada a ninguém."

Darcy se aproximou ainda mais, não deixando dúvidas do quanto ele estava furioso. "Se você não tivesse elaborado aquele contrato nupcial ridículo como eu falei, o filho do seu advogado não teria acesso a isso. Elizabeth não teria sido constrangida, quase chantageada e tratada como uma mulher qualquer. Eu não vou mais admitir nenhuma incivilidade em relação a ela, você está entendendo? Nem de você e nem de qualquer outra pessoa. Suas atitudes me causaram um problema e eu espero que você resolva o quanto antes."

Darcy ainda estava furioso e assistia o rosto do seu tio vermelho, se de raiva ou de vergonha, ele não sabia. "O filho dele não deveria ter acesso a nada. Ele não trabalha com o pai dele. Eu não entendo como isso aconteceu."

"Ou ele tem o costume de bisbilhotar nos negócios dos clientes do pai, ou o seu advogado compartilhou o conteúdo desse absurdo de contrato com a família dele e sabe Deus quem mais, fazendo de mim uma grande anedota e expondo Elizabeth a esse tipo de ameaça, o que eu não vou tolerar. A culpa disso é sua. Obrigado, tio." Darcy terminou sarcasticamente e se afastou, deixando Henry Fitzwilliam pela primeira vez na vida sem palavras.

Na opinião de Darcy, o jantar foi servido tarde demais, e como sua tia Rebecca avisou repetidamente, foi um caso formal, daqueles com vários pratos, talheres e taças. Henry passou o restante da noite em um silencio estranho depois da conversa que teve com Darcy. Suas tias observavam Elizabeth avidamente e Darcy não sabia se era para ajudá-la, corrigi-la ou detectar qualquer falha, o que ele sabia é que se sentia aborrecido e estava preocupado com o conforto de Elizabeth. Ele nem conseguia imaginar como ela se sentia sendo um alvo daquela forma. "Não dê atenção às minhas tias." Ele sussurrou no ouvido dela para tranquilizá-la.

"Não se preocupe. Eu estou achando isso divertido." Ela sussurrou de volta com o meio sorriso que ele conhecia de quando ela queria provocar, e para seu deleite, a oportunidade surgiu rapidamente.

"Eu não entendo porque servem esse sorvete insuportável no meio da refeição. Por que isso não é servido na sobremesa?" Anne resmungou. Ela sempre encontrava algo para criticar, pensando erroneamente que isso a fazia parecer superior. Sua madrasta agia dessa forma e todas as suas amigas também.

"Isso é um sorbet. Serve para limpar o paladar entre um prato e outro, por isso é servido no meio da refeição, embora também possa ser uma sobremesa refrescante." Elizabeth respondeu com o queixo altivo em uma atitude esnobe fazendo com que Darcy, Richard e Robert tentasse disfarçar a risada, contudo, Elizabeth ainda não tinha terminado. "Como você pode notar, Sra. Fitzwilliam, sua aula de etiqueta, como eu repetidamente tentei informar, não era necessária. Pelo menos não comigo."

Para crédito de Rebecca, ela parecia bastante contrita, mas Catherine tomou a crítica sutil a sua enteada como uma afronta. Elizabeth não se importava e continuou a saborear a refeição com classe e elegância, sem errar e nem hesitar sobre qual talher usar, como manipular seus alimentos, qual bebida deveria ser consumida com a refeição... seus gestos eram delicados como um balé, o que não se poderia dizer da grande maioria das pessoas consideradas da alta sociedade e que estavam ali naquela noite.

"Eu devo admitir que estava errada. Surpreendentemente, você sabe como se portar." Rebecca respondeu sem deixar de alfinetar Elizabeth sutilmente.

"Eu não entendo o motivo da surpresa. Eu sou inglesa. A etiqueta formal é praticamente um patrimônio nacional." Elizabeth respondeu com humor.

Richard ergueu o copo em direção a ela em um brinde. "Viva a Inglaterra."

Depois do jantar, Darcy estava decidido a não ter mais interrupções em suas danças com Elizabeth, mas ele descobriu que aquela resolução não seria facilmente cumprida. A todo momento alguém se aproximava para conversar com Darcy com a intenção de conhecer Elizabeth, e em quase todas as vezes a introdução era seguida por um pedido de uma dança. Nem todos eram hostis. A maioria das pessoas que buscaram uma introdução à Sra. Darcy estavam na verdade curiosas e assim que conversaram com ela entenderam porque Darcy parecia tão apaixonado.

Felizmente, não ocorreram mais eventos desagradáveis e Elizabeth estava feliz em conhecer várias pessoas interessantes. Ela teve conversas agradáveis com muitas das personalidades ditas como importantes, e que diferente da família do seu marido, a trataram com respeito e simpatia, o que foi uma boa surpresa.

Entretanto, por mais que as distrações fossem abundantes, ambos tinham seus pensamentos voltando repetidamente para o beijo que trocaram mais cedo, mas um deles estava relutante em admitir a vontade de repetir o feito. Foi com muito esforço que Elizabeth impediu seus olhos de focarem nos lábios de Darcy quando eles estavam juntos, e todas as vezes que ela não conseguia evitar, sentia seu corpo se aquecer ao reviver o momento. Se ela fosse sincera consigo mesma, sabia que não recusaria outro beijo. E os pequenos contatos que aconteciam a fazia ainda mais atraída por ele.

Ao perceber as primeiras pessoas se despedindo, Darcy chamou a atenção de Elizabeth. "O que você acha de encerrarmos a noite?"

Elizabeth estava aliviada. Não que o baile tenha sido ruim, se ela fosse honesta, foi bastante divertido e nada como ela tinha antecipado, mas a proximidade constante com Darcy estava causando sensações que ela temia admitir para si mesma.

Para um homem que geralmente preferia ficar em casa, Darcy estava aceitando muito mais convites do que o habitual. O motivo era bastante simples: durante esses eventos, ele tinha a liberdade de se aproximar de Elizabeth da forma que não poderia na intimidade de sua casa. Segurar as mãos, abraçar, apoiar as mãos nas costas dela, acariciar seu rosto, beijar sua testa ou sua bochecha com bastante frequência e muito mais raramente a repetição do beijo que não saía da cabeça de nenhum deles... era tudo o que ele desejava em qualquer momento que estava próximo a ela. Ele tentava evitar o máximo possível, pois não queria se aproveitar dela, mas ela era tentação demais para ele conseguir se impedir. E o fato de que ela dava boas-vindas a cada uma dessas intimidades só o incentivava.

Consequentemente, esses gestos de carinho se tornaram cada vez mais naturais, e algumas vezes, sem pensar, eram repetidos quando não necessários. As conversas entre eles também ficaram mais confortáveis, e para deleite dos funcionários da casa, e principalmente de Georgiana, a risada de Darcy não era mais uma ocorrência incomum.

Quanto mais convivia com Elizabeth, mais Darcy se encantava. Ela era educada, carinhosa, gentil e divertida. Deparar-se com alguma situação hilária em que ela era a responsável se tornou comum. E não era somente os humores de Darcy que estavam elevados nos últimos meses.

Darcy chegou uma tarde mais cedo, feliz por ver o carro da Elizabeth na garagem indicando que ela estava lá. Ao entrar na casa, escutou a gargalhada de sua governanta, Sra. Reynolds, o que talvez não era ouvido desde que Georgiana era uma criança. Curioso sobre o que estava causando risadas em sua funcionária muito séria, Darcy caminhou lentamente em direção a cozinha apenas para se deparar com a cena mais inusitada.

Elizabeth, com o rosto sujo de farinha, cantava e dançava a coreografia de 'Wuthering Heights', música dos anos setenta da cantora Kate Buch que Darcy lembrava que a Sra. Reynolds escutava com frequência. A música estava tocando no celular que descansava sobre o balcão, e Elizabeth estava no meio da cozinha, fazendo a coreografia, incluindo as expressões faciais exageradamente teatrais da cantora, enquanto a Sra. Reynolds e a Sra. Hill balançavam a cabeça gargalhando. Darcy estava impressionado em como Elizabeth conseguia imitar a voz extremamente aguda da cantora e precisou morder os lábios para não rir e chamar a atenção para si.

Ao final da música, a governanta e a cozinheira aplaudiam e Elizabeth fazia uma mesura exagerada. "Obrigada, obrigada!" Ela não aguentou e começou a rir também, fingindo que estava limpando o suor da testa. "Agora, vamos continuar a fazer esses pãezinhos que todo esse exercício me deu fome."

Ele sorriu e caminhou para o seu escritório, mas não conseguiu se concentrar. Eles estavam completando quatro meses casados e parecia cada vez mais certo tê-la em sua casa. Tudo era melhor e mais alegre. As pessoas que trabalhavam para ele estavam mais felizes, até mesmo em seu trabalho, pois seu humor estava muito mais agradável e ele sabia que era unicamente por causa dela.

Qualquer atividade era mais prazerosa com Elizabeth, até mesmo um domingo sem nada para fazer. Assistir a um filme com ela, ler um livro na presença dela, fazer uma refeição enquanto conversavam, era um sonho se tornando realidade. Ele sabia que tinha que fazer algo para finalmente conquistá-la. Sabia que ele estava tão envolvido, tão absorvido naquela vida supostamente falsa de felicidade doméstica que temia confundir com a realidade. Ele percebia que ela estava mais relaxada em torno dele e o emocionava que ela se preocupava com ele o suficiente para perceber quando ele não estava bem ou estava preocupado. "Ela se importa comigo... ela se importa. Eu sei que sim..." Ele sussurrava pensando em milhares de maneiras para se declarar a ela.

Depois do beijo no baile dos Rodwell, Elizabeth teve dificuldade de se conciliar com seus sentimentos em tumulto. Cada dia em que convivia com Darcy, ela descobria mais motivos para admirá-lo. A conversa dele, quando desprovida de todo o antagonismo anterior, era inteligente e envolvente. O humor que ela nunca acreditou que ele tivesse era sutil e terrivelmente charmoso. Ele era atencioso como ninguém que ela conheceu antes. Sem contar que ele não era somente um bom patrão para seus funcionários, ele era alguém que realmente se importava com aqueles que estavam sob seus cuidados e dependiam dele.

Ela teve uma prova disso quando flagrou uma das funcionárias da casa disfarçando o choro enquanto limpava uma das salas. Antes de Elizabeth correr para o lado dela e ajuda-la, Darcy estava lá, com um rosto preocupado perguntando o que tinha acontecido, gentilmente a guiando até uma cadeira, sentando-se próximo a ela e lhe dando toda a sua atenção.

A empregada explicou timidamente que seu filho tinha um problema cardíaco e que naquele dia ela recebeu a notícia que seu pedido de empréstimo para custear o tratamento tinha sido negado. Imediatamente, Darcy estava com o celular nas mãos conversando com alguém que parecia ser um médico. Depois de alguns momentos, ele escreveu algo em um cartão e entregou a funcionária, a liberando do dia de trabalho e dizendo para comparecer naquele endereço no mesmo dia e explicando com quem deveria conversar.

"Emma, este é o médico pessoal da minha família. Leve todos os exames que seu filho já fez para ele e ele vai orientá-la... provavelmente ele vai indicar um especialista de confiança. Não se preocupe com os custos... nem pense sobre isso." Ele dizia como se fosse algo normal.

Emma, a empregada, olhava para ele como se fosse um anjo. "Eu não sei como agradecer, Sr. Darcy. Eu nunca vou esquecer o que o senhor está fazendo pelo meu filho e prometo que um dia vou devolver todo o dinheiro. O senhor é o melhor dos homens."

"Você não me deve nada... não vamos mais falar sobre isso... só me deixe atualizado com notícias sobre ele... e por favor, se precisar de algo ou tiver algum problema, fale com a Sra. Reynolds. Eu a deixarei ciente da situação e ela saberá o que fazer." Ele respondeu mudando de assunto e tentando encerrar a conversa, constrangido com os louvores da mulher.

Elizabeth assistia a cena com o coração amolecido em direção a ele. Sim... você é o melhor dos homens, ela pensou enquanto o olhava com carinho e arregalou os olhos quando percebeu. Caminhando para sua sala o mais rápido possível, ela tentou se concentrar no trabalho, mas estava se mostrando uma tarefa difícil. Excluindo a família dele que tinha sido insuportável, ela tinha que admitir que gostava de estar com ele, e que diferente do que previu, morar com Darcy era ótimo e nenhuma vez ela sentiu vontade de voltar para o seu próprio apartamento. Na verdade, ela não tinha vontade de voltar nunca.

"Oh, meu Deus... oh, meu Deus... eu estou em sério risco aqui." Ela sussurrou e fechou os olhos com força, seu coração disparado, parecendo bater em sua garganta. Ela começou a sentir o familiar formigamento nas mãos, pés e rosto. "Isso tem prazo determinado, Elizabeth. Não se apegue. Não se apaixone. Não faça isso com você." Ela repetia, sentindo o medo se apoderar dela. Sua testa estava úmida e ela sentia o calor chegando em ondas e em seguida, um calafrio repugnante. Seu peito começou a doer e a sala girar. Elizabeth apoiou os cotovelos nos joelhos e o rosto nas mãos, respirando profundamente para diminuir a sensação de pânico e náusea que há muito ela não experimentava. E foi assim que Darcy a encontrou.

Correndo para o lado dela e colocando a caneca de chá que tinha feito para ela sobre a mesa, ele se ajoelhou e segurou o rosto de Elizabeth delicadamente em suas mãos. "Elizabeth, o que está errado? Você está com dor? O que eu posso fazer por você?"

Percebendo o quanto ele estava assustado, Elizabeth se esforçou para aparentar a calma que não sentia e se obrigou a sorrir para ele, mas seus lábios trêmulos a desmentiram. "É só uma dor de cabeça, William. Não fica preocupado. Eu já tomei um remédio e a qualquer momento vai passar."

"Você quer que eu te leve ao hospital?" Ele ainda a olhava intensamente procurando qualquer sinal de desconforto. Elizabeth estava com o rosto corado e os olhos ligeiramente marejados, e ele sabia que ela estava segurando as lágrimas, o que o fazia ainda mais alarmado.

Elizabeth sorriu para ele e cobriu uma de suas mãos que ainda estavam em seu rosto com a própria mão. "Não. Não há necessidade, mas obrigada pela preocupação."

Sentindo-se mais calmo, mas ainda preocupado com ela, ele pegou a caneca de chá e colocou nas mãos dela. "Aqui, eu fiz chá para você. É de camomila. Acho que pode ajudar."

Ele a ajudou a ir até o sofá, sentou ao lado dela, pegou um livro que estava lendo e a observou relaxar ao lado dele tomando lentamente o conteúdo de sua caneca.

Elizabeth estava em completa confusão. Como é que a mesma pessoa responsável pelo seu ataque de pânico também era responsável por acalmá-la daquela forma? Não fazia sentido. Ela sabia que precisava conversar com Jane e contar sobre o que tinha acontecido, mas era difícil. Mesmo ela não compreendia completamente seus sentimentos.

Ela sentiu a caneca sendo retirada de sua mão e abriu os olhos para ver Darcy colocá-la na pequena mesa ao lado do sofá. Em seguida, ele colocou uma almofada no próprio colo. "Venha, Elizabeth. Deite aqui."

Não querendo contrariá-lo e cansada demais para pensar excessivamente, ela fez exatamente o que ele pediu. Assim que ela encostou a cabeça em seu colo, sentiu a mão dele em seus cabelos, massageando sua cabeça delicadamente... e nunca algo tão simples teve o poder de retirar seu pânico como aquilo. Nem mesmo a música. Rapidamente, ela sucumbiu a um sono tranquilo sob o olhar atento, preocupado e terno de Darcy.