Capítulo 21 – A casa dos deuses
POV Percy
O cabelo grisalho, a blusa havaiana e bermuda florida, os chinelos... não havia dúvida de quem o gigante estava tirando sarro, provocando.
— Percy, aquele não é...? — começou Annabeth.
— É. Meu pai.
— Como diabos eles estão com um dos Três Grandes...? — murmurou Piper.
— Não sei, mas precisamos libertá-los —. Eu liderei o caminho até uma coluna mais próxima, para que pudéssemos ouvir o que eles estavam conversando.
— Essa é a missão, não é? — perguntou Annabeth, baixinho, mas alto o suficiente para que os outros ouvissem.
Eu apenas acenei com a cabeça.
— Rachel só não me disse que um dos deuses era meu pai. E eu falei com ele hoje. — eu disse entredentes.
— Espera, o quê? — ouvi Leo dizer.
— Você sabe que deuses podem se manifestar em vários lugares ao mesmo tempo. Se seu pai apareceu pra você, significa que ele ainda tem algum poder guardado, mas ele não parece muito bem. Ele parece meio pálido.
— Rachel me disse que não sabia há quanto tempo eles estavam presos aqui. Mas que a cada minuto, eles enfraqueciam.
— Quem são os outros? — perguntou Frank.
— Deuses menores — respondeu Jason antes que Annabeth o fizesse. — Provavelmente os debaixo do domínio de Netuno ou algo relacionado a ele. O gigante parece muito com...
— Polibotes. — disse Annabeth. — O gigante que nasceu para destruir Poseidon.
— Ou Netuno, — murmurou Jason.
— Independente do nome, ele é meu pai — continuei. — Precisamos tirá-lo de lá.
Polibotes era enorme. Mais alto que uma torre – no mínimo uns dez metros –, ele tinha pernas escamosas, parecidas com pernas de réptil, parecendo um dragão da cintura pra baixo. Da cintura pra cima, uma armadura verde-água o cobria. Seu cabelo parecia um bolo de algas desgrenhadas, enroladas como dreads. Só de vê-lo meu estômago embrulhou. Já tinha ouvido falar dele, até visto desenhos antigos. Mas vê-lo pessoalmente era outra coisa, e causava a mais variada gama de enjoos.
De repente, os deuses menores começaram a gritar. Pareciam estar sendo torturados, mas não havia ninguém que pudéssemos ver perto deles, além dos monstros-capangas tradicionais.
— Tem alguém além de Polibotes torturando os deuses — disse Frank, baixinho.
— Vamos tentar nos aproximar. Ali, atrás daquela estátua.
Nos esgueiramos devagar para trás de uma estátua arruinada, mas que ficava próxima o suficiente dos deuses aprisionados – e de Polibotes – para ouvirmos o que estava acontecendo.
— O ritual logo estará completo, deus do mar. — falou Polibotes, veneno puro na voz. — A Mãe Terra vai acordar e tudo pelo qual os deuses trabalharam será exterminado!
Eu direcionei o olhar para meu pai, e vi que ele parecia meio verde, enjoado. Imaginei que a presença de Polibotes ali era a causadora disso. Ele tinha os braços acorrentados ao chão, assim como os pés, correntes do que parecia ouro maciço e que com certeza tinham algum tipo de encantamento, para mantê-lo ali.
— Qual o plano, Annie? — perguntei baixinho.
— Venham aqui, todo mundo.
Nos esgueiramos de volta para uma pilastra próxima, mais distante dos monstros para que eles não pudessem nos ouvir – tínhamos coberto apenas nossos cheiros, afinal.
Nos reunimos numa roda, mas eu ainda olhava nossos arredores pra ter certeza que não seríamos surpreendidos.
— Vamos nos dividir. — Começou Annabeth. — Leo, Jason e Piper, vocês vão tentar soltar os deuses menores que estão naquela jaula de campo de força. Destruam o máximo de monstros que conseguirem e tentem descobrir como tirá-los de lá. Hazel e Frank vão distrair Polibotes, mantenham ele afastado de Poseidon e o mais distraído possível. Eu e Percy vamos tentar libertar Poseidon. Com ele livre, teremos chance de destruir os outros monstros e derrotar Polibotes.
Todos concordaram, e depois de vermos mais alguns detalhes, nos dividimos entre as pilastras mais próximas, aguardando o momento certo de atacar.
Leo, Jason e Piper foram primeiro. Se esgueirando pelas colunas, atacaram os monstros que estavam na borda do perímetro que guardava os deuses, e logo os outros vieram para perto. Vi o suficiente para saber que Piper realmente sabia o que estava fazendo, enquanto ela destruía monstros a torto e a direito, quase no mesmo ritmo que Jason – que era um pretor romano, então isso era muita coisa. Leo os distraía e atacava rapidamente também, e logo Polibotes se virou para ver do que se tratava toda aquela comoção.
Foi quando Hazel e Frank se revelaram. Tendo subido em uma das ruínas, eles se lançaram para cima do gigante, que saiu cambaleando para trás, tentando tirá-los de seu cabelo – sem muito sucesso, pois eles continuavam se mexendo e golpeando com suas armas.
Eu e Annabeth nos movemos então. Polibotes tinha se movido para longe o suficiente para que pudéssemos chegar até meu pai sem sermos detectados.
Ele parecia mal. Enjoado, quase.
— Pai, estamos aqui. — Avisei.
Ele deu um sorriso pequeno.
— Eu sabia. O encantamento de Afrodite é forte o suficiente para escondê-los de monstros e da maioria dos deuses. Mas não de mim. — Ele nos olhou e nos deu uma piscadela. — Ora se não é minha nora favorita.
Annabeth ficou vermelha, sem saber o que dizer, então partiu para a ação. Sua faca de bronze celestial não fez nem um arranhão nas correntes, porém.
— Precisam pegar as chaves do cinto de Polibotes. — Meu pai disse. — Nada além disso vai quebrar essas correntes.
Ele fez um movimento como se quisesse quebra-las, mas logo desistiu.
— Se eu tivesse meu tridente...
— Não se preocupe, vamos tirá-lo daqui e recuperar o tridente também — eu disse, enquanto Annabeth olhava para Polibotes – ainda tentando se livrar de Hazel e Frank. — Por que não me disse que estava preso?
— Você saberia na hora certa, Percy. — Ele disse. — E eu não tinha muito tempo.
Antes que eu pudesse perguntar mais, ouvimos gritos. Nos viramos, apenas para ver Piper, Leo e Jason ajoelhados no chão, gritando em agonia. Não havia monstros ao redor deles, mas o campo de força se mantinha. Confuso, sem saber o que os estava atacando, eu dei alguns passos para o lado, para ver quem estava à frente deles.
— Percy... — meu pai me chamou, mas era tarde demais.
Ali, na frente de Leo, Jason e Piper, torturando meus amigos, estava a deusa Miséria, que eu tinha encontrado no Tártaro.
Imediatamente as memórias me assolaram.
POV Annabeth
Percy ficou pálido na mesma hora em que Poseidon chamou seu nome. Eu me aproximei para ver o que ele vira que o deixara paralisado, e vi uma mulher magérrima, com pele cinzenta e cabelo liso negro desgrenhado. Parecia uma sem-teto, e tinha uma aura de desespero emanando dela. A mão estendida parecia ser a fonte do sofrimento que Jason, Piper e Leo pareciam experimentar. Eu franzi.
— Aquela é Miséria. — disse Poseidon. — Uma deusa menor que estava no Tártaro há muito tempo. Gaia e os gigantes fizeram um acordo com ela.
E então eu entendi.
— Percy a encontrou lá. — Eu disse, vendo como ele ainda não se mexia, parecendo preso em memórias horríveis, se encolhendo em resposta a elas.
— Sim. Ela que está segurando os outros deuses.
— Percy — eu falei, urgente, segurando sua mão.
Ele tremeu e olhou para mim, os olhos marejados.
— Eu...
— Você não está mais no Tártaro, Percy. Está aqui, conosco, e precisamos de você agora mais do que nunca.
Ele engoliu seco e fechou os olhos, parecendo atormentado. Respirei fundo e me aproximei, abraçando-o e ignorando o tremor no corpo dele. Deixei que minha mão entrasse por baixo da camisa dele, e toquei seu ponto mortal – aquele único ponto não penetrado pelo rio Estige quando ele mergulhou, há tanto tempo atrás.
Ele estremeceu mais ainda.
— Você está bem, Percy. E não está sozinho.
Eu o senti respirar profundamente antes dele me abraçar com força.
— Obrigado.
Os gritos dos outros quebraram nosso abraço e de repente Percy tinha nos olhos uma determinação que eu não tinha visto em muito tempo.
— Vá ajudar Hazel e Frank e pegue a chave. Eu lido com Miséria.
— Percy.
Ele se virou ao ouvir seu pai chamar.
— Dê a ela tudo que você tem.
Os olhos do deus do mar estavam tempestuosos, como uma tempestade marinha terrível. Provavelmente havia um furacão ou alguma tempestade em algum lugar, com aqueles olhos do jeito que estavam.
Mas isso pareceu cimentar ainda mais a determinação de Percy, que assentiu uma vez e correu até a deusa. Eu balancei a cabeça para tentar me concentrar na minha tarefa.
— Já volto — eu disse a Poseidon, só para não ser mal educada com meu sogro.
Corri até Polibotes, que tinha uma lança na mão e atacava seus próprios cabelos, atrás de Hazel e Frank – que pareciam estar bem. Calculei a melhor forma de subir nele e escolhi a rota mais rápida.
— Ei, grandalhão, aqui!
O gigante parou de se espetar e olhou para baixo, estreitando os olhos quando me viu.
— Semideusa! Fará um bom aperitivo.
Ele veio com a lança para mim e eu pulei de lado quando ele espetou o chão. Rapidamente escalei a lança e enquanto ele subia com ela de novo eu me segurei, me jogando na cintura nojenta e reptiliana dele. Ignorei o muco de réptil e os gritos dele enquanto me equilibrava até chegar no pequeno chaveiro no quadril esquerdo dele, balançando para lá e para cá, seguro no que parecia uma boca de cão infernal – decorativa, ainda bem.
Peguei a chave e pulei para o chão.
— NÃO!
Polibotes me agarrou no ar, e eu guardei a chave dentro do meu sutiã antes que ele fechasse a mão sobre mim por completo. Minha mão esquerda estava com minha faca de bronze celestial e eu tentei golpeá-lo por dentro, mas nada funcionou. Logo eu estava cara a cara com o gigante mais asqueroso que já tinha conhecido.
— Semideusa... você não vai fazer o que está querendo fazer — ele riu. — Vai ser meu lanche!
Ele me guiava até sua boca, e eu não pude evitar o grito, mas bem na hora, uma flecha penetrou seu olho esquerdo, e ele gritou.
Hazel, pendurada no ombro esquerdo dele, preparou outra flecha para o outro olho.
A parte boa disso tudo era que Polibotes, ao gritar, tinha aberto a mão e me soltado. A parte ruim era que eu estava caindo – e considerando a altura do gigante, a queda era grande.
Algo me pegou no ar e vi uma águia enorme me depositando no chão. Não tive tempo de saber o que era, porque assim que eu estava segura, a águia subiu novamente, tirando Hazel dos ombros do gigante enquanto ele caía para trás tentando tirar as flechas – que eram pequenas demais para suas mãos dos olhos.
A águia pousou e Hazel parecia tão chocada quanto eu. E então a águia se transformou em Frank.
— Então, eu tenho esse poder ancestral e... — Frank parecia muito envergonhado, então decidi deixar para processar depois.
— Não importa, vamos sair daqui antes que ele levante.
E então ouvimos outro grito agonizante. Nos viramos para ver Percy, a mão estendida na direção da deusa Miséria, enquanto ela gritava em terror.
Infelizmente, foi tempo suficiente para o gigante se levantar e nos pegar novamente.
POV Piper
O desespero foi embora tão rápido quanto tinha chegado.
Quando abri os olhos, Percy estava à nossa frente, falando com a deusa.
— O que está fazendo aqui?
A voz anasalada e dolorida da deusa respondeu, debochada.
— Eu que pergunto, Perseu Jackson. Você deveria estar morto.
— Sou mais resistente do que pareço, Miséria. Largue meus amigos e os deuses, agora.
— Não vou obedecer a um semideus debochado.
Jason e Leo finalmente recuperaram os sentidos, assim como eu, e nós três observamos enquanto Percy falava com a deusa, aparentemente com raiva, enquanto nos protegia do olhar da deusa.
— Não me faça lutar com você. — disse Percy.
A deusa riu, e era uma risada tão horrível como unhas arranhando um quadro-negro. Fez os pelos do meu braço arrepiarem com o som.
— Pode vir, Perseu. Não me esqueci do que fez comigo. Quero minha revanche.
Percy não a deixou falar mais nada, e atacou, Contracorrente na mão. Eu ajudei os meninos a se levantarem enquanto eles duelavam – Percy com sua espada e Miséria com o que parecia ser uma espada negra.
— Precisamos... soltá-los. — disse Leo — É o único jeito de derrotarmos Miséria e Polibotes.
— E como faremos isso? O campo de força está vindo dela. — disse Jason.
Antes que pudéssemos falar mais alguma coisa, a espada de Percy desarmou a deusa, que estendeu a mão para Percy. Senti meu coração acelerar, sabendo que ele sentiria o mesmo que tínhamos acabado de sentir.
Ele grunhiu e segurou a cabeça, e então soltou a espada.
— Você... não... vai... entrar... na minha... cabeça...
Vimos Percy resistir a influência da deusa, que chegou mais perto dele, e então Percy estendeu a mão, com um grito determinado.
E foi a vez da deusa gritar. Um grito agudo e aterrorizado, enquanto arregalava os olhos e colocava as duas mãos no pescoço, como se estivesse afogando.
— Te derrotei uma vez e farei de novo, Miséria. E dessa vez não vou parar. — Ele disse, raiva pura saindo de suas palavras.
Foi então que percebemos: ele estava segurando-a do mesmo jeito que tinha feito conosco antes, só que ela estava aterrorizada, como se... estivesse afogando.
— Ele está manipulando o sangue dela — disse Jason.
Antes que ele dissesse mais alguma coisa, me aproximei de Percy.
— Precisamos dela viva, Percy. Ela é quem está manipulando o campo de força que mantém os deuses presos.
Percy grunhiu, nada satisfeito.
— Liberte os deuses e eu solto você — ele disse.
Miséria deu o que parecia uma risada, enquanto sufocava.
— Nun-cca!
Ela começou a ficar roxa, e eu sabia o que precisava fazer.
— Percy, solte ela um pouco. — Eu disse, confiante.
Ele me olhou confuso, mas ao ver a determinação nos meus olhos, ele o fez. Soltou Miséria o suficiente para que ela pudesse respirar, mas não podia se mexer.
— Miséria — eu comecei a falar, colocando toda a determinação e confiança que sentia na minha voz. — Solte os deuses. Você não os quer presos.
A deusa pareceu confusa.
— Não quero?
— Não quer. Solte-os. E Percy deixará você ir.
Ela lutou um pouco, mas finalmente parou de se contorcer, estendendo a mão para o campo de força, que sumiu. Os deuses se levantaram. Percy soltou Miséria, que parecia confusa e cansada ao mesmo tempo.
— Como você...? — Começou Jason.
— Annabeth! — Percy gritou.
Viramos para ver Hazel, Frank e Annabeth sendo segurados por Polibotes, e eu corri para fazer minha mágica com ele.
POV Percy
Mantive meu poder em Miséria, para que ela não escapasse, enquanto corri atrás de Piper, que começou a falar com Polibotes também.
— Solte-os! Você não quer semideuses pro lanche.
O gigante parecia tão confuso quanto a deusa.
— Filha de Afrodite...
— Solte-os Polibotes. Agora!
Ele cambaleou, e suas mãos soltaram nossos amigos. Jason manipulou um pouco de vento para segurá-los e leva-los ao chão, e o gigante ficou tempo suficiente desorientado para que Annabeth fosse correndo até meu pai – a chave na mão.
Assim que ela abriu as correntes, meu pai parecia mil vezes melhor. Sua cor natural voltou, sua aura de poder encheu o templo em ruínas. Ele cresceu, ficando do tamanho do gigante. E falou uma só palavra:
— Percy.
Eu sabia o que ele queria sem nem pestanejar. Soltei Miséria e abri Contracorrente, indo até o gigante e atacando-o antes que ele pudesse piscar.
Escalei as pernas de réptil de Polibotes, ignorando o enjoo, e golpeei-o diversas vezes, enquanto ele urrava e pegava sua lança. Poseidon segurou suas mãos, e o gigante gritou como se estivesse sendo queimado.
Mais monstros foram chegando, e os deuses menores que estavam atrás de nós foram pulverizando todos que se atreviam a chegar perto. Annabeth, Leo, Frank, Hazel, Jason e Piper voltaram a lutar com monstros que se esgueiravam, e alguns deuses prenderam Miséria.
Eu escalei Polibotes mais alto, e consegui cortar fora um de seus dreads, que se transformaram em cobras enormes, que gritaram ao chegar no chão. Vi Hazel e Frank se preparando para lidar com ela enquanto chegava no ombro do gigante.
— Agora, Percy — meu pai falou.
Enfiei Contracorrente no pescoço do gigante, ao mesmo tempo que meu pai iluminava o templo com sua forma imortal, fazendo o gigante gritar e ser pulverizado na mesma hora. Eu comecei a cair, mas logo senti algo me segurando, e quando o brilho parou, eu estava em pé, meu pai num tamanho normal ao meu lado.
Não havia monstros em lugar nenhum mais.
Meus amigos chegaram perto de nós.
— O que foi isso? — Perguntou Leo.
— Minha forma imortal. — disse meu pai.
Leo corou. — Lorde Poseidon.
— Leo Valdez.
— Netuno. — disseram Jason, Frank e Hazel.
Meu pai apenas assentiu para eles. Imaginava que tinha a ver com o fato dele estar em forma grega. Eu realmente não sabia como isso funcionava.
— Lorde Poseidon — um dos deuses menores chegou perto de nós. — O que faremos com ela?
Eles seguravam Miséria pelos ombros, que parecia aterrorizada. Meu pai a olhou com olhos assassinos antes de se acalmar o suficiente para dizer alguma coisa.
— Ela pagará por seus pecados e por sua traição.
Ele abanou a mão e Miséria desapareceu, levada numa brisa de mar.
Engoli seco, não querendo saber para onde ele a levara, mas desejando que ela sofresse o tanto quanto gostava de ver os outros sofrerem. Ainda lembrava as coisas horríveis que ela tinha me feito fazer e ver, e se tinha alguém que eu odiava, era ela.
— Muito bem, semideuses. — Meu pai parecia normal de novo. — Obrigado pelo resgate.
Os outros deuses agradeceram também.
— Se não importa eu perguntar... Lorde Poseidon, como eles conseguiram prendê-los? — perguntou Leo.
— Magia antiga, filho de Hefesto. Junto à magia da terra, com magia da deusa Miséria. Sem meu tridente, não tinha como eu sair daqui.
— Vamos recuperá-lo — eu disse. — Mas precisamos chegar na Acrópole.
— O quanto antes — disse Piper — Já estamos atrasados.
— Onde está o Argo II? — perguntou meu pai.
— Pairando logo abaixo do cume.
— Voltem para o navio e eu darei uma mãozinha a vocês. — Ele piscou. — Chegarão mais rápido assim.
Eu sorri e assenti, e enquanto os outros se afastavam e Leo tirava sua maleta da bolsa de ferramentas, eu abracei meu pai – que me abraçou de volta.
— Estou orgulhoso de você. — Ele disse. — Miséria vai pagar por tudo que fez.
— Sei que vai. — Eu respondi.
— Vocês precisarão de nós na Acrópole. Vou ao Olimpo chamar os outros deuses. Mas, você sabe, nós deuses só podemos ajudar. Não podemos fazer tudo.
Assenti e o larguei.
— Não se preocupe. Vamos conseguir.
Eu tinha uma confiança agora que não tinha tido durante toda a missão. Meu pai sorriu ao ver.
— Sei que vão. Vá.
Me virei bem na hora que Leo chamou, todos já montados em Festus. Assim que levantamos voo, eu me virei para meu pai, mas ele e os outros deuses já tinham sumido, e eu apenas me contentei em apreciar o cheiro de mar que ainda emanava da minha camisa enquanto voltávamos ao Argo.
Eu ainda sei escrever ação? Não sei, me digam o que acharam :x
Obrigada pelos comentários no último capítulo, espero que gostem desse.
Até s2
