Olha que está aqui outra vez! Vamos aproveitar a inspiração enquanto ela vem!


Someone You Loved

Now the day bleeds, into nightfall

Agora, o dia sangra, ao anoitecer

and you're not here, to get me through it all

E você não está aqui, para me ajudar nisso tudo

I let my guard down and then you pulled the rug

Eu abaixei minha guarda e você puxou o tapete

I was getting kinda used to being someone you loved

Eu estava me acostumando a ser alguém que você amava

And I tend to close my eyes when it hurts sometimes

E eu tendo a fechar os meus olhos quando machuca às vezes

I fall into your arms

Eu caio em seus braços


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Nova York, 20 de Janeiro de 2017

Eu ficarei seguro em seu som até cair em mim novamente

Eu recebi sua ultima carta, Clarke. Não acredito que estou escrevendo essa carta, sobre tudo considerando que você nunca vai recebe-la. Eu não acho que tenho palavras para dizer o quanto lamento. Lamento não ter estado mais presente, lamento não ter feito que você se sentisse seguro a ponto de conversar comigo antes, e sobre tudo, lamento não ter sido rápido o bastante para salvar você.

Eu encontrei sua garota, mas a maior surpresa, foi que eu já a conhecia. Se lembra da garota que lhe falei? Da minha melhor amiga, que também gosta de procurando Nemo? Sua garota é mais incrível do que você pensa, irmão. Porque é ela. Sempre foi, e me sinto um idiota por nunca ter percebido as semelhanças. E a pior parte de tudo, é que se havia uma pequena chance de ficar com a garota no final, ela acaba de se partir em milhões de pedaços, porque quando ela souber, porque irei contar a ela, todas as minhas chances acabaram.

Mas em parte, fico feliz que as coisas sejam assim. Talvez seja mais facial fazer ela me odiar. Porque eu sei que ela ama você. Eu vi o que sua morte fez com ela e sei que não importa o quanto eu ame essa garota, ela é sua garota, Clarke. Tudo que posso fazer agora, é tentar enterrar meu luto e apóia-la, mesmo que ela me afaste. Mesmo que ela me odeie. Talvez seja bom para ela, dar um foco a sua vida e fazer com que alivei, mesmo que um pouco, da sua dor.

Do seu irmãozinho;

Anthony.

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— Você devia ir mais para casa. – Emmett disse estendendo um copo de café. – Sabe que eu avisaria se houvesse alguma mudança.

— Sei que avisaria. Obrigada. – Respondeu, virando o copo, sentindo a cafeína correndo em suas veias, e a deixando mais desperta. – Já faz cinco semanas. Os médicos disseram alguma coisa? – Questionou sabendo a resposta.

— O processo de recuperação é complicado. Os médicos já fizeram todo o possível. Agora depende dele.

— Olá. – Esme bateu na porta, entrando. – Pensei em trazer café, mas acho que não precisa.- Sorriu sem graça.

— Eu tenho que checar meus outros pacientes. Passo aqui mais tarde. – Emmett declarou, se despedindo.

— Sabe, eu não ficaria surpresa se você me odiasse. – Esme declarou se sentando ao lado da cama. – Afinal, acredito que meu filho não tenha dito coisas boas. Eu o amava, mas isso não foi o bastante. Quando tudo aconteceu, eu pensei em deixar Richard, mas para onde ira? Uma mãe com dois filhos. Eu disse a Tom que iria com ele, mas ele negou. Disse que o pai deles não nos machucaria se eu ficasse, porque ele teria quem odiar.

— Tom pediu para que você ficasse? – Bella perguntou sem acreditar.

— Sim. Ele disse que a partida dele, talvez fizesse do meu marido um homem melhor e realmente o fez.

— Se você veio defende-lo...- Rebateu com raiva.

— Eu não ousaria. Imagino o quanto odeie meu marido, mesmo sem conhece-lo e tem razão em fazer isso. Mas depois que Tommy foi embora, parece que algo se quebrou dentro dele. Talvez fosse medo de perder a mim e Edward, mas ele se transformou completamente. – Explicou.

— Se ele virou um marido tão perfeito, por que o deixou? – Questionou, rosnando com raiva.

— Eu o deixei porque mesmo que ele seja um bom marido e pai agora, não tivemos apenas um filho. E quando soubemos da morte do Tommy, ele nem ao menos piscou. Aquilo me mostrou mesmo que ele tenha mudado, nada pode trazer meu menino de volta.

— Ao menos você vê isso. – Bella respondeu, terminando seu café. – Você acha que ele pode ter mudado, mas para mim ele ainda é o homem que deu as costas para o filho. E eu não acho que exista desculpas o bastante para justificar isso. – Esme suspirou. Sabia que ela tinha direito de odiar o pai dos meninos e não estava completamente errada em suas afirmações.

— Sabe, Edward sempre disse coisas boas sobre você. Assim como Tom em sua ultima carta. Lamento que tenhamos nos conhecido nessas circunstancias, mas acho que você está errada. Eu posso não estar casada com Richard, mas acredito que algo se partiu dentro dele quando nosso Tommy se foi.

— E por que acha isso? – Questionou, ainda olhando para Edward. Ele continuava imóvel.

— Porque em todos os anos que o conheço, a noite que recebemos a noticia, foi a única vez que o vi chorando feito um menino. – Respondeu caminhando até a porta. – Acho que tem todo direito de o odiar, mas já pensou, que se as coisas tivessem sido diferentes entre Tomas e Richard, você jamais o teria conhecido? – Declarou saindo e fechando a porta, deixando Bella sozinha.

Tudo estava quieto e não havia nada além de escuridão, até que um feixo de luz se formou, aumentando sua intensidade, ficando cada vez mais forte, cegando Edward.

— Eu sai por alguns meses e você já se mete em encrenca, irmãozinho.

— Clark? – Edward perguntou, cobrindo os olhos da claridade que o cegava. – É mesmo você?

— Eu diria em carne e osso, mas seria mentira, não é? – Debochando de si mesmo.

— Como eu estou vendo você? Eu morri? – Edward questionou, tocando o próprio rosto.

— Não. Mas chegou perto. E sabe, no processo, você deixou algumas pessoas apavoradas. – Tom se sentou, apontando para trás de onde Edward estava, o fazendo se virar, mas não havia nada lá. – Antes de tudo acontecer, eu pensei que vocês dois se dariam bem e parece que eu estava certo.

— Eu sinto tanto sua falta, irmão. – Confessou.

— Eu sei, irmãozinho. Eu lamento que as coisas tenham acontecido assim, mas pelo menos você não está sozinho. Você tem a Bella agora. E acredite, te-la é como ganhar na loteria todos os dias. E você a tem, irmãozinho. Você a salvou. Salvaram um ao outro.

— Não está com raiva? Eu quebrei a promessa para isso. – Revelou, fazendo Tom sorrir.

— Não, irmãozinho. Você manteve sua palavra, da melhor maneira que pôde. Bella merecia saber a verdade. Eu só acho que a vida tem um senso de humor de merda as vez, porque eu sei o que você estava indo fazer quando o carro te pegou. – Contou, com um sorriso bobo, fazendo o irmão arregalar os olhos.

— Clarke, eu não...

— Ei, está tudo bem. – Tom o interrompeu antes que continuasse. – Vocês são as pessoas que eu mais amo no mundo e se ela te ama tanto quanto você a ama, se isso a fizer feliz outra vez, então eu não poderia pedir mais nada. – Completou, sorrindo. – Mas se eu fosse você, não esperaria nem mais um minuto. – Declarou desaparecendo, junto com a luz, deixando Edward na escuridão.

— Clarke? – o chamou, mas ninguém respondeu. – Por favor, não. Não outra vez. – Suplicou, gritando, até seus pulmões queimarem. – Tom!

— Edward? – Ouviu uma voz o chamando, mas não era de ser irmão. Ele havia partido outra vez. – Edward, você precisa voltar. Por favor! – A voz suplicava, mas parecia distante demais para ser reconhecida. Ele continuou caminhando, até a voz ficar mais e mais alta.

— Mãe? – Reconheceu a voz, mas devia ser outro sonho. Porque sua mãe não podia estar ali. Ela estava em Nova York, com seu pai. Onde sempre esteve.

— Eu sei que não fui a melhor mãe do mundo, meu menino, mas eu quero mudar isso. Então, se estiver me ouvindo, por favor, por favor acorde. – Acordar? Ele não estava dormindo. Nunca se sentira tão vivo e tão acordado até aquele momento.

— Alguma mudança? – Ouviu outra voz perguntando, mas dessa vez a reconheceu. A reconheceria em qualquer lugar. Bella. – Você devia descansar um pouco, Esme. Eu ligo para você se houver qualquer mudança.

— Bella? – Ele a chamou, mas ninguém respondeu. A luz havia desaparecido junto com Tom, e agora Edward tropeçava na escuridão. – Bella! – Gritou, tentando se concentrar nela. Eu seus olhos, sua voz, sua risada. E a cada lembrança feliz que buscava em sua mente, seu caminho se tornava mais e mais iluminada, fazendo com que ele pudesse enxergar. – Bella! – Gritou, correndo, sendo atraído para uma bola de nevoas, um caminho que parecia um penhasco. Mas ele podia ouvir sua voz e sentir sua presença ali, e sem pensar muito sobre isso, saltou.

— Edward? – O chamou, tentando ter certeza de que não era um sonho. Por varias noites havia sonhado com ele abrindo os olhos, mas quando acordava, eles permaneciam fechados. - Graças a Deus, você acordou! – Clamou, sentindo as primeiras lágrimas caírem.

— Eu sei que você me ama, mas eu só tirei um cochilo, Dory. – Brincou, tentando faze-la. Sorrir.

— Eu amo mesmo. – Respondeu fungando, e se aproximando de Edward. Só estavam os dois no quarto. – Sua respiração estava desregular, quando ela levou as mãos a nuca dele, acabando com os espaço que havia entre eles.

O beijo durou alguns segundo, quando seus pulmões gritaram por ar.

— Desculpe por isso. Você ainda deve estar confuso e eu te ataquei. – Se desculpou respirando fundo. O que havia feito?

— Não se atreva se desculpar, Dory. – Nunca me senti tão feliz por estar vivo. – Respondeu a puxando para mais perto.


Olha quem acordou! Esme pode estar louca, mas não está errada. Será que rola reunião familiar?