18 – Love Me Tender
"Eu te aconselho a marcar uma consulta com alguém, Lizzie. Isso não acontecia há muito tempo e nem mesmo estava chovendo... O que você acha que causou?" Jane olhava para a irmã com preocupação. Há pelo menos três anos Elizabeth não tinha um ataque de pânico e mesmo que não tenha sido nada em comparação ao que acontecia no passado, era de se assustar.
"Eu não sei." Elizabeth odiava mentir, mas não queria falar em voz alta do seu medo sobre os sentimentos crescentes que tinha por Darcy. Para ela, se apaixonar por ele só traria mais dor. Era tudo uma encenação com prazo determinado para acabar. Ela não precisava de mais perdas em sua vida. "Mas eu tenho certeza que não significou nada..." Ela se esforçou para parecer despreocupada.
Jane fitou a irmã com desconfiança. "Talvez seja todas essas mudanças recentes na sua vida, Lizzie. Se casar daquela maneira, viver de repente com outra pessoa que você nem gosta, enfrentar a família dele..."
"Eu gosto do William." Elizabeth a corrigiu rápido demais e Jane arqueou uma sobrancelha e disfarçou um sorriso. Ela adorava flagrar sua irmã nesses momentos desprotegidos sobre Darcy. "Eu tive a oportunidade de conhecê-lo melhor e ele é... ele é um homem muito bom. Eu sei que nós não tivemos o melhor começo, mas eu admito que estava errada e agora nós nos damos bem... faz tempo que você não nos vê juntos."
Jane sorriu. "É estranho que desde que vocês dois se casaram a gente saiu menos vezes juntos do que quando vocês eram solteiros... Acho que nesses quatro meses a gente deve ter saído apenas meia dúzia de vezes... e apenas para jantar."
Elizabeth fez uma careta como se só percebesse esse fato naquele momento. "É verdade... isso é estranho."
"Vocês dois tiveram que ser vistos como um casal nos lugares que Darcy costuma frequentar... eu entendo." Jane respondeu pensativa, se perguntando por que Darcy via tanta necessidade de mostrar Elizabeth.
Elizabeth concordou. "Verdade... eu não tinha ideia que William tinha tanta necessidade de comparecer nesses eventos... eu achava que ele era um recluso quando não estava com Charles... parece que é outra coisa com o qual eu me enganei."
Jane voltou ao motivo da conversa. "Como você conseguiu se controlar? Música? Meditação?"
Elizabeth sentiu seu rosto corar, ela não conseguia admitir nem para si mesma o efeito que Darcy tinha sobre ela. "Eu... tomei um chá de camomila e dormi..." Ela mordeu a língua odiando não contar toda a verdade. Não foi o chá que a ajudou, mas a presença de um certo alguém.
Jane a olhou com curiosidade. Ela tinha a sensação que a irmã não estava contando toda a história, mas aprendeu cedo que forçar Elizabeth era o pior caminho. Ainda assim, sua preocupação era bastante grande pela irmã, afinal, era sua única família. "Você promete que vai me ligar se acontecer de novo?"
"Eu prometo." Elizabeth disse revirando os olhos, tentando fazer graça com o fato da sua irmã ser a eterna superprotetora.
"Eu estou falando sério, Lizzie. E eu sei que você se assustou, do contrário não tinha me chamado para conversar." Jane tinha as sobrancelhas franzidas e encarou Elizabeth até ela ceder.
"Eu te ligo. Eu prometo." Elizabeth respondeu mais suavemente. Ela fazia graça, mas entendia os sentimentos de Jane.
De tanto observar Elizabeth por todo o período em que se conheceram, Darcy aprendeu muito sobre ela. Ele sabia que ela arqueava uma sobrancelha quando queria desafiar alguém, que apenas um lado dos lábios se curvava quando provocava, que ela passava o dedo indicador no lábio inferior quando pensava profundamente, e que quando ela queria dizer algo e não sabia como, ela mordia o mesmo lábio. Sabia que quando estava concentrada no trabalho segurava os cabelos com a mão direita e esfregava as costas do pescoço com a esquerda. Sabia que ela sempre tinha um marcador diferente para cada livro que lia e que mordia a borda dos copos de plástico quando usava algum. Ele amava saber esses detalhes peculiares sobre ela, mas dentre milhares de outras pequenas descobertas, a mais curiosa era seu comportamento quando chovia.
Ele tinha flagrado Elizabeth diversas vezes assistindo ao canal do tempo e achava engraçado como ela olhava repetidamente para o céu sempre que estava apenas ameaçando ficar nublado. Todas as vezes que começava a chover, ela se tornava quieta, quase reflexiva, e se a chuva ficasse mais forte, era certeza que ele a veria com um fone de ouvido. Ele também notou que ela nunca dirigia na chuva e que em todas as vezes, ela trabalhava em casa, o que justificava a necessidade de uma sala lotada de tecnologia como a que ela tinha. Entretanto, naquele dia específico, todas as atitudes incomuns de Elizabeth ficaram mais explícitas.
O céu estava escuro, cheio de nuvens carregadas, e logo pela manhã a chuva caía torrencialmente. Elizabeth apareceu na mesa de café-da-manhã com seu fone de ouvido, escutando uma música tão alta que Darcy, mesmo sentado do outro lado da mesa, conseguia ouvir. Isso não foi uma surpresa, era sempre assim em dias de chuva, mas o fato de que ela serviu apenas uma xicara de café e não comeu nada demonstrou que algo não estava certo naquela manhã.
Cada som de trovão, Elizabeth se encolhia e estremecia. Cada luz de relâmpago ou raio, ela fechava os olhos com força. A respiração dela estava um pouco mais ofegante e os olhos dela, quando abertos, permaneciam concentrados dentro da sua xícara de café. Ele também notou que cada vez que ela levava a xícara aos lábios, suas mãos tremiam.
Darcy se sentia perdido, sem saber o que fazer. Ele tinha uma forte sensação que ela não estava bem e não saber como ajuda-la o fazia se sentir inútil. Antes de sair, ele chamou a atenção dela, e relutantemente Elizabeth tirou os fones, lançando um olhar amedrontado em direção a janela. Um olhar que ele nunca tinha testemunhado em Elizabeth. "Você vai ficar em casa hoje?"
Elizabeth acenou com a cabeça confirmando. "Sim... eu já avisei no trabalho que tudo o que eu preciso fazer hoje pode ser feito aqui." Quando ela terminou de falar o som de um trovão ecoou na casa e ela pulou onde estava e agarrou o braço de Darcy, que automaticamente segurou sua mão, sentindo o quanto estava gelada e úmida. Elizabeth tinha os olhos arregalados e ele conseguia sentir o corpo dela inteiro tremendo através da mão dela.
"Você está se sentindo bem, Elizabeth?" Ele estava verdadeiramente preocupado. Todas as atitudes de Elizabeth deixavam óbvio que ela tinha medo de chuva, o que ele achava cativante, contudo, ela parecia realmente mal naquele momento.
"Sim... sim. Não se preocupe. Isso é só uma bobagem infantil." Ela disse com uma risada nervosa apressadamente tentando aliviar seus medos. "Bom dia de trabalho, William." Rapidamente Elizabeth saiu da presença de Darcy recolocando os fones de ouvido.
Darcy assistiu a retirada apressada dela completamente perdido. Ele ainda não estava em posição de permanecer ao lado dela e confortá-la. Por um momento, ele debateu consigo mesmo se seria sábio segui-la e exigir que ela contasse qual era o problema para ele resolver por ela, mas concluiu que era melhor não.
Aquela manhã foi infrutífera para Darcy. Ele não conseguia tirar Elizabeth da cabeça. Resolvido a voltar para sua casa no período da tarde, ele arrumou suas coisas e foi para sua reunião do fim da manhã. Se não fosse um assunto importante, e se ele já não tivesse remarcado aquela mesma reunião antes, ele não hesitaria em cancelar tudo, voltar para perto de Elizabeth e se certificar que ela estava bem.
Quando tudo estava organizado, ele voltou para casa com um sentimento de inquietação. Elizabeth não saiu da sua cabeça por nem um momento, mas dessa vez era por um motivo diferente do que o habitual. Assim que entrou na casa, escutou o celular de Elizabeth tocando sobre a mesa em um volume bastante alto. Correndo para pega-lo e tentar entregar a ela a tempo, viu no identificador que era Jane e resolveu atender. Talvez ela teria algumas respostas que o auxiliariam a ajudar Elizabeth.
"Graças a Deus alguém atendeu esse celular. Eu liguei centenas de vezes. Há horas eu estou tentando falar com a Lizzie..." Jane disse aliviada e aflita ao mesmo tempo.
"Aconteceu alguma coisa, Jane?" Darcy percebeu o ligeiro pânico na voz dela e se preocupou ainda mais.
"Darcy... onde está a minha irmã? Eu estou preocupada com ela... a chuva está forte e os trovões não param... eu não me lembro a última vez que nós tivemos uma tempestade assim... ela não deve estar bem... eu tenho alguns pacientes para atender hoje, do contrário eu já estaria com ela..."
Darcy decidiu que estava na hora de descobrir qual era o problema de Elizabeth. "Jane, Elizabeth tem algum problema com chuvas? Ela tem medo?"
Uma pequena pausa se seguiu até Jane decidir conversar com Darcy. Ele estava em posição para observar sua irmã melhor do que ela. "Darcy, Lizzie tem brontofobia. Geralmente as chuvas são apenas um incômodo, mas trovões, raios e relâmpagos podem ser um problema. Ela convive com isso muito melhor do que quando era criança, mas nós tivemos uma conversa há pouco tempo que me deixou muito preocupada. Você ficaria de olho nela por mim hoje e me ligaria se for necessário?"
Darcy ficou surpreso com a revelação e ainda mais alarmado. "Eu prometo que vou cuidar dela, Jane. E se for necessário eu ligo para você. Só me diz o que eu tenho que fazer para deixa-la o mais confortável e calma possível. Eu prometo que farei tudo ao meu alcance."
Jane respirou aliviada e passou a indicar tudo o que poderia ajudar. "Ela se acalma com música. Se ela estiver com os fones de ouvido, deixe-a. Tente fazer com que ela coma, de preferência comidas leves... eu tenho quase certeza que ela não se alimentou hoje. Ela costuma meditar, se ela estiver meditando, não interrompa. Ela vai tentar ficar longe das janelas, não deixe ninguém forçar ela a se aproximar, por favor. Não permita que ninguém a force, isso é muito importante. Você vai lembrar de tudo isso?"
"Você pode ter certeza que sim. Eu vou ficar em casa, não tenho nenhum compromisso, então você pode ficar tranquila, Jane, Elizabeth está em boas mãos." Mesmo abalado com a revelação, ao saber do que se tratava, e principalmente, como ajuda-la, o fazia se sentir preparado. Ele não falharia com ela.
"Obrigada, Darcy. Meu celular está ao meu lado, não hesite em ligar. Se for necessário, eu corro até aí. Não deixe de me ligar." Jane insistiu antes de se despedir com mais calma ao saber que alguém estaria com a sua irmã.
Darcy foi diretamente para a sala de Elizabeth, mas a encontrou vazia. Fazendo o caminho em direção aos quartos, ele se deparou com a Sra. Reynolds com um rosto preocupado. "Sra. Reynolds, você sabe onde Elizabeth está?"
"Ela está na sala de jogos encolhida em um sofá com a música no máximo naquele fone de ouvido... eu acho que ela estava chorando." A governanta disse consternada. "Aconteceu alguma coisa, William? Ela parece bem perturbada e não quis comer nada até agora."
Darcy achou melhor confiar na Sra. Reynolds, ela poderia ser de ajuda. "Elizabeth tem fobia de tempestades, Sra. Reynolds, por isso ela está assim. Eu acabei de conversar com a irmã dela e ela disse para deixá-la com os fones de ouvido e tentar fazer com que ela coma comidas leves."
A Sra. Reynolds levou a mão ao peito. "Oh, pobre menina... por isso ela está sempre verificando a previsão do tempo... Eu vou fazer um chá e pedir para a Hill fazer um pouco daquele pão que ela gosta."
Darcy sorriu, mas seu rosto ainda estava preocupado. "Obrigado, Sra. Reynolds."
Ele foi diretamente para a sala apontada pela governanta. Uma sala que ficava no centro da casa e que tinha poucas janelas. Ele não gostava particularmente dessa sala, mas entendeu porque Elizabeth a escolheu. Assim que entrou, avistou Elizabeth encolhida em um canto do sofá. A música dos fones estava alta e as poucas janelas e cortinas estavam completamente fechadas. Aparentemente, Elizabeth estava dormindo e ele achou melhor não a perturbar.
No final da tarde, a chuva parou e ele entrou novamente na sala com uma bandeja contendo alguns alimentos. Por um momento ele não sabia como chamá-la, então, colocando a bandeja em uma mesa perto do sofá, ele tocou suavemente o braço dela, a fazendo pular. O rosto dela estava pálido, e seus lábios brancos.
"Desculpa, Elizabeth. Desculpa... eu só queria trazer um pouco de comida para você. Desculpa por te assustar." Ele realmente não sabia como agir. Seu primeiro instinto era abraça-la e confortá-la, mas não sabia como ela reagiria. Então, ele se sentou próximo a ela e entregou uma caneca de chá.
Percebendo que a chuva tinha parado, Elizabeth respirou fundo e soltou o ar lentamente. "Está tudo bem, William. Obrigada." Embora soubesse que a chuva tinha parado, ela não conseguiu controlar a ansiedade que estava sentindo e se odiava por estar perdendo o controle daquela forma. Há anos ela não se sentia assim e aquilo para ela era um retrocesso e um fracasso, o que a fazia se sentir ainda pior.
Sob o olhar atento de Darcy, Elizabeth tomou o chá lentamente, perdida em pensamentos. E embora ela amasse os pãezinhos da Sra. Hill, era simplesmente impossível comer naquele momento. Ter Darcy ao lado dela era um conforto, contudo, ela não queria demonstrar o quanto era fraca em frente a ele. Elizabeth sempre teve muita vergonha disso. Toda a sua bravata era uma fachada que escondia uma dor profunda. Às vezes, ela se sentia uma fraude.
Mesmo sem se alimentar o dia todo, Elizabeth comeu pouco. Era nítido o quanto ainda estava tensa, mesmo sem a chuva. Seu comportamento distante continuou durante o jantar, que ela quase não tocou, e a aflição de Darcy não diminuiu. O que ele mais desejava, era oferecer ajuda, mas qual seria a recepção dela? Eles estavam mais próximos nos últimos meses, entretanto, ele ainda não se sentia confiante o suficiente.
Diferente do que fazia quase todos os dias, ela não quis acompanhá-lo a sala de TV para assistir a algum filme e foi direto para o quarto. Ela pretendia descansar o máximo possível porque aquele dia foi estressante. Infelizmente, uma hora depois que ela se despediu para a noite, a tempestade voltou com força total, muito mais forte do que antes. Trovões ecoavam dentro da grande mansão e raios e relâmpagos iluminavam a noite.
Ele queria correr e verificá-la, mas não sabia se seria bem recebido. Ele não sabia se ela ficaria brava se ele a procurasse em seu quarto. Contudo, um som alto de trovão que fez as janelas tremerem tomou a decisão por ele.
Subindo as escadas de dois em dois degraus, ele entrou no corredor e foi direto para a porta do quarto de Elizabeth. Primeiro, ele bateu na porta suavemente. Não recebendo nenhuma resposta, ele bateu um pouco mais forte. Ainda assim ela não o atendeu. Decidido a correr o risco de irritá-la, ele abriu a porta do quarto lentamente e espiou dentro, mas não havia sinal dela.
Levou apenas um segundo para ele decidir entrar no quarto. Andando com cuidado, ele chamou o nome dela algumas vezes, sem resposta. Quase desistindo para procurá-la em outro cômodo da casa, ele escutou um sussurro vindo do closet, e assim que entrou, a viu sentada no chão, encolhida, os braços em torno das pernas. Seu rosto estava molhado de lágrimas e seu queixo tremia como o de uma criança assustada. Era uma imagem de partir o coração. Ela soluçava em meio ao choro e sussurrava para si mesma. "Está tudo bem. Eu estou segura." Ela repetia sem parar.
Perturbado com a cena, Darcy correu e caiu de joelhos em frente a Elizabeth, segurando os braços dela. Assim que percebeu que não estava sozinha, Elizabeth se jogou dentro do abraço de Darcy, chorando desesperadamente e se agarrando a ele como se estivesse salvando a própria vida.
Darcy sentia o corpo inteiro de Elizabeth tremer e seu coração doía por ela. Elizabeth estava aterrorizada. E cada som de trovão a fazia se agarrar a ele com mais força.
Levantando ela em seu colo, Darcy fez o caminho até o quarto e se inclinou para colocá-la na cama, mas Elizabeth não permitiu que ele a soltasse. "Não... Não me deixa sozinha, por favor. Eu te imploro... por favor, não me deixe..."
"Shhhh, Elizabeth... Eu não vou a lugar nenhum. Eu só vou tirar o meu sapato e ficar aqui do seu lado." Ele a colocou na cama e tirou seus sapatos com apenas uma mão, pois a outra Elizabeth tinha em um aperto firme.
Ele se deitou e a puxou para ele, passando os braços ao redor dela. Ela deitou a cabeça no peito de Darcy e o segurava com força enquanto seu corpo se sacudia em seu choro. Darcy enterrou uma mão nos cabelos dela, acariciando suavemente, a outra esfregava suas costas. "Se concentra na minha voz, Elizabeth. Tudo está bem. Eu estou com você e você está segura. Eu não vou deixar nada acontecer com você."
"Não me deixe, William, por favor." Ela sussurrou ainda chorando.
"Eu não vou te deixar, querida. Eu não vou a lugar nenhum." Ele assegurou em uma voz suave enquanto sua mente corria, pensando o que poderia fazer para acalmá-la ainda mais. Ele se lembrou das recomendações de Jane. Música! Música a acalma. Jane disse isso e a própria Elizabeth disse isso quando eles estavam em Nova York. Ele não poderia se levantar para buscar nem o seu celular, nem o ipod nem nada que poderia usar. Eu não poderia deixá-la sozinha depois de prometer não ir a lugar nenhum. Ele se lembrou que ela adorava Elvis. Ela os fez assistir uma apresentação em Las Vegas. Ele tentou se lembrar do máximo de músicas que Elvis já cantou.
Puxando o corpo de Elizabeth ainda mais para dentro de seu abraço e com a boca perto do ouvido dela, ele começou a cantar.
When you're weary
Feeling small
When tears are in your eyes
I will dry them all
I'm on your side
When times get rough
And friends just can't be found
Like a bridge over troubled water
I will lay me down
Like a bridge over troubled water
I will lay me down*
Tradução:
Quando estiveres cansada
Sentindo-se pequena
Quando as lágrimas surgirem em teus olhos
Eu as enxugarei
Estarei ao teu lado
Quando os tempos ficarem difíceis
E os amigos desaparecerem
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu me estenderei
Como uma ponte sobre águas turbulentas
Eu me estenderei
Ao final da música, ele sentiu o corpo dela relaxando e para não dar chance de todo aquele desespero voltar, ele continuou cantando música após música por quase quarenta minutos, até que sentiu a respiração constante e o corpo dela completamente relaxado quase sobre ele indicando que ela estava finalmente dormindo. Suas mãos não pararam suas carícias suaves por nem um momento e nada o tiraria do lado dela.
Sabendo que ela não poderia escutar, ele cantou uma última canção.
Love me tender, love me sweet
Never let me go
You have made my life complete
And I love you so
Love me tender, love me true
All my dreams fulfill
For my darlin' I love you
And I always will
Tradução:
Me ame com ternura, me ame com doçura
Nunca me deixe partir
Você tornou minha vida completa
E eu te amo tanto
Me ame com ternura, me ame de verdade
Todos os meus sonhos realizados
Pois, minha querida, eu amo você
E eu sempre amarei
Beijando os cabelos dela, ele fechou os olhos entendendo perfeitamente o que sentia naquele momento, e que sabia que sentiria para sempre. Ser o refúgio dela era o que ele desejava. Aquilo que faltava em sua vida. Vê-la frágil daquela forma só o fez a amar mais. Ele ansiava protege-la. Seus braços a acolheram ainda mais próxima ao seu corpo, se transformando em um casulo seguro. "Me ame, Elizabeth, como eu amo você. Eu prometo te manter segura, para o resto da vida. Não tenha medo, querida... eu sempre estarei ao seu lado." Ele sussurrou fazendo uma oração para que um dia o intenso amor que sentia por ela fosse correspondido.
