Capítulo 29: A Liberação de Severus

A biblioteca da casa de Snape era ampla e bem iluminada. A Iluminação diurna do ambiente provinha, principalmente, de duas grandes janelas que ficavam na parede oposta àquela em que se encontravam os livros. A vista das duas janelas era composta, basicamente, por diversas árvores que delimitavam a propriedade de Snape.

A paisagem diurna era magnífica, a natureza exibia sua exuberância na forma de árvores e flores. Já a vista noturna, era um presente dos céus, as estrelas, sempre brilhantes, mostravam seu esplendor, assim como a lua.

Naquela noite, após o jantar, o casal sentou-se nas duas poltronas que ficavam em frente as grandes janelas da biblioteca, para admirar as estrelas. Cada um tinha uma xícara de chá de erva-doce em mãos.

— Zabini já avisou quando será a próxima visita, Severus? — Perguntou Hermione.

— Ainda não recebi nenhuma coruja dele. — Respondeu o homem.

Hermione disse então que, provavelmente, Blaise logo entraria em contato avisando de sua visita. Talvez na manhã seguinte já recebessem uma coruja dele.

O casal ficou por mais algum tempo na biblioteca, aproveitando o momento para conversarem tranquilamente e terminarem seu chá.

Quando Severus anunciou seu cansaço e o desejo de se recolher, Hermione o acompanhou. Ambos subiram as escadas lado a lado. Quando chegaram em frente à porta do quarto de Snape, Hermione deu um leve beijo sobre os lábios do homem, lhe desejou boa noite e seguiu para seu próprio quarto.

Havia sido um longo dia, mas havia sido um dia bom, pensou Hermione, enquanto entrava em seu quarto. Draco havia trazido as boas notícias, finalmente agora ela e Severus poderiam ter um pouco de paz.

A castanha foi até sua cama e organizou suas cobertas, deixando a cama pronta. Foi até o guarda roupa, selecionou a roupa que iria usar e então foi para o banheiro. Queria tomar um longo banho quente, depois deitar sob as cobertas e ter uma tranquila noite de sono.

~ x ~

Severus, aos poucos, acostumava-se a presença constante de Hermione a sua volta, assim como aos toques carinhosos que ela lhe direcionava. Já estava habituando-se aos delicados beijos de boa noite que ela lhe dava. Aquela jovem mulher povoava sua mente dia e noite, inclusive nesse momento, em que ele havia acabado de sair do banho e estava preparando-se para dormir.

Pouco antes de Severus deitar-se em sua cama, escutou um barulho, vindo da janela de seu quarto. Ao olhar na direção de onde vinha o ruído, viu uma coruja, que não lhe era familiar, parada no parapeito. O animal tinha um envelope no preso ao bico. Severus aproximou-se da janela e abriu-a, recebeu o envelope da coruja, que assim que cumpriu seu dever, partiu.

Severus, percebeu que o envelope continha o selo do hospital Saint Mungus, abriu-o rapidamente, poderia ser algo urgente. Mas diferentemente do que havia pensado, não era algo urgente, era apenas um recado de Zabini.

"Snape,

Desculpe-me por contatá-lo a essa hora, o dia no hospital foi extremamente atribulado e não consegui tempo para escrever-lhe antes.

Gostaria de avisar-lhe que, amanhã pela manhã, irei a sua casa, para realizar seus exames de rotina. Me aguarde por volta das nove horas da manhã.

Cordialmente,

Blaise Zabini.

Médico especializado no tratamento

de maldições e acidentes mágicos."

Assim que terminou de ler a carta, largou-a sobre a pequena mesa de cabeceira e dedicou-se a pensar em como esperava aquela visita do médico, pois ele finalmente seria liberado de "seus impedimentos". E talvez ele e Hermione pudessem dar um passo maior em sua relação.

Ao lembrar-se de Hermione, chegou à conclusão de que deveria ir avisá-la da visita de Zabini no dia seguinte, ela certamente gostaria de ser informada da situação. Ele só esperava que ela ainda não estivesse dormindo.

Snape então saiu de seu quarto e foi até o de Hermione. Bateu na porta, aguardou um pouco, não obteve resposta. Bateu novamente, dessa vez chamando o nome dela também.

Alguns segundos depois a porta foi aberta por uma esbaforida Hermione.

Severus arregalou os olhos e respirou profundamente ao ver a forma que Hermione apresentou-se a ele, não esperava, de maneira alguma, encontrar aquela imagem à sua frente.

~ x ~

Hermione havia enchido a banheira quase até as bordas, ajustou a temperatura da água para a sua preferência e colocou alguns sais de banho.

Despiu-se e entrou na banheira, logo recostou sua cabeça na borda e fechou os olhos. Queria aproveitar aquele momento de tranquilidade para relaxar.

Mas sua tranquilidade não durou muito tempo, alguns minutos depois de entrar na banheira, escutou uma batida na porta de seu quarto. Ela logo abriu seus olhos e se colocou alerta, então escutou uma nova batida na porta, dessa vez acompanhada da voz de Severus chamando seu nome.

Hermione logo preocupou-se.

"Será que aconteceu algo com Severus?", perguntou-se enquanto já saia da banheira e puxava a toalha que estava sobre o aparador. Ela enrolou-se de qualquer jeito e foi correndo atender ao chamado de Severus.

~ x ~

A surpresa estava estampada no rosto de Snape enquanto ele observava uma esbaforida Hermione à sua frente, enrolada, desajeitadamente, em uma tolha de banho branca.

Severus contemplou a cena por alguns segundos. Notou que Hermione tinha os cabelos presos em um coque displicente, mas vários fios escapavam-lhe e caiam sobre o rosto dela, alguns colando-se na pele úmida, outros apenas ajudando a emoldurar o belo rosto da jovem mulher.

A respiração de Hermione estava acelerada, Severus percebeu que o peito dela descia e subia rapidamente e, esses movimentos, faziam com que várias gotas de água corressem o até a borda da toalha, desaparecendo ao chocarem-se com o tecido, que cobria o busto de Hermione.

Snape observou, então, a toalha, que estava sobre o corpo da mulher. Apesar de estar enrolada desajeitadamente, era possível reconhecer as curvas da castanha. Curvas, as quais, ele já havia tocado desejosamente e que, naquele momento, ele tinha vontade de tocar novamente.

O homem estava excitado apenas de olhar Hermione naquela situação. Desejava tomá-la ali mesmo, mas sabia que não era o ideal e nem o momento adequado para tal. Ele precisou respirar fundo para não se deixar levar por seus instintos.

Foi a voz de Hermione chamando-o que o fez retornar a realidade.

— Severus, está tudo bem com você? Aconteceu algo? — Perguntou uma preocupada Hermione.

Snape levou alguns segundos para conseguir responder adequadamente a ela, pois precisou de tempo para escolher as palavras.

— Está tudo bem, Hermione. Vim apenas para avisar-lhe que Zabini mandou uma coruja, agendando para amanhã pela manhã, sua próxima visita. — Disse Snape sem deixar de observar atentamente a mulher.

— Que alívio, — disse a castanha colocando a mão sobre o peito — por um segundo fiquei assustada. Achei que houvesse acontecido algo com você.

Snape não conseguiu descolar o olhar do corpo de Hermione, então continuou a contemplar a mulher à sua frente, passou a observar o trajeto de algumas gotículas de água que corriam nas coxas dela. Era uma magnifica visão, que fazia com que seu membro ficasse ainda mais rígido.

Severus chegou à conclusão de que aquela mulher era a sua perdição. O simples fato dela estar ali, daquela forma, fazia com que fosse doloroso controlar-se. Pois ele desejava pegá-la pela cintura e beijá-la avidamente, arrancar aquela toalha e amá-la até exaustão.

Os pensamentos nada castos de Severus não o estavam ajudando nesse momento, sua ereção já era bem perceptível e logo Hermione iria dar-se da situação. Mas era inevitável, Snape não poderia deixar de comtemplar aquela bela imagem.

O homem tentou desanuviar seus pensamentos, para, pelo menos, tentar manter uma conversa adequada com Hermione.

— Eu estou perfeitamente bem, Hermione, não se preocupe. — Respondeu Severus sem conseguir evitar deixar escapar certa malícia em sua voz.

Hermione deu-se conta de como estava vestida, em frente ao homem, somente depois de perceber que a resposta de Severus carregava certa malícia.

Ela preparava-se para pedir desculpas pela situação quando notou o olhar de Severus sobre o seu corpo, também notou a ereção, que já se destacava sob as roupas dele.

Naquele momento, Hermione já não sabia mais como deveria reagir a aquela situação. Pedir desculpas pela forma como se apresentou em frente ao homem não parecia mais o certo a ser feito.

Seus pensamentos também não a estavam ajudando, pois a jogaram em meio a um paradoxo. Por um lado, Hermione queria jogar-se nos braços de Snape, mas por outro lado tinha consciência que ainda não era o momento. Porque Snape ainda estava proibido de passar por fortes emoções.

Ela não sabia o que fazer.

Severus, alheio ao que se passava pela mente de Hermione, respirou profundamente e disse:

— Acredito que devo deixar a senhorita retornar ao seu banho. — Disse Snape com um voz rouca. — Desculpe por perturbá-la. — Ele passou a mão por seu rosto, cobrindo seus olhos por alguns momentos, pois para retornar a sanidade teve que bloquear aquela divina visão de Hermione apenas de toalha.

A única coisa a que Hermione se atentou nas palavras de Severus foi o tom de voz que ele utilizou. Aquele tom de voz mexeu com ela, tanto que, em segundos suas pernas ficaram tremulas só de o ouvir falar.

Severus não estava ajudando-a a decidir o que fazer, não a estava ajudando-a a manter o controle, não quando ele usava aquele tom de voz delicioso de ouvir.

Hermione respirou fundo para tentar manter sua sanidade e não jogar-se nos braços do homem.

— Não me perturbou, Severus. Apenas me assustei, achei que houvesse acontecido algo a você. — Respondeu Hermione usando de todo seu auto controle. — Agora que sei que está bem, fico mais tranquila.

— Desculpe-me então por assustá-la, não foi minha intenção — disse o homem, que já não cobria mais os olhos, mas mantinha-os longe do corpo de Hermione.

— Sei que não foi sua intenção, Severus. — Respondeu Hermione mal conseguindo controlar suas tremulas pernas.

Severus não sabia por mais quanto tempo poderia evitar manter suas mãos longe de Hermione, decidiu então encerrar aquela conversa e retornar para seu quarto.

Ele levantou seu rosto, para falar com Hermione, e percebeu que a face dela estava extremamente corada. Ele a achava linda quando se ruborizava. Como estava sendo difícil, para ele, sair de perto dela, cada gesto ou expressão dela o faziam a desejar ainda mais.

Snape então respirou profundamente, juntando toda sua força restante e disse:

— Creio que deva retornar a meu quarto, — disse o homem já virando-se de costas para a castanha — boa noite, Hermione.

— Boa noite, Severus. — Falou Hermione já com a mão na porta.

~ x ~

Assim que Snape se viu só, já em seu quarto, suspirou pesadamente.

— Mais um banho frio... Quantos banhos frios ainda terei que tomar por Hermione? Bem, pelo menos mais um... — Concluiu Snape, enquanto dirigia-se ao seu banheiro.

Quanto a Hermione, ela ainda estava próximo a porta que havia acabado de fechar, tinha a mão sobre o lado esquerdo do peito e suas pernas ainda estavam trêmulas. Ela mal podia crer que havia ficado dessa maneira apenas por ouvir a voz de Severus. Nem sequer poderia imaginar o que lhe aconteceria se Severus usasse aquela voz para sussurrar algo em seu ouvido.

~ x ~

No dia seguinte, Zabini chegou exatamente às nove horas da manhã. Como habitualmente, Hermione abriu a porta e o convidou para entrar.

Já Snape, dessa vez, aguardava o medibruxo ao pé da escada, nem deu oportunidade para o jovem sentar-se na sala de estar ou conversar. Severus tinha pressa.

Os dois homens logo subiram para a habitação de Snape, para realizar seus exames semanais.

— Seu ritmo cardíaco está muito bom, Snape. Não há com o que preocupar-se. Mas não se descuide, continue o tratamento com a poção quietam cordis até o final deste mês. — Falou Zabini.

— Certamente seguirei as suas orientações. Mas, quanto as restrições que havia colocado anteriormente? De não passar por emoções muito intensas, já estou livre? — Perguntou Snape.

— De acordo com os resultados de seus exames, acredito que não exista problema algum. Está liberado de suas restrições, Snape. — Disse Zabini. — Mas, não exagere, tenha isso em mente.

Snape não tinha o costume e nem o desejo de sorrir, mas se tivesse, certamente teria dado um largo sorriso ao escutar as palavras de Zabini.

— Lembrarei de suas orientações, Zabini. — Afirmou Snape.

Logo depois dessa conversa os dois homens reuniram-se novamente com Hermione na sala de estar.

Zabini falou sobre os resultados dos Exames de Snape, que estava tudo em ordem e que ele havia sido liberado de suas restrições. Zabini também colocou Hermione a par dos acontecimentos do hospital, como estava indo o estudo com o soro e as poções que seriam usadas no caso dos Longbottom.

Hermione aproveitou o momento para entregar a Zabini um bloco com as anotações que havia feito, junto com Severus, relacionadas a alguns dos livros que havia lido sobre sequelas de Maldições Imperdoáveis.

Blaise deu uma olhada rápida nas anotações de Hermione e, como tudo que ela fazia, estava perfeitamente organizado e certamente seria muito útil à pesquisa.

O medibruxo não demorou-se muito mais na residência, logo anunciou que precisava retornar ao hospital, pois ainda tinha inúmeros afazeres. Ele despediu-se de Snape e Hermione o levou até a porta. Despediu-se da amiga com um abraço.

— Eu voltarei em três dias, para realizar os próximos exames. — Falou Blaise.

— Tudo bem, esperaremos por você. — Respondeu Hermione. — Tente vir com mais tempo livre, para que possamos, pelo menos, conversar um pouco.

Zabini deu um pequeno sorriso.

— Prometo tentar organizar minha agenda e achar um tempo livre para você, Granger. — Disse o medibruxo de forma divertida. — Além disso, eu tenho algumas novidades para te contar.

— Novidades? Que novidades? — Perguntou Hermione.

Blaise apenas riu.

— Você é muito cruel, vai me deixar apenas na curiosidade por três dias! Três longos dias! — Falou Hermione fingindo ficar magoada.

— Esse é meu lado sonserino falando mais alto. — Brincou Blaise.

Hermione revirou os olhos.

— Já que não vai me contar nada agora, já pode ir. Até breve. — Disse Hermione de forma debochada.

— Agora quem está sendo cruel é você, Granger. — Disse Zabini enquanto já dirigia-se a zona de aparatação.

~ x ~

Depois da partida de Zabini, Hermione e Severus passaram a ser completamente conscientes da situação em que se encontravam. Mas nenhum dos dois mencionou isso.

Assim que retornou para a sala de estar, Hermione convidou Severus para que eles fossem tomar o café da manhã. Ela preparou ovos mexidos, torradas e café preto. Durante a refeição, predominou o silêncio, pois ambos estavam perdidos em seus próprios pensamentos.

Depois do desjejum, o casal foi a biblioteca. Ambos acreditaram que a leitura poderia distraí-los dos pensamentos lascivos que povoavam a mente de cada um. Mas o tempo na biblioteca não ajudou em nada, na verdade, deixou ambos ainda mais conscientes da presença um do outro.

Severus apoiou os cotovelos sobre a mesa, onde estavam espalhados vários livros, dos quais não conseguiu ler uma frase completa sequer. Ele precisava sair um pouco, respirar. Pois do contrário, enlaçaria Hermione pela cintura e carregaria escada acima, a jogaria em sua cama e faria muitas coisas com ela, coisas que só de imaginar, lhe acenderam uma ereção. Além disso, a lembrança dela usando apenas aquela toalha sobre o corpo, na noite anterior, também não o ajudava a acalmar-se.

O homem passou a mão pelos cabelos em sinal de frustração, a ereção entre suas pernas estava ficando cada vez maior e mais "dolorida".

— Eu vou caminhar um pouco pelo jardim, — anunciou Snape — preciso tomar um pouco de ar.

Severus levantou-se rapidamente da cadeira em que estava e deu as costas a Hermione, para que ela não percebesse o volume em suas calças. Ele saiu rapidamente da biblioteca, sequer deu a oportunidade de Hermione falar-lhe algo.

Assim que chegou ao jardim, sentou-se em um dos bancos e se deu ao luxo de respirar profundamente. Ele não sabia como agir naquela situação. Não sabia como agir na frente de Hermione naquele momento. Agora que finalmente poderia tocá-la livremente, não sabia como deveria portar-se. Não sabia se deveria tomar uma atitude ou aguardar que Hermione a tomasse.

— Isso é ridículo, — disse a si — estou parecendo um adolescente idiota...

Não sabia por que estava agindo daquela forma, só sabia que não queria precipitar as coisas e nem magoar Hermione com uma atitude egoísta ou impensada.

~ x ~

Assim que Hermione viu Severus saindo da biblioteca em um rompante, pensou em segui-lo e perguntar o que estava acontecendo. Mas rejeitou essa ideia rapidamente, certamente ele não queria a companhia dela naquele momento.

Hermione achou melhor deixar Snape passar um tempo sozinho. Para ela também seria bom dispor de um tempo sozinha, precisava tentar colocar sua mente no lugar.

Saber que Snape agora estava livre, que poderia ser tocado livremente mexeu muito com ela. Hermione desejava muito o homem, queria tocá-lo, beijá-lo, acariciá-lo. Mas não sabia de que forma poderia fazer isso. Pensou nas outras vezes, em que haviam se tocado mais intensamente, tudo havia ocorrido de forma muito natural.

Por que agora tudo parecia tão diferente? Ela não conseguia compreender isso.

Após cerca de uma hora, sem chegar à conclusão alguma, Hermione saiu da biblioteca e foi até a cozinha, talvez um copo de água a ajudasse a pensar com mais clareza. Ela serviu-se de água, recostou-se no balcão e deixou seu olhar perder-se na paisagem da janela. Ela suspirou, não tinha ideia de como poderia manejar aquela situação.

— Será que seu eu me atirasse nos braços dele, essa tensão entre nós dois, desapareceria? — Disse Hermione a si, em um sussurro.

— Certamente ajudaria muito. — Respondeu Severus, que havia acabado de parar na entrada da cozinha.

Hermione levou um enorme susto, não esperava que Severus estivesse ali, escutando seus devaneios.

— Severus, você me assustou. — Disse Hermione, que agora tinha a mão sobre o lado esquerdo do peito, em parte pelo susto e em parte por que Snape ouviu o que ela havia dito.

— Não era essa minha intenção. — Disse o homem seriamente.

Snape cruzou o limiar da porta, caminhou lentamente até Hermione, parou em frente a ela. Passou a mão delicadamente sobre o rosto dela, que assim que sentiu o toque dele, fechou os olhos.

— Sobre o que você disse, Hermione, — falou Snape calmamente, enquanto colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, queria ver bem o rosto de Hermione — acredito que nós dois acabamos pensando demais na forma que a situação poderia desenvolver-se. E deixamos de agir.

Hermione abriu os olhos e encarou Snape.

— Eu concordo com você, Severus. Pensamos demais em como a situação poderia ser e não nos preocupamos em perguntar um ao outro como nos sentíamos. — Falou a castanha. — Somos muito ligados a razão, mas acredito que hoje devemos deixá-la de lado. Vamos deixar as coisas o mais naturais possíveis.

— De acordo, — disse Snape.

O restante daquele dia foi tranquilo, depois da conversa que o casal teve, os toques e carinhos habituais foram acontecendo espontaneamente.

Eles haviam concordado em deixar tudo acontecer da forma mais natural possível. Não havia a necessidade de forçar algo. Estava tudo bem outra vez.

~ x ~

Apesar de ser primavera, aquela noite fez um frio incomum. Pela primeira vez, desde que havia retornado a casa, Severus fez uso da lareira para aquecer o ambiente. Agora a sala de estar estava aquecida e cálida.

Snape estava sentado em sua habitual poltrona, apenas observando o crepitar do fogo. Alguns minutos mais tarde, Hermione uniu-se a ele. Ela trazia uma xícara em cada mão, dentro havia um líquido fumegante.

— Dessa vez fiz um chá de hortelã, esse é um dos meus favoritos, espero que goste. — Falou a castanha.

Severus bebeu um gole do chá e disse:

— Está ótimo.

Os dois ficaram ali, aproveitando o calor da lareira e saboreando o chá. Era muito cedo para que pensassem em se recolher.

Assim que terminou a sua xícara de chá, Hermione anunciou:

— Severus, vou me retirar por alguns minutos, eu volto logo. Preciso pegar algo em meu quarto.

— Tudo bem, eu lhe aguardarei. — Disse o homem.

Hermione saiu da sala de estar e foi até seu quarto. Ao entrar no aposento respirou fundo, não sabia se o que estava planejando fazer era certo, mas acreditava que precisava tomar a iniciativa.

A mulher abriu seu guarda-roupa, não havia nenhuma peça absurdamente sexy, mas havia uma camisola de seda de cor rosa, que era muito bonita. Hermione a retirou do cabide, juntamente com o robe que a acompanhava, passou a mão lentamente sobre a peça, o tecido era leve e delicado. A castanha colocou as peças sobre a cama e foi tomar um banho não muito demorado.

Assim que saiu do banho foi até a cômoda, onde estavam guardadas suas roupas íntimas e também alguns produtos de beleza. Procurou, entre os cremes para o corpo, o seu favorito, Flor de Cerejeira. Era um creme de fabricação trouxa, que tinha um perfume delicado e cativante. Retirou a toalha que envolvia seu corpo e passou a espalhar o creme sobre seus braços e pernas.

Após, buscou entre as suas lingeries, uma que fosse bonita e ao menos, combinasse com a camisola que havia escolhido. Selecionou um conjunto de renda, de um rosa antigo, a calcinha era delicada, com dois pequenos laços enfeitando a parte da frente, já o sutiã tinha um pequeno laço no centro.

Hermione colocou a lingerie e foi até a cama, onde havia deixado a camisola, retirou-a do cabide e vestiu-a. A camisola era de um tom de rosa claro, delicado e sóbrio. Tinha finas alças, um bonito decote em formato de V e seu comprimento vinha, cerca de um palmo acima do joelho. Tinha, também, aplicações de flores, feitas em renda, sobre a região do busto.

Hermione olhou-se no espelho, que ficava próximo a sua cama, a camisola havia lhe servido perfeitamente, ela estava sentindo-se linda. Pegou então o robe, e colocou sobre a camisola. Este tinha as mangas longas e era mais comprido, seu comprimento ficava um pouco acima dos tornozelos dela, tinha a mesma cor da camisola e também as mesmas aplicações florais, só que estas ficavam nas extremidades das mangas e na parte frontal.

Hermione olhou novamente sua imagem refletida no espelho, gostou daquilo que viu. Mas ainda faltavam alguns pequenos detalhes. Ela amarrou o robe, para não deixar a camisola, nem suas coxas a mostra, achou melhor assim, pois não sabia como Severus poderia reagir quando a visse.

E finalmente, soltou seus volumosos e ondulados cabelos castanhos. Olhou-se mais uma vez no espelho e respirou profundamente, o próximo passo era ir até Severus e aguardar a reação dele.

~ x ~

Severus achou estranha a atitude Hermione, ela geralmente permanecia ao seu lado para fazer-lhe companhia. Mas não preocupou-se muito com a questão nos primeiros minutos de ausência da jovem mulher.

No entanto, quando a ausência dela já estava perto de completar uma hora, Severus preocupou-se. Pensou em ir até ela mais de uma vez, mas ficou receoso de interferir em algo que ela, provavelmente, não desejava compartilhar.

Até pensou em pegar um livro para distrair-se, enquanto esperava o retorno de Hermione. Mas não foi necessário, pois, assim que concluiu seu pensamento, escutou o barulho de passos. Certamente era Hermione retornando à sala de estar.

Severus, ainda sentado em sua poltrona, virou-se na direção da escada, local de onde vinha o som dos passos. A cena que ele viu a seguir, sequer parecia real.

Hermione estava parada no topo da escada, tinha os cabelos soltos e livres sobre os ombros e estava usando um robe de cor rosa.

Snape acompanhou atentamente os movimentos da jovem mulher.

Assim que ela começou a descer as escadas, Severus percebeu que os cabelos dela acompanhavam seus movimentos, assim como o robe, que permitia uma visão privilegiada das coxas de Hermione cada vez que ela descia um degrau. Quando ela chegou ao pé da escada, Snape percebeu que ela estava descalça.

Ele não sabia quais eram as intenções de Hermione, nem se ela tinha uma intenção por trás daquele gesto, mas adorou a visão que ela lhe proporcionou.

~ x ~

Assim que Hermione chegou ao pé da escada, respirou profundamente. Não desistiria de suas intenções. Poucos passos a separavam de Severus, tão poucos que, em segundos, ela acabou com a distância entre eles.

— Severus, — disse Hermione enquanto tocava o rosto do homem com delicadeza — vou deixar a razão de lado por hoje. Vou deixar meu coração guiar minhas ações. Você se opõe a isso?

— De forma alguma, Hermione. — Respondeu Snape.

Ela deu um pequeno sorriso e disse:

— Fico feliz em ouvir isso.

Hermione então sentou-se sobre o colo do homem. Acariciava amavelmente o rosto de Severus, enquanto admirava cada traço ali presente.

— Posso lhe beijar? — Perguntou Hermione em um sussurro.

— É claro, — respondeu Snape usando um tom parecido.

Hermione então aproximou seu rosto do de Severus e o beijou, inicialmente com delicadeza, pois queria muito aproveitar aquele momento com o homem que amava.

Mas, inevitavelmente, o beijo foi ficando mais intenso, pois era difícil frear a atração que sentiam um pelo outro. Hermione aproveitou aquele momento de intensidade para passar a mão pela nuca de Severus, emaranhando seus dedos nos negros cabelos dele e puxando levemente. Snape gostou daquela sensação, de Hermione tentando tomar o controle.

Severus tinha uma das mãos na cintura de Hermione e a outra repousava sobre as coxas dela. Assim que ele sentiu que as ações dela tornaram-se mais enérgicas, ele também decidiu seguir pelo mesmo caminho. Apertou levemente a cintura dela e passou a acariciar suas coxas.

Hermione, ao sentir aqueles toques mais "fortes", dá um gemido e joga sua cabeça para trás.

Severus, não querendo deixar essa bela oportunidade passar, aproveita para atacar o pescoço de Hermione, uma das áreas do corpo dela que já havia descoberto serem sensíveis, com leves beijos inicialmente, passando para leves mordidas e beijos mais intensos, que certamente irão deixar marcas visíveis no dia seguinte.

Hermione aproveitava as sensações que os toques, principalmente a língua, de Snape lhe proporcionam. Era difícil manter a sanidade com ele a acariciando daquela forma.

Severus afastou um pouco o tecido do robe que ela usava e passou a distribuir beijos pelo colo dela. Hermione deu-se ao luxo de apenas sentir os deliciosos toques do homem, enquanto gemia o nome dele ou suspirava desejosamente.

— Ah, Severus...dessa forma eu não irei me responsabilizar pelos meus próximos atos. — Disse Hermione em um sussurro, deixando de lado o resquício do juízo que ainda lhe restava.

Severus deu um pequeno sorriso em meio aos beijos que distribuía pelo colo de Hermione.

— Seria algo interessante. — Disse o homem. — Adoraria vê-la fazer isso.

Hermione, sentindo-se desafiada, libertou-se do toques de Severus, colocou-se em pé e com um sorriso luxurioso direcionado ao homem, começou a desamarrar lentamente o laço do robe que estava usando.

Logo ela deixou o robe cair a seus pés e deixou a sua camisola completamente a mostra.

Severus, ao ver Hermione usado apenas aquela camisola, com o colo e as coxas a mostra, umedeceu lentamente os lábios. Estava louco para distribuir beijos por toda a extensão do corpo dela. Ele estendeu a mão, chamando-a para retornar ao seu colo. Ela logo atendeu aos desejos do homem.

Dessa vez Hermione sentou-se no colo de Snape de frente para ele. O homem percebeu que o olhar dela estava carregado de luxúria. Ele passou as mãos pela cintura dela, precisava tocá-la, precisava ter certeza de que aquilo tudo era real. Pois, ainda era difícil acreditar que uma mulher tão linda quanto ela estivesse tão entregue em seus braços e mirando-lhe com olhos desejosos.

— Hermione, você é tão linda. — Disse Snape encarando o rosto dela. — Eu posso lhe tocar?

Ela deu um sorriso, que poderia ser descrito, simultaneamente, como delicado e atrevido.

— Por favor, Severus, faça isso.

Ele então tirou as mãos, que estavam na cintura de Hermione, e as colocou sobre as coxas dela pressionando levemente.

A jovem mulher, logo depois, teve seus lábios pressionados contra os de Snape. Ele a beijava desejosamente e Hermione retribuía.

Severus subiu suas mãos até as nádegas dela e as apertou lascivamente. Mesmo que o tecido da camisola ainda cobrisse a área, Hermione sentiu, de forma ardente, o toque de Severus. Parecia que cada local de seu corpo, que era tocado por ele, entrava em ebulição.

— Ah, Severus... — sussurrou Hermione.

Snape voltou a concentrar seus lábios no pescoço de Hermione, ele podia ouvi-la gemendo deliciosamente ao pé de seu ouvido. Era tão delicioso poder tocar Hermione e vê-la entregando-se tão verdadeiramente às suas emoções.

Hermione já conseguia sentir a ereção de Snape, roçando em sua vulva. A sensação era demasiado prazerosa. Mas, naquela posição em que se encontrava, seu acesso ao membro de Snape era difícil, diferente da situação de Severus, que tinha total acesso ao corpo dela.

Ela então decidiu que estava na hora de mudar de ambiente. Hermione, delicadamente saiu do colo de Snape. Ficou em pé em frente ao homem e estendeu a mão a ele.

— Vamos continuar isso em um lugar mais confortável? — Perguntou Hermione.

— Certamente, — respondeu Severus já colocando-se em pé — vamos até meu quarto.

Ele segurou a mão que Hermione lhe oferecia e seguiu os passos dela escada acima. A visão das coxas e do bumbum de Hermione, à medida que subiam a escada, certamente era gratificante para o homem.

Assim que chegaram em frente aos aposentos de Severus, Hermione, com uma mão abriu a porta do quarto de Snape e com a outra mão o puxou para dentro. Ele acabou nos braços dela novamente, abraçou-a fortemente e beijou-lhe o topo da cabeça.

Hermione afastou sua cabeça do peito do homem, assim que o fez, seus lábios foram tomados por Severus outra vez. Quando encerraram o beijo, Hermione disse:

— Acho que você está usando roupas demais, Severus.

— Posso dizer o mesmo de você, Hermione.

Ela deu um pequeno sorriso lascivo e respondeu:

— Então deixe-me ajudá-lo a livrar-se das suas e depois você faz o mesmo por mim. O que acha?

— É uma ideia excelente.

Hermione primeiro retirou a parte de cima do terno de Snape, seguindo diretamente para a camisa. A cada botão que Hermione abria, dava um beijo sobre o peito do homem. Até chegar ao último botão da camisa, ela já encontrava-se de joelhos em frente a Snape.

Severus observava atentamente os gestos de Hermione, seus toques eram tão delicados e gentis, mas o acendiam de uma forma que nunca antes havia experimentado.

Hermione deixou Severus usando sua camisa e partiu para a parte de baixo do terno. Tirou vagarosamente o cinto que ele usava, aproveitando o momento para também acariciar a ereção dele, mesmo que ainda fosse por sobre algumas camadas de tecido.

Assim que Hermione tirou o cinto, colocou-se em pé outra vez. Então retirou a camisa dos ombros do homem a deixando cair no chão, ao lado do paletó.

Hermione estendeu outra vez a mão para Severus, assim que o levou até a cama, pediu:

— Sente-se, Severus.

Ele obedeceu sem questionar, sentou-se na beirada da cama, como Hermione havia solicitado. Ela então passou a dedicar seu tempo a retirar os sapatos do homem. Retirou cuidadosamente cada um deles, assim como as meias.

Depois de retirar os sapatos de Severus ela apoiou suas mãos sobre os joelhos do homem. Passou a subir as mãos calmamente sobre as pernas dele até que ambas chegassem ao zíper da calça. Hermione o mirou de forma luxuriosa antes de iniciar a abertura do zíper.

Severus, que não conhecia aquele lado de Hermione por completo, estava deliciando-se com as expressões, os gestos e os toques que ela lhe direcionava.

Hermione então colocou as mãos sobre o zíper da calça e abriu-o lentamente. Logo a cueca, também de cor negra, foi exposta. A jovem então passou a acariciar o membro de Snape por sobre o tecido da cueca.

O homem não esperava que Hermione fosse ser tão ousada, mas era inegável que os toques dela eram demasiado prazerosos e que aquela situação lhe agradava muito. Então deixou que Hermione seguisse com suas intenções.

A mulher, no início, apenas dedicou-se a provocar a ereção de Severus pelo tecido da cueca. Quando percebeu que o homem já estava entregue a seus toques, ela abaixou a peça de roupa íntima, revelando assim o pênis ereto de Snape.

Hermione então passou seus dedos delicadamente sobre o pênis do homem, fazendo uma leve carícia. Assim que o fez, ouviu Severus suspirar, esse suspiro fez com que ela avançasse ainda mais.

Rodeou seus dedos em volta da ereção de Snape e passou a masturbá-lo, começou com movimentos lentos, aumentando a velocidade de seus toques gradativamente.

Severus já estava com seu corpo levemente recostado para trás e com suas mãos apoiadas sobre o colchão. Seus olhos estavam fechados e sua cabeça pendia ligeiramente para trás. Ele sentia as delicadas mãos de Hermione sobre seu membro, fazendo movimentos de vai e vem, levando-o lentamente ao orgasmo. Os toques dela eram cálidos e luxuriosos. Ele realmente havia se entregado aos toques de Hermione.

Hermione aumentava a velocidade de seus movimentos sobre o membro de Severus cada vez que o escutava deixar escapar um gemido ou um suspiro mais longo, assim que ela percebeu que ele estava perto do clímax, perguntou:

— Quer que eu continue com minhas mãos, ou podemos continuar de outra forma?

Snape ouviu as palavras de Hermione e sentiu que carregavam uma volúpia que jamais imaginou que ela pudesse possuir.

Severus então abriu seus olhos, seu olhar encontrou o de Hermione, percebeu que os olhos dela estavam cheios de desejo e luxúria. Ela mordia levemente os lábios enquanto esperava a resposta do homem.

— De que outra forma você sugere, Hermione? — Severus perguntou usando de uma grande quantidade de malícia em sua voz.

Hermione riu de forma erótica e depois falou:

— Quer que lhe diga ou lhe mostre?

— Me mostre. — Disse Snape com sua voz já rouca pela excitação.

Hermione amou ouvir a voz do homem daquela forma, tanto que sentiu sua intimidade umedecer-se ainda mais. A voz de Severus era sua perdição.

A mulher então levantou-se, sendo seguida atentamente pelo olhar do homem, deu um leve beijo sobre os lábios dele e depois o empurrou sobre o colchão. Severus se deixou dominar pelas ações de Hermione, esperava com ânsias a cada novo movimento dela.

Hermione inclinou-se sobre o corpo de Severus, que estava deitado no colchão, passando a mão sobre o peito dele e descendo lentamente, fazendo novamente caminho até o pênis do homem. Assim que as mãos dela chegaram ao membro outra vez, ela apenas o provocou por alguns segundos, voltando a atenção, em seguida, para as calças que Severus ainda usava.

Hermione colocou seus delicados dedos nas laterais da calça do homem e passou a puxá-la para baixo lentamente, aproveitando a situação para deixar Snape ainda mais ansioso pelo que viria a seguir.

Assim que livrou-se da peça de roupa, ela voltou seu olhar para o homem e novamente sorriu de forma luxuriosa.

A visão que Hermione tinha naquele momento era a mais perfeita possível, Severus Snape, o homem que ela amava, estava deitado sobre a cama, usando apenas uma cueca e a mirava desejosamente.

Ela lambeu os lábios lascivamente e então passou para seu ato seguinte. Colocou as mãos sobre a barra de sua camisola e a retirou calmamente, ficando apenas com sua roupa íntima em frente a Snape.

O homem deleitou-se com a visão que Hermione lhe proporcionou. Ela era linda, suas coxas, seus seios, seus cabelos, tudo nela era perfeito. Não sabia o que ela pretendia com aquelas ações, mas sabia que certamente seria levado a momentos muito prazerosos.

O homem suspirou ansiosamente assim que percebeu que Hermione caminhava em sua direção e lentamente subia sobre seu corpo. Severus permaneceu deitado, aguardando para descobrir as intenções dela.

Hermione, ainda de roupa íntima, sentou-se sobre o membro exposto de Severus, apoiou suas mãos sobre o peito dele e passou a roçar sua intimidade deliciosamente sobre o pênis do homem. Snape deu um languido gemido quando sentiu a intimidade de Hermione sobre seu membro, mesmo coberta com o tecido da calcinha, era possível sentir a umidade da mulher.

Aquela mulher o estava levando à loucura, tudo o que ela fazia era extremamente sexy e erótico. Ela tinha total controle da situação em que se encontravam.

— Ah, Hermione...o que mais pretende fazer para me torturar? — Perguntou Severus já colocando suas mãos sobre a cintura da mulher.

Ela sorriu e mordeu o lábio, mas não disse uma palavra. Apenas continuou a roçar seu intimidade sobre o membro de Snape.

— Se continuar desse jeito eu logo iriei gozar, Hermione. — Comentou Severus.

O homem estava aproveitando as sensações causadas por Hermione, mas ele também queria causar muitas sensações nela. Ele então desceu as mãos da cintura dela, colocou-as sobre as nádegas da mulher e as apertou desejosamente.

Hermione deu delicioso gemido.

— Hermione, — disse o homem — eu quero mais...mostre mais para mim.

Ela prontamente obedeceu ao pedido de Severus, levando suas mãos a abertura do sutiã, livrando-se da peça em poucos segundos.

Snape não pode conter-se ao ver Hermione daquela forma, tão exposta e tão entregue a ele. Ele enlaçou a cintura dela e inverteu a posição dos dois, deixando seu corpo sobre o de Hermione.

Ela logo aproveitou o momento e puxou Severus para um intenso beijo. O homem, enquanto beijava Hermione, também passeava com suas mãos sobre o corpo dela, atendo-se principalmente aos seios, local onde distribuía o maior número de carícias.

Hermione sentia seu corpo arder com os toques de Severus, era delicioso tê-lo dessa forma, tão intensamente.

Snape interrompeu o beijo, então desceu seus lábios, lentamente, primeiro pelo pescoço de Hermione, distribuindo mais alguns beijos. Logo em seguida, desceu até os seios dela, local onde desejava depositar muitos beijos e alguns chupões.

Assim que colocou seus lábios sobre a aréola do seio direito de Hermione e o chupou, a mulher arqueou suas costas com tamanho prazer que sentiu, deixando escapar também mais um delicioso gemido.

Severus tinha os seios dela envoltos em suas mãos, beijava-os e lambia-os enquanto também os massageava.

Hermione estava deliciando-se com as sensações que Severus era capaz de causar nela. Ela respirava pesadamente, sua excitação era demasiada, mas Hermione desejava mais, ansiava por mais toques de Severus.

Ela então enlaçou seus dedos nos negros cabelos de Snape e disse:

— Severus, eu preciso de mais, mais de você...agora...

Snape deu um último chupão no seio esquerdo de Hermione e perguntou de forma maliciosa:

— O que você precisa, Hermione? Diga-me, que eu atenderei seus desejos.

Hermione abriu seus olhos e mirou os de Snape, castanhos nos negros, uma intensidade que era difícil de manejar.

— Quero você por inteiro, cada pedaço de você, meu amor. — Respondeu Hermione.

Aquela frase de Hermione atingiu o homem em cheio.

Hermione percebeu que os olhos de Severus adquiriram um tom mais intenso, algo difícil de explicar e ela nem sequer teve tempo para isso, pois o homem logo lhe tomou os lábios desejosamente, urgentemente, intensamente.

Assim que encerraram aquele delicioso beijo, Severus falou à Hermione:

— Eu lhe darei o que quiser, minha Hermione, meu amor. — A voz de Severus estava nublada de desejo.

Snape, não conseguindo mais resistir à tentação que era Hermione, afastou-se do corpo dela, rapidamente, para retirar a última peça de roupa que ainda restava no corpo dela. Aproveitou também para livrar-se de sua própria roupa íntima.

Snape então deitou seu corpo sobre o de Hermione novamente, agora já não havia mais nada que impedisse o contado direto da intimidade de Hermione com o membro de Severus.

Hermione gemeu quando sentiu que Severus lhe penetrava com um dedo, depois dois, logo em seguida, três.

— Hermione, acho que já está pronta para me receber, — disse o homem, com sua voz grossa.

Hermione sentiu sua intimidade pulsar ao ouvir Severus falar com sua deliciosa voz próximo de seu ouvido.

— Severus, — disse ela — preciso de você dentro de mim.

O homem deu um pequeno sorriso, aquela mulher era deliciosa demais, ele mal podia esperar para penetrá-la. Ele retirou os dedos de dentro dela e enquanto passava as mãos por suas coxas, disse:

— Com todo prazer.

O homem colocou seu membro na entrada de Hermione e vagarosamente o empurrou para dentro da intimidade da mulher.

Hermione respirou profundamente quando percebeu que Severus finalmente a estava penetrando, ela gemeu assim que sentiu-se completamente preenchida por ele. Ela finalmente pode senti-lo dentro de si, aquela sensação era extraordinária.

O homem então iniciou os movimentos de vai e vem, lentamente retirava e recolocava seu pênis dentro de Hermione, observando atentamente as expressões da mulher que amava. Severus mantinha o ritmo em seus movimentos, queria que aquela noite fosse muito especial para os dois, portanto não tinha pressa, iria proporcionar todo o prazer possível para aquela linda mulher que estava diante dele.

Hermione tinha a respiração pesada, seu coração estava acelerado, seu corpo acompanhava os movimentos de Severus, seu olhar estava preso ao dele, enquanto as gotas de suor dos dois corpos misturavam-se.

Hermione já não tinha mais controle sobre sua voz, seus gemidos saiam livremente, excitando ainda mais o homem que estava com ela. A cada estocada de Severus, Hermione aferrava-se mais a ele, envolvendo-o com seus braços e pernas, ela precisava de mais, mais contato, mais intensidade.

Hermione, sem poder controlar seus desejos, sussurrou ao pé do ouvido de Severus:

— Mais, Severus, mais...

O homem prontamente atendeu aos desejos de Hermione, apesar de não querer apressar demasiado as coisas, ele ainda assim acelerou seus movimentos. Passou a penetrar Hermione profundamente.

Severus agora estocava com força, pois já estava difícil manter seu auto controle, com Hermione clamando por mais, ao pé de seu ouvido, era praticamente impossível.

Severus sentiu que a intimidade de Hermione começou a ficar mais apertada e a mulher passou aferrar-se a si mais fortemente, certamente ela estaria próxima ao clímax.

E ele não estava enganado, depois de mais algumas estocadas, Hermione gemeu deliciosamente seu nome e libertou-o brevemente de seus braços. Severus chegou a seu ápice logo depois, deixando-se cair sobre Hermione por alguns momentos.

Hermione libertou Severus da pressão de suas pernas, mas voltou a prendê-lo em seu abraço, logo beijando-lhe a testa suada. Depois ela passou a acariciar os cabelos de Snape, que estava adorando aquela sensação de acolhimento e carinho depois de fazer amor com a mulher de seus sonhos.

Severus, depois de aproveitar por alguns momentos os toques de Hermione, rolou para o lado e puxou-a para seus braços, ela prontamente aninhou-se em seu peito. Ele então passou a acariciar os cabelos castanhos dela, enquanto pensava em como era sortudo por ela tê-lo escolhido para amar.