Dragon Ball não me pertence
CAPÍTULO 20
Na prisão do distrito realizado
Vegeta adentrou à prisão do distrito real como um furacão. Era seguido de perto por Kakkarotto e outros cinco sayajins de sua escolta. O diretor do lugar fora chamado as pressas quando comunicaram que o príncipe estava indo pra lá.
— Onde estão as mulheres que trouxeram essa noite? - o príncipe perguntou com seu tom imperativo quando chegou a sala do diretor. Mal conseguia esconder a ansiedade e o desespero que o tomavam.
— Estão nas masmorras, alteza. - o diretor falou temeroso diante da presença imponente do príncipe.
— Todas elas? - ele indagou contendo-se, não acreditando que tinham posto Bulma naquele lugar.
— Sim senhor. - o diretor confirmou eficientemente.
— Leve-me até lá. - o príncipe ordenou.
— Mas, alteza... – o sayajin falou nervoso – é um lugar muito desagradável...
— LEVE-ME AGORA! - Vegeta gritou perdendo as estribeiras. Sentia uma necessidade vital de encontrar a logo a cientista.
Bulma quase acordou com a agitação do lado de fora da cela, sua cabeça doía ainda mais, sentia muito sono. Percebeu que as mulheres encolhiam-se no fundo do calabouço.
— Venha, menina – a garota com quem Bulma conversara a chamou com a voz urgente – os soldados estão vindo. Se você ficar aí na frente, vai ser a primeira com quem eles vão querer brincar...
— Minha cabeça dói muito, - ela disse sonolenta sem entender mais onde estava.
— Não é hora de ficar doente. - A garota falou para Bulma, a cientista apenas se virou e fechou os olhos, a garota loira sentou-se na frente dela, protegendo da visão de quem entrava no calabouço.
Instantes depois a porta se abriu com um baque. As mulheres prenderam a respiração.
Vegeta olhou o pequeno amontoado de mulheres no fundo da cela, podia sentir o medo delas, todas ajoelharam-se quando perceberam que era o príncipe quem adentrava à cela. Ele procurou o ki fraco que estava sentindo desde o corredor.
— Bulma? - ele perguntou e não obteve resposta.
Mas, ele sabia que ela estava lá, embora não a visse.
— Fiquem em fila. - ele ordenou.
Ouve um pequeno alvoroço e todas as sayajins fizeram uma fila de inspeção. Quando se organizaram, ele pôde observar duas garotas ao fundo. Ele soube imediatamente que uma delas era Bulma.
Sem pestanejar ele adentrou a cela, as mulheres abriram espaço e ele foi até o fundo da cela, onde viu uma garota de vestido muito curto estava agachada e tentava fazer uma garota deitada se levantar. Ele percebeu que era Bulma quem estava deitada e ficou aflito. A garota de vestido curto ficou atônita quando viu o príncipe chegar próximo e agachar-se junto a elas.
— Bulma... - ele sussurrou olhando intensamente a menina que dormia. - O que ela tem? - perguntou nervoso à prostituta.
— Ela reclamou de uma pancada na cabeça. - a prostituta falou nervosa, sem entender o que o príncipe de Vegeta-sei fazia ali. - ela estava acordada e falando, mas reclamava de dor de cabeça, e depois que dormiu, não consegui mais acordá-la completamente.
Vegeta levantou o rosto de Bulma e apavorou-se ao ver sangue na têmpora direita.
— Parece pancada de cassetete de polícia. - a prostituta falou para o príncipe enquanto ele observava o ferimento da cientista. - Tenho experiência com esse tipo de pancada, já levei várias.
Vegeta ouviu, mas nada disse. Pegou Bulma com cuidado, e levantou-a. Era observado pelas prisioneiras, pelo chefe e os guardas da prisão e por sua escolta, mas não se importou, o que ele queria naquele momento era tirar Bulma daquele lugar horroroso e cuidar dela.
— Vou levá-la ao posto médico do castelo. - ele falou com urgência para Kakkarotto quando se aproximou do guerreiro levando Bulma em seus braços – dê ordens para libertarem a garota que a ajudou e resolva tudo por aqui, Kakkarotto.
O príncipe saiu rápido levando a garota. Todos na cela, estavam ainda perplexos sem entender o acontecido.
— O que aconteceu aqui, não sairá daqui. - Kakkarotto ordenou a todos quando Vegeta desapareceu no corredor.
Duas horas depois, Vegeta estava na antessala do centro médico do castelo muito aflito, Bulma não acordara durante o caminho para lá e ele desesperava-se com medo de que ela não acordasse mais.
Quando ele já estava para invadir a sala de tratamentos, saíram os dois médicos responsáveis, um alien amarelo e baixinho, acompanhado de uma alien verde de corpo curvilíneo.
— Como ela está? - o príncipe perguntou sem conter a preocupação, levantando-se da poltrona onde aguardava.
— Ela teve um pequeno hematoma intracraniano devido a pancada na região temporal. - O pequeno médico falou pomposo. - o hematoma foi removido em uma micro cirurgia. Contudo, ela continua com um edema cerebral, que acreditamos que cederá com os medicamentos. Agora, só nos resta esperar o edema ceder para que ela acorde.
— E por que não a colocam no taque de regeneração? - ele perguntou aflito. Não havia entendido muita coisa do que o médico falara.
— O hematoma dela era interno, alteza. - a médica explicou paciente. - o tanque não trata ferimentos cranianos internos.
— E ela vai ficar bem? - ele perguntou sem conter a ansiedade.
— Acreditamos que sim, mas temos que esperar. - a alien do sexo feminina falou.
— Quero vê-la, agora. - ele ordenou imperioso.
Os médicos queriam dizer que era proibido, mas para o príncipe nada era proibido. Ele entrou e viu Bulma no leito. Um pequeno curativo no lado esquerdo da cabeça, próximo a orelha. Estava monitorada por aparelhos e usava uma máscara de oxigênio, tinham tirado as roupas sujas que ela usava e substituído por uma camisola de tecido com o símbolo real pintado, os belos cabelos estavam cobertos por um gorro branco, ela estava um pouco pálida. Ele olhou-a. Não imaginava que os terráqueos eram tão frágeis. Uma simples pancada de uma cassetete dada por um sayajin quase a matou. Ele odiava esse sentimento que havia tomado conta dele desde que descobriu que ela desaparecera, por que era o sentimento que ele mais odiava, o medo. Ele teve o mesmo medo que sentiu anos atrás quando ela se perdeu na floresta com um Oozaru descontrolado. O medo de perdê-la. Medo não era um sentimento que ele tinha, ele só aparecia quando se tratava dela.
Ele puxou uma cadeira e sentou ao lado da cientista, olhando-a dormir. Ficou ali até adormecer também.
Vegeta acordou algum tempo depois, o sol já ia alto, passara muitas horas dormindo ao lado do leito da cientista, ninguém da equipe do centro médico tivera coragem para acordá-lo. Quando ele abriu os olhos, Bulma o olhava sonolenta, já não usava a máscara de oxigênio.
— Agora eu sou uma fora da lei...- ela falou com a voz fraca, olhando-o com um pequeno sorriso.
Vegeta sentiu-se leve num instante, vê-la acordada e sorrindo para ele deixou-o mais feliz do que estivera em muito tempo.
— Vou providenciar uma cela pra você. - ele falou com um sorriso de canto.
Ela mexeu a pequena mão enfaixada onde estava conectado um equipo de soro e tocou a mão do príncipe sobre a cama, apertando-a.
— Obrigada por me tirar daquele inferno. - falou ainda com a voz fraca.
O príncipe não soube o que dizer, não soltou a mão que segurava a sua. Os dois ficaram se encarando até que gritos puderam ser ouvidos da entrada do posto médico, tirando-os daquele momento.
— Onde está minha filha? - podia-se ouvir a voz raivosa do rei como um trovão e pouco depois vê-lo adentrar, muito agitado, ao quarto onde Bulma estava, Bardock o acompanhava, assim como Kakkarotto. O pequeno médico amarelo o acompanhava dando notícias sobre o estado da garota.
Ao vê-la, o rei parou, olhando-a com carinho.
— Como você está? - ele falou carinhoso mudando o tom de voz e se aproximando da garota pelo lado da cama oposto ao que Vegeta estava.
— Estou bem, papai. A dor passou... - Bulma falou com a voz calma.
— Que bom, - ele falou compreensivo pegando na pequena mão da menina que Vegeta havia soltado quando o rei entrou no quarto. - Pena que você não pôde ver a final do torneio, você ia adorar.
— Nós podemos reassisti-lo juntos pela TV. - Bulma sugeriu para o rei ainda com a voz fraca.
— Claro – disse o rei animando-se. - assim que você se recuperar.
— Majestade – falou o pequeno médico com receio. - a menina precisa descansar...
— Certo. - ele falou sério para o médico. - estamos indo, princesinha. - ele disse carinhoso, depositando um beijo no topo da cabeça da garota.
Vegeta não sabia o que dizer, apenas olhou-a e saiu a contragosto acompanhando o seu pai e os outros. Sem nada a dizer.
Quando chegaram ao corredor, o rei perdeu a calma que tinha diante de Bulma.
— Isso não pode mais acontecer! Vou aumentar a segurança da garota, eu nunca devia ter libertado a androide que cuidava dela, só fiz por que a menina insistiu muito. - ele falava transtornado para Bardock, Kakkarotto e seu filho. - Ela podia ter morrido! Se eu pegar a pessoa que a levou para fora do castelo, mando para a forca imediatamente. - ameaçou irado.
Vegeta lançou um olhar severo para Kakkarotto que ficou sem jeito. Ele não havia castigado Kakkarotto por levar Bulma para fora do castelo e não ia revelar ao seu pai isso. Mas planejava um sermão de horas para o "amigo".
— Majestade, já castigamos os guardas que fizeram isso com ela. - Bardock explicou. - contudo, não podemos condená-los por nada mais. Eles apenas fizeram o trabalho deles, receberam uma denúncia contra a menina, e realmente, o nome dela não consta no sistema, lembra-se?
O rei lembrou-se que quando Bulma nascera pediu para Bardock excluir os registros dela dos bancos de dados do castelo, dando-a como morta, de forma a afastar possíveis sequestradores.
— E não temos como descobrir quem a denunciou, pode ter sido qualquer um. E agora ela deve saber que os pais morreram assassinados e não em um acidente com uma nave. - Bardock falou preocupado. - Através disso ela pode ir mais fundo e descobrir sua origem.
— Não, Bardock. Isso não vai acontecer. - o rei falou nervoso, temia que Bulma o odiasse ao descobrir a verdade sobre sua origem. - Vamos dizer que adulteramos os bancos de dados para protegê-la, incluindo a parte do acidente, eu vou falar e ela vai acreditar. - ele completou. - e é por essas e outras que a garota nunca mais deve sair do castelo. - finalizou o rei saindo do posto médico. Sendo acompanhado por Bardock. Vegeta e Kakkarotto seguiram mais atrás.
Bulma adormeceu novamente após o médico aplicar-lhe outra medicação e quando abriu os olhos muito mais tarde, viu uma moça de cabelo loiro muito cheio que a olhava. Ela usava um vestido amarelo muito justo e decotado, seu rosto era estranhamente familiar e a garota sorria para Bulma ao vê-la acordada.
— Olá – a garota falou timidamente ao ver que Bulma acordara. - Você lembra de mim?
— Seu rosto e sua voz me são familiares...- Bulma falou levantando-se um pouco.
— Deixe me ajudá-la -a garota loira falou, ajudando Bulma a apoiar as costas em um travesseiro para sentar-se.
— Eu sou Pirza. - ela apresentou-se quando sentou-se novamente. - a garota que estava na cela com você. - explicou.
— Ah, - Bulma lembrou-se da voz que a ajudou. - Você é a ... - mas parou de falar, envergonhada.
— Pode dizer. - Pirza falou com um sorriso bondoso. - Sou a prostituta.
Bulma sorriu-lhe sem jeito.
— Eu vim aqui agradecer e ver se você estava bem. - Pirza continuou.
— Me agradecer? Pelo quê? - Bulma não entendeu, foi Pirza quem a ajudou, não o contrário.
— Por sua causa, o príncipe mandou me soltarem daquele inferno. - ela falou contente.
— O Vegeta fez isso? - Bulma perguntou-se sem acreditar.
— Sim, o príncipe Vegeta fez isso. - Pirza continuou. - e aquele soldado bonitão amigo dele me ajudou... pena que ele tenha uma namorada.. - falou desconsolada. - o defeito desses sayajins é que são fiéis quando se apaixonam, em outras raças isso não acontece. - disse contrariada.
— Kakkarotto lhe ajudou? - Bulma perguntou surpresa.
— Sim. - ela confirmou com um sorriso. - e ele me deu algum dinheiro e arranjou-me um emprego legal como garota da placa na arena de torneios do distrito real. Ele disse que assim, eu não volto para aquele lugar. Ele é um bom rapaz, o Kakkarotto.
— Como você soube que eu estava aqui?
— Foi Kakkarotto quem me disse. Ele me trouxe também. Ou você acha que eles deixariam alguém que nem eu que nem ao menos é sayajin entrar na parte restrita do castelo? - ela brincou.
Bulma sorriu-lhe, aquela garota era muito agradável, parecia ter passado por muitas coisas, mas não perdeu a alegria.
— Qual a sua raça Pirza? - Bulma indagou, curiosa ao ouvir a moça dizer que não era sayajin.
— Eu sou de um planeta chamado Terra. - ela falou amavelmente. - Vim para cá com um grupo de refugiados a muitos anos atrás. Uns cientistas conseguiram roubar algumas naves e meus pais vieram me trazendo, mas eu era muito pequena, nem lembro direito...
— Pilaf é o rei da Terra. - Bulma lembrou-se - ele está por aqui...
— Sim, ouvi falar...- Pirza falou irritando-se repentinamente. - espero que o rei Vegeta saiba com quem está lidando...
— Por que? - Bulma perguntou curiosa.
— Ah, esqueça. - Pirza falou abanando a mão. - Vamos falar de coisa mais interessantes. Como por exemplo, o bonitão do príncipe Vegeta...
— Hum. O que tem ele? - Bulma disse sem jeito.
— Ele olha pra você como os caras olham pro cinturão de ouro do torneio de artes marciais...- Pirza falou com um sorrisinho. - Nunca imaginei que o príncipe entraria numa cela imunda para salvar uma garota. Ele parecia tão preocupado...
— Com certeza estava com medo que o rei o punisse por perder a melhor cientista do reino. - Bulma disse emburrada cruzando os braços. - aquele dali não dá ponto sem nó.
— Não, não era isso, menina. - Pirza falou animada. - ele te olha diferente, eu arriscaria dizer que você tem grandes chances de se tornar rainha...
— Pirza, quem bateu a cabeça aqui fui eu, não você- Bulma retrucou com um sorriso melancólico- o príncipe nunca se envolveria com uma plebeia.
— Nunca diga nunca, menina. Você é absurdamente linda, poderia virar a cabeça de mil príncipes! - ela disse, contente - Se trabalhasse nas ruas como eu trabalhava, você enlouqueceria os sayajins e se tornaria a mulher mais rica desse planeta...- ela brincou.
Bulma enrubesceu.
— Bem, eu tenho que ir agora. Tem uma luta mais tarde e eu e meu corpinho lindo temos que estar lá para levantar a plaquinha com o número dos rounds. - ela falou, levantando-se. - Podemos manter contato? Ah, claro se você não se importar em ter alguém como eu como amiga.
— Claro que não me importo. - Bulma sorriu. - Se você não se importa em ser amiga de uma plebeia...
Pirza sorriu de volta.
— Claro que não. Quem sabe não estou me tornando amiga da futura rainha? - Pirza falou e deu beijinho de despedida no alto da cabeça de Bulma.
— Não fantasie tanto. - Bulma brincou.
— Até breve menina, cuide-se. - Pirza falou saindo.
— Até. - Bulma disse e quando ouviu a porta bater, ficou devaneando sobre as suposições de Pirza, acabou concluindo que eram absurdas.
