Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.
Capítulo 25 - Um trabalho e um encontro desagradável.
Fazia muito tempo que Firenze tinha tomado controle da companhia de seu pai, ele se disse que continuaria seu trabalho sempre procurando uma forma de melhorar. Um de seus primeiros atos foi falar com um jovem arquiteto que estava chamando a atenção, era tudo parte de seu novo programa de bolsas estudantis para jovens promissores. Para sua decepção, o jovem recusou gentilmente seu apoio, argumentando que queria sair adiante por seus próprios méritos. Certamente sua atitude o agradou muito, e agora, vários anos depois voltava a encontrar-se com esse jovem, mas já com uma notável carreira e nome.
— Supus que em algum momento voltaríamos a nos encontrar — comentou o senhor Robertson, sentando-se à frente da mesa.
— E para tratar de negócios, como lembro que disse — respondeu Remus.
— Tenho dotes de adivinhação, não é? — brincou o homem — Bom, isso não é importante. Como disse, vim tratar de negócios — recompôs sua seriedade.
— Sim, Dora me comentou.
— Dora? Fala de sua esposa, a jovem artista? — ele concordou — Nesse caso, já sabe o porquê vim.
— Tenho uma noção, mas gostaria de saber exatamente o que veio propor, senhor Robertson.
— Bom, como já deve saber, a Centaurus tem atividades muito diversas, uma delas busca apoiar a comunidade. Na verdade, se trata de um centro esportivo comunitário onde jovens e não tão jovens podem ir para realizar várias atividades. O lugar esteve sendo trabalhado há muitos anos e é bem conhecido, e bom, queremos renovar o espaço, atualizar e, por que não, torná-lo mais chamativo — pegou sua maleta e tirou uma pasta de dentro — Como não sei muito do assunto, pedi que realizassem uma análise no lugar — passou a pasta para ele — Pensei que assim poderia ter uma ideia melhor sobre como está a estrutura e o que procuramos.
Remus abriu a pasta e começou a analisar seu conteúdo, tinha um relatório detalhado sobre o centro esportivo em questão, assim como várias fotos de diversas partes, especificamente as que precisariam de reformas ou serem demolidas se fosse o caso, assim como algumas recomendações de quem fez o relatório.
— Apesar do tempo que esteve trabalhando, dá para perceber que teve uma boa manutenção — argumentou Remus depois de um tempo —, mas certamente algumas coisas devem ser mudadas.
— Isso sabemos, por essa razão quis vir vê-lo pessoalmente, gostaria que o senhor e a construtora Potter se encarregassem da reforma.
— É um prazer que pense em nós — garantiu —, mas antes gostaria de ver o lugar pessoalmente, até agora não realizei um trabalho desse tipo, então preciso ter uma noção do espaço e dos requisitos que precisa.
— Não esperava que fosse de outra forma — aceitou Firenze — Essa quarta pela manhã o lugar estará fechado, se é conveniente para os senhores, podem ir nesse dia — propôs — Além do mais, pode convidar seus companheiros de trabalho e, é claro, sua esposa, já deve saber que também lhe propus um trabalho.
— Ela me contou.
— E ela aceitou?
— Bom, ela diz que precisa pensar muito bem antes de pensar, mas fim de semana esteve fazendo alguns rascunhos para o mural.
— É uma jovem muito animada, além de linda, não me estranha que tenha o conquistado — comentou o homem, conseguindo que Lupin corasse levemente.
— Eu vou ver na minha agenda e conversar com meus colegas, e depois posso comunicá-lo se podemos realizar a inspeção na quarta.
— É claro, aqui tem o meu cartão — entregou ao mesmo tempo em que ficava de pé — Ah! Outra coisa. Se puderem e quiserem, seus companheiros podem convidar também suas esposas, e então depois depois da inspeção, poderíamos ir para algum lugar comer, já sabe, para que não seja uma relação profissional tão fria.
— Eu vou contá-los, senhor Robertson.
— Muito bem, estarei esperando sua ligação — dito isso, saiu do escritório.
Remus encostou-se em sua cadeira pensativo, certamente o homem ainda mantinha aquela boa atitude que se lembrava. Sem perder mais tempo, começou a revisar sua agenda, na quarta de manhã estava livre, mas agora tinha que falar com os outros. A primeira a quem ligou foi Nymphadora, ela não podia acreditar no que ele estava dizendo e se surpreendeu de que Firenze o procurasse tão rápido. Como não tinha o que fazer, aceitou imediatamente.
James e Sirius, por outro lado, tiveram que reagendar algumas coisas que tinham planejadas, mas no final aceitaram acompanhá-lo naquele dia, Sirius estava especialmente animado pela comida de "negócios" que Firenze propôs, além de dizer que tinham que ser amáveis com ele, já que ele que estava atrapalhando a vida de Nicole.
O sol começou a cair e depois de um exaustivo dia de trabalho, uma castanha voltava para seu apartamento cansada, só queria jogar-se no sofá descalça, e talvez uma taça de vinho. Ia começar a ver algo na televisão quando escutou alguém bater na sua porta. Cansada, levantou-se do sofá e foi ver quem era.
— Olá, Hollie — cumprimentou Sirius quando ela abriu uma fresta da porta.
— Ah! É você — disse em resposta — Vaza — fechou a porta e a trancou.
— Vamos, Carter, abre. Eu quero falar contigo — ele disse olhando para a porta.
— Vaza! — gritou do outro lado.
— A cachorra da Nicole foi na construtora porque descobriu que o Remus tá casado com a minha prima! — gritou na esperança de que a curiosidade dela vencesse a sua irritação por ele.
Depois de uns minutos de silêncio, escutou como destrancava a porta para abri-la totalmente.
— Entra, mas seja rápido — disse Hollie enquanto virava-se para entrar, ignorando completamente a expressão vitoriosa do homem antes de fechar a porta atrás de si.
— Sabe, depois do que aconteceu na outra noite, pensei que seria mais difícil me deixar entrar.
— Ao ponto, Sirius — pediu cansada desde o sofá.
— Supera, Hollie, não fizemos nada dessa vez. Bom, lembro vagamente que nos beijávamos apaixonadamente, e que depois tentou tirar minhas calças, mas...
— Sirius! Ao ponto — pediu novamente.
Ela também lembrava-se de parte daquela noite, mas o que mais odiava era que foi ela e não ele quem começou com os beijos. Lembrava perfeitamente que foi ela quem esteve o provocando toda a noite depois que exagerou no vinho, por sorte o álcool a deixou nocauteada antes que a situação passasse dos limites.
— Tá bom, tá bom, mas não se irrite — disse, pegando uma cadeira do outro lado do sofá — Bom, o tal Firenze Robertson foi hoje na construtora para...
— O que isso tem a ver com a cachorra? — o interrompeu.
— Nada — respondeu — Olha, sei que quer saber o que aconteceu, mas antes tenho que falar sobre outra coisa contigo — explicou-se — Robertson quer nos contratar para uma reforma e na quarta, James, Remus e eu vamos inspecionar o lugar.
— E? — perguntou impaciente.
— Então, depois vamos ter um almoço e disse que podíamos levar nossas esposas.
— Certo, ainda não entendi o que isso tem a ver com...
— Quero que vá comigo — disse de uma só vez.
Hollie ficou sem entender o que acontecia, então analisou com mais cuidado a situação e quando soube do que se tratava, arregalou os olhos e começou a negar com a cabeça.
— Não, é claro que não — respondeu — Sirius, nós não somos nada, nem nos damos bem.
— Agora não, mas antes nos dávamos muito bem — ele defendeu-se.
— Mas seria uma reunião de negócios e eu não tenho nada o que fazer ali.
— Mas também vão Lily e minha sobrinha, e elas também não tem nada a ver com os negócios.
— Isso não é verdade — ela retrucou — Lily pode não ter nada a ver, mas Firenze ofereceu a Dora que pintasse um mural. Ela me ligou animada de tarde e me contou.
— Está bem, mas de qualquer forma, serei o único desacompanhado, e não, Firenze não conta — acrescentou vendo que ela reclamaria.
— E o que eu tenho a ver com isso? — retrucou Hollie, um pouco impaciente.
— Olha, não estou pedindo para termos um encontro ou irmos para um hotel, será só uma manhã com seus amigos fazendo coisas de trabalho e depois comer, não é tão ruim assim.
A mulher pensou por alguns momentos.
— Está bem, eu vou ver como arranjar tempo para acompanhá-los, mas se eu não puder, não quero reclamações — o moreno sorriu satisfeito — Agora, o que aconteceu com aquela cadela?
— Ah! Foi ótimo, embora eu pense que faltou um pouco de sangue...
Terminaram conversando sobre o incidente da manhã com Nicole, esquecendo-se momentaneamente do assunto do "encontro" de trabalho, ainda quando nenhum deles admitisse, sentiam-se animados pelo compromisso, e por sua parte Sirius seguia agradecendo seus amigos.
Os três amigos saíam da construtora conversando animadamente. Sirius continuava conversando sobre golpes de boxe que o castanho podia ter usado naquela manhã e falando sobre a comida grátis que teriam quarta.
— Ninguém disse que seria de graça, Sirius — Remus lembrou-o pela nona vez.
— Ah, mas foi ele quem convidou, então por lei a conta é dele — garantiu o moreno, enquanto os outros dois negavam com a cabeça.
— Bom, deixando isso de lado, acho que será um bom dia — James virou-se para olhar cúmplice para Lupin — Exceto para Sirius.
— Quê? Por que eu?
— Não é óbvio? Eu vou com Nymphadora e James irá com Lily.
— E você sozinho e triste como um cachorro — completou James.
— Em primeiro lugar, respeito com os cachorros — disse — Em segundo lugar, não é tão ruim estar sozinho, Firenze estará. E em terceiro, não posso convidar uma de minhas "amigas" para me acompanhar, várias delas não são o que vocês considerariam recatadas e do lar.
— Ou seja, chegariam praticamente nuas — retrucou James.
— Bom, nem tanto, mas não dariam a imagem de seriedade para a empresa. Se bem que Nymphadora...
— Cuidado com o que vai dizer — avisou Remus.
— Tá bem, Aluado, tá claro que já foi domesticado, mas ainda assim eu não teria quem chamar...
— Podia chamar a Hollie! — disseram os dois ao mesmo tempo, ele já tinham planejado fazer isso há algumas horas.
— Quê? Vamos, nós três sabemos que ela não vai querer ir comigo.
— Poderia tentar — argumentou James.
— Ah é? E com que argumentos?
— O principal problema que tem com ela é sua atitude, Almofadinhas — revidou Remus — Diga que não é nada do que costuma fazer, que não está convidando-a para um encontro ou para um hotel, será uma manhã com amigos e comida, só isso, parte daí e veja como responde.
— E, por favor, não arruine tudo outra vez com sua estupidez — pediu o moreno.
No final, Sirius decidiu tentar. O pior que podia acontecer era levar um tapa na cara. Veria um jeito de usar as palavras de Remus, com certeza seria útil, ele não era o cérebro do grupo à toa.
Na mesma segunda-feira à noite, Remus falou com Firenze pelo telefone, então na manhã de quarta-feira todos estavam indo em direção ao centro esportivo. Como foi dito, o lugar estava fechado, então tiveram a liberdade de explorar e analisar o lugar. Para surpresa de todos, Sirius tinha chegado cedo porque Hollie o trouxe quase que à força, os dois estavam bem arrumados para a ocasião, então não puderam evitar ser o centro das atenções e insinuações.
As mulheres desfrutavam observando o lugar enquanto os homens começaram seu trabalho. Sem dúvidas, era um lugar bastante movimentado e inclusive as mulheres que não tinham "nada a ver" com o trabalho começaram a sugerir como melhorar o lugar, onde poderiam pôr alguns bancos e inclusive lixeiras para separar o lixo e reciclar.
Os seis juntos entraram pela porta principal, chegando ao átrio principal. Nos cantos, umas escadas um tanto destruídas levavam ao segundo andar, essas escadas seriam mudadas. O andar de cima tinha um saguão e uns longos corredores do andar de baixo davam espaço para outras seções do complexo. Atrás deles e aos cantos, várias figuras de atletas, a pintura estava desgastada e um pouco corroída, Dora olhou com muito mais atenção essa parte, sem dúvidas era algo bem maior do que tinha imaginado no começo.
— Bom dia — uma voz os tirou de suas inspeções, Firenze estava chegando a eles desde o interior do lugar — Vejo que são pontuais, gosto disso.
— Bom dia, senhor Robertson — cumprimentou Remus — Bom, deixem-me apresentá-los, estes são James Potter e Sirius Black — indicou seus amigos.
— Bom dia, lamento não ter ido vê-los, mas queria tratar pessoalmente com o senhor Lupin.
— Sem problemas — James não deu importância — Esta é minha esposa, Lily — apresentou a ruiva.
— Um prazer — disse para a mulher e virou-se para ver Hollie — E você deve ser a esposa do senhor Black.
— Quê? Não, claro que não — negou imediatamente.
— Ela só veio pela comida — disse Sirius, ganhando uma cotovelada nas costelas.
— Sou Hollie Carter, vim porque "esse" implorou — explicou, vendo como ele esfregava as costelas.
— Ah claro! A administradora de Caroline Tonks — exclamou Firenze — Nunca a conheci pessoalmente, mas escutei muitas coisas boas sobre ela.
— Também não é para tanto — ousou Sirius.
— Olha só quem fala, não me surpreenderia que James e Remus carregassem a empresa nas costas sem a sua ajuda.
— Ei! Eu também faço bem o meu trabalho.
— Sim, claro...
— Entendo — interrompeu Firenze — Uma relação de amor e ódio, certo? — aquela declaração deixou o casal incapaz de responder, impactados, enquanto os outros seguravam a risada — E bom, você eu já conheço.
— Prazer voltar a vê-lo, senhor Robertson — Tonks o cumprimentou.
— Igualmente. Diga-me: o que achou da tela que ofereço? — ergueu a vista para ver a parede.
— Bom, vai ser um trabalho muito complicado — confessou.
— Como disse, vai poder contar com todo o material que precisar, é só pedir — garantiu o loiro — Bom, deixando isso de lado, é melhor darmos uma olhada nas instalações.
Iam começar a caminhar direto a um corredor para que começassem a conhecer o lugar e ter uma ideia do trabalho que teriam, mas seus passos pararam ao escutar a voz de uma mulher gritando às suas costas, era uma voz que todos conheciam.
— Firenze Robertson! Temos que conversar!
— Sempre entrando nos lugares onde sua entrada está proibida, Green — alfinetou o homem, irritado.
Todos viraram-se, encontrando-se com a sua pessoa menos favorita de todo o mundo. Nicole tinha ido exclusivamente para discutir com Firenze sobre os recentes problemas que teve com sua herança, então surpreendeu-se em encontrar a todos ali, surpresa e irritada.
— Então estão todos conspirando contra mim? — foi o primeiro que pensou em dizer.
— Claro que não, mas quem dera estivéssemos — retrucou Sirius.
— Oh por favor, querem mesmo que eu engula isso?
O senhor Robertson não entendia o que estava acontecendo. Sabia que há algum tempo estava tendo problemas com aquela maldita, já que ele queria proteger a herança de um amigo de seu pai que tinha morrido e ela procurava para si mesma, mas não tinha ideia de que os outros também tiveram o desprazer de conhecê-la. Pensou que o melhor seria não intervir e deixar que tudo continuasse em seu curso, depois teria tempo para fazer perguntas.
— Se engole ou não, aí já é problema seu — devolveu Sirius.
— Sim, claro, vocês e essa maldita pirralha...
— Se quer sair com todos os seus dentes intactos, saia daqui — advertiu Dora, avançando dois passos.
Um duelo silencioso começou a surgir, viam-se fixamente como querendo assassinar a outra apenas com o olhar. Os outros ficaram como espectadores, embora Remus ficava atento para evitar que sua esposa cometesse uma loucura.
— Não deveria se meter em coisa de adultos, garota — disse Nicole arrogante — Se metendo com alguém que poderia ser seu pai.
— Era só o que me faltava, uma vadia me dando lição de moral — retrucou a de cabelo rosa — E eu não tenho culpa se sou mais mulher que você — continuou diante das exclamações de James, Sirius e Hollie.
— Ai por favor, uma mal educada como você...
— E mesmo assim Remus preferiu estar comigo. Lembro que sempre que o incomodava no trabalho e chegava na nossa casa irritado e cansado, eu com prazer o relaxava — esse relato mais as exageradas exclamações dos seus amigos conseguiram que Nicole se irritasse ainda mais.
— Agindo como uma piranha.
— Olha só quem fala — ironizou — Eu não preciso andar como você, consegui meu marido sendo eu mesma, e me ama mais do que a ninguém, eu tenho uma vida de verdade e não preciso mendigar como outras, você me dá pena.
A mulher apertou os punhos furiosa, sem poder evitar pôde ver um pouco do mesmo discurso de Remus em suas palavras. Todos olhavam a cena, sem notar como elas estavam cada vez mais próximas, pensaram por um momento que terminaria assim como uma simples discussão, mas um fator decisivo em alguns tipos de luta era a distração, e Dora estava só esperando o momento certo.
— Diz isso, mas o que aconteceria quando Remus te trocasse por outra que lhe dê o que precisa? Uma mulher, não uma pirralha.
— Isso nunca vai acontecer porque eu sou o que ele precisa — assegurou.
— Ha — riu falsamente — O que se esperaria de uma pirralha como...
O final da oração ficou no ar porque a distância entre elas foi cortada o suficiente, Dora apertou com força seu punho e descarregou tudo o que esteve sentindo até o momento em um soco direto na mandíbula. Todos ficaram petrificados com o golpe repentino. Nicole tinha virado o rosto e agora estava encolhida, esfregando o lugar do soco, então soube que a discussão tinha se tornado uma briga, mas só percebeu segundos antes que recebesse outro soco direto no estômago.
Nicole tentou segurá-la para se defender, mas só conseguiu segurar a sua roupa e rasgá-la quando se separou bruscamente de sua agressora. Estava muito desorientada quando tentou batê-la, mas ela só esquivou sem problemas para depois dar outro soco no rosto, que a fez cair no chão. Dora afastou-se um pouco, observando sua adversária — ou vítima, dependendo do ponto de vista — com a guarda alta. A mulher foi levantando-se do chão com a boca ensanguentada, ainda tinha um olhar irascível, mas sem dizer nada, ficou de pé e foi embora dali.
Quando Tonks virou-se, pôde ver como a observavam. Firenze estava impressionado, assim como James e Lily, que debatia entre a satisfação e a irritação, mas com certeza não reclamaria, Sirius e Hollie pareciam orgulhosos dela, e Remus estava com aquela expressão meio repreensora, não o desagradava que se defendesse, mas que chegasse ao ponto de bater.
— Não me olhe assim, já sabe que faz tempo que queria isso — defendeu-se a jovem. Lupin apenas negou com a cabeça, tirando o seu casaco para pô-lo sobre ela — O que está fazendo? — ficou confusa.
— Caso não tenha notado, sua roupa rasgou, dá para ver o seu sutiã — explicou. Tonks desceu o olhar para a sua cintura onde a blusa foi rasgada e deixava exposta uma boa quantidade de pele e parte da roupa íntima.
— Obrigada — pôs o casaco ela mesma.
— Isso foi inesperado — disse Firenze com certo receio —, mas é óbvio que já se conhecem.
— Era uma colega de escola, e por uns desagradáveis meses foi esposa de Remus — foi Lily quem explicou.
— Entendo, isso explica sua reação — olhou para Tonks — Embora tenha sido uma luta um pouco mais intensa do que esperava.
— É, acho que a culpa é minha — interveio Sirius — Bom, ela é minha prima favorita e há algum tempo a ensinei a lutar — contou a todos, que ficaram olhando-o estranhados — Quê? Só queria que ela soubesse se defender?
— Bom, temos muito o que conversar, pelo que vejo — disse o senhor Robertson — O que acham de deixarmos isso para o almoço e focarmos no trabalho agora?
Todos aceitaram a proposta, não estavam exatamente com humor, mas depois de tudo, não tinham ido para aquele lugar por diversão ou prazer. Tinha sido um encontro inesperado e todos, com exceção de Robertson, não tinham ideia do porquê a maldita tinha ido até lá. De qualquer forma, o melhor seria focarem suas mentes em outra coisa, não valia a pena se ocuparem com algo tão insignificante quanto era Nicole.
