High Anxiety

Capítulo 20 - Anjos quebrados

We're just two tarnished hearts,

But in each other's arms

We become saints and angels

I love your imperfections

I love your everything

Your broken heart, your broken wings

I love you when you hold me

And when you turn away, I love you still

And I'm not afraid

Cause I know you feel the same way

And you'll stay

Nós somos apenas dois corações manchados.

Mas nos braços um do outro

Nós nos tornamos santos e anjos.

Eu amo suas imperfeições.

Eu amo tudo em você.

Seu coração partido,suas asas quebradas.

Eu o amo quando você me segura,

E quando você se virar, eu ainda o amo.

E eu não tenho nenhum medo.

Porque eu sei que você se sente da mesma maneira.

E você ficará.

Sara Evans - Saints and Angels


Bella

Edward disse "Eu te amo"...em voz alta.

Na hora, eu não sabia exatamente o que fazer, porque não foi nem remotamente próximo do que eu esperava que acontecesse, de como eu tinha antecipado ouvir essas três palavras...de Edward... pela primeira vez.

Eu tinha pensado muito sobre isso. Provavelmente demais se eu fosse honesta. E o fato de eu assistir (embora esporadicamente) esses dramas adolescentes ridiculamente absurdos com esse garotos fazendo grandes gestos em suas declarações de amor eterno...bem, eu suponho, é o que eu esperava que Edward fizesse, se e quando ele alguma vez dissesse isso para mim. Eu esperava algo enorme, fatídico e teatral, em meio a sorrisos e risadas. Algo muito ostensivo como o próprio Edward.

Mas não...não do jeito que ele disse.

Se eu pensasse bastante nisso, era como se eu tivesse a versão do Walmart quando estava esperando a Nordstrom...mas eu não tinha percebido o quanto eu gostava mais da edição com desconto. Eu estava desapontada? Inferno, não, porque o que eu não percebi até que acordei na manhã seguinte sob o calor dos meus cobertores e sem Edward na minha cama, era que, à sua maneira, era a admissão mais grandiosa e impressionante de todas. O seu eu te amo - dito gentil e suavemente, em meio a lágrimas silenciosas e a confissão de seus sentimentos de dor e, acima de tudo, auto-aversão.

Edward Cullen, o garoto bonito que parecia ter tudo - aparência, dinheiro, inteligência, charme e uma família maravilhosa - sentia que não merecia nada disso. Ele sentia como se não merecesse algo de bom em sua vida porque era uma pessoa muito ruim. Ele não achava que me merecia...eu - a garota bagunçada que fugiu de sua vergonha e dor apenas para se apaixonar forte e rapidamente pelo único garoto no mundo inteiro com quem não podia estar fisicamente. Eu tentei o meu melhor para fazê-lo entender que eu o amava também e que ele nunca deveria pensar tão pouco de si mesmo, porque a culpa não era dele por estar nessa situação, mas ele não acreditava em mim, eu sabia. Seus lindos olhos esmeralda denunciavam isso.

Eles estavam tristes e com raiva ao mesmo tempo. A dor era clara como o dia e eu faria qualquer coisa para tirá-la.

Ele me colocou em um pedestal... referindo-se a mim como seu anjo que o salvou. Os pensamentos que eu tinha dele eram bem menos do que angelicais...se ele soubesse…

Como esse processo de pensamento funcionava eu não conseguia entender, porque eu não achava que tenha feito nada além de lhe causar mais angústia.

Minha presença era um lembrete constante do que ele havia sido acusado e do que ele não podia ter. Mesmo por associação - meu padrasto sendo um jogador de baseball e Edward desistindo disso, e Charlie sendo um ex-policial, atual investigador particular, e Edward obviamente se sentindo intimidado e desconfortável em sua presença. Não acho que fosse um simples medo de adolescente que o atormentasse. Era um medo real - medo de que Charlie, de alguma forma, com sua habilidade investigativa ou algum tipo de detector interno de pervertidos...apenas saiba.

Eu não podia imaginar ter que viver assim, sempre com medo de coisas que nem estavam sob seu controle. Apenas tocar em mim ou em qualquer outra mulher acidentalmente o fazia tremer em seus sapatos ridiculamente caros. Na festa de Halloween, Edward nem tentou me pegar uma bebida, porque todos os cômodos estavam lotados e ele sabia que era inevitável que tocasse em alguém. Não que alguém o estivesse observando... bem, observando-o por esse motivo específico. Não escapou ao meu conhecimento que Makenna, Jessica e Lauren estavam com os olhos plantados em Edward e eu quase a noite toda.

Eu não disse nada para ele, porque ele estava tendo uma noite de merda e a última coisa que eu queria fazer era agravar sua ansiedade e mau humor, mas aquelas meninas o observando me assustaram. Eu estava supondo que elas estavam olhando para ele e deixando por isso mesmo. Isso não me impediu de pensar em arrancar seus olhos fora da cabeça com minhas unhas recém-pintadas. Eu acho que o nome "Blood Thirsty"* do esmalte da OPI tinha significados diferentes, dependendo de quem o usava.

*"Blood Thirsty", em português seria sede de sangue.

O fato de Mike ter sido excessivamente paquerador comigo enquanto eu estava dançando também me incomodou. Embora eu tenha dito a ele que estava com Edward, Mike disse: "Então, eu estou aqui com Jessica e mesmo se conversar e dançar com outra garota, ela ainda estará de joelhos, me dando um boquete depois. Então relaxe." Eu deveria ter lhe dado um tapa em seu rosto presunçoso e imediatamente avisado Jess, mas eu não lhe devia nada e, francamente, eu não dava a mínima para ela e estava tentando parar de ser a garota legal com todo mundo o tempo todo. Mike era escória e eu não tinha nenhum respeito por ele. Para mim, eles se mereciam.

E depois, houve a questão da cocaína. Edward praticamente salivou sobre aquilo, encarando como se fosse água fresca no meio de um deserto. Eu sabia que ele queria usar, e isso me assustou muito.

Drogas me petrificavam. Sim, me chame de grande hipócrita porque, desde que me mudei para Forks, eu fumava maconha quase todos os dias. Eu realmente não considerava a maconha uma droga pesada. Eu nunca tinha ouvido falar de alguém morrendo de overdose de maconha e era uma erva natural (mais ou menos), e não era tão viciante como metanfetamina ou heroína que as pessoas roubavam bancos e outras coisas porque as pessoas estavam sob influência. Bem, além de algum roubo ocasional de uma loja de conveniência, quando um maconheiro ocasional sem dinheiro ficou muito fissurado por um Cheetos e um bolo Little Debbie.

A cocaína era diferente. Na Califórnia, as pessoas com quem eu passava tempo usavam cocaína o tempo todo. As crianças ricas tinhas acesso a tantas drogas que era assustador e, por algum motivo, a cocaína era o pecado escolhido. Eu acho que era era porque, embora o deixasse chapado, ainda permitia que você estivesse no controle total. Eu perguntei a Edward como era, mesmo que eu já soubesse pelo que Bree tinha me dito. Eu queria conhecer sua experiência pessoal com isso e me assustou ouví-lo falar sobre como isso o afetava, porque seu tom estava quase alto com a lembrança da sensação. Ele disse que não faria isso de novo e eu acreditei nele. Portanto, eu deixei assim, esperando que Edward mantivesse sua palavra e respeitasse meus desejos.

Na segunda-feira na escola, eu estava nervosa para vê-lo depois da noite anterior, sem sabe onde isso havia nos deixado. Eu me vesti com muito cuidado, usando a blusa branca com mangas esvoaçantes porque sabia que ele gostava daquela roupa. Eu me perguntava como ele se comportaria comigo agora...se ele seria doce e amoroso, ou estaria de volta à sua habitual fachada de menino misterioso, duro, introspectivo. Jekyll e Hyde não chegavam aos pés do meu lindo garoto.

Edward chorou na minha frente, me disse que me amava e depois admitiu que achava que não era bom o suficiente para estar comigo. Isso tinha que significar que haveria uma mudança definitiva no nosso relacionamento. Ah, sim, e também o fato de que ele viu as minhas partes de senhora enquanto eu me masturbava e me ajudou a alcançar um orgasmo fantástico. Isso também.

Mas Edward não me encontrou após o segundo período, como ele costumava fazer. Eu mandei uma mensagem para ele, imaginando onde diabos ele poderia estar, mas não recebi resposta. Fiquei apavorada por ele fugir ou achar que havia cometido um erro colossal ou algo assim ao admitir seus sentimentos. Na cama, na noite anterior, eu segurei a mão dele e o beijei, porque fiquei tão emocionada com as palavras que precederam suas lágrimas...ele estava envergonhado, estava com raiva por eu ter tocado nele? Como ele poderia estar com raiva...foi o momento mais doce e sincero de toda a minha vida e ele estava fugindo disso?

Eu esperei ansiosamente lir uma resposta roendo minhas unhas até não restar nada, obcecada por sua ausência. No terceiro período, Rosalie praticamente me agrediu com perguntas, sabendo que algo estava errado. Eu senti como se estivesse traindo completamente a confiança de Edward, expondo sua verdade e vulnerabilidade, mas eu estava um desastre por causa disso.

Então, eu escrevi para ela uma nota descrevendo tudo o que havia acontecido, enfatizando o fato de que Edward não estava por perto. Ela passou uma de volta dizendo-me para não me preocupar e que seu "eu te amo", era definitivamente eu te amo e não apenas algumas divagações cheias de lágrimas. Na sua opinião, ela achava que ele não era o tipo de cara que divulgava essas palavras ou seus sentimentos com frequência ou livremente, e essa era a maneira dele de me mostrar ou me dizer seus sentimentos em uma grande bagunça cheia de ranho. Ela colocou minha mente para descansar por hora e, finalmente, no almoço, Jasper me disse que Edward tinha acordado muito doente naquela manhã com febre e uma dor de garganta terrível. Eu me senti estúpida por sequer pensar algo negativo sobre ele, e então questionei os motivos da minha insegurança infundada.

Eu debati se deveria tentar vê-lo depois da escola, mas Jasper disse que eu provavelmente deveria e que eu não me preocupasse com a falha dele em responder minha mensagem, porque Edward provavelmente estava dormindo. Aparentemente, ele ficava doente assim todos os anos, o que era uma merda. Desnecessário dizer como fiquei aliviada. E depois me senti uma merda, porque percebi que preferia ele doente e com dor do que me deixando. Sim, um anjo eu era.

Depois de Biologia, liguei para Charlie, preparada para contar a ela uma mentira elaborada sobre como fiquei menstruada e isso vazou pelas minhas calças brancas (como se eu alguma vez fosse ser pega usando calças brancas em novembro) e precisava ir para casa porque estava morrendo de vergonha. Mas assim que mencionei a palavra 'menstruada', Charlie enfaticamente ordenou que eu parasse de falar. O homem assinaria a escritura de sua casa e o documento de sua caminhonete novinha em folha, sem pestanejar, a fim de evitar qualquer tipo de conversa sobre o ciclo menstrual da sua filha.

É bom saber para o futuro.

Dito isto, saí do sexto período, fui ao mercado comprar os ingredientes para uma sopa de galinha, pegando também alguns picolés e uma saco de MM. Comprei algumas pastilhas e um punhado de bilhetes de loteria instantâneo enquanto flertava com o cara atrás do balcão para me deixar comprar, apesar de não ter dezoito anos. Eu adorava ter peitos...ele eram melhores que um cartão Amex.

Ah, e prometi compartilhar meus ganhos com o cara...como se isso fosse acontecer. Otário.

Se eu ganhasse muito, bem, não sei qual seria a primeira coisa que compraria, porque a única coisa que eu queria agora não poderia ser comprada com dinheiro. A felicidade de Edward não tinha preço e, infelizmente, não estava à venda.

Em casa, eu fiz a sopa rapidamente, ansiosa para ver Edward, mas terrivelmente nervosa ao mesmo tempo. O Jaguar de Esme estava na calçada e eu esperava não encontrá-la porque pensei que talvez ela se sentisse insultada por eu estar cozinhando para o filho dela. Mas quando ela abriu a porta para mim, seu rosto se iluminou.

"Bella! Oh, eu estou tão feliz que você esteja aqui. Você vai ficar um pouco, por que eu gostaria de ficar fora por algum tempo e não quero deixá-lo sozinho? Edward é um grande bebê quando ele fica doente, só para você saber." Esme revirou os olhos e sorriu, me levando para dentro. Ela estava falando uma milha por minuto, parecendo uma das mães enlouquecidas para quem eu costumava cuidar dos bebês, que estavam morrendo de vontade de dar uma escapada rápida enquanto seus filhos assistiam aos DVD's da Dora, a Aventureira.

"Claro, vá em frente", eu ri. "Ele está bem?" Esme esticou o pescoço enquanto espiava na bolsa. "É sopa de galinha com tortellini. Espero que esteja tudo bem que eu cozinhei para ele", expliquei enquanto sorria timidamente.

"Claro! Ele odeia minha comida e eu não consegui fazê-lo comer nada hoje. Carlisle fez um exame nele esta manhã e ele está com gripe, então não compartilhe talheres com ele ou você também vai ficar doente." Esme vestiu o casaco e jogou a bolsa por cima do ombro. "Volto em alguns minutos. Ele tem o número do meu celular, se precisar de alguma coisa. Ah, e há um frasco de antibióticos na mesinha de cabeceira. Se ele comer, certifique-se de que ela tenha um comprimido às quatro." A porta de fechou e ela saiu como um raio pela calçada. Não é de admirar que ela gostasse de Alice. Eu nunca tinha percebido o quanto elas eram parecidas até esse momento...no seu jeito frenético. Edward estar doente deve deixar Esme maluca.

Fui para a cozinha, pegando uma tigela e uma colher e coloquei a caixa de picolés no freezer. Subi as escadas para o quarto de Edward batendo na porta levemente, mas quando não houve resposta, entrei silenciosamente, fechando a porta atrás de mim. Ele estava deitado de bruços, sem camisa. Um braço enrolado sob o travesseiro e a outra mão próxima a boca. Eu podia ver um leve brilho de barba escura ao longo de sua mandíbula...era a primeira a vez. O cabelo em seu pescoço estava emaranhado e úmido e ele parecia tão sexy, mas tão vulnerável. Acho que vi até um pequeno brilho de babá escorrendo de sua boca.

Awww...tão fofo e tão nojento ao mesmo tempo.

Na mesa de cabeceira, havia um frasco de remédio fechado e um recipiente de Advil só lado de um copo meio vazio de água. Havia um daqueles termômetros para os ouvidos e um pouco de spray de garganta, todos organizados ordenadamente. Eu sorri pensando que, mesmo quando estava doente, ele estava arrumado.

Depois de colocar a sopa na mesa de cabeceira, sentei-me no sofá em frente à sua cama por um tempo, observando-o dormir. Aquilo era de longe a coisa mais linda que eu já vi. Tão pacífico, adorável, mesmo para um garoto. O modo que seus cílios escuros caíam sobre suas bochechas, a suavidade de sua pele pálida ondulando sobre seus músculos quando ele respirava, seu peito subindo e descendo num ritmo calmo. Eu poderia tê-lo visto dormir o dia todo, no entanto...a vontade de tocá-lo era esmagadora, assim como a vontade de lamber as pequenas covinhas que pontuavam a base de sua coluna. Eu pensei que talvez se eu fizesse isso devagar, ele nunca saberia. Era ruim e errado, mas eu entendi porque ele não queria criar o hábito de tocar em particular.

Tocá-lo era como um vício. Eu precisava disso...ansiava pela sensação de sua pele aquecendo meus dedos e pela sensação de estar tão perto dele, absorvendo seu cheiro tanto quanto eu pudesse. Timidamente, me mudei do sofá para a beirada da cama, exatamente onde eu havia sentado no dia em que ele me deixou vê-lo cuidar de si mesmo. Demorei alguns minutos olhando antes de estender a mão passando os dedos ao longo de sua espinha. Sua pele estava queimando com a febre. Ele suspirou e eu imediatamente retirei minha mão, com medo de que ele ficasse bravo se acordasse e me encontrasse o tocando às escondidas.

Mas, como a viciada em pele que eu estava me tornando rapidamente, esperei alguns minutos antes de esticar a ponta do dedo sobre o lóbulo de sua orelha, através dos cabelo úmidos em sua nuca, no ombro e no pescoço. Contornei seu bíceps, parando no braço coberto de tinha. A pele estava cicatrizada em algumas áreas onde a tinha estava, e eu achei fascinante o intrincado padrão tribal enrolado em torno dos músculos curvilíneos.

Edward suspirou novamente, desta vez esmagando seu rosto no travesseiro debaixo dele. Ele gemeu baixinho, claramente um som de dor. Seus cílios tremeram abertos e ele olhou para sua mesa de cabeceira, franzindo as sobrancelhas para a bolsa que eu havia trazido. Ele não tinha notado que eu ata a lá.

"Ei", eu disse suavemente, quando ele pulou, cobrindo o rosto e depois gemendo novamente.

"Oi, B." Sua voz estava quase inaudível, áspera e grave. Ele passou a mão pela boca, efetivamente limpando a baba.

"Como você está se sentindo?" Eu quase pensei que provavelmente deveria me sentar em minhas mãos porque o desejo de acariciar suas bochechas era avassalador. Edward pegou o copo de água, tomou um gole e estremeceu.

"Porra", ele respirou enquanto engolia em seco. "Eu me sinto uma merda. Acho que posso morrer. Você não está doente também?"

Eu balancei minha cabeça que não, quando ele rolou, puxando as cobertas até o peito. "Fiquei preocupada quando você não me encontrou hoje. Pensei que talvez estivesse me evitando porque estava assustado depois da noite passada." Eu disse calmamente. Ele sorriu, olhando para baixo, obviamente um pouco envergonhado. Ele parecia diferente com a barba por fazer...mais velho. Embora ainda úmido, seu cabelo brilhante, sem seu despenteado habitual, estava ainda mais frenético. Era bonito e tão suave. Eu poderia jurar que ouvi chamar meu nome…Bella, me toque, Bella…

"Se eu tivesse do meu jeito, eu teria passado a noite com você, mas minha mãe ligou às duas horas da manhã, me perguntando onde diabos eu estava. Eu me senti uma merda, então voltei para casa. Mas gostaria de ter acordado com você" ele sussurrou asperamente.

"Eu também. Eu…" Eu queria dizer algo sobre ele se abrir para mim e dizer aquelas palavras, mas me calei. "Trouxe uma sopa para você. É tortellini com caldo de galinha. Você está com fome?"

Ele acenou com a cabeça enquanto seus olhos se iluminavam, me dando uma onda de orgulho de que minha comida pudesse provocar tal reação em um homem moribundo. Enquanto ele se sentava, eu o ajudava a ajustar os travesseiro atrás das costas quando minha mão acidentalmente de propósito...pode ou não ter tocado duas covinhas nas costas.

Eu cuidadosamente derramei um pouco da sopa em uma tigela e entendi paga ele, sabendo que, mesmo em seu estado de sofrimento, ele estava me observando nervosamente pensado que eu inevitavelmente derrubaria alguma coisa.

"Você quer que eu te alimente?" Eu ri.

Ele sorriu levemente, levando a colher aos lábios. "Obrigado, eu consigo." Ele tomou alguns goles, estremecendo toda vez que engolia, seguido de um palavrão colorido para explicar a dor que isso causava. Seu cabelo continuava caindo em seu rosto, irritando-o, então eu puxei um grampo do meu cabelo e afastei seu cabelo antes de prendê-lo no lugar.

Ele olhou para mim com descrença, reclamando: "Bella, não brinque comigo quando estou doente." Mas eu o ignorei, rindo levemente dele com meu grampo no cabelo, impedindo efetivamente que a mecha rebelde o irritasse. Ele não removeu a presilha, apenas continuou a comer. Eu gostei que ele fosse parcialmente submisso quando estava doente.

"Eu preciso de um corte de cabelo", disse ele sem rodeios. Eu sorri e cobri e a boca por causa do que Maggie tinha dito enquanto limpávamos o jantar. Ela viu Edward quando ele entrou pela primeira vez e ficou toda estranha comigo.

Mais tarde, ela ficou meio aturdida com a forma como o mundo era tão pequeno, explicando que…bem, acho que suas palavras exatas foram: "Seu namorado é um cliente regular no meu salão e todas as meninas de lá o apelidaram de 'Catnip' porque ele atrai todos as pumas ricas. Elas literalmente babam incontrolavelmente sobre seu corpo quente de homem-menino e feições cinzeladas e seu cabelo pós-sexo...Deus, esse cabelo! Como você aguenta, Bella? Vocês dois devem estar um no outro sempre que seu pai não está aqui, hein?" Ela estava se abanando animadamente.

Se ela soubesse a quantidade imensurável de restrição necessária para fazer isso, considerando que eu tinha muito pouca supervisão dos pais. Eu revirei os olhos com o comentário das pumas, mas com toda a honestidade, era de se esperar. Ele era lindo.

Ela me disse que E tinha manicures e pedicures e também fazia as sobrancelhas dele, mas ela deveria manter tudo confidencial. Eu sabia sobre a confidencialidade médico/paciente, mas não fazia ideia de que existia a confidencialidade cosmetologista/cliente também. Edward tendo um "dia de beleza" não me surpreendia, mas eu achei que era meio cômico e tão perfeitamente ele.

Ele comeu mais sopa do que eu esperava, por ser muito doloroso para engolir, mas eu achei muito gratificante cuidar dele. Eventualmente, eu tirei a tigela dele, colocando-a na mesa de cabeceira, quando ele bateu na cama ao lado dele.

Enquanto eu tirava meus sapatos, subi ao lado de Edward, sorrindo enquanto nos imaginava como velhos, tomando sopa juntos enquanto tirávamos nossas dentaduras e as colocávamos nas cabeceiras. Ele envolveria meus ombros em um dos quatrocentos xales feios que eu tricotara, e eu seguraria sua mão toda manchada e enrugada, mas ainda bonita. E eu diria "eu te amo" e ele diria "eu te amo mais", e então discutiríamos sobre quem tinha mais amor. Seria engraçado e doce, e fiquei um pouco mais triste só pensar em nós dessa maneira. Eu sempre veria Edward tão bonito, não importa como ele era, porque realmente ele era, por dentro e por fora.

Eu dei a ele o comprimido como Esme pediu, sentindo-me estranhamente maternal, mas gostando da mesma forma. Ele recostou-se nas cobertas, jogando um travesseiro no corpo. Serviu como um limite entre nós, enquanto nos deitamos frente a frente novamente. Sua fronha cheirava a ele e fez meu corpo inteiro se encher de conforto e luxúria. Fiz uma anotação mental para roubar uma quando ele se recuperasse.

"Maggie conhece você do salão", eu disse sorrindo.

Ele piscou rapidamente. "E-Clips é o lugar dela? É por isso que ela estava me olhando engraçado ontem! Eu não conseguia entender porque ela estava me olhando assim. Eu sabia que a reconhecia de algum lugar. Oh merda, ela não te disse…" Edward estremeceu parcialmente com a dor depois de falar tanto e eu acho que talvez até com a ideia de eu saber que ele recebia tratamentos beleza regulares.

Eu ri. "As sobrancelhas...sim, isso é meio óbvio, mas manicures e pedicures? Sério?" Eu disse, franzindo o nariz provocativamente.

Ele riu e suspirou. "Em minha defesa", ele disse bruscamente, "eu sou meio e italiano e se eu não aparar as sobrancelhas, pareço um maldito yeti. E a outra merda...eu não entendo completamente o motivo, embora isso seja um bônus. Simplesmente... é realmente bom." Ele encolheu os ombros, estremecendo ao engolir novamente. "Jasper e Em desfrutam disso também, então rja daqueles filhos da puta, porque eles não têm desculpa."

Eu assenti. "Oh...oooohhh", eu disse, quando a lâmpada do entendimento se acendeu. Ele tinha seus dias de beleza porque gostava do contato físico. E se essa não era uma das coisas mais tristes que eu já tinha ouvido, eu não sabia o que era.

"Às vezes eu recebo massagens lá também. Elas são incríveis. Você já teve uma?" Balancei a cabeça negativamente, aproximando meus dedos dos dele. "Bem, eu tenho que ir a Seattle no sábado para cuidar de alguma merda legal, e quero cortar o cabelo enquanto estiver lá. Se você quiser vir, eu vou marcar um horário para uma massagem para você e então podemos ir a algum lugar agradável para o almoço. Eu devo estar melhor até o final da semana". Sua voz estava absolutamente crua e algumas palavras saíram quase inaudíveis.

Eu sorri brilhantemente, balançando a cabeça animada. "Isso parece ótimo, mas não fale mais, ok? Isso só vai piorar sua garganta." Edward apenas assentiu. Eu sorri para o cabelo dele porque ele ainda estava usando minha presilha sem se dar conta.

Na mesma hora, por puro hábito, ele levantou a mão para passar os dedos pelos cabelos. Quando ele sentiu o grampo, pude ver o brilho travesso em seus olhos. Ele o soltou e, ao sair, sussurrou de brincadeira: "Você é pura maldade ao provocar um moribundo e eu te odeio imensamente".

Eu estalei minha língua contra o céu da minha boca revirando os olhos. "Oh, você me ama imensamente e sabe disso." Fiquei imediatamente atordoada, pensando que talvez tivesse ido rápido demais.

Sua mão estendeu para prender o grampo no meu cabelo e ele sussurrou: "Sim, eu te amo... imensamente." E então eu me derreti em uma poça alí mesmo em sua cama. Era estranho ouví-lo dizer essas coisas para mim, mas incrível ao mesmo tempo. Isso me fez sentir tonta e eufórica.

As costas do seu dedo mindinho roçaram minha testa enquanto seus olhos lutavam para permanecer abertos. Edward sussurrou, "Obrigado, Linda", e apenas alguns minutos depois, ele adormeceu. Eu não pude deixar de observar como parecia mais do que um simples agradecimento pela sopa...isso deu a impressão de ser um sussurro de gratidão por ouví-lo e estar lá por ele e talvez até...por amá-lo de volta.

Eu o observei dormir em paz, até ouvir Esme entrar em casa novamente. Eu sussurrei, "Eu te amo. Fique melhor", para Edward enquanto beijava sua cabeça suavemente. Peguei a parafernália da sopa trazendo tudo para o térreo. Ela sorriu para a tigela vazia e eu apenas murmurei que ele estava com muita fome.

Esme tinha uma tonelada de compras, que eu ajudei a tirar das sacolas enquanto conversávamos. Ela me pediu para ficar para o jantar, mas eu recusei, sabendo que tinha dever de casa de Inglês e eu queria refazer minhas unhas, pois havia massacrado minha manicure fresca com a minha ansiedade por causa de Edward.

Deixei a sopa restante na geladeira com uma nota dizendo "Do Edward. Coma e morra uma morte lenta e horrível", sabendo que seus irmãos e talvez até seu pai lutariam até a morte para comer algo não orgânico com conservantes e sal e sabor real nele.

Quando eu estava prestes a sair, franzi os lábios, debatendo se deveria ou não fazer uma pergunta a Esme. Sua cabeça estava enterrada no freezer e eu nem tinha certeza de que ela me ouviria. "Esme? Existe algo que eu possa fazer por ele? Posso facilitar isso?" Morri o lábio sentindo-me desnecessariamente desconfortável com o assunto.

"Oh, bem...ele estará fora da escola até sexta-feira, tenho certeza, se você quiser pegar os livros e tarefas de casa que seriam úteis, e é claro que você pode trazer mais comida." Ela piscou para mim enquanto segurava a caixa de picolés que eu havia trazido. Eu ri levemente, balançando a cabeça.

"É claro...mas não, eu quis dizer isso, posso fazer algo para ajudar sua... situação? Ele parece tão frustrado o tempo todo e eu não posso deixar de senti que estou piorando apenas por estar por perto, lembrando-o do que ele não pode fazer." Meus pés mudaram de para o outro enquanto esperava sua resposta.

Ela suspirou, alisando os cabelo para trás. "Eu acho que a situação é o que é e Edward tem que lidar com isso da maneira que funcionar para ele. Tem que seguir seu curso. Você fez as coisas muito melhores para ele, e eu posso realmente entender que você sinta o contrário. Ele se importa muito com você, Bella. Ele sorri e ri agora como não fazia há muito tempo. Você é uma boa influência para Edward Carlisle e eu apreciamos isso, assim como sua aceitavam dele. E…" ele fez uma pausa antes de terminar a frase, "não são muitas meninas da sua idade que agiriam assim."

Eu assenti, sorrindo. "Ele vale a pena a espera."

Ela caminhou em minha direção e para minha absoluta surpresa, ela deu um beijo no topo da minha cabeça. "Obrigada."

Eu acenei adeus, e quando eu estava prestes a fechar a porta da frente, ela chamo, "Bella?" Eu me virei, fazendo contato visual com ela. "Faça com que ele jogue baseball novamente. Isso...isso ajudaria tremendamente."

Eu saí, ponderando esse pensamento. Baseball era algo que ele amava, se destacava e se orgulhava. Se ele pudesse recuperar essa parte de si mesmo, provavelmente ajudaria muito sua autoestima ou que fosse. Eu não sabia como fazer isso, porque era um assunto muito sensível para ele, e sempre que eu discutia, ele se desligava. Talvez um pequeno telefonema para Phil estivesse em ordem. Talvez Charlie não fosse o único na família com habilidades policiais furtivas…

Na tarde seguinte, fiz mais sopa para Edward, tomate desta vez, e trouxe depois da escola. Ele ainda estava na cama, ainda grogue e com dor e não se sentindo melhor. Trouxe seus livros e tarefas nas quais lhe dei todas as respostas. Não que ele precisasse da minha ajuda, mas não estava com vontade de pensar em seu estado.

Fiz a mesma coisa durante toda a semana ouvindo-o lamuriar e gemer por estar tão perto da perda da mortalidade como ele a conhecia. Não era à toa que as mulheres davam à luz. Revirei os olhos...de novo, enquanto ele contava sua experiência de quase morte...o tempo todo observando-o gradualmente voltar à saúde. Esme estava tão certa sobre ele ser um bebê gigante quando estava doente.

Na quarta-feira, ele estava deitado em sua cama com a língua pendurada na boca enquanto segurava uma cópia escrita à não de seu testamento. Basicamente, dizia que todas as suas posses mundanas deveriam ser divididas entre Jasper e Emmett, Alice deveria ter seu carro, Rose teria a unha esquerda do dedão do pé, sua conta bancária deveria ir para um abrigo local para sem-teto e, quanto a mim...bem, eu teria o coração dele. Literalmente, ele queria que seu coração fosse colocado em um pode de formaldeído para que eu pudesse mantê-lo na minha mesa de cabeceira para lembrar dele para sempre.

Aquilo era uma merda doentia, mas eu o amava de qualquer maneira.

Na quinta-feira, ele me arrastou para fora, para fazer-lhe companhia, enquanto fumava e, enquanto eu reclamava da chuva e do frio, ele reclamava que não fumava há quatro dias e que estava prestes a sofrer uma morte dura e fria por se retirar.

Na sexta-feira à tarde, ele estava muito melhor, de fato vestindo roupas e sentado à mesa da cozinha chupando um picolé de cereja enquanto esperava ansiosamente que eu trouxesse sua comida. Ele pediu pizza, que eu trouxe e compartilhei alegremente com Jasper e Emmett. Mais tarde, Alice e Rose se juntaram a nós e todos jogamos Cranium e bebemos cerveja no bar no porão, agindo como adolescentes normais. Eu repreendi E, dizendo-lhe para não misturar álcool com antibióticos. Ele olhou para mim e me lembrou que a coisa dos antibióticos só contava se a pessoa estivesse no controle de natalidade.

Silenciosamente, eu disse a ele: "Você estou no controle de natalidade...só não um prescrito pelo médico".

Ele levantou a sobrancelha e rapidamente me ignorou. Ouvi Em gritar ao fundo: "Ei, Sininho... Eddie achou seu número um!"

Edward se inclinou e sussurrou no meu ouvido, "Linda, você é meu número um. Aquela que tem meu coração".

"Sim, em uma jarra na minha mesa de cabeceira", eu fiz uma careta, mesmo que as palavras me derretessem por todo o lado, eu teria dado um soco nele por essa bizarrice, se me permitissem.

Sábado de manhã Edward e eu fomos para Seattle por volta das sete da manhã para sua reunião às dez e meia com seu oficial de condicional. Ele usava uma calça bege lisa, camisa de botão azul claro e sapatos marrons com cinto combinando. Ele até estava usando uma gravata azul marinho!

O cabelo de Edward também estava muito diferente, muito mais arrumado e quase separado para o lado, todo nerd e, portanto, não da maneira moderna que ele usava normalmente. Eu levantei uma do sobrancelha para sua roupa completamente não-Edward, mas ele apenas explicou que seu advogado o aconselhou a desempenhar o papel "bom menino" quando fosse as suas reuniões. Aparentemente, aos olhos do advogado, bom garoto era igual a "nerd formal" ou "nerd chique", mas quem era eu para dizer algo.

Ele estava quieto no carro s caminho de lá, apenas balançando a cabeça e me ouvindo divagar nervosamente, embora eu não saiba quanto do que disse ele realmente absorveu. Tentei desviar o pensamenro dele, contando historias sobre a semana passada na escola e todo o trauma e drama adolescente contidos nas paredes da Forks High School.

Ouvimos o iPod dele e descobri que realmente gostei da nova banda que tocava - um grupo de rock indie novo chamado New Moon. Ocasionalmente, ele mordia as unhas e me dava um sorriso manso, então eu sabia que ele estava ansioso. Eu estava me alimentando dos nervos dele, me sentindo nervosa e desajeitada.

Perguntei a ele o que realmente acontecia nessas reuniões, e ele apenas disse que tinha que responder a um monte de perguntas rotineiras sobre a escola e como ele passava seu tempo livre e então acabou. Ele disse que a parte mais estúpida era que eles geralmente o faziam esperar quase uma hora para ver o cara, o que ele considerava deliberado, apenas para provar o quanto ele não tinha controle e como ele era apenas um pedaço de merda e que merecia ser tratado como tal. Pude ver claramente evidências em sua postura diminuta e seu comportamento como aquilo tudo o derrotava.

Embora Edward tenha dito que queria muito a minha companhia enquanto esperava dentro do prédio da Juvenile Court, ele não queria ser visto comigo, por razões óbvias. Eu esperei em seu carro enquanto ele estava lá dentro, mandando mensagens de um lado para o outro para matar o tempo e na esperança de elevar seu espírito. Uma hora e meia depois, ele saiu andando, sorrindo e alegre.

Ele dirigiu até a parte de trás de um prédio próximo onde, no banco da frente, vestiu outra camisa e jeans. Era uma roupa muito mais Edward e ele sorriu quando eu lambi meus lábios quando suas calças desapareceram, revelando sua cueca boxer cinza...cueca boxer cinza apertada que delineava cada curva e…protuberância...de seu belo corpo. Deus abençoe Calvin Klein e suas roupas miraculosas. As cuecas boxer eram de fato um presente para as mulheres deste mundo.

Eu o queria. Eu precisava vê-lo, tocá-lo, provar, cheirar, esfregar na minha bochecha…

Não havíamos feito nada de natureza sexual desde o Halloween e isso me preocupou que eu estivesse tão ansiosa e ávida para conseguir mais daquilo, quando eu sabia que não deveria insistir nisso.

Eu estava viciada em pele. Uma viciada insana em Edward Cullen. Gostaria de saber se havia um tipo específico de terapianou um programa de doze etapas para isso.

Olá, sou Isabella e sou viciada na pele do meu namorado. Estou limpa há sete dias.

No entanto, por mais que eu quisesse, não fiz nada para iniciar outra rodada de masturbação e ele também não.

Depois de tirar a roupa super sofisticada, ele puxou um frasco de gel para viagem, esguichou um pequeno círculo na palma da mão e começou a eliminar o nerd formal e ressuscitar o cabelo louco, mas artisticamente controlado, do garoto por quem eu era apaixonada. Era fascinante vê-lo se pentear no espelho, certificando-se que todos os fios estivessem perfeitamente bagunçados, mesmo que estivéssemos a caminho do salão. Eu mencionei isso e ele simplesmente encolheu os ombros.

Com sua mudança de aparência e o prédio da corte ficando para trás, Edward era um novo homem. Ele estava sorrindo e extraordinariamente feliz, e eu fiquei tão aliviada que ele estava de volta.

Eventualmente, encontramos uma churrascaria realmente agradável no centro da cidade para almoçar e, apesar de a anfitriã ter fodido Edward com os olhos, fiquei feliz por ter um garçom do sexo masculino. Edward era muito duro com ele, pedindo coisas como purê de batatas especificamente colocadas em um prato vermelho e solicitando que eu só queria que me minha água com gás fosse reabastecida quando estivesse exatamente um terço vazio.

Ele, é claro, fez isso deliberadamente e eu disse a ele que ficaria chateada se encontrasse pelos pubianos ou cuspe no meu filé de atum. Edward me assegurou que eles nunca fariam tal coisa em um lugar chique como o que estávamos comendo, e que eu deveria confiar nele. Eu ainda inspecionava minha comida de uma maneira que apenas a filha de um investigador particular/ex-chefe de polícia poderia.

Então, Edward sacou uma gorjeta de cinquenta dólares em uma refeição de cem dólares só porque eu o fiz sentir mal por torturar o garçom. Ele simplesmente, mas sarcasticamente, me respondeu: "Sim, querida. O que quer que você diga querida", revirou os olhos e jogou o dinheiro sobre a mesa. Peguei-o e o prendi sob o saleiro, como se fosse um dispositivo de segurança sofisticado.

Depois que terminamos de comer, caminhamos até o Pacific Plaza, onde juro que os olhos de Edward brilharam de um jeito que eu ainda não tinha visto nele. Percebi que o centro estava cheio de todas as lojas de luxo que não eram encontradas em nenhum lugar perto de Port Angeles. Ele encontrou sua terra prometida e ela abriu os braços para receber em casa seu filho pródigo...e sei cartão Platinum da American Express.

Ele comprou cerca de quatro mil dólares em roupas na Barney's, incluindo um suéter de trezentos dólares para mim que eu nem disse que gostei (embora tenha gostado muito), mas como ele gostou, ele comprou para mim, independentemente. Depois disso, certifiquei-me de nem sequer dar uma olhada superficial em qualquer outra coisa, porque a simples sugestão de que eu gostasse de algo fazia Edward fazer compras alegremente.

Se eu fosse sincera, havia um lindo par de botas Christian Dior pelas quais eu teria desistido da minha virgindade, mas eram quase mil dólares e eu não podia pedir a Edward que as comprasse para mim, mesmo que não fizesse nenhum estrago em sua carteira.

Eu adorava presentes, não me interpretem mal, mas ele nem estava olhando para os preços - apenas dando uma olhada rápida nas coisas e me perguntando se eu gostava delas. Se eu dissesse que sim, então a camisa ou casaco ou jeans era jogado sobre o seu braço ou o meu e estava feito. Um cartão de crédito batia no balcão num segundo, uma grande quantidade de sacolas no próximo.

Entramos na Cartier, onde Edward gastou seis mil dólares em um relógio. Eu nunca o tinha visto usar um relógio antes e, quando perguntei, ele disse que ele tinha, mas não gostava de usar por um motivo que se recusou a divulgar. Perguntei a ele que horas eram e ele orgulhosa e exuberantemente jogou o braço para fora e me disse: "2:17".

Eu ri, fiz o mesmo grande gesto e disse: "Por que olhar para isso... o meu diz exatamente a mesma coisa e custou apenas cinquenta e seis dólares na loja da minha mãe". Ele murmurou algo baixinho parecido com "Linda bunda inteligente".

A senhora atrás do balcão nos olhou cautelosamente, pedindo sua identificação junto com seu cartão de crédito quando ela totalizou seu pedido. Os jovens de dezesseis anos não costumavam fazer compras tão caras e Edward sussurrou para mim que ela pensava que o cartão havia sido roubado. Aparentemente, isso acontecia com ele com bastante frequência.

Era estranho, essa onda de gastos, quase...maníaca. Quando perguntei sobre o assunto e ele notou minha preocupação por seus pais ficarem chateados por ele gastar todo o dinheiro, ele explicou que o dinheiro era dele devido aos pagamentos de pensão alimentícia enviados por Edward Masen.

Ele explicou que fazia compras de itens frívolos sempre que precisava fazer essas coisas na corte. Quase como se estivesse se recompensando por mais seis semanas de comportamento excepcional e sem sucesso. Ou por comemorar o fato de estar seis semanas mais perto do fim de seu pesadelo pessoal. Fosse o que fosse, eu tinha medo que ele estivesse usando isso como uma desculpa para poder controlar algo...qualquer coisa...em sua vida. Eu tinha ouvido falar de mulheres que compravam até certo ponto para se esconder de alguém ou algo em suas vidas. Comecei a me perguntar se isso também poderia se aplicar aos homens.

Passamos por um quiosque com joias mais modernas, onde vi piercings de umbigo. Eu vi essa peça realmente fofa de ouro branco, na qual você poderia pendurar sua inicial. Eu pedi à vendedora para vê-lo e quando ela me disse que o B estava em falta, Edward entrou na conversa, dizendo que estava tudo bem porque eu queria um E em vez disso.

"Você é minha, Linda", ele sussurrou, o hálito quente derramando sobre minha orelha.

Estremeci porque certamente era dele e adorei ouvi-lo dizer isso em voz alta. Eu o observei sorrir com satisfação, enquanto a senhora lhe entregava o pequeno E para inspeção e depois se ofereceu para trocá-lo para mim atrás do balcão. Ele se inclinou sobre o estojo com o queixo na mão, olhando boquiaberto para mim segurando minha camisa, enquanto deliberadamente lambia os lábios para me irritar. "Eu te odeio", eu murmurei.

"Eu te amo", ele murmurou de volta com um sorriso. Olhei para baixo e sorri, mais feliz do que nunca em muito, muito tempo. Meu coração estava disparado e era uma sensação que eu não queria esquecer ou deixar de sentir nunca enquanto vivesse.

Claro, ele não me deixou pagar, simplesmente dizendo: "Minha inicial, meu dinheiro".

Quando meu E estava no lugar e brilhava perfeitamente acima da minha calça jeans, estávamos prestes a ir para o salão de Maggie quando Edward apontou para a vitrine batendo com o dedo na superfície.

"B, veja isso", ele disse. Sem que pedíssemos, a vendedora deslizou uma bandeja de anéis de prata, colocando a caixa de veludo no vidro.

Ele colocou o pequeno anel duplo na ponta do dedo, mostrando para mim.

"Estes são anéis de pureza, não são bonitos?" ela disse.

"Anéis de pureza?" Edward e eu perguntamos simultaneamente, questionando-a, embora o significado fizesse total sentido quando ela explicou. Na verdade, eram dois anéis interligados um ao outro. Um era preto, o outro prateado. Inscritas na superfície estavam as palavras O verdadeiro amor esperará.

"Bem, às vezes eles são chamados de Anéis de Abstinência. É um sinal da promessa de um para o outro que você esperará até se casar para...transar." Ela sussurrou a palavra como se fosse ilegal. "Eles também são usados como anéis de compromisso antes de você ficar noivo, mas ..." Ela ergueu uma sobrancelha para nós, meio que insinuando que nem a espera pelo sexo nem o noivado iminente eram algo em que estaríamos interessados. eu só porque ele se parece com sexo nas pernas não significa nada, senhora. Lembra-se do velho ditado, 'não julgue um livro pela capa'? Bem, essa era a minha vida. Meu namorado parecia o Kamasutra por fora, mas se lia como o Coelho de Veludo* por dentro.

*The Velveteen Rabbit, de Margery Williams, traduzido como "O Coelho de Veludo". É um livro infantil que narra a emocionante aventura de um coelhinho de pelúcia que sonha em se tornar de verdade.

Limpando a garganta, ela acrescentou: "Até vem com um certificado de garantia de pureza". Ela colocou esta folha de papel bege que lembrava um diploma, mas tinha significados religiosos e uma promessa de esperar até que Deus dissesse que era hora e mais algumas coisas do tipo.

Edward deu uma olhada, deslizando de volta para ela murmurando, "Sim, nós não vamos precisar disso. Eu tenho papelada suficiente com a minha promessa de me abster, não preciso dessa merda religiosa também." Ele olhou para mim suavemente enquanto tocava o anel, os elos de metal tilintando juntos.

"O que você acha?" ele disse suavemente, quando a senhora pegou a dica para nos dar um pouco de privacidade e se ocupou com algo atrás do balcão. "Ele tem um significado completamente diferente para nós, mas pode ajudar a impedir que os filhos da puta da escola perguntem por que não nos beijamos e essas merdas. Além disso...eu gosto de saber que temos algo que representa...nossos sentimentos". Ele sorriu docemente enquanto encolhia os ombros.

"Eu amei", eu disse sinceramente, querendo muito usar o anel de Edward. Ele tentou um na mão esquerda estendendo-o para inspecionar. Fiz o mesmo com as minhas, desejando que minhas unhas parecessem menos irregulares. Removemos os anéis para pagar e deixamos que a vendedora os limpasse. Uma vez que isso foi resolvido, ela embrulhou os anéis em uma caixa bonita e nos disse que o ritual era colocá-los nos dedos um do outro para selar a promessa.

Apenas alguns minutos depois, estávamos no E-Clips, abraçando Maggie e sendo apresentados em voz alta à sua equipe. Edward estava fazendo um excelente trabalho firmando seu apelido, vendo como todo o pessoal do salão sorriu e corou em sua presença. Revirei os olhos para Maggie, balançando a cabeça orgulhosamente.

Sim, cadelas ele é meu. Grrr.

Eu acho que posso ter feito um som de rosnado para mim mesma, ou talvez tenha sido um silvo. Tanto faz. Pode ter sido um pouco mais alto do que eu pensava.

Edward se virou e sorriu para mim. "Faça com que aparem suas garras enquanto estiver aqui, Linda." Então ele piscou. Merda, ele tinha que parar de piscar...era muito sexy.

Enquanto Edward tinha o cabelo lavado e cortado, eu peguei outra manicure e fui levada para a parte de trás, onde havia uma área inteira para massagens e tratamentos faciais. Encontrei-me com Siobhan, uma garota irlandesa muito discreta que me acompanhou através das portas, onde fui instruída a me despir e deitar na mesa acolchoada.

Ela veio logo depois, colocando uma nova música com uma cachoeira ao fundo que me fez querer fazer xixi. Siobhan era muito gentil e suave com as mãos e, embora eu estivesse gostando muito do tratamento, tudo que eu conseguia pensar era em usar o banheiro. Quando finalmente terminei e me senti absolutamente adorável e relaxada, usei o banheiro e fui para a sala da esteticista, onde recebi um tratamento facial absolutamente divino.

Eu tentei dar gorjeta a ela, mas ela recusou dizendo que já tinha sido resolvido pelo Sr. Cullen. Ah, Sr. Cullen...essa merda me fez estremecer. Eu encontrei Edward em um dos quartos privados nos fundos, com os jeans dobrados até os joelhos e os pés mergulhados em uma banheira. Encostada no batente da porta, observei por um minuto observando enquanto ele afundava de volta no assento vibratório, os olhos fechados enquanto a menina massageava as pontas dos pés até as panturrilhas. De vez em quando, ele assobiava ou emitia um pequeno gemido de prazer.

Eu provavelmente deveria ter ficado surpresa com tudo isso, com inveja do toque que provocava gemidos que não eram resultado de nada que eu tinha feito pessoalmente, bem como dos rituais de embelezamento que não eram exatamente masculinos, mas esse era Edward - É pegar ou largar. Ele gostava das coisas arrumadas e perfeitas e isso incluía sua aparência. No entanto, se ele pedisse para ir à Victoria's Secret especificamente para que ele pudesse experimentar roupas íntimas, bem, eu teria um problema.

Eu limpei minha garganta. Ele abriu um olho ao som e ele meio que sorriu, meio franziu a testa, revirou os olhos e balançou a cabeça ao mesmo tempo. Seu corte de cabelo parecia incrível, embora a pele ao redor de suas sobrancelhas estivesse vermelha, como ele obviamente as tinha encerado. Elas não estavam perfeitas, o que eu gostei - apenas aparada o suficiente para parecer natural e não excessivamente arrumado.

Eu apenas pulei no assento ao lado dele, estendendo-me para enfatizar o quão relaxada e solta eu estava. Ele riu de mim enquanto sua técnica de unhas o instruía a colocar os pés dentro e fora da banheira quando ela precisava. Enquanto Edward silenciosamente obedecia, eu fiquei extasiada de fascínio. Ela mencionou a ele como seus pés eram bons, e eu concordei em voz alta.

Ele tinha pés perfeitos. Quero dizer, pés literalmente perfeitos. Eram pés de homem, dedos longos e tendões estranhos e outras coisas, mas as unhas dos pés eram perfeitas e ele não tinha calos nem unhas dos pés amarelas ou qualquer coisa grosseira cobrindo seus pés. Eu não deveria ter esperado nada menos que perfeição dele, de qualquer maneira.

Pedi-lhe para estender as mãos e ele sorriu novamente enquanto eu arrulhava sobre sua manicure perfeita, querendo segurar suas mãos nas minhas. Ele pediu para ver a minha e, enquanto eu segurava minha mão ao lado da dele, notei como as minhas eram pequenas. Não é à toa que me senti tão protegida nos raros momentos em que ele segurou minha mão.

Ele terminou, recusando o polimento claro que lhe foi oferecido para ir au naturale. "Eu juro por Deus, Bella, se você contar a alguém sobre isso, eu vou entrar na sua casa e jogar todos os seus sapatos fora", foi tudo o que ele disse.

"Você não ousaria!" Eu gritei de horror fingido jogando minha mão sobre meu coração. "Você tem muitos segredos para guardar, E. Está ficando um pouco demais para lembrar o que posso e o que não posso dizer", brinquei, embora fosse parcialmente verdade.

"Sim, tente ser eu", ele murmurou, efetivamente me calando.

Assim que entramos no carro, ele pegou os anéis da caixa adjacente, largando os dele na palma da minha mão aberta, enquanto segurava a minha em seus bonitos dedos. Sob as tênues luzes amarelas do estacionamento, Edward silenciosamente deslizou o pequeno anel no meu dedo antes de colocar um beijo muito doce, muito gentil e quase inexistente sobre ele. Meu estômago palpitou com o contato e minha mente girou com a ideia do compromisso silencioso que estávamos fazendo um com o outro. Não estávamos prometendo casamento ou devoção ao longo da vida, apenas uma promessa de esperar um pelo outro até que ele se tornasse livre. Deslizei o anel de Edward em seu dedo longo e bonito, dando-lhe o mesmo beijo em sua jóia. Não foram necessárias palavras ou declarações elaboradas.

E então, nós meio que nos encaramos com reverência por mais ou menos um minuto, antes de Edward traçar o polegar ao redor do contorno dos meus lábios. Eles se separaram quase involuntariamente quando a suavidade da ponta de seus dedos contra os meus lábios e a proximidade de sua própria boca se misturaram com o cheiro de sua colônia, dominando completamente todos os meus sentidos. Senti aquele jorro enrolado na minha barriga, querendo suas mãos em mim e sua língua na minha boca tão desesperadamente que era doloroso.

Ele suspirou muito trêmulo, sussurrando: "Tão linda", e de repente nossos lábios estavam tão perto…

"Edward ..." eu sussurrei, meu coração disparado no peito e meu estômago revirando, sabendo que ele ia me beijar. Assim que seus lábios encontraram os meus, minha mão tocou o lado de seu rosto, suavemente escovando sua pele em trilhas por sua mandíbula.

Eu detive o desejo repentino e primordial de puxá-lo para mim, de devorar seu rosto em beijos fortes e molhados.

Os dedos de Edward estavam nos meus cabelos, embalando a parte de trás da minha cabeça enquanto seu polegar esfregava suavemente sobre minha bochecha. Ele colocou dois beijos suaves e lentos nos meus lábios antes que sua boca se abrisse um pouco, movendo-se com a minha. Minha língua varreu seu lábio inferior, em um convite para ele chupar suavemente meu lábio inferior em sua boca enquanto eu pegava seu lábio superior no meu. A respiração de Edward acelerou. Ele gemeu na minha boca, empurrando a língua um pouco ao mesmo tempo em que sua palma se firmou na minha cabeça. E depois antes que pudesse se intensificar, Edward fechou os olhos, se afastando de mim. Ele colocou a mão sobre a boca, quase como se estivesse surpreso consigo mesmo.

Então ele balançou a cabeça, ligando o carro e saiu do local. Ele não olhou para mim enquanto dirigia, apenas olhando para frente. Eu fiquei meio magoada com a repentina frieza dele após o calor da nossa troca de anéis e nosso primeiro beijo de verdade. Para minha surpresa, ele pescou no bolso, encontrando o maço de cigarros e puxando um para fora. Ele me ofereceu, mas eu recusei com as sobrancelhas franzidas. Edward nunca fumava em seu carro...nunca.

Finalmente criei coragem para perguntar: "E...você está bem?"

"Nós não deveríamos ter feito isso...o beijo que eu quero dizer." Ele balançou a cabeça, beliscando o lábio inferior entre os dedos. "Eu...foda-se!" ele bateu o punho contra o volante, me fazendo pular no meu assento. Algumas das cinzas na ponta do cigarro caíram sobre o console central, mas eu as limpei antes que ele notasse.

Eu olhei para ele, fervendo em seu assento. O dia inteiro cheio de rápidas mudanças de humor me deixou exausta e com medo. "O que há de errado, Edward?"

"Sinto muito, desculpe", ele disse suavemente, me dando um olhar suplicante. Ele estendeu a mão para mim timidamente, mas depois levou a mão de volta ao volante.

"Edward? Por favor, fale comigo. Você está me assustando."

Ele mordeu o lábio distraidamente, virando na estrada. "Bella...eu sinto que estou perdendo a cabeça aqui. Tudo o que eu quero fazer é estar com você, em todos os sentidos da palavra e saber que tocar em você está errado quando não é nada, mas o certo, é tão fodido. Eu preciso te beijar e te abraçar de verdade, Bella. Não essa merda meia-boca, não essa merda carinhosa que a merda de uma criança de dez anos faz. Eu quero amar você. Quero fazer amor com você e mostrar o quanto você significa para mim. " Ele estava tão chateado agora que sua mão tremia. A mandíbula de Edward estava apertada e seu queixo tremia. Eu pensei que ele poderia chorar novamente.

"Eu...eu odeio Charlotte por isso." Sua voz doce ficou estranhamente sombria com um tom sinistro. "Há dias em que eu quero arrancar a garganta da cadela por fazer isso comigo e desejo coisas horríveis para ela e então me sinto uma merda, porque quem diabos sabe se ela está bem? Eu nem sei se ela está bem." Ele repetiu suavemente, sua voz diminuindo.

Não falei uma palavra porque sabia que não havia nada que eu pudesse dizer ou fazer para aliviar o que ele estava sentindo. Eu só precisava estar lá e ouvi-lo, enquanto permitia que ele desabafasse, mesmo que isso estivesse me assustando do jeito que ele estava fazendo. Achei estranho que ele tivesse qualquer tipo de preocupação com Charlotte depois do que ela havia feito, e então percebi que esse era um verdadeiro testemunho do caráter de Edward. Ela arruinou a vida dele, mas a parte dele que não morreu com Eddie Masen ainda se importava que Charlotte estivesse sendo abusada pelo namorado e ele se preocupava com a segurança dela.

Eu, por outro lado, não sentia compaixão por ela...nenhuma...zero.

Depois que Edward se acalmou, as coisas ficaram silenciosamente estranhas e o ar estava carregado com uma estática estranha. Edward ligou o iPod e ouvimos música por um tempo antes dele de repente desligar a música e dizer completamente do nada: "Eu tenho outro segredo, B, que ninguém...quero dizer, ninguém mesmo sabe." Ele olhou para mim brevemente enquanto as luzes da estrada pulsavam lampejos de iluminação no carro.

Ele virou o rosto de volta para a estrada e, com uma voz muito suave, disse: "Eu tenho...uma irmã".

"O quê? Você tem uma irmã?" Eu perguntei, incrédula, pensando que posso ter interpretado mal o que ele disse.

Ele assentiu. "Lembra-se de como eu lhe disse que me envolvi com drogas uma vez que comecei aquele estúpido colégio de garotos? Bem, um dia antes da escola, um monte de coisas aconteceram e eu fiquei muito chapado. Eu estava apenas tendo uma semana ruim e não sei por que, mas eu fiquei meio doido e peguei emprestado o carro do meu pai..."

"Emprestado?" Eu perguntei.

"Eu roubei essa merda da garagem e ele estava chateado."

"O Mercedes dele?" Eu perguntei, como se importasse qual carro ele roubou.

"Uh...não, o Porsche." Meus olhos se arregalaram ao entender por que ninguém tinha permissão para usar o carro. Edward mencionou que seu pai possuía um, mas estava fora dos limites para os meninos.

"Eu comecei a dirigir, sem ter idéia de onde diabos estava indo...Eu dirigi por horas e horas até chegar perto de Nova York, parando para mijar e reabastecer. E então, ainda estando alto e fodido, eu acabei indo para Manhattan". Edward olhava para mim ocasionalmente, parecendo muito mais relaxado enquanto contava a história do que ele tinha estado a maior parte do dia.

"Uau", eu respondi, olhando boquiaberta para ele. "Você dirigiu para Manhattan em um Porsche...cheio de cocaína? Você está louco?" Eu gritei, percebendo que era exatamente isso.

"Sim, eu não disse que foi a coisa mais inteligente que eu já fiz. Mas, eu...sabia onde era o endereço de trabalho do meu pai biológico, a partir do endereço de retorno nas verificações de pensão alimentícia. Então, porra...fui para dentro do prédio e pedi para vê-lo. Eu não tinha idéia do que diabos eu ia dizer a ele, e antes disso eu não tinha nenhum desejo real de conhecê-lo de verdade, mas..."

Minha atenção foi cativada pelas palavras de Edward. Tentei visualizar a coisa toda na minha cabeça enquanto ele dizia, incapaz de formar a imagem dele estando drogado.

"Você sabia que eu esperei oito horas...oito horas do caralho no saguão e o bastardo não desceu? A recepcionista continuava dando desculpas por estar envolvido em reuniões importantes e merdas, mas eu sabia que era só porque ele não queria me ver. Por fim, já tive o suficiente de esperar e saí e, quando voltei para o carro, percebi que havia deixado meu telefone no saguão e, quando voltei, vi-o sair do edifício. Eu sabia que era ele, porque era como...olhar em um maldito espelho daqui a vinte anos. Ah, e só para você saber, ele é muito bonito também. Essa...mulher o encontrou na frente. Suponho que ela era sua esposa porque estava com essa garotinha, talvez com dois anos de idade que correu até ele e o chamou de 'papai'. Ela se parecia com ele...exatamente como quando eu era pequena, só que ela tinha essas pequenas..." Edward fez círculos pelos ouvidos com os dedos.

"Tranças?"

"Sim, tranças. Ela era tão fodidamente fofa e pequena, sabe? O jeito que ela ria..." ele sorriu com a memória.

Eu ofeguei alto. Edward tinha um irmão de sangue que ele não contou a ninguém. "Nem sua mãe sabe?"

"Inferno, não! Especialmente ela. Eu acho que mataria ela saber que ele tinha uma família depois de rejeitar completamente ela e eu. Eu tenho mantido isso em segredo."

"Edward, você acha que talvez gostaria de entrar em contato com ela algum dia quando ela for mais velha?" Imaginei Edward empurrando uma garotinha no balanço e sentado em nossa casa na árvore com um pequeno jogo de chá.

"Sim, eu quero dizer...eu adoraria, mas quem sabe se ele a deixará me ver. Aposto que a esposa ou o que essa garota é para ele nem sabe que eu existo. Ela era muito jovem também, como talvez vinte e poucos anos …e gostosa. Definitivamente uma esposa troféu. " Ele riu balançando a cabeça. "Eu só acho uma merda que, se ele não quer ter nada a ver comigo, é uma coisa, mas ela...ela é meu sangue. Ela deveria ter essa opção, sabia?"

Eu assenti. "Bem, talvez quando ela for mais velha, você possa encontrá-la."

"Sim, bem, mesmo que eu a conhecesse agora, eu não poderia nem dar um abraço nela", ele disse suavemente. "Então, talvez seja melhor." Edward olhou para mim com um pequeno sorriso. "Eu só queria que você soubesse."

Eu balancei a cabeça novamente, ainda confusa e oprimida e confusa pelo dia inteiro. Sério, a vida desse garoto poderia ficar mais complicada?

~~~

Na segunda-feira, o comportamento e as mudanças de humor de Edward haviam retornado ao normal, se alguém pudesse considerar seu estado habitual de reflexão como normal. Eu me perguntei se isso tinha a ver com o fato de ele não ter fumado cigarro ou maconha, ou consumido álcool a semana toda porque estava doente e que talvez a falta disso estivesse mexendo com seu humor. Tinha que ser alguma coisa, porque essa merda era apenas estranha.

Ele me encontrou após o segundo período, acompanhando-me até o espanhol, onde Emmett pulou de brincadeira nas suas costas e tentou dar a ele um hematoma roxo. Edward sibilou quando Em torceu seu mamilo entre os dedos, e então Edward agarrou Emmett em um aperto em seu pescoço, subindo sua cueca. Revirei os olhos para eles e entrei na sala de aula antes da Señorita Carmen afastar Edward.

Uma vez na aula, a Señorita Carmen, em sua adorável túnica floral, virou-se para nós e disse: "Necesito de que los estudiantes por favor se hagan en parejas y traduzcan las conversaciones que están en sus libros".

Emmett se inclinou para mim e sussurrou: "Que porra ela acabou de dizer?" De alguma forma, do meu primeiro dia até o dia de hoje, Emmett havia migrado para o meu lado da sala, terminando bem na mesa ao meu lado.

"Ela disse para encontrar um parceiro e traduzir a conversa em nosso livro." Eu respondi, arrumando minha mesa para que estivesse de frente para a de Emmett. "Em, você é tão inteligente, por que você é como um burro total com a língua estrangeira?" Eu perguntei descaradamente.

"Eu não tenho a menor ideia, Tink. Estou em cálculo avançado, mas sou o único aluno dessa classe estúpida. E é a segunda vez que tomo", ele fez uma careta.

Señorita Carmen nos lançou um olhar maligno, pedindo que abríssemos nossos livros.

Ele sorriu brilhantemente. Com um sotaque latino enunciado, ele exaltou: "Libra".

"Virgem?" Eu respondi, sem ter idéia do que diabos ele estava se referindo.

Ele revirou os olhos tocando seu texto. "No el booko...esta libra!" ele sorriu orgulhosamente.

"Libro, Emmett." Eu corrigi com um sorriso triste, dando um tapinha na parte superior da mão dele. Ele fez beicinho.

"Escute, eu tenho uma pergunta, Em." Esta era a segunda vez que revelava informações a alguém sobre Edward sem o seu conhecimento. Parecia uma traição, mas eu tinha que saber para o seu próprio bem. "Edward já...esteve mal-humorado e como...errático?"

"Tink, meu irmãozinho sempre é mal-humorado. Mas errático? Como assim?"

Señorita Carmen passou por nossas mesas. "Me gusta comer pollo em la cena ", eu disse em voz alta, dizendo que eu gostava de comer frango no jantar.

Emmett respondeu:" Si ".

Em um sussurro, expliquei sobre o dia em Seattle e os gastos estranhos, a maneira estranha como ele estava com o garçom, o quão quieto ele estava e depois o quão diferente sua personalidade era depois que ele saiu da corte. A única coisa que não revelei foi sobre ele ver o pai. Emmett parecia perplexo.

Señorita Carmen passou por nossas mesas novamente e eu disse em voz alta: "Las cebollas con pollo son realmente deliciosas", dizendo que as cebolas no frango estavam deliciosas.

Emmett respondeu: "Si ... uh, los burros son muy sabrosos com queso".

Señorita Carmen revirou os olhos para Emmett e balançou a cabeça enquanto se afastava.

"Qual é o problema dela?" ele perguntou franzindo as sobrancelhas.

"Você acabou de dizer: 'Sim, os burros são saborosos com queijo'".

Emmett deu de ombros enquanto se inclinava perto de mim sussurrando: "A última vez que ele esteve assim foi quando ele estava usando. Você acha que ele estava chapado?" Seus olhos definitivamente preocupados com seu irmão.

"Não, ele definitivamente não estava chapado... Me deixou um pouco nervosa para ser sincera. Mas sinto que estou traindo ele mencionando isso para você, mas é só porque estou preocupada."

"Eu não sei, Sininho. Talvez essa merda finalmente o tenha feito rachar, sabe? Talvez ele esteja se perdendo. Eu deveria dizer algo ao meu pai, certo?"

Enquanto Señorita Carmen fazia seu caminho de volta, eu disse: "Después de que comamos, debemos ir al cine. Não, não faça isso...ele saberá que eu disse alguma coisa. Ele sentirá que não pode confiar em mim e, agora, preciso que ele confie em mim."

Emmett assentiu, sorrindo para a senhorita Carmen. "Me gustan mis burros calientes y húmedos." Emmett parecia o cara do filme Scarface. Ela olhou para mim e depois bateu com o dedo irritado no livro de Emmett, praticamente rosnando. "Senhor Cullen, tú necesitas estudiar, por ele amor de dios!" Ela gritou, dizendo que ele precisava estudar, pelo amor de Deus.

"O quê? "Emmett choramingou.

"Você gosta de seu burro quente e molhado?" Eu levantei minha sobrancelha para ele. "Estou tãããão dizendo isso a Rose."

"Eu tenho muito pornô espanhol. Eu não sei. Bem, deixe-me saber se ele ficar estranho de novo, eu vou falar com ele."

Mas, felizmente, Edward não teve uma recaída de seu comportamento estranho. Outra semana passou sem intercorrências, com apenas um breve incidente de contato entre ele e eu, e foi um acidente completo. Toda a masturbação mútua havia parado, todos os pequenos toques e leves carícias pararam completamente, para minha completa e absoluta consternação. Eu sentia muita falta, mas não perguntei sobre isso, esperando que Edward estivesse apenas sendo muito cauteloso após seu pequeno episódio no carro. Eu pensei que talvez os breves momentos fossem muito tentadores e era mais fácil para ele se segurar completamente. De qualquer maneira, eu entendia até certo ponto, mas eu odiava da mesma forma.

Eu vivia todos os dias petrificada de que, por qualquer que fosse o seu raciocínio, Edward mudaria de idéia sobre o que ele sentia por mim, mesmo que ele me dissesse e me mostrasse completamente de todas as maneiras que pudesse. Eu odiava me sentir tão insegura, mas não ter a parte física do nosso relacionamento às vezes nos fazia parecer nada mais do que amigos muito próximos. E não era isso que eu queria dele. Queria ser amiga sim, mas antes de tudo, queria que ele continuasse me amando e, às vezes...muitas vezes...era extremamente difícil sentir que éramos um casal por causa da falta de intimidade física.

Nossos amigos foram atenciosos, mantendo as mãos para si mesmos enquanto estavam ao nosso redor, para não causar inveja ou desconforto desnecessários para Edward e eu. Mas como o relacionamento de Emmett e Rosalie foi finalmente consumado (eles fodiam como coelhos) e com Alice e Jasper constantemente aos amassos (o rosto de Alice estava em um estado constante de vermelho e arranhado pela barba de Jasper), não pude deixar de me sentir ainda mais ciumenta e desconsolada do que nunca. Sinceramente, eu não sabia como seria capaz de aguentar mais vinte e dois meses sem tocar ou ser tocada por Edward. Era torturante, mas suportável por enquanto.

Toda noite, quando eu fazia minhas orações, pedia a Deus um milagre para ajudar Edward, mas nada acontecia. Usamos nossos anéis e escrevemos notas de amor de um lado para o outro sobre o que queríamos fazer sexualmente e não sexualmente, e passávamos todos os momentos livres um com o outro. Mas...às vezes parecia que não era o suficiente para mim, que poderia ser muito difícil, mais difícil do que eu era capaz de lidar, e eu odiava isso porque isso era uma traição a Edward e a promessa que eu tinha feito.

Eu nunca o trairia, eu simplesmente não sabia se meu coração e meu corpo poderiam suportar a ausência do que eu precisava fisicamente. Então eu continuei segurando...tudo, menos a mão de Edward.

Uma tarde, uma semana antes do Dia de Ação de Graças, os meninos e eu tínhamos ficado loucos congelando nossas bundas à beira do rio, porque a casa na árvore era pequena demais para que todos pudéssemos entrar confortavelmente. Superados com a fome, fomos a casa dos Cullen para procurar alguns lanches, embora ninguém esperasse encontrar algo de qualidade naquela casa. Enquanto vasculhávamos a despensa em busca de algo não totalmente nojento para comer, Emmett soltou um grito agudo enquanto olhava para a tela abandonada do laptop de sua mãe sentado à mesa da cozinha.

Emmett virou-se para nós com lágrimas nos olhos. "Nããããããão!" ele gritou, rosnando do fundo de sua barriga sem conservantes.

"Ela está falando sério?" Edward perguntou, completamente descrente. "Isso é uma piada ... deve ser uma piada."

Jasper bateu com o punho no balcão. "De jeito nenhum, cara...isso está errado. Deveríamos ligar para os Serviços de Proteção à Criança, porque isso é apenas um tratamento cruel e totalmente negligente! Preciso da porra do meu peru de Ação de Graças!"

Pairando cautelosamente sobre o ombro de Emmett, todos nós olhamos para o que ele estava olhando na tela do laptop...apenas uma imagem simples de um peru cozido cercado por batatas e cenouras, dispostas em uma linda bandeja. No entanto, após uma inspeção mais aprofundada no local da receita, não era um peru real, mas um Tofuru.

Um peru gigante em forma de peru com sabor de peru, feito inteiramente de tofu moldado. De repente, os meninos ficaram tão desamparados e com raiva que saí da sala para ligar para meu pai enquanto eles brigavam e Emmett chorava. Eu sabia que não podia permitir que eles fossem torturados assim...especialmente Edward, que tinha tão poucos prazeres reais em sua vida. Era um pecado negar-lhe uma coisa simples como um peru adequado.

Nós não tínhamos discutido nenhum plano, porque ele e minha mãe e eu geralmente saíamos para comer no Dia de Ação de Graças quando morávamos aqui, então eu assumi que seria o mesmo este ano. Após a confirmação de que Charlie estava planejando ir a um restaurante, perguntei se ele se importaria de jantar em nossa casa. Ele rapidamente conferenciou com Maggie, o que eu achei estranho que ele estivesse em uma investigação e ela estivesse com ele em seu carro, mas ela concordou em fazer o peru e eu tentaria o resto.

Então, quando eu anunciei que todos eles poderiam vir à minha casa este ano, Edward me deu o sorriso mais quente que eu já vi enfeitar seu rosto, e Emmett literalmente afundou no chão louvando o menino Jesus aos meus pés por salvar o Dia de Ação de Graças da malvada Esmãe Logo depois, ela e Carlisle chegaram em casa e os meninos a bombardearam com o fato de que eles estavam vindo para minha casa, gostando ou não. Eu fiquei no canto da sala estremecendo quando os gritos começaram, enquanto Carlisle parecia como se ele mal pudesse se conter.

Finalmente, Esme cedeu, sorrindo para mim enquanto os três meninos e um homem crescido gritavam e dançavam ao redor da cozinha como se tivessem ganho uma viagem à lua. "Tudo bem, mas você vai me deixar ajudar com a sobremesa" ela afirmou, em vez de perguntar. Eu balancei a cabeça, sorrindo para a felicidade que eu criara para minha outra família - os irmãos que eu sempre quis.

Eu não poderia dar muito a Edward, mas as pequenas coisas - as coisas importantes que eu poderia fazer por ele, eu realizaria com o máximo de entusiasmo e esforço que conseguisse. E foi assim que eu estava tendo meu primeiro feriado com os Cullen, meu primeiro feriado com Edward...

E eu estava nervosa porque não tinha a menor ideia do que diabos estava fazendo em relação a cozinhar um jantar enorme para oito pessoas...ou qualquer outra coisa na minha vida.


Nota: Mais um capítulo para vocês, pessoal. Aproveitem!

Pra quem gosta, eu sugiro que ouça as músicas dos capítulos, a autora escolheu perfeitamente cada uma delas.

Ah, e pra quem usa o Spotify, eu criei uma playlist lá com as músicas de High Anxiety, é só procurar por High Anxiety (ffplaylist), ou deixar seu e-mail e eu envio link.

Agradecimento a kjessica que está sempre comentando por aqui, e a Barbara Gouveia que comentou no último cap também: obrigada suas lindas!

Beijinhos e até o próximo.