Capitulo Vinte e Um: Pomona e Septimus Renovados

Harry podia sentir a tensão de Lucius e seu choque. Ele fervia como o ar quente. Harry observou seu rosto e viu os leves estremecimentos ali, a maneira como os olhos de Lucius queriam desviar para o lado e a maneira como ele os controlava e se recusava a deixá-los fazer isso. Algo havia chegado perto de estilhaçar a máscara do homem, provavelmente a quase morte de seu único filho.

Ou talvez não, Harry pensou, lembrando-se do sonho que o acordara e expulsara da sala comunal da Sonserina. Uma sombra escura se aproximava de Draco, que dormia pacificamente em sua cama, desavisado. No início Harry tinha apenas saído para o corredor para respirar ar fresco, mas então ele viu Lucius parado ali, e seu sonho fez muito mais sentido do que normalmente fazia.

Lucius finalmente se recompôs o suficiente para responder. Ele ergueu o queixo. "Você não é árbitro de como devo criar meu filho, Sr. Potter", ele disse, a voz fria o suficiente que Harry não se surpreenderia de ver gelo cobrindo as pedras. "Estamos atualmente em uma dança de trégua, e eu preferiria não ter que machucar você. Afaste-se. Estou invocando o Officium Auctoris. Não há nada que você possa fazer para me impedir de tirar meu filho da escola."

Harry piscou. O Officium Auctoris se referia ao direito do membro vivo mais velho de uma família puro-sangue de decidir o que é melhor para os outros membros. Harry não tinha lido sobre uma invocação dele nos últimos cinquenta anos, uma vez que era geralmente considerado ruim intervir drasticamente na vida de outro bruxo, e um sinal de ter falhado nas danças, a ponto de precisar recorrer a uma arma tão grosseira. Que Lucius fosse usá-lo agora era surpreendente...

E fora do caráter dele. Harry estreitou os olhos e esperou, as mãos cruzadas atrás das costas.

"Afaste-se, Sr. Potter," disse Lucius, sua voz ficando ainda mais fria. "Você sabe que não tem autoridade neste assunto."

"Estou esperando," disse Harry.

Lucius simplesmente estreitou os olhos ainda mais. Ele não precisava escarnecer, como Snape, Harry pensou. Ele transmitia sua autoridade com todo o corpo, ombros, mãos e pés, pelo menos tanto quanto com seu rosto.

Exceto que ele estava mostrando mais medo do que comando glacial agora, e Harry se sentiu feliz com isso. Pessoas assustadas faziam coisas estúpidas, e Lucius tendo feito uma coisa estúpida, era a única esperança com que Harry podia contar para não ser forçado a ceder a ele.

"Esperando, Sr. Potter?" Lucius perguntou, quando Harry deixou claro que não iria a lugar nenhum.

"Pelo sal, pela fumaça e pela prata," disse Harry, e esperou novamente.

Lucius sibilou entre os dentes. "Eu não preciso-"

"Sim, na verdade você precisa," disse Harry pacificamente. "Não se você simplesmente desejasse invocar seu direito de controlar a vida de Draco, não. Mas quando você o invoca no meio de uma dança de trégua, você precisa do sal, da fumaça e da prata para criar um espaço no qual eu não possa entrar." Ele apertou as mãos com mais firmeza quando viu a tempestade se formando no rosto de Lucius e chamou sua magia para subir ao seu redor. "Minha trégua é com toda a sua família, Sr. Malfoy, não apenas com você. Se você tentar levar Draco embora sem os rituais adequados, então posso simplesmente presumir que você é um impostor e atacá-lo. E eu estaria dentro dos meus direitos - na verdade, dentro dos meus deveres, ao defender um membro da sua família de um Officium Auctoris impróprio. Um verdadeiro Malfoy certamente não teria esquecido esses detalhes. Devo verificar se você está sob Polissuco? " Harry manteve o tom de cortesia, certo de que venceria a dança.

E ele venceu. Lucius quebrou, seus olhos brilhando com fúria verdadeira.

"Você é atrevido, garoto", ele sussurrou. "Afaste-se, agora."

Harry balançou a cabeça. "Você não tem autoridade para mandar eu me afastar. Somos iguais neste ponto da dança de trégua."

Lucius alcançou sua varinha. Harry retirou todo o controle de sua magia. Lucius prontamente caiu para trás, ofegando, e o olhar ligeiramente vidrado que Harry esperava apareceu em seus olhos. Starborn disse que sua magia chamava os puros-sangues. Harry não tinha imaginado que os resultados seriam tão dramáticos.

"Harry? O que você está fazendo?"

Harry olhou por cima do ombro. Draco havia saído da sala comunal da Sonserina também, e seus olhos estavam piscando em uma confusão sonolenta, enquanto uma mão se levantava para esfregar seu rosto. Então ele viu Lucius, sentiu a magia no ar e franziu a testa.

"Pai, você não fez isso", ele disse.

Harry baixou um pouco sua magia, colocando mais barreiras. Ele não tinha a intenção de deixar Lucius neste estado de... choque, admiração, maravilha, o que quer que fosse. Felizmente, parecia que Lucius podia se recuperar rapidamente. Ele se endireitou e balançou levemente a cabeça, e então estava novamente fervendo e com os olhos claros.

"Não serei repreendido pelo meu próprio filho, Draco," ele disse. Ele ainda está um pouco abalado, Harry pensou, observando-o. Ele seria capaz de comandar a obediência de Draco com não mais do que um olhar se as coisas estivessem normais.

E Draco certamente teria obedecido. Em vez disso, ele cruzou os braços e começou um sermão.

"Já lhe ocorreu que sou capaz de decidir sobre meus amigos, pai?" ele perguntou. "Você me criou com a capacidade de julgar o poder por mim mesmo, e não apenas em nome da sobrevivência. Eu deveria ser fiel ao nome Malfoy." Seus olhos estavam iluminados com uma emoção que Harry tinha visto apenas uma vez antes - ano passado, quando Draco havia superado seu pai. "E eu acho que tenho sido. Você, por outro lado, tem o infeliz hábito de abandonar nossa honra e deixá-la para mim e Harry Potter cuidarmos. E agora está acontecendo de novo." Ele estreitou os olhos. "Nossa honra está bastante solitária, pai."

A fúria de Lucius tinha ido até os ossos agora. Harry ficou tenso ao dar um passo à frente. Talvez fosse isso o que o sonho significava. Ele certamente parece pronto para enfeitiçar Draco agora.

"Eu te disse," disse Lucius, sua voz mais baixa do que a de Snape jamais tinha ficado, "Eu não vou ser repreendido pelo meu próprio filho. Eu vim para leva-lo a Durmstrang, Draco. Você será mais feliz lá."

"Mais seguro, você quer dizer," Draco murmurou, e então riu, um som tão cheio de amargura sufocante que Harry olhou para ele com desconfiança e se perguntou o que havia perdido. "Não é óbvio que estou mais seguro aqui, pai? Você sentiu a magia de Harry. Você sabe que ele mataria para me proteger. Ele salvou minha vida da cobra." As bochechas de Draco estavam vermelhas agora, seus olhos brilhando como os de seu pai. "E agora você me diz que isso não é bom o suficiente, que estarei mais seguro na maldita Durmstrang, no meio de bruxos das trevas? Isso é duvidar da capacidade de Harry, bem como do meu julgamento. Quantos insultos mais você acumulará, pai? Você não se preocupa sempre em acalmar as coisas com bruxos poderosos? Ou isso sempre vai ser meu maldito trabalho?"

"Draco," disse uma voz suave atrás de Lucius. "Linguagem."

Draco imediatamente se endireitou, e o rubor desapareceu de suas bochechas quando ele inclinou a cabeça. "Minhas desculpas, mãe."

Harry piscou enquanto Narcissa Malfoy contornava seu marido e se aproximava para ficar ao lado dele e de Draco. Lucius estava olhando para ela em choque igual ao que ele mostrou ao sentir o poder de Harry. Narcissa lançou ao filho um olhar gentil e murmurou: "Espero que você proteja melhor sua língua no futuro."

Então ela se virou e deu ao marido um olhar que fez Harry querer se esquivar.

"Você achou que eu não o seguiria para fora de casa, Lucius?" ela perguntou suavemente. "Se você realmente desconfia de mim, deveria ter me desvencilhado das proteções do Solar. Assim eu não teria sentido você sair."

"Do que você está falando, mãe?" Draco perguntou. "Por que ele desconfiaria de você?" Ele lançou ao pai um olhar acusatório, que Lucius parecia estar fazendo o possível para ignorar.

Harry deu um pequeno passo para trás. Obviamente, este era um assunto de família muito mais particular do que ele imaginava, e ele tinha certeza de que Narcissa poderia cuidar de seu filho. Ele provavelmente deveria-

O olhar de Narcissa disparou para ele, e ela balançou a cabeça levemente, mesmo enquanto respondia a Draco. Harry piscou e ficou parado.

"Seu pai tem recebido cartas", disse Narcissa, e o rosto de Lucius empalideceu ainda mais. "Elas são de alguém ameaçando ressuscitar o Lord das Trevas, e ameaçando sua vida para fazer seu pai cooperar. Seu pai os seguiu até agora, pois acredito que ele não conseguia ver uma saída. Mas hoje ele veio à escola e pretendia, ao que parece, sequestrar você de Hogwarts e levá-lo para Durmstrang." Narcissa parou por um momento e então fixou os olhos em Lucius e disse: "Você é um idiota, meu marido."

Lucius finalmente parecia ter se recuperado do choque triplo do desafio de seu filho, da aparição de sua esposa e do conhecimento de sua esposa. Ele se endireitou e moveu a mão para a manga, como se fosse puxar a varinha. Narcissa revirou os olhos e fez um movimento muito leve com um pulso.

A varinha de Lucius se soltou de suas mãos e voou até ela. Narcissa a guardou entre suas vestes e deu um passo à frente. Harry não achou que fosse coincidência que o corpo dela protegesse tanto ele quanto Draco de qualquer ataque de Lucius.

"Já lhe ocorreu", disse Narcissa, com o tipo de voz que ela poderia usar para dizer que lindo o dia estava, "que eu pudesse ajudá-lo? Que eu pudesse entender os meandros da situação melhor do que você, por eu estar em contato quase constante com Draco? Que eu teria entendido a ameaça se você me mostrasse aquelas cartas, mas eu seria capaz de pensar em uma maneira de lidar com ela?"

Lucius estava respirando com dificuldade, suas bochechas pálidas com manchas vermelhas. Harry supôs que ele achava que não havia mal em demonstrar emoção agora, já que sua máscara não tinha sido apenas arrancada, mas pisada.

"Não", disse Narcissa. "Eu posso ver que você não pensou nisso. Por quê?"

"Você teria reagido cegamente se seu filho estivesse em perigo, Narcissa", disse Lucius, finalmente encontrando sua voz. Ele se levantou e encarou Narcissa com um olhar que realmente fez Harry se sentir um pouco melhor. Ele podia pensar sob estresse, então. Harry se sentiria um pouco nervoso ao encontrar um Malfoy tão quebrado e abatido que não conseguisse. "Estupidamente."

"Como você?" Narcissa perguntou.

Lucius abriu a boca e acabou selando-a novamente. Seu olhar foi para Harry. Harry devolveu o olhar com calma. Foi decisão de Lucius o que fazer. Talvez seu sonho não estivesse certo e Lucius não fosse uma ameaça. Se ele se transformasse em uma, Harry estaria pronto.

Ele sentiu a pressão constante de Draco contra seu ombro direito. Sem olhar para ele, Harry passou um braço ao redor do outro garoto e sentiu Draco relaxar contra ele.

Os olhos de Lucius se estreitaram, como se aquele sinal de confiança e afeto fosse a bandeira que ele estava procurando, e ele se virou para Narcissa. "Ele é uma criança", disse ele, sua voz queimando de fria. "Você já viu do que nossos inimigos são capazes, Narcissa - se esconder em Hogwarts e enviar uma cobra mágica das trevas para ameaçar nosso filho, uma cobra que poderia tê-lo matado."

Narcissa assentiu com a cabeça lentamente. "E isso mostra do que nossos inimigos são capazes", disse ela. "O que me escapa é como você não viu do que nossos aliados são capazes, Lucius. Harry salvou a vida de Draco."

"Como deveria!" Lucius mostrou um pedaço de pergaminho para ela. Narcissa pegou dele e leu. Se o conteúdo a afetou de alguma forma, Harry não sabia. Narcissa ergueu os olhos e encontrou os olhos do marido.

"E nunca lhe ocorreu que eles estavam mentindo, para tentar salvar a cara depois que seus planos falharam?" ela perguntou. "Que eles subestimaram Harry e não queriam que você soubesse? Eu li uma das primeiras cartas, Lucius, que mencionava algo sobre Harry não ser muito poderoso. Isso obviamente não é verdade. Por que você confiaria neles?" Ela dobrou a carta em quatro quadrados perfeitos e estendeu-a para ele.

Harry podia ver Lucius fazendo uma poderosa tentativa de se recuperar. No entanto, era como tentar dirigir um Pegasus em queda livre com apenas uma rédea. Ele balançou a cabeça e seu temperamento venceu novamente quando ele pegou a carta de Narcissa.

"É diferente para você do que para mim", ele disse. "Você sabe porque." Ele fez o menor dos movimentos em direção ao braço esquerdo.

Narcissa bufou. "Ah, sim. Por você usar uma marca feia, você deve deixar a marca dominar sua vida e se tornar mais importante do que sua família. Comportamento muito vencedor, Lucius. Você não deixou que isso se tornasse mais importante há doze anos atrás; por que deveria fazer isso agora?"

"Narcissa", disse Lucius em um rosnado, seus olhos disparando para Harry.

"Não se preocupe, Sr. Malfoy," disse Harry calmamente. "Eu sei desde o meu Natal com vocês que você é marcado, e que a Sra. Malfoy não." Ele parou por um momento, se perguntando se deveria dizer o que estava pensando, então deu de ombros e cedeu. Era melhor que Lucius soubesse exatamente onde ele estava. Este era um assunto muito severo para danças indiretas. "E eu vou garantir que Draco nunca seja Marcado."

Ele ouviu um chiado ao lado dele, mas não tinha certeza de qual expressão estava no rosto de Draco: surpresa ou gratidão ou esperança. Seu olhar estava fixo no rosto de Lucius e nas emoções ali. Haviam muitas para ver ao mesmo tempo, uma tempestade delas. Ele se perguntou a quantos meses Lúcio estava trabalhado sob esta pressão solitária, o estresse das cartas aumentando. Ele se perguntou mais, por que o homem nunca pensara em confiar em sua esposa, mas isso estava acabado e feito. O que era importante no momento era o que estava diante dele.

"Obrigada, Harry," disse Narcissa, sua voz calorosa. "E eu vou adicionar minha voz à sua." Ela se virou e encarou Lucius. "Você deveria saber também, Lucius," ela disse, casualmente, "que Draco nunca será Marcado enquanto eu viver."

Lucius ergueu a cabeça. Ele parecia um cervo acuado contra um penhasco por uma matilha de lobos, Harry pensou com simpatia. Claro, as coisas teriam sido muito mais fáceis se ele tivesse apenas pensado em perguntar a alguém antes se seria uma boa ideia confiar em Harry Potter ou nos servos do Lord das Trevas.

"Você escolheu o seu lado, então." Lucius enunciou cuidadosamente suas palavras, seus olhos olhando apenas para Narcissa dessa vez. Ele tinha ganhado controle de si mesmo. "Não pensei que seria tão cedo. Ainda há motivos para seguir o Lord das Trevas, Narcissa. Você os conhece tão bem quanto eu. "

"Sim," disse Narcissa. "E se não fosse por certas coisas que aconteceram este ano, então eu até concordaria com você que devemos considerar essas razões. Mas essas coisas aconteceram." Ela se virou e olhou diretamente para Harry dessa vez, não parecendo nervosa que seu marido fosse atacá-la pelas costas. "Harry", ela disse. "Eu senti seu poder. Eu ouvi de Draco que você não pretende se tornar um Lord. Isso é verdade, não é?"

Harry concordou.

Narcissa assentiu de volta. "Então sou sua aliada", ela disse.

"Isso é impossível," Lucius rosnou atrás de sua esposa. "Qualquer um que tenha o tipo de poder que o menino tem deve se tornar um Lord, mas ele ainda não é e não será por muitos anos. Ele morreria se enfrentasse o Lord das Trevas."

"Ele enfrentou o Lord das Trevas duas vezes, Lucius," disse Narcissa suavemente. "Uma vez no final do primeiro ano e uma vez na Câmara Secreta."

Harry piscou para ela. "Como você sabe disso?" Se ela soubesse que ele e não Connor baniu Tom Riddle ...

Narcissa gesticulou para Draco. "Eu escuto meu filho."

Harry relaxou. Se Narcissa soubesse da história de Draco, ela teria ouvido apenas as versões cuidadosamente modificadas que ele contava para a maioria das pessoas, e em ambas, Connor era o herói da história.

"Ele ainda morreria se enfrentasse o Lord das Trevas com todo o poder", Lucius interrompeu teimosamente. "E é isso que vai acontecer." Ele parou por um momento, como se tentasse recuperar um pouco da frieza que havia perdido, e então continuou. "Você sabe disso, Narcissa, já que leu as cartas. Este grupo pode ser pequeno, mas está determinado. Eles ressuscitarão o Lord das Trevas no final, e então como você o enfrentará, Potter? " Ele estava quase rosnando para Harry. Harry se lembrou da expressão de quando Lucius enfrentou seus pais no Beco Diagonal ano passado. "Não os lamentáveis vestígios dele que podem ter estado naquele diário, mas a coisa real?"

"Da mesma forma que enfrentei até agora, senhor," disse Harry calmamente. "Com meu irmão, que o derrotou uma vez antes - e sendo uma criança muito mais nova do que eu." Ele tinha decidido que não adiantava contestar a classificação de Lucius e pedir ao homem que o chamasse de adulto. Ele simplesmente o adotaria ela, a adaptaria e utilizaria conforme necessário.

"Você acha isso." Lucius zombou. "Eu acho muito mais provável que você morra, e seus aliados com você."

"Isso é engraçado, pai", disse Draco, todo perfeito e brilhante. "Não achei que você estivesse tão ansioso para me ver morrer."

Até mesmo Harry estremeceu ao ver o rosto de Lucius quando Draco disse isso. Lucius respirou fundo, como se cacos de algo estivessem presos em sua garganta. Então ele se ajoelhou e estendeu a mão. "Draco", ele disse. "Olhe para mim."

Draco se mexeu ao lado de Harry, mas com o movimento, ele simplesmente pressionou seu rosto no ombro de Harry.

"Eu vim aqui para salvar você", disse Lucius suavemente. Sua mão estendida tremia. Sua voz não. Harry tinha alguma ideia do que esse domínio lhe custava e ficou devidamente impressionado. "Eu prometo, Draco. Eu nunca iria deixar você aqui para morrer. Eu ia manter você fora do campo de batalha que Hogwarts se tornará. Você irá para Durmstrang e estará seguro lá. Eu prometo."

"Não," Draco disse suavemente. "Eu não quero ir. Eu quero ficar com Harry. "

"Eu sou seu pai, Draco," disse Lucius. "Você irá se eu disser para ir." Harry podia ver, ele já estava tentando se forçar a superar aquele momento de vulnerabilidade. Seu rosto estava se contraindo, tornando-se frio.

"Então eu não tenho opinião no destino do meu filho?" Narcissa perguntou. A própria suavidade de sua voz era um sinal de perigo. Harry deu um passo para trás, puxando Draco com ele.

"Pare com isso, Narcissa." Lucius tentou soar autoritário. Não funcionou. "Estou tomando a única decisão possível por todos nós. Não vamos morrer. Estaremos do lado vencedor— "

"Com todo o respeito, Sr. Malfoy," Harry perguntou, "como isso é possível se tirar Draco de Hogwarts não é o que esses inimigos querem que você faça?"

Lucius estreitou os olhos para ele. "O Lord das Trevas retornará," ele disse. "Não tenho dúvidas disso. Eu apenas pretendo não vê-lo retornar desta forma. "

Harry fez um som de surpresa que se transformou em uma risada no meio do caminho e o sufocou. Lucius continuou o olhando furioso. Harry se controlou e olhou para Draco, cujos olhos brilhavam em perfeita concordância. "Você quer contar a ele," Harry perguntou, "ou eu deveria?"

"Ah, você," Draco o encorajou. "Eu não acho que ele aceitaria tão bem vindo de seu próprio filho. Você já viu como meus insultos o devastam. "

Lucius rosnou. Harry acenou com a cabeça para seu melhor amigo e voltou-se para o pai desse melhor amigo, determinado a manter seu sorrisinho e sua voz o mais diplomática possível.

"Sr. Malfoy," ele disse gentilmente, "você já escolheu o seu lado. Eu sei como o Lord das Trevas foi nos últimos anos de seu reinado, e eu o enfrentei duas vezes, como sua esposa disse a você. Você realmente acha que ele perdoaria a traição contra uma tentativa de trazê-lo de volta?"

Lucius ficou imóvel. Sua mão estendida parou de tremer e seus olhos continuaram fixos sem nenhum sinal das emoções sob a superfície. Mas Harry sabia do que essa quietude era sinal e seguiu em frente.

"Você está conosco", ele disse. "Sua preocupação com Draco mostra isso. Eu não acredito que você realmente o machucaria para fazê-lo deixar Hogwarts. É por isso que você entrou e tentou sequestrá-lo em primeiro lugar, em vez de usar um feitiço coercitivo para trazê-lo para casa. Não posso permitir que você prejudique a vontade dele, é claro. Mas talvez eu não precise me preocupar com isso. Acho que você sempre soube de que lado estava. Você só precisava de um anúncio para fazer você ver."

Lucius ficou totalmente imóvel por mais um momento. Então ele começou a respirar descontroladamente. Harry se mexeu, pronto para ficar na frente de Draco se precisasse abrigá-lo de uma súbita explosão de magia.

"Você ousa me acusar de fazer mal ao livre arbítrio do meu filho?" Lúcio sussurrou. "Você se atreve?"

Harry franziu a testa, perguntando-se por que aquela declaração dentre todas era a que Lucius havia feito objeção. "Sim, Sr. Malfoy", ele disse lentamente. "Eu vi uma sombra em meus sonhos pouco antes de você chegar. A sombra estava ameaçando Draco. Não acho agora que você o machucaria fisicamente, mas você pretendia tirá-lo de Hogwarts quando não era escolha dele ir. "

"E o que você acha que fez com ele?" Lúcio perguntou em uma voz cada vez mais alta, enquanto se levantava.

"Pai, não, não faça isso," Draco disse abruptamente. Sua voz era baixa e desesperada, e foi totalmente ignorada.

Harry cerrou os punhos. "O que eu fiz com ele?" Sua própria voz soava como um gongo distante em seus ouvidos, competindo com seus batimentos cardíacos.

"Você o mudou", disse Lucius categoricamente. "Meu filho não é o mesmo de quando veio para Hogwarts, e a mudança aconteceu imediatamente depois que ele conheceu você. Sua magia é muito forte, Potter. Você acabará como Lord, queira ou não. Você já obrigou Draco a se transformar em outra pessoa, em outra coisa, meramente para cumprir seus desejos de ter um animalzinho de estimação. "

"Não," Harry sussurrou.

Mas ele se virou e encontrou os olhos de Draco, e os viu se arregalarem, e sabia que havia pelo menos alguma verdade no que Lucius havia dito. E sua mente saltou então, e fez a conexão com a última vez que a voz de Draco soou tão desesperada.

Quando Hermione quase me contou ...

"Minha magia não atrai apenas outros bruxos", ele sussurrou. "Ela os compele. E eu não sabia. "

"E não saber é uma desculpa para fazer isso?" Lucius se lançou sobre suas palavras como um lobo. "Isso aconteceu, Sr. Potter. Meu filho não é a mesma pessoa que era antes. Aposto que muitas pessoas perto de você não são as mesmas que seriam sem a sua interferência, sua influência." Ele riu fortemente. "Pelo menos o Lord das Trevas foi honesto sobre quem ele era, e o que ele queria. Ele queria mudar nosso mundo. Você alterou, distorceu e quebrou mentes por nenhuma outra razão além do desejo de uma mera criança de se sentir seguro ou confortável ou ter amigos."

"Lucius", disse Narcissa, sua voz mortal.

Harry não ouviu o que aconteceu a seguir. Seu mundo estava caindo em torno dele, as justificativas cuidadosas que ele construiu para não entrar em pânico desde a liberação de sua magia. Ele havia compelido as pessoas. Todas suas acusações contra Dumbledore foram em vão. Como ele poderia estar com raiva do Diretor por amarrá-lo, quando ele havia amarrado outros? Não querer fazer não era a mesma coisa que não fazer. Ele achava que tinha algum tempo antes de começar a compelir as pessoas apenas com a força de sua magia, mas parecia que não. Sua magia tinha feito isso mesmo quando forçada à obediência pela teia da fênix. O que aconteceria agora que estava livre?

Ele passou sua magia ao redor de si, envolvendo-se o máximo que pôde, e então a colocou em bom uso pelo menos uma vez, enviando-se para um lugar onde a compulsão era praticada o tempo todo, e onde ele se sentiria mais em casa.

Ele sentiu as proteções Anti-Aparatação de Hogwarts tentando freneticamente resistir a ele, mas Harry se chocou contra elas, seu corpo se dobrou, sua mente se contorceu, e então o corredor desapareceu atrás dele.


Lucius teve apenas um momento para desfrutar de sua vitória antes que a palma de Narcissa acertasse seu rosto.

Ela havia escolhido o tapa com cuidado, ele sabia, e o acertara de tal maneira que a marca da mão ficaria bem visível e vermelha. Ele tinha ouvido o feitiço sem varinha que ela sibilou baixinho e sabia que a marca da mão não iria desaparecer. Lucius deu um passo cambaleante para trás e tocou a marca da mão. Ele se sentia entorpecido. Em todos os anos de seu casamento, Narcissa nunca o havia agredido assim. Era assim que uma bruxa das Trevas marcava seu marido por fazer algo imperdoavelmente estúpido. Ele usaria a marca até que ela decidisse retirá-la.

Narcissa se afastou dele, os olhos arregalados, brilhantes e imóveis. Draco estava arrasado, olhando para o local onde Potter estivera, suas mãos cerradas na frente dele. Sua esposa se moveu de forma que ela protegia totalmente o filho da visão de Lucius. Aqueles olhos brilhantes fixos nele.

"Eu informei Draco sobre a possibilidade de ele ser compelido pela magia de Harry meses atrás", ela disse, enunciando cada palavra. "Ele deu os passos apropriados e no final decidiu que era livre o suficiente para continuar sendo amigo de Harry. Mas ele esperou para contar a Harry quando pudesse encontrar as palavras certas. E agora você desfez isso, Lucius, e possivelmente bagunçou a mente frágil de um jovem bruxo muito poderoso e muito instável." Ela fez uma pausa e o silêncio queimou. "Parabéns," ela disse finalmente.

Lucius não disse nada. Ele não baixou os olhos dos de sua esposa, mas também não disse nada. Ele estava sentindo a reação da magia que Potter havia usado para desaparecer agora, ondas de dor e poder.

O garoto era mais forte do que qualquer bruxo que ele já sentiu, até mesmo o Lord das Trevas na noite anterior à sua missão de destruir os gêmeos Potter. Lucius se sentiu como se estivesse banhado por uma arrebentação negra. Cada parte de seu corpo formigava e começava a doer da maneira que normalmente apenas sua cabeça doía quando ele enfrentava a magia liberada de outro bruxo.

Então, Lucius começou a vislumbrar, vagamente, o que havia feito.

Passos soaram no corredor, e Severus apareceu em uma corrida desenfreada, sua varinha em punho. Ele fez uma pausa quando viu os três Malfoys, mas seus olhos varreram pelos dois adultos e encontraram Draco. "Onde está Harry?" ele perguntou sem rodeios.

"Ele aparatou," Draco sussurrou. "Pai o aborreceu."

Severus se virou e deu a Lucius um olhar que o lembrou daquele que ele havia recebido no ano anterior, quando Severus estava carregando Potter em seus braços para a escola. Lucius ergueu a cabeça e enfrentou-o. Eles não eram mais Comensais da Morte. Não havia nada que Severus pudesse fazer com ele.

Então ele se lembrou de um boato lido pela metade no jornal, que Severus havia adotado o menino, ou escolhido bancar de tutor legal por seus próprios motivos obscuros.

Severus teria todo o direito de machucá-lo por machucar o menino Potter.

Lucius sentiu sua cabeça começar a doer mais intensamente.

"Eu não vou te matar," disse Severus. "Harry não iria gostar. Vou deixar você contemplar sua própria estupidez, Lucius, e explicar ao diretor o que foi aquela explosão de magia, quando ele vier. Eu vou procurar por Harry." Ele girou nos calcanhares e se afastou, suas vestes estalando ao redor dele. Draco saiu de trás de Narcissa e correu atrás dele.

Isso deixou Lucius sozinho com sua esposa. Narcissa não se moveu, e seus olhos nunca vacilaram.

"Você não merece uma segunda chance, Lucius," ela disse finalmente, sua voz fria e impiedosa. "Você deveria ter me consultado no momento em que as cartas começaram a chegar, no momento em que você percebeu que Draco estava sendo atraído por Harry pela força de sua magia. Você interferiu na amizade do seu filho e quebrou minha palavra. Eu prometi que ninguém machucaria Harry ou Draco, contanto que Draco tivesse certeza de que essa amizade surgiu por sua própria vontade.

"Você não merece, considerando todas as coisas," ela continuou pensativa, após uma pausa, "mas você vai receber, por você ser o pai de Draco, e meu marido, e, como Harry apontou, seu aliado por suas próprias ações." Ela estendeu a mão.

Lucius olhou para a palma da mão dela. Ele ousava segurá-la? Ele havia sido humilhado como nunca antes, e normalmente ele estaria imaginando a vingança que teria sobre aqueles que causaram essa humilhação. Agora, entretanto, havia apenas o gosto espesso e frio de vergonha em sua garganta.

"Pela primeira vez, Lucius," disse Narcissa, sua voz forte e serena, "curve seu pescoço orgulhoso. Eu posso te ajudar, mas só se você deixar. "

Lucius estendeu a mão e apertou a mão dela.


Harry se sentou na cama na Casa dos Gritos e olhou para a parede oposta, enquanto sua mente girava e cortava e dançava em torno de pensamentos que ele nunca tinha acreditado que iria pensar.

Ele podia se lembrar, agora, do jeito que Draco havia alterado seu comportamento no primeiro ano. Ele havia passado de frio e seguro no Expresso, e mesmo nas primeiras noites depois que Harry foi selecionado para a Sonserina, a um amigo dedicado. E porquê? Ele não teve escolha. Mesmo assim, Harry havia se apoiado sobre sua mente, tecido sua própria teia, usado sua magia para forçar os tipos de reações que ele queria de Draco.

E Snape no primeiro ano? Snape era um Oclumente. Harry tinha certeza de que ele podia sentir as intrusões da magia em seus pensamentos e lidar com elas. Isso certamente explicaria sua atitude volátil. Mas ele havia suavizado desde então, à medida que se acostumava mais com Harry.

Ou a magia o suavizou para mim.

Harry engoliu um gemido. Ele queria alguém em quem confiar, não queria? E sua magia havia fornecido para ele. Sua magia provavelmente tentaria dar a ele tudo o que ele queria dos outros, se ele deixasse.

Eu não posso deixar.

Hawthorn, Adalrico, Dumbledore, seus pais, Sirius, Remus... quantos de seus relacionamentos alterados foram culpa de sua magia? Quantas das mudanças nas pessoas ao seu redor podiam ser atribuídas a ela? Ele se apoiou sobre a mente frágil de Sirius e a quebrou mais? Ele havia atraído seus aliados puros-sangues quando eles preferiam estar com o Lorde das Trevas, que pelo menos representava o mundo que sempre conheceram e os ideais pelos quais eles lutariam mais naturalmente? Ele havia cometido crimes piores do que os de Dumbledore, por não saber o que estava fazendo?

Seus pais…

Ele havia lançado o Fugitivus Animus, um feitiço das Trevas, neles quase sem pensar, apenas para aliviar sua própria dor, porque ele queria escapar de Hogwarts e morrer no meio de sua magia liberada. E ele não tinha os libertado desde então, apesar de muitas oportunidades para fazer isso. Ele poderia ter removido a qualquer momento durante o verão, a qualquer momento até partir para Hogwarts, no jogo de quadribol. Em vez disso, ele provavelmente apenas o reforçou quando sua magia se libertou.

E o pior é que ele sabia que, se seus pais não estivessem sob a influência do feitiço, se estivessem prestando atenção nele, ele provavelmente os teria matado ou mutilado.

Não importa para onde eu vá, Harry pensou, não há conforto. Não importa o que eu faça, vou machucar alguém. Snape e Draco podem gostar de mim, mas eu os forcei a isso. Não é natural. Minha magia é totalmente antinatural. Dumbledore estava certo, e Starborn me dizendo que eu poderia ser um líder é ridículo. O que eu serei, senão um Lord, separando as pessoas de suas próprias ambições e liberdade?

Suas mãos se apertaram e a Cabana estremeceu abruptamente ao redor dele como se fosse levantar vôo. Harry acalmou sua raiva novamente. Ele não podia se permitir ficar com raiva, mesmo que fosse por sua própria estupidez.

Então, o que resta? Suicídio?

Ele contemplou isso com bastante calma. Ele sempre soube que suas chances de sobrevivência não eram grandes. Se ele poderia morrer na guerra para salvar Connor, então ele certamente poderia morrer por suas próprias mãos para não influenciar as pessoas da maneira errada. Ele preferia morrer do que usar compulsão. Ele havia dito isso. Ele tinha sentido isso. Ele realmente queria dizer isso?

E então o mundo mudou e fez sentido novamente.

Connor.

A respiração de Harry ficou mais fácil. Ele não podia cometer suicídio. Ele tinha que permanecer vivo pelo bem de seu irmão. Não apenas Connor ficaria sem proteção se Harry morresse, mas ele ficaria arrasado pela dor. Harry estremeceu com a ideia de machucar alguém assim.

Tem certeza de que não o obrigou a se importar com você também?

Não, Harry pensou, ele não tinha. Mas achava improvável. O amor dele e de Connor um pelo outro começou na infância, quando a teia da fênix ainda estava lá para proteger outras pessoas de influências antinaturais. Se havia algum relacionamento na vida de Harry que estava livre da mancha de sua magia, era seu vínculo com seu irmão.

E talvez…

Harry se sentou e expirou, lentamente. Ele se permitiu sentir esperança, e isso foi doloroso, mas desde quando ele tinha medo de causar dor a si mesmo? A dor de outras pessoas era muito mais temida.

Connor tem aprendido magia de compulsão, ele pensou. Ele pode me ensinar técnicas, eu acho. Ele pode me ensinar como começar a controlar isso, como limitar a influência que minha magia tem sobre outras pessoas.

Porque esse era o problema, o ponto crucial, o cerne da questão, e por que ele não podia simplesmente voltar para a teia da fênix e a maneira como as coisas funcionavam em sua infância, Harry finalmente admitiu para si mesmo. Amarrar sua magia só causou mais problemas. E ele sabia que Draco e Snape iriam lutar e discutir com ele se ele tentasse, porque provavelmente demoraria um pouco até que suas verdadeiras personalidades retornassem e eles parassem de se importar com ele. Ele preferia não causar mais agonia do que o necessário para retirar a compulsão.

E havia as promessas que ele tinha feito a Peter e Snape—mesmo que ele tivesse causado alguns dos sacrifícios de Snape, como sua aversão reduzida a Sirius, e não tivesse percebido—e a Remus, para libertá-lo do Obliviate. Havia as promessas implícitas para as criaturas na Floresta, embora ele não soubesse o que eram ainda, e para os Dementadores, e para Fawkes.

Para todos esses, ele precisava de sua magia.

Eu não posso amarra-la, Harry decidiu, e deslizou para fora da cama. Não posso ignora-la, do jeito que venho fazendo. Eu tenho que fazer a coisa mais difícil. Eu tenho que enfrentar isso. Eu tenho que aprender a usá-la, do jeito que Starborn sugeriu que eu fizesse.

Ele se lembrou da história de Falco Parkinson, que morreu tentando seguir este caminho através de sua magia, e o que Starborn disse em sua carta, que outros bruxos poderosos morreram ou enlouqueceram tentando não ser Lords.

Harry riu e ficou feliz em ouvir que soou sombrio, em vez de derrotado.

Desde quando alguma coisa na minha vida foi fácil?

Mas para ganhar algum tempo e espaço para o treinamento, e para dar à Draco e Snape tempo para se recuperarem do que ele havia feito a eles, ele teria que se assegurar de que se separaria deles por um tempo.

Harry conhecia o caminho perfeito.


Neville o deixou entrar na Torre da Grifinória sem fazer perguntas e direcionou Harry para o quarto dos meninos do terceiro ano quando perguntou por Connor. Harry encontrou seu irmão lá, fingindo estar trabalhando em uma redação de Feitiços, mas na verdade conversando com Rony. Ambos ficaram em silêncio e olharam para ele.

Harry respirou fundo e olhou nos olhos de Connor. "Uma vez eu prometi a você que passaríamos todos os nossos Natais juntos", ele disse. "E então eu quebrei essa promessa no ano passado. Este ano, eu não quero fazer isso. Posso ir para casa com você no Natal?"

Quando o rosto de Connor se transformou em um sorriso e ele se lançou contra Harry sobre a cama, agarrando-o em um forte abraço, Harry soube que tinha feito a escolha certa.