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*Pov. Sesshoumaru*
– ME SOLTAAAAA!
A miko ainda gritava. E entre seus pedidos tolos para a soltar, ela soltava algumas ofensas e também me queimava com seu houriki.
E mesmo que fosse de forma controlada, ainda assim queimava.
Exigia muita paciência de minha parte ignorar a ardência e o agudo de sua voz em meus ouvidos.
Algumas servas se assustavam com os xingamentos da miko quando passávamos por elas e se curvavam, nos cumprimentando após o sobressalto.
Suspirei. Estava chegando ao meu limite.
Ela ainda esperneou quando a pus no chão, quando chegamos em um corredor vazio.
– Quieta.
Ordenei, segurando seu queixo e me postando bem próximo de sua face.
Imediatamente ela se aquietou e corou, prendendo a respiração por uns segundos.
Melhor assim.
– Odeio. Odeio quando me carregam desse jeito. – se queixou em um bico, desviando os olhos dos meus.
– Uhn. – me limitei a apenas esse som, enquanto continuava a seguir para os aposentos.
– Onde pensa que vai? Depois de ter me carregado até aqui a força! Vai apenas virar as costas e ir embora?
E mesmo assim, você está me seguindo.
Sorri brevemente, antes de lhe dirigir um olhar de canto.
– Ultimamente tem estado com o cheiro de General Hayato. Isso tem algo a ver com sua busca pelo passado, miko?
– Kagome! – tentou me corrigir, fazendo outro bico.
Ignorei o quanto sua boca ficava atraente daquela forma e lhe respondi com outro "uhn".
– Virou monossilábico agora? Sim! Tem muito a ver com meu passado. Eu preciso saber o que houve de fato.
– Não irá me perguntar? – não a observei diretamente, mas estava atento a suas reações.
Primeiramente ela ficou brava, deixando em sua face bem claro o quanto aquilo a incomodava.
Mas logo suavizou.
Após um tempo, que julguei ter sido o tempo para ela pensar em minha pergunta, mudou a expressão para uma de tristeza e se virou para me responder.
– Não.
– Uhn.
– Eu ainda tinha coisas a tratar com ele. Por que me tirou de lá daquele jeito?
– Terá bastante tempo para tratar desses assuntos durante o treinamento.
Viramos o corredor.
– Isso ainda não responde o motivo de ter me tirado de lá daquela forma, Sesshoumaru!
– Preferia ter ficado com General Hayato do que comigo? – lhe lancei um olhar de canto e abri a porta, adentrando rapidamente.
Ela veio em seguida, bufando.
Fechei a porta e não deixei que ela escapasse da pergunta, a mantendo entre mim e a madeira a suas costas.
Seus olhos pareciam não conseguir se concentrar em um só lugar, rumando de meus olhos para minha boca e depois para baixo.
Interessante.
– C-claro que não! Eu senti sua falta, lógico. O esperei até dormir de cansaço ontem. – disse, encabulada, olhando para o chão.
O que não durou muito, os azuis logo me focaram, zangados.
– O que não justifica ter me levado como se fosse um saco de batatas! E que treinamento é esse? Porque sou a última a saber dessas coisas?
Suspirei, me afastando dela, em direção a cama. A miko era uma mistura grande demais de emoções.
– Apenas foi decidido assim. – respondi simplesmente.
Retirei minha armadura e me despi de minhas vestes superiores, as jogando em qualquer canto, e me sentei na cama.
– Recomendo que descanse por hoje, o General não pegará leve com você nem mesmo no primeiro dia. A tarde você poderá fazer uma pausa, antes do seu treino comigo.
– Descansar? Mas ainda nem anoiteceu. – comentou o óbvio, cruzando os braços enquanto me analisava.
Sua face corada denunciava o tipo de pensamentos que rondava sua cabeça.
– Qual a possibilidade de eu fugir desse treino com você? – perguntou, se aproximando, com seus olhos fixos nos meus.
Estiquei minha mão para que ela a pegasse.
– Muito perspicaz de sua parte, Kagome. Não se preocupe, pedirei que mandem o jantar mais tarde. E respondendo sua pergunta: Nenhuma.
Ela hesitou, mas assim que seus dedos tocaram os meus, a puxei para meu colo.
Percorri seu pescoço com os lábios, apreciando a maciez de sua pele, me concentrando em seu aroma. Como havia sentido falta de tê-la em meus braços!
Sua pele arrepiou com meu toque e a senti relaxar em meu abraço.
– Senhor do Oeste, você é muito injusto! – sua voz veio abafada, por estar contra meu peito.
Afastei seu cabelo e mordisquei seu pescoço. Num pulo ela saiu de meu colo e eu a encarei, sem entender seu susto.
Kagome colocou uma mão sobre o local e evitou me encarar de volta. Talvez tenha achado que eu fosse marcá-la?
– Não o farei sem seu consentimento. Já pensou em sua resposta?
Os azuis retornaram para mim, e só pela mistura de tristeza e insegurança que havia neles, eu já sabia qual era a resposta.
– Ainda não pude decidir sobre isso...
Desviou os orbes azuis, enquanto abraçava o próprio corpo,l. Incomodada com a situação, talvez?
Deixei o ar escapar pela boca.
Ainda a olhava, em busca de alguma brecha no casulo em que ela se enfiara. Queria lhe mostrar que não havia problemas.
Eu a esperaria o tempo que fosse.
*Pov. Kagome*
Sesshoumaru ainda me fitava em silêncio ao final de minha fala.
Não pude deixar de pensar que estivesse descontente com a minha não resposta.
– Pense o tempo que for necessário, Kagome.
A voz dele veio depois de um tempo e eu o olhei, sem acreditar em suas palavras.
Para mim, estava claro que ele estava sendo cortês. O que não era muito diferente de uma leve mentira para me agradar, e no fundo aquilo muito me incomodava.
Não gostei nada da sensação de que talvez ele achasse mesmo que eu o recusava.
Eu só...ainda não sabia o quanto aquela decisão poderia me afetar.
Hanna também não ajudava em nada me escondendo coisas! Coisas que eu sabia que tinham a ver com a família do lorde e com a minha.
Deixei que meus braços deixassem de me envolver e pendesse para o lado do corpo, estava tão cansada de lutar contra a saudade que eu tinha dele.
Sesshoumaru continuava a me olhar e por um momento me perdi na calmaria dos lagos dourados.
Desde quando eles começaram a me passar essa paz e segurança?
Se minha insegurança o fizesse sentir raiva de mim...esse olhar na certa mudaria. Não queria que ele sentisse raiva de mim!
E essa falta que eu estava sentindo dele, me consumia.
Cada vez teríamos menos momentos a sós. Ainda mais com os treinos!
Queria mais tempo com ele, sentindo-o me amar como antes.
Meu olhar percorreu da face até o peito nu do daiyoukai. E antes que pudesse controlar a direção que meus olhos seguiam, eu encarei brevemente a protuberância em sua calça, que eu sabia que poderia se tornar muito maior que aquilo.
Direcionei minha atenção para qualquer outro canto do quarto. Envergonhada pela forma como estava o olhando, e por um momento, um comentário de minha amiga, Eri, passou por minha cabeça.
Será que ele iria gostar?
Minhas bochechas arderam com a simples ideia do que eu estava prestes a fazer e, relutante, me aproximei do lorde.
Os dourados fixos em mim não haviam deixado de me observar em nenhum momento, fazendo com que eu ficasse mais nervosa. Porém, eu não podia perder a coragem.
Sentindo minhas pernas tremerem por alguns segundos, quando parei a sua frente, direcionei uma mão até a face de Sesshoumaru.
A pele estava fria, mas ali, em suas marcações, era tão quente!
Comecei uma carícia distraída naquelas marcas e conforme meus dedos percorreram o desenho, parecia que ele pulsava sob meu toque.
Não era a primeira vez que eu percebia uma reação ao meu toque em suas marcas.
Realmente curioso.
Continuei a explorar suas marcações, com as duas mãos.
Uma percorria seu pescoço, indo para as marcas em seu ombro, enquanto a outra eu mantive em sua face.
Ainda estava de pé, entre suas pernas, e bem mais próxima de seu corpo. Não sentia mais minhas pernas tremerem.
Me sentia hipnotizada.
Sesshoumaru fechou os olhos quando acariciei um pouco mais firme uma das marcas em sua face.
Ele soltou o ar, demoradamente, e quando eu fiz menção de repetir o movimento, Sesshoumaru segurou meu pulso, porém, não afastou minha mão.
– É o bastante. – a voz dele vacilou.
Seus olhos abriram, para me fitar. Aquela intensidade...O havia deixado excitado?
Seu youki se agitou, e eu nervosamente tentei retirar minha mão de sua face.
Mas acabei raspando o dedão de novo na marca, o fazendo se afastar assim que o toquei.
Seu olhar pairou sobre mim, um pouco mais sério, e eu murmurei um "desculpe" por impulso.
Droga, não é para irritá-lo que estou fazendo isso!
Lentamente, afastei minha mão quando ele a soltou e busquei em seus olhos a irritação que havia visto neles antes.
Mas Sesshoumaru não me olhava diretamente. Parecia um tanto disperso em seus próprios pensamentos, e sua face um pouco corada.
Poderia ser que nunca haviam feito algo assim antes?
Sabendo o quanto ele era controlador com tudo a sua volta, talvez ter sua sensibilidade nas marcações descoberta dessa forma o tenha deixado um pouco nervoso.
Será tão sensível ao ponto de ser embaraçoso para o lorde?
Sorri com a descoberta, e tomei fôlego para continuar com minha ideia.
Voltei minha mão para sua face, acariciando novamente a marca, trazendo sua atenção de volta para mim.
O vi me encarar quase que em desafio para continuar aquilo. Mas eu não tinha a menor intenção de o irritar, por isso a deslizei para baixo, pressionando momentaneamente seu pescoço, sentindo a rigidez dele e voltando a descer, indo agora para o ombro.
Contornei suas marcações do ombro com a ponta dos dedos, fazendo com que o daiyoukai levantasse uma sobrancelha.
Talvez se perguntando se eu continuaria a provoca-lo em suas marcas.
Lutei contra a vontade de realmente o desafiar e voltei a lhe acariciar a pele, descendo mais ainda, passando pelo peito e finalmente sentindo os gominhos em seu abdômen.
Mordi o lábio quando estava próxima da hakama, em nenhum momento ele me impediu e eu o agradeci mentalmente.
Na verdade, sentia seu youki cada vez mais ansioso. Os dourados se mantiveram atentos a todos meus movimentos e eu decidi sustentar seu olhar.
Tão desejoso quanto eu estava.
Me aproximei e lambi seu lábio inferior, iniciando um beijo tímido, mas que se tornou intenso em questão de segundos.
Enquanto o beijava, desamarrava o laço de sua hakama, com o coração aos pulos.
Tendo a desfeito, me inclinei mais, descendo os beijos por seu pescoço, deslizando minha mão para dentro da peça, não demorando a encontrar o que procurava, visto que estava ereto e pulsante.
Havia esquecido o quão majestoso era o pênis do lorde, e ao pensar de novo sobre minha conversa com Eri, me perguntei quanto o aguentaria.
Passei os dedos pela ponta, o sentindo pulsar mais uma vez, e o envolvi com minha mão, o trazendo para fora da hakama.
O youki de Sesshoumaru se intensificou, ansioso, e eu sorri ao passar os lábios por seu peito e abdômen, arrepiando sua pele, descendo mais.
Quando percebi, eu já estava ajoelhada a sua frente.
Minha outra mão se apoiava na coxa encoberta pela hakama, mas ainda sim sentia a tensão dos músculos ali.
Aproximei meus lábios, os roçando na ponta de seu pênis, sentindo sua textura e consequentemente ficando lambuzada com seu líquido.
Lambi os lábios, sentindo mais vontade de seguir com meu plano.
Olhei para cima, em busca dos dourados, enquanto instigava seu membro. Ele pulsava mais forte a cada vez que eu movimentava minha mão.
O mantive próximo de minha boca durante a provocação, minha mão se movimentava lentamente no vai e vem, as veias pareciam saltar sob meus dedos.
Estava quase roxa de vergonha, mas queria ver suas reações enquanto o masturbava, por isso continuava a observar suas expressões.
Ele me olhava intensamente, apertando suas mãos em punho no acolchoado da cama.
Mesmo estando sério, o leve rubor e os caninos aparentes me diziam que ele estava cada vez mais quente.
Com o dedão, pressionei sua glande. O circundando. Percebi que Sesshoumaru fechava os olhos com o movimento.
Umedeci os lábios com a expectativa do que eu estava prestes a fazer, um pouco orgulhosa por lhe proporcionar prazer.
Sem hesitar, parei de acariciar com o dedo a glande, e passei a lhe circundar com a língua. Ainda o masturbava quando comecei, e pude ouvi-lo rosnar baixinho com o contato.
Sesshoumaru fez menção de me interromper colocando suas mãos em meus ombros e eu o abocanhei antes que o fizesse, fechando os olhos no processo e tomando cuidado para que meus dentes não o machucassem.
Afastei minha mão um pouco, para que minha boca pudesse acomodar melhor o membro dentro.
Senti suas mãos apertarem meus ombros quando fiz o primeiro movimento de ir e voltar.
Seu membro soltou mais fluido dentro de minha boca e se misturou a minha saliva, e transbordava pelo canto de meus lábios, o que me excitava mais.
Podia sentir minha calcinha molhada com o que estava fazendo.
Ouvia-o arfar acima de mim, e me senti tentada a olhar para ele quando um gemido se misturou ao som sôfrego que saía de seus lábios.
Mas não estava preparada para a imagem do lorde em êxtase.
Vê-lo fazer tal expressão me fez ficar mais entusiasmada e aumentei a velocidade dos movimentos.
Minha língua brincava com a ponta do membro quando me afastava, e o sugando quando o envolvia por completo novamente.
Mantive minha mão próxima, o arranhando na coxa e me lembrei de mais uma coisa que ouvi em uma de minhas conversas com minhas amigas.
Seria muita audácia?
Sem pensar muito nas prováveis consequências, deslizei a mão para baixo e segurei seus testículos, massageando-os e apertando levemente, conhecendo a textura e as reações que a sensação de meu toque proporcionava ao dono.
Inicialmente ele rosnou, furioso, me fazendo dar um pequeno sobressalto pelo susto e o olhar.
Sesshoumaru mantinha os olhos fechados, as presas ainda estavam ali, aparentes, e notei que ele se segurava.
Circundei seu pênis com a língua mais uma vez, de forma lenta, ouvindo-o gemer com o ato e comecei a lamber o membro por completo, de cima a baixo.
O segurei e quando cheguei na base, desci a língua até a nova área, sentindo seu pênis pulsar forte em minha mão.
Voltei a lamber sua extensão, masturbando-o, e voltando a suga-lo em seguida.
Conseguia sentir todas as veias de seu membro dentro de minha boca e já não controlava mais a quantidade de líquido que vazava pelos cantos e escorria ao chão.
– K-Kagome...!
A rouquidão de sua voz ao chamar por meu nome me surpreendeu e expandi os olhos ao sentir seu gozo invadir minha boca, a preenchendo por completo.
Movi a língua, afim de sentir a textura, já que o gosto um pouco salgado não era tão desagradável quanto Eri fez parecer em uma de nossas conversas.
Espesso.
Não tive dificuldade para o engolir, e suguei seu membro até a ponta, olhando para cima.
— Não deveria fazer isso... — disse, se pondo de pé.
Mas Sesshoumaru estava me mostrando uma expressão de prazer maravilhosa. Diria até um tanto fofa.
Sem falar que sua voz estava falha, rouca, e ele arfava.
As presas estavam visíveis, a face corada, e suas marcas pareciam ter aumentado de tamanho. Seus olhos ferais, vermelhos.
Ainda o sentia apertar meus ombros. As garras arranharam minha pele, atravessando o tecido.
Estava tão excitada que não sentia a menor dor no local, e vê-lo suar pelo que eu havia feito, estava em um nível diferente de contentamento.
Lhe ofereci meu melhor sorriso, estava mesmo feliz de dar prazer ao meu...poderia chama-lo de namorado? Seria o pensamento comum em minha Era.
Considera-lo assim me deixou ainda mais feliz.
O lorde fechou os olhos e pude ver que ele estava tentando amansar sua besta. O vi diminuir suas presas e passar a língua por onde elas haviam estado pressionando seu lábio.
Repeti o mesmo movimento, de forma automática.
Lambi meu lábio com gosto. Ainda tinha o sabor de Sesshoumaru, e por algum motivo, que eu realmente não dava a mínima de qual seria, eu ainda estava com sede do youkai.
Voltei meu olhar para o membro que estava em minha mão, percebendo que ele ainda se encontrava ereto.
Não era da natureza de Sesshoumaru se segurar por muito tempo, isso eu poderia dizer. Então, se não estava satisfeito ainda, qual seria o motivo para estar tentando se acalmar?
Uma ideia maliciosa se fez presente e eu sorri aproximando meus lábios novamente.
Abri a boca e alcancei-o com minha língua. Imediatamente houve uma reação. Seu membro pulsou, e suas mãos, que ainda se encontravam em meus ombros, me empurraram com um pouco mais de força que o necessário, me fazendo dar um grito mudo.
— Miko... — eu conhecia bem esse tom de aviso.
No início eu tremia só de ouvi-lo falar assim comigo. Mas agora parecia apenas me excitar, e eu estava muito tentada a provocar o daiyoukai.
Teria algo a ver com meu lado youkai? Não saberia dizer. Mas a sensação de querer algo selvagem era uma novidade deliciosa demais para ignorar.
— Não sou apenas uma miko, se lembra, Sesshoumaru?
Usei o tom mais suave que pude, pois não ser chamada pelo meu nome, verdadeiramente, me irritava. Porém, a excitação falava mais alto que a fúria.
Talvez pudesse usá-la de modo bastante útil.
Seu membro se encontrava em minha palma, sendo pressionado por meus dedos, e não hesitei em movimentar minha mão em volta dele.
Recebi um audível gemido por parte do lorde, que logo me encarou com os olhos vermelhos novamente.
Mantive meu sorriso e sustentei seu olhar, em desafio, vendo-o sorrir de canto em resposta, mostrando os caninos que voltavam a crescer conforme eu o instigava.
Suas garras castigaram meus ombros, me puxando em sua direção, fazendo ser inevitável o contato de minha boca com seu pênis, que eu recebi com imensa satisfação, deslizando em cada centímetro com a língua.
Mas logo eu descobri que, diferente da outra vez, quem controlava o ritmo e profundidade dessa vez era o lorde.
E oh! Ele fazia questão de mostrar toda a extensão de seu membro.
Senti as estocadas no fundo de minha garganta e uma grande necessidade de o empurrar. Cravei minhas unhas em suas coxas ainda cobertas pela hakama e o ouvi rugir.
A agitação de seu youki se chocou contra meu houriki, que aumentou.
Temi que nós dois nos queimasse, conforme perdíamos o controle. Sendo assim, me concentrei e foquei em apenas um lado. O de youkai.
Não demorou muito para que minhas marcas aparecessem, e meu houriki desse espaço para o youki. Tinha os arabescos queimando minha pele conforme se desenhavam. Pulsavam, junto a excitação crescente.
O daiyoukai rosnou mais alto quando eu assumi o controle, ditando o ritmo e o provocando com a língua.
Puxei de uma só vez sua hakama, o deixando completamente nu, e arranhei sua pele com minhas garras.
Me sentia pulsar em sincronia com o prateado. O sugava com força, arrancando suspiros e gemidos ainda mais audíveis que antes. Eu o queria por inteiro!
Minha boca salivava com tamanho deleite, mas não era justo que só ele apreciasse, que só ele sentisse tamanho prazer.
Aumentei a velocidade, o envolvendo por completo com meus lábios, até sua base, e os sons que escaparam de sua boca me instigaram.
Lentamente, retirei uma de minhas mãos de sua pele e deslizei a mão para minha coxa, passando pelo tecido de minha saia, a levantando minimamente e rumando para minha própria intimidade.
Acariciei por cima da calcinha, que já se encontrava encharcada, sentindo um leve choque pela sensibilidade elevada de meu clitóris, gemendo sem perceber.
O som de meu gemido saíra abafado, por estar com a boca ocupada. Mas o lorde pressionou meus ombros, forçando que eu parasse os movimentos e o olhasse.
Ele provavelmente se deu conta do que eu estava fazendo.
Estava em êxtase, não conseguia mais parar de me masturbar e o encarei com desejo.
Pelos cantos de minha boca, a saliva escorria livremente e o pensamento do quanto Sesshoumaru era saboroso se plantou em minha mente.
Olhar para ele daquele ângulo, era uma visão perfeita de sua grandiosidade.
Os vermelhos se intensificaram ao me olhar e eu fiquei mais excitada. Em um movimento rápido, fui colocada de pé. Minhas roupas foram rasgadas no processo, por ele já estar sem paciência.
Minha coxa foi agarrada, apertada, e tive minha perna levantada, automaticamente o envolvi com ela, enquanto sua outra mão apoiava minhas costas, me puxando para si.
Lambi o lábio, ansiosa, sentindo seu membro roçar contra meu ventre, mas ao contrário do que imaginei, ele soltou minha coxa e rumou sua mão para o interior, alcançando minha intimidade.
Assim que seus dedos começaram a acariciar a área erógena, minha única perna apoiada no chão, fraquejou, e se não estivesse grudada nele, teria ido com tudo ao chão.
Gemi sem controle e tive minha boca tomada em um beijo cheio de luxúria.
Se aproveitando, dois de seus dedos adentraram com facilidade, devido ao tanto de lubrificação que havia em minha intimidade.
Sua língua envolveu a minha com paixão. Era firme e mostrava o quanto apreciava aquele contato.
Enterrei minhas mãos em sua nuca, puxando os cabelos dali, deixando um gemido sôfrego se abafar em sua boca, tendo um rosnado grave como resposta.
Colado em meu ventre, seu membro pulsava contra minha pele, o fluido lambuzando a área.
Precisava de tê-lo dentro de mim!
Um pouco bruscamente, fui empurrada para a cama, ele queria ter o controle, é claro.
Mas dessa vez eu quero mostrar a ele que poderia mandar tanto quanto ele nesse quesito, eu não queria ser comandada.
Antes que se colocasse sobre mim, mudei de posição, o puxando rapidamente para que se deitasse, e pulei em seu colo.
Sesshoumaru me encarou com os olhos um pouco arregalados, mas que foram substituídos rapidamente por um de safadeza.
Estava um pouco selvagem, mas não ligava para isso no momento.
Sensualmente, me aproximei dele, encostando meus seios em seu peito largo e o ouvindo arfar com a proximidade.
Lambi seu queixo, rumando para sua bochecha. Com esse movimento, minha bunda se empinou levemente, arrastando meus seios contra a pele dele.
Suas garras agarraram minha cintura e deslizaram para meu traseiro, tentando traze-lo para si e me penetrar.
Se eu não estivesse em minha forma youkai não teria conseguido segurar e tirar suas mãos dali.
Sorri travessa quando o lorde rosnou com meu movimento e me levantei, levando uma mão até seu membro.
Passei o dedão até sua glande, pressionando, acariciando a ponta e espalhando o fluido que saía livremente dali.
Não aguentava mais.
Sesshoumaru ia falar algo, mas não lhe dei a oportunidade de sequer iniciar a frase.
Sentei naquela tora com gosto, ouvindo-o soltar algum xingamento, do qual não prestei atenção. Estava concentrada no quanto ele pulsava dentro de mim.
O daiyoukai segurou minha cintura com força, arranhando-a, e eu entendi que ele queria que eu me movimentasse logo.
Mas não seria do jeito dele.
Rebolei provocante, e me assustei quando esse ato o fez levantar o tronco, abraçando minha cintura com um braço e agarrando minha bunda com a outra mão. Enquanto se ajeitava, me acomodou melhor em seu colo.
Percebi tarde demais o sorriso malicioso que estava nos lábios do youkai.
Ele começou a me puxar, ao mesmo tempo que se movia para me penetrar, mais profundamente.
A essa altura meus gemidos ecoavam pelo quarto, sem nenhuma vergonha.
Cravei minhas garras em suas costas, o arranhando, e a cada estocada parecia que eu ia perder minha sanidade.
Minhas presas me incomodavam um pouco, por não estar acostumada a elas. Eu queria mordê-lo!
Algo em minha mente gritava para o fazer, para torna-lo meu. Sacudi a cabeça para afastar os pensamentos.
Sesshoumaru levou a mão que estava em minhas costas para cima, afastando meu cabelo de meu pescoço e se enterrou ali. Na curva entre o pescoço e meu ombro, aspirando com força.
Sua língua passou por minha pele e eu me agarrei a ele, excitada pelo ato, o abraçando com as pernas. As estocadas se tornaram mais lentas, porém continuaram firmes.
A marca de meu clã ardeu, pulsante, e tive a sensação de que a queimação me levaria a loucura junto do prazer que estava sentindo ao ser invadida pelo lorde. Era assustador e... gostoso.
Olhei para o pescoço dele que estava ao meu alcance, só agora notando que havia afastado o cabelo dele e estava apreciando o cheiro que provinha de sua tez.
Novamente a voz gritava para que o mordesse.
Passei a língua pelos lábios, tentada, e sentindo o quão meus caninos estavam afiados ao passar por eles.
Eu quase conseguia enxergar o sangue fluindo por debaixo de sua pele, quente, atraente. O cheiro dele me inebriava, o que me fazia agir por impulsos.
Aproximei meus lábios, lambendo a extensão de seu pescoço e ouvindo-o rosnar em deleite contra minha nuca. Abri a boca, os caninos já encostando em sua pele.
Eu o queria por completo, tanto!
Tive um estalo em minha mente, quando senti que ele também havia colocado seus caninos em minha pele.
Um arrepio passou por minha espinha, e tive a impressão de que algo gelado havia se instalado na boca do estômago. A sensação me fez perceber o que estava realmente acontecendo.
Ele ia me marcar como sua...e eu por pouco, estava a fazer o mesmo!
— N-não... — minha voz saiu trêmula, ainda não estava pronta para aquele passo. Ter voltado a mim pouco antes de consumir o ato, provava isso.
Sesshoumaru ficou todo tenso, e se afastou de mim rapidamente, parecendo voltar a si.
Ele me encarou, ainda arfando, ainda excitado, e eu o beijei, segurando com todas as forças a vontade que tinha de chorar naquele momento por tê-lo impedido.
O lorde rugiu quando passei minha língua em seu lábio inferior e me levantou com urgência, me jogando na cama.
Não tive tempo de raciocinar, logo ele estava me ajeitando. Puxou meu calcanhar e cintura de forma bruta, para ficar de quatro, me penetrando logo em seguida.
Instintivamente, empinei mais a bunda, agarrando os lençóis entre os dedos. Meus gemidos ecoaram pelo quarto, se misturando aos rosnados e gemidos dele.
Seu membro pulsava dentro de mim mais forte quando o apertava, e eu sabia que ele estava próximo de me preencher.
Chegamos ao ápice quase juntos, eu logo após sentir seu gozo invadir meu interior. Desabei na cama, tendo seu corpo a cair junto do meu, às minhas costas.
— Sesshy...você é pesado! — resmunguei.
Ele aliviou o peso. Sabia que ele sorria contra a minha pele, enquanto beijava minhas costas e arranhava minha cintura.
Sesshoumaru se retirou de dentro de mim com uma certa preguiça, e se jogou para o lado, me levando junto consigo.
Ficamos assim, comigo de costas para ele, sendo abraçada de forma bastante carinhosa e em silêncio pelo que me pareceram horas.
Apenas apreciei o contato de seus dedos passeando por meu corpo, de olhos fechados.
Meu youki havia se acalmado a um tempo, assim como o dele, mas ainda sentia a marca de meu clã pulsar, como se o chamasse.
Tive meu cabelo afastado e a sensação de seus lábios beijando a marca me fez dar um leve pulo, pelo susto.
Olhei para ele por sobre o ombro.
Seus olhos, dourados novamente, estavam tão intensos e concentrados nela.
— Algo errado? O que está fazendo?
Os orbes se moveram para me fitar diretamente, e eu tremi internamente. De novo o gelado na boca do estômago.
Os lábios do daiyoukai curvaram em um sorriso presunçoso e tive o ímpeto de estapeá-lo, sem nem ter me dado um motivo para tal.
Mas me mantive quieta, inflando as bochechas, zangada por ele estar se divertindo sobre algo que me dizia respeito e não me contando.
— Vai se atrasar para seu treino, Ka-go-me.
— Quê?! — olhei para a varanda, que mesmo fechada, daria para ver pelas frestas a luz do sol. — Mas ainda nem amanheceu, Sesshoumaru! Aliás, escureceu e eu nem me dei conta disso...
— Uhn... — não me respondeu, me abraçando um pouco mais firme e deixando o ar escapar pela boca, me causando arrepios com o contato do ar quente em minha pele. — Sim, estava ocupada provocando minha fera. Por isso não percebeu o tempo passar, miko.
Me virei, possessa com a forma que ele me chamava de novo, porém me surpreendi com o sorriso que estava me sendo oferecido pelo lorde.
Corei, me esquecendo da bronca que o daria, pois achava a expressão de Sesshoumaru fofa e inesperada.
Só não esperava que aquele sorriso fosse se tornar diabólico.
Sem nem mesmo hesitar, ou sentir pena, ele me chutou para fora da cama, e, como eu não imaginava que isso fosse acontecer, fui com tudo para o chão, levando o lençol quando tentei me segurar.
Me ergui com a fúria de um touro, pronta para deixar meu youki voltar e avançar com tudo em cima dele, que já se encontrava sentado. Porém sua aura me fez estremecer nas bases, e o olhar frio que ele me dava dizia que era melhor não dar nem um pio.
— Você está realmente atrasada para seu treino. General Hayato já está a sua espera e se não se aprontar em cinco minutos, eu irei coloca-la pra fora do quarto do jeito que está, miko.
— Não se atreveria! — Mal respondi e já mordia a língua pelo olhar que ele me dava.
Um arrepio subiu e desceu por minhas costas, ele falava sério.
Me abracei com o lençol da melhor forma que pude e corri para o quarto de banho, afim de me vestir antes que ele cumprisse com sua promessa.
Mas antes de fechar a porta, lhe fiz uma careta digna de revolta. Nem esperei para ver sua reação.
Sesshoumaru, seu idiota!
Agora sozinha, pude notar o quão rápido meu coração batia em meu peito.
O que eu estava prestes a fazer? Marca-lo? De onde vinham aqueles gritos para o tornar meu companheiro?
Hanna...?
~ Ainda não, menina. Tenha paciência. ~
Tive vontade de a xingar por ser tão imparcial. As vezes Hanna era um pé no saco.
Abri minha mochila que estava em um canto do cômodo, a procura de vestes, e me lembrando que o daiyoukai em sua impaciência destruiu as roupas que eu havia trago de minha Era.
Idiota.
Encontrei minhas vestes de colegial limpas e dobradas dentro. Provavelmente Mayu as havia lavado e guardado para mim.
Sorri ao imaginar a kitsune estranhando as roupas e mesmo assim as levando consigo para serem lavadas.
Cuidei de minhas necessidades e joguei uma água no rosto, enquanto escovava os dentes. Os olhos começavam a pesar, o sono queria me abater com força depois de tanto sexo, as forças querendo deixar meu corpo.
O que eu não daria por uma boa noite de sono!
Peguei uma calcinha e um sutiã, e vesti rapidamente, pois já sentia o youki do senhor impaciente do outro lado da porta, me apressando.
Abri a porta furiosa, encontrando o Deus grego, completamente nu e de braços cruzados.
— Eu disse cinco minutos, miko.
Balancei a cabeça, afastando os pensamentos libidinosos que haviam se instalado por estar olhando para a perfeição que era aquele youkai e corei, virando a face para o outro lado. Brava.
— Já estou pronta! Droga de youkai mandão... — falei baixo, mas era óbvio que ele havia escutado.
— O que disse?
— Que já estou indo!
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