Olha eu aqui! Temos mais 8 capítulo. Agira tudo vai começar a se encaixar. Será que agora vai? Logo, logo tem mais!


Came to you with a broken faith

Cheguei á você sem esperança

Gave me more than a hand to hold

Você me deu mais que uma mão pra segurar

Caught before I hit the ground

Me segurou antes que eu caísse

Tell me I'm safe, you've got me now

Me diga que eu estou segura, você me tem agora

Would you take the wheel

Você tomaria a direção

If I lose control?

Se eu perdesse o controle?

If I'm lying here

Se eu me deitasse aqui

Will you take me home?

Você me levaria para casa?


Chicago, 15 de Março de 2017

Sou eu outra vez, Tom. Já faz um tempo desde a primeira carta, mas eu simplesmente não tinha o que escrever. Eu sei que todos dizem que você não iria querer isso e ficaria triste de me ver assim, mas acho que eles estão errados. Acho que você me entenderia. Eu cansei de pisar em ovos pertos das pessoas então resolvi dar um tempo.

Eu decidi que o melhor agora é me afastar de tudo e todas as lembranças. Quando eu olho para o nosso apartamento, para os retratos e discos espalhados pela sala, é como se uma parte de mim se quebrasse de novo e de novo. E eu não posso mais lidar com isso. Talvez o melhor seja respirar novos ares.

Apesar de tudo que foi feito e tudo que foi dito, Edward continua tentando se comunicar comigo. Eu ainda o considero um amigo, mas esta tudo recente demais para conversar sobre isso.

Eu não sei se deveria escrever sobre isso, porque ainda dói todas as vezes que penso sobre isso, mas alguns dias depois que você se foi, eu descobri que estava grávida, ou pensei estar. Foi aterrorizante e ao mesmo tempo, o único momento que senti que conseguia respirar de novo desde que você se foi.

Apesar de nosso desentendimento, Edward disse que estaria aqui e me ajudaria, o que só fez com que eu me sentisse pior, porque apesar de tudo que aconteceu, eu não tinha o direito de trata-lo da maneira que eu o tratei. Ele não tem sido nada menos do que atencioso e tudo que eu tenho feito foi ataca-lo. Olhando para trás, me sinto mal por isso. Eu sei que tenho sido má, mas não consigo parar. Depois que ele soube da gravidez, as coisas voltaram ao normal ou o mais normal possível entre nós. Ele até mesmo me contou histórias sobre quando você era criança. Ele estava realmente animado com o sobrinho e eu também estava... Até o dia da consulta. Existe uma condição chamada de gravidez psicológica. E foi o que aconteceu. Eu não estava grávida afinal, e essa foi a perda que balançou meu mundo não tão equilibrado. Foi por isso que resolvi pegar minhas coisas e viajar por aí e levar o Buck comigo.

Com amor, Bella...


Chicago, dias atuais...

— Bom dia – A beijou, sorrindo bobamente. – Como foi a noite?

— Agitada. – Bella murmurou, terminando de servir uma caneca de café para Edward.

— Pesadelos outra vez? Os de sempre? – Indagou se sentando.

— Não exatamente. – Suspirou. – Que horas é sua consulta?

— Carlisle vai me encontrar as nove, mas é mais por rotina do que qualquer outra coisa. – Respondeu a observando. – Eu sei que temos evitado o grande elefante branco na sala, mas talvez seja melhor falarmos sobre isso.

— O que quer dizer? – Perguntou.

— Meus pais. – Respondeu sem rodeios. – Eu sei que você não é a maior fã do meu pai e tem provavelmente centenas de motivos para isso, mas minha mãe não é uma bruxa que abandonou os filhos ou algo assim. – Declarou, terminando seu café. – Eu sei que talvez não devesse pedir, mas seria bom que minha mãe e minha namorada se entendessem.

— Namorada, é? – Perguntou, sem conseguir evitar sorrir. Ela sabia que logo teriam que conversar sobre algumas coisas, mas ao ouvi-lo chamar assim, Bella sentiu seu coração se aquecendo. Todo o medo e a angustia que sentira no pesadelo na noite passada haviam desaparecido. – Não me lembro de um pedido, Martin.- Gracejou.

— Você tem razão. Não pensei que precisasse, já que você literalmente me tirou de um coma com sua declaração e aquele beijo no hospital, Dory. – Retrucou, os olhos brilhando com diversão.

— Não vai deixar isso passar, não é? – Perguntou, entrando no jogo de provocações.

— Nunca.

— Engraçadinho. – Retrucou se aproximando e apoiando as mãos em seus ombros. As mãos de Edward foram até sua cintura, a apertando e puxando para si. – Está bem. Que tal isso, eu sei que você sempre adorou os cafés da manhã aos domingos. O que acha de convidarmos sua mãe para o meu apartamento no domingo de manhã? Nós temos revezado entre o meu apartamento e o seu nas ultimas semanas. Assim o Buck não se sente tão sozinho. Ele gosta de casa cheia.

— Adorei a ideia.- Respondeu a beijando. As mãos de Bella passeando em seu corpo, fazendo com que arrepios percorressem sua pele.- Eu adoraria continuar aqui, mas eu realmente preciso ir. E até onde eu sei, você tem um reunião com um possível comprador. – Bella havia voltado a galeria e se destacava mais do que nunca.

— Eu realmente tenho. – Gemeu de frustração. – Mas eu te vejo mais tarde? Meu apartamento?- Perguntou e ele concordou.

— Eu levo o jantar. – Respondeu se despedindo com um beijo.

— Bella? – Chamou, mas ninguém respondeu. Edward havia usado sua chave, mas ainda não havia nenhum sinal de Bella.- Ei, garoto! – Brincou com Buck quando ele se aproximou o cheirando. – Cadê a Bella? – Perguntou olhando mais atentamente para a decoração do lugar. Havia vários itens de decoração de outros lugares do mundo. Havia um quadro de um leão, com a assinatura de um pintor desconhecido. A data era de quando Bella havia começado sua viagem. Aquele era da África do Sul. Ele seguiu até a cozinha, onde havia uma bandeira da Austrália como imã de geladeira. E logo acima, um pequeno boneco de neve, segurando a bandeira do Alaska. – Bella? – A chamou outra vez, quando ouviu o chuveiro. Edward caminhou até o quarto, tomando o cuidado de ficar atrás da porta. Era uma tentação não olhar, mas ele nunca faria isso.

— Edward?- Ela o chamou, desligando a água.

— Eu trouxe o jantar. – Respondeu, sem saber muito bem o que fazer.

— Eu saio em um minuto. – Respondeu, enquanto ele olhava pelo quarto. Foi quando viu os globos de neve em uma prateleira. Um de cada lugar onde Bella esteve, durante os meses que havia fugido. – Eu trouxe um de cada lugar que visitei. – Declarou, ao vê-lo observando os globos.

— Você nunca me contou sobre todos os lugares em que esteve.- Edward se sentou na cama, tocando em um dos globos. – Eu sei que Rosalie sabia, mas ela se recusou a me contar.

Bella se aproximou dele suavemente, tocando seus cabelos.

— Eu fiz o inferno com você, não foi? – Perguntou sabendo a resposta. Ele apenas deu de ombros. Ela sabia que estavam todos preocupados, mas precisava de um tempo. – Eu posso te contar tudo que quiser agora.

— Onde esteve?

— Em toda parte, na verdade. Austrália, África do Sul e para o Peru. Quando liguei para casa estava visitando um pequeno vilarejo. Depois fui para o Alaska. Eles tem boas paisagens para pintar.

— Imagino que sim. – Respondeu com os olhos fechados. Ambos estavam deitados na cama agora, ela se lembrando das viagens e ele tentando imagina-las.

— Depois Itália. Conheci Florença. Ela é linda e aconchegante. – Suspirou, continuando as caricias nos cabelos dele. – Fiquei um tempo por lá e fui para Califórnia, mas estava cansada de fugir. Queria voltar para casa e colocar tudo no lugar.

— Que bom que voltou. – Respondeu a puxando para mais perto. – Eu adoraria ficar aqui com você. –Começou a falar quando o estomago de Bella roncou alto. – Mas acho que alguem precisa ser alimentada. Eu trouxe o jantar, que tal um filme? – Perguntou e ela assentiu sorrindo.

— Como foi a consulta? – Perguntou se enroscando perto dele, enquanto um filme qualquer passava na televisão.

— Boa, eu acho. Carlisle disse que posso voltar ao trabalho em duas semanas. Talvez menos.

— Edward, isso é ótimo. Sei que ama seu trabalho e estava ficando entediado em casa. – Respondeu lutando contra o sono. Estava enrolada no cobertor, enquanto Edward brincava com seus cabelos. Seus olhos estavam pesados, quando ela chegou ainda mais perto, suspirando e cedendo aos poucos.

— Dia longo?- O ouviu perguntar e ela apenas assentiu, pensando ter ouvido um riso baixo. Em um minuto estava no calor do sofá e no minuto seguinte, sentiu seu corpo sendo erguido.

— O que está fazendo? – Murmurou, se concentrando no perfume que sentia. Era como madeira e canela, muito convidativo. Seus dedos se enroscaram na camisa dele, quando ele a colocou na cama.

— Te levando para cama. É hora de dormir, Dory. – Respondeu beijando o topo de sua cabeça, enquanto ela suspirava satisfeita. – Eu volto em um minuto. – Acrescentou quando as mãos dela tatearam a cama, a procura de Edward. Então, um minuto depois, lá estava ele. Encaixando seu corpo perfeitamente ao dela.

— Amo você...- Ele sussurrou, quando ela pegou no sono, incapaz de responder.

Bella olhou para o lado, sua cama vazia, o quarto mal iluminado pelo pequeno abajur. A escuridão da madrugada por todo lado.

— Olá.- Ouviu uma voz familiar, que fez os pelos de sua nuca se eriçarem. Ela conhecia aquela voz, e sabia como aquilo terminaria. Iluminado pelo abajur, Bella pôde ver a sombra na porta tomar forma, e então um rosto. Tom estava parado, a observando.

—Não. Você não vai fazer isso de novo. Você morreu. Não pode entrar e sair dos meus sonhos quando quiser. Perdeu esse direito quando foi embora! Agora vá embora! – Pediu, cobrindo os olhos, ordenando para si mesma, acordar.

— Eu nunca parei de te amar, Pan. – Ele respondeu, sua expressão exalando dor.

—Qual a diferença? Você não está mais aqui! Você foi embora. Não vai fazer isso comigo outra vez. As coisas não funcionam assim. Todos pensam que Edward é a segunda opção, mas não é. Eu o conheci antes. A diferença foi que você fez com que eu me apaixonasse primeiro. Mas as coisas não são mais assim. Eu amo ele e já cansei de ficar abrindo essa ferida toda vez que ela começa a cicatrizar.

—Eu sei. É por isso que eu estou aqui, Bella. Você está pronta. Você tinha medo de deixar com que ele se aproximasse, porque tinha medo de se apaixonar. Mas é tarde demais para isso, porque você o ama.

Ela afastou as mãos do rosto, abrindo os olhos, esperando ver um fantasma do passado, mas ele não estava mais lá. Em seu lugar, havia um Edward completamente tranqüilo e adormecido ao seu lado.

Bella se aproximou, tocando seus cabelos e desenhando seus traços suavemente com a mão, chegando cada vez mais perto.

— Eu amo você. – Sussurrou, mesmo sabendo eu ele não podia ouvi-la. Ele suspirou, sorrindo, porque mesmo que não a ouvisse, estar ali com ela o deixava feliz. E ela estava finalmente em casa.


Bella ama ele e agora é hora de provar! Comentem que logo eu posto mais!