Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.

Capítulo 27 - Cara a cara.

Um castanho dirigia seu carro pelas ruas de Londres. Depois de um tempo de meditação, considerou que o melhor seria levar comida já pronta do que preparar algo. Depois de tudo, já levava vários meses visitando os sogros e já conhecia boa parte de seus gostos, então procurou por um lugar onde podia comprar a comida certa.

Chegou a um restaurante que encaixava justamente no que procurava, era um lugar bastante familiar, casais de namorados, famílias com garotos, era bastante ameno. Perguntou a um dos atendentes se podiam vendê-lo algo para levar, ele respondeu imediatamente que não tinha problema e anotou o seu pedido. Como demorariam um pouco, ofereceram uma mesa para ele sentar-se e esperar.

Enquanto esperava, Remus começou a pensar em várias coisas, mas mais do que nada chegou uma curiosidade sobre o que estariam conversando os Tonks com Nymphadora. Por um lado pensou que era normal, já que antes de chegar em suas vidas aquelas conversas deviam ser bem comuns, então era compreensível quererem ficar a sós.

Estava submerso nisso quando sentiu que algo batia em suas costas, não foi uma batida muito forte e o objeto também não era muito duro. Virou-se para o chão, onde uma pelúcia estava jogada. Um tanto divertido, inclinou-se para pegar o brinquedo segundos antes de uma mulher apressada chegar onde estava, carregando um menino sorridente nos braços.

— Desculpa, senhor, esse pequeno diabinho...

— Não se preocupe, não tem problema — garantiu, entregando a pelúcia.

— Muito obrigada. E você, não volte a fazer isso — disse ao menino enquanto caminhava até a saída.

Criar um filho devia ser complicado, pensou consigo mesmo, mas ao mesmo tempo devia ser ótimo, foi então quando começou a lembrar-se quando ele também queria ter uma família assim, com filhos e tudo, mas as circunstâncias o encaminharam a um caminho bastante diferente.

Inclusive naquele momento que estava casado, as chances de formar uma família com Dora não eram muito grandes no seu ponto de vista, não importava o quão bem estava se dando, no fundo sabia que tudo isso tinha uma data limite. Era a primeira vez em muito tempo em que pensava nisso, e era algo que o incomodou bastante, mesmo que não dissesse abertamente, não gostava da ideia de separar-se dela. Se fosse por ele, talvez nunca fariam isso, mas era o que ela queria.

Seu trem do pensamento viu-se interrompido pela chegada da comida, foi pagar no caixa e, pegando as sacolas, saiu do lugar e foi de volta para a casa.

O resto da tarde na casa dos Tonks desenrolou da forma mais natural possível, Ted e Andrômeda não voltaram a tocar no assunto da conversa com sua filha, nem mesmo depois que ela saiu do banheiro e Remus ainda não tinha chegado, mas era evidente que a mulher estava tendo uma acalorada e silenciosa discussão consigo mesma. Andrômeda via isso satisfeita, já que antes tinha comprovado que a melhor forma de agir com sua filha era tirá-la da sua zona de conforto de forma que ela mesma pensasse, dessa forma foi como sua relação com Remus chegou naquele ponto, agora é questão que decidisse ser mais duradouro.

Voltaram para casa no horário rotineiro, mas diferente das outras vezes, não conversaram no caminho. Dora continuava um pouco ausente, pensando em tudo o que tinha discutido com seus pais. Remus via isso com bastante estranheza e não deixava de se perguntar o que estiveram conversando para fazer aquela intempestiva mulher ficar tão introspectiva. Na noite, depois do jantar e de tomar um banho, iam dormir quando...

— Remus — ela disse.

— Sim? — perguntou.

— Nada, só estava pensando e... Bom, espero que não se incomode, mas hoje eu vou dormir no meu quarto — disse por fim.

— Claro, pode dormir no seu quarto se quiser. É o seu quarto, afinal.

— Obrigada, Remus — respondeu, aproximando-se dele para dar um beijo na bochecha e depois foi para seu quarto.

Nunca antes Nymphadora esteve tão pensativa quanto naquele dia, que lhe lembrassem as condições de seu casamento a fizeram reagir de certa forma, mesmo que tudo o que viveram até o momento tivesse sido ótimo. Tarde ou cedo, tudo deveria voltar à normalidade, e ter decidido dormir no seu próprio quarto era só o primeiro passo para confrontar a realidade.

Por muitos anos, dormiu sozinha na cama, e em pouco mais de um ano voltaria a ser assim. Ter decidido dormir sozinha naquele dia não fazia a menor diferença, mas então se fosse verdade, por que não conseguia pegar no sono? Por que dava voltas na cama a cada cinco segundos? E o pior era o sentimento de vazio, aquele sentimento de que algo faltava era o pior de tudo. Sem saber, do outro lado da parede, um homem tinha os mesmos problemas para conciliar o sono.

Seu trabalho no centro esportivo tinha começado, Remus e James organizaram um cronograma de trabalho para realizar as reformas necessárias, e os complementos para melhorar as instalações. Enquanto que Dora tinha começado vários esboços para o mural e, depois de pensar um pouco, decidiu-se por uma versão abstrata que representava os atletas e esportes que praticavam ali, as figuras eram parecidas de certa forma com as de sua primeira grande obra — aquela que pintou depois de dormir com Remus pela primeira vez. Sua enorme tela foi limpada perfeitamente e com uma nova e imaculada camada de cimento, pôde iniciar seu trabalho.

As reformas iam o mais rápido possível, especialmente porque não queria que o complexo ficasse fechado por muito tempo, porque durante o progresso do projeto decidiram construir outros complementos — como grades e uma quadra coberta —, então o tempo prolongou por mais de dois meses, e quando estivesse pronto, haveria uma grande reinauguração. Enquanto Remus se encarregava da estrutura, Dora se encarregava com o muro, era importante que estivessem bem sincronizados, principalmente quando a jovem decidiu ir mais longe e pintar tudo o lugar com cores e figuras relacionadas a esporte que combinassem com o mural, embora os seus ajudantes fossem cuidar dessa parte.

Profissionalmente, o casal estava se saindo bem, mas na vida pessoal passaram por uma infinidade de altos e baixos, algumas vezes agiam como no começo, como conhecidos e bons amigos, mas em outros eram um casal de verdade como foram nos últimos meses, e o motivo era que, mesmo que quisesse que sua vida fosse normal — como um verdadeiro casal —, em certo ponto ainda pretendiam se preparar para o divórcio, o que estava cada vez mais difícil.

O mais evidente era durante as noites, já que tinha vezes em que dormiam em seus quartos separados, e em outras dormiam juntos. No começo era ela que saía do quarto na metade da noite e ir para a cama dele, mas algumas outras vezes foi ele quem a procurou. Não conversavam sobre isso, o que gerava um ambiente de confusão, o único que descobriram e que era certo era que seu sono era mais prazeroso, e que esse sentimento de vazio desaparecia quando estavam juntos.

Em um mês terminariam o trabalho do centro esportivo, Dora praticamente tinha terminado o mural, mas ainda faltava uns retoques antes de apresentá-lo e também queria supervisionar a pintura do resto do edifício principal. Era um domingo de manhã e a jovem artista tinha decidido ir com suas amigas para tomar café da manhã, e porque tinha que falar com elas. Estava esperando tranquilamente no restaurante que costumavam frequentar quando elas chegaram.

— Olá, amigas — cumprimentou, pondo-se de pé quando chegaram.

— Olá, Dora — responderam ao mesmo tempo — Isso é ótimo, faz tempo que não comíamos juntas — continuou Susan.

— Sim, e é melhor porque quem convida é você — acrescentou Julia — Geralmente éramos nós que a alimentávamos.

— Acabou de chegar e já está me atacando — comentou Dora.

— Você me conhece, mas enfim, vamos pedir algo e depois nos conta dos seus problemas.

— Meus problemas? — mesmo que fosse verdade, odiava ser tão óbvia.

— Todas sabemos que alguma coisa tá te preocupando e que por isso nos chamou — retrucou Susan.

Pediram a um garçom algo para comer e beber e depois que ele se foi, elas ficaram olhando-a interrogativas.

— Estão me incomodando — avisou Tonks.

— Então começa a falar — Susan apressou-a.

— Não consigo esconder nada de vocês — disse abatida — É que... aconteceu uma coisa na minha relação com o Remus.

— Ai meu Deus, você está grávida! — exclamou Julia.

— Não — respondeu imediatamente.

— Sério? Que estranho, vocês pareciam coelhos! Será que algum de vocês é estéril? Já foram ver isso ou...?

— Não, Julia! Olha, só escuta — a deteve — É o seguinte: em alguns meses, vai ser o aniversário de casamento.

— E pensa em fazer algo especial para a data ou...?

— Deixa eu continuar, Julia — pediu, cansada pelas interrupções — É que vai ser metade do tempo do nosso casamento arranjado, lembram?

— Ah sim, só dois anos para conseguir a herança — ela respondeu — Pensei que já tinham esquecido disso.

— Claro que não — disse Tonks — O problema é que não sei o que fazer. Olha, nessas últimas semanas tentei normalizar as coisas — a olharam sem entender — Quero dizer, no final vamos nos separar e, bom, no ritmo que estávamos podia ser mais difícil e quis me distanciar um pouco, mas... não consigo.

— O que quer dizer com "não consigo"? — perguntou Susan.

— Tentei levar as coisas com mais formalidade, mas no final sempre o trato... e nas noites tentei dormir na minha cama, mas eu me sinto tão sozinho que acabo indo dormir com ele, eu me sinto melhor com ele — terminou de falar quando o garçom chegou com a comida.

— Sua mente está mesmo confusa, tem os seus sentimentos e a sua teimosia — Julia acusou, fazendo-a olhá-la ofendida.

— Não é sempre que eu digo isso, mas ela tem razão. Você está em uma encruzilhada, de um lado continua com essa ideia de divórcio, do outro tem os seus sentimentos pelo Remus. Não sei se notou, mas isso se chama amor, você tá apaixonada.

— Quê? Claro que não! Eu só gosto dele e... — garantiu a jovem.

— Realmente acredita nisso? — interrompeu Susan antes que continuasse.

— Não — respondeu, curvando-se e deixando os seus braços caírem nas suas laterais — Não, não acho — aceitou —, mas como isso pôde acontecer? Eu nunca planejei...

— Essas coisas não são planejadas, rosinha, só acontecem — retrucou Julia.

— Ela tem razão, e você não negou que sente algo forte por ele, o que é um avanço, agora só tem que contar para ele e...

— Não! Eu não vou dizer nada! Ele não deve sentir o mesmo, e não quero forçá-lo a ficar comigo — Dora a interrompeu.

— Com todo o respeito, essa é uma grande estupidez — comentou Julia — Não tem como saber o que ele sente. Se esse sentimento surgiu em você, também pôde surgir nele, olhe para Susan e eu. Fomos amigas por muito tempo e, sim, eu fiquei nervosa em dizer que gostava dela como mais do que amiga. Se ela não sentisse o mesmo, o que posso dizer, poderia destruir a nossa amizade.

— Mas no final teve coragem para falar e não poderíamos estar mais felizes — completou Susan, abraçando sua namorada — Olha, eu acho que o pior que pode existir no mundo é o "e se", precisa arrumar coragem, ir até aquele homem e falar com ele.

— Talvez — murmurou —, mas é que...

— Nada, Nymphadora — disse Susan autoritária — Precisa falar com ele, sim ou sim.

— E lembra de nos contar como foi.

Depois disso, continuaram planejado várias coisas, enquanto tentavam animar a amiga para que confessasse sobre seus sentimentos.

Por sua parte, sabendo que a de cabelo rosa estaria com suas amigas, Remus preparou o terreno para fazer as suas coisas. Como o mais inteligente do grupo de amigos, tinha ganhado sua confiança e vários favores por parte deles, daquela vez, ele decidiu se aproveitar disso.

Era cedo e Lily estava sozinha em casa, já que tanto seu marido quanto seu filho tinham saído, ela se dispunha a fazer as suas coisas quando alguém começou a bater na porta. Esperando que não fosse um vendedor, foi receber a visita, curiosa.

— Remus! — exclamou surpresa ao abrir a porta — Aconteceu alguma coisa? Pensei que estaria com meu marido e aquele inútil.

— Oi, Lily — devolveu a saudação — Não, não estou com eles. Posso entrar?

— Claro — deu passagem para ele, caminhou até a sala sendo seguida por ele — E por que os três mosqueteiros não estão juntos? — perguntou em tom de brincadeira.

— Porque queria tirá-los do caminho — respondeu Remus — Eu meio que mandei para James inventar uma saída a sós com Sirius — sentou-se — Queria falar contigo sobre algo pessoal e, bom...

— Nem James nem Sirius poderiam tocar no tema com seriedade — ela completou — Entendo, eles são divertidos, mas às vezes são umas mulas com esses assuntos — concordou, sentando-se na frente dele — Sobre o que quer falar?

— Da minha relação com Dora.

— Tiveram problemas?

— Para dizer a verdade, não sei — começou a contar sobre o dia em que as coisas mudaram, a conversa que sua esposa teve com seus pais, e a forma como conviveram nas últimas semanas — Eu não entendo o que aconteceu.

— É estranho — comentou Lily — Diz que mudou do nada e não brigaram nem nada? — ele assentiu — Tentou falar com ela?

— Algumas vezes, mas ela sempre foge do assunto.

— Talvez esteja insegura com alguma coisa, ou está confusa com a sua relação. Pra dizer a verdade, eu não chutaria com tão pouca informação.

— Eu sei, Lily, eu penso o mesmo.

— O fato é que vocês têm que falar cara a cara, mas principalmente ser completamente sinceros — aconselhou — É uma pena que isso esteja acontecendo, estava tudo indo bem, até esperávamos que em algum momento acabassem com um filho.

— Isso não vai acontecer. Lembra que o casamento vai durar um pouco mais de um ano e...

— Continuam com isso? Vão mesmo se divorciar? — a ruiva ficou pasma — Mas vocês se amam.

— Quê?

— Ah por favor, Remus. Vai me dizer que não notou? — disse um tanto exasperada — É um homem muito inteligente, mas com sentimentos...

— Obrigado — ele ironizou.

— Tô dizendo a verdade, primeiro não soube escolher direito uma mulher, e agora que encontrou alguém que te entende e te faz feliz, pensa em deixá-la. Se isso não é ser burro, eu não sei o que é.

— Olha, eu me sinto bem com ela, mas desde o começo deixamos claro os termos do casamento. Sim, eu fico feliz que tenhamos nos estabelecido e que ela não esteja tão louca como costumava ser Sirius, mas ela nunca procurou uma relação assim, provavelmente ela quer a vida dela de volta, e talvez por isso esteja se afastando — disse um tanto deprimido, era a primeira vez que pensava na possibilidade.

— Se é assim, porque sempre volta para a sua cama? Por que não reclama quando vai atrás dela? — Lily retrucou — Vocês são dois idiotas que não dizem o que sentem.

— Mas, Lily, ela disse...

— Eu disse que preferia me casar com um cachorro em vez de namorar com o James, e nós sabemos que eu não cometi zoofilia — interrompeu — Sempre dizemos as coisas sem pensar, principalmente quando somos jovens. Sim, ela nunca quis um relacionamento, a obrigaram, mas acho que tudo mudou para ela. Você mesmo se contradiz, aceita que amadureceu e ainda assim se atreve a dizer que esse tempo não foi o suficiente para que ela mudasse de ideia — não podia argumentar com isso — Estão passando por uma fase difícil. Eu passei pela mesma coisa quando comecei a sair com James, sempre esperava que me abandonasse por outra até que ele abriu o seu coração e me mostrou o anel de noivado. O que tem que fazer é falar cara a cara.

Continuaram essa discussão alguns minutos mais, mas sempre voltavam para o mesmo ponto que a ruiva expressava eloquentemente.

Uma semana depois disso, eles não tinham mudado muito. Em mais de uma vez em que conversavam e riam, pensaram em tocar no assunto, mas não sabiam bem como abordá-lo. Quarta-feira à tarde, Dora e Remus foram chamados para uma reunião na construtora Potter, chegaram juntos desde cedo e passaram a manhã no escritório dele, ela novamente sentiu-se irritada ao ver a secretária — que estava com muito pouco pano para o seu gosto —, mas não reclamou.

Quando chegou a hora, o casal foi até a sala de reuniões, outras duas pessoas já estavam esperando.

— Professora Burbage? — perguntou Tonks, estranhando ao vê-la.

— Olá, Dora, não sabia que também estaria aqui — comentou a mulher.

— Eu também não, mas o que faz aqui?

— Vamos descobrir, então para quê perder tempo com perguntas sem sentido? — exclamou o outro homem.

— Sempre tão amável, Alastor — ironizou Charity.

— Por favor, sem discussões — pediu Remus, enquanto sentava-se junto de sua esposa na frente deles — Firenze quer pedir um novo trabalho, não é? — dirigiu-se a Moody.

— Exato — respondeu com seu tom característico — Há pouco conseguimos um edifício em um leilão, de uma estúpida mulher que já devem conhecer bem — referiu-se a eles — Já sabem qual é o prédio, o trabalho que faziam foi detido por questões legais, mas agora o assunto está resolvido e Firenze quer dar outro uso ao espaço — disse com um tom depreciativo.

— Interessante, mas por que me chamaram aqui? — perguntou Charity.

— Simples, quer demolir o lugar e edificar um centro artístico. Na minha questão, é uma estupidez, mas...

— Se fosse por você, seriam todas instalações militares.

— Que seja. Segundo as especificações, quer que tenha três andares, espaço para jardins e todas essas coisas hippies — continuou Alastor — Quer que Burbage e Nymphadora se encarreguem de planejar os detalhes, que organizem e claro, que Remus e a construtora Potter cuide da construção — de sua maleta tirou três pastas e as distribuiu — Aí tem todos os detalhes, trabalhem nisso e em quinze anos voltamos a nos encontrar para ajustar tudo. Então vamos poder cuidar da demolição e limpeza da área — acrescentou, olhando para ele.

— Avisarei imediatamente ao Sirius, senhor Moody — garantiu o castanho.

— A próxima reunião não pode ser com o senhor Robertson? — perguntou Charity.

— Ele está ocupado em outros assuntos, então infelizmente eu tenho que cuidar disso — respondeu de mau humor — Nós dois estamos no inferno — e então foi embora.

— É uma boa pessoa — comentou Burbage depois que ele saiu —, mas sua atitude deixa a desejar...

— Sim, acho que todos percebemos isso — comentou Dora, divertida — Bom, que tal começarmos com isso?

— Tenho trabalho pendente — informou Remus — Por que não vão revisando e depois eu cuido da estrutura?

— Parece uma boa ideia. Dora e eu vamos ver isso, e aproveito para falar com minha aluna sobre sua última obra de arte.

— Claro. Então, nos vemos depois, Remus.

— Sim, claro — aproximou-se para dar um beijo em seus lábios.

Depois disso, o homem foi para seu escritório fazer suas coisas, enquanto que as mulheres saíam para beber alguma coisa e explanar sua criatividade. Aquele projeto formaria um centro artístico importante e elas queriam pôr todo seu empenho naquilo.