Todo no ponto de vista da Bella. O próximo é do Edward, o homem fala demais!
Disclaimer: Personagens da Steph Meyer, só brinco com a cara deles aqui, coitados.
Jogo da Vida - 2ª Partida
Bella POV
Acordei no dia 20 de junho com uma taça de alguma coisa, acho que champanhe, na minha frente, flashs, e várias vozes de mulheres. Merda, por que não tranquei a porta?
- Mãe, eu não vou beber a essa hora! – Falei entrando no banheiro para escovar os dentes.
- Só brinda com a gente, Bella. – Esme falou colocando a taça na minha mão.
Um gole não faria mal ao bebê. Certo? Acabei bebendo a taça inteira depois do brinde, e Rosalie correu para enchê-la novamente.
- Não! Por favor, não quero casar bêbada! Porra, nem tomei café ainda! – Se Edward soubesse que eu virei uma taça inteira...
- Não seja por isso. – Uma voz diferente falou do quarto.
- Angela! – Corri até ela, e a abracei apertado.
- Você merece um café normal, amiga. – Apontou para o carrinho com comida.
- Obrigada, minha amiga com a mente sã! – Abracei-a de novo.
Esparramaram-se todas as mulheres em minha cama, e nós tomamos um café da manhã perfeito fofocando sobre a vida.
Enquanto eu vivia meu momento "Os Outros", com portas e janelas sendo fechadas enquanto eu caminhava pelos corredores da casa, várias pessoas corriam e gritavam ordens pelos andares abaixo. Estava tudo uma loucura! Eu os ignorava, e seguia o meu caminho.
Passei pela mão de massagista, manicure e pedicure. Estava tendo o dia da noiva acompanhada de um bando de mulheres tagarelas atrás de mim. Era bom, elas distraiam a minha mente. Eu estava uma pilha de nervos, e as histórias que me contavam sobre seus casamentos me acalmavam. Até as histórias de minha mãe, com Phil.
Sentei-me na última cadeira do dia: a do cabelo e maquiagem. Rosalie faria meu penteado, e Alice tentaria me deixar bonita.
- Você já é bonita, Bella. É linda! Deixa de ser boba! – Minha cunhada rebatia sempre que eu lhe dizia a verdade. E eu sempre acabava bufando, e recebendo mais elogios até ficar vermelha de vergonha.
Meu cabelo já estava arrumado, minha maquiagem feita, agarrei-me ao roupão para esperar Alice trazer o vestido. Nesse meio tempo, Jasper, Emmett e Jacob vieram me visitar e desejar boa sorte. Perguntei por Edward, mas os três apenas riram. Desde que ele não tivesse fugido, ou colocado um terno verde florescente, estava ótimo.
Eu fiz questão de seguir a tradição do algo emprestado, algo azul, algo velho e algo novo. Emprestado era o alto scarpin branco; Alice tinha o mesmo tamanho de pé que eu, e fez a gentileza. Algo azul era a presilha de safiras que foi da minha avó, dada de presente por meus pais. Ambos já faziam parte do algo velho, mas eu quis tê-los todos separados, e o algo velho ficou sendo a lingerie azul que eu usava. O novo, pequeninos brincos de pérolas que Esme me deu de presente. Não que ter tudo isso junto fosse fazer muita diferença, mas com tudo completo, eu me sentia mais segura.
Noivas.
Cinco horas da tarde eu descia as escadas da casa dos Cullen com meu pai ao meu lado. Alice havia feito uma maquiagem a prova de lágrimas, e Rose havia cuidado para que meus cabelos fossem presos em duas tranças que contornavam minha cabeça, e terminavam em um coque baixo. Alguns fios soltos emolduravam o meu rosto, e o véu branco completava o penteado. O vestido era tudo de mais perfeito que existia. Alice deu um jeito no decote para que meus peitos não pulassem no meio da cerimônia, e acrescentou a renda com a pedraria por cima do forro branco. Tenho que admitir, as duas conseguiram me deixar linda!
Conforme a sala ia entrando no meu campo de visão, eu ia apertando mais o buquê. Pela primeira vez eu pude ver a decoração fora do papel que haviam me mostrado. Grandes tecidos brancos desciam do teto em curva até as paredes, formando uma tenta no meio do cômodo. Pendurados em todos os cantos e espalhados em pedestais, arranjos de flores que imitavam o meu buque. Um grande lustre de cristal pendia da união dos tecidos e iluminava o ambiente.
Só me dei conta de que estava parada por tempo demais olhando quando um flash pipocou na minha frente.
Essa foto não vai ser usada no álbum.
Antes de entrarmos na "tenda", meu pai me parou e perguntou se eu estava pronta. Estiquei meu corpo colocando a cabeça para espiar o corredor, e me deparei com Edward no fundo. Lindo e nervoso de terno preto, estalando os dedos. Os convidados riram da noiva espiã, chamando a atenção dele, que abriu um belo sorriso e piscou para mim. Se meu pai já não estivesse segurando firme no meu braço, eu teria corrido e me jogado em cima do meu noivo.
Quando entramos no corredor para andar até o altar e eu achei que fosse começar a marcha nupcial, fui surpreendida pela melodia de I've Got You Under My Skin tocada por um piano. Grávidas não deviam se casar. Abençoado seja aquele que inventou maquiagem à prova d'água, pois ela salvou as fotos do meu casamento.
Caminhei lentamente com o meu pai. Lento demais para o meu gosto. Edward ria com Emmett ao lado. O primeiro por saber que eu estava impaciente e queria assinar logo os papéis, o segundo provavelmente achando que eu queria correr para a lua de mel. Não que ele estivesse errado. Edward estava, como sempre, um pedaço de mau caminho, e eu sem dúvidas teria dificuldade para me manter... sã. Alice provavelmente gritou com ele por bons minutos, mas ela nunca entenderia o porquê da barba dele estar por fazer, e a razão para ele não ter arrumado os rebeldes cabelos. Deve ter tentado convencê-lo de todas as formas possíveis que ele não precisava mais me seduzir no dia do nosso casamento. Meu noivo e futuro marido fez muito bem ao não ouvir a irmã, e atender às taras da futura esposa.
Apertei o buque com mais força, imbecilmente evitando que ele caísse da minha mão suada e trêmula. Nem via e nem notava que havia outras pessoas ao meu redor. O braço do meu pai era... Bem, esse eu sentia. Até porque, era ele que estava me segurando, evitando que eu corresse. Apenas o dono daqueles olhos verdes cheios de lágrimas me interessava. Apenas ele estava ali no momento, mordendo o lábio inferior para conter o choro. Meu instinto materno quase me fez correr, mas dessa vez para pegá-lo no colo e dar carinho.
O mulherengo que estava puto por ter broxado, estava se casando. E seria pai de família. O playboy que virava a noite bebendo, passaria as madrugadas cuidando de um bebê. E não via a hora de fazer isso. Eu estava tão orgulhosa dele. Edward é um homem incrível! O meu homem, meu amigo e companheiro.
Parei de babar, e pisquei os olhos para limpar a visão borrada pelo choro. Edward ainda se segurava. A quem ele achava que estava enganando?
Meu pai beijou-me na testa, e quando me dei conta já estava no altar. Edward beijou sobre a aliança, e passou a mão em meu rosto secando o caminho que as lágrimas fizeram. Passei a mão em seu rosto também, mas com o sentido oposto.
- Deixe-as cair. – Sussurrei, e ele sorriu. – É tão lindo.
Finalmente uma lágrima rolou em seu rosto. Eu ri, e quase me inclinei para beijá-lo. Merda, não podia. Que bom que não nos casávamos diante de nenhum religioso, seria estranho controlar meus pensamentos pervertidos e os palavrões diante dele.
Senhor Witlock era nosso juiz de paz, e começou a celebração. As palavras dele também terminava com um consentimento para que o noivo beijasse a noiva. E como eu precisava disso! Respirei fundo, e me preparei para o beijo como se fosse o meu primeiro. Meu estômago se remexeu, e eu comecei a rezar para que fossem apenas as famosas borboletas do nervosismo dando sinal de vida, e não um enjôo estraga prazer. Porém tudo foi esquecido quando senti a mão de Edward na minha nuca, e seus lábios se movendo contra os meus. Toquei seu lábio inferior com minha língua, mas ao invés de abrir a boca para me receber, ele soltou um risinho, e se afastou indo até meu ouvido.
- Bella, quer mesmo que eu perca o controle na frente de todos?
- Sim?
Ele apenas riu novamente, e me deu um beijo no rosto antes de, mais uma vez, cometer o pecado de se afastar de mim.
- Só mais uma coisinha. – Falou antes de beijar a agora aliança de casados. – Eu te amo. – Os murmúrios dos convidados me fizeram lembrar que eu não queria que ele perdesse o controle ali.
- E-eeu também. – Falei chorando mais uma vez.
A minha aliança tinha 'Love by Edward' escrito, e a dele 'Love by Bella'. Uma ideia brega completamente nossa.
Ao fim da rápida cerimônia de meia hora, que eu agradeci, já que estávamos de pé, fomos até o jardim onde seria a festa. Alice mais uma vez não poupou nas flores. O gramado havia sido coberto com placas de madeira, novamente tecidos brancos formavam uma tenda sob as mesas e a pista de dança.
Pista de dança. Espero que já tenhamos contado sobre a gravidez quando eu tiver que dançar com Emmett. Se ele resolve me rodar no salão... Puxei Edward de lado antes que fôssemos receber os cumprimentos.
- Agora? – Perguntou espantado, mas já tinha substituído o olhar de choro pelo de desejo.
- Mais tarde, Love. Estou prontinha, mas temos obrigações primeiro.
- Caralho, Bella! Custava responder não?
- E qual seria a graça? – Mordi o lábio.
Resolvi parar com as brincadeiras. Os convidados não gostariam de abraçar o noivo, e descobrir que ele já está pronto para a noite de núpcias.
- Não me deixe sozinha com Emmett enquanto não contarmos sobre a gravidez.
- Por que? – Colocou as mãos no bolso.
- Se ele me rodar, eu vou vomitar. – Fui curta e grossa, e rapidamente as mãos dele vieram para o meu rosto.
- Está sentindo alguma coisa? Vocês estão bem? O bebê está bem? - Questionou preocupado.
- Sim, estamos perfeitos. – Assegurei, e ele respirou mais relaxado. - Eu particularmente, emocionada por finalmente ser uma Cullen. – Ele sorriu e me beijou.
Obviamente, Alice escolheu esse momento para nos encontrar, e nos puxar para a festa.
Fomos aplaudidos e ovacionados quando cruzamos juntos as enormes portas de vidro para o quintal. Como se eu não tivesse estado aqui com eles alguns minutos atrás. Agora sim eu estava corando por ser o centro das atenções. Nem havia sentido que Edward havia segurado minha mão na dele. Ou talvez eu tenha procurado pela mão dele enquanto era abraçada pelas várias pessoas. Sei que não nos soltamos em momento algum. Alguém, pelo peso da mão Emmett ou Jacob, havia tentado nos soltar, mas nosso aperto era firme.
- Coelhinha, você agora é uma Cullen como nós! Como se sente? – Alguns convidados ficaram olhando, tentando entender o motivo de Rosalie me chamar de coelhinha. Ela ainda me abraçava esperando pela resposta.
- Muito bem! Ainda mais feliz que antes, se é que isso é possível.
- É sim, e você ainda tem muito mais pela frente para ser feliz!
Era a vez de cumprimentar Emmett. Encolhi automaticamente enquanto ele soltava Edward e vinha de braços abertos para cima de mim.
- BUNNY CULLEN! – Fechei os olhos, e fui esmagada. Edward ao invés de tirar o brutamonte de cima de mim, estava rindo de mais um dos apelidos.
- Emmett... Ar... Respirar... Será que eu posso? – Emmett afrouxou o abraço, e eu consegui envolvê-lo com meus braços.
- Seja bem-vinda oficialmente à família!
- Obrigada Em!
- Sabe Bella, eu não consigo mais olhar para aquela piscina sem... – Ambos olhamos para o galpão, e eu corei ao lembrar da noite que provei que Edward estava perfeitamente bem. Emmett balançou a cabeça, e fez uma careta.
- Eu ia te convidar para pular nela mais tarde. Que pena, vou ter que pular sozinha.
- Já sei onde a lua de mel de vocês vai começar. Espero estar longe!
Alice também veio nos cumprimentar, e agiu como uma amiga e cunhada normal. Meus pais foram as últimas pessoas. Edward novamente foi ameaçado de morte, e dessa vez meu pai estava acompanhado por Phil e Billy, pai de Jacob. Fiquei com pena do meu marido quando engoliu em seco, e cumprimentou os três.
- Imagina quando souberem que você me engravidou. – Falei rindo entre dentes.
- Podemos avisar por bilhete depois que sumirmos na Europa?
- Só não deixe Emmett me rodar, ou...
- Não vou largar de vocês duas.
Mesmo sem saber o sexo do bebê, Edward insistia em usar pronomes femininos. Eu não me importava, já estava até me acostumando com a ideia de ter uma menininha de vestidinho colorido e trancinhas no colo de Edward.
- Sabia que ia fazer você mudar de ideia. – Beijou minha cabeça.
- Ei! – Olhei surpresa para ele, que ria.
- Não sou apenas eu que penso alto.
- Quer ocupar minha boca para eu não falar mais besteiras?
- Definitivamente sim! Mas...
- Não agora.
- Nope. – Os dois fizeram biquinho de chateados ao mesmo tempo, e nós terminamos a conversa rindo sem saber quem iria beijar o outro primeiro.
Acabou ninguém se beijando. Fomos para o meio do salão improvisado, e eu fiquei morrendo de vergonha quando começamos a ser aplaudidos. Escondi o rosto no peito do Edward, o que só piorou a situação.
- Bunny Love, você está fazendo com que Emmett grite mais.
- Bunny o que? – Levantei o rosto para olhá-lo. Eu sabia que Edward ia gostar desses apelidos estranhos.
- Ah. – Encolheu os ombros. – Eu gostei dos apelidos novos, e não quis abandonar o velho. – Segurei o rosto dele com uma mão, e fiz um bico em sua boca para beijar em seguida. - Já viu os bonequinhos de cima do bolo? – Perguntou quando o soltei.
- Não. Por quê? – Ele gargalhou, e me puxou pela mão até onde o bolo se encontrava.
Não contive a gargalhada quando vi os bonequinhos de cima do bolo. Quer dizer, não eram bonequinhos, eram coelhos. Uma coelhinha branca de noiva, com as patinhas apoiadas no peito do coelhinho de smoking, que mantinha as patas na cintura dela. A coelhinha tinha os olhos fechados, enquanto sorria tocando o focinho do companheiro com o seu próprio. O coelhinho mantinha os olhos verdes bem abertos para ela. Já sabendo que eu ia chorar, Edward me puxou e me abraçou, fazendo carinho nas minhas costas.
- Own, você ficou tão fofo de coelhinho, Edward! Espero que não tenhamos que devolver depois.
- Duvido muito. Um amigo do Emmett que fez.
- Tinha que ser!
Depois de roubarmos docinhos de cima da mesa, fomos tirar fotos e cumprimentar mais uma vez alguns convidados. Passamos pela mesa na qual se sentavam os engravatados da Cullen's, depois pela mesa das minhas amigas da faculdade, dos amigos do Edward, que ele ficou feliz por ainda se importarem com ele, e terminamos a ronda nos sentando em nossa mesa com as mesmas quatro pessoas de sempre. Aproveitamos um pouco da festa ao lado deles, até Alice levantar dizendo que tinha que nos entregar nosso presente.
- Mary Alice! – Ela jogou um beijo no ar para mim, e saiu da mesa.
Olhei para Edward, que disse não saber de nada, e depois tentei com os outros três. Eles morderam os lábios, e disfarçaram olhando para cima. Eu até olhei junto, vai que... Não sei, mas vindo de Alice, pode ser qualquer coisa.
- Boa noite a todos. – Alice falou de cima do palco.
Meu coração disparou no peito, e eu agarrei a mão que já procurava pela minha sob a mesa.
- Os noivos, por favor venham até aqui enquanto eu explico o que vai acontecer. – Edward me ajudou a levantar, e fomos até ela. – Então, Bella. Como você estragou a noite que meu irmão havia preparado com tanto carinho para você em Vancouver, - Fiz uma careta, e pedi desculpas para Edward mais uma vez. Ele apenas disse que compensei depois. – Vocês dois podem prestar atenção aqui?
- Edward, sua irmã está carente. – Comentei rindo.
- Vou conversar com o Jasper depois.
- Você não vai conversar nada com ninguém. – Alice esbravejou fora do microfone, o que só nos fez rir mais. – Continuando. Eu resolvi dar de presente para vocês a chance de reviver aquele momento, e deixá-lo mais feliz. – Ela piscou para a gente, e nos fez descer do palco.
Paramos no meio da pista, Alice havia sumido, apenas sua voz surgiu no som de novo.
- Senhoras, senhores e coelhos, com vocês, Michael Bublé.
Eu só acreditei que o presente dela era realmente aquele quando as luzes que iluminavam o salão improvisado no jardim se apagaram e a banda começou a tocar a introdução de Strangers In The Night. Virei para procurar Alice e agradecê-la, mas não a encontrei.
Edward tocou minha cintura, e me puxou para seus braços. Ficamos agarradinhos dançando.
Estranhos Na Noite
Estranhos na noite trocando olhares
Se perguntando na noite
Quais eram as chances que nós estaríamos dividindo amor
Antes da noite estar terminada.
Alguma coisa nos seus olhos estava tão convidativa
Alguma coisa em seu sorriso estava tão emocionante,
Alguma coisa em meu coração
Disse-me que eu devia ter você.
- Bella...? – Chamou fazendo com que eu olhasse para ele. - Casa comigo?
- Não posso, já sou casada. E eu amo o meu marido. Ele é uma das duas pessoas mais importantes da minha vida.
- Duas?
- Não estamos dançando sozinhos, amor. – Edward soltou um sorriso pelo nariz, e jogou meus braços em seu pescoço.
- Obrigado, Bunny Love. Amo vocês.
- Amo vocês também. Obrigada, Coelhão. – Deitei a cabeça no peito dele, e continuamos a dançar.
Estranhos na noite, duas pessoas solitárias
Nós éramos estranhos na noite
No momento
Quando nós dissemos nosso primeiro olá.
Insignificante que nós sabemos
Amor foi apenas um olhar ao longe,
Abraçando uma dança morna afastada e
Sempre desde aquela noite nós estamos juntos
Amantes a primeira vista, apaixonados para sempre.
Acompanhado tão certo,
Por estranhos na noite.
Aplaudimos, e fomos aplaudidos ao fim da dança. Meu pai se aproximou com Esme, e me tirou para dançar a próxima música. Em seguida dancei com Carlisle, Emmett, que não me rodou, e Jasper. Jacob apareceu sozinho na pista, e eu apontei para onde Edward estava.
- Bobona, eu vim dançar com você. Deixa a mulherada se divertir com o seu homem.
- Não devia. Mas tudo bem, quem vai se aproveitar dele mais tarde sou eu.
- Assim é que se fala!
O pocket show continuou, e meus pares seguintes foram Seth, Ben e Peter. Esperei Edward aparecer e me puxar para longe dos dois últimos, mas não aconteceu. Sempre que nossos olhares se cruzavam, ele piscava para mim, e abria seu melhor sorriso torto. Ele sabia exatamente o que estava fazendo comigo.
Depois de, enfim, ter dançado com praticamente todos os convidados do sexo masculino, incluindo Paul e amigos de Edward que eu mal conhecia, Carlisle e Esme nos chamaram para um canto do salão para nos dar o nosso presente. Avistei Alice do outro lado do salão, e a pequena batia palmas empolgada. Meu sogro tirou um envelope do terno, e o estendeu em nossa direção.
- Poxa, se eu soubesse, podíamos ter feito uma troca de papéis. – Falei enquanto Edward abria o envelope. Esme olhou para Carlisle sem entender por que ele ria.
- Que papel? – Ficou curiosa.
- O papel que trouxe a notícia mais importante da nossa vida. – Edward olhou para mim pedindo autorização para continuar, e eu concedi. – Mãe, Bella está grávida.
- Meu Deus, que notícia maravilhosa! – Ela me abraçou, e depois abraçou o filho. Carlisle me abraçou também e deu os parabéns. Esme estranhou ele ter falado apenas comigo. – Carlisle, você já sabia?
- Seu filho é uma velha fofoqueira, Esme. – Falei enquanto ele abria o envelope.
- Pai... Isso...? – Edward tinha os olhos esbugalhados para o pai. – Quando...? Como?
- O que foi? – Li o papel, e meus olhos saltaram também. – É... A casa... No nosso nome. Mas, como?
- Vocês têm que prestar atenção ao que Jasper dá para vocês assinarem. – Esme falou carinhosamente. – A casa vai ser perfeita para o presente do Emmett, e agora para o bebê.
- Emmett vai nos dar um elefante? – Perguntei séria. O que mais poderia vir dele, para precisar de uma casa desse tamanho todo?
- Quase isso, Bella. – Carlisle respondeu rindo, e me deixando com medo. – Quando vocês voltarem da lua de mel vão saber o que é.
Edward guardou os documentos no bolso, e depois de agradecermos aos meus sogros, seguimos para a mesa do bolo. O garçom entregou as taças para colocarmos o champanhe e fazer o brinde, mas Edward parou de encher a minha.
- Ei! Só um pouco não faz mal.
- Não. – Largou a garrafa em cima da mesa.
- Vou beber esse pingo que você colocou.
- Vou pedir água ou alguma outra coisa para você. – Girou o pescoço procurando pelo garçom.
- Que lindo, Edward. Vou brindar meu casamento com água! – Foi a minha vez de girar o pescoço, e procurar Rebecca.
- Um gole! – Ele encheu mais a taça.
- Antes de brindar, falem alguma coisa! – Jacob gritou, e Alice, como sempre, bateu palmas para apoiá-lo.
- Vai fundo, Edward. – Incentivei a velha fofoqueira.
- Não quer falar não, amor?
- Não, falou com tanta desenvoltura quando estava bêbado, fale sóbrio também.
- Merda. – Ele passou a mão no cabelo, e respirou fundo para falar. – Quem tem livro publicado e sabe lidar com as palavras aqui não sou eu. Mas vou tentar. – Os convidados ficaram na expectativa, enquanto ele tentava enfim falar algo. - Bom. Nós dois estamos muito felizes por mais esse passo dado. Cada um que está aqui hoje é de extrema importância para nós, e agradecemos a todos pela presença e pelos votos de felicidade. Aliás, obrigado pelos parabéns também.
- Você está indo bem. – Alisei o braço dele.
- Não quer ir melhor? – Perguntou inclinando na minha direção.
- Não. Continue. – Edward riu, largou a taça em cima da mesa, e uniu suas mãos, entrelaçando os dedos.
- Bella está esperando um filho! – Falou de uma vez. – Daqui a seis meses e meio, se eu contei certo, as famílias Swan e Cullen terão uma nova integrante.
Foi o tempo dos rostos em choque mudarem para sorrisos, e sermos abraçados novamente por todos. Mentira, dessa vez eu fui abraçada, alisada e até agredida. Levei três tapas no braço, Alice, Rosalie e minha mãe.
- Mas já sabem que é uma menina? – Minha mãe perguntou disputando espaço com a mão de Esme na minha barriga.
- Não mãe, Edward quer uma menina, e insiste em falar que vai ser menina.
- É um só?
- Só Emmett! Nós não somos coelhos realmente. – Edward respondeu ao irmão, e eu corei com os convidados finalmente entendendo porque éramos chamados daquela forma.
- Se vocês dois esconderem mais alguma coisa de mim... – Alice estreitou os olhos, e apontou seu pequeno dedo na nossa direção.
- Quantas vezes você teria feito a Bella se medir para ajustar o vestido? – Esme questionou a filha.
- Muitas! Dessa vez eu nem descobri nada. Ah, eu sei que vocês estavam se encontrando. Mas queria ver vocês dois correndo de mim mais uma vez.
- Idiota! Só você Alice! Mas eu te amo! – Abracei-a.
- Own, Coelhinha! Eu vou ser titia! Posso escolher o nome?
Edward me abraçou pela cintura, e se apressou para responder.
- Nope! O nome já foi escolhido.
- Então você não estava bêbado porra nenhuma?!
- Não, Emmett. Quer dizer, estava.
- Então o nome vai ser mesmo-
- EMMETT! – Edward gritou, fazendo Emmett se encolher.
- Aproveitar que o bolo foi cortado, todos estão felizes e sorridentes, quase todos, Bella, vamos trocar de roupa? – Edward perguntou.
- Já?
- Não quer sua lua de mel?
- Vamos. – Saí puxando minha cunhada pela mão, e deixei os outros rindo.
Fomos para o quarto onde eu estava dormindo, e só agora andando pela casa novamente entendi as mudanças dos móveis. Devagarzinho, elas estavam trocando a decoração para o meu gosto. Já que a casa agora seria nossa, nada mais justo que ela tivesse a nossa cara.
Eu agora só queria saber do elefante que Emmett nos faria enfiar ali.
- Você não vai mais colocar aquele vestido azul. – Alice falou, entregando-me sapatilhas vermelhas.
- Obrigada, Alice! Seria desconfortável demais viajar com ele.
- Não é por você. É pelo bebê. – Fez careta para mim, e veio com a roupa nova. Simples demais para o modo Alice de me vestir.
- Sério? Calça jeans, camisa cinza de manga cumprida e sapatilha vermelha? Já está desculpada por ter nos separado por três semanas, amiga! – Ela ficou sem graça, e me entregou um sobretudo vermelho.
- Na sua bagagem de mão tem outro casaco. Vai estar frio quando desembarcarem.
Meia hora depois estávamos de volta ao salão, e eu estava de costas para os convidados, preparando-me para jogar o buque. Não o que eu tinha em mãos antes, esse já estava em um jarro de água no quarto. Edward também havia trocado de roupa. Vestia uma camisa social azul, e calça preta.
- Edward, onde o Jacob está? – Ele gargalhou, e procurou pelo meu amigo.
- Sentado.
- Merda.
- Se você for forte, consegue jogar no colo dele.
- Deixa para lá. Tenho algumas amigas solteiras aqui atrás precisando mais dele.
- Rebecca está um pouco à sua esquerda.
- Ótimo.
Joguei o buque, e ele caiu exatamente nas mãos dela.
- Boa mira. – Edward falou levantando a mão para que eu batesse nela. – Agora... Vamos! Por favor! Eu não sei o que senti por baixo dessa camisa, mas eu estou louco para descobrir.
- Vai esperar chegarmos a Europa, Love. Nada de avião para você hoje.
- Eu vou te convencer.
- Pode tentar. Não vai conseguir.
Despedimo-nos de todos, e entramos no jipe do Emmett para irmos ao aeroporto.
- Comportem-se na Europa, não quero ser impedido de entrar lá depois.
- Vai à merda, Emmett!
Fizemos algumas piadinhas no ouvido dele, mas Emmett entendia mais do assunto piadas, e acabou conseguindo me deixar calada e envergonhada, a, no banco de trás.
- Desistiu, Bella?
- Dirige, Emmett. Dirige!
- Se forem banidos pela empresa aérea, não digam que são da minha família.
- Já mandaram você ir à merda? – Perguntei.
Emmett nos ajudou a tirar nossas malas do carro e se despediu. Fizemos o chek in, e fomos esperar o voo ser chamado.
- Como está se sentindo sendo uma Cullen oficialmente? – Edward perguntou escovando minhas bochechas com os polegares.
- Muito feliz! Obrigada por ter entrado naquela piscina! Obrigada! – Fiquei na ponta dos pés, e o beijei rapidamente.
- E eu não sei onde estaria se você não tivesse me chamado para... esfriar a cabeça, naquele dia.
- Bêbado comemorando seu aniversário com alguma vadia?
- Provavelmente. Mas é mil vezes melhor comemorar com minha esposa, e minha filha. – Falou acariciando minha barriga. – Merda... Bella, o que você está usando?
- Mudou rápido de humor!
- Eu estou... Você não tem ideia!
Fiquei na posta dos pés novamente, e cheguei bem perto dele, colando nossos corpos e sentindo bem como ele estava duro. Edward gemeu com o contato, e eu continuei a provocá-lo por mais algum tempo.
- Deixe... de se-ser safada, Bella. – Sussurrou no meu ouvido.
- Vou deixar. – Afastei depois de morder o queixo dele. – Mas não reclama depois.
- Você entendeu, amor. – Falou sorrindo torto.
- Entendi, mesmo? – Provoquei, e nosso voo foi chamado.
- Agora você me paga! – Puxou-me pela mão para o portão.
- Veremos!
