Dragon Ball não me pertence

CAPÍTULO 22

I really need you tonight

Ela saiu tão desesperada pelo castelo, com tantas lágrimas embaçando-lhe a visão que nem percebeu quando quase derrubou um dos seguranças de Pilaf. Poucos minutos depois estava em frente a grande porta lustrosa do quarto do príncipe, ela não bateu na porta, simplesmente a abriu.

Vegeta sobressaltou-se quando escutou a fechadura de sua porta destrancar, imediatamente ele estava ao lado da porta por reconhecer aquele ki que ele conhecia muito bem e que estava muito alterado.

Bulma chorava sem cessar quando o príncipe aproximou-se. Ele não sabia o que fazer, apenas a olhava aflito.

— O que aconteceu, garota? - ele falou tentando parecer irritado, mas parecia mais aflito. - O que te fizeram?

Bulma apenas o olhou. Estava tão bonito vestindo apenas uma calça branca de algodão e parecia preocupado com ela, lembrou novamente que talvez o perderia. Nisso, ela o abraçou com força, desatando a chorar sobre o peito dele. Vegeta não a abraçou, apenas deixou que ela o abraçasse, já bastante preocupado, pois nunca a vira assim.

— Acalme-se, garota. - ele falou ainda aflito.

— Eu não vou me casar, Vegeta. - ela falava ainda abraçada com ele, entre o choro, a voz abafada pelo peito do sayajin.

— Claro que você não vai casar. - ele disse consolando-a, passando uma mão pela costas dela, de forma desajeitada, sem entender por que ela falava aquilo. - Eu nunca deixaria você casar com alguém que você não quisesse.

— Eles vão me casar. - ela falava chorando. - mas eu não quero...foi uma armadilha...eu juro... eu não fiz nada...eu não quero...

Vegeta assustou-se com as palavras dela. Quem queria que ela casasse? Que armadilha era aquela? Por que ela estava daquele jeito?

— Ei, acalme-se – ele falou quase desesperado, e vendo que a garota não parava de chorar, ele tirou ela do abraço, pegou em seu ombros e sacudiu-a um pouco. - Acalme-se. Olhe pra mim, garota.. - ele falava olhando-a. - Diga-me o que aconteceu, por favor!

— Não é verdade...- ela balbuciou quase em choque. - Eu nunca fiquei com ele, eu quero ficar com... você.

Ele a olhou assustado. O que aquela garota estava dizendo? Por que aquilo agora? Ele não sabia se podia lidar com aquilo naquele momento.

— O que te fizeram? - ele perguntou quase sacudindo-a.

— Yancha... - ela ainda balbuciou quase sem conseguir mais ficar de pé. E desatou no choro novamente.

— Aquele verme? O que ele te fez? - ele perguntou já irado. - o que ele te fez, Bulma?

— Nada. Mas papai... – ela começou a falar entre o choro, desesperada. - papai acha que eu...

— Que você o que? – Vegeta perguntou ansioso, olhando-a com medo da resposta.

— Papai acha que dormir com Yancha e quer me forçar a casar. - ele falou desesperada, mas agora sem chorar.

Vegeta nada disse. Ele não explodiu como Bulma achou que ele faria, apenas afastou-se dela, incrédulo, como se ela tivesse uma doença contagiosa. E ela assustou-se com essa atitude dele.

— O que você fez, Bulma? - perguntou incrédulo. - você se está se relacionando com aquele verme?

— Não! - ela disse voltando as lágrimas. - eles armaram pra mim! Eu juro.

— Meu pai não ia se deixar enganar por uma farsa qualquer. - ele falou sério, deixando a desconfiança tomar conta dele. - Alguma coisa você fez... – Insinuou, sem olhá-la pois não conseguia encará-la.

— Eu sabia que você não acreditaria. - ele falou derrotada e quando Vegeta olhou para o lugar onde ela estivera, Bulma já havia desaparecido.

Ela já não chorava mais enquanto vagava pelos corredores, pois quando se chora desesperadamente, chega-se uma hora, em um ponto, que as lágrimas secam e você não consegue mais, mesmo que queira. Bulma não conseguia pensar em nada. Sua vida como ela conhecia havia acabado. Em pouco tempo seria obrigada a casar com alguém que ela não amava e as pessoas que ela mais amava na vida agora a odiavam. Quando chegou ao seu quarto, não percebeu que na penumbra alguém lhe observava da sacada. Ela acendeu a luz do banheiro, deixou a porta aberta e encheu a banheira com água quente. Tirou o vestido de linho deixando-o no chão do banheiro. Quando entrou na água quente ela conseguiu chorar de novo, e seu desespero recomeçou quando muitas lembranças fortes vieram á mente: ela nunca tivera seus pais de verdade, perdeu a rainha que era como sua mãe, perdeu Tarble e agora perdia os dois que lhe restavam seu pai adotivo e seu irmão postiço por quem ela sabia que estava apaixonada. Ela riu com amargura sobre esse último sentimento, como poderia sonhar que o príncipe a quisesse de alguma forma? ele só a aturava por causa do pai, nunca a amaria. E agora, imaginando-se casada, vivendo há milhões de anos-luz dali em um planeta desconhecido com um homem que mal conhecia, o choro subiu-lhe novamente até a garganta. Mas dessa vez ela o engoliu. E tentando acalmar-se, tomou fôlego, deitou-se na banheira e submergiu completamente.

Alguns longos instantes se passaram.

— Saia logo daí, garota! - Vegeta puxou-lhe pelo braço para fora da água, trazendo-a à superfície. – Está tentando se afogar por acaso?

Ele estivera observando a garota desde que ela chegara ao quarto, perdera outra batalha interior contra si mesmo, pois não conseguia acreditar que ela estaria envolvida com o general terráqueo. A viu entrar no banho, a seguiu, e ao vê-la submergir na banheira, temeu que ela fosse fazer algum tipo de dano contra si própria.

Bulma o olhou assustada, com medo que ele brigasse com ela, mas o príncipe apenas a olhava preocupado.

— Você está tremendo...- ele disse ao observar Bulma que agora estava um pouco pálida, a água da banheira esfriara, pois a porta do banheiro aberta trazia o frio da noite.

Ele levantou-se para tirá-la da banheira. O príncipe pegou-a no colo. Pegou outra toalha que estava próxima e cobriu o corpo dela, pois mesmo naquela situação, ele sentiu que era perigoso olhar para a pessoa que despertava suas fantasias todas as noites.

O príncipe a colocou na cama com cuidado e substituiu a toalha por um dos cobertores, tapando a visão do corpo que o constrangia.

— Vou mandar prepararem algo quente para você tomar...- ele falou já fazendo menção de sair.

— Não vá, por favor. Fique aqui...

Ele parou meio atordoado. Sentou-se ao lado dela na cama. Bulma levantou-se um pouco e abraçou-se a ele buscando calor. O príncipe sentiu-se arrepiado, e recriminou-se por que ali não era o momento de pensar no que ele estava pensando ao vê-la abraçá-lo nua.

— Deite-se... - Ela pediu quase num fio de voz, e ele mecanicamente obedeceu, ainda estava apenas com a calça branca de algodão que usava para dormir. Ela imediatamente o abraçou assim que ele deitou-se, já não tremia, mas o abraçava apertado procurando calor, procurando a presença dele ali. O príncipe, deitado ao lado dela, sentindo-a abraçar-lhe, não compreendia por que estava fazendo aquilo, obedecia apenas aos seus instintos, ainda sentia-se chocado pelo medo que teve ao vê-la submersa na banheira, medo que ele não sentia nem diante do pior inimigo.

— Por favor, acredite em mim. - ela falou quebrando o silêncio enquanto o abraçava - Não sei por que, mas Yancha e os amigos armaram para mim, eu não estou envolvida com ele, eu juro. - ela disse nervosa, depois parou olhando-o séria. – Eu quero ficar com você.

Sem ter pensado antes sobre o que iria fazer, mas sabendo o que devia e o que queria fazer, ela beijou o príncipe. Ele assustou-se de início, mas correspondeu o beijo. Puxando-a pela cintura para perto. Ela decidiu arriscar-se, estava apaixonada e queria ter pelo menos aquele momento com ele antes de perdê-lo. Sempre temeu que ele a rejeitasse, mas naquele momento não pensou nisso.

Ela retirou o lençol que envolvia seu corpo e ele olhou-a contra a claridade que vinha dos jardins, as curvas, a pele tão alva, os seios maravilhosos, do jeito que ele sempre fantasiou. Ele sabia que não podia, mas seu corpo respondeu imediatamente aquela visão, e ele sentiu uma vontade quase insuportável de tocá-la. Passou a mão pelo quadril, contornando a cintura e sentiu-a estremecer. Aproximou mais dela e beijou-a, a mão descendo pelas costas dela. Com a calda ele enlaçou uma coxa da garota e trouxe-a mais para si. Beijou-a ternamente, depois apaixonadamente.

Naquele momento, a razão, a estratégia, o sangue frio dele já não existiam mais. Sentiu a pele macia pegando-o, acariciando-o, e se rendeu. Trouxe-a mais para perto de si e ficou sobre ela. Ele beijou-a e desceu para explorar-lhe os seios que há muito mexiam com sua imaginação. Sua calda apertou a coxa dela com força e ela gritou de dor.

Ele parou e olhou-a. Lembrou-se que ela não era sayajin, era humana e que ele poderia machucá-la seriamente se não se contivesse. Ele agarrou-lhe a coxa novamente com a maior delicadeza que conseguiu juntar. Ele estremeceu quando a mão livre dela, perpassou sua calda, fazendo-o quase gemer. De vez em quando, uma vozinha na sua cabeça gritava que aquilo era errado, mas um novo gemido dela calava essa voz. E ele continuava explorando-a como a uma coisa preciosa. Ele desceu os beijos pelo abdômen dela parando no sexo, olhou-o com cuidado, era diferente de uma sayajin, mais delicado, com uma pelagem esparsa levemente azulada, nunca vira nada igual. Ele levantou a cabeça e a viu olhando-o interrogativa, quase temerosa. Ele apenas baixou a cabeça e pôs-se a explorar a região com a língua, fazendo-a gemer e estremecer. Depois, ele colocou-se novamente sobre ela e beijou-a na boca. Porém aquilo o deixou com receio ainda maior de machucá-la. Olhou-a e ela mantinha os olhos azuis fixos nos dele. Ele a beijou novamente e afastou-lhe as pernas colocando-se entre elas, sentiu-a tremer e exalar medo.

— Não precisa ter medo – ele falou no ouvido dela. Sabia que a machucaria, era inevitável, por isso não prometeu nada. Pensou apenas em acabar com aquela barreira de uma vez, para causar-lhe o mínimo possível de dor.

Bulma gemia entre a dor e o prazer, era dolorido, mas ela não queria que parasse, queria sentir mais ele, queria que ele fizesse mais carinho, queria que ele ficasse mais ofegante.

— Vegeta, eu amo você… - ela sussurrou roucamente entre um gemido e outro.

Ele parou e a olhou, ninguém nunca havia dito aquilo pra ele. Amor? Será que era aquilo? Ele o olhou com receio, nem acreditava que aquele sentimento existia. Ele beijou-a novamente, era a única coisa que podia fazer, pois não sabia o que dizer. Então, ela afundou as unhas nas costas do príncipe e ele já não pensava mais em nada, apenas em perder-se dentro dela, ela não podia conter os gemidos. Ele apertava-lhe o seio tão forte que causava-lhe dor, e beijava-lhe e mordicava-lhe vorazmente o pescoço e a boca.

Quando tudo terminou, ela deitou-se de lado e olhou o príncipe que olhava para o teto com os olhos abertos. Não teve coragem de dizer nada, ia fechar os olhos, mas ele a flagrou olhando-o. Ela, então, aconchegou-se no peito dele, o príncipe teve ímpeto de afastá-la mas não conseguiu. Ele aceitou o abraço do corpo pequeno, sentindo uma maldita vontade de possuí-la novamente, mas conteve-se ao ver que ela já dormia. Logo, sentindo as batidas rápidas do pequeno coração dela, ele também dormia.