Último capítulo, muito obrigada por terem acompanhado a história. Boa leitura!
Deixamos meu carro e Edward colocou seus óculos de Sol, era uma tarde quente de julho, mas pelo menos estávamos de folga e podíamos aproveitar. Decidi o arrastar para o parque de diversões, que ficava perto da praia, isso depois de ele pagar um boquete pra mim na minha casa.
O boquete era um dos motivos para eu ter um grande sorriso no rosto, a vida estava tão descomplicada.
— Parece Coney Island — Edward disse quando entramos na propriedade do parque.
— Saudades da Costa Leste? — perguntei hesitante, mas de novo, ainda sorrindo, era impossível não sorrir depois dele ter me chupado.
— Sim, eu gostava bastante, talvez a gente possa ir lá no próximo verão, ou vamos direto pra França curtir até suas aulas.
Aquilo me fez sorrir mais, já estávamos fazendo todo tipo de plano para o futuro, principalmente pós formatura no colégio. Ele iria para a França, eu para Berkeley, iríamos sobreviver a distância com mensagens, ligações e sexo por vídeo, também com o máximo de viagens para nos encontrarmos pessoalmente.
Depois, quando ele concluísse seu curso e eu me formasse iríamos decidir onde morar. Parecia tudo muito lindo na teoria, mas na prática eu sabia que poderia dar tudo errado, entretanto escolhi não surtar pensando no que poderia dar errado.
Em uma conversa com mamãe no dia anterior ela falou que eu deveria aproveitar, claro que sendo racional não só sonhador, mas que não faria mal algum planejar um futuro, mesmo que as coisas depois não saíssem como quisesse.
— Vamos comer algo, tô morto de fome — Edward disse e começou andar em direção a uma barraquinha de pipoca.
— Nem parece que acabou de comer — sussurrei, ele virou para me olhar, confuso, eu conseguia afirmar isso mesmo que Edward estivesse usando óculos.
— Mas a gente nem almoçou… — Ele se interrompeu e começou a rir. — Você é ridículo!
— Ué? Só tô falando a verdade, você não reclamou do almoço.
— Cara, para, ou a gente vai esquecer esse parque e voltar pro seu quarto — implorou, eu ri e fiquei quieto sem provocar mais.
Comemos pipoca com refrigerante, depois discutimos sobre os jogos de tiro. Eu não achava que era algo errado, mas Edward dizia que reforçava o pessoal a idolatrar armas.
Dispensamos esse jogo e fomos para outro, depois outro e mais um. Até começarmos a ir nos brinquedos, ele quase vomitou depois da montanha russa, mas quis ir novamente.
Um bom tempo depois decidimos que iríamos embora após ir na roda gigante, meus pais ainda estavam no trabalho e ele queria me pagar um novo boquete. Quando sussurrou isso meu corpo todo esquentou.
— Mal vejo a hora de te ter na minha boca de novo. — Piscou para mim.
Na fila para a roda gigante Edward falava sem parar, contava sobre quando andou de moto com um primo em Chicago e quebrou o braço. Ele sorria e mexia as mãos sem parar, tinha tirado os óculos e eu via o brilho em seus olhos.
Ele estava na minha frente, de costas para o resto da fila. Não estávamos perto o suficiente para nossos corpos se tocarem, mas não muito longe.
Porém eu queria beijá-lo, seus lábios pareciam chamar por mim. Também queria colocar minhas mãos em seu rosto e sentir seu calor, quem sabe ele colocasse suas mãos em minhas costas me mantendo junto de si.
— Aí o Emmet...
Eu o calei, não me aguentei, ignorei o fato de várias pessoas estarem por perto e fiz o que queria. Segurei no rosto de Edward e o beijei, ele paralisou a primeiro momento, mas depois retribuiu.
Segurou em minha nuca e em minhas costas, sua língua invadiu minha boca e eu derreti em seus braços. Estava beijando meu namorado, em público, era bom.
— Isso foi maravilhoso — ele sussurrou em meus lábios quando o beijo acabou, depois beijou minha bochecha.
— Foi mesmo — concordei e beijei seu rosto também.
Ele segurou minha mão nas suas e ficou ao meu lado, olhei ao redor e vi que ninguém estava prestando atenção na gente. Nada de gritos, xingamentos ou olhares feios, eu sabia que nem sempre seria fácil assim, mas escolhi viver aquele momento.
— Beau. — Edward beijou minha mão, fazendo com que eu voltasse a olhar para ele.
Beijei seu rosto de novo, Edward sussurrou no meu ouvido.
— Lindo, tão lindo.
Eu suspirei e o abracei, seus braços em volta de mim me faziam sentir protegido.
Subimos logo depois na roda gigante, de mãos dadas. Eu estava disposto a sempre andar em público com a mão dele junto da minha a partir daquele momento, parecia o certo.
No topo da roda gigante Edward me beijou de novo, afaguei seu rosto e percebi que ele não era mais um forasteiro para mim. Era o garoto da casa ao lado, meu colega de trabalho e meu namorado, talvez um dia se tornasse mais, veríamos isso no futuro.
— Tá pensando no que?
— Em você — respondi e beijei sua mão.
— Beau, eu tô muito feliz de ter me mudado para cá.
— Eu também tô muito feliz que você se mudou para cá, lindo.
Beijos!
Lola Royal.
30.06.20
