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[Castelo do Lorde - Terras do Oeste]

*Pov. Hayato*

– Estou falando com você, Takeshi! – gritei mais uma vez, visto que o outro fingia não me ouvir.

Ele caminhava em passos rápidos pelo corredor, em direção ao jardim dos fundos do castelo. Ao chegar no jardim, Takeshi se virou. Os olhos mostrando extrema insatisfação.

– Fale baixo! O que você quer, Hayato-san? Estou ocupado, teremos que aumentar a guarda na ausência de Sesshoumaru-sama, e também tem tido um rumor sobre Naraku estar aprontando algo ao redor do castelo.

– "-san"? Vai mesmo fingir que nada aconteceu ontem? – perguntei, ignorando tudo o que ele dissera, apesar de ter total consciência da atual situação do reino.

Ele corou e piscou, olhando para os lados.

– Cala a boca, é claro que eu não estou...você queria que eu me comportasse como?!

– Sei lá, pelo menos tivesse me avisado que estava saindo. Um beijo de despedida, talvez.

O inu à minha frente atingiu três tons de vermelho, se agitando.

Era tão divertido provocar o ancião.

– Isso não é lugar para discutirmos isso! M-mais tarde eu irei até seus aposentos, está bem? Se concentre na segurança do castelo e de comandar seu exército para os pontos cruciais a margem de nosso território. Sesshoumaru-sama irá partir amanhã a noite, não temos tempo para brincadeiras. – Dito isso, foi se virando para continuar seu caminho.

O segurei pelo pulso, ganhando um olhar de irritação do baixinho.

– O que é agora?! Estou atrasado para uma reunião!

O olhei seriamente, decidindo se deveria falar sobre a visita de seu irmão, que estava a procura dele. E se perguntaria sobre aquelas cicatrizes.

Mas não era a melhor hora para isso.

– Nada. – O beijei rapidamente na bochecha e dei meia-volta. – Se não vier hoje à noite, eu irei lhe buscar!

– M-maldito!

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[Castelo no Céu]

*Pov. Okuda*

O corredor estreito e, tão conhecido por mim, parecia não ter fim aquele dia.

Uma sensação ruim tinha se instalado e os pelos de minha nuca se arrepiavam a cada passo que eu dava.

InuKimi-Hime convocou Os Quatro Sanguinários, para uma reunião em seu castelo.

Eram raras as vezes que a mesma comparecia, em geral, algum de seus servos acompanhava a reunião e passava para ela as informações.

Porém, eu realmente odiava pisar naquele lugar.

Balancei a cabeça, para tentar dissipar a onda de más lembranças...deveria ser apenas impressão.

Fora que também, os pensamentos simplesmente não conseguiam se desapegar do que havia acontecido nos aposentos de General Hayato.

Era irritante que eu tivesse permitido que ele tocasse em minhas cicatrizes, nunca havia permitido que outro além daquela meretriz tocasse.

Senti o cheiro dos outros três anciões; dentre eles, de Takeshi, o culpado de eu ter passado por tal acontecimento desavergonhado.

Inaceitável que eu tivesse que procurar por ele nos aposentos daquele general, se meu irmão sabia que deveria comparecer a uma reunião dos Quatro.

Ele me pagaria por isso.

Abri a porta com certa brutalidade, quase arrancando a mesma, entrando na sala apressado. Mas me arrependendo logo em seguida.

– Nizo. Perdeu seus modos? – a minha frente, estava InuKimi-Hime.

Droga! Eu não senti sua presença!

Me ajoelhei em uma perna perante a ex lady do Oeste, trincando o maxilar e olhando rapidamente para os outros membros que estavam em um canto da sala, sentados na posição Seiza.

Não demorei a entender o que estava acontecendo. Era o Dia da Punição.

Merda.

Meus punhos se fecharam, tensos, revelando as veias, mas mantive minha postura perante a youkai, temendo o pior que poderia acontecer caso ela percebesse minha fúria naquele momento.

Fazia pouco tempo que ela havia aplicado o Dia da Punição! Não era de seu feitio fazer aquilo em tão curto espaço de tempo.

– Oh, meu querido! Não precisa ficar nervoso. – a voz insípida da inu-youkai me fez levantar o olhar, junto com seu toque frio em meu queixo.

Percebi pelo canto dos olhos que Takeshi me olhava enojado.

Seiki mantinha uma face debochada, eu sabia que ele discordava totalmente da minha postura.

Himura nem mesmo me olhava, mantinha os olhos fechados e, uma calma de outro mundo.

Quis socar cada um deles por não verem que o que eu fazia era para o bem do reino e deles. Dos Quatro, eu era o único que a tratava com o respeito que ela exigia.

Eu odiava aquela youkai.

Mas seria o mais obediente a ela possível, eu sabia bem do que ela era capaz e não poderia contar com a ajuda dos outros para manter InuKimi-Hime satisfeita o bastante para que ela não mostrasse suas garras.

A inu se levantou, já que estava agachada para ficar na mesma altura que eu, e ao ver seu sinal para que eu também me levantasse, o fiz. Porém, assim que meus dois pés tocaram o chão, fui lançado com força para trás com um chute, e meu corpo atravessou o portal por onde eu havia entrado, atingindo a parede do outro lado do corredor.

Limpei o sangue que escorreu de minha boca, olhando para a responsável daquilo. Fiz uma força imensurável para controlar minha expressão, jamais poderia retrucar o que ela fazia. Pelo menos não enquanto aquela maldição durasse.

Ainda não. Eu preciso suportar por mais um tempo toda essa humilhação.

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[Terras do Oeste - Floresta do Lorde]

*Pov. Kagome*

Pela milésima vez caí no chão fofo coberto por grama e, choraminguei pela dor que se instalava em minha lombar.

Não era nada fácil cair de forma correta no aspecto de cão. Nem na forma humana eu sabia cair de forma correta!

Sesshoumaru estava louco se achava que eu seria capaz de aprender a voar por aí igual ele fazia, e pela expressão com a qual ele me olhava, o mesmo também achava que seria impossível.

Kagome, foco!

Sesshy, vá se catar!

O enorme cão branco rosnou, descendo dos céus aonde estava, para vir em minha direção, e eu tinha certeza de que era a morte vindo me buscar pois seus olhos vermelhos diziam claramente que aquele era meu fim.

Levantei rapidamente, assumindo uma posição de defesa, sabia bem como ele gostava de atacar agora, e não seria pega de surpresa por uma de suas bolas de miasma.

Ele sumiu bem a minha frente, como eu esperava que fizesse e movimentei minhas orelhas para a direção que eu achava de onde o ataque viria. O silvo que o ar fazia com os movimentos dele me disseram sobre sua posição e eu abri minha mandíbula para contra-atacar com uma bola de miasma concentrada.

Assim que vi a mancha branca se mover, lancei em sua direção com toda força e, para minha surpresa, o pegara em cheio, lançando Sesshoumaru a quilômetros de distância, destruindo tudo em seu caminho.

Mas eu sabia que ele estava completamente bem, o youki que se intensificava no fim daquela bifurcação causada por meu ataque dizia que ele estava orgulhoso e pronto para mais contra-ataques como aquele.

Não tive tempo para raciocinar perante a investida que ele fizera de cima, e dessa vez era eu quem voava para longe.

Enquanto não aprender a sair do chão, não iremos parar! – a fala dele, entre rosnados fez uma veia saltar em minha têmpora.

Você vai parar assim que eu te derrubar, Sesshoumaru! – lati de volta, levantando e expandindo minhas patas na terra, sentindo a vibração que a corrida dele em minha direção fazia ao solo.

Eu só precisava acertar a hora em que ele saltaria!

Mantive minha posição, e quando ele sumiu de novo, eu fechei meus olhos para sentir melhor a minha volta.

Minhas orelhas se moviam, prestando atenção a qualquer ruído, enquanto que minhas patas se enterravam um pouco na terra devido a pressão que eu fazia para sentir qualquer sinal de vibração.

O maldito ocultava de forma impecável sua presença!

Pude ouvir, segundos antes dele me atingir, me virando em sua direção. – MUITO LENTA! – e mais uma vez era arremessada como uma bola, atingindo uma ávore próxima dali.

Arfei, exausta, enquanto forçava minhas patas a sustentar meu corpo, procurando com os olhos pelo lorde.

Ok, eu estava começando a ficar realmente cansada daqueles jogos dele. Não era mais fácil, sei lá, me dizer qual era o truque?

De cima! ~

Senti a presença dele acima de mim, já soltando a bola de miasma e por pouco não sendo atingida em cheio por ela. Saltei o mais forte e longe que consegui, tendo o inu como meu objetivo.

Era agora que eu o derrubaria!

Ainda no ar, fui em sua direção, enquanto Sesshoumaru desviava para cima e para baixo, eu acompanhava seus movimentos, ensandecida com aquele treinamento descabido ao qual ele me forçava a praticar com ele.

Me cansando daquela brincadeira de gato e rato, eu parei de segui-lo e apenas concentrei a maior quantidade que pude de miasma, misturada com houriki em minha boca e, quando estava pronta para jogar naquele sádico, algo passou na minha frente, quebrando minha concentração.

Olhei na direção de onde tivera vindo o que quer que tenha sido e enxerguei Hayato-kun no solo, também em sua forma de cão.

Então era uma bola de miasma que ele tinha lançado na minha frente. Será que queria lutar também para testar minhas habilidades? Rosnei com o pensamento.

~Estamos agressivas hoje, né~ Hanna invadiu meus pensamentos e num estalo eu percebi que estava agindo demais por impulso.

Eu ia mesmo atacar o Sesshoumaru com toda a força!

Procurei pelo grande cão branco, o encontrando ao lado de Hayato no solo, mas os dois já estavam em sua forma humana, olhando para mim com um sorriso estampado na cara.

Desci; me sentindo muito inconformada de meu treino ter sido interrompido e daqueles dois estarem com aquele sorriso a olhar na minha direção.

Ao tocar no solo, desfiz meu aspecto de cão, ficando parcialmente com o lado youkai ainda ativo, e praticamente marchando com passos duros, fui até eles.

– Posso perguntar qual a razão para você nos interromper, Hayato-kun? – apontei o dedo na cara do General, que ria.

– E você?! – disse, agora apontando o dedo na cara de Sesshoumaru. Este assumiu uma carranca e olhar que dizia que ele arrancaria meu dedo se eu não o tirasse dali.

Ignorei e continuei.

– Eu estava lutando a sério, por culpa dessa sua forma insana de me treinar! E se eu tivesse te machucado a sério?

Sesshoumaru sorriu, debochado, e eu quase espumei de raiva. De onde ele tirou aquela expressão convencida? Eu ia quebrar a cara dele e era agora!

– Ooopa, calma, bela dama! – pediu Hayato, me segurando os pulsos quando levantei os punhos na direção de Sesshoumaru, que simplesmente me virou as costas, indo de volta para o castelo.

– Volta aqui, seu...!

– Sabe que ele não faz nada sem motivo, bela dama! Olhe, presta atenção ao que vou te dizer agora.

Disse um risonho Hayato e eu quis espremer as bochechas dele até ele cuspir os dentes, mas aguardei que ele terminasse de falar, parando de tentar me livrar de seus braços.

Ele me encarou, como se esperasse por algo.

– Então...? O que quer dizer, Hayato-kun?

Ele arregalou os olhos, parecendo surpreso.

– Realmente não percebeu? Você estava lutando fora do chão. Era esse o objetivo deste treino, não? E além do mais, se eu não tivesse chego a tempo, você poderia mesmo ter causado uma ferida séria ao Sesshoumaru-sama. Sabe bem que houriki naquela densidade pode ser letal para youkais, bela dama.

Eu tinha parado de ouvir em "...lutando fora do chão..." e meu cérebro voltou a funcionar apenas em "...ferida séria ao Sesshoumaru."

Num ímpeto, puxei Hayato pelas vestes.

– Eu machuquei ele?!

– Quê? Não! Você estava gritando com ele agora mesmo, e ele voltou ao castelo. Esteve desligada esse tempo todo? É perigoso deixar sua fera sair e não ficar presente pra controlar seus ímpetos. Tinha que ver como estava enfrentando o lorde agora pouco, eu achei que ele ia arrancar teu dedo em uma dentada. hahah

Uma veia saltou em minha testa e eu sacudi o general assim que este começou a rir.

– Cala a boca, Hayato-kun! – ele ria, mas aos poucos sua expressão foi ganhando seriedade.

Quando suas mãos agarraram meus pulsos, me fazendo parar o que estava fazendo e olhar para os azuis dele. Seu olhar era determinado e o semblante dele dizia que precisava conversar algo sério comigo.

Bufei, eram raras as vezes que o general mostrava aquela preocupação na face.

– Está na hora de eu te mostrar o resto das minhas memórias, bela dama.

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[Castelo no Céu]

*Pov. Takeshi*

Assisti atônito InuKimi-Hime lamber os próprios dedos melados de sangue após ter passado suas garras pelo pescoço de Nizo-nii.

Ele estava com os olhos mirando os próprios punhos no colo, eu percebia seu maxilar trincado.

Como ele conseguia se manter sem dar sequer um olhar de ódio para aquela youkai?!

Ver meu irmão e os outros anciões passar por aquilo nunca se tornaria algo aceitável. Era sempre assim que ela nos punia e nada podíamos fazer contra a maldição imposta por ela, que nos controlava e forçava a permanecer parados enquanto ela fazia o que bem quisesse.

Para ela, o caminho para a lealdade era o caminho da dor. E era assim que ela arrancava informações de nós. Com horas e horas de tortura psicológica e física, ao ponto de nos levar a loucura. A cada ferida que se curava, ela abria outra, e outra e outra.

Himura era o mais calmo, aceitava toda punição que ela nos impunha, porém nunca desviava seus olhos de InuKimi-Hime, numa promessa velada de devolver em dobro tudo o que ela nos fazia.

Seiki deixava claro seu ódio e repulsa, muitas vezes lutando contra a maldição, inutilmente, quando ela o tocava. A ex Lady do Oeste achava divertido "puni-lo", mas se cansava rápido dele. Para ela não havia graça se não houvesse desespero nos olhos.

Nizo-nii fora o primeiro a sucumbir e a se ajoelhar perante ela, lhe prometendo lealdade nas primeiras vezes que ela fizera aquilo conosco, logo após a guerra entre os reinos.

Me enfurecia lembrar a forma covarde que ela havia nos atraído para aplicar a maldição em nossos corpos.

As cicatrizes eram a marca dela. E sempre que possível, ela fazia questão de refazê-las.

– Eu amo esse tom de vermelho. – suspirou contra minha bochecha, passando suas garras pela cicatriz de meu rosto, acima do olho, a redesenhando. Segurei a vontade de rosnar e fechei os punhos, encarando seus olhos.

Ela estava enganada se achava que aquela falsa lealdade duraria por toda eternidade.

– Isso, Takeshi. É exatamente esse olhar que eu queria ver. Você sabe que é meu favorito, não é? – salientou, aspirando o ar de meu pescoço, enquanto passava suas garras por ali também. Apenas pude fechar os olhos, ignorando a dor que seu veneno causava. – Então...o que é este cheiro maculando o adorável aroma de meu favorito? Esteve com um macho, não esteve?

Abri meus olhos, em choque.

Tivera tido cuidado com meu cheiro após ter saído dos aposentos de Hayato, então como ela...droga, foi naquela hora.

O som de Nizo-nii rangendo suas presas me fez olhar para ele, e sua expressão mostrava toda a raiva que sentia naquele momento, e eu sabia que ele me xingava de idiota com os olhos.

– Tsc tsc tsc. Que feio, Takeshi. Terei de te punir mais por essa traição. Já disse que vocês quatro... – sussurrou ao pé do ouvido, me causando um calafrio, enquanto suas garras desciam por meu peito, abrindo quatro fendas sangrentas.

O veneno se espalhando pela corrente sanguínea me fez paralisar com a dor. – ...pertencem exclusivamente a mim, sua mestra.

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[Norte - Ruínas do Reino Antigo]

*Pov. Autora*

Kiyomi, Akira e seu tio, Aoi haviam sido feridos em sua luta contra Naraku.

E agora, tendo passado semanas do acontecido, estavam não só curados, como prontos para uma revanche.

E era por isso que naquele momento estavam em uma reunião com os mais velhos do clã e, claro, com Oyakata-sama a ouvir todas as partes antes de dar sua palavra final.

O clima entre eles estava tenso.

Desde que o casal de irmãos retornou junto do guardião do lacre, do antigo lorde do leste, as preocupações estavam estampadas nas faces dos membros do clã. Do que restou dele.

Os irmãos e seu tio ouviam calados enquanto os membros discutiam.

– É realmente necessário arriscar mais uma vez o clã em uma luta inútil? Oyakata-sama! Já foi extremamente difícil lacrar Orochi uma vez! E naquele tempo tivemos ajuda de uma miko poderosa, o que poderemos fazer agora? Ela nem mesmo se encontra mais viva! – a justificativa vinha de um de seus anciões.

– Será que realmente deveríamos ter confiado a aquela sacerdotisa o lacre de Orochi? Sacerdotisas são naturalmente inimigas de youkais e ela ainda levou a princesa embora junto com ela e aquela feiticeira de araque. – alguém sussurrou em meio ao amontoado de reclamações.

O barulho estrondoso de algo se rompendo interrompeu a nova discussão que se iniciara ao comentário maldoso, fazendo os presentes se calarem e olharem para General Ren, que segurava sua lança contra o chão com um olhar enfurecido.

– Se esconder como ratos é ainda mais inútil. – expôs, retirando sua arma do chão rachado. – Não se esqueçam que se não fosse por Oyakata-sama, não estaríamos vivos. Ele perdeu sua companheira de marca, abriu mão de sua herdeira. Onde está a lealdade de vocês?

Um silêncio desagradável pairou.

O grande cão, que até agora só ouvia atento, deu um passo a frente, chamando a atenção de seus subordinados, que imediatamente assumiram uma posição de respeito para com seu lorde, ajoelhando-se em uma de suas pernas. Ao chegar mais próximo, o lorde se encontrava em sua aparência humana.

Hiroshi, Lorde do antigo Norte sabia que aquele momento chegaria, desde o dia em que havia entregado parte de seu coração a feiticeira. E ele não recuaria agora.

– Chegou o momento de sairmos das sombras e nos unirmos a outro reino na luta contra ambos, Naraku e Orochi. Estive em contato com outro lorde, filho de um velho amigo, e este concorda com a união. Ele ofereceu que todos nós fôssemos para suas terras. Os mais novos ainda não são fortes o bastante para o que devemos enfrentar, portanto, a união é benéfica para ambos.

Observou a face surpresa de todos, inclusive de seus filhos, escondendo o fato de que haviam outras razões por detrás de sua decisão e, antes que pudessem dizer algo, continuou.

– Partiremos amanhã.

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