Dragon Ball não me pertence
CAPÍTULO 25
Poison drink
Na noite daquele dia, quase na hora do jantar marcado entre o rei e Pilaf, Bulma estava em seu quarto. Havia se jogado na cama após voltar do laboratório, estava cansada, aflita e confusa. Queria que o rei resolvesse logo a história de seu compromisso com o general terráqueo, queria que as coisas se acalmassem e estava angustiada em pensar sobre como conseguiria encarar Vegeta daquele dia em diante. Ela fechou os olhos na tentativa de esquecer aquilo tudo por um momento, mas não pôde descansar por muito tempo, a porta do seu quarto bateu e uma silhueta conhecida lhe olhava da entrada.
Naquele mesmo momento, no salão de jantar, o rei recebia Pilaf e Babidi para o jantar.
— Sentem-se, por favor. - o rei falou educadamente ao receber os alienígenas.
Quando todos sentaram à mesa, dois serviçais de uniforme iam começar a colocar os pratos, mas foram interrompidos por um gesto que o rei fez com a mão.
— Caro Pilaf, - o rei começou calmo, procurando as palavras. - Antes de iniciarmos o jantar, gostaria de conversar algo muito importante.
Pilaf e Babidi se entreolharam significativamente, sabiam o que estava por vir.
— Rei Vegeta, antes de qualquer coisa, - Pilaf o interrompeu. - Sabemos que nosso tempo aqui está findando, por que hoje terminaram a construção de nossa frota de naves, e para celebrar esse momento, gostaríamos de lhe oferecer um presente. - Pilaf fez um gesto com a mão e um de seus soldados se aproximou trazendo uma garrafa de bebida e entregando-a a ao rei Vegeta após uma reverência.
— Esse é o melhor vinho que temos na Terra. - Pilaf falou pomposo. - envelhecido em barris de carvalho por mais de cem anos terrestres, queríamos lhe dar como presente pela sua hospitalidade...
Rei Vegeta olhou a garrafa com ganância. O vinho era um de seus poucos pontos fracos.
— Muita gentileza de sua parte, Pilaf. - falou sem largar a garrafa. - Mas antes de comemorarmos qualquer coisa, temos mesmo que conversar. - o rei insistiu.
— Ah, claro – Pilaf falou com um sorriso desgostoso. - Isso dará tempo para que o príncipe chegue e comemore conosco.
Rei Vegeta, duvidando muito que seu filho quisesse comemorar algo, resolveu começar.
— Bem, é sobre nosso acordo quanto ao casamento de Bulma e seu general. - ele começou, pausadamente, observando a reação de seu interlocutor. - Bem...não acho que seja prudente por agora. A menina não quer. - concluiu omitindo que sabia que o general não havia tocado a menina, decidiu não anunciar o fato para evitar mais conflitos.
— Hum, entendo. - Pilaf falou sério, fingindo que pensava no assunto. - É uma pena para a menina, por que Yancha é um bom partido, mas se ela não quer, não podemos forçá-la. Mas saiba que é ela quem perde. Não é mesmo Babidi?
Babidi apenas concordou balançando a cabeça em afirmação.
Rei Vegeta ficou surpreso com a facilidade com que Pilaf aceitou o fato, mas não desconfiou de nada. Olhava avidamente a garrafa de vinho.
— Bem, então já que está tudo resolvido, - o rei falou contente. - vamos comemorar o sucesso de nosso acordo comercial com um drink. - disse pegando a garrafa, quebrando o lacre sem fazer força e enchendo uma taça ele mesmo sem esperar pelos criados.
— Não acha melhor esperarmos o príncipe? - Pilaf indagou aflito, o rei não deveria beber agora, só junto com o filho.
— Não precisa. - Rei Vegeta falou despreocupado. - meu filho não bebe. - completou bebendo a taça de um gole só.
Pilaf e Babidi se entreolharam apreensivos.
Enquanto isso, no quarto de Bulma, na torre sul do castelo:
— Você?— Bulma perguntou assustada levantando de uma vez da cama ao ver a silhueta à porta. - o que quer?
Yancha a olhou receoso. Sua missão ali era sequestrar Bulma e levá-la para a nave que os esperava escondida numa montanha no entorno do castelo, enquanto Babidi e Pilaf liquidavam o rei e o príncipe.
— Queria pedir desculpas. - ele falou adentrando no quarto, devagar.
— Não se aproxime mais. - Bulma falou esgueirando-se para fora da cama.
O general terráqueo a viu esgueirando-se, mas sabia que a menina era um alvo fácil para ele. Podia roubá-la agora se quisesse, e assim a teria para sempre.
— Vamos conversar. - ele pediu - não vou tocar em você. Não me odeie...por favor.
Ela parou. Havia caído na dele com certeza, era ingênua e tinha um coração puro, ele pensou. Seria fácil demais enganá-la, e ele estava conseguindo.
Ele se aproximou mais, ficando frente a frente com ela, quase chegando a tocá-la.
— Eu... - ele começou pegando no pulso da garota, Bulma assustou-se. - eu não posso fazer isso. - concluiu de cabeça baixa no momento que sentiu o contato com a pele macia dela, entendeu que não podia mais continuar com aquilo.
— Fazer o quê? - Bulma perguntou sem entender o que se passava, ainda apreensiva.
— Nada. - ele falou soltando-a e tomando uma decisão, precisaria agir rápido. - espero que um dia você me perdoe. - sussurrou. -Bulma, coisas ruins estão para acontecer. Fique aqui e não saia pra nada. Vou procurar o príncipe, espero que não seja tarde demais.
— Não precisa me procurar. Eu estou aqui, verme insolente. - O casal olhou assustado para a sacada, Vegeta os olhava de pé, tinha os braços cruzados e a carranca de sempre. Ele havia vigiado o ki de Bulma o dia todo, e quando sentira que o terráqueo entrara no quarto dela, foi até lá ver o que estava acontecendo.
— Me diga, pode ser tarde demais para o que? - o príncipe continuou, entrando no quarto, a luz artificial iluminando-o.- Espero que o que tenha para me contar seja realmente importante, por que se não for, vou matá-lo só por entrar nesse quarto novamente.
— Pilaf e Babidi estão planejando um golpe. - Yancha anunciou sem medo, aproximando-se de Vegeta que o escutou com atenção. - Vieram para cá com o intuito de sequestrar Bulma, eles sabem que ela é a filha do Dr. Briefs. Como não conseguiram me casar com ela, eles pretendem levá-la hoje a noite, e para isso pretendem assassinar o rei e você. - explicou em tom urgente.
— Tolice. - Vegeta desdenhou fingindo-se de despreocupado, porém, acreditando no que o terráqueo dizia. - Como aqueles idiotas poderiam matar um sayajin? Além do mais eu e meu pai, guerreiros de primeira classe?
— Cianureto. - Yancha falou encarando o príncipe. - Um dos venenos mais potentes, com uma dose quatrocentas vezes maior do que pode matar um humano, ele pode SIM matar um sayajin.
Vegeta escutava atentamente. Bulma os olhava um pouco afastada, prestando atenção na conversa dos dois. O sayajin e o terráqueo pareciam nem notar mais sua presença ali.
— Portanto, é melhor irmos logo até o salão de jantar, - Yancha continuou – a essa a altura eles já podem ter iniciado o plano. O rei corre perigo.
— Besteira, meu pai reconheceria comida envenenada. - Vegeta retrucou despreocupado.
— E se o veneno estivesse misturado ao vinho? - Yancha perguntou.
Vegeta arregalou os olhos, o sangue congelando. Bulma teve a mesma reação.
A porta do salão de jantar real abriu com um estrondo. Um grupo esbaforido estacou ao ver o aglomerado de guardas no chão perto da longa mesa de jantar. Yancha, Bulma e Vegeta pararam e olhavam fixamente a cena. Foi Bulma quem passou pelos dois e correu até o ajuntado de guardas.
— Já mandamos chamar um médico. - Bulma ouviu alguém dizer quando o grupo se afastou para lhe dar passagem e ela se agachou até o corpo que estava ao chão.
Rei Vegeta, arquejava. Um filete de sangue escorrendo pelo canto do lábio inferior. A pele levemente arroxeada.
— Papai...- Bulma murmurou aflita segurando a cabeça do rei em seu colo, o coração disparado e lágrimas escorrendo . - papai por favor, resista...
O rei com muito esforço levantou a mão esquerda, Bulma a segurou com força.
— O-onde e-está Ve-Vegeta? - perguntou com dificuldade.
O príncipe, que a pouco aproximara-se do pai, também como o coração aos pulos, aproximou-se, entrando no campo de visão do rei.
— Estou aqui. - falou ao aproximar-se, ele não sabia o que fazer, o coração quase saltando-lhe do peito.
— A-aproxime-se. - o rei pediu estendendo a mão direita com dificuldade. Vegeta repetiu o gesto de Bulma, agachando-se do lado oposto ao dela e segurando a mão do pai como a garota fazia, mas ao contrário dela, não chorava.
Yancha, todos os guardas e médicos que haviam chegado a pouco, observavam a cena atentamente.
— M-meus f-filhos. - o rei falou com dificuldade, olhando-os. Uma lágrima escorria-lhe pela face. - E-está n-na h-hora de i-ir...
— Não, papai. Você não vai morrer...- Bulma falou chorando desesperada, apertando a mão do rei.
— M-minha f-filha linda – o rei disse arfante olhando-a. - V-você foi m-minha f-filha m-mesmo se-sem t-ter meu s-sangue.
Bulma o olhou, lágrimas escorrendo na face.
— G-garoto – ele falou olhando Vegeta. - A-agora v-você será r-rei. S-seja j-justo e f-forte – o rei disse e tossiu um pouco, mais sangue escorreu de sua boca. - e c-cuide de s-sua i-irmã, e-ela só tem v-você.
— Não vou ser rei agora, você vai viver. - Vegeta falou sério olhando o pai, tentando ao máximo esconder a emoção. - Já estão trazendo o antídoto falou observando a movimentação dos médicos em volta.
— É ta-tarde. E-la já está a-aqui. - o rei retrucou com dificuldade. - e-ela j-já v-veio m-me b-buscar... - ele disse quase contente.
— Ela quem? - Vegeta perguntou desesperado, achando que o pai delirava.
— S-sua mãe. - O rei disse delirante, olhando para algum ponto atrás de Vegeta. - e-ela...-e-la – o rei falou olhando fixamente o horizonte. - e-ela... - ele ainda conseguiu dizer com um último suspiro.
O rei caiu com os olhos vidrados. Estava morto. Tinha um quase-sorriso em seus lábios.
— NÃO! - Bulma gritou desesperada , agarrou-se ao corpo do pai.
Vegeta olhava a cena, catatônico. Bulma gritou novamente e ele, ao percebê-la entrar em histeria, foi até a cientista, soltou-a do corpo o rei e abraçou-a com força. A garota, após ser solta do corpo do pai, encostou o rosto no tórax do príncipe, molhando sua armadura com as lágrimas. Permaneceram assim, enquanto todos os observavam, aguardando Vegeta tomar alguma decisão.
Vegeta não sabia o que fazer pela primeira vez na vida. Olhou ao redor, todos lhe aguardando, então ele percebeu que agora era só ele, e tinha que tomar o controle da situação, como um rei faria, pensou enquanto Bulma ainda chorava em seus braços. Com uma mão livre ele aproximou-se do corpo do pai e fechou-lhe os olhos. Levantou-se trazendo Bulma consigo, ainda abraçado a ela.
— A garota está em estado de choque. - ele falou para uma médica que os olhava apreensiva - Tragam algo para que ela se acalme.
A médica rapidamente abriu uma maleta e pegou uma seringa e um frasco com um líquido rosa. Aspirou o conteúdo na seringa e foi até onde o príncipe segurava a garota.
— Posso? - a médica perguntou pegando o braço de Bulma, que não resistiu.
— Faça – Vegeta falou com autoridade.
A sayajin aplicou o conteúdo em uma veia azulada no braço da garota. Ela estremeceu com a picada e Vegeta a abraçou com mais força. Instantes depois ela desfalecia em seus braços.
Com essa dose, ela vai dormir a noite inteira, majestade. - a médica alienígena falou, acenou a cabeça entendendo. Colocou Bulma deitada em seus braços.
— Ei, seu verme. - ele chamou por Yancha que os olhava um pouco afastado. - venha até aqui.
Yancha se aproximou receoso.
— Onde fica a nave que os dois idiotas usarão para fugir? - ele perguntou enquanto segurava Bulma.
— P-perto de uma clareira na montanha que fica ao norte do castelo. - Yancha respondeu prontamente.
— Sei onde fica, chegando lá os acharei pelo ki. - Vegeta falou sério, enquanto refletia sobre o que faria, olhou os presentes no salão e tomou uma decisão que não gostaria de tomar. - preciso que leve a garota para o quarto dela enquanto vou com minha escolta atrás daqueles vermes antes que fujam. - Vegeta disse a Yancha com desgosto.
— E-eu? - Yancha perguntou surpreso.
— É. Você, verme. - Vegeta falou irritado – Mas, nada de gracinhas... - acrescentou ameaçadoramente.
Yancha se aproximou e Vegeta entregou-lhe o corpo de Bulma, quase com raiva.
— Nos siga para a montanha quando deixá-la em segurança. - Ele falou para Yancha e voltou-se para um grupo de cinco guardas de segurança que os observavam – Guardas, acompanhem o terráqueo até o quarto da garota. - ele disse para os guardas de segurança do castelo. - Vigiem para que ninguém entre no quarto quando o terráqueo sair.
Os guardas fizeram uma reverência e acompanharam Yancha que já saía com Bulma. Vegeta olhou uma última vez o rosto desacordado da garota antes de saírem pela porta do salão.
— Quero que preparem o funeral de meu pai – ele falou para Bardock que havia chegado naquele momento ao salão, acompanhado de Kakkarotto e olhava a cena perplexo. - providencie isso, Bardock. Guardas, me acompanhem até a montanha. Você também Kakkarotto! Tenho que esmagar dois vermes...- o príncipe falou com um brilho assassino no olhar, voando através de uma grande janela do salão.
Quando Yancha adentrou ao quarto de Bulma segurando-a nos braços, os soldados que o acompanhavam aguardaram da porta, esperando-o.
Ele depositou o corpo bonito no leito e observou os belos cabelos azuis esparramando-se em todas as direções. A face da garota estava tranquila, totalmente afogada em seu subconsciente, teve certeza que ela não sonhava com a cena terrível que acabara de presenciar. Ele olhou os guardas impacientes na porta, vigiando para que ele não encostasse mais que o necessário na protegida de seu soberano.
Yancha não sabia se sairia vivo dali aquela noite, Vegeta ainda queria vê-lo e achou que poderia matá-lo, pensou em fugir por um segundo, mas decidiu que não seria covarde novamente como foi a vida toda. Faria o que era certo pelo menos uma vez na vida. Iria de encontro a seu destino, mesmo que esse lhe reservasse apenas morte e dor. Mas, antes de tudo, o que ele queria naquele momento era ter a oportunidade de falar mais uma vez com a linda cientista e poder-lhe pedir perdão por seus erros. Olhou-a ressonar e mexer-se um pouco. Ele sentou-se na cama, mesmo vendo os guardas fazerem cara feia ao lado da porta do quarto, precisava falar com ela antes de ir, mesmo que ela não pudesse ouvir.
— Espero que me perdoe pelo que fiz – falou baixinho olhando-a. - eu sempre fui um completo idiota, nunca mereceria você, mas acho que formaríamos um casal razoável. - disse com um suspiro tocando uma mecha do cabelo dela. - sempre fiquei do lado de quem pudesse me proteger mesmo sem ligar para o caráter dessas pessoas, por isso sou tão malfeitor quanto eles. Sei que você merece algo melhor que isso, talvez, só mesmo um príncipe para uma princesa como você. Espero não ter te causado um mal irreversível. - ele baixou o rosto e deu um beijo no alto da cabeça dela, ganhando outro olhar de desagrado dos soldados.
— Adeus Bulma. - ele falou para a garota adormecida antes de deixar o aposento.
— Tudo saiu errado como eu achava, Babidi! - Pilaf gritou desesperado na sala de comando da nave na qual fugiriam. - Bem que eu achei que aquele fraco do Yancha nos trairia! Ele não trouxe a cientista e daqui a pouco o lunático do príncipe vai estar aqui para nos matar!
— Cale-se, Pilaf – Babidi falava aflito dando voltas na sala enquanto seus lacaios preparavam a nave para decolar. - Vamos tratar de fugir, depois pensamos no resto...
— Mesmo que consigamos fugir, o mestre nos matará quando chegarmos na Terra com as mãos abanando. Faz séculos que ele quer a garota, - Pilaf dizia esganiçado – ele vai me tirar do controle do planeta! Estou desgraçado...
— Deixe que eu me entendo com o mestre – Babidi falava exaltado. - Talvez ele queira vir pessoalmente buscar a garota...
Naquele momento, Babidi parou de falar pois a nave tremeu e explosões foram ouvidas do lado de fora. Passos adentravam na nave fazendo-a balançar. Os dois vilões procuraram em torno uma saída de emergência. Os guardas deles ficaram estáticos. Nem bem um minuto se passou e um jovem de cabelos loiros e com armadura militar explodiu a porta da sala de comando, seus guardas o acompanhavam.
— Vermes malditos, vocês já estão mortos...- foi a última coisa que Pilaf e Babidi ouviram antes de virarem pó.
Vinte minutos depois, os soldados sayajins retiravam do salão de comando da nave o que restou da escolta de Pilaf. Todos tombaram mortos no combate. Vegeta estava parado olhando pela escotilha da nave a noite lá fora. Quando os guardas saíram, restaram na sala apenas Vegeta, Kakkarotto e Yancha que já havia voltado do castelo.
— Verme terráqueo, você não morrerá. - Vegeta falou sério enquanto olhava o céu.
Yancha relaxou onde estava, achou que ele seria o próximo a ser pulverizado.
— Mas também não o quero em meu planeta. - Vegeta complementou enquanto virava-se para olhá-lo. Yancha o olhou assustado.
— Pegue essa nave. Você tem uma hora para sair desse planeta. Se precisar de algo para isso, Kakkarotto o ajudará. Se não sair, eu posso mudar de ideia. - completou já saindo da sala de comando.
Yancha olhou para Kakkarotto, que lhe lançou um sorriso de solidariedade.
Instantes depois, Vegeta chegava ao castelo. Bardock o informou que estavam preparando o corpo de seu pai para o funeral que iniciaria pela manhã. Porta-vozes já informavam ao povo sobre a morte do rei. O general sayajin aconselhou o príncipe a descansar pois teria um longo dia seguinte.
Vegeta percorreu o caminho para seu quarto, mas não foi lá que chegou. Seus pés o levaram até o quarto da garota cientista. Ele dispensou os dois guardas que vigiavam a porta do quarto e adentrou. Bulma dormia calmamente. Ele tirou as botas e a armadura, e deitou-se ao lado dela, queria muito abraçá-la e dormir com ela junto a seu corpo, mas não conseguiu passar por cima de seu orgulho, já se achava fraco demais por ter parado naquele quarto. Ele apenas virou-se de lado, de modo que pudesse olhá-la dormindo, buscando não lembrar do mundo lá fora, nem do que teria de enfrentar no dia seguinte. Adormeceu pensando nisso.
