Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.

Capítulo 36 - A coragem que dá o álcool.

Era um dia muito brilhante e lindo, um casal estava no parque desfrutando de sua companhia, mas não eram os únicos. Parecia que vários casais tiveram a mesma ideia porque tinha mais pessoas do que imaginaram, muitas levavam seus filhos para brincar e se divertirem.

Por sua parte, Remus e Dora conversavam sobre os seus assuntos e olhavam para as famílias. Sem poder evitar, em algum momento viram a si mesmos com seu futuro filho fazendo o mesmo, não expressaram abertamente, mas isso os agradava bastante.

— Sabe, Remus, talvez podíamos ver um filme depois — propôs em um momento — Não precisamos voltar cedo pra casa.

— Claro, já que libertou os prisioneiros antes da hora — ele brincou.

— Ah vamos, te mostrei a foto, eles vão ficar bem — reclamou a jovem novamente.

— Certo, mas mesmo assim James vai reclamar, vai ser difícil voltar a trancá-los de novo.

— Não vai precisar, você vai ver — ela garantiu — Agora vamos pensar em nós — ele negou com a cabeça — Acho que podíamos comer alguma coisa e ir ver um filme.

— Como queira — Lupin se rendeu — E o que vai comer?

— Não sei, vontade de comer haggis.

— Sério? — surpreendeu-se.

— Não — disse risonha — Ainda não tive desejos estranhos, Lily me contou sobre uma comida que ela pediu quando ficou grávida do Harry.

— É, acho que James também contou essa história pra mim e pro seu pai.

— Ótimo! Lily ainda tem a receita, talvez um dia podíamos tentar — propôs, pois para ser franca, Remus era melhor na cozinha do que ela — E acho que ficaria bom com chocolate quente.

Como ele disse, James e Lily descobriram sobre o ocorrido e foram falar com Dora. Na verdade ninguém parecia acreditar que seus problemas se solucionariam tão rápido, mas com o passar dos dias, puderam ver verdadeiramente a mudança a olho nu, algo que os deixou curiosos.

Desde então, cada vez que se viam poderia-se dizer que agiam de forma um pouco retraída, como se tivessem medo de ficar juntos, uma atitude que era cada vez menor a cada encontro, e todos de certa forma tentavam ajudar.

Dois meses passaram-se assim, e alguns sintomas da gravidez de Dora começaram a ser mais visíveis. Pra dizer a verdade, em semanas tanto ela quanto Remus estiveram adaptando-se a sua nova situação. Como decidiram anteriormente, deixou de ir às aulas de Burbage, mas nunca deixou sua paixão de lado, mantinha-se em contato com sua mentora e inclusive conseguiu vender algumas pinturas novas que fez naquele tempo, o importante era não ter longos períodos de trabalho ou de repouso.

Em um desses dias, as garotas se reuniram para conversar. Dora, Julia, Susan e Hollie foram a uma cafeteria, boa parte de sua conversa girou em torno das loucuras que a artista tinha pedido a Remus naqueles dias, embora no começo usava como desculpa e não eram verdadeiros problemas, mas da última vez dirigiram por praticamente toda Londres porque desejou uma torta de melaço, e em todo lugar que ia algo não a agradava, fosse a cor da torta ou o cheiro.

— Quantas lojas vocês visitaram? — perguntou outra vez Julia.

— Não sei, para de perguntar isso — ela pediu.

— Sério, amiga, coitado do Remus, você passou dos limites — argumentou Hollie — Essa viagem deve ter custado mais do que a torta.

— E ainda foi racista, julgar a torta pela cor — acrescentou Julia, risonha.

— Parem de me julgar! Ele nunca reclamou e eu o recompensei depois — Nymphadora garantiu.

— Sim, mas nem sempre vai poder consertar tudo com sexo — retrucou Susan.

— Quê? Não o recompensei dessa forma — reclamou — Sim, transamos depois, mas porque quisemos, não por outra coisa.

— E isso vai continuar. Seus hormônios vão te descontrolar, não tem ideia — assegurou Hollie — A propósito, tem tomado os suplementos?

— Remus não me deixa esquecer, também já fomos a consulta da médica, disse que o bebê tá crescendo saudável e que eu tô bem.

— Mas ainda não sabe se é menino ou menina? — perguntou Julia.

— Não vão poder saber até o quarto ou quinto mês de gestação e só se quiserem — respondeu Hollie.

— E como sabe dessas coisas?

— Ela pensou que tava grávida, lembra, com certeza se informou para saber o que aconteceria — disse Susan.

— Obrigada por lembrar, amiga — ironizou Hollie.

— Não sei o porquê te incomoda, você e meu primo têm estado...

— Não fizemos nada disso, sua mente suja — a impediu de continuar rapidamente — Estivemos saindo, mas nada mais, não quero repetir os mesmos erros. Sim, estou nos dando uma chance, mas no meu tempo.

— Por isso que toda vez que se encontram parecem ter medo? — perguntou Susan perspicaz, ganhando um olhar penetrante.

— Olha, isso é um assunto delicado pra mim, e a menos que queiram que eu comece a gritar, vamos mudar de assunto — pediu, a verdade era que no momento estava muito sensível, especialmente com aquele assunto.

— Bom, nesse caso, vamos falar do chá de bebê da Dora.

— Julia — exclamou Susan.

— Eu sei, querida, é uma tradição materialista das Américas, mas parece uma boa ideia — disse — Além do mais, aqui os pais comemoram bebendo com os amigos, e eu encontrei um lugar muito bom que...

— No meu estado, não posso beber. E não é precipitado falar disso? — Dora a interrompeu.

— Você não pode beber, mas nós sim. Pode ser minha amiga, mas não vou me abster por sua causa — as outras três sorriram divertidas — E é só planejar, não vamos fazer nada até mais lá pra frente.

— Certo, mas nada de licor — retrucou Susan.

O passeio continuou por algumas horas nas quais conversaram sobre muitas coisas mais. No final, Remus passou para pegar Tonks e Susan aproveitou o momento para despedir-se também porque precisava fazer algo durante a tarde, então Julia e Hollie ficaram sozinhas.

— Bom, amiga, acho melhor eu ir indo — Julia começou a se despedir, procurando na bolsa por dinheiro para pagar a sua parte da conta.

— Ei, espera — Hollie a deteve — Esse lugar que você falou... É bom?

— Claro que sim, eles têm todo o tipo de bebidas — respondeu animada — Quer dar uma olhada?

— Acho que um shot cairia bem.

— É assim que se fala! — festejou.

Com um grande sorriso, as duas mulheres pagaram a conta na cafeteria e subindo no carro da castanha, porque Julia não tinha carro, começaram a viagem. O plano era só tomarem algo e depois irem embora, mas não esperavam que as coisas saíssem do controle.

A noite caiu sem grandes novidades e, em um apartamento de Londres, Sirius se preparava para dormir, já tinha posto o pijama e ido se deitar quando escutou batidas na porta e a campainha tocando. Ninguém no mundo conseguiria ignorar esse som.

De má vontade, levantou-se da cama e foi ver quem era que enchia o seu saco aquela hora. Enquanto ia até a porta, pensou na vez que chegou bêbado para incomodar Lily e James, o que fez que levasse um castigo tão grande que nem com todo o whiskey da Escócia no corpo cometeria o mesmo erro.

O som da porta continuava insistente e era só questão de tempo para começar a perturbar os vizinhos, se é que já não perturbava. Abriu a porta disposto a expulsar quem quer que fosse, mas antes que pudesse algo pesado foi para cima dele e o rodeou pelo pescoço, usando-o como apoio.

— Si, Sirius, Siri, Siri — repetia a sua visita.

— Hollie, o que...? Tá bêbada? — perguntou depois de sentir o forte cheiro.

— O quê? Nããão! Foram só dois ou três copos — respondeu, arrastando as palavras.

— Dois ou três copos? — repetiu em tom repressor.

— De um litro cada — e começou a rir. Estava péssima, não deixava espaço para dúvidas.

Embora tivesse se envolvido em muitas bebedeiras em sua vida, nunca imaginou estar daquele lado da situação, o de quem cuidava do perdido. A meteu com cuidado no apartamento e a sentou no sofá para depois pensar no que fazer. Costumavam dá-lo café quando isso acontecia, o problema era que não tinha café.

— A sua casa é linda, e sempre me choca o quão arrumada é — ela comentou.

— Esquece a casa. O que tá fazendo aqui e desse jeito? Você nunca bebe assim.

— E quer que eu faça o quê? É sua culpa!

— Minha?

— Sim, maldito cachorro vira lata. Se não tivesse sido tão sincero e teimoso, eu continuaria com a minha vida normal, mas agora tô me aproximando de você e quanto mais me aproximo, mais medo tenho — começou a querer derramar algumas lágrimas — Sabe o que é gostar, amar alguém pra quebrar a cara como você me fez fazer...

— Como assim gostar? — a interrompeu.

— Não entendeu? Eu gosto de você, seu cão sarnento — ela disse, secando os olhos — Tô com sede, traz uma garrafa de whiskey.

— Melhor eu chamar um táxi pra te levar pra casa — não estava com vontade de dirigir.

— Taí embaixo. Peguei um táxi pra vir pra cá e ainda deve tá esperando o pagamento.

— O quê?

— Não podia dirigir assim! E tava sem grana, então disse pra ele me trazer aqui e que você pagaria. Melhor ir logo ou vai cobrar mais.

— Por Deus, Hollie — reclamou — Olha, vem comigo e te levo pra casa — isso foi estranho, não estava acostumado a ser o responsável.

— Não! — ela respondeu na mesma hora, tirando os sapatos e jogando-se no sofá — Eu vou ficar e você faz o que você quiser.

Em um breve momento, Sirius sentiu pena de seus amigos. Quantas vezes ele deve ter agido da mesma forma? No momento não podia permitir que a conta do táxi aumentasse, então pegou a carteira e desceu para pagar. Talvez seria melhor deixar Hollie descansar no sofá aquela noite, com isso em mente voltou para o apartamento, mas ela não estava mais onde a tinha deixado, só as calças dela tinham ficado para trás.

Mas não pode continuar pensando nisso porque ruídos vindos do seu quarto chamaram a sua atenção. Quando chegou, pôde ver a jovem na frente do seu armário, revirando as gavetas, as pernas completamente nuas. A visão era bem atraente.

— Ui! Não sabia que tinha esse fetiche — ela disse, levantando uma mínima peça de roupa íntima preta (uma tanga) da gaveta aberta — É seu ou um troféu de uma das vadias que você tem?

— Larga isso — reclamou, aproximando-se dela e pegando a peça para jogar de volta no armário. Estava certa, era um tipo de troféu, mas do tempo que tinha acabado de sair da casa dos pais e sentiu a liberdade, ou seja, era um adolescente idiota — Por que entrou aqui? E o que aconteceu com as suas calças?

— Tava com calor e tirei — respondeu simplesmente — E entrei porque tava curiosa.

— Curiosa?

— Sim, pra saber como é o verdadeiro Sirius Black, exatamente como eu pensei — garantiu enquanto voltava a revirar as suas coisas, era a primeira vez que conhecia seu quarto.

— O que quer dizer com isso? — perguntou, desafiante.

— Que não sabe como me sinto — começou a caminhar, como se estivesse o rodeando — Como o grande mulherengo poderia saber como eu me sinto? Sempre teve as mulheres que quis, essa gaveta é a prova — apontou — Sempre teve todas pra fazer o que quisesse e se aproveitar delas.

— Eu não me aproveito delas — defendeu-se enquanto caminhava da mesma forma que ela.

— Claro, só as atrai e faz as suas coisas. Bom, de qualquer forma, não deve ser difícil convencer aquelas vadias — alfinetou, parando de andar — É hora de você pagar por isso.

Aproximou-se dele em um só movimento, empurrando-o o mais forte que pôde e fazendo-o cair direto na cama. Depois disso, começou a tirar a calça do seu pijama apressadamente para depois sentar-se sobre o seu colo.

— Hollie, o que tá fazendo? — perguntou um pouco assustado e lisonjeado.

— Hoje você vai descobrir como é se aproveitarem de você — disse, desamarrando a blusa.

A verdade é que nem ela acreditava nas próprias palavras. Era só parte do jogo, aquele jogo que atreveu-se a executar por causa do excesso de álcool, e o que fizeram depois é história.