Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.
Capítulo 37 - Amor em liberdade.
Fazia algumas horas que tinha amanhecido, mas em um apartamento de Londres, um casal estava profundamente adormecido, tinham tido uma noite muito agitada e ainda não tinha descansado o suficiente para recuperar suas energias. A castanha virou-se na cama e abraçou a primeira coisa que encontrou, que foi o corpo de seu acompanhante que, ao sentir o seu contato, começou a mover-se, e assim pouco a pouco cada um começou a acordar.
O primeiro a abrir os olhos foi Sirius, rapidamente olhou ao redor, encontrando-se com os cabelos da jovem que o segurava, então um sorriso travesso surgiu em seu rosto quando lembrou-se do que aconteceu durante a noite. Apesar de como as coisas aconteceram, estava feliz de poder acordar com essa linda mulher em seus braços. Pouco depois, Hollie começou a se remexer inquieta até que finalmente entreabriu os olhos, o primeiro que viu foi o rosto de Sirius, que a observava sorridente.
— Bom dia — ele a cumprimentou com alegria.
— Olá — lhe respondeu meio adormecida, mas em seguida levantou-se rapidamente, completamente surpresa e acordada — Sirius! Que diabos tá fazendo na minha cama?
— Bom, a verdade é que... — deixou a oração na metade porque francamente não importava muito que a terminasse.
Depois do sobressalto inicial, a castanha começou a inspecionar o lugar, para começar notou que essas não eram suas cobertas, tampouco era a mesma pintura que tinha em seu quarto, tudo era completamente diferente e a razão disso é porque não era seu quarto, e sim de Sirius. E com muito mais horror, percebeu que estava completamente nua. Começou a forçar a memória, tentando lembrar-se do que aconteceu no dia anterior, o último que sabia era que estava em um bar com Julia, e depois de um copo depois do outro cheios de...
— Não, não, não, não, não — repetiu, cobrindo o rosto com as mãos — Outra vez não.
— Ei, relaxa — disse o moreno que ainda sorria.
— Relaxar? — disse com impaciência, voltando para vê-lo — Como quer que eu me acalme? Não tá vendo que... É melhor eu ir — tentou sair da cama.
— Não! — exclamou Sirius imediatamente, segurando-a pela cintura para impedi-la. Como pôde, conseguiu que ficassem frente a frente, ela em cima dele, com um braço rodeou a cintura e com o outro a segurou pelas costas.
— Me solta — ela exigiu ao se ver presa.
— Não, desde que ficamos juntos, não consegui ficar com outra mulher, e agora que te tenho não vou te deixar ir tão facilmente — disse, começando a acariciar suas costas.
— Deixa de ser estúpido e me solta — mas ele não obedeceu.
Pelo contrário, o homem começou a acompanhar suas carícias dando pequenos beijos em seu pescoço, talvez ela não se lembrasse nada da noite anterior, mas seu corpo lembrava daqueles beijos e carícias que estava recebendo. Sabia que tinha que acabar com isso de uma vez, ou acabaria perdendo o controle completamente.
— Si... Sirius, para com isso — voltou a pedir com a voz entrecortada — Sabe que isso não tá certo... e outra... você se aproveitou de mim porque tava sóbrio — reclamou entre os suspiros que soltava.
— Sério? Me aproveitei da mulher que praticamente me violou ontem à noite? — disse em um tom divertido antes de voltar a beijá-la.
— Isso não, não é verdade — mordeu o lábio ao terminar de dizer isso.
A verdade é que estava dando todas as desculpas que surgiam em sua mente, tentativa inútil de tentar parar o que estava acontecendo, junto com isso, estava fazendo todo o possível para não demonstrar o muito que agradava o que estava fazendo, mas no momento não tinha força mental o suficiente, então estava fracassando plenamente.
Em um súbito movimento, Black girou sobre si, ficando em cima dela. Os beijos e as carícias continuaram sem as reclamações dela, não tinha forças para resistir, e por mais que dissesse, não queria resistir. Tinha o mesmo desejo que ele de desfrutar o momento, mas quando acreditou que nada os impediria, Sirius parou, separou-se dela e levantou-se da cama.
— Bom, já tá tarde, então vou preparar algo pra comermos — disse com naturalidade, enquanto vestia uma camiseta — Não se importa, não é? Pediu pra que eu parasse.
— Hã... eu... sim.
— Okay, então te vejo logo — e com um sorriso debochado, saiu do quarto.
Hollie ficou deitada na cama, perguntando-se o que diabos tinha sido aquilo. Então a resposta chegou sem problemas: era uma vingança por algum motivo, acendeu a fagulha para depois deixar que se consumisse sozinha. Tinha que aceitar que tinha sido muito bem calculado, mesmo que por dentro não deixava de amaldiçoá-lo por tê-la deitado tão "alegre" e a ela mesma por não ter reprimido aqueles instintos tão primitivos.
Em outra casa longe dali, outro casal tinha acordado cedo, então aquelas horas já tinham terminado o café da manhã e cada um estava realizando suas próprias atividades em seus respectivos escritórios.
Remus trabalhava em novos planos, pois a construtora Potter competia por um projeto para um novo centro comercial, o projeto não era tão grande como outros que tinha tido, mas deixaria muitos bons ganhos para a companhia. Por sua parte, Dora estava também em seu estúdio, procurando inspiração para suas novas obras, em um momento de descanso se dispôs a ver as coisas no computador só para passar um tempo, então viu algo interessante, era um artigo de uma mulher que pintava usando partes do corpo.
Ela nunca pensou em algo assim, sempre tinha usado pincéis de muitos tamanhos e materiais. Não parecia muito o seu estilo, mas ainda era algo que a entreteria, mesmo que fosse só para divertir-se um momento. Em outra parte da casa, Remus também decidiu tomar um descanso, e foi preparar um sanduíche para ele e sua esposa.
— Descansando? — comentou quando chegou com uma bandeja com os sanduíches e um pouco de suco de abóbora.
— Chegou na hora, me dá — ela pediu, tirando as bandejas de suas mãos.
— Que fome hein — disse divertido, enquanto tomava uma cadeira para sentar-se ao seu lado.
— Um pouco só — disse depois de engolir um pedaço que tinha na boca, para depois tirar os sapatos.
— Continuam incomodando, não é? — ele observou.
— Sim, os pés tão começando a inchar. Na verdade isso da gravidez é muito mais complicado do que pensei — aceitou — Acho que vou precisar que me leve pra comprar mais roupa porque as que tenho já não cabem mais.
— Se não tenho outra escolha — ele brincou, recebendo um tapa brincalhão — Já pensou em algo novo?
— Ainda não, mas encontrei isso. Achei engraçado, o que acha? — o castanho leu o que tinha na tela.
— Nossa! Vai tentar?
— Talvez, mas não é meu estilo, seria só pra me divertir, sabe, não pras pinturas — respondeu, pegando outro sanduíche — Mudando de assunto, falta um mês pro natal, e talvez poderíamos fazer uma pequena festa aqui em casa.
— Aqui? — repetiu — Teríamos que fazer muitas pra essa noite.
— Não seria tanto, geralmente James e Lily fazem uma festa, podíamos fazer aqui também — propôs — A gente podia pôr a culpa na minha gravidez.
— Talvez, mas teríamos que falar com...
O resto da frase se perdeu, pois uma música de rock começou a soar, era o celular de Tonks que estava tocando. Deixando essa conversa para outro momento, pegou o celular e o respondeu.
— Alô — cumprimentou.
— Oi, sou eu, a Julia — respondeu do outro lado.
— E aí? O que me conta? — disse alegre.
— Nada demais — respondeu — Só queria dar um "oi" e... bom, por acaso sabe alguma coisa sobre a Hollie?
— Sobre a Hollie? — repetiu, estranhada — Não, por quê? Você sabe alguma coisa?
— Não. Bom, não é nada importante — tentou disfarçar.
— Julia, o que tá acontecendo? — ela perguntou firme, sabia que ela não perguntaria essas coisas só por perguntar, tinha que ter uma razão para não querer falar.
— É que... bom, lembra que ontem eu falei sobre aquele novo lugar que encontrei?
— Sim, não nos deu detalhes, mas... — então entendeu — Não me diga que você e Hollie foram se embriagar depois que fomos embora? — o silêncio do outro lado foi resposta suficiente — Meu Deus, o que acontece?
— Eu não sei muito bem. Só íamos tomar uns shots e quando nos demos conta, perdemos o controle. Pelo que Susan me disse, cheguei tarde da noite em um táxi, tentei ligar pra Hollie, mas ela não responde nem no fixo nem no celular. Ou tá desligado, ou acabou a bateria — terminou de contar.
— Então não sabe nada?
— Não — confessou, aflita.
— Tomara que não tenha feito nenhuma loucura — Dora exclamou — Bom, outra além da que cometeram. Como puderam ficar tão bêbadas até perder o sentido?
— Não me repreenda! Você também já fez isso! O que aconteceu com minha parceira de noitada?
— Mudou quando se casou — retrucou irritada, antes de desligar bruscamente a chamada — Que merda.
— Calma, não é bom se estressar tanto. Inspira, expira — pediu Remus, a jovem começou a respirar para ficar calmo — Muito bem, agora me conta o que aconteceu.
Nymphadora se pôs a contar da conversa do dia anterior com as garotas, e da ligação telefônica com sua amiga, e de como Hollie estava praticamente desaparecida.
— O que acha? — perguntou depois de terminar de contar.
— Bom, se tava tão bêbada quanto Julia, também deve ter ido de táxi.
— Não acha que aconteceu alguma coisa?
— Não, não acho — disse rapidamente para que ela não se preocupasse — Disse que parecia estar sensível? — ela concordou — Talvez deveríamos perguntar a Sirius.
— Meu primo? Por quê?
— Não tenho certeza, mas talvez com todo o álcool, quis ir pra casa dele em vez da sua. Já sabemos que sente algo por ele e pode que tenha criado coragem pra dizer alguma coisa ou talvez... bom, você entendeu.
— Acha que eles...
— Provavelmente.
— Então vamos ligar pra tirar a dúvida — disse, pegando o celular na mesma hora.
No apartamento de Sirius passou-se quase uma hora até que Hollie decidiu levantar-se da cama. Tinha se acalmado depois da sessão de beijos e agora procurava sua roupa por todas as partes, mas não conseguiu encontrá-las. Com relutância, decidiu pegar uma camisa de Sirius que ficava bem grande nela, também pensou em pegar algumas calças, mas teria que segurá-las o tempo todo para que não caíssem, o que dava trabalho demais, então decidiu sair só com a camisa e procurar sua roupa o mais rápido possível.
Quando saiu do quarto, deparou-se com a sala completamente vazia, esperava encontrar alguma de suas peças, mas não tinha rastro delas. Foi até a sala de jantar onde Sirius, que continuava com a camisa, estava falando no celular, então decidiu sentar-se para esperar que terminasse.
— Sim, não se preocupa, tá tudo bem. Tchau — disse antes de desligar — Era Dora — comentou com Hollie, sem dizer sobre o que conversavam.
— Que ótimo — ela debochou, a verdade era que não se importava muito com isso, tinha coisas mais importantes para resolver — Sirius, cadê a minha roupa?
— No varal. Achei que era melhor lavar.
— Sei — não acreditava em nenhuma palavra, especialmente quando viu o seu olhar travesso — O que houve ontem? — perguntou sem enrolações.
— Me diga você — sentou-se perto dela, deixando-a nervosa, era muito estar na sua presença com apenas uma peça de roupa — Chegou completamente bêbada ontem — começou a contar — Acho que nunca te vi assim, chegou dizendo várias coisas, chegou em um táxi que eu tive que pagar, aliás você me deve...
— Sirius, foco! — ela repreendeu-o.
— Quis te levar pra casa, mas você não deixou, então fui pagar o táxi e quando voltei, já tinha tirado as calças e tava bisbilhotando meu quarto.
— Ai Deus — exclamou, cobrindo o rosto com as mãos.
— E sabe o que mais? — acrescentou divertido, conseguindo que ela voltasse a olhá-lo — Quando cheguei, começou a reclamar que era um mulherengo que me aproveitava das mulheres, então disse que era minha vez e então — fez uma pausa e começou a realizar uma atuação, afogando as palavras como se estivesse a ponto de chorar — Então me jogou na cama e... se aproveitou de mim — terminou como se fosse uma tragédia.
— Isso não é verdade — voltou a dizer, sem conseguir acreditar no que tinha feito — E para de fingir que tá chorando! Você deve ter amado isso! — reclamou.
— Tenho que admitir que nunca pensei que veria essa sua face, meio femme fatale — disse o homem com um grande sorriso — Foi divertido, me tratou como seu escravo.
— Pode mudar de assunto? — pediu envergonhada.
— Tudo bem. Então, por que bebeu até perder a consciência?
— E eu que sei? Tive uma conversa com minhas amigas e não sei, estou meio sensível esses dias, deve ser porque... — ela se deteve, acabou de lembrar-se de algo que tinha esquecido — Ah não.
— O quê?
— Me diga que usou camisinha, Sirius — quase implorou.
— Não! Eu já disse que não tive esse tipo de ação faz tempo, e não tava esperando que você...
— Mas que merda — ela exclamou.
— O que foi?
— Me dá a minha roupa! Eu não ligo se tá molhada, eu vou embora.
— É claro que não — disse Sirius — E o que tá acontecendo? Por que a pressa?
— Eu estou nos meus dias.
— Seus dias?
— Não sabe nada de mulheres, seu animal? — reclamou pelo tom da sua pergunta — Aqueles dias do mês em que a mulher tá mais sensível.
— Espera, quer dizer que pelo que aconteceu ontem, poderia ficar...
— Grávida, é — terminou no lugar dele — Outra vez a mesma história — exclamou, apoiando a cabeça nas mãos.
— Claro que não é a mesma história!
— É claro que é! O álcool, a coisa e a possibilidade de uma gravidez — garantiu Hollie, derramando algumas lágrimas.
— Bom, nesse caso teríamos que nos certificar da última parte — propôs, um pouco preocupado pelo seu choro.
— Não tem como, não ainda. Não acho que um teste de gravidez seja eficaz tão cedo.
— Pode ser, mas não tava falando disso, tem outro jeito de saber se tá grávida — ela o olhou surpresa.
— Outro jeito? Do que tá falando?
— Bom, o jeito é eu e você voltarmos para o quarto e...
— Quê? — ela o interrompeu, sem acreditar no que estava dizendo.
— Talvez não queira acreditar em mim, mas eu já disse que a história não é a mesma — segurou o seu rosto com as mãos e foi aproximando-se lentamente.
— Sirius — começou a ficar mais nervosa.
— Sei que não quer que eu te machuque de novo e acredite, é a última coisa que quero, só pare de se preocupar tanto e confia que vai dar tudo certo.
— Mas, Sirius — outra vez, ele voltou a beijar o seu pescoço — Sirius, por favor...
— Cuidado com o que deseja porque pode se realizar — ele a deteve — Eu vou parar se me pedir, mas quer mesmo que isso aconteça?
O homem retomou os beijos e carícias decidido, enquanto ela tinha a intenção de que tudo parasse, tinha as palavras certas na ponta da língua para que isso parasse, mas não podia, não queria dizê-las. Lentamente deixou-se levar até que decidiu agir, começou a procurar os lábios dele com os seus para unir-se em um profundo beijo. Esse foi o sinal de que nada os pararia, expressariam completamente aquele amor que sentiam, aquele amor que estava há tanto preso dentro de si, e que agora era livre.
