Disclaimer: Todos os personagens pertencem a JK Rowling, com exceção de Caroline Tonks, Hollie Carter, Susan Jones, Julia Simmons e Nicole Green, que pertencem a everard21. Esta fanfic é uma tradução autorizada de "Hasta el destino necesita ayuda" postada em 2014 no Potterfics por everard21.
Capítulo 40 - Preparativos.
Não era a notícia mais inesperada de todas, mas mesmo assim, que confirmasse a gravidez da mulher marcou um momento de grande alegria. Depois que Sirius Black entendeu a indireta, começou a balbuciar sem sentido para acabar gritando com todas as suas forças, chamando a atenção de todos que estavam dentro da casa, comemorando o natal.
Hollie que teve que contar a notícia porque o moreno simplesmente não conseguia pronunciar uma frase coerente, obviamente as felicitações e o brinde posterior pela alegre notícia que receberam, foi uma noite bem animada e culminou com a pergunta de Andrômeda de quando se casariam, o que nenhum dos dois soube responder.
Quando a noite terminou, cada um dividiu-se, os Potters voltaram para casa depois de levar algumas sobras do jantar para comer depois, Sirius insistiu que Hollie a acompanhasse ao seu apartamento, segundo ele era para falarem sobre sua relação, mas todos sabiam que fariam tudo menos conversar. Já Ted e Andrômeda, que moravam mais longe dos outros, decidiram ficar no quarto que sua filha e genro tinham oferecido.
Uma semana depois chegava o início de um novo ano, e com eles chegavam novas esperanças, particularmente o mais esperado seria o nascimento do filho de Remus e Dora, e o casamento de Sirius — alma livre — Black e Hollie. Depois de muitas conversas com os amigos e familiares do casal, decidiram comemorar as núpcias em aproximadamente dois meses, na verdade parecia um pouco apressado, mas a segunda opção era esperarem até que Hollie tivesse o bebê, o que parecia muito tempo e não queriam dar tempo a nenhum deles para poder mudar de ideia.
O planejamento começou imediatamente, pois tinham muito o que fazer em pouco tempo, embora claro, tiveram menos tempo para preparar o casamento de Remus e Dora e tinha sido uma grande comemoração. Sirius estava muito envolvido nos preparativos, em parte porque queria e em parte porque o obrigaram a participar, para seus amigos foi a oportunidade de vingar-se de seu amigo brincalhão por tudo o que fez com eles quando se casaram.
Poderia-se dizer que foi um grande alívio quando voltaram aos seus respectivos trabalhos, com os amigos na construtora e Hollie em seu escritório eram os únicos momentos que podia escapar do estresse que geravam os preparativos do casamento.
Uma tarde, no final do mês de janeiro, Dora foi visitar seu marido no trabalho, esse dia se reuniria com suas amigas, pois iriam buscar um vestido de noiva adequado para Hollie. Não foi vê-lo por algo específico, só queria passar para cumprimentá-lo antes de darem uma volta nas lojas, naquele momento o ventre de Dora era mais proeminente que antes, era mais que evidente sua condição.
Chegou sem problemas na construtora e subiu ao andar onde estava seu escritório, tudo estava como da última vez, as paredes pintadas da mesma cor, as mesmas fotos e pinturas penduradas nas paredes, as mesmas plantas e, por desgraça, a mesma (vagabunda) secretária. Igualmente arrumada e vestida com um vestido apertado, sem dúvidas tentando fisgar um desavisado que caísse em suas artimanhas.
Decidiu que o melhor seria ignorá-la completamente e, aproveitando que estava ocupada guardando uns papéis no arquivador, passou reto e foi direto para o escritório de Remus, já tinha cruzado metade do caminho sem problemas...
— Ei, espere, não pode... Ah! É você — exclamou a secretária com um toque de desprezo.
— Sim, sou eu, a esposa do seu chefe — disse desafiante, ela pretendia ignorá-la, mas seu temperamento a obrigava a dar a cara a tapa no exato momento em que escutou sua voz.
Olharam-se desafiantes, poderia-se dizer que o desagrado que sentiam era mútuo. A secretária começou a analisá-la com o olhar, esse dia Tonks estava vestida bem casual, com um par de jeans e uma camisa folgada que tinha comprado há pouco, mas ainda assim podia notar um pouco como tinha crescido sua barriga. Quando terminou de vê-la, esboçou um sorriso debochado.
Dora soube interpretar muito bem aquele sorriso e seu olhar, era como se dissesse que não tinha uma figura tão perfeita quanto ela. Podia sentir o sangue circulando por suas veias e apertando os punhos, armou-se de paciência para ir, não estava em condições de discutir com ela e muito menos um confronto físico. Não seria bom para seu bebê, mas assim que estivesse em condições adequadas, descontaria com gosto nela. Respirando fundo, deu a volta e foi entrar no escritório.
—O senhor Lupin está ocupado — disse a mulher na mesma hora —, não pode entrar.
— Quero ver me impedir — disse ameaçadora, olhando-a de soslaio antes de abrir a porta para entrar.
O cômodo onde Lupin trabalhava estava exatamente como o escritório em casa, tudo perfeitamente organizado com uns livros em uma estante. O primeiro que tentou foi cumprimentar seu marido, mas naquele momento ele estava falando com o que parecia ser um cliente, então mesmo que quisesse, ele não poderia responder.
Remus ficou surpreso com a entrada repentina de Dora, não sabia que ia visitá-lo, ficou de pé para recebê-la quando ela fez um gesto com a mão para que ele continuasse com o que estava fazendo, mas ele aproximou-se dela e ajudou-a a sentar-se para esperar que terminasse sua ligação.
— Sim, em alguns dias estará pronto, senhor Robertson. Sim, não se preocupa, senhor, adeus — ele terminou.
— Firenze? — perguntou Dora, quando ele desligou o telefone.
— Sim, pediu que avaliássemos alguns edifícios da Corporação Centaurus, realmente se tornou um bom cliente — explicou, sentando na ponta da mesa na frente dela — A que devo a visita?
— Não posso visitar meu marido?
— Claro que pode, mas tem que admitir que não acontece muito — levantou-se e aproximou-se mais dela, percebeu algo de errado na sua voz nesse momento — Dora, tá tudo bem?
— E por que não estaria?
— Pelo seu tom de voz, tem alguma coisa te irritando. O que foi? — voltou a perguntar.
— A sua maldita secretária! — exclamou depois de alguns segundos — Eu odeio que tenha essa vagabunda aí fora.
— Certo, você já me disse isso, mas eu não...
— Sim, eu já sei o que disse — o interrompeu —, mas não a suporto, e agora há pouco ficou me olhando estranha.
— Como assim?
— Estava debochando de mim, Remus! Como se dissesse que ela tem um corpão e eu pareço uma baleia — explicou, sentindo os olhares lacrimejarem.
— Não pode dizer isso.
— Claro que sim, eu tô gorda e feia.
— Escuta, isso não é verdade — garantiu Remus, a abraçando — Você é uma mulher linda e essa barriga — esfregou o seu ventre — é a prova do amor que temos, do nosso filho, não tem o porquê ficar triste.
— Então... não te incomoda que eu esteja assim? — perguntou, apontando para si mesma.
— Claro que não, é o melhor presente que poderia ter me dado.
— E não vai me deixar por aquela maldita vaga...
— Claro que não — respondeu imediatamente — Nunca vou te deixar por outra, isso é impossível.
Depois de alguns beijos e carícias, por fim ela conseguiu acalmar-se o suficiente, enquanto que Lupin não deixava de se surpreender com as mudanças de humor que sua esposa ainda sofria.
— Agora que já se acalmou, vai me contar o porquê veio?
— Por nada, só queria te ver — respondeu mais alegre — Daqui a pouco vou me encontrar com Hollie e minhas amigas, vamos procurar um vestido de noiva — explicou — E acho que tá ficando tarde.
— Então vamos, eu te levo.
— Não, não quero te atrapalhar.
— Não vai me atrapalhar — garantiu.
— Sério, não precisa — ela insistiu — Só me empresta isso aqui e pronto — ele virou o rosto para onde ela estava apontando, o abridor de cartas.
— Para quê quer isso? — perguntou.
— Nada demais, só pensei em ter uma conversa "amigável" com a sua secretária.
— É claro que eu não vou emprestar! — disse Remus firme, entendendo a indireta — Melhor irmos, mesmo que seja até a entrada da construtora — acrescentou ao ver que ela voltaria a reclamar. Na verdade queria que o humor de Tonks voltasse a balancear com um novo encontro com a secretária, e sabia que isso não aconteceria se ele estivesse presente.
Saíram juntos do escritório e caminharam pelo corredor. Dora fez seu maior esforço para parecer muito mais melosa e carinhosa que de costume, enquanto caminhava abraçada ao marido, sua intenção era claramente irritar a secretária, e a julgar pela careta de desprezo que conseguiu ver, tinha dado resultado. Quando chegaram ao lobby da construtora, despediram-se com um doce beijo e cada um voltou às suas coisas, ela ao encontro de suas amigas e ele ao seu trabalho.
Quando a tarde caiu, um grupo de garotas deteve-se em um pequeno restaurante para comer um pouco depois da árdua e, por que não dizer, infrutífera busca. Tinham visitado cerca de doze lojas de noiva, viram mais de uma centena vestidos diferentes, e muitos foram mostrados pela futura noiva, mas no final não encontraram o vestido ideal e já estavam exaustas.
— Céus, não sabia que me casar daria tanto trabalho — exclamou Hollie, esfregando as pernas um tempo depois de terem chegado ao restaurante — Na verdade parece muita pressão.
— Não deveria reclamar, você tem mais tempo do que eu tive — lembrou Dora — Em um só dia, tive que ver mais vestidos do que teve que ver hoje.
— Mas calma, rosinha — interveio Julia —, amanhã ela vai te superar, ainda não achamos um vestido e ainda faltam muitas lojas.
— Não podemos deixar pra depois? — perguntou a castanha, que não tinha vontade de voltar a realizar aquela caminhada.
— Claro que não — exclamou Susan — Em algumas semanas será o seu casamento, e já demoramos muito. Devíamos ter começado a buscar há muito tempo.
— Talvez, querida — disse Julia —, mas leva em consideração que com a barriga em crescimento da nossa amiga não podíamos nos adiantar em comprar um vestido que depois não caberia.
— Ei! — reclamou Hollie.
— Nesse caso era só ajustar, minha mãe fez isso com meu vestido — comentou Dora.
— Verdade, ela se esforçou muito pra tê-lo pronto a tempo — concedeu Susan.
— Viu? Não acho que minha mãe vai negar ajuda, depois de tudo ela também está animada com esse casamento.
— Não sei, não queria incomodar — disse a castanha.
— Vamos perguntar e deixá-la decidir — propôs Julia — Eu não acho uma má ideia.
— Verdade — concordou Dora.
— Vocês não querem é continuar procurando vestidos — acusou Susan.
— Nesse caso eu apoio — acrescentou Hollie, fazendo as três rirem enquanto Susan negava divertida com a cabeça.
— Tá, isso tudo é muito engraçado, mas tô com fome — disse Julia depois de um tempo.
— Sim, eu quero comer um bolo de chocolate com morangos e...
— Não pode comer só isso — reclamou Susan, interrompendo-a.
— Eu sei, também vou pedir um corte de carne com algumas...
— Uma salada e um suco.
— Quê? Quer que eu dê só isso ao meu filho, Susan? — reclamou Dora.
— É bom para você.
— Mas...
— Mas nada.
— Nem pense que vai me impedir de comer bolo de chocolate — disse decidida — Não vê que esse pequeno também gosta? — acrescentou, indicando sua barriga.
— E como tem tanta certeza?
— Ela é viciada em chocolate — disse Julia — E Remus não é diferente. Estranho seria que o filho não gostasse.
— É verdade — concordou Hollie, rindo — Isso é muito engraçado.
— Vamos ver se vai continuar achando engraçado quando também te obrigarem a comer salada — retrucou Dora.
O sorriso da castanha desapareceu lentamente, ela podia ser um pouco gulosa como Dora e Sirius, na verdade não gostava nada da ideia de limitarem as suas refeições. Depois disso, o resto da tarde foi bem tranquila. Quando terminaram de comer, cada uma foi para sua respectiva casa, sabendo que logo repetiriam seu dia de visita às lojas, mas dessa vez, Dora pediria para sua mãe ir com elas e se quisesse, ajudaria Hollie como fez com sua filha.
Longe dali, um grupo de amigos estava tomando alguns copos de bebida em um bar local, foram ali assim que saíram do trabalho para passar um bom tempo, lembrar de algumas coisas do seu passado, mas principalmente falar sobre o grande passo que um deles estava a ponto de dar em alguns dias.
— Muito bem, colega — disse James — O momento de aproveitar é agora, antes que te ponham a coleira — brincou depois de beber o copo que tinha na frente.
— Sim, você já tem experiência, não é? — retrucou Sirius.
— Não se irrite — pediu Remus — Também não é pra tanto.
— Eu sei, Aluado, é só que... nunca imaginei me casando, entendem?
— Sim — responderam ao mesmo tempo — Ninguém pensou que se casaria algum dia — continuou o castanho — Foi por isso que Hollie não queria te aceitar.
— Isso, põe sal na ferida — ironizou o moreno.
— Anime-se, Almofadinhas, ela aceitou, não foi? — acrescentou James — O que acha de ir comer lá em casa? Lily vai cozinhar algo delicioso. Ela está tão feliz que até te convidou pra ficar uns dias.
— Sério? — disse estranhado — E desde quando a ruiva deixa eu ficar em casa?
— Desde que você ficou noivo — respondeu Remus — Não entenda mal, mas preferimos saber onde tá pra impedir que fuja — terminou de falar com um sorriso de lado.
— Quê? Acham que vou fugir do meu próprio casamento?
— Sim — responderam novamente.
— Pensei que me conheciam melhor — disse com um tom ofendido.
— Te conhecemos mais do que deveríamos, esse é o problema — retrucou Remus.
— Olha, Aluado, por comentários assim que Pontas é o padrinho do casamento e não você.
— E não tem nada a ver com ser seu quase irmão e que eu não te pus pra ser padrinho do meu casamento?
— Isso também ajudou — exclamou, sem dar importância — E como vão as coisas?
— Muito bem — respondeu James — Na verdade, Lily devia ter se dedicado em organização de eventos em vez de administração, acho que sua futura dona foi ver vestidos de noiva hoje.
— Sim, Dora passou de manhã no escritório e me contou — acrescentou Remus —, mas tá errado, James. Hollie já é dona dele — o moreno soltou uma gargalhada enorme e o outro os olhou mal — Tô mentindo?
— Na verdade não — teve que aceitar enquanto recebiam mais copos — Bom, acho que isso merece um brinde, né?
— Sim — disse James, levantando o copo — Por Almofadinhas, o último maroto que se deixou capturar pelo sexo oposto, saúde.
— Saúde — repetiram os outros dois, divertidos.
Os dias seguintes foram ainda mais estressantes se é que isso era possível, logo celebrariam o casamento e tudo devia estar em seu devido lugar a tempo. Como combinado, Andrômeda acompanhou as garotas da próxima vez que foram procurar vestidos, e só porque se tratava do casamento de seu primo, aceitou realizar as mudanças de um dos vestidos que tinham visto. Hollie e Dora estavam até dispostas a ajudá-la só para não precisarem procurar por outras opções.
Os homens estavam mais tranquilos, já que não precisavam fazer tanta coisa. Se não tinha roupa, era só comprar ou alugar alguma que ficasse bem, não tinha tanta variedade para eles.
Além dos preparativos do casamento, Hollie e Sirius tinham que deixar tudo ajeitado em seus trabalhos, eles não queriam fazer como Dora e Remus e desperdiçar a lua de mel. Só seria mais complicado para ela, já que quando voltasse da viagem, teria apenas alguns meses de trabalho antes de entrar na licença maternidade, até seu filho finalmente nascer.
Tal e como foi pedido, Sirius passou as últimas semanas na casa dos Potters, mais que nada para que não o incomodassem com essa ideia de que fugiria, embora tivesse que admitir que existiam alguns momentos em que a ideia aparecia na sua cabeça de forma muito tentadora, especialmente quando se aproximava o grande dia.
A comemoração seria no sábado, e tudo estava arrumado, o juíz, o bolo, a recepção, a comida, os convidados e os noivos, tudo estava preparado para o grande dia que esses dois teimosos e persistentes uniriam suas vidas com todo o amor que sentiam. Seria um dia muito especial e agitado, onde qualquer coisa poderia acontecer.
