Dragon Ball não me pertence
CAPÍTULO 28
Beleza e volúpia
Dias depois, após acordar nos braços de Vegeta e vê-lo sair de seu quarto sem nada dizer, Bulma resolveu que era hora de tentar voltar ao trabalho, havia tentado trabalhar após a leitura do testamento, mas não ficou no laboratório, pois ainda ficava muito mal sempre que lembrava do rei.
Aquele dia, ela conseguiu, finalmente, ficar uma manhã inteira no laboratório. Estava recebendo propostas de compras das naves feitas para Pilaf, pois havia mandando Yajirobe, seu assistente, emitir um anúncio de venda para vários lugares do universo. Choveram propostas, pois as naves de Vegeta-sei tinha ótima reputação e sua venda era limitada.
Na hora do almoço, Bulma dispensou a todos e começou a revisar as cinco melhores propostas que recebera pelas naves. Em sua mesa, ela tentava de todas as formas, concentrar-se nas propostas, embora seu coração permanecesse pesado pela ausência de seu pai e sua cabeça dava voltas e voltas no que estava acontecendo entre ela e o príncipe.
Ela não sabia ainda o que era aquilo que eles estavam tendo, não sabia se estavam fazendo o certo, e tentava não pensar que poderia se machucar seriamente naquilo.
Naquele momento ela só queria se concentrar um pouco no trabalho, pois precisava ajudar a pôr ordem naquilo tudo. Ela olhou mais uma vez as propostas, todas pareciam muito boas, mas as garantias e condições de pagamento deveriam ser analisadas. Finalmente, vendo que não teria condições de analisar seriamente aqueles documentos, decidiu que deixaria a resposta a cargo do tesoureiro real. Levantou-se no intuito de ir até a tesouraria, mas parou um pouco para analisar uma proposta que lhe pareceu a mais atraente de todas.
Quando estava de pé tentando analisar a proposta, foi surpreendida por dois braços fortes que a agarraram por trás. Ela se assustou de início, mas logo acalmou-se ao reconhecer aquele cheiro e não precisou perguntar para saber quem era. Ainda não estava acostumada a ser agarrada por Vegeta a todo instante, o príncipe passara anos a ignorando e ainda era estranho estar nos braços deles com tanta frequência.
— Por que não foi almoçar? - Vegeta perguntou enquanto beijava-lhe o pescoço na região abaixo da nuca. Ele havia almoçado sozinho, agora que não tinha mais o pai, e não conseguiu conter o desejo de procurar a cientista, por quem ficou esperando durante a refeição.
— E-estava ocupada e sem fome. - ela falou estremecendo pelos beijos do príncipe, ele já percebera que o pescoço era um dos pontos mais sensíveis da cientista.
— De agora em diante, você fará todas as refeições comigo, como fazia com meu pai. É uma ordem. - ele no ouvido dela e voltou a beijá-la novamente. Ainda postado atrás da garota, ele a agarrou mais apertado na cintura e continuou beijando a nuca dela. As pernas da cientista estremeceram ao perceber a real intenção do príncipe.
Ele a encostou em uma parede próxima e Bulma deixou-se levar naquele jogo excitante, estava descobrindo com ele os prazeres do corpo e seu corpo sempre pedia por mais, nunca parecia saciado, assim como o príncipe nunca parecia.
Vegeta continuou beijando-se o pescoço e suas mãos já passeavam livremente pelo corpo da cientista, uma liberdade com a qual ele rapidamente acostumou-se. Ele livrou-a do jaleco do laboratório, tirando-o do corpo dela de forma sensual, como um cavalheiro que tira o casaco de uma dama. Bulma ficou apenas com a camiseta e calça do laboratório. Ela estava extremamente excitada quando ele voltou a beijá-la, pondo uma mão por baixo de sua camiseta, acariciando-lhe os seios enquanto outra mão dele desabotoava-lhe o botão de sua calça e abria-lhe o zíper. Logo ele deixou de tocá-la para usar as duas mãos para abaixar um pouco a calça da cientista e sua calcinha depois. Deixou-a ainda com o rosto encostado na parede, o que foi bom por que ela estava enrubescida e excitada. O príncipe usou uma mão para acariciar-lhe o sexo o que a fez inconscientemente gemer do jeito que ele gostava. Ela fechou os olhos de prazer e soltou outro gemido quando de surpresa ele encostou-se as costas dela e penetrou-a, fazendo-a sentir se completamente entregue. Ele mexeu-se rápido, e ela arqueava os quadris de forma a senti-lo mais na posição em que estava. Ele dominava e ela já percebera que seria sempre assim, ele sentia prazer ao senti-la totalmente entregue enquanto ela excitava-se em entregar-se a ele. E cada vez mais intenso eles fizeram até que ela sentiu a onda de prazer invadir-lhe deixando as pernas trêmulas, quando ela gemeu de prazer ele também chegou lá, respirando sofregamente no pescoço dela. Pararam de pé, exaustos, arquejantes.
Bulma virou-se e o abraçou, agora frente a frente. Ele não a impediu. Ela selou um beijo nos lábios do sayajin. Quando abriu os olhos, ele afastou-se sem nada dizer, parecendo constrangido, arrumando seu uniforme. Ela vestiu-se também e pegou o jaleco de laboratório no chão, ansiosa esperando que ele dissesse algo. Como Vegeta nada disse, apenas fitava um ponto qualquer na parede, ela terminou de vestir o jaleco de laboratório, virou-se para pegar os papéis que tinha derrubado quando ele a agarrara. Quando levantou-se para falar com ele, o príncipe havia desaparecido.
A noite, Bulma chegou em seu quarto exausta. Acabara de jantar com Vegeta, que não lhe dirigiu nem uma palavra durante o jantar. Apenas discutia sobre as estratégias de seu governo com Bardock e Kakkarotto. Bardock iria para a Terra após a coroação de Vegeta e estava repassando várias informações sobre o manejo do exército e da academia real. Bulma não suportava a frieza de Vegeta em público, se enquanto quando estavam a sós ele era pura paixão. Aquilo a estava deixando chateada, será que ele talvez tinha vergonha que descobrissem que estava envolvido com uma ela?
Ela sabia que estavam fazendo errado, não era assim que as coisas funcionavam em Vegeta-sei. Mas ela não conseguia afastá-lo. Via-se agora como uma amante e se martirizada pensando no que seu pai diria, pois ele advertiu que os dois não deviam ficar juntos. Sabia que estava muito apaixonada pelo sayajin e temia as consequências disso.
Após o jantar, Vegeta terminava sua conversa com Bardock e Kakkarotto no salão do trono.
— Alteza, vou convocar todos os nobres para a cerimônia de apresentação do alto escalão do seu governo amanhã a noite. - Bardock falava ao final da reunião.
— Faça isso, Bardock – Vegeta falou já sentado ao trono. - e quanto aos líderes que escolhi? Você já chamou todos?
— Já avisei a quase todos durante o dia, - Bardock falou eficiente. - só falta avisar a menina.
— Bulma? - Vegeta perguntou surpreso. - ela vai estar nessa cerimônia? - questionou olhando para Kakkarotto achando que o sayajin tivesse dado com a língua nos dentes sobre o relacionamento dele com a cientista.
— Alteza, ela é sua chefe de tecnologia, portanto, a cientista mais importante do planeta.- Bardock explicou. - Pensei que quisesse apresentar todas as suas pessoas de confiança. Tem algum problema nisso?
— Nenhum. - Ele respondeu irritado. - ela virá então.- Mas essa cerimônia será rápida.
— Quer que eu avise? - Bardock perguntou solícito.
— Não precisa, eu avisarei a ela. - Vegeta falou sério.
Kakkarotto lançou um olhar acusador ao príncipe, ele lançou outro de "você me paga mais tarde, Kakkarotto".
Mais tarde, ele estava exausto após fazer amor com a cientista mais de uma vez. Ela, como sempre, aconchegava-se no peito dele e adormecia.
— Apronte-se amanhã a noite. - ele falou fitando o teto escuro.
— Para que? - Bulma perguntou sonolenta, fazer amor com ele a deixava exausta.
— Farei uma reunião para apresentar os líderes do meu governo, você tem que ir, como chefe de tecnologia. -
— Hum, está bem. - ela disse sem emoção. Conhecia essas formalidades, o rei chamava suas pessoas de confiança para apresentar aos nobres nojentos que Bulma detestava. Eles sempre a olhavam com desdém e e uma superioridade que ela sabia que eles não tinham.
Vegeta ia falar mais, achou que Bulma recebera o convite com muita frieza, mas, ao olhá-la Bulma já dormia.
No dia seguinte, Bulma saiu um pouco mais cedo do laboratório. Quando chegou em seu quarto Pirza a esperava. Pirza já se tornara amiga de Bulma e já tinha passe livre na ala restrita do palácio. As duas se davam muito bem.
Aquele dia, após cumprimentar a amiga, a cientista foi direto abrir seu armário, procurava algo limpo para vestir aquela noite.
— Por que está procurando roupas, Bulma? - Pirza perguntou de onde estava sentada.
— Vou a uma cerimônia de apresentação hoje, Vegeta me convocou. - ela falou sem emoção pegando seu velho vestido branco de linho.
— E você vai com esse trapo aí? - Pirza perguntou zombeteira.
— Vou. – Bulma disse olhando o vestido braco de linho, achando-o bom pra ocasião. Era o melhor vestido que ela tinha.
— Por isso você reclama que te olham como uma empregada, você se veste como uma. - Pirza falou ao levantar-se e pegar o vestido da mão de Bulma colocando-o de novo no armário. - Deixe me ver – Pirza falou olhando as outras roupas. - Você só tem lixo. - Concluiu fechando a porta do armário.
Bulma a olhou desconsolada.
— Você tem algum dinheiro? - Pirza perguntou olhando a amiga.
— Não preciso de dinheiro. - Bulma respondeu.- Quando eu preciso de algo eu peço e me mandam.
— E onde você pede suas roupas?
— Com a costureira do palácio, ué. - Bulma disse com naturalidade.
— Você tem uma costureira aqui no palácio? - Pirza indagou feliz como se o natal tivesse chegado mais cedo.
Bulma confirmou com a cabeça.
— Pois iremos lá imediatamente. - falou pegando Bulma pela mão.
Pirza fez um estrago na sala de costura do palácio, encomendou mais roupas para Bulma do que a cientista tinha encomendado a vida toda. Bulma percebeu que a amiga tinha um ótimo gosto e pediu coisas muito bonitas para a costureira que as atendeu prontamente. Conseguiram que a costureira fizesse algo rápido para que Bulma vestisse aquela noite, depois de duas horas saíram de lá levando um belo vestido preto sem mangas e bem justo que ia até o tornozelo. Bulma escolheu preto por ainda guardar luto pelo rei e não deixou que Pirza mandasse colocar um decote no vestido.
— Bem, agora só falta o cabelo e a maquiagem. - Pirza falou animada empurrando Bulma para o banho quando chegaram ao quarto.
Uma hora mais tarde Bulma olhava-se no espelho achando-se deslumbrante e Pirza a olhava como um artista que aprecia sua obra de arte. Bulma estava belíssima: uma maquiagem leve cobrindo-lhe a face, os lábios cobertos por um batom vermelho discreto, os cabelos presos em um penteado que parecia um coque, porém deixava-lhe cair alguns fios, uma sandália delicada, e para completar Bulma usava o bracelete que seu pai lhe dera e um par de argolas de ouro que herdara de sua mãe, a sra. Briefs, mas que nunca havia usado antes
— Quero ver te olharem com desdém agora. - Pirza falou contente e Bulma lhe sorriu de volta.
