Capítulo 40 - Seu Pai Tem Uma Arma
Música Sugerida: Come Into My Room - Movado feat. Stacious
~xXx~
BPOV
F.R.U.S.T.R.A.D.A.
Sexualmente… frustrada.
Esta semana seria a mais prolongada na história. E enquanto eu entendia que Edward precisava de sua aproximação lenta e sensata, eu estava malhando os músculos da minha coxa mais do que Suzanne Somers em seu Thighmaster na QVC*.
*A autora faz alusão ao aparelho vendido pela Suzanne Sommers, que serve para malhar as coxas, na rede americana de televisão QVC.
Pobrezinho do Edward se um dia ele chegar entre as minhas pernas, porque eu o apertaria como um inseto assim que eu flexionasse meus músculos.
Eu não conseguia mais lidar com isso.
Segunda-feira foi apenas a ponta do iceberg no que se refere à tensão sexual.
Após a nossa conversinha, eu não conseguia pensar nas minhas aulas. Tudo era sexual. Até mesmo respondi uma questão na aula de espanhol com algo que soou mais como 'ele tem uma ereção fantástica' em vez de 'ele está indo à floresta'.
Por que ela perguntaria algo assim em uma aula no ensino médio de qualquer forma?
É claro, agora todos da sala sorriam maliciosamente para mim quando eu andava ao lado de Edward.
Bom para ele. Todos pensavam que ele tinha um pau grande.
Nós não tínhamos progredido tanto no lado físico do nosso novo experimento de aprender sobre o outro.
Começou a chover antes do almoço, então ficamos presos no lado de dentro, o que provavelmente era uma coisa boa. Não acho que algum de nós sequer seria capaz de olhar para aquela maldita árvore do mesmo jeito de novo.
Por que eu lhe contei isso?
Porque isso estava na minha mente. O tempo todo.
E ao julgar pelos seus ajustes constantes na aula de Biologia ao meu lado, ele estava pensando nisso também.
Ou em alguma outra fantasia desconhecida da qual eu não estava informada. Ele era muito calado e vago quando se tratava em admitir algo para mim.
Passamos a tarde de segunda-feira na minha casa, Edward em seu melhor comportamento assim que Charlie chegou em casa. Eu nem mesmo tinha conseguido uma boa apalpada nos seios antes de ouvir a viatura parar.
Nós, de fato, fizemos a lição de casa.
E o FC estava indo bem, agora que Edward estava lembrando de tirá-lo do carro.
Ele foi embora antes do jantar, recusando o convite de Charlie para comer conosco, explicando que Esme ficaria preocupada.
Eu sentia pena dele, sabendo que ele se sentia um pouco responsável por seu pai ser chutado para fora da casa. Quando ele me contou sobre a intervenção que sua mãe e terapeuta realizam na noite anterior, fiquei surpresa que ele estava aceitando isso tão bem.
O que fazia eu me sentir ainda mais culpada por tentar pressioná-lo fisicamente.
Então passei a noite de segunda-feira sozinha na minha cama, pensando em Edward entrar sigilosamente no meu quarto e transando comigo enquanto Charlie assistia o jogo no andar debaixo. Adormeci com sonhos esporádicos de olhos verdes e pontas dos dedos se movendo sobre o meu corpo.
Terça-feira foi um borrão de provas e chuva.
E aprendi que Edward gostava de ser vago nas confissões do que ele gostava.
Isto era frustrante.
No almoço ele me ofereceu respostas obtusas as minhas perguntas.
"O que você acha atraente em uma pessoa?" Perguntei.
Ele sorriu e se inclinou para sussurrar no meu ouvido.
"A personalidade dela."
Afastei-me e estreitei meus olhos para eles.
"Você não acha," repreendi. "O que você gosta em mim?"
Seu sorriso tremeu e ele olhou para baixo, tímido.
"O que?" Pressionei.
"Seu sorriso," ele murmurou. "Sua boca. Eu gosto da sua boca."
Oh, as coisas que eu podia fazer com a minha boca, Edward.
Mas o sinal tocou e eu não podia lhe dizer isso e fazer com que ele ficasse se contorcendo na aula de biologia novamente.
Então nos comportamos enquanto fazíamos a prova, o tempo todo me perguntando se Edward pensava na minha boca em outros lugares também.
Ele me deixou em casa na terça-feira, mencionando que tinha que cuidar de algumas coisas em casa. Não insisti, eu não podia ocupar todo o seu tempo. Então eu o observei ir embora e esperava que ele pelo menos ligaria naquela noite. Ele mandou mensagem mais tarde, se desculpando brevemente antes de desejar doces sonhos.
Ele não tinha ideia.
Na quarta-feira ele estava um pouco estranho, e fiquei sabendo que Esme e o Dr. Assustador discutiram no telefone na noite anterior. Eu podia sentir a culpa de Edward vindo até mim em ondas, e isso enguiçou quaisquer pensamentos de nós avançarmos. Em vez disso, passamos a tarde de quarta-feira em sua casa, na sala de estar, lendo em silêncio, o único contato com ele foi com suas mãos que ocasionalmente tocavam levemente o meu pescoço, seus olhos se deslocavam de seu livro para observar seus dedos traçando a extensão do meu pescoço. Mas ele manteve uma distância respeitável, como se estivéssemos sendo observados.
Esme cozinhou pelos cotovelos por toda a tarde, e eu meio que esperava que o Dr. Cullen viesse explodir aquela porta, a tensão era densa.
Edward me levou para casa antes do jantar e me beijou rapidamente na bochecha antes de desaparecer de volta para casa. Quarta-feira foi a primeira noite que Charlie estava fazendo um plantão noturno, mas não fui capaz de instigar a Edward a vir aqui. Então, a noite de quarta-feira foi passada me preocupando com Edward e me perguntando se eu tinha trancado a porta. Passei a maior parte da noite dando voltas na cama, os sonhos de Edward entrando pela janela se tornando pesadelos de Mike Newton subindo em seu lugar.
Na quinta-feira vi um vislumbre de Edward feliz, e nos arriscamos a ficarmos sujos no campo durante o almoço. Mas, exceto pela longa sessão de amassos, foi apenas um dia comum. Nem sequer me incomodei em tentar fazê-lo falar sobre nossos desejos. Eu estava começando a pensar que este fim de semana seria nada além de, talvez, um jantar e um filme.
Edward ficou em casa por apenas uma hora depois da escola, meu pai deixou uma sugestão sutil de que quando ele saísse para trabalhar, Edward também sairia. Charlie não estava ajudando a minha missão de Edward se abrir para transar comigo. Muito pelo contrário, ele parecia mais cauteloso quando estávamos na minha casa.
Tenho certeza que não era porque meu pai carregava uma arma em seu trabalho.
Não.
Então, na sexta-feira, eu estava um pouco depressiva e com falta de energia para tentar arrancar algo de Edward. Ele sentiu isso logo no começo da manhã, eu sabia, porque sua mão permaneceu na minha um pouco mais antes de me deixar ir à primeira aula. Eu lhe ofereci um sorriso doce e levei em consideração que ele hesitou em me beijar antes de desaparecer no corredor.
O resto do dia foi um borrão, a chuva desanimando ainda mais o meu humor. Eu queria ir à clareira, mas estávamos presos no refeitório, e desta vez Angela e Ben se juntaram a nós, então qualquer discussão sobre o fim de semana entre Edward e eu teria que esperar. Senti sua mão reconfortante no meu joelho, e me reconfortei que ele estava fazendo o seu melhor para tentar dar um passo sozinho.
Na aula de biologia nos sentamos próximos enquanto trabalhamos em nossa tarefa de laboratório sobre crescimento de fungos, e Edward pareceu se abrir um pouquinho com uma mão maliciosa na minha coxa que subiu até que estava ao redor da minha costa enquanto ele se inclinava para olhar através do microscópio.
Era errado que eu fantasiei em jogá-lo na mesa e dar uns beijos nele lá?
Independentemente, o sinal tocou e eu estava indo para a educação física, desejando que eu e ele pudéssemos apenas faltar da aula e ir para casa mais cedo. Mas ele tinha uma prova. E eu tinha algum teste padrão de educação física para fazer na aula. O último sinal nunca foi mais emocionante do que o de hoje.
Finalmente podíamos ir até a minha casa e talvez explorar algumas coisas por um tempo.
Esqueci que Charlie tinha feito um plantão dobrado na noite anterior.
Charlie estava em casa quando estacionamos, Edward ficou tenso assim que viu a viatura.
"Você quer entrar? Ou apenas ir para casa?" Perguntei, ouvindo a decepção em minha própria voz.
Edward balançou a cabeça e deu um sorriso valente.
"Ficarei se você quiser," ele respondeu calmamente.
"Eu quero," eu disse e tirei FC do banco de trás, andando com Edward até a porta.
Quando entramos, ouvi a televisão no outro cômodo. Entregando ao Edward o saco de farinha, eu fiz gestos para ele ir à cozinha enquanto eu fui à sala de estar para que Charlie soubesse que estávamos em casa. Eu estava na metade do caminho quando ouvi seu ronco profundo. Saí da sala na ponta dos pés e encontrei Edward na mesa, pegando nossa lição de casa para parecer ocupado.
Eu não conseguia evitar.
Eu estava faminta por um pouco de carinho, e Charlie estava dormindo.
Isso nos concederia pelo menos alguns minutos se beijando.
Inclinei-me para baixo e o beijei com força, assustando ele.
"Chefe Swan," ele começou, mas balancei minha cabeça e envolvi meus braços ao redor de seu pescoço.
"Dormindo," sussurrei. "Juro que se você não me beijar de volta, Edward Cullen, eu vou gritar."
Seus olhos se arregalaram pela força das minhas palavras por somente um segundo antes de me puxar para o seu colo, me beijando ferozmente. Senti seus braços ao meu redor, as mãos deslizavam subindo e descendo na minha costa devido a necessidade. Eu me movi contra ele, sentindo-o enrijecer enquanto eu girava meus quadris para senti-lo melhor. Ele gemeu suavemente na minha boca e se afastou, movendo os lábios ao meu pescoço, descendo-os.
Dedos me provocavam sobre o meu suéter, descendo até que encontraram a barra da blusa e eu conseguia senti-los na minha cintura, buscando o norte. Eu me movia contra ele, praticamente me esfregando nele sem pensar e seus quadris se juntaram, se ajustando para que eu sentisse seu comprimento todo me pressionando. Eu estava aproveitando a queimação daquelas pontas dos dedos se movendo em direção aos meus seios quando ouvi a televisão ficar muda.
Eu saí em disparada a cadeira, corada e respirando pesadamente enquanto observei os olhos de Edward arregalarem pelo som de Charlie se movendo na sala ao fim do corredor. Ele olhou rapidamente para baixo, tentando de forma desesperada acalmar sua própria respiração enquanto fingia ler o livro deixado na mesa. Olhei ao redor, sabendo que meu rosto estava quente e eu nunca conseguiria explicar o porquê disso.
Fiz a primeira coisa que pensei.
Abri o freezer e enfiei minha cabeça nele até a metade, rezando para um rápido resfriamento.
Ouvi Charlie entrar se arrastando na cozinha; seus passos pararam em algum lugar próximo à entrada. Chocado por ver um Edward ofegante, eu tinha certeza.
Eu admito.
Foi instinto de sobrevivência que me fez deixar o pobre Edward com tesão e incomodado na mesa enquanto eu procurei refúgio na Frigidaire*. Eu apenas podia ver a expressão cômica de Charlie quando ele compreendesse o que estávamos fazendo.
*Frigidaire é uma marca de eletrodomésticos.
"Edward," Charlie disse, sua voz grossa por dormir. "Bom ver você de novo. Lição de casa? Vocês devem estar tentando uma nota A, huh?"
Oh, Deus. Ele estava sendo atrevido.
"Uh, bem, é uma aula avançada, senhor," Edward falou enrolado e eu conseguia ouvir o nervosismo em sua voz.
"Biologia avançada, huh? É uma coisa boa que você tem uma parceira tão agradável como Bella," Charlie continuou. "Isso deve fazer todo o trabalho valer à pena."
"O que você quer para o jantar, pai?" Chamei da segurança do freezer.
Por favor, rosto quente tenha desaparecido. Serei queimada pelo freezer devido a provocação de Charlie.
"Por que você está dentro do freezer?" Ele perguntou, rindo.
Droga.
"Nós temos um monte de coisas aqui atrás das quais devemos nos livrar!" Eu disse aos berros, fingindo reorganizar os peixes e cervos.
"Bem, quando você tiver terminado de revirar e se colocar em ordem, pega uma cerveja para mim, por favor?" Ele provocou, me fazendo bufar dentro da geladeira.
Tirei minha cabeça e fiz cara feia para ele, seu corpo bloqueava Edward, que estava provavelmente se curvando de medo e planejando uma fuga rápida, de ver minha expressão. Charlie sorriu e levantou as mãos em rendição.
"Queijo grelhado e sopa está bom para hoje à noite," ele disse, rindo. Porém, seus olhos transmitiam que ele simplesmente sabia o que estávamos fazendo.
Para alguém que nunca namorou, Charlie entendia coisa demais.
"Posso usar o seu banheiro?" Edward disse atrás de Charlie.
Inclinei-me para o lado para ver Edward, parecendo como se talvez estivesse constipado.
"Lá em cima, no topo da escada," eu disse gentilmente, rezando para que Charlie não tivesse acabado de fazer Edward cagar de medo.
Literalmente.
Edward se retirou com pressa, deixando eu e Charlie no cômodo sozinhos. Dei volta uma volta ao redor do meu pai e soltei um suspiro frustrado.
"Pai!" Eu sibilei. "Por favor, seja simpático! Edward não precisa de estresse extra por ser antagonizado por você! Ele está tendo dificuldade suficiente em lidar com o fato de que você é o Chefe de Polícia."
Charlie parecia um pouco envergonhado pelas minhas palavras.
"Desculpa, Bells," ele sussurrou. "Eu só queria encher o saco de vocês pelo que quer que vocês estivessem fazendo antes que eu entrasse."
Esfreguei meu rosto, sentindo-me novamente culpada. Se eu não tivesse beijado Edward, nós estaríamos bem agora.
"Eu apenas o beijei, isso é tudo," admiti, sentindo meu rosto ficar quente de novo. "Ele não estava dando em cima de mim, ok? Então apenas seja simpático. Ele está nervoso suficiente com tudo que está acontecendo."
Charlie se remexeu ao meu lado, mais envergonhado do que pensei que ele estaria.
"Esqueci que o pai dele foi embora," ele murmurou e olhou para os os meus olhos surpresos. "Cidade pequena, Bells. Isso se espalha."
Soltei outra respiração cansada e passei por ele, pegando a lata de sopa de tomate para começar a fazer o jantar.
"Por favor, seja simpático," implorei. "Ele precisa de apoio, não de brincadeiras."
Charlie me ofereceu alguma continência de honra de escoteiro e se esticou para pegar sua cerveja, apontando para a sala de estar.
"Apenas irei me esconder na sala de estar então. Por favor, apenas mantenha a Classificação Livre aqui," ele disse e desapareceu no corredor.
Inclinei-me contra o balcão, esperando pacientemente que Edward descesse do banheiro. Se eu fosse ele, me esconderia lá a noite toda. Coloquei a cabeça em minhas mãos e me repreendi mentalmente por atacá-lo na minha casa enquanto Charlie estava lá. Edward nunca mais viria aqui novamente, eu tinha certeza.
Por não dormir bem a semana toda, e com toda a tensão correndo dentro de mim, eu só queria sentar e chorar.
E eu não chorava muito.
Mas isto era minha culpa.
Em vez de ajudar Edward a sair de sua concha, eu estava a fortalecendo.
Não havia esperança para dar o próximo passo, eu tinha certeza.
"Hey."
Afastei minhas mãos para encontrar Edward parado na entrada, as mãos enfiadas profundamente em seus bolsos, como ele fazia quando estava tentando se esconder.
Como uma tartaruga.
"Sinto muito," eu disse, esticando a mão para ele pegá-la. Ele olhou para ela e deu de ombros.
"Não é culpa sua," ele disse. "Seu pai tem todo direito de cuidar de você e garantir que alguém não tire proveito."
Suas palavras fizeram meu peito doer. Ele permaneceu onde estava, o que machucou mais. Então fui até ele, deixando-o tenso.
"Ele não está bravo, Edward. Ele apenas estava brincando. Ele se sente mal," eu disse, tentando puxá-lo para dentro do cômodo. Ele se movia lentamente. "Eu me sinto mal, Edward. Eu não devia ter feito aquilo. Eu não devia ter assumido o risco. Eu apenas… realmente precisava te beijar."
"Está tudo bem," ele murmurou e lentamente tirou uma mão de seu bolso para pegar a minha. Um lento sorriso se formou em um lado de sua boca. "Hm, eu gostei muito."
Retornei o sorriso divertidamente.
"Eu gostei também, mesmo que tenha parado antes que eu quisesse," sussurrei e me inclinei para cima para beijá-lo.
Ele hesitou antes de me beijar de volta, sua outra mão escorregando ao meu redor enquanto o beijo aprofundava. Ele se afastou cedo demais, soltando uma respiração e olhando para mim com seus olhos escurecidos.
"Eu devia ir embora," ele sussurrou.
"Você pode ficar para o jantar. É uma noite gastronômica afinal de contas," brinquei.
Ele balançou a cabeça e soltou outra respiração.
"Não, se eu ficar posso decidir assumir outro risco," ele disse, apertando os olhos de forma desconfortável. "É algo… algo que eu gosto."
Joguei minha cabeça para o lado, confusa.
"O que você quer dizer?"
Ele mastigou seus lábios e olhou de volta em direção ao corredor.
"Hm, gosto do risco de ser pego," ele sussurrou e fechou os olhos como se estivesse envergonhado.
Levou um segundo para me dar conta do que ele quis dizer.
"Então," comecei, processando. "A ameaça dele nos pegar te excita?"
"E me aterroriza," ele respondeu, dando um passo para trás para nos dar um pouco de espaço.
"Então espere," eu disse, seguindo-o enquanto ele recuava em direção à porta. "Então se você vier aqui, como veio na outra noite, você fica excitado pela possibilidade dele nos pegar? Ou se estivéssemos em algum lugar público?"
Ele assentiu de maneira desconfortável.
"É um pouco mais intenso aqui. Seu pai tem uma arma."
"Ele não atiraria em você, Edward," eu repreendi, mas suponho que para ele essa era uma opção viável.
Mas a confissão de Edward me fez pensar muito.
Isto era algo novo que eu nunca teria adivinhado pelo seu comportamento comigo.
Ele sempre era respeitoso e colocava uma pequena distância entre nós toda vez que vínhamos a minha casa. Ele estava tentando refrear seus desejos?
Eu não queria que ele se escondesse assim. A semana toda ele fugiu de discussões sobre o que ele gostava, pensei que era porque eu tinha chocado ele com minha declaração inicial sobre a clareira.
Mas agora fazia sentido.
A clareira podia ser um local público.
Ele tinha gostado da apalpada na biblioteca.
E na casa dele com sua mãe lá.
Ele não estava falando sobre algum fetiche anormal. Pelo menos, eu não achava.
Se fosse, eu apenas era tão ruim quanto ele.
Encontrei-me ficando excitada pelo que isso podia envolver.
Tinha possibilidades.
Como o que acabou de acontecer.
Aquilo tinha o excitado?
Ele acabou de ir ao banheiro… para…
Por que a possibilidade dele se masturbando no meu banheiro me deixou excitada?
Eu tinha problemas.
"Preciso ir," ele disse novamente, passando ao meu lado para recolher suas coisas. Eu o observei guardando suas coisas, um milhão de pensamentos voavam pela minha mente.
Sua admissão disparou todos os tipos de ideias dele. A ideia dele entrando sorrateiramente no meu quarto tinha passado na minha cabeça toda a semana. Então é claro que fiquei excitada com isso. Isso era algo que eu podia fazer que ele gostava. Isso nós dois podíamos aproveitar, de forma segura na minha casa. Com arma em casa ou não.
Charlie dormia como um morto.
Bem, exceto agora há pouco.
Mas podíamos fazer isso!
"Volte hoje à noite," sussurrei com pressa.
Ele parou de guardar as coisas, sem olhar para mim.
"Volte, hoje à noite. Deixarei a janela aberta," eu disse, andando em sua direção.
Ele balançou a cabeça, franzindo o cenho.
"Isso não é uma boa ideia, Bella," ele respondeu, empurrando o último de seus livros em sua mochila.
"Deixarei minha janela aberta," eu disse. "Você sabe que me preocupo com alguém invadindo. Deixarei minha janela aberta para você. Você terá que vir para que eu me sinta segura."
"Não quero irritar o seu pai," ele argumentou.
"Então terá que ficar quieto," eu desafiei e balancei minhas sobrancelhas. "E me manter quieta."
Ele gemeu e soltou uma risada nervosa.
"Você está me matando, Bella," ele sussurrou. "Tenho que ir."
Andrei com ele até a porta, fazendo beicinho quando seus lábios roçaram em minha têmpora antes dele murmurar boa noite.
"Estou falando sério," eu disse enquanto ele pisava na varanda.
Ele soltou um suspiro frustrado e deu de ombros.
"Talvez," ele murmurou, andando em direção ao seu carro. "Veremos. Não conte com isso, no entanto, ok? Eu não devia ter dito nada. Te pegarei amanhã."
Ele acenou para mim e subiu no carro, ligando-o e indo embora em questão de segundos.
Fugindo da cena do crime.
Suspirei e voltei para dentro, ajustando o jantar de Charlie e me retirando para o meu quarto em algum horário após nove horas. Charlie enfiou sua cabeça dentro do quarto por volta de dez horas para dizer boas, e depois que eu tinha certeza que ele estava dormindo, fui até a janela, contemplando.
Se eu abrisse e ele viesse, seria um sinal de avanço.
Mas e se ele não viesse?
E se eu abrisse meu quarto para todos os monstros que assombravam os meus sonhos quando eu estava sozinha?
Lembrei-me do sonho com Mike Newton.
E se eu deixasse fechada e Edward viesse? Ele veria isso como se eu o rejeitasse?
Abri a janela, deixando o ar frio me inundar. Oferecendo-me alguma solução.
Ele viria.
Eu tinha certeza disso.
E se não viesse, eu tinha um taco de baseball ao lado da minha cama.
Olhei para a noite, vendo o mundo de forma um pouco diferente com meia lua brilhando.
As sombras estavam um pouco mais escuras, aumentando vertiginosamente meus nervos por todas as possibilidades de coisas se escondendo lá fora.
Fui rápido para cama, contemplando se deveria ficar somente com roupa íntima, ou permanecer vestida. Imaginei que se ele aparecesse, eu o mataria se estivesse nua embaixo dos cobertores. Tirei minha calça do pijama e sentei me encostando na cabeceira, esperando.
Meus olhos ficaram pesados, a semana começando a me alcançar. Lutei contra eles, olhando para o horário e franzindo o cenho.
Havia passado de onze horas. Quase meia-noite.
Talvez eu tenha esperado por muita coisa.
Eu me mexi em minha cama, deitando de lado, encarando a janela, lutando para manter meus olhos abertos.
Eu queria vê-lo subir.
Ele tinha que vir.
Isto era um passo, certo?
Meia-noite chegou, e meus olhos se cruzaram até que vi duas janelas.
Pensei em levantar para fechar a janela, mas eu não tinha coragem de sair do calor da minha cama e vedar meu convite para Edward.
Meus olhos fecharam.
Eu os descansaria por apenas um momento.
Foi apenas um minuto.
E então eu ouvi.
"Bella."
Meus olhos abriram ao som do meu nome.
E a figura magricela deslizando pela janela, seu cabelo estava uma bagunça por subir ou pelo vento.
Ou a maneira nervosa que o puxava enquanto vinha lentamente até mim.
Eu sorri e puxei meus cobertores para lado, recebendo-o na minha cama.
Ele lentamente deixou cair seu casaco e calça jeans no chão, deslizando atrás de mim, o frio de seu corpo me fazendo tremer. Ele se aconchegou contra mim, beijando meu ombro brevemente antes de ir bem abaixo da minha orelha. Sorri pela sensação dele envolvido ao meu redor, as mãos explorando.
Eu sabia.
Edward veio.
Bem, ele estava aqui, de qualquer forma.
Eu esperava que gozar seria o próximo passo.
Nota da Tradutora: Boa noite! O que acharam do capítulo? Bella está doidinha pelo Edward e eu simplesmente amo, além disso eles também estão buscando um diálogo dentro do relacionamento... será que ele passará a noite na casa dela?
Espero que tenham gostado! Não esqueçam de comentar... Prometo que o próximo capítulo é interessante rsrsrs
Beijos, Gui.
