Dragon Ball não me pertence
CAPÍTULO 29
O segredo de Chichi
O salão do trono estava pronto para receber os nobres que chegavam aos poucos ansiosos por saber das mudanças nos cargos de confiança de Vegetasei.
Enquanto o salão ia enchendo aos poucos, duas mulheres sayajins, uma de cabelo escuro e uma bela jovem de cabelo azul conversavam aos sussurros.
— Agora é a hora de você conquistar seus espaço, Maron. Não quero erros dessa vez. - a bela mulher de cabelos pretos e olhar arrogante dizia.- Seu pai disse que o príncipe deve escolher sua esposa e nós sabemos que essa será você.
— Não é tão fácil, mamãe. - Maron dizia irritada. - O príncipe tem um gênio muito difícil, como eu já disse, as vezes não o suporto. E ele não tem me procurado desde a morte do pai dele.
— Também, depois do papelão que você fez no velório, não me admira. - A mãe de Maron, que se chamava Seripa, falou. - Você desceu do salto e se igualou à plebeia que você tanto odeia. Quem mandou dá piti na frente do príncipe? aprenda querida: você pode ser o demônio às costas dele, mas deve ser uma anjo na sua frente.
— Foi tudo culpa daquela meretriz amiga da plebeia. - Maron bufou. - Ai, como eu odeio todas elas.
— E por falar na plebeia que o rei criava, onde ela está? - Seripa perguntou olhando em volta – a última vez que a vi era uma criança, vivia grudada no príncipe. Você tem que afastá-la querida. Ah, olhe, o príncipe chegou. - Seripa apontou com a cabeça para a entrada do salão, Vegeta chegava acompanhado de Kakkarotto e Bardock, além de outros guardas de sua confiança. O olhar de Maron se deteve em um sayajin de cabelos pretos que vinha um pouco atrás, Turles um dos soldados de primeira classe a quem ela conhecia muito bem, bem demais até.
— Vá cumprimentá-lo, rápido. - Seripa falou tirando Maron de seus pensamento. - Você tem sorte, ele ainda é mais bonito que o pai dele. Ah, se eu fosse alguns anos mais jovem...
— Ah ,mamãe, por favor – Maron falou irritada indo até onde Vegeta estava.
Maron logo voltou para perto de sua mãe. Vegeta recebeu seus cumprimentos de forma fria e quando ela perguntou escondido se podia ir ao quarto dele depois da cerimônia, ele a dispensou dizendo que estaria ocupado. Ela achou muito estranho, o príncipe nunca lhe procurava, mas também nunca havia rejeitado uma investida dela. Havia alguma coisa errada acontecendo ali, ela concluiu tendo a sensação que a plebeia que ela odiava estava envolvida.
Meia hora passou-se e todos os convidados já estavam no salão, a cerimônia logo começaria. Mas ainda faltava uma pessoa.
— Onde ela está? - Vegeta perguntava aos sussurros para Kakkarotto, estava totalmente impaciente.
— Calma Vegeta. Ela virá. - Kakkarotto respondeu baixinho enquanto olhava para Chichi no outro lado do salão.
— Eu estou calmo. - o príncipe retrucou irritado. - aquela menina é que é muito irresponsável.
— Olhe, ela está ali. - Kakkarotto falou apontando para entrada naquele exato momento.
Vegeta olhou para onde todos no salão também olhavam. Na porta de entrada do salão do trono estava uma bela mulher vestida de preto e muito requintada.
Levou alguns momentos para ele perceber que era Bulma. Raramente a via arrumada daquele jeito. Ela chamou bastante atenção quando entrou no salão. A cientista tinha vindo sozinha e estava muito nervosa, agradeceu a Kami quando Bardock aproximou-se, beijou-lhe a mão e a pegou pelo braço levando-a até um lugar vazio para que sentasse.
— Não consegue tirar os olhos não é? - Kakkarotto brincou ao ver o príncipe seguir Bulma com o olhar vidrado.
— Kakkarotto seu insolente! Eu só estava olhando para depois repreendê-la pelo atraso. - falou com raiva e constrangido.
Kakkarotto, apenas sorriu sabendo que o príncipe mentia.
No outro lado da salão alguém mais não tirava os olhos de Bulma.
— Quem é aquela? - Seripa perguntou a Maron quando Bulma adentrou ao salão. - é alguma princesa de outra raça ou a filha de algum nobre? - a sayajin falou admirada com a beleza da jovem.
— Aquela é a plebeia que lhe falei, a agregada do rei. - Maron falou com raiva, olhando atravessado a cientista.
— Pois então, querida, estamos em sérios apuros – Seripa concluiu ao observar que Vegeta olhava fixamente a plebeia de onde estava sentado. - Garanto que se essa garota não fosse plebeia, ela já seria rainha.
Foi Bardock quem apresentou aos nobres as pessoas de confiança do futuro novo rei. Vegeta manteve todos os líderes que seu pai havia escolhido, exceto por seu general, ao nomear Kakkarotto para o cargo. Bulma sentara ao lado de Kakarotto e tremeu um pouco ao ser apresentada, contudo, daquela vez não percebeu olhares esnobes em sua direção, eram mais olhares de surpresa e admiração, principalmente masculinos.
Vegeta pôde perceber isso também e não gostou nada, podia ver a malícia nos olhos de alguns sayajins que olhavam Bulma e isso o incomodava bastante.
Após a nomeação dos novos líderes, todos se dirigiram para o salão de jantar que ficava ao lado do salão do trono. Bulma acompanhou Chichi e notou que a amiga estava muito calada e abatida aquele dia.
— Chi, aconteceu alguma coisa? - Bulma perguntou preocupada enquanto caminhava com a amiga até o salão de jantar. Kakkarotto acompanhava Vegeta mais a frente.
— Aconteceu, amiga. - Chichi falou abatida. - mas não posso lhe dizer aqui, Kakkarotto pode ouvir.
— Por que você não vai dormir no meu quarto hoje? - Bulma sugeriu – Sei que Vegeta vai prender Kakkarotto para discutirem sobre o exército com o conselho militar até altas horas após o jantar.
— Tá certo. - Chichi falou com um meio sorriso, Bulma sorriu de volta e chegaram ao salão de jantar.
Logo atrás delas, Maron e Seripa vinham, o pai de Maron, Nappa estava conversando também com o príncipe, já no salão de jantar.
— Ah, a vontade que eu tenho é de estrangular essa imunda agora. - Maron falou para mãe, olhando para Bulma e Chichi que iam a frente.
— Não seja idiota, - Seripa falou áspera. - se fizer isso o príncipe vai achá-la uma escandalosa e será ela que será a melhor. Nesses casos temos que pensar com a cabeça e não com a raiva.
— E o que faremos? - Maron perguntou, sabia que sua mãe era tão ou mais maquiavélica que ela.
— Bem, se você já tivesse engravidado do príncipe não precisaríamos fazer nada. - Seripa disse irônica.
— Eu tentei, ok? - Maron irritou-se - Até enganei ele, mas não consegui engravidar.
— Também, depois de tantos abortos, seu corpo não é mais o mesmo. Se o príncipe sonha que você já dormiu com metade do exército dele, ele faz você virar pó.
— Mas ele não vai saber, mamãe. - Maron falou irritada.
— Não vai por que seu pai calou a boca do seus amantes, idiota. - Seripa falou com raiva. - por isso, depois de tanto esforço não vá estragar tudo. Vou pensar em algo para que o príncipe peça você em casamento.
Após a cerimônia, Vegeta teve muitos ímpetos de ir até Bulma, no entanto, os nobres não o largavam ele tinha muito o que discutir com todos. As discussões continuaram durante o jantar. Kakkarotto, prevendo que Vegeta ficaria de olho em Bulma e para evitar uma possível crise de ciúmes, colocou Bulma junto com Chichi e Launch. Chichi, com seu mal-humor, afugentou todos os sayajins interessados em conhecer a bela chefe de tecnologia.
Vegeta só conseguiu falar com Bulma após o jantar quando os nobres bebiam e a cientista conversava com Kakkarotto, Bulma estava dizendo a ele que Chichi dormiria no quarto dela aquela noite.
— Kakkarotto, quero falar com minha chefe de tecnologia.
— Ela está aqui na minha frente, pode falar – Kakkarotto disse inocente.
— Quero falar a sós, sua besta. - Vegeta falou irritado e constrangido.
— Ah, entendi. - Kakkarotto disse com um sorrisinho e saiu para perto da namorada. Vegeta abaixou a cabeça constrangido, Bulma também.
— Me siga. - ele falou alguns segundos depois.
Bulma o seguiu discretamente até próximo a uma mesa de bebidas mais afastada em um canto do salão onde não havia ninguém.
— Vou ficar até tarde com os membros do exército, mas irei para seu quarto mais tarde. - ele falou sério, olhando para o lado.
— Hum... não vai dar. - Bulma disse com falso desgosto enquanto servia-se de uma taça de licor. Estava irritada por Vegeta esconder-se para falar com ela.
— Por que não? - Vegeta disse alterado, tomando a taça das mãos dela e jogando sobre a mesa.
— Ei! minha bebida! - ela reclamou ao ver a bebida espalhada na mesa.
— Você sabe que não gosto de bebida, foi o gosto por bebida que matou nosso pai, - disse zangado, cruzando os braços e olhando para o lado - e então por que não quer que eu vá a seu quarto?
— Ah, é que eu combinei com a Chichi, ela vai dormir lá. - disse casualmente.
— Dispense a horrorosa então, ela que vá dormir com o Kakkarotto.
Em outro dia, talvez Bulma dispensaria a amiga para ficar com ele, mas aquele dia, estava chateada e cansada por Vegeta não falar com ela em público e também sabia que Chichi precisava muito dela.
— Não, Vegeta. Chichi está mal e precisa de mim essas noite, além do mais, você vai ficar até altas horas conversando com seu conselho militar, ou vai dispensá-los dizendo que prefere estar na cama comigo? - ela desafiou.
— Não fale dessa maneira vulgar, garota. - o príncipe disse emburrado, mas concluindo que ela tinha razão, e talvez estivesse muito cansado quando acabasse a reunião. - Que seja como você quer, mas apenas por que eu decidi assim, entendeu? amanhã conversamos.
Ele saiu de perto dela e Bulma sorriu ao entender o "amanhã conversamos". Achou que estava fazendo avanços, Vegeta cedeu à sua vontade o que era algo raro de acontecer.
Bulma serviu-se de outra taça de licor, sem ligar para o que Vegeta dissera sobre bebidas e saiu e para procurar Chichi. O que ela não percebeu é que um sayajin forte de longos cabelos pretos escutara toda a conversa entre ela e o príncipe.
Bulma logo encontrou Chichi em um canto conversando com Launch e percebeu que a amiga estava ainda mais pálida e abatida .
— Voltei – Bulma anunciou chegando com a taça de licor. - o que estavam falando?
— Estou noiva! - Launch disse muito feliz mostrando um grande diamante no dedo anular.
— Que felicidade! - Bulma abraçou Launch com sinceridade. - Quando você e Ten se casam?
— O Ten quer que a gente case depois que o príncipe for coroado, para ele ver como vão ficar as coisas no exército. - Launch explicou sorridente. - Parece que ele receberá um bom cargo em uma das colônias.
— Que bom, Lauche. Se eu pudesse também iria embora dessa planeta. - Chichi disse mais animada. - Eu soube que a coroação será daqui a um mês – Chichi falou. - Você não sabia Bulma?
— Não, Veggie... quer dizer, o príncipe não comentou nada. - falou um pouco ressentida por ser a última a saber da vida de Vegeta.
— Meninas, tenho que ir. O Ten está me chamando. - Launch falou, tirando Bulma de seus pensamentos, ela se despediu das amigas e foi de encontro ao noivo que a chamava.
— Ela que é feliz... - Chichi comentou amarga quando Launch se afastou. - Kakkarotto nunca conversou comigo sobre casamento e ainda mais agora...
— Agora, o que? - Bulma perguntou vendo o semblante triste da amiga.
— Bem, é que... - Chichi começou a falar mas foi interrompida por Kakkarotto que chegou dando-lhe um abraço por trás e um beijo no rosto.
— Ah! Você me assustou. - ela falou irritada.
— Desculpe, Chi. - o general pediu coçando atrás da cabeça, meio sem jeito. - Vim buscar vocês duas para levá-las aos aposentos de Bulma.
— Mas ainda está muito cedo. - Bulma replicou.
— Vá dizer isso ao Vegeta. - Kakkarotto reclamou de cara feia olhando o príncipe que estava no seu trono. - ele disse que se tiver que me mandar mais uma vez levá-las embora, ele me ataca. E ele mandou você jogar fora essa taça de licor também. - falou apontando a taça de licor que Bulma segurava.
— E por que ele mesmo não vem arrancar da minha mão? - Bulma desafiou.- Tem que mandar outros sayajins darem seus recados? - falou ainda mal-humorada pelo príncipe não falar com ela em público.
— Bulma, não duvide que ele viria. - alertou Kakkarotto - É melhor eu levá-las logo, enquanto ele ainda está calmo.
— Estou farta de ser tratada como uma criança, Kakkarotto! - Bulma reclamou.
— Vamos lá, Bulma, só hoje. - Kakkarotto pediu - Não estou a fim de confusão com o Vegeta por hoje.
— Está bem, mas só por que você está pedindo. - ela disse ainda de cara fechada.
Assim, as duas jovens acompanharam Kakkarotto. Vegeta observava tudo de onde conversava com seus subordinados. Sem Bulma por ali, ele poderia finalmente se concentrar nos assuntos de Estado. A presença dela sempre o desconcentrava, sempre.
Pouco depois, Kakkarotto deixou a namorada e a cientista no quarto de Bulma.
— Chi, me diga logo o que está acontecendo. - Bulma pediu após trocar o vestido por uma pequena camisola de cetim azul, depois de Kakkarotto deixá-las a sós.
Chichi que estava na cama, já de pijamas, desabou a chorar de repente.
— Ai, Bulma, eu não sei o que fazer... - ela falou chorando e Bulma a abraçou.
— Ei, não fica assim. O que foi? - Bulma perguntou preocupada.
— Eu... eu estou grávida. - Chichi falou abraçando a amiga enquanto voltava a chorar.
Bulma ficou surpresa. Não esperava que isso acontecesse com sua amiga. Chichi era tão recatada e Kakkarotto, bem... ele era Kakkarotto! A inocência em pessoa. Nunca imaginaria que aquilo fosse acontecer justo com os dois.
— O Kakkarotto já sabe? - Bulma perguntou tentando manter a calma.
— Não, e ele vai me odiar quando souber. - Chichi falou entre choros.
— Por que ele te odiaria Chi? Ele te ama e vai amar essa criança também! - ela consolou.
— Você não entende, não é, Bulma? Nós vamos ter que nos casar! - falou desesperada. - Meu pai vai querer matá-lo e ele não pode casar agora, está assumindo o controle do exército real! O príncipe vai matá-lo, ou pior, demiti-lo.
— Calma, Chi. O Vegeta não vai matar ninguém só por ter engravidado a namorada, e ele nunca demitiria Kakkarotto, é o braço direito dele. - Bulma consolou sabiamente. - Tudo dá-se um jeito.
— Não sei. - Chichi falou ainda chorosa, mas um pouco mais calma. - E ainda tem algo pior, Bulma. Ando me sentindo muito mal e já não consigo esconder... estou sempre vomitando, enjoada e sinto dores no meu ventre. Até já desmaiei algumas vezes, tenho medo de haver algo errado comigo e com meu bebê...
— Você já procurou algum médico? - Bulma perguntou preocupando-se de verdade, quando envolvia apenas aquelas tradições arcaicas do planeta ela não ligava, mas se envolvia a saúde de Chichi, então o problema era realmente grave.
— É claro que não procurei um médico! - Chichi falou chorosa. - vão descobrir minha gravidez e contar pro meu pai. Seria meu fim...
— Mas, você tem que procurar um médico, você está muito pálida Chi...- Bulma insistiu já bem preocupada. - Você pode acabar perdendo seu bebê...
— Não sei, mas estou me desesperando. Não consigo comer nada, nada pára no meu estômago... Agora mesmo, estou me sentindo muito fraca... - Chichi comentou.
— E você já comeu algo hoje? - Bulma perguntou lembrando que não vira Chichi comer nada durante o jantar.
— Comi, mas pus para fora. - Chichi respondeu com a voz fraca encolhendo-se na cama.
— Você não está nada bem. - Bulma falou muito preocupada e resolveu que não poderia deixar o medo de Chi Chi de enfrentar a situação acabar prejudicando o bebê ou ela própria, ela iria chamar Kakkarotto para resolver logo aquela situação.
— Vou pegar algo pra você comer nas cozinhas. Fique aí que já volto.- Bulma mentiu arranjando uma desculpa para sair do quarto.
— Eu não quero...- Chichi rebateu.
— Você tem que tentar comer. - Bulma falou levantando e pegando seu robe. - Eu já volto, descanse.
A cientista pôs o robe azul de cetim por cima da camisola, logo saiu de seu quarto, mas não foi em direção as cozinhas, ela precisava falar com Kakkarotto urgente, chamar-lhe para falar com Chichi, para que ela contasse a situação e a amiga pudesse ver um médico, ela estava muito preocupada com o estado da amiga e também em como poderia estar essa criança.
Voltou ao salão de trono onde ainda estavam em reunião os membros do alto escalão do exército. Bulma se aproximou dos dois guardas que guardavam a grande porta de carvalho. Eles se surpreenderam ao ver a bela cientista ali aquela hora e em trajes de dormir.
— Olá rapazes, - ela falou amistosamente ao se aproximar. - Preciso falar com o Kakkarotto, vocês poderiam fazer o favor de entrar aí dentro e chamá-lo? - pediu educada.
— Desculpe milady, mas temos ordens expressas do príncipe para não deixar ninguém atrapalhar a reunião. - um dos guardas falou educadamente.
— Mas, é uma emergência! – Bulma insistiu já alterando-se.
— Impossível, milady. - o outro guarda confirmou.
— Eu preciso falar com Kakkarotto, e vou falar com ele – Bulma zangou-se.- Se não abrirem essa porta eu vou tentar passar por vocês. - ela ameaçou.
— Milady, por favor! - um dos guardas falou nervoso.
— Vão me deixar passar? - Bulma ameaçou.
— Milady, vou chamá-lo – o guarda retrucou sem ter outra opção, achou que seria pior se a garota entrasse naquele estado na sala de reunião ou se tivessem que machucá-la para impedi-la de entrar.
O guarda entrou rápido no salão e foi até Kakkarotto. No entanto, Vegeta o interrompeu.
— Eu disse que não queria intromissões, guarda! Como ousa desobedecer uma ordem direta minha? - Vegeta gritou com raiva.
— Mil perdões,alteza – o guarda falou nervoso. - mas a cientista está aí fora e insiste em falar com o general Kakkarotto, disse que é uma emergência.
— Bulma está aí? Uma emergência? Mas não senti alterações em seu ki...- Vegeta deixou escapar pra si mesmo e ficou constrangido ao perceber que todos o olharam.
— Deve ser com Chichi, - Kakkarotto falou agitado. - sinto o ki dela alterado. - Permissão para deixar a reunião, alteza?
Vegeta, que já estava cansado e também curioso em saber o que Bulma fazia fora da sala, resolveu encerrar a reunião.
— Senhores, a reunião acabou por hoje. - anunciou levantando-se também.
Vegeta seguiu Kakkarotto para fora do salão antes dos demais sayajins levantarem, quando saíram, pararam onde Bulma os esperava.
— Como você ousa sair do seu quarto nesses trajes? - Vegeta falou zangado ao ver Bulma.
— Vegeta, não é hora para crise de ciúmes. - Kakkarotto reclamou preocupado, calando o príncipe, coisa que nenhum outro sayajin tinha coragem de fazer. - O que aconteceu Bulma? é Chichi não é? o que houve?
— Bem, - Bulma falou nervosa. - Ela está com problemas e precisa conversar com você.
— Sobre o que?
— É algo muito importante que está acontecendo com ela, ela não vai querer lhe contar, mas você deve fazê-la falar por que é muito importante, principalmente para a saúde dela. - Bulma explicou apressada.
— Ela ainda está no seu quarto? - indagou preocupado.
— Humrum – Bulma confirmou.
— Estou indo logo pra lá.
Dizendo isso, o guerreiro saiu apressado, deixando a cientista sozinha com o príncipe.
Os demais sayajins já saíam do salão e olhavam de relance a bela garota no corredor ao lado do príncipe. Bulma apenas virou-se para sair atrás de Kakkarotto.
— Onde pensa que vai? - Vegeta falou segurando-lhe o pulso.
— Para o meu quarto.
— Kakkarotto está lá com a namorada.
— Então acho que vou esperá-lo por aqui.
— Você não vai ficar aqui sozinha - Ele disse já pegando-a no colo, pois não havia mais ninguém no corredor.
— Ei, me solte. Onde vai me levar? - ela perguntou mal-humorada.
— Essa noite, você dorme no meu quarto. - Ele disse quase ordenando, levando-a com ele pelo corredor deserto.
Enquanto isso, a quilômetros dali, numa luxuosa mansão, um casal conversava na cama, após fazer amor.
— Você está cada dia melhor, queria você pra sempre – o sayajin de cabelos pretos disse para a bela mulher ao seu lado.
— Deixe de galanteios, Turles. - a mulher sayajin retrucou irônica. - Você sabe que não posso ficar com você, eu vou me casar com o príncipe.
— Minha querida, se você ainda tem essa ideia de casar com o príncipe, tem que ir rápido, por que talvez ele já tenha te substituído por outra mulher de cabelo azul.
— O que quer dizer com isso Turles?
— Aquela plebeia a quem você odeia, que aliás é muito gostosa. - ele falou debochado e Maron fechou a cara.
— O que tem ela?
— Vi ela e o príncipe hoje conversando, ele praticamente implorou para ir ao quarto dela essa noite, e ela parecia fazer dele o que quisesse...
Maron sentou-se na cama alarmada. Então era por isso que ele a estava dispensando! Ele estava com outra, estava com a maldita plebeia! Ela deixou Turles na cama e saiu rápido para o banheiro, precisava de um banho quente para digerir aquilo e pensar no que fazer para tirar a plebeia de seu caminho. Procuraria sua mãe no dia seguinte, juntas elas resolveriam aquilo.
