Dragon Ball não me pertence
Capítulo 30
O forasteiro desconhecido da galáxia sul
"Você tomou meu coração e levou meu orgulho. Eu me odeio por amar você, não consigo me desfazer das coisas que você faz.
Eu quero ir embora, mas volto correndo para você e é por isso que eu me odeio por amar você."
I Hate my self for loving you, Joan Jett and the Blackhearts
— Kakkarotto, seu imbecil, você engravidou sua namorada? Mas você é muito burro mesmo! - Vegeta gritou irritado na manhã seguinte quando Kakkarotto contou-lhe que Chichi estava grávida e que eles iriam casar-se na semana seguinte.
Ambos acabavam de sair de um treino de horas e Kakkarotto achou que era a hora certa para contar, pois o príncipe estaria cansado demais para atacá-lo.
— Essas coisas acontecem, Vegeta. - Kakkarotto falou sem jeito, coçando atrás da cabeça.
— Acontecem com gente burra como você...- Vegeta retrucou de mau humor, pegando uma garrafa de água entregue por um serviçal e derramando-a em seu pescoço.
— Gostaria que você fosse ao meu casamento. - Kakkarotto pediu sem ligar para os resmungos do soberano.
— Claro que eu não vou. - Vegeta retrucou de mau humor. - Eu sou o príncipe, não vou a qualquer tipo de lugar.
— Ah, Vegeta mas meu casamento não é qualquer lugar. - Kakkarotto retrucou ofendido - E você tem que ser meu padrinho. Você é meu melhor amigo. - Kakkarotto insistiu com sua simplicidade natural.
— Deixe de tolices – Vegeta retrucou irritado. - Nós não somos amigos, eu sou seu superior e só.
— É, eu sei... - Kakkarotto falou sem se importar, conhecia aquele papo. - Mas e então? Você vai? Você faria um par perfeito com Bulma, por que ela será nossa madrinha.
— O que? Você convidou Bulma e não me avisou, seu insolente? Você sabe que ela não está autorizada a sair do castelo. - ele gritou irritado quase atacando o amigo.
— Eu ainda não a convidei. Ah, Vegeta, deixe-a ir. Ela estará com você, será seguro. E além do mais, se você não for, eu me responsabilizo pela segurança dela. - Kakkarotto insistiu.
— Nós dois sabemos o que aconteceu a última vez que você se responsabilizou por ela, Kakkarotto. - Vegeta retrucou irônico.
— É, mas as coisas mudaram. - Kakkarotto ficou sem jeito lembrando da vez em que a cientista fora presa por engano. Essa situação é diferente. E mais, alteza. Você me deve algumas, lembra-se? Não seria hora de retribuir?
— Kakkarotto, seu insolente! Como ousa cobrar alguma coisa do seu soberano? - ele resmungou, mas já estava resignado. Odiava estar em dívida com alguém e tinha que admitir que devia muito a Kakkarotto. Kakkarotto silenciara o fato de também ser um super sayajin, de ter poder igual ou superior ao seu, além de sempre lhe servir fielmente. O príncipe não viu outra alternativa a não ser retribuir.
— E então você vai? - Kakkarotto insistiu mais uma vez.
— Será uma cerimônia reservada e rápida, Kakkarotto. Eu vou passar pouco tempo e não fico te devendo mais nada. E deixe que eu falo com Bulma. - O príncipe disse de cara fechada já saindo da arena de luta.
Kakkarotto assentiu sorridente. Ele sempre conseguia convencer o príncipe resmungão.
Naquela mesma manhã, Bulma estava atolada de trabalho com a venda da frota de naves que fizera para Pilaf. Ela vinha trabalhando naquele negócio desde a morte do rei, e precisava fechá-lo de qualquer forma para evitar um grande prejuízo ao seu laboratório.
Após seu assistente, Yajirobe, espalhar ofertas de venda, Bulma conseguira um comprador que ofereceu um excelente valor pelas mesmas, maior até que o valor que Pilaf oferecera. Um representante de um rico comerciante da galáxia sul, fechou o negócio com ela aquele dia pela manhã. O representante combinou com ela que seu chefe viria dali a dois dias pessoalmente buscar a frota de naves, mas o que ela achou estranho foi que o representante solicitou uma audiência com ela e com o príncipe no momento da entrega do produto e ela precisava avisar Vegeta disso, nem sabia como faria, pois apesar de manterem seu tórrido relacionamento desde a morte do rei e de fazerem todas as refeições na mesma mesa, o príncipe parecia evitar o diálogo com ela. Eles só ficavam juntos em encontros furtivos as escondidas, o príncipe a procurava nas mais diversas horas do dia, já haviam feito amor por quase todo o castelo e vinham dormindo abraçados todas as noites. Contudo, ela mal sabia o que estava acontecendo com ele no seu dia a dia ou o que passava na cabeça dele e tinha receio de começar uma conversa, estragar o momento e acabarem brigando. Por isso, ela interfonou para o escriba que secretariava o príncipe e marcou uma audiência oficial aquela tarde para falar de negócios, era mais fácil do que falar com ele na cama.
O que Bulma não sabia é que Vegeta estava travando uma luta interior muito difícil. Ele estava viciado na cientista, mas culpava-se imensamente pelo que estava fazendo. Seu orgulho estava ferido por estar se rebaixando por uma plebeia, sua consciência estava pesada por estar traindo a confiança de seu pai que era contra o relacionamento dos dois. Ainda havia a preocupação com a escolha de uma esposa, pois o tempo estava passando e logo ele teria de decidir-se ou então não seria rei. Havia momentos, quando a tinha em seus braços, que ele considerava seriamente a possibilidade de escolher Bulma para sua esposa dali a três semanas. Mas depois, arrependia-se desses pensamentos e associava sua necessidade de estar com ela apenas à luxúria e que não valia a pena arriscar a linhagem real de Vegeta-sei ficando com a garota. A luta que ele travava o desconcentrava, o estava deixando maluco.
Por isso, ele mal falava com a garota enquanto se amavam embora tenham compartilhado seus pensamentos e seu dia a dia desde que era crianças. Naquele momento, Vegeta queria manter aquilo apenas físico, queria não se aproximar dela mais do que já estava próximo, não queria mentir pra ela, pois ele não gostava de mentir. Ele agradecia silenciosamente a cientista por não lhe cobrar nada, por que ele não podia prometer nada a ela. Ele não havia contado a ela sobre sua necessidade de se casar e não sabia como contaria ou quando contaria. Ele sabia que uma hora teria que decidir-se, mas tentava adiar ao máximo seus pensamentos, esquecê-los nos braços dela. Estava sendo inconsequente, ele sabia, mas não podia evitar.
Durante o dia, para aplacar esse pensamentos, ele treinava até cansar e tentava concentra-se no trabalho de organização de seu governo. Aquela tarde, o príncipe estava despachando comerciantes, empresários, nobres e juristas que lhe traziam problemas e pendências que necessitavam de sua decisão.
— Chame o próximo. - o príncipe ordenou ao escriba após atender um jurista que queria que Vegeta assinasse algumas sentenças de prisão. O escriba, um sayajin da escolta do príncipe, anunciava as pessoas que tinham requerido audiência, saiu da sala e, pouco depois, voltou anunciando a pessoa que estava lá fora.
— Lady Bulma Briefs. - ele anunciou com uma reverência quando Bulma entrou usando os trajes do laboratório e segurando sua prancheta. Ela chegou próximo ao trono, fez uma reverência também.
— Deixe nos a sós. - Vegeta ordenou ao sayajin que anunciou a cientista, estava surpreso com a presença da garota ali, o sayajin fez outra reverência e saiu.
— Desde quando precisa marcar audiência para falar comigo? - Vegeta perguntou se levantando do trono e indo até a cientista. - o que quer?
— Marquei uma audiência pois vim falar de um assunto oficial. - a cientista disse de modo profissional, afastando-se um pouco quando o príncipe se aproximou olhando-a com cobiça.
Vegeta entendeu que ela o estava afastando e para não ficar por baixo, parou em frente a ela, cruzou os braços e falou a sério.
— Qual assunto oficial? - perguntou tentando ignorar os belos olhos azuis que o fitavam.
— Er... - Bulma começou nervosa, ele a desestabilizava. - Consegui vender a frota de naves que fizemos para Pilaf. Conseguimos uma proposta até melhor que a dele, na verdade. O negócio foi fechado e as naves já foram pagas. - disse ficando mais firme ao perceber que Vegeta a escutava atentamente.
— E então? - Vegeta indagou meio rude. - Veio apenas me informar? Se o negócio está fechado não tem por que eu intervir. Me parece que você já resolveu tudo.
— É que tem uma coisa. - ela falou de novo, um pouco vacilante. - O comprador é um comerciante da galáxia sul, mas não fizemos negócios com ele ainda. Tratei do negócio por um representante, o verdadeiro comprador virá depois de amanhã receber as naves. E ele requereu uma audiência com nós dois.
— Conosco? - Vegeta perguntou sem entender. - o que ele poderia querer comigo e com você? principalmente se o negócio já foi fechado?
— Talvez queira que eu explique sobre o sistema das naves, ou talvez queira negociar outras coisas com você. - Bulma supôs.
— Isso é muito estranho, de qualquer forma. - Vegeta falou desviando o olhar dos belos olhos azuis que o fitavam. - Eu estarei lá com você. Vamos ver o que esse cara quer. Depois de Pilaf, não estou muito a fim de confiar em alienígenas desconhecidos, se bem que nunca confiei naquele verme. - explicou sem olhá-la. - Então é só isso? - ele perguntou sério ao olhá-la e ver que a cientista ainda o encarava.
— Ah, sim... é sim. Desculpe. - ela falou sem jeito por ser pega o encarando. - Com licença, alteza. - Bulma fez uma pequena reverência para sair.
— Não tão rápido, garota. - Vegeta disse rendendo-se ao desejo e puxando-a contra seu corpo bruscamente.
— Acho... que já resolvemos tudo, alteza. - ela balbuciou tentando manter a seriedade. - outras pessoas o aguardam...
Ele apenas puxou-a mais contra seu corpo.
— Eles que esperem, cientista. - ele murmurou já beijando o pescoço dela, fazendo-a perder a estabilidade nas pernas. - Nós ainda temos um assunto a tratar...
Dizendo isso ele a pegou no colo e a levou até a grande mesa de reuniões, deitando-a com cuidado sobre a mesa. Ele parou e a olhou, ela o olhava com os olhos ansiosos.
— Por que você tem que vestir essa roupa tão complicada? - disse ao puxar a calça branca que a cientista vestia. Ela percebeu que ele queria ir direto ao ponto, não tinham tempo pra preliminares ali.
— Meu chefe não gosta que eu use roupas indecentes...- ela brincou.
— Qualquer roupa em você é indecente...- ele disse fazendo-a sentar para tirar-lhe a camiseta apertada que ela usava e depois arrancar-lhe o sutiã branco para beijar o mamilo rijo que ele tanto cobiçava.
Ele a deixou completamente sem roupa e a olhou. Já sabia que ela gostava de ser apreciada por ele e adorava fazer amor com ela a luz do dia. Ver cada parte do seu corpo, cada expressão no seu rosto. Fazê-la ver que era ele quem estava fazendo amor com ela, quem a estava dominando.
Com habilidade, ela abraçou-o, tirou-lhe a armadura, e depois levou a mão até as costas dele e puxou o zíper para tirar-lhe o resto da roupa. Ele a deitou novamente sobre a mesa, uma ideia lhe ocorrendo repentinamente, uma ideia que sempre lhe ocorria quando faziam amor. Algo que ele desejava, mas que não tinham feito ainda. Não tinham feito por que não queria pedir, mas também não queria obrigá-la e temia que ela se recusasse.
No entanto, naquele momento, naquele jogo de dominação ele não conseguiu conter-se, puxou-a novamente fazendo-a sentar-se e pôde perceber uma interrogação no rosto da cientista. Ele a puxou mais um pouco fazendo-a ficar de pé ao lado da mesa e então a abraçou, beijou-lhe vigorosamente e quando sentiu que ela gemia, virou-lhe de costas e empurrou-a com cuidado, fazendo-a deitar-se de bruços sobre a mesa, não deixando de beijá-la. Ele deitou-se sobre ela, morrendo de desejo por antecipação, gostava de fazer daquele jeito e não tinha experimentado isso ainda com Bulma, mesmo desejando tanto. Devagar, ele postou-se sobre ela e investiu uma vez.
— O que está fazendo? - ela perguntou.
— Fazendo amor como os sayajins gostam. - ele disse investindo mais uma vez.– Você não sabe que também se faz assim? - ele perguntou ao ouvido dela, ainda morrendo de desejo.
— Não sabia...
— E você gosta? - provocou- a falando em seu ouvido.
A resposta dela foi um gemido. Era a aprovação que ele precisava para continuar.
Bulma só foi liberada da audiência mais de uma hora depois, após ter feito amor com o príncipe mais de uma vez na mesa de reuniões da sala do trono. O escriba que esperava lá fora, teve muito trabalho para acalmaras outras pessoas impacientes que aguardavam pelo príncipe.
— Por que está demorando tanto essa audiência? - um sayajin perguntou impaciente.
— O príncipe está tratando de uma assunto muito importante. - o escrivão anunciou próximo a porta, enquanto só ele escutava os gemidos que vinham da sala do trono.
Passaram-se os dois dias para a chegada do forasteiro. Vegeta não tocara mais no assunto com Bulma sobre o encontro com o comerciante de naves, nem falaram mais sobre nada, ele ainda nem tinha falado do convite de Kakkarotto para o casamento. Continuava a amá-la e permanecer em silêncio.
Naquela tarde, um pouco antes do horário marcado, Vegeta apareceu na plataforma de desembarque acompanhado de Kakkarotto e de sua escolta. Bulma já aguardava junto com seu assistente, Yajirobe. Ficou surpresa ao ver o príncipe chegar, já achava que ele tinha esquecido do encontro.
— E então, esse alienígena não vai chegar? - Vegeta reclamou impaciente assim que chegou. - não tenho o dia todo.
— Calma, alteza. Ele deve estar chegando. Quase todas as naves atrasam. - Bulma se dirigiu a ele pela primeira vez, enquanto olhava para o céu.
— Veja só, estão vindo. - Kakkarotto falou apontando para o céu onde uma nave entrava na atmosfera do planeta.
Todos aguardaram em silêncio a nave pousar, uma estranha ansiedade no ar, todos pareciam prender a respiração para conhecer o forasteiro. Vegeta tinha vindo preparado, depois de Pilaf, ele ficou mais desconfiado ainda com estrangeiros, se aquele tentasse alguma gracinha, ele tinha um grupo de sayajins de elite para esmagá-lo, se bem que só ele seria suficiente.
Após alguns minutos, quando a nave terminou de pousar, a porta abriu-se devagar. Havia ainda muita poeira e não se podia ver direito a imagem do vulto que estava a porta. Quando a poeira assentou, a surpresa tomou conta do grupo que observava.
— V-Você? - Vegeta indagou com a voz vacilante ao ver o vulto que saía da nave.
Todos olhavam estarrecidos. A cópia mais jovem de Vegeta postada na porta da magnífica nave. Estava acompanhado por mais cinco ou seis guerreiros.
O jovem rapaz apenas sorriu de canto, terrivelmente familiar com o príncipe.
— Tarble? - Bulma indagou emocionada, dando um passo a frente, ao reconhecer o forasteiro.
