Dragon Ball não me pertence
CAPÍTULO 32
A cápsula nave
Horas mais tarde após a conversa entre os dois príncipes, Bulma estava em seu quarto descansando após o trabalho. Já era quase hora do jantar e ela não sabia se iria jantar com o príncipe aquele dia. Queria muito ir, queria ver Tarble de novo, não o vira mais, pois ele não tinha ido ainda ao laboratório para ver as naves que comprou. A cientista achou que os irmãos estavam ocupados colocando a conversa de tantos anos em dia. Se bem que conhecendo Vegeta, não era bem conversa que eles deviam estar tendo. A garota quase adormecia, quando ouvia batidas na porta. Ela levantou com muita preguiça e foi atender.
Por um instante achou que os olhos que a fitavam eram de Vegeta, mas o rosto mais ameno e os trajes diferentes fizeram-na reconhecer Tarble.
— Vim buscá-la para o jantar. - Tarble falou pegando uma das mãos de Bulma e beijando-a sem deixar de olhá-la.
— Oh, Tarble... seria ótimo, mas não sei se tenho permissão para sentar à mesa com vocês essa noite. - ela falou relutante.
— E você precisa dessas formalidades para sentar a mesa com sua família? - Tarble perguntou despreocupado. - Venha comigo, meu irmão já deve estar nos esperando.
Bulma aceitou receosa o braço que Tarble lhe ofereceu. O rapaz, apesar de muito jovem, era muito gentil e cavalheiro e ela sentiu-se confortável ao lado dele, no entanto, temia a reação do outro príncipe.
Chegaram ao salão de jantar de braços dados. Bulma entendeu perfeitamente que Vegeta não lhe queria ali quando viu o olhar de espanto e desagrado que ele lançou a ela e a Tarble quando adentraram ao salão. Tarble, querendo ver a reação de Vegeta conduziu-a despreocupadamente até seu irmão, que estava ao lado de Kakkarotto.
— Boa noite a todos. - falou contente ao aproximarem-se, fez uma pequena reverência para o irmão. Kakkarotto o cumprimentou, Vegeta nada disse, apenas olhou carrancudo para o irmão e para cientista.
— Kakkarotto, leve a garota até a mesa. - Vegeta ordenou. - Quero conversar com meu irmão.
— O que quer com Bulma? - Vegeta indagou irritado quando ficou a sós com o irmão. - Não entendeu que não vou abrir mão dela?
— Isso eu entendi, irmão. - Tarble respondeu inocentemente. - Entendi por que não vai abrir mão dela, só que eu não entendo é por que você não assume logo ela como sua escolhida para os seus súditos.
— Eu não posso assumir uma coisa que não existe. - mentiu e aquilo lhe um certo desconforto.
— Menos mal então. - Tarble replicou. - Ia ser mesmo um escândalo interplanetário, se você escolhesse como rainha a sua chefe de tecnologia, que nem ao menos tem sangue nobre. - alfinetou.
Após jogar a insinuação, Tarble saiu a procura de Touma, sua intuição dizia que o irmão orgulhoso não assumiria a cientista, seu tempo ali era pouco, mas estaria preparado caso Vegeta rejeitasse Bulma, ele estaria pronto para acolhê-la.
Bulma foi deixada por Kakkarotto junto de Chichi que recebeu amiga de forma muito efusiva.
— Você esta com um semblante ótimo, Chi. - Bulma comentou ao ver a amiga. Chichi estava um pouco mais cheinha, vestia um belo vestido longo vermelho sem mangas, suas bochechas estavam coradas e tinha o cabelo mais brilhante. Bulma ficou impressionada o quanto uma mulher podia ficar reluzente ao estar grávida.
— Estou assim graças a você, Bulma. - Chichi disse contente. - Se você não tivesse mandado Kakkarotto me procurar e me obrigar a confessar a verdade aquele dia, acho que eu não teria tido coragem de contar.
— E seu pai como reagiu? - Bulma perguntou curiosa, pois não havia visto a amiga desde aquela noite.
— Ele não gostou, sabe. Passou um sermão na gente. Mas não foi tão terrível quanto eu achei que seria. - Chichi falou leve.
— Que bom. - Bulma disse com sinceridade.
— E então Bulma, já decidiu qual roupa vai usar no meu casamento, por que não pode usar branco viu? Só a noiva pode usar. - Chichi falou contente.
— Casamento? Você já marcou a data, Chi? - Bulma perguntou surpresa.
— Já marquei, na manhã seguinte daquela noite. - Chichi disse sem entender a surpresa de Bulma.- O príncipe não te disse que convidamos você para ser a madrinha do nosso casamento?
— Não. - Bulma respondeu surpresa e chateada. - Eu e Veget... quer dizer, eu e o príncipe não conversamos muito.
— Típico dele. - Chichi falou de mal humor. - Deve considerar meu casamento um fato tão irrisório que nem merece ser comentado por vossa alteza. E é por que é o casamento do melhor amigo dele, aliás do único amigo dele.
— Chi, eu vou ser a madrinha do seu casamento?
— E o príncipe será o padrinho. - Chichi completou.
Bulma ficou estática.
— E o Veg..o príncipe concordou com isso?
— Pode apostar. - Chichi confirmou de mal humor. - Eu não queria, mas o Kakkarotto insistiu.
Bulma sorriu para a amiga e seu pensamento voou para longe, agora a pouco ela estava preocupada por Vegeta não ter lhe contado sobre o casamento, mas aquele novo fato deu-lhe uma pontinha de esperança. Estaria Vegeta começando a reconhecê-la como parceira, e a apresentaria para toda a sociedade de Vegeta-sei naquele casamento? Bulma se permitiu bagar por pelos sonhos românticos que começaram a emergir de seu inconsciente, ela começou a imaginar sendo conduzida pelo príncipe até o altar, dançar com ele no salão. Beijá-lo com a multidão olhando...
— Bulma? - Chichi estava perguntando enquanto a amiga tinha o olhar vidrado. - Vegeta-sei chamando Bulma! Vegeta-sei chamando Bulma. BULMA! - Chichi gritou e Bulma saiu do transe. - tá sonhando acordada é garota?
— E por que não? - Bulma respondeu com um sorriso radiante que deixou Chichi sem entender nada.
Durante o jantar estavam a mesa os dois príncipes, Kakkarotto e Chichi, Bulma e Touma. Tarble combinou que inspecionaria as naves no dia seguinte, pois precisava partir logo e Bulma observou que Vegeta parecia muito contente com isso, o que não era pra ser normal, visto que Vegeta sempre quisera ter o irmão de volta. Eles combinaram de encontrar com Bulma no laboratório no dia seguinte e Vegeta fez questão de comparecer junto com Kakkarotto, o que deixou o general não muito contente, pois esse preferia passar o dia com a futura esposa. Foi um refeição rápida, e logo todos estavam dispensados.
Após ser deixada em seu quarto por Tarble depois do jantar, Bulma entrou no quarto escuro pensando na ideia de que iria ao casamento de Kakkarotto e Chichi acompanhada do príncipe, como seu par. Não conseguia acreditar que o romance dos dois passaria finalmente das barreiras de concreto dos quartos onde se amavam. Sob a meia luz que vinha dos jardins, ela começou a retirar o vestido que usara no jantar, louca para despir-se logo daquela veste e aguardar o príncipe vir procurá-la, como vinham fazendo todas as noites. Ela mal tinha deixado o vestido cair ao chão quando sentiu lhe agarrarem pela cintura. Duas mãos indo direto ao seus seios, acariciando-a por cima do sutiã, arrancando-o.
O estremecimento conhecido começou-lhe a subir a partir do ventre. Já faziam quase duas semanas que se entregara pela primeira vez a paixão pelo príncipe, muita dor tinha lhe acometido naqueles tempos, e amá-lo toda noite era um bálsamo para suas angústias. Ela sentiu uma das mãos descer por suas costas para lhe arrancar a pequena calcinha. Sentiu ser levada para a cama e só o viu quando ele subiu em cima dela para beijar-lhe os seios, ela gemeu como sempre fazia, gostava de mostrar para ele o quanto gostava daquilo. Ela estava ficando habilidosa, o príncipe a estava ensinando todos os vários modos de fazer amor e cada dia ela descobria um prazer novo e diferente. O prazer da entrega, de ser totalmente tomada por ele, era isso que a excitava. E aquela noite ele parecia mais faminto do que nunca.
Quando terminaram de se amar, pairou sobre os dois o mesmo silêncio de todas as noites.
Mas, aquela noite, Bulma não conseguiu conter o que estava preso em sua garganta. Ela ainda tinha a respiração descompassada quando quis falar.
— Chi Chi me falou do convite para o casamento dela e Kakkarotto - Ela lançou a frase casualmente no quarto escuro, não querendo demonstrar que o estava cobrando pro não ter contado a ela.
— Hum. - Ele resmungou. - Tinha esquecido completamente o maldito casamento do Kakkarotto.
— E então, nós vamos? - Bulma perguntou sem conseguir conter a excitação e ele percebeu isso.
— Se não formos os idiota do Kakkarotto vai me azucrinar pro resto da vida. - Ele apenas resmungou, mas foi o suficiente para despertar uma onda de alegria em Bulma.
— Que bom. Sempre quis ver um casamento. Obrigada, Vegeta! - ela falou tão contente que ele chegou até a esboçar um pequeno sorriso que ela não viu devido o quarto escuro.
Logo, ele sentiu que ela o beijava os lábios apaixonadamente. E ele sentiu que seu corpo queria começar tudo outra vez. A garota estava sentada por cima dele, e ele tentou se encaixar-se nela novamente, mas ela não deixou.
Ela afastou-se um pouco, o que o deixou irritado. Ele viu quando ela inclinou-se sobre ele para ligar a luzinha do abajur.
— Por que..? - ele ia perguntar.
— Shii. - ela disse sensual, e voltou a beijá-lo. - Você foi um bom menino e merece um prêmio. - Ela brincou, quase tremendo por falar tão ousadamente com o príncipe e desceu os beijos da boca para o pescoço dele, depois para o peitoral, passando a língua pelos mamilos do sayajin. Sentiu a respiração dele descompassar. Ela queria demonstrar o quanto o amava dando-lhe tanto prazer quanto possível e lembrara de algo que Pirza havia comentado com ela tempos atrás, uma coisa que as terráqueas faziam, e que os sayajins adoravam, mas que as sayajins não tinham o costume de fazer e como recusara uma vontade dele outro dia, ela pensava em uma forma de compensá-lo.
Pensando nisso, ela desceu ainda mais os beijos pelo abdome do príncipe e ele sentiu prazer por antecipação ao senti-la beijar-lhe a virilha. Não acreditava que ela faria aquilo, sabia que era um costume terráqueo, mas como ela havia aprendido? Ele deixou de se perguntar, deixou qualquer vestígio de sanidade quando ela tomou o seu membro na boca, pegando também com a mão. Beijando, acariciando. Ele quase gemia de prazer, e entendeu por que ela ligara o abajur, queria que ele visse, visse que ela estava fazendo aquilo. E a visão dela fazendo só o excitava ainda mais. Ela continuou, sentindo-se no controle, no controle da respiração dele, do pulso dele, cada vez que mais. E ela ficou muito excitada naquilo tudo. Não demorou muito para senti-lo arquejar e o líquido quente tomar-lhe a boca.
Ele a cima e deu-lhe um beijo apaixonado. Virou-a de lado e beijou-a até sentir-se pronto novamente. Quando terminaram, Bulma virou-se para o outro lado, cansada.
Surpreendeu-se quando ele puxou-a para um abraço, e ela se surpreenderia muito mais se pudesse ler os pensamento do príncipe, pois naquele instante ele pensava em como como nunca a cederia, por oferta nenhuma no universo e também pensando que podia valer a pena comportar-se como um bom menino, de vez em quando.
Na manhã seguinte, no horário combinado Tarble e Touma chegaram a linha de montagem do laboratório para inspecionarem as naves que levariam. Bulma já os aguardava desde muito cedo, saíra da cama antes de Vegeta acordar, embora com muita dificuldade para soltar-se do abraço dele.
— Bom dia, Bulma. - Tarble cumprimentou gentilmente ao encontrarem a cientista.
— Bom dia, Tarble e sr. Touma. - Ela respondeu formalmente. Bulma gostava de ser muito profissional no trabalho, ela vestia seu jaleco e carregava uma prancheta com sua informações sobre as naves.
— Meu irmão não disse que viria? - Tarble indagou olhando em volta.
— Er... acho que sim. Mas pode ter esquecido. - Bulma respondeu lembrando-se que deixara Vegeta muito cansado na noite anterior. Ela própria estava muito cansada.
— Então é melhor começarmos. - Touma interrompeu. - nossa viagem de volta está marcada pra hoje a tarde.
— Vocês vão tão cedo? - Bulma perguntou a Tarble. - Achei que você ficaria mais tempo...
— Bem que eu queria, Bulma. - Tarble respondeu. - mas tenho compromissos marcados. Contudo não se preocupe. - ele falou pegando na mão da cientista- estarei sempre por aqui de agora em diante. Eu e meu irmão vamos fazer negócios juntos.
— Vamos, então? - Touma interrompeu impaciente.
— Claro, vamos agora- Tarble respondeu olhando Bulma e ainda segurando-lhe a mão.
— Vocês iriam sem o futuro rei? - todos viraram a cabeça ao ouvir a voz sarcástica.
Era Vegeta que chegava acompanhado de Kakkarotto, e olhava de forma assassina o irmão segurar a mão da cientista. Bulma, ao ver o príncipe, soltou imediatamente sua mão das mãos de Tarble. Vegeta estava zangado, pois amanhecera sozinho no cama e agora ainda mais por ver a proximidade de Bulma com seu irmão.
— Vamos começar logo com isso? - ele perguntou ao chegar junto ao grupo.
— C-claro. - Bulma respondeu nervosa olhando sua prancheta. - é por aqui, me sigam.
Os quatro sayajins seguiram a cientista pela linha de montagem, Bulma ladeada pelos dois príncipes. Tarble, fazia perguntas sobre a estrutura, a aerodinâmica entre outras especificidades das naves. Bulma respondia com propriedade todas as perguntas. Vegeta apenas olhava a sintonia dos dois, enciumado, pois ele não entendia nada daquilo. Ele estava particularmente impressionado com a inteligência de Bulma. A garota apresentava cada detalhe, cada processo, cada mecanismo para os sayajins com uma precisão espantosa. Ele cresceu ouvindo falar da inteligência fora do comum de Bulma, mas raras vezes a via em ação. E estava realmente impressionado com ela.
Quado terminaram de revistar as dez naves exatamente iguais, o grupo parou ao final da linha de montagem.
— Como pensam em levar tantas naves pelo espaço, Tarble? - Vegeta perguntou sarcástico – Você não trouxe gente pra isso.
— Nós transformaremos as naves em cápsulas, alteza. - Bulma respondeu. - e além do mais, mesmo sem as cápsulas elas poderiam viajar no piloto automático que eu programei.
— Bulma é incrível, não é irmão? - Tarble perguntou sugestivamente.
— Hum. - Vegeta resmungou virando o rosto pro lado. Bulma, acostumada, nem ligou.
Eles ficaram observando os assistentes de Bulma transformarem as naves em cápsulas. Instantes depois o príncipe mais novo recebeu das mãos de Bulma um estojo de aço contendo as dez cápsulas.
— Então nosso negócio está fechado. - Tarble falou para o irmão quando recebeu as cápsulas. - Espero que seja o primeiro de muitos, irmão.
— Que seja. - Vegeta respondeu desinteressado.
— Irmão, gostaríamos de almoçar com vocês antes de partimos, e com Bulma também. - Tarble acrescentou antes que Vegeta a dispensasse.
— Então vamos logo,pois eu e Kakkarotto temos que treinar.
Logo, os quatro sayajins e a terráquea seguiram para o salão de jantar.
Tarble precisava falar com Bulma a sós antes de partir, precisava jogar sua última carta. Mas seu irmão não tinha lhe dado essa oportunidade durante a manhã inteira e nem durante o almoço. Agora, após o almoço, ao perceber que o príncipe iria para a as arenas treinar, o príncipe mais jovem dispensou Touma e seguiu até o quarto da cientista. Não poderia ir embora sem falar-lhe aquilo.
Bulma acabara de sair do banho e preparava-se para mais um turno no laboratório. Vestia um roupão e tinha os cabelos envolvidos por uma toalha, estava arrumando-se em frente ao espelho quando bateram na porta.
Achando que poderia ser uma de suas amigas, a garota abriu a porta e ficou surpresa ao ver o príncipe mais jovem olhando-a meio abobalhado.
— Ah.. Oi Tarble. Algum problema? Pensei que nos veríamos apenas mais tarde na sua partida. - Ela disse com receio, não gostava de homens no seu quarto desde o incidente com Yancha e o rei.
— Eu precisava lhe ver agora. A sós. - Tarble disse num tom urgente. - Bulma, temos que conversar antes que eu vá embora.
— Precisa realmente ser agora? - ela perguntou com receio pelo estado em que se encontrava.
— Tem que ser antes que Vegeta saia do treinamento.
Bulma perturbou-se. O que Tarble queria falar tão urgente e que Vegeta não pudesse saber? Estava curiosa e receosa.
— Está certo. - Ela acabou concordando e pensou em um lugar que não despertasse suspeitas. - Me encontre daqui a quinze minutos no conservatório. Você ainda sabe onde fica não é?
— Claro. - Tarble falou com um meio sorriso. - Era meu lugar favorito nesse castelo. Nos vemos lá daqui a pouco.
O príncipe deixou-a e a garota tratou de arrumar-se, ainda empertigada pela conversa que teria.
Quinze minutos mais tarde, ela entrava no conservatório ouvindo a doce melodia que Tarble tirava do piano. Uma melodia que lembrava sua infância.
— Como nos velhos tempos, não é? - Bulma falou ao chegar próximo ao piano.
Tarble parou de tocar e a olhou.
— Sim, como nos velhos tempos. - Concordou. - Sente-se ao meu lado. - ela falou mirando o pequeno banco de madeira que ficava ao lado do seu.
Bulma sentou-se.
— Bulma, eu sei o que está acontecendo entre você e meu irmão. - Tarble disparou assim que a garota sentou-se, assustando-a. Seu tom de voz ainda era urgente. - E sei que você está em um jogo perigoso. Onde só quem pode sair perdendo é você.
Bulma não soube o que dizer de início. Quem teria contado a Tarble sobre seu caso com o príncipe? O que ele queria com aquela conversa? Ela manteve-se calada.
— Não se engane com meu irmão. - Ele começou pegando-lhe na mão. - Ele vai acabar te machucando. Eu o amo, mas sei como ele é. Ele vai ser rei e terá que escolher sua rainha. Você acha que ele escolherá você como rainha? - Tarble falou persuasivo, sem mencionar que o irmão teria que escolher essa rainha em três semanas.
— Tarble... eu gosto muito de você, mas acho que esse é um assunto que só cabe a mim e a Vegeta. Eu não sou estúpida. Eu sei como ele é. - Bulma disse, mas sabia que, no fundo, tinha vergonha de se sujeitar aquele caso com Vegeta, e não queria que Tarble soubesse disso.
— Olha Bulma... Eu sei que no fundo do seu coração, tem uma centelha de esperança que acha que ele vai acabar te assumindo e ficando com você. Isso é que é perigoso. - Tarble avisou parecendo preocupado.
— Tarble, independente do que você diga, eu vou continuar com ele. - Bulma falou decidida.- Vegeta e eu temos uma laço muito antigo e profundo e que só nós dois entendemos. Não pense que eu não sei que é errado, que é feio, que estou traindo a memória de meu pai. Mas, é mais forte do que eu, é mais forte do que qualquer outra coisa que eu já tenha sentido. E eu não quero pensar em como vai ser... por enquanto eu só quero estar com ele.
— Mas você vai sair machucada. - Tarble afirmou sério limpando uma lágrima do rosto de Bulma delicadamente. - Vegeta não pensa como você. Ele é frio, é calculista, faz o que pode pelo poder. Ele não vai escolher você, Bulma.
Bulma desatou a chorar diante das verdades que ela sabia que não podia ignorar, no fundo ela sabia que Tarble estava certo, mas não podia mudar o que sentia. Tarble a abraçou.
— Eu não vou tentar te persuadir a deixá-lo. Sei que você não vai fazer isso. - Tarble falava enquanto Bulma chorava em seus braços. - Mas, eu quero te dar uma escolha, quero que você tenha para onde ir quando ele te magoar.
Bulma parou de chorar, soltou-se de Tarble e olhou.
— Você tem tanta certeza que ele vai me magoar...- ela murmurou dolorosamente.
— Eu tenho. - Tarble afirmou olhando-a.
— Isso pode não acontecer. - Bulma falou lembrando-se da promessa de Vegeta de levá-la como seu par ao casamento de Kakkarotto e Chichi. - Sinto que Vegeta está mudando aos poucos...
Tarble suspirou cansado. Ele não conseguiria persuadi-la mesmo. Então, pegou a pequena caixa metálica que estava sobre o piano e abriu-a, Bulma o olhava. Os olhos ainda vermelhos. Ele tirou umas das cápsulas, a última do canto esquerdo e estendeu a mão para dá-la a Bulma.
— Essas são as naves que você fez. Quero que você fique com essa.
Bulma não pegou a cápsula.
— Eu não posso Tarble. - Ela retrucou surpresa. - Essas naves lhe custaram milhões. E além do mais, para que eu vou usar uma nave dessas?
— Fique, eu insisto. - ele falou sério, ainda com a mão estendida. - Touma programou essa nave com a rota para meu planeta e com o contato do meu scouter. Essa nave pode me achar em qualquer lugar do universo. Se você um dia precisar de um lugar pra ir, é só usar essa nave.
— Não creio que eu queira ir para outro lugar, Tarble. Eu vivi minha vida inteira nesse castelo, não acredito que Vegeta me magoe tanto que eu queira ir embora, aqui é meu lar.
— Fique com ela só por precaução, então. - Tarble insistiu.- Não me fará falta e não esqueça que os mundos dão muitas voltas.
Bulma pegou a cápsula com relutância.
Mais tarde aquele dia, Bulma via, com lágrimas nos olhos, Tarble partir novamente. Vegeta estava ao seu lado, impassível. Ela lembrou-se da primeira vez que o príncipe mais novo foi embora, fora muito triste. Mas agora ela tinha o semblante mais aliviado, pois dessa vez, ela sabia que ele voltaria. Então ela olhou para Vegeta , imponente à frente de sua guarda e agarrou entre as mãos a cápsula nave, desejando novamente nunca precisar usá-la.
