"Amanhã às onze. Eu vou te encontrar lá embaixo."
Antes que ele pudesse responder, eu entrei de volta no apartamento. Eu me encostei contra a porta fechada e fiquei tentando ouvir qualquer conversa do lado de fora. Não escutei nenhuma voz, apenas passos se aproximando e outros em retirada. Ouvi meu pai colocar a chave na fechadura e eu fui para a cozinha.
"Quem era?" Meu pai perguntou quando entrou, carregando uma sacola de compras.
"Quem?"
"Aquele cara lá fora. Ele me pareceu vagamente familiar."
Dei de ombros enquanto abria a porta do armário e alcançava um vaso. "Um cara da floricultura. Ele trouxe essas flores." Meu coração parou enquanto esperava para ver se meu pai se lembrava onde ele tinha visto Sasuke antes, mas ele apenas disse
"você tem um admirador? Não me surpreende. Quando vou poder conhecê-lo?"
"Eu não sei. Não é tão sério." Eu olhei de relance para ele, mas ele estava desempacotando as compras, meu admirador misterioso e o familiar 'entregador' já tinham sido esquecidos.
"Vocês me divertem," disse o sheik, depois que terminamos nosso almoço. Um garçom tirou nossos pratos e nós três nos sentamos no deck, felizes com o almoço de deliciosos frutos do mar que tinha sido preparado pelo cozinheiro. A comida e o vinho me embalaram em sonolência e eu me desliguei da conversa, até que o sheik me atraiu de volta para ela.
"Por que isso?" Sasuke perguntou, sorrindo. Ele tinha sido o perfeito cavalheiro desde que me encontrou na portaria do meu edifício onde eu o esperava. Enquanto eu me sentia estranha sobre entrar no seu carro, me preocupando se eu estava usando a roupa certa para o almoço em um barco, ele havia conduzido a conversa, falando sobre tudo e todas as coisas. Alguns tópicos tinham sido leves, como Robbie o amigo de Shisui que tinha recentemente raspado uma sobrancelha por causa de um desafio. E alguns tinham sido graves. Seu irmão mais novo, Taiko, tinha sido avisado novamente pela polícia para manter o nariz fora de problemas. Eu não disse nada sobre isso, até porque eu queria aliviar suas preocupações. Então, novamente, ele tinha me confidenciado algo sobre ele. Tudo isso mostrava que uma amizade entre nós ainda podia funcionar.
"Vocês não agem como noivos e ainda assim o amor que um sente pelo outro é evidente, mesmo para este velho." O sheik riu, mas nem eu nem Sasuke nos juntamos a ele.
Eu desejei que o barco gigante me engolisse... ou que eu caísse no mar. Pelo menos criaria uma distração da humilhação que ameaçava me engolir. Sasuke se recuperou primeiro. Ele enfiou a mão por cima da minha e a apertou delicadamente.
"Para ser honesto, estamos um pouco inseguros como devemos agir na sua frente. Nós já cometemos um erro por termos sido cautelosos, como você salientou." O sheik passou o guardanapo nos cantos de sua boca.
"Não se preocupem comigo. Minha cultura não proíbe carinhos entre noivos felizes prestes a se casar." Ele se levantou da cadeira. "Ajam como seu coração mandar. Agora, com licença enquanto eu me retiro para meus aposentos para tirar uma soneca."
Eu o vi pisar cautelosamente nas escadas estreitas, íngremes. Quando eu já não podia vê-lo, falei para Sasuke. "Você acha que ele vai voltar?"
Ele encolheu os ombros. "Eu não sei. Eu esperava que ele nos acompanhasse durante todo o passeio." Nós ficamos sentados, esperando, mas o sheik não voltou.
"Acho que temos à tarde para nós mesmos" Sasuke disse esticando as pernas. Sem o sheik presente, me senti um pouco menos nervosa. Sempre que ele estava por perto, eu ficava consciente da nossa mentira e mantinha as aparências, mas sozinha, eu podia ser eu mesma. Sasuke se levantou e estendeu a mão para mim.
"Quer apreciar a vista, Senhorita Hyuuga?"
"Eu gostaria, Sr. Uchiha." Eu peguei a mão dele e ele me levou para frente do barco. Eu estava de bom humor assim como ele, provavelmente graças ao vinho e a conversa amigável que tínhamos compartilhado vindo para a marina. Foi um alívio muito grande ver que ele não tinha guardado rancor. Estávamos lado a lado no convés e vimos à vista espetacular do litoral e outros barcos que estavam de passagem. Vimos os peixes seguindo o nosso barco e Sasuke jurou que tinha visto um grupo de golfinhos na distância, mas eu brinquei que ele devia estar vendo coisas.
"Mas eles estavam lá," ele brincou olhando o mar. "Olha! Lá estão eles outra vez!" Eu pude ver um punhado de golfinhos cinzento elegantes, saltando fora da água bem diante dos nossos olhos.
"Mágico," eu sussurrei. "Eles são tão graciosos e belos."
"Muito belos" ele sussurrou no meu ouvido. Eu me virei para vê-lo olhando para mim, seus olhos cheios de calor. Uma tempestade de emoções se formou dentro de mim, desejo e necessidade na maior parte, mas o medo que me espreitava logo abaixo da superfície também. Medo que tudo se desfizesse em pedaços se eu agisse por meus desejos. Eu me afastei dele e me virei para ver os golfinhos novamente.
"Você acha que o sheik orquestrou tudo isso para o nosso benefício?" Eu perguntei com um sorriso que eu tentei fazer tão verdadeiro quanto possível. Sasuke deu um suspiro e me olhou.
"Não acho que nem mesmo um homem com a riqueza dele pode comandar as criaturas do mar."
"Não? E eu achando que o dinheiro podia comprar tudo!"
"Nem tudo," ele disse baixinho. "Não pode comprar as melhores coisas."
Eu engoli para tentar desalojar o caroço na minha garganta, mas não consegui. Porcaria. Que tipo de idiota eu era? Por que eu tinha que sempre trazer a tona o nosso acordo quando as coisas estavam tão bem entre nós? Senti como se eu tivesse trazido meu amigo de volta, e logo depois mandado ele embora.
Nenhum de nós falou por um longo tempo. Ficamos juntos no convés, o vento e o mar soprando nos nossos rostos, até que finalmente o barco diminuiu a velocidade ao se aproximar das águas mais calmas da marina. Eu mantive meus olhos para frente até que outro barco passou por nós. Alguém a bordo acenou e Sasuke acenou de volta.
"Seus amigos?" eu perguntei.
"Mamãe e papai. É o barco deles." Ele se posicionou atrás de mim, em seguida apontou para os barcos ancorados na marina. O braço estava muito próximo ao meu rosto e apesar do vento e do mar, senti o cheiro do perfume deliciosamente masculino que Sasuke usava.
"Aquele com uma linha azul pintada no lado é do Itachi, e o menor é de Shisui. Ele não o usou muitas vezes, mas agora que ele está de volta com Karin, eles vai usá-lo mais."
"Todos têm barcos?" Mesmo que ele estando atrás de mim, eu sabia que ele estava sorrindo.
"O Taiko não, mas o Obito tem. Segundo ele, barcos são ótimos lugares para sedução."
Claro que eram. Eu estava de repente grata que o vento estava conseguindo fazer com que meu rosto não ficasse muito quente com a sua proximidade.
"Cadê o seu?"
"Aquele à direita do barco do Shisui."
"É um belo barco." Eu olhei para o elegante barco. "Diga-me, Sasuke, você já recriou seu próprio Titanic?" Ele começou a rir e eu me juntei a ele, incapaz de parar de rir imaginando ele e seus irmãos tentando sair do barco na cena memorável. Ainda sorrindo, ele mudou sua posição e ele se reclinou sobre o parapeito. Sua pele estava bronzeada do sol, seus músculos, firmes e fortes. Depois de um momento, seu sorriso desvaneceu-se e seus olhos se amaciaram quando ele olhou para mim.
"Eu gosto de ver você rir, Hinata. Quero que você seja feliz."
"Eu sou feliz." Mas ouvi a falta de convicção na minha voz, e eu acho que ele ouviu também.
"Se houver alguma coisa que você queira, qualquer coisa que você precise, prometa que você vai falar comigo." Concordei, o meu coração e a minha garganta apertados. "É sério. Você diz que quer ser minha amiga... Eu posso ser o melhor amigo que você já teve. Os amigos vêm uns aos outros quando precisam de apoio. Deixe-me ser o teu apoio. Você pode me telefonar, de dia ou de noite, e vamos só falar se é o que você quer. Ou... tanto faz." Ele desviou o olhar.
Eu cruzei meus braços no meu peito e os esfreguei. "Obrigada. Mas não há nada que eu precise agora." Talvez se eu continuasse a dizer isso para mim mesmo, eventualmente eu acreditaria.
As sombras da tarde eram extensas quando Sasuke me deixou em casa. Não o convidei para entrar e não parecia que ele queria. Eu acenei para ele e entrei. Minha pele estava fria e salgada, mas meu corpo estava quente por ter ficado tão perto de Sasuke. Minha cabeça estava cheia de pensamentos sobre ele e do nosso dia agradável juntos, então deixei de notar a carranca do meu pai até que ele acenou o jornal na minha cara.
"Ei!" Eu protestei. "O que foi isso?" Então eu percebi. Ele tinha visto a foto. Ele apontou a página com o dedo.
"O que diabo você está fazendo, Hinata?"
"Acalme-se. Eu posso explicar." Eu passei por ele e me dirigi para a cozinha, mas ele bloqueou meu caminho.
"Eu não vou me acalmar até você explicar o que estava fazendo com um Uchiha. E num maldito casamento de um Uchiha!" Seus olhos estavam brilhantes e dilatados, sua voz um pouco arrastada. Ele tinha bebido outra vez. "Então?" "
Eu passei por ele. Ele ainda era mais alto que eu e muito mais volumoso, mas pelo menos ele sabia que eu não me encolhia sob a sua fúria. Sua atitude em relação aos Uchihas realmente estava me irritando. "Posso sair com quem eu quiser. Não preciso da sua permissão. Sim, eu saí com Sasuke algumas vezes. E daí?"
"Então ele é um Uchiha! Eles não têm moral, Hinata. Eu não confio neles."
"Bem, eu confio. Eu confio em Sasuke. Ele é um cara legal, e se eu quero vê-lo, eu vou. Está bem? Agora saia do meu caminho."
Ele ficou de boca aberta e me encarou até que passei por ele. Não sei se ele estava mais chocado porque eu estava discutindo com ele ou porque eu estava defendendo um Uchiha.
"Quão sério é o relacionamento de vocês?" Parte de mim queria mentir e dizer que estávamos noivos. Mas isso foi só o lado teimoso. Não pude fazê-lo. Eu não poderia mentir sobre algo tão importante para o meu próprio pai. Eu inclinei meu quadril contra a bancada da cozinha e suspirei. "Eu vou te dizer o que está acontecendo, se você me contar a história completa sobre porque você foi demitido da Uchiha Corporation. Está bem? A verdade pela verdade."
Ele hesitou, em seguida, inclinou a cabeça em um aceno. "Acho que você tem idade suficiente agora."
"O que isso significa?"
"Você primeiro."
Eu soltei um suspiro. "Eu conheci o Sasuke no The Saloon um tempo atrás. Nos tornamos amigos. De qualquer forma, ele precisava de uma mulher para agir como sua noiva, para ele poder fechar um acordo com um sheik."
"O quê?" Era metade explosão de incredulidade e metade de uma risada. "Ele falou essa merda para você?" Eu pressionei meus lábios juntos.
"O sheik é de um país muito conservador e não respeita um homem solteiro da idade do Sasuke. E combinei agir como sua noiva. Usamos o casamento do seu irmão para tirar uma foto juntos para parecer mais real. Não contamos a ninguém sobre o noivado, só para ele. Não queremos que nossas vidas fiquem complicadas."
Ele me estudou por um longo instante, como se ele estivesse tentando reconhecer a menina que ele tinha criado e que agora era uma mulher de pé diante dele. "O que você ganha em troca?"
"Dinheiro." As sobrancelhas dele se levantaram.
"Foi assim que você pagou o Chefe?" Balancei a cabeça.
"É a nossa única fonte de renda agora, então eu não criticaria se eu fosse você."
Ele segurou suas mãos em sinal de rendição. "Eu não vou. Eu estou... feliz por saber que você não está envolvida com ele romanticamente. Não estou exagerando quando digo que os Uchihas são cruéis."
"Você não conhece Sasuke."
"Ele é o cabeça da Uchiha Corporation agora, não é?"
"Sim."
"Então ele tem um lado cruel que provavelmente tem escondido de você até agora. Não me surpreenderia se ele inventasse esta coisa toda de falso noivado como parte de um esquema elaborado para você dormir com ele."
Meus dedos se fecharam em torno da borda da mesa da cozinha. "Por que você diz isso?"
"Porque não consigo imaginar que um negócio tem alguma coisa a ver com ele ser casado ou não. Parece tão desnecessário."
"Você não conheceu o sheik. Além disso, é muito elaborado e desnecessário se sua única intenção é dormir comigo. Há maneiras mais fáceis de fazer isso."
"Eu não estou discutindo sua vida sexual com você. Isso é problema seu."
"Foi você quem começou!" Eu rolei meus olhos. "Agora você pode me dizer por que você foi demitido da Uchiha Corporation."
Ele arrastou a mão pelo cabelo dele e suspirou. Quando ele puxou a mão, fiquei impressionada como ele parecia velho e abatido. Seu rosto estava cinza, as linhas em torno da sua boca e de seus olhos estavam mais profundas, como se ele tivesse gasto um tempo de sua vida franzindo a testa. "Fugaku Uchiha me demitiu porque ele pensou que eu estava tendo um caso com sua esposa".
"Mikoto!" Desatei a rir. "Sério? Mas ela é tão dura e arrogante."
"Ela é uma grande mulher, sob a altivez. Você só tem que conhecê-la."
"Oh meu Deus. Você estava tendo um caso com ela?"
"Não! Nós nos dávamos muito bem. Ela foi muito boa para mim, depois que sua mãe morreu. Ela vinha ao meu escritório para ver se eu estava bem ou se eu precisava de alguma coisa. Não havia nada de romântico entre nós." Ele deu uma longa respiração e expirou lentamente. "Eu estava muito preocupado com sua mãe para olhar para outra mulher. Eu precisava de um amigo, outro adulto para conversar. Mas Fugaku ficou com ciúme. Ele é dedicado à sua esposa e ele nos viu passar tanto tempo juntos que ele pensou de uma maneira errada."
"Você disse isso para ele? A Mikoto disse?"
"É claro. Mas ele não se importou. Ele me demitiu sem aviso prévio e sem me ouvir."
"Isso parece duro. Eu conheci Fugaku e ele me pareceu um cara legal."
"Admito que na época eu não fosse um funcionário muito fácil de lidar. Eu não estava muito bem emocionalmente, e meu trabalho estava sofrendo as consequências. Mas ele não me deu tempo para me recuperar e não levou em consideração a minha perda. Um dia que eu estava trabalhando na Uchiha Corporation e na manhã seguinte me foi negado acesso ao prédio como se eu tivesse cometido um crime. Essa era à maneira de Fugaku. Cruel, como eu te disse." Eu levei alguns minutos para digerir o que ele disse.
O amigável Fugaku Uchiha realmente teria feito isso ao meu pai quando ele precisava de seu emprego e estabilidade? Mikoto realmente não podia ter qualquer influência sobre seu marido e pedir-lhe para reconsiderar? Eu mesma me ocupei em fazer o jantar para meu pai. Eu me senti um pouco aliviada ao descobrir que ele não tinha sido despedido por incompetência, mesmo ele tendo se transformado num ser humano não muito confiável nos últimos anos. Ainda assim, era muita coisa para eu aceitar. Parecia que meu pai também estava pensando sobre a nossa conversa. Quando nos sentamos para jantar, ele disse,
"Hinata, se você e aquele Uchiha eram amigos —" "Seu nome é Sasuke."
"Se você e o Sasuke Uchiha eram amigos antes que ele te pedisse para ser sua falsa noiva, por que você só lhe pediu dinheiro quando você perdeu seu emprego? Certamente um amigo rico como ele iria te emprestar dinheiro até você arrumar outra coisa."
"Eu não disse para ele que perdi meu emprego. Eu ainda não disse." Ele fez uma pausa com uma garfada de batata purê a meio caminho da boca.
"Por que não?" Dei de ombros e olhei para o meu prato.
"Porque já me sinto uma fracassada. Ele saber me faria eu me sentir pior."
"Se ele faz você se sentir assim —"
"Ele não faz. Eu me sinto assim, pai." Ele colocou sua faca e garfo no prato. "Querida, você não é uma fracassada." Eu acenei minha faca no ar.
"Olhe para mim. Não consegui nada. Eu poderia ter ido para a faculdade, mas não fui. Eu trabalhava em dois empregos braçais, e agora nem eles eu tenho. Fui péssima em tudo o que eu coloquei a minha mão. Não é de admirar que Naruto tenha rompido comigo."
"Naruto? O que ele tem a ver com isso?" Dei de ombros.
"Naruto é um cara legal. Sasuke também, mesmo que você ainda não saiba. Por que eles gostariam de entrar em um relacionamento em longo prazo com alguém como eu?"
"Mas você é incrível! Você é bonita, engraçada, carinhosa. Você é uma pessoa verdadeira em um mundo cheio de pessoas falsas. Vamos, Hinata, você sabe tudo isso. Não é?"
Cortei minha salsicha. "Basta desta festa de piedade," eu resmunguei. "Vou ter minha vida de volta nos trilhos, começando por me matricular na faculdade. Agora eu tenho o dinheiro para pagar a taxa graças ao Sasuke."
Ele estendeu a mão e acariciou minha mão. "Essa é minha garota. Você não é o tipo de chafurdar na autopiedade como seu velho pai. Mostre para este Uchiha e para Naruto que você é melhor do que eles." Eu suspirei. Ele não entendeu.
"Não é sobre eles, pai, é sobre mim. Preciso provar para mim mesma que eu posso fazê-lo." E então talvez eu pudesse ter um relacionamento de verdade com Sasuke, em igualdade de condições. Se ele não encontrasse alguém melhor nesse meio tempo. Uma batida na porta me fez levantar da cadeira.
"Quem é?" eu perguntei.
"É o Chefe," veio uma voz grossa do outro lado. Meu pai se juntou a mim na porta.
"Você disse que me daria tempo para pagar o resto," ele gritou. "Sim, mas as coisas mudaram. Coisas como a sua linda filhinha namorando um Uchiha porra."
Papai e eu nos olhamos.
"O que você quer dizer?"
ele falou de volta. "Quero dizer, abra a porta ou coloco ela abaixo. Não esconda mais seu dinheiro de mim."
"Não temos dinheiro."
"Verdade? Então que tal se eu pedir para o namorado da sua filha? Acho que os Uchihas gostariam de saber sobre a escória miserável com quem eles estão se associando."
