Capítulo 7

Boa Leitura!!!

Era demais para Bella! Ela já não podia mais aguentar o sarcasmo cruel daquele homem, e ela corria pela casa abrindo portas que não sabia onde dariam, mas não se importava com isso, contanto que conseguisse ficar longe de Edward Cullen.

Até que ela desistiu de correr, e abriu mais uma porta. O que viu do outro lado deixou-a sem ar, extasiada, sentindo-se como se tivesse entrado em um novo mundo.

O lago Alba estava bem diante dos seus olhos. Sua superfície banhada pela lua parecia coberta por um véu sedoso e branco. Ela nunca havia visto algo como aquilo. Bella até esqueceu que devia estar fugindo de Edward enquanto olhava fixamente por uma arcada de pedra suportada por dois pilares que emolduravam o lago como se fosse uma pintura. Era a cena mais mágica com a qual já havia deparado. Ela nunca pensou que veria algo tão bonito.

A casa dos Black também tinha uma vista muito bonita, mas nada que se comparasse a isso. O lago parecia estar bem perto, mas não estava tão perto assim. Era estranha a sensação de estar em pé ali e achar que poderia tocar aquelas águas prateadas e, no entanto, saber que acres de jardim a separavam dele.

Andou pelo amplo terraço de pedra e sentiu como se um ímã a puxasse para baixo daquela arcada. Estava tão encantada que nem notou que estava tremendo e que seus braços cruzaram-se na tentativa de espantar o frio.

— O lago muda o tempo todo. — murmurou uma voz profunda. — Ele veste uma capa prateada toda manhã, uma dourada no fim da tarde e ao meio-dia uma azul sensacional, um convite à contemplação.

— E você o emoldurou. — disse ela suavemente.

— Um dos meus antepassados adorava esta vista em particular. — respondeu ele num tom preguiçoso. Em seguida, ela começou a escutar seus passos lentos aproximando-se enquanto ele continuava a falar. — Na verdade, estamos em pé em uma colunata de arcos, cada um deles cuidadosamente colocado para formar a mesma moldura do arco, independente da porta pela qual você entrar aqui.

Um olhar à sua volta confirmou que ela estava mesmo em pé no meio de uma linha de arcos.

— É lindo! Tudo isto é lindo! — Ela voltou o rosto novamente para a frente enquanto ele se pôs exatamente atrás dela.

— Gratzi! — respondeu ele no mesmo momento em que seu paletó cobriu os ombros dela.

Ela tremeu um pouco ao sentir o calor que vinha do paletó.

— Não se inquiete, querida. — Ele interpretou o tremor dela de forma errada. — Não quero voltar a discutir.

Então, o que vai acontecer agora? É agora que ele vai botar as mãos em mim, pensou ela. E, desta vez, o tremor que sentiu foi mesmo de inquietação.

— Desculpe-me se magoei sua irmã postiça. — Ela sentiu-se obrigada a dizer.

— Não foi você. Foi ele. — Ele pegou o braço dela e girou-a para que ficasse de frente para ele. Ela se pegou olhando fixamente para o branco da camisa dele. — Só o que pude fazer foi dar apoio para ela naquela fase. E enquanto fazia isso fiquei curioso para saber quem era a mulher que havia aparecido na vida dele. A mulher que o fez magoar minha irmã.

—Mas você estava tentando defender seu orgulho ferido, ou o da sua irmã?

Desta vez, foi a covinha no queixo dele que chamou a atenção de Bella, quando ele abriu um sorriso amarelo.

— O dos dois. — disse ele movendo os dedos sobre o paletó nos ombros dela. — E você sabe como ferir o ego de um homem, querida. — disse ele suavemente. — Mas você não precisa usar tais táticas comigo. Eu gosto da minha arrogância. Faz com que eu possa fazer o que quiser, mesmo quando sei que o momento não é o mais apropriado.

E foi aí que o alarme começou a tocar. Ela levantou os olhos apreensivos em direção ao rosto dele, e percebeu o que estava por vir. Ele puxou suavemente a lapela do paletó trazendo o corpo dela contra o dele. Ela sentiu o calor de Edward, seu físico poderoso. Ela quis afastar-se, mas se surpreendeu levantando o queixo.

Os olhos deles se encontraram e o brilho verde dos dele fizeram com que ela mal pudesse respirar.

— Não. — disse ela. — Não...

E para total confusão dela, ele não fez nada a não ser mantê-la presa entre seu corpo e o paletó, e aquele mundo tenso entre o paraíso e o inferno. Ela nem sabia dizer o que seria mais infernal: beijá-lo ou não beijá-lo.

— Tem certeza? — perguntou ele docemente, ela fez que sim com a cabeça.

Seus lábios entreabertos tremiam como grandes mentirosos. Ele era demais em tudo, de todas as formas possíveis.

— Sinto-me sem chão com você. — murmurou ela, embora tenha desejado não ter pronunciado tais palavras, sabiam que elas expressavam a mais pura verdade.

— Mas não ache que estas bochechas pálidas e esta expressão assustada vão salvá-la. Vamos ficar juntos mais cedo ou mais tarde. —E, então, ele beijou os lábios dela e os dois corpos fundiram-se, envoltos em calor. — De novo e de novo e de novo.— murmurou ele, como uma promessa sensual ao afastar o rosto.

Por quê? Por que ela havia correspondido? Ele sabia. Ela sabia. O pior de tudo era que ela queria beijá-lo novamente. Ela queria... Ele respirou fundo. Seus olhos verdes brilhavam.

— Venha. Está frio demais para ficarmos aqui fora.

E ela não conseguia fingir nem para ela mesma que não o queria. Edward colocou o braço em volta do ombro dela e os dois começaram a caminhar para dentro da casa. A porta foi fechada atrás deles. Os mosaicos azuis seculares do piso reproduziam o barulho do delicado salto do sapato dela.

Ela queria dizer alguma coisa, qualquer coisa para quebrar aquele clima sensual que ela podia sentir vibrando nele. Mas nenhuma das palavras que passaram por sua cabeça poderia acabar com aquele clima.

Ele a conduziu pela escadaria da esquerda, o braço dele ainda a envolvendo. Chegaram a um corredor longo repleto de janelas estreitas de onde se podia ver o pátio lá embaixo. Ele parou perto de uma porta, abriu-a e puxou-a com ele. Ela se viu em um quarto diferente de tudo o que já vira.

O chão era um oceano de uma madeira escura e bem polida que levava a uma lareira de pedra enorme do outro lado do quarto, onde a lenha estava sendo queimada. As chamas saltitavam naquele cômodo com paredes da cor de terracota.

A cama dominava o quarto. E dominou-a também. Seus olhos ficaram grudados nela, pois era ali também que seus sentidos miravam. Se ela fosse imaginar um quarto decorado para provocar a libido, aquele seria o quarto.

Ela até chegou a se imaginar nua deitada naquela cama sobre aquela colcha vermelha de seda. Imaginou-o deitando-se também ao seu lado e... E só aquela cena imaginada foi o bastante para deixá-la em pânico. Ela se virou para ele.

— Eu não...

Quero isso, era o que ela ia dizer, mas as palavras se perderam quando ele soltou o prendedor de cabelos. Os cabelos de Bella tombaram soltos sobre os ombros. Ele ficou observando-a com aqueles olhos verdes por um instante, e de repente se virou.

— Vou buscar sua mala. — disse ele. — Relaxe, fique à vontade. Não vou demorar mais do que alguns minutos.

Bella olhou à volta, mas sua atenção foi novamente capturada por aquela cama, e sua imaginação continuou fantasiando com ela.

Pare com isso, tentou dizer a si mesma, desviando os olhos, que se voltaram agora para uma janela grande também enfeitada por seda vermelha. Pela janela tinha-se uma vista bastante diferente do lago. Sua superfície não estava tão congelada agora. O que estou fazendo aqui, perguntou-se. A resposta foi uma pulsação de determinadas partes do seu corpo, o que a fez respirar fundo.

— Oh! — exclamou ela sentando no banco de madeira abaixo da janela.

Retirou os sapatos, encolheu os joelhos até bem perto do queixo, envolveu-se bem no paletó de Edward e abaixou a cabeça. Para se esconder. Do que ela era. Do que ela estava começando a se transformar. Uma mulher traída com um desejo devastador, lealmente devastador, por outro homem.

Ela tremeu, desdenhando de si mesma por se sentir assim. Ainda tão cheia de mágoas e feridas e, no entanto, tão desesperada para provar que era digna do título "mulher" que agora abraçava as coxas tentando acabar com a excitação que sentia, que tanto era um prazer quanto um pecado.

Pecado! Ela começou a pensar nesta palavra. Que pecado? Pecado de quem? Qual era o pecado de querer fazer amor? O pecado que sua mãe falava. A avaliação fria dela do que o desejo sexual pode fazer a uma pessoa. Poderia nos tornar um escravo do desejo de nosso corpo. E por que ele? Se ela fosse uma escrava do próprio desejo, por que teria que escolher Edward Cullen entre todos os homens? Por que não podia ser Jacob?

Talvez, a relação deles tivesse ido para a frente se ela tivesse investido em maior intimidade física. Talvez dessa forma ele não fosse procurar isso fora da relação, e aquela noite nunca teria existido, a não ser em pesadelo, e ela estaria na cama agora — com Jacob, satisfeita da vida, sem conhecer a real personalidade dele. Mas era isso que ela queria? Viver com aquela mentira para não ter que encarar a realidade?

Ela ouviu os passos de Edward pela porta entreaberta, sentiu-o parar ao ver como ela estava sentada. Suas lágrimas queimavam. Seu coração queimava. O local entre suas coxas vibrava em excitação porque ela o desejava — e muito! Ela o queria. Não Jacob. Ela nunca quis Jacob. Não desta forma, pensou.

— Trouxe sua mala.

Ela fez que sim com a cabeça. O amor não passava de uma ilusão mesmo, pensou ela enquanto ouvia os passos dele levando-o para a cama. O amor era apenas uma palavra inventada pelas mulheres para justificar este desejo sexual que chegava a doer.

Ela virou o rosto com o som dos passos dele. Sentiu as bochechas em brasa, seus olhos colaram nele enquanto ele se aproximava. Alto, moreno, incrivelmente sexy aos seus sentidos atiçados. Aqueles ombros largos, o torso coberto por aquela camisa branca que ocultava o que estava ali por baixo.

Ele já estava sem a gravata borboleta. Parecia tranquilo. Até deu um de seus sorrisos de lado enquanto pegava a mão dela.

— Venha cá. — disse ele baixinho. — Foi um dia muito tumultuado. Hora de ir para a cama.

Ele a puxou, removendo o paletó dos ombros dela, e colocando-o na cadeira perto da janela. A palavra cama fez com que ela lhe lançasse um olhar fixo. O jeito que ele a despia lentamente causava um grande arrepio na espinha de Bella. Ele sorria.

— Está tudo bem. Vou adiar meus planos de pôr as mãos em você. — assegurou ele.

— Que pena. — Ela se ouviu dizer. Em seguida, mordeu os lábios desejando desaparecer dali. — Estou brincando — disse ela.

Ele continuou o que estava fazendo, mas havia um que de desaprovação na boca dele agora. Desaprovação? ela repetiu para si mesma soltando uma gargalhada. Quem desaprovava o comportamento dela era ela mesma.

—Por que a risada?

—Não me pergunte. — aconselhou ela de um jeito avesso.

Porque a parte de trás dos dedos dele estavam encostados contra os seios dela fazendo-os formigar, e se havia alguém naquele quarto desejando que ele colocasse as mãos nela, esse alguém era Isabella Swan.

Ela tremeu sentindo a jaqueta jeans deslizar pelos seus braços, expondo sua pele à brisa fresca que entrava pela janela atrás deles. A jaqueta foi parar em cima do paletó dele sobre a cadeira perto da janela. Com a mão de um especialista em despir mulheres, ele procurou o zíper do vestido que ela usava.

— Posso fazer isso sozinha. — afirmou ela.

— Por que me privar deste prazer? — provocou ele, atraindo os olhos dela, que se cruzaram com os dele.

Ele sabia o que ela estava pensando, o que estava acontecendo com ela, o que ela queria que acontecesse. E o olhar que vinha dos olhos dele desafiava-a a dizer exatamente o que ela queria. Aquele olhar realmente a desafiava. Ela desviou o olhar novamente e moveu-se. A mão dele grudou nas costas dela. Ela entrou em contato total com o corpo dele.

Seus sentidos foram atiçados por todo aquele desejo. Ela vibrava com todo aquele calor. A respiração ficou falhada, os seios intumescidos. Ele usou a mão que estava livre para agarrar uma mecha do cabelo dela e puxar-lhe a cabeça levemente para trás. Ela não sabia dizer se os olhos dele estavam irritados ou tomados pela chama do desejo. Aquela boca estava firme, os ossos da bochecha tesos.

— O que você quer de mim, Isabella? — perguntou ele com um gemido baixo.

O impacto daquela pergunta fez com que ela sentisse uma emoção percorrer seu corpo todo até chegar aos dedos do pé, porque ela sabia exatamente o queria dele. Ela o queria como escape sexual. Queria perder-se nele e transformar-se naquela outra mulher que ela vira deitada na cama. Ela queria sair daquela noite horrível como uma mulher totalmente diferente. Uma mulher liberada sexualmente e confiante. E que o Jacob fosse pro inferno. Sei o que sou agora e você perdeu tudo isso, tolo.

— Quero tudo. — sussurrou ela. —Agora. —ela disse.

Ela nem se arrependeu por ter dito isso. Agora era com ele. Ele teria que decidir se a fitaria ou recusaria o que ela estava oferecendo. Ele não recusou. Ele aceitou com uma paixão tão ardente que a deixou arrebatada.

Ele beijou os lábios dela e sua língua logo invadiu a boca de Bella. Ela entrou na dança com tanta voracidade e desejo que parecia até que sempre beijara daquela forma, quando, na verdade, o que ocorria era o contrário. Isso não importava, pois ela se entregou por completo àquele beijo.

O zíper lateral do vestido dela se abriu de repente, e o vestido caiu no chão, abrindo caminho para ele explorar novas áreas expostas do corpo dela com uma das mãos, enquanto a outra continuava segurando os cabelos dela para manter o controle.

Era uma demonstração bastante potente do poder masculino. Ele acariciou sua cintura, suas costas, seus ombros, deslizou os dedos por baixo do sutiã sem alças e, em seguida, os dedos deslizaram até sua calcinha. Ela nunca havia sentido a mão de um homem sobre seu bumbum. Ela nunca havia sido tocada daquela maneira. Era estranho, mas tão sensual que ela se retorcia.

Ele liberou a boca de Bella para que pudesse olhá-la. Ela estava agarrada no pescoço dele, delirante demais para perceber que os olhos dele havia estacionado nos seios dela cobertos em seda vermelha, mas que revelavam o quão excitados estava seus mamilos.

Com um gemido, ele a pegou pela cintura e levantou-a de leve para livrá-la do vestido. Então, ele a segurou firme e pousou a boca em um dos, seus seios. A lambida quente da língua dele no mamilo dela deu-lhe um prazer imenso. Ela respirou fundo, contorcendo-se e segurando os ombros dele, enquanto ele repetia o mesmo gesto no outro seio.

Voltaram a se beijar, os corpos unidos enquanto ele a puxava em direção à cama. Não foi só isso o que ele fez. Com a força das mãos, levantou-a, encaixando as pernas dela em volta de seu quadril. O centro pulsante de toda esta loucura tocou o pênis duro dele o que provocou uma outra onda de prazer no corpo dela.

Quando ele a deixou deslizar novamente até o chão, o sutiã dela se abriu. Seus seios redondos ficaram livres e nus, ela olhou para baixo, observando seus mamilos eriçados fazendo pressão contra a camisa branca dele.

Ele murmurou alguma coisa. Ela olhou para cima, para aqueles olhos verdes e o rosto pálido.

— Tem certeza de que quer isto?

Ela respondeu dando-lhe um beijo selvagem. Foi aí que ele começou a se despir, olhando para ela assim como ela o olhava, com um misto de fascinação e timidez. A camisa branca foi retirada e revelou ombros largos, que brilhavam como fogo. Ela ficou olhando para aquele torso bronzeado e para aquele cabelo acobreado. Ele tirou os sapatos e deixou-os de lado, enquanto abria o zíper da calça.

Nesse momento, ela desviou o olhar. Os olhos de Bella viajaram diretamente para a cama, com aquela colcha vermelha de seda, e para toda a promessa do que estava por vir. Ela respirou fundo, com todos os sentidos à flor da pele. Ele segurou o queixo dela e a fez olhar para ele novamente.

Ele estava nu. Completamente nu, e tão lindo que não era à toa que ele se despia com tamanha facilidade. Ele a beijou novamente, dessa vez lenta e carinhosamente. O braço envolvia a cintura de Bella puxando-a para perto. Nada a havia preparado para aquela sensação de estar grudada ao corpo de um homem nu. O calor que vinha dele, as diferenças intoxicantes das texturas dos corpos, o poder assombroso do cheiro dele, sua força e o jeito como ele se mexia contra o corpo dela não deixavam dúvidas com relato a quanto ele também a desejava.

Ela soltou um leve suspiro, provocado por esse pensamento, enquanto ele beijava seu rosto em chamas, seus olhos enevoados, descendo até o pescoço, os ombros, voltando para a boca, enquanto ela absorvia cada sensação de prazer sem nem perceber o quão paralisada estava.

— Se você tiver mudado de ideia e quiser acabar com isso, é o momento de decidir. — disse ele gentilmente.

Ela contraiu o rosto, sem entender por que ele questionara.

— Não quero acabar com nada.

— Então, por que suas mãos estão fechadas ao lado do seu corpo?

Estavam? Estavam, percebeu ela.

— Por que a tensão?

Os lábios dela tremeram e ela respirou fundo.

— V-Você.— disse ela ainda tremendo. — Você é tão... — Ela passou a língua sobre os lábios.

Ela não podia ter encontrado um jeito melhor de elogiá-lo. Ele riu baixinho e moveu-se novamente em direção a ela, deixando claro que havia gostado do elogio. Parou de rir e baixou a cabeça, beijando-a intensamente de novo. Beijos profundos, apaixonados, enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo dela.

Quando ele passou o braço pela cintura de Bella, de modo a deitá-la na cama, o fez com tamanho controle que ela mal percebeu o que havia acontecido até sentir o lençol de algodão sob seu corpo. A colcha vermelha havia sido retirada da cama sem que ela percebesse.

Edward deitou-se sobre ela, as mãos dele passeavam por todo o corpo de Bella. Começou a lhe dar beijos breves, suaves, na linha delicada de sua boca, nas bochechas, nas têmporas e no queixo, antes de voltar até sua boca, novamente.

A língua dela entrou timidamente pela primeira vez entre os dentes dele. Os dedos de Bella acariciavam os cabelos dele, como se quisessem segurar a cabeça dele e eternizar aquele beijo.

Ele a deixou explorar sua boca e deixou-a brincar com aquele beijo como nunca havia feito antes. A mão dele pousou sobre o seio dela, seu polegar mandava e circulava a aréola lentamente. A boca dele moveu-se novamente, dando beijos leves na garganta e no pescoço de Bella antes de beijar seu seio e seu mamilo.

Era uma sensação tão boa, prazerosa, que parecia espalhar-se por todo seu corpo, acelerando seus batimentos e sua respiração. Ele fez a mesma coisa com o outro seio, suas mãos pareciam adquirir o mesmo ritmo de sua boca. Ela deu um grande suspiro deleitada.

Como se aquele som fosse um sinal que o deixara ainda mais excitado, a boca de Edward voltou a pousar na dela com a mesma voracidade e paixão. Foi aí que a mão dele tocou a barriga de Bella, e desceu até o lugar entre as pernas dela. O choque fez suas pernas ficarem bambas. O jeito como ela tremeu interrompeu o beijo deles.

Bella abriu os olhos e viu-se admirando um desejo nu e ardente sob a luz da lareira. Ela se curvou com a onda arrebatadora de prazer que a invadiu. Seu coração batia acelerado, seus dedos estavam agarrados ao ombro dele quando ele mergulhou o dedo dentro dela, acariciou e mergulhou de novo, com a experiência e a delicadeza de um homem que sabia exatamente como deixar uma mulher excitada daquele jeito.

Selvagem, ela se sentia selvagem, como se o prazer circulasse em suas veias. Ela arqueou o corpo contra o dele, a respiração ficando mais lenta e intercalada com suspiros e gemidos.

Ele tocou um dos seus seios e ela entregou-se a um mar de sensações, ao mesmo tempo que se sentia como uma fêmea louca que lutava contra ele, levando seu corpo cada vez mais para perto do dele. E ele também estava muito excitado, com a respiração tensa e profunda, cada movimento mínimo do seu corpo era um ato tão sensual que ela não sabia que parte dele a estimularia em seguida.

Ele murmurou alguma coisa em italiano, mas ela não tinha como traduzir. O som da voz dele era macio e sensual, uma de suas mãos agora acariciava a face dela. Ela abriu os olhos e percebeu que ele estava com as sobrancelhas levantadas, curioso, provavelmente com a ingênua falta de controle dela.

— Não estou... — acostumada com isso, ela estava prestes a confessar, mas ele lhe impôs silêncio beijando novamente seus lábios.

E, então, ela se viu novamente perdendo a cabeça em um mundo que era só sensações. Ele beijou seus seios novamente, acariciando seus mamilos com a língua. Ele a beijou inteira. Ele explorava o corpo dela como um mestre e ela respondia com pequenos sussurros e gemidos, especialmente quando a boca de Edward chegou na parte sensível da virilha dela. Ele beijou os quadris dela, sua cintura e seios mais uma vez, depois voltou a beijar sua boca, ao mesmo tempo em que a mão dela envolveu o órgão sexual dele.

Foi incrível, realmente incrível sentir o poder sexual de um homem. Quando ele se moveu, ela se viu tentando a todo custo chegar para mais perto dele. A boca de Bella chegou à garganta dele e ficou beijando-a, seus seios contra o peito forte dele. A mão dela acompanhava o corpo dele. Ela pôde sentir o coração dele batendo enquanto a excitação crescia. As mãos dele a guiaram carinhosamente, com uma naturalidade enorme e profunda, muito profundamente, a um lugar que ela nunca havia ido.

— Edward... — disse ela sem ar, sem nem saber por que precisou falar o nome dele.

Ele respondeu com uma energia imensa, sussurrou algumas palavras e foi descendo pelas coxas dela com beijinhos leves para chegar até onde ele ainda não a havia beijado ainda.

— Não. — disse ela. — Não...

Ele não lhe deu ouvidos. O primeiro toque da língua dele foi o suficiente para calar o protesto dela. Ela gemeu e contorceu-se. Ela enfiou a mão nos cabelos dele, numa vã tentativa de afastar a cabeça dele, mas nem chegou a tentar afastá-la. Pelo contrário, começou a sentir as vibrações em suas coxas e a tensão que circulava em seu sangue.

Quente, ela se sentia muito, muito quente. Ela se viu estática diante da habilidade dos dedos dele em conjunto com sua língua, que a levavam a um êxtase d o qual ela já tinha ouvido falar, mas nunca havia experimentado.

— Oh, Edward. — murmurou ela.

Ele se pôs em cima dela, beijando sua boca com um erotismo profundo, quente e misterioso, e, em seguida, penetrou-a profundamente, pela primeira vez, abrindo passagem com um vigor que o deixou atravessar a fina barreira para entrar nela causando-lhe uma pontinha de dor.

Estavam ambos em silêncio total. Os olhos dela abriram-se para observá-lo ao mesmo tempo em que ele olhou para baixo. Ele a penetrava, e ela aguardava sem saber se iria sentir mais alguma dor, ou se ele pararia, por ter percebido que ela era virgem. Mas ele não parou. Ele gritou o nome dela, contraiu o bumbum, e penetrou-a outra vez. A dor cedeu lugar a um prazer estonteante. A boca dele sufocava os gemidinhos dela, enquanto as unhas de Bella acariciavam o peito dele. Com seus movimentos poderosos, ele a conduziu a um lugar inacreditável.

Ela estava assustada, no entanto, louca para chegar lá. Como se ele tivesse entendido, Edward envolveu-a com os dois braços e pressionou o rosto dela contra o dele.

— Deixe acontecer. — disse ele.

Foi só o que ele disse: deixe acontecer. E ela deixou, segurou-se firme contra ele, sentindo a respiração acelerada dele em seu cabelo, seus batimentos cardíacos no seio dela, até que eles explodiram em êxtase, o que fez com que Edward a abraçasse ainda mais forte, enquanto absorvia cada onda de prazer. Ela achou que não iria sobreviver. Pensou realmente que fosse morrer.

Fechou os olhos e tentou decidir se aquela tinha sido a experiência mais assustadora ou mais bonita de toda sua vida. Nada, absolutamente nada, do que ela já ouvira falar sobre fazer amor, com o orgasmo e tudo mais, a havia preparado para a realidade devastadora daquilo. Em um estado total de choque, ela teve que dizer a si mesma que precisava respirar.

Edward estava respirando. Respirando como um homem que havia acabado de completar uma jornada intensa. O corpo dele estava suado, assim como o dela, e o calor que os dois exalavam ao continuar com os corpos grudados era o suficiente para transformar o suor em vapor. E aquele choque do pós-sexo ainda atacava o corpo dele. Ele parecia possessivo e um tanto agressivo, enquanto ela parecia tão fraca a ponto de não conseguir nem se mexer.

Eles acabaram relaxando sobre os lençóis de algodão, e quando ele voltou para cima dela, dando-lhe beijinhos leves, ela não conseguiu encontrar forças para retribuir. Parece até que não sou mais real, pensou. Parece que deixei meu corpo e agora estou vagando por aí.

— Você é maravilhosa. — murmurou Edward. — Você é a criatura mais linda da face da Terra.

Ela deu um sorriso leve e foi tudo que conseguiu fazer. Ele cobriu aquele sorriso com beijinhos.

— Sou um cara de sorte por estar deitado aqui ao seu lado. E você é uma mulher de sorte, por ter tido a mim como seu primeiro amante...

Hum, pensou ela. Ele queria um retorno. Queria que ela confirmasse que ele era um ótimo amante.

— Você é maravilhoso. — respondeu ela.

— Hum... — disse ele, aproximando-se ainda mais dela, fazendo-a lembrar que a maravilha de estar com ele ainda não havia acabado. — Então, quando você vai se casar comigo?

Uhhh! Dois maravilhosos!! E esse final?? Será que a Bella vai aceitar? Veremos no próximo capítulo! Comentemmm!!! Domingo eu volto! Bjimmm!