An Unexpected Partner
Capítulo 8 – Milk Shake
4 dias depois...
Eu estava no meu quarto estudando, estava uma chuva infernal do lado de fora, que me impediu de sair de casa hoje. Eu bocejei e tomei um gole do meu chá enquanto parava um pouco a leitura para olhar para fora da janela. Eu estava super relaxada, o que fez a abertura brusca da porta do meu quarto me fazer dar um pulo de susto.
— Bella, por favor me ajuda – Edward falou todo encharcado, molhando todo meu chão. Na hora me levantei num pulo.
— O que ouve? – falei já prestes a entrar em pânico.
— Eu o achei abandonado na chuva enquanto eu voltava do hospital, eu realmente não sei o que fazer – ele disse, sua voz trêmula e seu corpo tremia – eu procurei por outros filhotes, mas não achei – então ele me entregou um pequeno pacote embrulhado em um pano meio húmido. Quando vi o rostinho do gatinho bebê espreitando.
— Oh meu deus – falei e rapidamente tirei ele do pano molhado, e fui até o meu banheiro pegando uma toalha felpuda e secando o pequeno delicadamente, ele tremia tadinho, deveria ter no máximo 5 dias no máximo, nem havia perdido o cordão umbilical ainda. Peguei o aquecedor que estava no chão e liguei colocando ele perto o suficiente para sentir o calor, mas longe o suficiente para não machucar o filhote.
— Ele vai ficar bem? – Edward perguntou, seu rosto era a cara da preocupação. Quem diria que Edward Cullen era malditamente fofo?
— Preciso que você saia e compre Substituto de Leite para gatos Neonatados e uma mamadeira para animais.
— Onde vou achar isso? – ele perguntou desesperado.
— Provavelmente em Port Angeles, aqui não tem essas coisas. Pelo menos, ainda não tem – falei.
— Farei isso – ele disse já saindo do quarto.
— Troca de roupa antes, você vai pegar uma pneumonia seu louco – gritei, e balancei a cabeça e murmurei – malditamente fofo.
O filhote estava muito molinho, mas ainda respirava, então dava para eu fazer algo. Aos poucos ele foi secando. Troquei a toalha húmida e peguei uma camiseta felpuda que eu tinha e o embrulhei, a pelagem falsa serviria para lembrar o pelo da mãe. Ele precisava de comida imediatamente, deveria estar com fome. Filhotes recém-nascido precisam comer constantemente, e se Edward o achou sozinho provavelmente ele já estava um tempo sem comer.
Com isso em mente, eu não poderia esperar por Edward. Deixei o filhote no meio de minha cama, ele era bebê demais para sair dali. Então peguei minhas chaves da picape e desci as escadas. Fui até minha mãe que estava vendo tv.
— Mãe, onde eu posso achar proteína animal em pó aqui? – perguntei.
— Acho que na farmácia – minha mãe disse – por quê?
— Edward achou um bebê gatinho, mas ele precisa de leite e não dá para esperar Edward achar um leite substituto.
— Ah, por isso ele saiu correndo – ela falou.
— Já volto – falei e sai rapidamente, a chuva estava forte, mas a sorte da garagem ser grande, é que não peguei chuva nenhuma para entrar no meu carro.
O caminho até a farmácia foi rápido, assim que estacionei já peguei a sombrinha e a abri para que eu não me molhasse tanto.
Assim que entrei na farmácia eu deixei a sombrinha aberta do lado de fora, e passei a olhar as prateleiras. Acabei achando a proteína e surpreendentemente tinha uma sessão de medicamentos para animais de grande porte, incluindo vitaminas. Peguei um pacote de Nutricare e uma seringa, depois de pegar tudo fui pagar.
Assim que saí eu já passei num mercado onde os agricultores vendiam suas coisas, lá eu conseguiria achar leite de cabra. Eu definitivamente estava com sorte, já que só tinha um litro de leite.
Paguei por tudo e voltei pro carro. A chuva ainda não tinha dado uma pausa e a sombrinha pouco ajudava devido ao vento. Resultado disso, eu teria que trocar de roupa.
Assim que voltei pra casa já fui pro meu quarto, dei uma olhada no filhote e ele dormia, tranquila com isso me troquei rapidamente e voltei para a cozinha e peguei todos os outros ingredientes e comecei a fazer a mistura. Fiz pouca quantidade, considerando que o leite que Edward ia comprar era mais aconselhável do que esse. Mas esse taparia buraco.
Assim que o leite estava pronto eu peguei a seringa e tirei a agulha, coloquei um pouco do leite e subi para dar comida para o filhote. Quando voltei pro quarto surpreendente Milk estava ali, eu havia esquecido a porta entreaberta e ele aproveitou. Agora ele cheirava o filhote e rosnava.
— Ah rapaz, já descobriu seu novo amiguinho? – perguntei e fiz carinho na cabeça de Milk – seja um bom menino – falei, e então voltei minha atenção ao filhote, eu coloquei a seringa em sua boca e apertei a ponta só um pouco para uma pequena quantidade de leite sair.
Assim que o filhote sentiu o gosto ele começou a mamar ávido, mostrando sua fome. Com isso eu tinha certeza de que ele sobreviveria. Eu dei metade da seringa pro filhote, antes de ele rejeitar e voltar a dormir seu soninho de bebê.
Milk observava tudo com os olhos atentos e curiosos. Mas ele não ousou se aproximar, ele estava claramente estranhando o novo animal em seu território.
Fui até o banheiro e peguei um pouco de algodão e umedeci e voltei e comecei a passar nas partes do filhote para estimular ele fazer xixi e coco, e não precisei esperar muito logo ele fez um pouco de xixi e coco no algodão.
Nesse meio tempo descobri que era uma fêmea. Uma fofura.
— O que você acha, Milk? É uma menina.
Me deitei na minha cama e voltei a estudar, sabendo que agora o filhote estava bem e sem riscos de vida. O tempo foi passando e só horas depois que ouvi uma batida na porta.
— Entra – falei e Edward entrou com uma sacola enorme.
— Comprei 3 tipos diferentes, não sabia qual era o melhor – ele falou – como o bebê está?
— Dormindo – falei e quase ri de seu exagero.
— Bom, eu tentei ser o mais rápido possível, mas com a chuva foi difícil – ele falou.
— Sem problema, consegui fazer um substituto pra ajudar enquanto você não chegava. Inclusive já deve estar na hora de dar mais leite – falei me levantando.
— Obrigada Bella, eu não sei o que teria feito sem sua ajuda – ele disse, e realmente agradecido.
— Sem problemas, essa menina aqui vai crescer saudável, você salvou a vida dela – falei.
— É Fêmea? – ele perguntou empolgado.
— Sim, uma garotinha, parabéns papai – falei batendo no seu ombro – vem, vou te mostrar a preparar a mamadeira, traga a sacola.
Descemos as escadas e fomos para a cozinha e eu me virei para ele.
— Bom, papai, vamos lá – pegue uma xicara e coloque metade de água e você esquenta no micro-ondas, coloca de pouco em pouco tempo, você quer a água morna e não quente – falei.
Edward fez tudo o que falei, pegou uma xicara e encheu com água da torneira e colocou no micro-ondas, ele colocou 30s, assim que apitou ele tirou e colocou a ponta do dedo para ver.
— E ai? – perguntei.
— Está morno – ele disse e eu me aproximei dele e coloquei a ponta do meu dedo na água.
— Perfeito agora coloque duas colheres de leite – falei e peguei entre as opções que ele comprou a melhor, abri o pacote – olha você comprou todas boas marcas, vamos iniciar com essa que é a melhor. Ele é muito bebê no momento, vamos usar todas, mas vamos começar com essa.
— O que você dizer – ele falou já pegando uma colher, eu abri o pacote pra ele e entreguei. Ele pegou as duas colheres e misturou na água morna.
— Misture bem até dissolver bem na água – falei.
— Ok – ele disse e eu comecei a procurar por um funil nos armários.
— Vocês tem funil? – perguntei.
— Acho que sim – Edward disse – não sei onde, mas deve ter.
— Ok – falei e comecei a revirar os armários.
— O que vocês tão aprontando? – Carlisle falou surpreendendo nós dois ao entrar na cozinha.
— Oi pai – Edward disse – aqui tem funil?
— Funil? – Carlisle perguntou confuso e então ele lembrou o que era e assentiu antes de aproximar e abrir um armário que eu ainda não tinha chegado a olhar ainda e mexeu um pouco antes de tirar o objeto – aqui – ele falou me entregado – e se me permite perguntar para que isso?
— Para o bebê – Edward falou simplesmente enquanto eu pegava uma mamadeira.
— Desculpe? – Carlisle falou confuso.
— Um gatinho bebê que o Edward achou – eu completei, quase rindo pensando no que Carlisle deve ter pensado.
— Ah sim – Carlisle falou – bom, tudo bem – ele disse já saindo da cozinha, eu dei uma risadinha.
— O que? – Edward perguntou.
— A cara dele quando tu falou "para o bebê" foi ótima – eu disse.
Ele parou de mexer e olhou para mim antes de abrir um sorriso.
— Ah – ele falou – eu nem pensei.
— Percebi – eu disse – você tá focado na gatinha. É malditamente fofo, Cullen. Você é todo papai babão.
— Vai me zoar por isso – ele perguntou vindo até mim, nossos corpos próximos um do outro e seus olhos verdes presos em meu rosto enquanto ele pegava a mamadeirinha das minhas mãos, seus dedos tocando os meus enviando uma corrente elétrica pelo meu corpo, fazendo com que eu me arrepiasse.
— Não, hoje não – falei dando um sorriso – talvez depois.
— Obrigado pelo tempo – ele falou meio irônico, mas seus olhos mostravam o humor que ele sentia. Eu não pude deixar de me sentir hipnotizada por seu olhar, mas logo cai na real e me afastei.
— Vamos lá, a bebê deve estar com fome.
Edward assentiu derramando o conteúdo da xícara no funil e enchendo a mamadeirinha. Assim que ela estava cheia ele colocou a xícara de lado, retirou o funil e fechou a mamadeira.
— Vamos – ele disse e eu o segui para fora da cozinha e o levei para cima, para o meu quarto. Assim que entramos eu vi Milk aninhado no meu travesseiro dormindo, e a filhote no mesmo lugar. Eu fui até Milk me sentando ao seu lado.
— Ok, o que eu faço?
— Sente-se na cama e aproxime a mamadeira do filhote. Regra importante: não levante o filhote, não vire ele de barriga para cima. Ele não é um bebê humano. Ele é um filhote quadrúpede e ele mama assim. Coloque a mamadeira na boca dele e o resto é com ele. São estímulos inatos, ele nasce com eles. Você sabe bem disso, doutor.
— Eu sei, mas eu fico nervoso, quando se lida com humanos é fácil. Ok, talvez não seja fácil, mas eu sei o que fazer, eu sei para onde ir, mas aqui me sinto perdido – ele falou colocando a mamadeira na boca do filhote. Logo ela passou a mamar com fome.
— Eu entendo, eu também ficaria perdida se eu tivesse que tratar um humano também. Bom, mas voltando aos cuidados do neném. Você pode manter minha blusa, ela simula o pelo de um gato, vai deixar a filhote mais tranquila, duas vezes ao dia você tem que pegar o algodão e passar nas partes íntimas. As gatas, elas geralmente lambem, elas comem o xixi e o coco do filhote nos primeiros dias de vida. Eu já fiz isso antes, então não precisa fazer agora, mais a noite seria o ideal. O mamá é de duas em duas horas. Sim, você vai ter que acordar de 2 em duas horas para dar de mamá.
— Lá se vão minhas horas de sono – ele disse.
— Ainda bem que você é médico e está acostumado em não dormir – falei sorrindo.
— Infelizmente – ele disse.
— No mais, é só isso. É um bebê, ela só come e dorme e faz coco e xixi como qualquer outro bebê.
— Entendi – ele falou e ficou olhando para a filhotinha – ela vai ser uma gata tricolor – ele falou.
— Sim, geralmente se é tricolor sempre é fêmea, os machos são bem raros – falei – eai? Qual o nome que você vai dar pra ela?
— Acho que Shake – ele disse sorrindo.
— Shake? Porque Shake?
— Milk – ele apontou pro gato ao meu lado – Shake – ele apontou pra gatinha.
Eu parei e olhei para ele incrédula. Ele poderia ser mais idiota?
— Sério?
— Claro, Milk Shake, eu amo isso – ele falou sorrindo como se tivesse tido a melhor descoberta de todos os tempos.
Eu não consegui me conter e comecei a rir, eu ri tanto que quase caí da cama.
— Deuses, você é patético – falei entre ofegos.
— Não, eu sou criativo – ele falou o que só me fez rir mais.
Definitivamente eu gostava dessa nova faceta de Edward Cullen.
