Nota da autora: Cena final! Espero que gostem! Coloquem uma nota no final! :) Boa leitura!


Kazoku no Kizuna

Laços de Família

Cena 10: Os amigos da mãe

Sesshoumaru tinha o olhar atento e fixo nas filhas gêmeas.

Havia saído da companhia da esposa e dos demais na cabana da velha Kaede porque escutara os gritos do irmão. Ele não sentira cheiro de sangue nem nada, mas pressentiu que havia alguma coisa errada com ele.

Procurou-os pelo faro. Ao chegarem perto do antigo e desativado Poço Come-Ossos, ele encontrou apenas as gêmeas com medo.

O irmão estava no fundo do poço, desmaiado.

-Muito bem, quem foi que o jogou lá dentro?

As duas se entreolharam e olharam para os lados. Provavelmente procuravam alguém para culpar.

-Jaken e A-Un não estão aqui, Towa e Setsuna. – ele tinha a voz suave, mas o olhar o traía. Havia alguma coisa se repreensão e dureza nos olhos dourados.

Olhou novamente a borda de madeira do poço sem se importar com quem estava caído lá dentro.

-Eu espero uma resposta. – ele falou novamente – Apenas a verdadeira.

Towa olhou Setsuna. Setsuna olhou Towa.

As duas baixaram o rosto, mas a ponta do mokomoko da mais nova se mexeu discretamente e apontou para a cabeça da irmã mais velha.

O lorde estreitou os olhos. Já sabia, antes de Setsuna apontar, que tinha sido a mais velha. O coração humano dela estava acelerado. Ele conseguia sentir o cheiro do medo dela mais forte que o da irmã.

-Towa. – ele falou com mais firmeza.

A menina se assustou, fechou os olhos com força e, ao abri-los, viu o pai ajoelhado na frente dela.

-Você jogou a espada lá dentro e o empurrou?

A filha confirmou com a cabeça. O pai apenas ergueu uma sobrancelha.

-Vamos voltar. Sua mãe ficou preocupada quando saí. – ele se levantou e deu as costas para as filhas para que as duas o seguissem.

Ao olhar por cima do ombro, viu as meninas com a testa franzida, preocupadas com a pessoa dentro do poço.

-Ele já vai acordar e sair sozinho.

As duas deram um sorriso e começaram a andar de mãos dadas.

Começou a andar na direção da cabana de Kaede, seguido de perto pelas filhas. Minutos depois, do alto da escada, viram o monge e a antiga exterminadora com os filhos na frente da casa. Rin e Kagome os recepcionavam do lado de fora. Ou melhor, os dois abraçavam a esposa e apresentavam as crianças.

-Ah, vocês voltaram. – Rin os avistou descendo as escadas. As gêmeas pulavam de dois em dois degraus até chegarem ao solo, depois correram para perto da mãe. O lorde também não levou muito tempo para se aproximar, caminhando calmamente para ficar ao lado da esposa.

-Ah, então são essas as princesas do Oeste? – Sango perguntou, abaixando-se para ficar da mesma altura que elas – Muito prazer.

-Muito prazer em conhecê-las. – o monge também ficou sob um joelho e as cumprimentou.

As gêmeas se esconderam atrás das pernas da mãe e do pai, tímidas.

-Nós temos também duas meninas gêmeas, como vocês. – Sango deu um sorriso e apontou para as filhas gêmeas e o menino que estavam olhando timidamente para o grupo – Querem brincar?

Ouvir a palavra "brincar" acendia um outro significado na mentalidade delas. Imediatamente elas saíram de trás das pernas dos pais e deram um sorriso, correndo na direção apontada pela ex-exterminadora.

-Towa, Setsuna. – o pai falou em tom de aviso.

As duas "congelaram" no mesmo instante, olhando para trás.

-Não é para chutar ninguém ou brincar de baru oni. – ele completou ao lembrar das brincadeiras de "oni" mais agressivas. A mais velha era a que gostava de ser a bola humana e se arremessava para cima dos outros.

As filhas alegremente gritaram "sim" e saíram correndo de mãos dadas. Sango e Miroku arregalaram os olhos.

-Não se preocupem. Elas não vão machucar mais ninguém. – Sesshoumaru falou com o rosto mais indiferente possível ao ver a expressão do outro casal.

Rin tinha um sorriso forçado e sem graça. É claro que ela sabia das brincadeiras meio violentas das filhas, mas o lorde a assegurou uma vez que era perfeitamente normal para a natureza e idade delas que agissem daquela forma.

-Ué, cadê o InuYasha? – Kagome olhou para os lados.

Um segundo depois, alguém aterrissava perto do grupo. Era InuYasha. E parecia furioso com o irmão.

-Sesshoumaru, maldito... – ele latiu – As suas filhas sabiam exatamente o que fazer comigo!

O irmão mais velho apenas o olhou de soslaio e zombou da irritação dele. O mais novo rosnou como um cachorro com raiva.

-Pare de rosnar, InuYasha. Eles são visitas. – Kagome avisou sem um pingo de medo dele.

InuYasha continuou rosnando.

-Tudo bem, Kagome-chan... – Rin balançou as mãos para mostrar indiferença – Está tudo bem.

-Senta. – a esposa falou totalmente indiferente e viu o esposo cair de cara no chão.

-Kagome... – ele tentou forçar a cabeça para levantar, mas novamente sentiu o rosto colar no chão com alguém pisando em cima dela.

-Shippou-chan! – Rin uniu as duas mãos e deu alguns pulinhos – Que saudades!

-Rin! – ele acenou, ainda pisando na cabeça de InuYasha – Kohaku já chegou?

-Kohaku está vindo? – Sango perguntou. Há algumas semanas que não via o irmão mais novo. Ele treinava constantemente para se tornar o novo líder do grupo dos exterminadores e pretendia juntar mais pessoas no clã.

A raposa saiu da cabeça de InuYasha, que voltou a ficar desacordado, e se aproximou da velha amiga de infância, ignorando Sesshoumaru.

-Ah... Shippou está aqui. – Jaken falou saindo de trás da cortina da cabana da velha Kaede.

-Velho Jaken! – ele acenou.

-Velho é o seu rabo de raposa! – o diabinho verde se irritou.

Enquanto uns gritavam, discutiam ou conversavam sobre alguma banalidade, Sesshoumaru observava o grupo e as feições da esposa. Ela era extremamente sorridente no castelo e na companhia dele, mesmo quando achava que não dava o retorno suficiente para ela.

Mas ali Rin parecia tão feliz quanto no castelo. A esposa não soltava a mão dele. Ela queria estar ali com ele. Ela mesma dissera que não haveria sentido em mudar para perto do vilarejo onde crescera se ele não estivesse com ela.

-Sesshoumaru? – a voz dela o tirou daqueles pensamentos ao tocá-lo no braço.

Nem havia percebido que o grupo estava voltando para dentro da cabana da velha sacerdotisa. Ela tinha ficado lá dentro para preparar uma daquelas refeições para os humanos. Parecia que ia ser bastante coisa, pois as crianças estavam ali.

-Vamos entrar? – ela apontou com a cabeça a entrada da casa de Kaede.

-Sim. – ele disse.

Antes de entrar, porém, ele lançou mais um olhar para as gêmeas. Elas corriam desordenadamente com os filhos de Sango e Miroku. Uma hora alguém corria atrás do outro, como se o líder da brincadeira mudasse toda hora.

Ao sentir o olhar do pai, Towa e Setsuna pararam por alguns segundos.

Depois voltaram a brincar com as outras crianças.

-Elas não vão fazer nada com eles, né? – Rin perguntou meio receosa. Não queria problemas com Sango e Miroku depois de tanto tempo sem vê-los.

-Não. Eu já dei o aviso. – ele confirmou, ouvindo um suspiro de alívio da esposa.


Horas depois, o grupo terminava a refeição na casa da sacerdotisa Kaede. Apenas Sesshoumaru não se alimentou por não sentir necessidade.

O youkai observou a esposa ajudar a velha sacerdotisa e a esposa do irmão a arrumar a casa. A antiga exterminadora e o monge estavam do lado de fora da cabana conversando com o irmão e com Kohaku. Shippou e Jaken também estavam do lado de fora fazendo alguma disputa que ele considerava idiota. As crianças brincavam de novo, aproveitando a noite para mais brincadeiras de onigokko. Falavam sobre o que tinham ido exterminar em outro vilarejo de como as gêmeas cuidavam do filho mais novo. Kohaku falara algo como querer treinar o sobrinho e a mãe concordara a ideia.

-Acabamos aqui, Sesshoumaru. – Kagome avisou. Constantemente ela massageava o ventre volumoso da mesma forma que Rin fazia quando estava à espera das filhas – Vocês já vão?

-Sim. – ele anunciou. A esposa deu um sorriso. Ela não se importava de voltar para casa. Ela estava feliz, tanto que deu um sorriso mesmo esfregando o braço na testa para limpar o suor depois de ajudar na limpeza. Disse que precisava limpar também porque sabia dos problemas de saúde de Kaede.

Ao saírem, o grupo de amigos parou de conversar por alguns segundos enquanto o casal ainda não estava próximo. Ao se juntarem, ficaram observando as crianças brincando.

-Elas não tentaram nada, né? – Rin perguntou um pouco desconcertada ao grupo.

-Nada. Ainda. – InuYasha respondeu pelo grupo.

-Rin. – Sesshoumaru falou suavemente. Estava na hora de ir. As crianças precisavam dormir cedo ou ficariam a noite toda ali.

-Ah, okay! – ela pareceu lembrar também do horário. E também não se importou de ir embora naquele momento. Agora podia vir todos os dias ali conversar com eles – Towa! Setsuna!

As gêmeas pararam de perseguir os novos amigos e mudaram de direção, correndo na direção dos pais.

-Vocês passarão aqui amanhã? – InuYasha perguntou, braços cruzados e enfiados dentro das mangas do manto de pelo de rato de fogo.

-Sim. – Rin respondeu por eles – Obrigada pela tarde e pelo jantar.

-Amanhã estaremos aqui de novo. – Kagome falou pelo grupo, aproximando-se do esposo – Todo mundo.

Sesshoumaru deu ordem para Jaken preparar A-Un para Rin e as gêmeas montarem. Enquanto observava o servo trabalhar, ele ouvia aqui e ali as interações do grupo.

-Ah, uma estrela cadente! – a esposa falou de súbito – Rápido, meninas!

O lorde a viu se abaixar e ficar quase da mesma altura das filhas, mãos junto ao peito para fazer um pedido silencioso.

Já sabia qual era o pedido da esposa. Era o mesmo de sempre. Ele já havia escutado várias vezes

E como tinha uma conexão com as filhas, também já sabia o que elas haviam pedido.

-Papa!– Towa o chamou e apontou para o alto. Setsuna também o olhava com a testa franzida - Desejo!

O lorde arqueou as sobrancelhas para as filhas. Depois trocou um olhar com Rin, esta sorrindo para ele.

-Eu já fiz o meu.

FIM


Nota final: Bem, eu tentei postar ontem, mas o trabalho não me permitiu. Meu objetivo era terminar de postar a história antes da estreia de HnY para não ter nenhuma influência, hahahah. Consegui só agora, a algumas horas da exibição do primeiro capítulo!

Essa história foi como eu imaginei: Sesshoumaru casado com Rin, filhas gêmeas, ela com o jeito dela e ele com o jeito dele. Passam a morar próximo ao vilarejo da velha Kaede, próximo aos amigos. Os quatro possuem algum tipo de ligação. Na cena do sonho de Rin, eu acho que ela tem algum tipo de sonho premonitório típico de algumas mães (ouço muitos relatos do tipo). Sesshoumaru consegue se comunicar de alguma forma com as filhas. Elas são bem agitadas quando crianças. Gostam de brincar com Jaken.

Enfim, espero que tudo dê certo no final e que eles fiquem juntos. Por favor, produtores de HnY, não nos decepcionem! Eu só quero chorar de alegria no final, não de raiva!

Obrigada a quem leu e comentou até agora, especialmente a Silvia S.K! Espero que tenha gostado deste capítulo também! E obrigada pelos parabéns, hahahah.

For non-Portuguese speakers: I hope you enjoyed this story as much as I did :) I'm glad I got you attention and reviews! Someday I'll translate this to English (if work allows me to do so, not sure when lol). Thank you so much, spacemasteryogurt and thereceiv3r!

Até a próxima história! Comentem se considerarem digno de um review.

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