Esclarecimento: Só reiterando que esta história não me pertence, ela é uma adaptação do livro de mesmo nome, de Abby Green, que foi publicado na série de romances "Paixão", da editora Harlequin Books.
Aviso: Este capítulo terá uma cena NC-17, e, por esta razão, a partir de agora esta adaptação passa a ser Rated M. Bem, o aviso foi dado a todos...
Capítulo 8
Ichigo simplesmente olhava para ela. Orihime sentia a pele formigar e arrancou o bracelete e os brincos caros e luxuosos. Sentiu-se imediatamente mais leve.
- Tudo isso. Não sou eu. Não posso me sentar aqui e agir como se nada estivesse acontecendo…
Ichigo também se levantou. Um empregado entrou com uma bandeja, mas ele o fez desaparecer com um olhar e se voltou para Orihime com um olhar feroz.
- Alguma coisa realmente está acontecendo. Você não pode fazer isso, Orihime. É tarde para voltar atrás. Se não tivermos esta noite, você não terá nada.
Ela se afastou da mesa cambaleando, abaixou-se e tirou os sapatos, apontando os saltos como armas. Seu coração disparara e ela precisava de ar, de espaço, e de algo mais tangível do que havia naquela sala.
- Se vamos fazer isso, será à minha maneira. Não posso fazer deste jeito… este cenário de sedução… é tudo falso… nós dois sabemos que não se trata disso - ela se voltou, ergueu o vestido e saiu correndo em direção à porta de entrada da casa. Ouviu um impropério e Ichigo correndo atrás dela. Orihime não sabia sequer aonde estava indo. Olhou à esquerda e viu os estábulos à distância. Logo depois, ela estava selando um cavalo e puxando-o para fora da baia.
- O que está fazendo ?
Ela respirou profundamente e quase fraquejou, mas ergueu os ombros.
- Eu não estou fugindo. Se isso está acontecendo, será à minha maneira - ela usou um caixote para montar no cavalo e, agora que o via de cima, o seu coração tropeçava. Um cavalo relinchou ali perto.
Ele pareceu travar uma luta íntima, soltou um impropério, e ela o viu tirar o paletó e puxar seu cavalo para fora do estábulo. Orihime vibrou ao perceber seus músculos sob a camisa, fincou os tornozelos no cavalo e ele se afastou dos estábulos. O Sol acabara de se pôr, mas ainda havia luz e o céu se colorira de lilás.
Fileiras e fileiras de vinhas se espalhavam até onde a visão alcançava. À distância, se via os enormes barris e galpões que abrigavam o sustentáculo do império de Ichigo. Ela fez o cavalo trotar para longe da casa, cavalgando em direção dos limites das duas propriedades. Quando atingiu bastante distância, ela fez o cavalo diminuir o passo e logo ouviu o bater dos cascos potentes que a seguiam. Ela sempre se sentira livre montando um cavalo, e não olhou para trás. A brisa fresca da noite batia no seu rosto, a saia do vestido esvoaçava em torno de suas pernas, acompanhando o ritmo da montaria.
Orihime sentiu a presença imponente do garanhão de Ichigo ao seu lado. Ele se inclinou e lhe tomou as rédeas, fazendo-a parar. Ela precisou apertar as pernas em torno do cavalo para não cair.
- O que você...?
- Aonde é que você vai ? - perguntou ele, furioso.
Ela abriu a boca e a fechou. Ofegava, mas se recusava a ser intimidada.
- Você sabe aonde estamos indo - ela viu algo passar rapidamente pelo rosto dele, mas foi fugaz, e os olhos dele brilharam de indignação.
- Eu não vou até lá com você.
Ela puxou as rédeas.
- Se você me quiser… nós vamos até lá.
Ichigo olhou para ela. Respirava com dificuldade, e não pela corrida, mas porque estava fervendo. Ele entrara numa espécie de transe desde que ela aparecera na sala de jantar, mais linda que qualquer mulher que ele conhecera. Quando pensara que ela estava fugindo, entrara em pânico. Mas havia saído do transe quando percebera o que ela estava sugerindo.
- O que é isso ? Alguma tentativa patética de ser poética ? Comigo não adianta. Prefiro tê-la na minha cama ou nos estábulos.
Orihime abafou a dor por ele falar tão cruelmente.
- Não. Será lá, ou não será em lugar nenhum - ela virou o cavalo e saiu a galope. Ele praguejou novamente. Ainda não estava escuro, mas ela poderia tropeçar em alguma pedra e cair. Ele saiu galopando atrás dela. Quando chegou ao orquidário, sentiu-se tonto. Evitara aquele lugar durante anos como se fosse uma praga. Orihime tirara a sela do cavalo e o amarrara a uma árvore, e estava à sua espera. Exatamente como fizera há anos, a não ser pelo fato de que agora ela era uma mulher madura. Ichigo desmontou, muito tenso, amarrou o cavalo em outra árvore e se aproximou. Orihime estava muito pálida, de olhos arregalados. Ele se sentiu exposto, mas relutava em deixar que ela percebesse o quanto estar ali o afetara.
Ela não acreditava ter tomado aquela atitude dramática. Agira instintivamente para acabar com o jantar pretensamente polido.
- Aqui tudo começou, e aqui acaba. Esta noite. Para sempre - disse ela, com a voz rouca. Ichigo parecia ter crescido e ficado mais forte na obscuridade. Ela sentiu uma onda amarga e doce de emoção ao recordar que ele já fora mais sensível, porém, quando ele se aproximou, Orihime perdeu o fôlego. Ele parou a dois passos de distância.
- Bem, o que está esperando ? - perguntou ele laconicamente.
O tom casual, depois de tanta ira, quase a fez gritar. Ela achara que levá-lo até ali iria comovê-lo. Ele achava que ela dormira com Aizen, que era uma grande sedutora, e ela jamais fizera algo parecido. E a razão estava exatamente na sua frente. A cicatriz do último dia traumático, depois de uma semana vertiginosa, perfeita, ainda lhe doía e a impedira de se relacionar com outros homens, por medo da rejeição e de revelações apavorantes. Ela de repente se revoltou por Ichigo não ter sentido o mesmo, por ter seguido sua vida. A raiva levou-a a se aproximar e a puxá-lo pela camisa, a procurar cegamente a sua boca, fechando os olhos para a realidade do que fazia, dizendo a si mesma que podia isolar suas emoções dos fatos.
Por um instante, ele pareceu se submeter ao capricho desajeitado de Orihime, e ela ficou frustrada. Ele deveria estar percebendo a sua inexperiência e não reagia. Mas, de repente, ele assumiu o controle e tudo mudou. Músculos de aço a envolveram e a comprimiram contra o corpo. Ele a beijou com admirável habilidade, misturando a língua com a dela, inclinando-lhe a cabeça.
Ela sentiu o corpo ficar lânguido e aquecer. Sentiu o desejo clamar por atenção, seus seios intumescerem sob o vestido. Quando ele a soltou, ela estava tonta e não conseguiu abrir os olhos. Ele segurou-lhe o rosto, ela abriu os olhos e se deparou com dois oceanos. Dois oceanos tempestuosos. Ichigo lhe acariciou o rosto com o dedo e beijou-a novamente, desta vez, lentamente, mordiscando-lhe os lábios antes de roçá-los. Havia algo de terno no beijo, e ela sentiu o coração se derreter. Orihime se lembrou do tempo em que ele era gentil e sedutor, antes de… antes de tudo desmoronar. As lágrimas lhe inundaram os olhos, e ela tentou evitá-las. Ichigo beijou-lhe o pescoço, os ombros. Segurou-a pelas costas e puxou-a, passou as mãos pela sua cintura, pelos quadris e levantou-a levemente pelas nádegas, encaixando-se entre suas pernas.
Ela engasgou e tentou afastá-lo, chocada. Mas ele não a soltou. Encarou-a fixamente, com os olhos brilhando, e movimentou o corpo ritmicamente, até deixá-la com a respiração ofegante e se movimentando para acompanhá-lo.
O desejo de Orihime aumentava, persistente e desesperadamente. Ela quase soluçou de alívio quando percebeu que ele a deitava na grama, sob as árvores. Ele parecia um deus sobre seu corpo, devorando-a com os olhos, observando a sua respiração ofegante. Ichigo passou as costas da mão pelo corpete do vestido, e ela conteve a respiração ao sentir os nós de seus dedos sobre os seios. Ele procurou o zíper, ela levantou um pouco o corpo para que ele pudesse abri-lo, e ele puxou o vestido e expôs um de seus seios. Ela mordeu o lábio, controlando o impulso de se cobrir. Ele estava com o rosto corado, com as pupilas dilatadas, e ela sentiu uma onda de poder feminino lhe percorrer as veias. Ele a desejava.
Ela se movimentou instintivamente, empinando o peito, e o viu sorrir, mas fechou os olhos quando ele reverentemente lhe acariciou o seio, passando o dedo sobre seu mamilo. Ele nem percebeu que dissera alguma coisa, até ouvir a própria voz perguntar em tom rouco:
- O que você quer ?
Ela abriu os olhos e sentiu as pestanas pesadas.
- Eu quero... - "você", ela desejava dizer, mas se calou.
- Você quer que eu sinta o seu gosto ? - ele não esperou por uma resposta. Parecia febril. Seus olhos brilhavam intensamente, sua mão e seus dedos a acariciavam e ela sentia vontade de gritar de frustração e de prazer. Ichigo soltou o peso do corpo sobre ela, pressionando-a contra o chão, sua ereção se tornara ainda mais poderosa. Quando ele abaixou a cabeça e lhe sorveu o mamilo, Orihime gritou de prazer, mas ele não parou, continuou a sorvê-lo, a acariciá-lo com a língua, até deixá-lo tão sensível que ela gritou novamente e contorceu o corpo.
Quase bruscamente, ele puxou o corpete do vestido, desnudando-lhe os seios completamente, e fez a mesma coisa com o outro seio, fazendo-a ir à loucura. Ela levantava e abaixava a cabeça, sentia que ele lhe levantava o vestido, e não conseguia falar ou pensar: só conseguia sentir. Ele abaixou a mão, tocou-a entre as pernas, sobre a calcinha úmida, e levantou a cabeça para olhar para ela. Começou a movimentar os dedos, pressionando-os. Ela gemeu. Sentia-se exposta, mas era o que desejava.
- Você está pronta para mim, não está ? - perguntou Ichigo. Ela concordou, de repente se sentindo muito vulnerável. Estava pronta para ele há anos. Há séculos - Diga o quanto você me deseja agora.
Orihime não conseguia pensar enquanto ele a tocava com tamanha intimidade. Sonhara com aquele momento por tanto tempo, e era incrível que estivesse acontecendo. As palavras saíram sem que ela quisesse.
- Eu quero você, Ichigo… tanto. Eu sempre o desejei.
Ele imobilizou a mão por um instante. Ela não entendeu o cinismo que viu passar pelo seu rosto.
- Você diria qualquer coisa, não é ?
Ela balançou a cabeça e quase gritou, quando ele mexeu os dedos novamente, com mais força, como se estivesse zangado e percebesse a sua ansiedade.
- Eu não… - ela engasgou ao sentir que ele levantava o tecido e tocava diretamente o seu ventre.
- Sim, diria. Mas não importa. Nada importa, a não ser isto - com um gemido gutural, ele abaixou a cabeça e beijou-a. Ela sentiu que ele lhe invadia o corpo com os dedos e gritou, mas o seu grito foi abafado pelos lábios de Ichigo. Orihime estava totalmente exposta e excitada, e mal percebeu quando começou a rasgar-lhe a camisa, por querer sentir sua pele contra os seios. Enquanto ele descia a calça por suas pernas, ela se sentia febril e queimava. A camisa rasgada no peito de Ichigo deixava à mostra uma fileira de pêlos que descia por dentro de sua calça. Ele se afastou, abriu o zíper da calça e ela arregalou os olhos ao ver o volume sob a sunga. Orihime não sentiu nada além de intensa excitação. Ela o ouviu abrir a embalagem e colocar um preservativo. Estava vagamente consciente de sua saia enrolada na cintura e do corpete abaixo de seus seios. Enquanto isso, ele a manipulava como a uma boneca, mas ela não se importava.
Ichigo se colocou entre suas pernas e tocou-a novamente, ela gemeu alto e arqueou o corpo contra o dele.
- Por favor... - soluçou ela - Faça alguma coisa… - ela nem sabia o que pedir. Só sabia que precisava de mais. Ichigo apoiou o peso nas mãos e fez pressão contra o corpo de Orihime. Ela sentiu os músculos se contraírem, se defendendo da invasão, e arregalou os olhos. Era o que ela queria e desejava, mas instintivamente sabia que seria dolorido. Ele pressionou mais um pouco e ela conteve a respiração, sentindo dor.
- Você está tensa - resmungou Ichigo.
Orihime sabia que a única maneira seria acabar com aquilo de uma vez: ela levantou os quadris, puxou-o pelas nádegas e gritou de dor.
- Dios, Orihime… você não... - disse ele, assustado.
- Não fale... - ordenou ela, suando frio - Não ouse parar agora.
Por um momento a tensão os dominou. Ichigo parara no meio do caminho e a dor deveria ser devastadora, mas ele só via como ela estava determinada, corada. Ele foi atingido por várias emoções, e a mais forte era a felicidade. Orihime era sua. Seria sua, naquele momento, e de mais ninguém. Ele percebeu que ela estivera desempenhando um papel na hora em que lhe dissera como o desejava. A revelação invalidara a afirmação e o levava em direções que ele não podia analisar no momento.
- Vai doer um pouco… mas prometo que será passageiro.
Orihime olhou para ele, linda, corada, desalinhada, e mordeu o lábio.
- Tudo bem.
A confiança que ele via nos olhos dela quase o partiu em dois. Ele contraiu o queixo e entrou no corpo de Orihime. Ela gritou, mas puxou-o pelas nádegas.
Ela chorava e gritava, mas não o empurrava. Ele se comoveu com a sua coragem e beijou-a, sentindo o gosto salgado das lágrimas.
- Tudo bem, querida. A pior parte já passou… tente relaxar. Quando eu me mexer vai melhorar.
Ela sentia dor, mas algo dentro dela se derreteu com o tom carinhoso das palavras de Ichigo. Algo que ela reprimira por tanto tempo, e que voltava a despertar. Ela se sentia uma guerreira. Queria compartilhar a dor com ele. Sem conseguir falar, ela lhe beijou o ombro e sentiu que seu corpo se adaptava ao dele, que relaxava.
Ele começou a se movimentar, e de repente ela percebeu que a dor desaparecera, dando lugar a outras sensações, a arrepios de excitação. Ela o agarrou pelas nádegas e relaxou totalmente. Ele se movimentou devagar, entrando e saindo do seu corpo com maior facilidade. Ela contorceu os quadris.
- Pare, Orihime… já está difícil… eu não vou agüentar…
Ela ficou quieta, admirada com a gentileza que ele demonstrava e com a sua potência. Enquanto isso, ele ensinava o seu corpo a reagir ao dele e o desejo crescia. A dor dera lugar ao prazer. Uma espécie de prazer que ela nunca sentira.
Orihime fincou os calcanhares na grama e começou a se contorcer no momento em que os movimentos de Ichigo se tornaram mais rápidos, mais fortes. Ela sentia o sangue vibrar nas veias, o coração disparar. Esperava por alguma coisa, mas não sabia o quê. Ele tocou o seu ponto mais sensível, enquanto se mexia com incansável precisão. Abraçando-o com as pernas, ela atraiu-o para si, e o prazer explodiu em todo o seu corpo, irradiando-se a partir de onde ele a tocava. Foi como uma onda sem fim, assustadora na sua magnitude, que deixou-a tremendo convulsivamente, enquanto ele se soltava e gritava. Ela o viu contrair o corpo e o sentiu pulsar dentro dela, e então ele soltou o peso e comprimiu-a contra o solo.
Ela o abraçou e admitiu que o amava. Ela jamais o odiara, não conseguiria. Apaixonara-se por ele à distância, como uma adolescente, e isso se tornara evidente naquele mesmo lugar, há muitos anos. Ele faria parte dela para sempre e, assim como Ichigo lhe mostrara o paraíso, destruiria o seu coração.
Orihime mal se deu conta do trajeto de volta para casa. Ichigo a colocara diante dele na sela e puxara o seu cavalo pelas rédeas. Abraçara-a pela cintura, e ela apoiara a cabeça no seu peito e entrara em um estado de letargia.
Tê-la sentada tão perto era uma tortura deliciosa que ele não queria que acabasse. Ele ainda sentia um prazer mais intenso do que já sentira ou imaginara. Só de pensar no que acontecera, o seu desejo se manifestava novamente, e ele trincava os dentes para controlá-lo. Um pensamento lhe dominava a cabeça: ela era virgem. Não dormira com Aizen. Embora tivesse acreditado nela, em parte ele não quisera abrir mão de uma semente de dúvida, como se ela fosse rir por ele confiar nela. Entregara-se mais apaixonadamente que qualquer outra mulher que ele já levara para a cama. Ichigo pensou que jamais esqueceria o olhar confiante de Orihime. Ela sentira dor, mas não o repelira. Comportara-se como uma guerreira.
Só mais tarde, ele percebera que se comportara como um animal no cio, que sequer tirara as roupas e que enrolara o vestido dela em torno da cintura. Tudo estava saindo do seu controle. Tinha um peso no peito, mas não conseguia evitar apertá-la com força, ou de se regozijar ao senti-la respirar sobre a sua pele.
Orihime só despertou quando sentiu que Ichigo a carregava nos braços pela casa. Sua cabeça estava leve: a deliciosa letargia apagava tudo, inclusive seus pensamentos. Tudo parecia calmo e silencioso. Sem pensar, ela acariciou o queixo de Ichigo. Ouviu uma porta abrir e viu que estava sendo levada para o quarto. Sua sanidade ameaçou se manifestar, mas ela se sentiu covarde. Era como se estivessem dentro de uma bolha que ela não queria que estourasse.
Ele colocou-a gentilmente na cama e ela pestanejou. Ele imediatamente se aproximou.
- Você está dolorida ?
Ela se sentiu envergonhada e corou.
- Um pouco, mas estou bem - só de olhar para ele, o seu sangue acelerava, e ela voltava a desejá-lo. Ichigo beijou-a levemente.
- Dê-me um minuto e eu farei com que se sinta melhor.
Ela ficou calada e o viu entrar no banheiro. De repente, percebeu que, como uma louca, rasgara a camisa de Ichigo. Orihime sentiu o coração se apertar e impediu que a realidade se manifestasse. Ele voltou, tirou a camisa rasgada e deixou ver o seu glorioso peito musculoso. Ele era mais bonito do que ela pensara.
Ele a levantou da cama sem esforço. Ela se enroscou contra o seu peito, sentindo-se segura em seus braços. Quando entraram no banheiro, o vapor se espalhava pelo ar e a água corria do chuveiro. Ele a colocou no chão, mas ela sentiu as pernas bambas, e isso só piorou quando Ichigo abriu o zíper do seu vestido e o tirou. Ela reagiu instintivamente e tentou se cobrir.
- Não acha que é tarde para ser modesta ?
Ela sorriu debilmente, enquanto ele a despia. E corou intensamente. Os olhos de Ichigo a devoravam com avidez, e ele lhe tocou os seios. Ela mordeu o lábio e seus mamilos endureceram de desejo.
- Não consigo deixar de tocá-la - disse ele com a voz rouca, afastando as mãos.
- Eu gosto… não pare - revelou ela, aproximando-se e colocando as mãos dele sobre os seus seios. Ichigo olhou para ela com os olhos em fogo, e ela sentiu uma onda de ternura.
- Não… se eu começar agora... - ele se afastou, despiu-a e a fez entrar sob o chuveiro. Ela deixou que a água rolasse pelo seu corpo, e começou a gemer ao sentir as mãos de Ichigo lhe ensaboando. Quando ele acabou, ela estava apoiada na parede, implorando para que ele parasse. Ele passou o sabonete para ela.
- É a sua vez.
Santo Deus ! Ela pegou o sabonete e começou a fazer espuma. Ele apoiou as mãos na parede, uma de cada lado da sua cabeça. Ela começou a ensaboá-lo pelos ombros e, à medida que descia as mãos, arregalava os olhos. Quando chegou ao seu membro, ensaboou-o fascinada e o viu prender a respiração. Para conter a excitação, Orihime mandou que ele se virasse de costas.
- Estraga-prazeres - resmungou Ichigo.
Ela levantou as mãos para ensaboar-lhe as costas e parou, horrorizada, ao ver as cicatrizes na sua pele. Elas iam da nuca até a cintura. Ele se virou abruptamente. Estava tão pálido que a deixou preocupada.
- Que marcas são estas ?
Ele olhou para ela, mas não respondeu. Fechou a torneira do chuveiro, saiu, enrolou uma toalha na cintura e entregou outra a ela. Orihime pegou a toalha sem nada dizer, mas sentiu um arrepio de frio. Ela se enxugou, enrolou a toalha na cabeça e o seguiu até o quarto. Ichigo estava parado, olhando pela janela. Ela não sabia o que fazer: estava em terreno desconhecido.
- Ichigo ? - ela o viu contrair ainda mais os músculos. As cicatrizes se tornaram mais aparentes. Orihime se lembrou de que, há oito anos, os empregados do pai de Ichigo haviam precisado forçá-lo a acompanhá-los. Ela ficou gelada e se aproximou - Aconteceu naquele dia, não foi ? Aqueles homens bateram em você ?
Ele contraiu o queixo e evitou encará-la.
- O que lhe importa ? - perguntou ele secamente. Todos os sinais de paixão haviam desaparecido. O corpo tenso de Ichigo parecia rejeitá-la. Ele nunca estivera mais distante. Exatamente como no dia em que ela voltara para encontrá-lo no orquidário… e não fora capaz de esconder o seu horror.
- Eu… eu só quero saber o que aconteceu.
Ele olhou para ela, e os seus olhos estavam frios como o gelo. Orihime estremeceu e ele ergueu uma sobrancelha.
- Você quer mesmo saber os detalhes sórdidos ?
P. S.: Nos vemos no Capítulo 9.
