Capítulo 10

As palavras de Sasuke bateram em mim como um soco. Eu balançava sobre os meus pés por causa da força delas.

" Sasuke," eu sussurrei. "Me ouve. Me deixa explicar."

Ele calmamente tirou os olhos do papel que ele estava lendo. "Você já explicou. Você veio aqui com o propósito de me trair. Você já viu como eu lido com as pessoas que me traem. Não vejo por que eu deveria tratar você de forma diferente."

"Você não sabe por quê? Então você é um tolo. A menos que você tenha dormido com Naruto também." Ele finalmente olhou para mim e minhas pernas ficaram fracas sob a raiva que aparecia nos olhos dele.

"Você acha que isso é engraçado?" Recusei-me a ficar assustada. Havia um outro lado dele. Um lado mais suave. Eu apenas tinha que encontrá-lo novamente e ser forte o suficiente para sobreviver.

"Eu acho que você está jogando fora uma coisa boa por causa de um erro que eu cometi. Eu admito que tenha vindo trabalhar para você para encontrar uma maneira de você parar de intimidar a casa de Kushina. Mas não foi por isso que eu dormi com você. Eu dormi com você porque eu queria." Pelo menos era verdade. "Me despeça do Grupo Uchiha, mas não da sua cama."

Ele deu uma risada áspera. "Não é assim que funciona."

"Porque você não pode separar suas PAs de suas parceiras de cama?"

Ele empurrou sua cadeira e ficou de pé. Em seguida ele veio para perto de mim, me olhando com aquele olhar gelado. "Porque não posso ficar com alguém que quer me ver falhar."

Um bolo se formou na minha garganta, me impossibilitando engolir. Mas eu não deixaria ele me intimidar. Ele estava zangado e eu precisava ajudá-lo a separar o certo do errado. "Não é um fracasso você desistir do hotel."

"Tente dizer isso aos meus clientes. Melhor ainda, tente dizer-lhes que vou parar o negócio porque eu sou legal demais para fechá-lo. Não acreditarão em você. Eles sabem que eu não sou legal. Todos sabem disso. Pergunte a quem quiser, todos vão dizer a mesma coisa. UCHIHA SASUKE É UM CANALHA SEM CORAÇÃO."

"Não me interessa o que os outros pensam. Sei que você não é um canalha."

Ele parou. Piscou para mim.

"Não esperava gostar de você," eu arrisquei dizer. "Na verdade, eu estava preparada para te desprezar. Em todos os relatórios, você parece como um idiota. Mas você não é Sasuke. Você é um cara maravilhoso e eu gosto de você." Eu me aproximei dele, mas ele se afastou de mim. Eu coloquei minha mão nas suas costas e senti seu calor através de sua camisa, a batida de seu coração forte, irregular. "Eu gosto muito de você e quero ir para casa com você esta noite."

Ele respirou. Respirou novamente. "Merda," ele murmurou. "Droga, Hinara".

Ele me empurrou e trancou a porta. Em seguida, ele virou para mim com os olhos ainda cheios de emoção, sendo a principal emoção, a raiva. Mas ele tinha esmaecido um pouco e eu pude ver incerteza novamente, a vulnerabilidade que eu conhecia se escondia sob a fachada. "Tira a roupa," ele ordenou para mim.

"Agora? Aqui?"

"Eu não posso e não quero esperar. Eu quero você agora." Ele empurrou os papéis da sua mesa e os deixou cair no chão, então empurrou o teclado e o monitor para o lado. "Eu disse, tira a roupa. Mas eu posso querer arrancar algo."

Suas mãos tremiam. Ele me viu olhando para elas e agarrou a borda da mesa dele. Os nós dos dedos dele ficaram brancos. Desabotoei minha blusa. Eu a deixei cair no chão e tirei meu sutiã, a saia e a calcinha. Quase não consegui tirar a minha calcinha quando ele veio até mim e envolveu seus braços ao redor da minha cintura. Ele me levantou e enterrou seu rosto nos meus seios. Ele beijou e lambeu e me provocou até que eu fiquei ofegante, sem ar, incapaz de controlar o frio delicioso que sentia na barriga e que me engolia por inteira. Comecei a arfar, frustrada e feliz ao mesmo tempo. Ele me deitou na mesa e, em vez de me dar prazer como costumava fazer, ele tirou as roupas dele e empurrou seu pau duro até o fim. Eu estava molhada o suficiente para recebê-lo sem nenhuma resistência. Embrulhei minhas pernas em torno de suas costas, puxando-o mais profundamente. Ele me esmagou na mesa, seus impulsos cada vez mais rápidos e mais fortes. Ele não estava olhando para mim, então eu peguei seu rosto em minhas mãos e forcei-o a olhar. Ele fechou os olhos.

"Olhe para mim," eu sussurrei. "Olhe para mim, Sasuke." Ele diminuiu seu ritmo. Então abriu os olhos e olhou para mim. A brutalidade neles apertou meu coração. Havia ainda raiva, que desapareceu quando eu acariciei seu queixo. Ele me puxou com um rosnado baixo, gutural. Ele não tinha tido tempo para colocar uma camisinha. Ele respirou profundamente, seus olhos fechados mais uma vez como se estivesse com dor. Eu segurava a cabeça dele e puxei-a para baixo. Ele segurou-me suavemente e pressionou seus lábios nos meus.

"Peço desculpa," ele murmurou perto da minha boca. "Isso foi... Eu não devia..."

"Shhh. Eu queria também."

"Mas não desse jeito."

"Eu te quero de qualquer jeito." Ele colocou sua testa perto da minha e deu uma respiração irregular.

"Venha para casa comigo hoje à noite e me deixe te compensar."

"Você não precisa me compensar de nada, mas sim, vou para casa com você." Ele me ajudou a me sentar e nos limpamos com lenços de papel. Então ele me entregou as minhas roupas, item por item e esperou até que eu estivesse vestida antes dele começar a se vestir. Ele destrancou a porta e abriu-a para mim. Toquei no canto da boca dele.

"Não vamos trabalhar até tarde hoje à noite. Eu não posso esperar tanto tempo." Ele me deu um sorriso fugaz que desapareceu rapidamente. Ele claramente ainda estava afetado pelos eventos da manhã. Ele não era o único.

Eu não consegui me concentrar e estava grata quando às quatro horas ele me disse que era hora de ir para casa. Ele nos levou para a casa em silêncio e fomos até o apartamento dele sem dizer uma palavra.

E assim que chegamos, as únicas palavras que ele disse foram, "deite na cama." Assim eu fiz. Ele levantou minha saia e tirou a minha calcinha, em seguida, lambeu-me até que eu estava me contorcendo em um êxtase delicioso. Então ele fez lentamente e apaixonadamente amor comigo. Quando acabou, nós ficamos olhando um para o outro, nossas mãos entrelaçadas.

"Eu quero a verdade, Hina," ele disse seu olhar sem deixar o meu. "Você está dormindo comigo para ganhar alguma coisa, ou porque você quer?"

"Porque eu quero, bobo. Se você não pode ver isso após fazer amor comigo, então é melhor eu ir embora agora. Deve faltar alguma coisa em mim"

Ele passou o braço na minha cintura e me puxou para perto do seu corpo. "Não falta nada em você, Hyuuga Hinata. Você é tudo o que eu sempre quis em uma mulher."

Oh Deus. E oh merda. Como é que eu ia responder a isso? Era como estar sentada em um tapete voador. Emocionante e maravilhoso, mas o tapete debaixo de mim era instável e eu poderia cair a qualquer momento.

"Peço desculpa por ter feito amor com tanta raiva mais cedo," ele disse, beijando o topo da minha cabeça. "Eu estava louco. Eu sei que você só fez o que fez para proteger sua irmã. Sei que não foi sobre mim."

Eu fechei os olhos em uma tentativa de parar a onda de culpa que tomava conta de mim. Mas não adiantou. Eu sabia que se ele descobrisse que eu trabalhava para Tsunade, ele nunca mais falaria comigo novamente. Mas eu não conseguia pensar assim. Ele não ia descobrir por que quem contaria para ele? Tsunade e eu éramos as únicas que sabiam, e nenhuma de nós ia dizer uma palavra. Era hora de acabar minha associação com ela. Eu queria trabalhar para Sasuke e apenas para Sasuke, mesmo se ele demolisse a casa de Kushina. Eu resolveria os problemas com Hanabi, na hora certa. Amanhã, eu diria a Tsunade. Esta noite era tudo para Sasuke.

"Eu vou cuidar de você e Hanabi," ele continuou. "Qualquer coisa que você precisar eu darei para você. Só me avise. Você é minha agora, Hinata, e eu protejo o que é meu."

Eu o puxei para trás para que eu pudesse ver seus olhos. A profundidade da emoção neles me abalou. Quem diria que esse homem controlador ficaria de joelhos por mim? "Você vai deixar em paz a casa da Kushina?" Eu perguntei timidamente.

Ele se endureceu em meus braços e me amaldiçoei por ter trazido esse assunto de novo quando as coisas estavam indo tão bem. Mas eu tinha que perguntar. Precisávamos esclarecer as coisas. "Não posso," ele disse simplesmente. "Agora, mais do que nunca, eu tenho que fazê-lo."

"Mas você já estava hesitando. Por que está tão determinado a ir em frente com os planos de novo? Você está preocupado com a reação dos seus clientes?"

Ele apertou os olhos e suspirou. "Não é uma questão de negócios. É pessoal"

"Diga-me, Sasuke. Fale comigo. Por que você precisa tirar a casa dela?"

Ele deu uma respiração profunda, dois. "Porque eu quero ir para casa." A dor na voz dele derreteu meu coração e me fez apertá-lo nos meus braços.

"Você tem evitado," eu disse, finalmente entendendo. "Por causa das memórias."

"Kushina contou sobre Rin e eu?"

"Sim."

"Ela me culpa pela morte da irmã."

Eu me desloquei na cama e coloquei a cabeça dele contra o meu peito. Acariciei seu cabelo, seus ombros e suas costas. "Você se culpa."

Um tremor passou pelo corpo dele. "Você não deveria," eu disse. "Não é culpa sua. Não importa o que Kushina pensa, a vida de Rin — e a morte — a culpa foi inteiramente de Rin."

Demorou algum tempo até ele responder. Ele finalmente balançou a cabeça. "Ela era frágil. Viu os pais morrer de uma maneira horrível quando era jovem. Ela estava presa no carro com eles quando ele rolou e eles morreram. Perder seus pais assim... não é de admirar que isto a tenha afetado terrivelmente."

Meu estômago se agitou. Meu coração pulou e ele deve ter notado, posicionado como ele estava. A semelhança com a minha situação era bizarra. Com uma grande diferença — não quis tirar minha própria vida depois que vi meus pais morrerem.

"Ela deve ter tido outros problemas antes de você terminar com ela," eu disse. "Houve algum sinal?"

"Todos sabiam que ela era sensível. Ela sempre foi. Eu nunca deveria ter saído com ela. Foi estúpido tirar proveito de seu afeto por mim quando eu não sentia o mesmo. Não devia ter deixado as coisas irem tão longe entre nós."

"Você era jovem. Não pode se culpar por fazer algo que todos os jovens fazem."

"Kushina não concorda com isso."

"Mas a sua família concorda. Shisui disse que ele desejaria que você voltasse para casa. Aposto que os teus pais têm saudades."

"O meu pai, talvez, mas a minha mãe..." Ele suspirou. "Minha mãe é uma peça única. Você pode pensar que porque ela teve cinco filhos ela deve ser do tipo maternal, mas ela não é. O papai nunca teria sido tão bem sucedido se não fosse por ela. Se você acha que eu sou cruel, Hinata, você deveria conhecê-la."

"Gostaria de conhecê-la," eu disse. "Você me leva para conhecer a sua família?"

Ele assentiu. "Se formos juntos, as memórias não vão lhe assombrar," eu disse para ele, massageando suas costas. "E se lhe assombrarem, nós teremos que continuar a visitar sua casa até elas pararem.

Ele beijou meu pescoço. "Enquanto você estiver comigo."

"Vou estar."

"Então eu vou deixar Kushina ficar."

"Eu me demito," disse para Tsunade quando cheguei ao escritório às 06:00 da noite seguinte. Ela piscou para mim, sem mostrar surpresa ou preocupação.

"Sente-se, Hinata." Sentei-me.

"Não tente me convencer do contrário."

"Não vou."

"Sério?" Ela me serviu um copo de algo de uma das garrafas que mantinha exposta atrás dela. A assistente dela já tinha ido embora.

Eu tinha saído do Grupo Uchiha tão logo eu pude escapar para ir direto para o escritório da Tsunade e dar o meu aviso. "Você parece surpresa," ela disse, entregando-me o copo. Eu bebi. Gim e tônica.

"Eu estava esperando alguma oposição," eu admiti. "Eu pensei que você fosse me valorizar."

Ela riu e cruzou as pernas. "Sim, Hinata. Você é a minha favorita. Mas eu a conheço já faz algum tempo e sabia que você partiria mais cedo ou mais tarde. Seu coração não está mais aqui e esse é um trabalho que requer cem por cento de comprometimento."

Eu pensei sobre isso e assenti. Ela estava certa. No início ser uma acompanhante tinha sido um bom trabalho, mas com o tempo, a ética dele começou a me incomodar.

"Pelo menos posso sair com uma boa notícia," eu disse. " Sasuke não vai derrubar a casa de Kushina." O sorriso dela começou devagar depois cresceu rapidamente.

"Muito bem, Hinata. Eu sabia que você poderia detê-lo."

"Vou continuar trabalhando no Grupo Uchiha," disse para ela.

Ela arqueou uma sobrancelha. "Trabalhando juntos e dormindo juntos? Você não vê isso como uma receita para o desastre?"

"Não. Se isso se tornar um problema, eu me demito."

Ela me estudou com aqueles olhos azuis dela. "Você realmente gosta dele, não é?"

Eu concordei com a cabeça. "Ele é um grande cara. Nada como você o pintou."

O olhar dela deslizou para sua bebida. "Minha informação era em segunda mão. Sempre há imprecisões quando se depende das opiniões de outras pessoas."

"Estas não eram apenas imprecisões, sua informação estava completamente errada. Eu não usaria essa fonte novamente se eu fosse você."

Ela levantou um ombro elegante. Ela usava um terno branco com uma jaqueta curta e como acessório, pesadas jóias de prata e unhas vermelhas. "Um brinde para você e Sasuke," ela disse. "Que isso possa funcionar para vocês." Ela bebeu até o fim. Eu não.

"Tsuande, este era seu plano desde o início?"

"Se este era o meu plano?"

"Eu dormir com Sasuke."

"Por que você diz isso?"

"Eu não sei. É difícil explicar, mas tenho a sensação que você sabia que Sasuke e eu iríamos fazer amor antes mesmo de eu começar a trabalhar para ele."

"Como eu poderia saber? Você tem uma mente e uma vontade própria, Hinata. Ambas muito fortes," ela acrescentou com um toque irônico de seus lábios vermelhos. "Admito que eu tivesse quase certeza de que você seria o tipo de mulher que ele gostasse."

"Tipo uma professora de escola."

Ela bateu suas unhas no vidro da mesa. "Sim. Ele empregava e namorava modelos, mas estava claro que ele precisava de um tipo diferente de mulher em sua vida, uma vez que ele nunca ficava com elas muito tempo. Eu pensei que você poderia ser a mulher certa para ele. Foi um palpite que valeu a pena, não acha?"

Eu considerei a resposta dela, mas sem entendê-la. No final, decidi esquecer o assunto. Ela era realmente muito boa no seu trabalho e atingia os objetivos de seus clientes. "Então é isto," eu disse colocando meu copo sobre a mesa. "Espero que com a minha saída eu não deixe você com escassez de pessoal."

"Eu vou encontrar alguém para te substituir. Pobre rapariga."

Eu virei minha cabeça para o lado e perguntei. "Por quê?"

"Vai ser difícil conseguir alguém igual a você." Eu ri.

"Obrigada, Tsunade. Você me deu um emprego quando eu realmente precisava de dinheiro e me deixou fazer as coisas à minha maneira. Agradeço muito." "Você provou que o seu jeito funciona." Ela levantou e estendeu os braços para mim. Abracei-a um pouco desajeitada. Nós realmente nunca nos tínhamos tocado antes.

"Adeus, Hinata."

"Adeus, Tsunade."

Eu caminhei para a porta, mas voltei e olhei para ela. Ela continuava de pé, sorrindo para mim. Era um sorriso estranho, melancólico e triste, mas feliz também. Parecia natural nela. "Você vai ficar em contato comigo?"

"Se você quiser."

Concordei com a cabeça. "Eu quero."

Meu último vislumbre de Tsunade foi ela indo para longe de mim, colocando o dedo no canto do olho. Lágrimas apareceram nos meus olhos, mas algumas respirações profundas as sufocaram. Era estranho se sentir oca. Não é como se eu gostasse da Tsunade. Nós somente tínhamos sido patrão e empregada, e ainda assim eu iria sentir saudades dela.

Sasuke estava atrasado. Ele não atendeu minhas ligações a manhã toda e eu deixei tocar dezenas de vezes. Ele não tinha nenhuma reunião marcada em sua agenda e ninguém no escritório tinha notícias dele. Quando ele chegou às 11 horas, eu estava doente de preocupação.

"Aí está você!" Eu disse, cumprimentando-o. "Tenho tentado falar contigo e — Sasuke? O que aconteceu?"

Seu rosto estava pálido. Seus olhos estavam vermelhos e sombras escuras os rodeavam se assemelhando a hematomas. "Agora eu sei qual é o seu jogo, Hinata. Eu sei." Meu coração parou de bater. Bílis subiu pela minha garganta. A sala parecia estar girando fora de controle e eu queria vomitar.

"Do que você está falando?" Eu murmurei. Mas eu sabia. Sabia que ele tinha descoberto meu outro emprego trabalhando para Tsunade, só de olhar para ele. Mas como? Quem teria lhe dito? Não conseguia descobrir. Tudo dentro de mim estava gritando, abafando as questões sensíveis. Tudo o que eu sabia era que Sasuke agora me odiava. E ele tinha todos os motivos.

"Maldita seja você." Ele me apertou com raiva. Eu encolhi. "Eu confiei em você! Eu a amava —" ele se calou e fechou os olhos. "Eu deixei você entrar. Eu te mostrei uma parte de mim que eu nunca tinha mostrado a ninguém."

"Peço desculpa," eu sussurrei. " Sasuke, cometi um erro. Um grande erro e eu deveria ter te contado antes, mas não consegui. Eu estava com medo de te perder."

"Boa tentativa." Ele caminhou para seu escritório. "Mas eu não vou mais acreditar em você. Chega de agir como um tolo."

Eu corri atrás dele e bloqueei a entrada para o seu escritório. "Não, Sasuke. Não me rejeite." Pus a mão no peito dele, mas ele me empurrou. Eu engoli, mas isso não parou o pânico. "Isto é real, Sasuke. O que temos não é falso, não é manipulado. Eu não queria me apaixonar por você, mas me apaixonei."

"Por que acreditaria em você agora? Como eu posso saber a diferença entre verdade e mentira, Hinata? Você é boa. Sua chefe deve estar muito orgulhosa de você." Eu fiquei boquiaberta.

"Foi Tsunade quem te contou tudo?"

"Jesus," ele mordeu seu lábio. "É isso o que te preocupa?" Eu balancei minha cabeça na tentativa de limpar os pensamentos desordenados. Tsunade deve ter contado para ele. Mas por quê? Pensei que ela fosse minha amiga. Pensei que ela estava feliz por mim. Por que ela iria querer estragar tudo?

"Vá e arrume suas coisas, Hinata. Quero você fora daqui em dez minutos." Eu me afastei totalmente anestesiada. As primeiras lágrimas escorriam em meu rosto.

"Você realmente não acredita que eu tenho sentimentos por você?"

"Não."

Pelo menos ele teve a decência de não olhar para os meus olhos. "Eu desisto," disse. "Eu disse ao meu chefe — meu outro chefe — que não trabalharia mais para ela." Ele balançou a cabeça.

"Isso é para me fazer mudar de ideia? É tarde demais, Hinata." Eu observava enquanto ele abria a porta do escritório e me segurava para que eu ficasse de joelhos para implorar perdão. Isso não faria bem para nenhum de nós dois. Ele não queria ouvir o meu lado.

"Foi por isso que eu não queria dormir com você," eu disse. "Eu não queria me envolver com você de outra forma exceto profissionalmente porque eu sabia que você partiria meu coração. Era só uma questão de tempo."

Ele olhou para mim. Seu olhar pairava sobre mim como fragmentos de gelo. Todos os meus ossos tremiam.

"Saia," ele rosnou. "Não quero te ver de novo."

"Não até que você me diga que não sente nada quando está comigo. Diga que eu não significo nada para você." Eu esperei e ele não respondeu. "Você não pode porque você sente algo e algo especial. Não jogue isso fora, Sasuke. Pelo menos tente e vamos resolver juntos."

"Há muitas coisas pelas quais eu posso ser responsabilizado por na minha vida. Já fiz algumas coisas ruins e eu próprio sofri por causa delas. Mas eu não vou ser culpado por estragar isso." Uma lágrima parecia entupir minha garganta. Queria dizer que ele tinha entendido tudo errado, que eu não estava o culpando, mas não conseguia falar.

Além disso, Sasuke não esperou por minha resposta. Ele bateu a porta na minha cara.

...