Capítulo Nove

Sister, Brother, Friend

(Irmã, Irmão, Amigo)

Stella Juniper Lupin nasceu ao amanhecer depois da Quadricentésima Vigésima Segunda Copa Mundial de Quadribol, no hospital St. Mungos. Tinha sido um parto impossivelmente rápido e fácil graças às habilidades Metamorfomagas de Dora, ou era o que tinha ouvido os Curandeiros dizerem. Mas para Harry — que não sabia muito sobre partos e decidiu manter as coisas assim, esperando no corredor enquanto Moony e Andromeda entravam no quarto para ajudar, assistir ou fosse lá o que as pessoas faziam durante partos — aqueles vinte minutos pareceram durar anos.

Por fim, a porta foi aberta e o Patrono de Moony, enorme e absurdamente brilhante, foi para o corredor. O próprio Moony saiu logo atrás, parecendo deslumbrado.

Ele parou a poucos centímetros de Harry e piscou, parecendo não saber o que falar, mas por fim conseguiu dizer:

— Eu sou pai. — Ele não parecia acreditar, mas havia uma felicidade ardente em seu cheiro, tão quente quanto o sol e tão contagiosa quanto o riso. Harry sorriu. — Um pai. — De um jeito bastante atípico e abrupto, ele fechou a distância entre eles, puxou-o para um abraço e o girou. Harry riu, e Moony o colocou no chão, envergonhado. — Eu... Você quer conhecer a sua irmã?

Irmã. Harry ficou sem palavras, mas Moony pareceu entender. Ele passou um braço ao redor de Harry e o levou para dentro do quarto.

O quarto tinha um cheiro fraco de sangue e feitiços de limpeza, assim como um cheiro novo, suave e caloroso, que o nariz do lobo de Harry identificou imediatamente como "bebê". Andromeda e dois Curandeiros cuidavam de Dora, e Ted estava sentado em uma cadeira ao lado da cama, segurando a mão do braço que ela não mantinha ao redor do pacotinho que era sua filha.

Ela estava pálida e cansada, mas estava acordada e saudável, o que era mais do que podia ser dito da última vez em que a vira. Seu cabelo estava rosa e encaracolado, e seu sorriso se alargou quando ela viu Harry.

— Pronto — falou Andromeda, impaciente. — Harry está aqui, eu quero saber o nome dela!

— Pessoal — falou Dora —, conheçam Elvendork. — Andromeda ergueu a cabeça, e Harry apenas a olhou, até Moony soltar uma risada pelo nariz e Dora rir abertamente. — Brincadeira, brincadeira...

— O nome da sua filha não é uma piada, Nymphadora — ralhou Andromeda.

— Diz a mulher que escolheu Nymphadora — murmurou Dora, e Harry viu Ted esconder um sorriso. — Stella — disse. — Stella Juniper Lupin. — Apesar das brincadeiras, a expressão de Dora era ansiosa ao olhar para sua mãe. — Não é longo e não é antiquado, mas é... Remus e eu achamos que seria legal lembrar um pouco da antiga tradição dos Black, dos nomes de estrelas...

— É adorável — disse Andromeda, secando os olhos. Dora sorriu e soltou a mão de seu pai para gesticular para que Harry se aproximasse. Ele foi até a cama, prendendo o ar.

Stella era ainda menor do que Harry esperava, com um rostinho rosado e enrugado que o fez pensar nos gnomos do jardim d'A Toca — não que algum dia fosse admitir — e um tufo de cabelo castanho no topo de cabeça. Enquanto a observava, ela se mexeu um pouco em meio aos cobertores e fechou uma das mãozinhas.

Harry a amou na mesma hora.

-x-

Sirius riscou outra linha, abafou um bocejo com as costas da mão, mergulhou mais uma vez a ponta da pena na tinta e tentou de novo.

Naquela mesma hora da noite anterior, ele e Robards estiveram patrulhando o acampamento barulhento e agitado da Copa Mundial, confiscando Poções do Amor de fãs ávidos e intervindo em desentendimentos antes que saíssem do controle.

A biblioteca de Grimmauld estava muito mais quieta; Monstro estava preparando um jantar muito tardio, e Harry ainda não saíra do quarto; ele usara o dia para dormir tudo o que não dormira na noite anterior. Sirius sentia bastante inveja; tinha ido direto do trabalho para conhecer sua nova sobrinha naquela manhã, mas Dora o mandara para casa quando ele pegou no sono na cadeira de visitantes. Ele tinha cochilado ao chegar em casa, é claro — havia muito que não conseguia passar a noite acordado e ainda pensar direito, sabia —, mas se forçara a levantar muito antes do que gostaria; tinha muito a fazer.

Sirius suspirou e riscou mais algumas palavras. Estava ali havia uma hora e tudo o que lhe agradava era:

Ao Sr. Rufus Scrimgeour.

É com grande pesar que escrevo esta carta para informá-lo da minha demissão como Auror do Ministério da Magia.

Massageou a testa com a mão livre e suspirou novamente, os cantos da boca curvando-se para baixo ao olhar para seu Auxiliar, acomodado na mesa, ao lado do tinteiro.

Já não sinto... Sirius parou e riscou a frase.

As escadas estalaram e a porta da biblioteca rangeu ao ser aberta. Harry entrou, vestido em seu pijama, parecendo sonolento de um jeito bem descansado. O pijama tinha sido comprado no começo das férias para substituir o que não lhe servia mais, e as calças já estavam curtas, deixando os tornozelos de Harry à mostra. O jeito que os adolescentes espichavam era mais do que ridículo, na opinião de Sirius.

— 'Noite — murmurou Harry e foi se sentar à mesa. Sirius dobrou a carta do jeito mais casual que conseguiu, e os olhos de Harry foram para ela. Mas não com intensidade ou curiosidade, como Sirius esperara; parecia ter sido mero reflexo, mas sem vontade de se concentrar nela.

— 'Noite — respondeu Sirius, e Harry não pareceu ter ouvido. — Tudo bem?

— Mmm — disse Harry, distraído, mas seu cheiro não era chateado, apenas... perdido. Depois de um momento, ele ergueu os olhos. — Quando Regulus se juntou aos Comensais da Morte, foi porque ele quis ou porque mandaram?

Sirius o encarou.

— Os dois — respondeu depois de um momento, abaixando a pena. — Por que pergunta? — Harry deu de ombros, desviando os olhos. — Um sonho?

— Não. Eu... deixa pra lá. — Harry começou a se levantar.

— Eu não me importo com as perguntas — disse, e Harry hesitou. — Eu só fiquei surpreso, só isso. — Harry voltou a se sentar lentamente. — Ele... Meus pais nunca participaram ativamente da guerra, mas eles certamente achavam que Voldemort estava certo com essa história de supremacia dos sangues-puros. Reg... cresceu ouvindo tudo isso...

— Você também e você nunca...

— Eu fui pra Grifinória — falou Sirius. — Minhas influências eram diferentes das de Reg. Andy era minha prima favorita, mas Reg sempre amou Cissy e Bella. A Bella... bem, você nunca a conheceu e espero que nunca tenha esse prazer duvidoso — honestamente, Sirius não conseguia imaginar nada pior que Harry dividir um cômodo com sua prima —, mas ela sempre esteve muito... envolvia com Voldemort e seus seguidos. A mais leal, era o que ela dizia ser... — E dizia bem alto e alucinada, dia e noite, quando dividiram o mesmo corredor de Azkaban. — Isso deve te dar uma ideia do tipo de pessoa que ela é.

— Você tentou convencê-lo a não se juntar, né? Por que ele não te ouviu?

Quantas vezes Sirius tinha se perguntado a mesma coisa?

— Ele achava que não era possível tantas pessoas estarem erradas — falou Sirius. — Eu era seu irmão, mas era minha palavra contra as de nossos pais, primos e todos os amigos dele, e Reg sempre foi de ir com a opinião mais popular. — Até a caverna pelo menos. — Mas ele deve ter me ouvido um pouco — falou, mais para si mesmo do que para Harry —, deve ter tido dúvidas... se não, ele teria parado de falar comigo e nunca parou, obviamente, mas ele estava do lado certo no fim...

— Isso é tarde demais — falou Harry, irritado.

— Antes tarde do que nunca — ralhou Sirius, sentindo-se estranhamente defensivo de seu irmão caçula.

— Não é o que quis dizer. — Harry balançou uma mão, e Sirius se acalmou. — Eu gosto do Reg, eu só... — Ele afundou-se em sua cadeira, parecendo miserável. — Deixa pra lá.

— Por que toda essa curiosidade sobre Reg de repente? — perguntou Sirius, mais gentil; Harry conhecia a história de Reg tão bem quanto Sirius, então não conseguia entender por que ele queria ouvi-la novamente. Harry suspirou, e os fios ridiculamente bagunçados pela cama não ajudavam a ignorar a expressão perturbada em seu rosto.

— Querem que ele seja um Comensal da Morte — contou Harry, apertando os joelhos contra o peito.

— Reg? — perguntou Sirius, franzindo o cenho.

— Draco.

— Ah — falou. — Ele está bem?

— Você não está surpreso — comentou Harry, cerrando os olhos.

— Eu não era muito mais velho do que ele quando meus pais sugeriram que eu me juntasse — falou, dando de ombros. — E Lucius é muito mais leal à causa do que meus pais foram. Era esperado que ele tentasse.

— Mas você fugiu quando eles sugeriram — falou Harry em voz baixa.

— Draco não é tão impulsivo quanto eu — disse Sirius, sorrindo, mas Harry não retribuiu. Sirius o observou por um momento. — Você está... preocupado?

— Não — falou Harry, sem ser convincente, antes de se encolher novamente. — Talvez.

— Com o que Lucius possa fazer?

Ele ficou quieto por tanto tempo, que Sirius começava a entender o silêncio como uma concordância; quando ia sugerir que pedissem a Snape para conversar com Draco se Harry estava tão preocupado assim, ele se remexeu.

— Com o que o Draco possa fazer — admitiu. — Ele... — Hesitou. — Ele me provocou um pouco quando a gente conversou sobre o assunto, o que é normal, mas havia algo... sei lá, estranho... nele. Ele costuma ficar bravo quando eles pedem, mas ele só estava... desconfortável. E Hermione disse que ele tava estranho com ela também, e o senhor e a senhora Malfoy foram legais com Draco, mas quando eu os vejo... ou quando vejo o senhor Malfoy, pelo menos... ele é sempre um babaca com o Draco.

— Então está preocupado que ele faça o quê? Se junte?

— Acho que ele tá engodando a família — disse Harry, ajeitando os óculos. — Eu ofereci Grimmauld se ele precisar de um lugar, e ele disse que esperava não chegar a tanto. Eu acho... Eu acho que ele não quer chatear a família, então está fingindo pensar no assunto e que é por isso que eles estão sendo legais com ele. Só que ele não me disse que era isso que está fazendo quando conversamos, então acho que ele está preocupado que eu não vou entender, e eu acho que é por isso que o Snape tá bravo com ele.

— Snape?

— Snape quase nem falou com o Draco durante o verão — contou. — Draco disse que eles tinham opiniões diferentes.

— Ele o quê? — perguntou Sirius, perplexo.

— Ele...

— É, é, eu ouvi, eu só... Merlin. — De repente, Sirius se sentiu muito mais preocupado com as coisas; Snape tinha deixado bastante claro que ficaria do lado de Draco, não de Narcissa e Lucius. Snape fazia um jogo perigoso com os dois lados, apesar de Sirius ter visto seu Patrono e saber muito bem em qual lado ele verdadeiramente estava. Ele devia ter incentivado Draco a engodar sua família, ainda que só para convencer Lucius e Narcissa de que estava tentando levar Draco para o lado "certo", mas se eles tinham opiniões diferentes... — Odeio perguntar — começou, e realmente se odiava por fazer essa pergunta —, mas você considerou...?

— ... que pode não ser eles que ele tá engodando? — terminou Harry. Sirius o olhou tristemente, e os cantos da boca de Harry se curvaram para baixo. — Sim. — Ele ficou quieto por alguns instantes.

Sirius ficou impressionado pelas diferenças entre Harry e James nesse assunto. James nunca questionaria a lealdade de seus amigos e ficaria furioso com quem sugerisse que talvez ele devesse questionar. Pela expressão no seu rosto e pelo seu cheiro, Sirius sabia que Harry não gostava da possibilidade, tampouco achava provável, mas ele a considerava, e era muito mais do que James teria feito.

— É... é por isso que eu queria saber do Regulus — falou Harry sem o olhar. — Eu... eu realmente não acho... Draco não faria isso, mas... é a família dele, e se ele... se... Eu acho... Eu acho que ele seria como o Regulus, e eu... isso é bom, que ele mude de ideia, mas eu não quero que ele... que, sabe, acabe como... Eu... — Harry ergueu os olhos, como se isso fosse ajudá-lo a convencer Sirius, mas voltou a baixá-los. — Ele ainda é meu amigo. Mesmo que ele escolha... ele ainda é um de nós.

E lá estava mais uma diferença entre Harry e James. Se James soubesse o que Peter se tornaria, ele teria o expulsado e cortado todos os laços. Ele se odiaria por isso, mas ele faria ainda assim. Lily também — apesar de ela ser mais propensa a dar mais uma chance, Sirius só precisava pensar na amizade que ela tivera com Snape para saber que esse era o caso. Mas Harry... apesar dos riscos pessoais que ele corria em qualquer coisa relacionada a Voldemort, Sirius acreditava que ele ainda consideraria Draco um amigo se ele escolhesse o lado errado.

Do outro lado da mesa, o maxilar de Harry ficou tenso, e Sirius percebeu que ele tinha entendido o seu silêncio como dúvida ou discordância.

— Calma, Harry — disse com um sorriso gentil. — O mundo não se divide entre pessoas boas e Comensais da Morte. Eu mantive contato com Reg durante toda a guerra, lembra?

— Eu não acho que ele se juntaria a eles — falou Harry, quase culpado. — Estou muito mais preocupado que ele acabe chateando os pais quando a verdade vier à tona e que as coisas fiquem feias, mas... depois do que o Wormtail fez, eu... eu não consigo não pensar nisso, sabe?

— Bem até demais — garantiu.

— Ele era um de vocês.

Era — disse brevemente. Harry assentiu, distraído, e se levantou. — Acabou a conversa?

— Mmm. Eu vou pra Toca — disse. Sirius piscou e ergueu as sobrancelhas. — Er... posso ir pra Toca?

— Está tarde — falou Sirius, olhando para o céu escurecido pela janela. Harry pareceu confuso, como se não entendesse como o horário interferia na sua visita aos amigos. Adolescentes. — Talvez possa esperar até amanhã? — A expressão de Harry não mudou. Sirius revirou os olhos afetuosamente, e Harry sorriu, apesar de estar distraído; ele provavelmente sentiu o cheiro da permissão de Sirius, porque já ia em direção à porta. — Pergunte à Molly e ao Arthur antes de simplesmente aparecer na cozinha deles. — Não que realmente achasse que eles se importariam; Harry já era um Weasley, exceto pelo nome e cabelo.

— Tá bom — falou Harry e tinha um sorrisinho engraçado, como se pensasse a mesma coisa.

— E não faça o Ron ficar acordado até tarde; ele tá se recuperando da noite passada.

— Não vou! — respondeu.

Sirius desdobrou sua carta para Scrimgeour quando Harry saiu e pegou sua pena com determinação renovada.

-x-

O único casamento que Alastor já tivera tinha sido com seu trabalho como Auror. Ele nunca quisera filhos, mas acabara tendo alguns — Recrutas do programa dos Aurores que tinha colocado sob a asa. A maioria não o aguentara como mentor — era preciso ser um Recruta especial para aguentar — e procurara outros mentores no meio do programa, mas havia três que foram até o fim. Os dois primeiros tinham sido Black e Potter, anos atrás, e convivera com eles na Ordem da Fênix, também. Potter estava morto, e as coisas nunca mais tinham sido as mesmas com Black desde que ele fora para Azkaban — por um lado, porque Black já era um adulto completo e não precisava mais de Alastor, e por outro porque Alastor não conseguia evitar a enorme culpa que sentia pelo que acontecera a ele, mesmo que não parecesse que Black o ressentia por isso. Alastor tinha mexido alguns pauzinhos para que ele recuperasse seu trabalho como Auror e fizera o que pudera para proteger o menino Potter, mas nada seria o suficiente.

Mas com Nymphadora tinha feito tudo certo. Se ele fosse o tipo de homem que tinha favoritos, seria ela, e não só por ela ser uma Auror melhor do que Black e Potter tinham sido.

Ele a vira deixar de ser uma graduanda envergonhada de Hogwarts e se transformar em uma jovem Recruta confiante, vira-a se apaixonar, vira-a seguir sua ambição até a França, fora ao seu casamento e até dançara com ela, tinha enfrentado Fogomaldito ao seu lado.

E agora a observava — mais temeroso do que de costume —, enquanto ela ia em sua direção usando a camisola do hospital.

— Esperava cabelo rosa — falou, mal-humorado. Nymphadora sorriu e colocou sua filha recém-nascida nos braços tensos dele; ele não tinha a menor a ideia do que deveria fazer e ficou preocupado que acabaria a quebrando caso se mexesse. A última criança que tinha segurado tinha sido Potter ou Longbottom, e eles já eram adolescentes.

A bebê Lupin se mexeu em seu cobertor e ele a segurou melhor, para evitar que ela acabasse caindo. Ela abriu os olhos castanhos — os olhos de Lupin — por um momento, abriu a boquinha em um bocejo e voltou a fechar os olhos.

— Você tá chorando, Olho-Tonto? — perguntou Nymphadora, soando descrente.

Ele não estava chorando. Seu olho falso estava sujo ou algo assim, o que irritava a órbita, era apenas isso.

— Trouxe algo — disse ele e mexeu-se levemente, gesticulando para que ela pegasse a bebê. Quando ela a pegou, ele puxou uma folha de pergaminho. Nymphadora inclinou a cabeça, lendo.

— Feitiços?

— O primeiro é um feitiço para entreouvir — falou. — Não funciona a longas distâncias nem em pessoas, só em objetos, mas achei que você pode usar no berço dela e na sua mesa de cabeceira, aí você vai ouvir se ela chorar durante a noite. — Nymphadora o olhou. — Esse aqui — usou um dedo coberto de cicatrizes para cutucar o pergaminho — não vai prestar por alguns meses, mas é para instalar um alarme de perímetro; se ela engatinhar para fora de onde deveria estar, ele vai disparar. — Ele pigarreou e indicou o resto da lista. — Você entende a ideia.

— É perfeito — falou Nymphadora, os olhos brilhantes. — Obrigada, Olho-Tonto.

Ficou por tempo o bastante para ver Lupin voltar com uma mala cheia, várias trocas de roupa e comida para os dois, aí se despediu deles e foi embora.

Usou um beco atrás do hospital para aparatar para outro beco, dessa vez perto do Caldeirão Furado e, de lá, para Hogsmeade e depois para uma padaria muggle em Dorset. Quando teve certeza de que não estava sendo seguido, aparatou para o parque no fim da sua rua e começou a caminhar para casa.

Tudo foi satisfatoriamente tranquilo, pelo menos até chegar ao portão de sua casa. A caixa do correio estava um pouco torta, com a lateral afundada.

Mais perto da casa, as latas de lixo estavam chamuscadas e tremiam; o lixo tinha sido espalhado por todo o gramado. Nenhuma das suas proteções tinha sido tocada nem quebrada, mas ele não estava sozinho; alguém se moveu na varanda, a magia visível ao seu olho mágico. Apontou a varinha para a pessoa na mesma hora.

— 'Noite, Olho-Tonto.

Continua.

N/T: E estamos de volta!