Snape permanecia possesso enquanto sentia as enfermarias do castelo causarem um pequeno formigamento na pele. Sirius não sabia que a última adjacente aos marotos estava viva, escondida e que morreu na tentativa de salvar o Potter. Era mais uma pessoa que ele perdia por Albus Dumbledore não cumprir as próprias promessas e arremessar pessoas como se fossem meras coisas frente de Voldemort e simplesmente agir como se nada tivesse acontecido no minuto seguinte. O homem estava cansado, a primeira missão pós retorno do lorde das trevas foi meses atrás, entretanto ainda não conseguia fechar aos olhos sem que o cheiro de carne sendo queimada lhe invadisse a consciência, e nem os olhos assustados de Hermione quando ele retornou desta. Pessoalmente Snape ainda não havia encontrado com o tirano, e não sabia se o queria fazê-lo no momento, estava em fúria com a morte de McKinnor e os deuses sabiam o quanto ele estava se segurando para não invadir o quarto de Potter aquele momento e tomar a memória sobre o retorno
Andares acima, Hermione permanecia alisando ao pelo do meio amasso enquanto observava a foto. Quem era Marlene McKinnor, por qual motivo ela a conhecia? Seria uma madrinha mágica? Improvável, conhecia muito bem a sua madrinha, era uma muggle-born prima dos seus pais e francesa. A garota lembrava-se de visita-la anos atrás, na verdade as memórias eram mais antigas que a sua primeira demonstração de magia, mas ainda assim se lembra de Louise Granger como uma mulher loura, dos olhos azuis. Hermione olhou novamente para a foto analisando as características e se perguntando quais eram as chances de um glamour?
Não, não haveriam chances. Hermione Granger fo primeira bruxa da família Granger e Marlene McKinnor deveria apenas ter errado por associa-la ao amigo de Harry Potter.
– Eu preciso dormir – Murmurou para si mesmo ao gato que apenas ergueu a cabeça olhando-a – Mas ainda há tanto para ler. Se eu ainda tivesse o vira-tempo, poderia muito bem administrar o meu tempo melhor que o terceiro ano e sem ser pega. – Croockshansks ronronou – Você também concorda, não é mesmo?
O gato pulou do colo para a cama, deitando-se próximo ao pacote que Hermione notará que ainda estava intocável.
Rompendo o selo, ela notou que diversos pequenos livros estavam encantados e colados a um cachecol negro, aparentemente novíssimo. Fazia o estilo dela, ao tempo que ela se sentia culpada por querê-lo.
No pequeno bordado da ponta, pendia um pergaminho que Hermione aumentou e desatou a lê-lo
"Senhorita Granger, este é uma pequena ajuda do corpo docente a certa reunião que foi murmurada pelos corredores no decorrer da semana. P.S.: O cachecol é ao fato ao nosso conhecimento que a senhorita não tenha roupas de frio. Talvez isso a ajude.Hermione observou, desamarrando cada livro da peça e vendo que cada um servia para subir a falta de conhecimento dos anos anteriores. Ela precisava urgentemente lê-los assim como também precisava pôr em dia os seus pergaminhos e enviar uma carta aos seus pais perguntando por sua madrinha.
Hermione sentou-se cansada após colocar todos os livros no malão. Isso a fazia lembrar que precisava pegar a sua bolsa de contas com os gêmeos e os livros adicionais para ajudá-la nos trabalhos de runas. Também que teria de aprender o feitiço de multiplicação em menos dias que Minerva normalmente daria em suas aulas normais. Precisava estudar as falhas em DADA concomitante as aulas do período atual e também prescrever pergaminhos didáticos para ensinar os alunos dos anos abaixo feitiços mais complexos que o EXPERLIAMUS e EXPECTO PATRONUM bem executado de Harry.
Cansada por antecipação, ela dobrou o cachecol, mas a fadiga a impediu de colocá-lo junto ao restante da roupa, dormindo abraçada a ele e tendo como companhia, na outra ponta, Croockshansks.
O dia de quinta feira amanheceu numa rapidez que Hermione resmungou como que a semana havia passado tão rapidamente. Na porta do dormitório estavam Harry, Ronald e Ginny aguardando aos pergaminhos para repassar as pessoas da "Dumbledore Army's" logo no café. Iniciando a rede de trafego de forma que até pelo horário de jantar, todos já tenham posse dos seus pergaminhos. Hermione também se certificou em colocar senhas nos pergaminhos, aprendendo na terça com os gêmeos enquanto confiscava a bolsa de volta.
Também se certificou de está isenta das travessuras que eles aprontariam antes do próximo feriado ou baile, ela não queria perder seu transporte oculto de milhares de livros ilegais caso alguém descobrisse que ela ajudou no contrabando de ilegalidades, e se quisesse saber mais sobre defesas para ajudar Harry e todos aqueles que quisessem se preparar para iminente guerra, deveria manter-se abaixo do radar.
O sábado chegou, e com ele um pequeno grupo tentando manter as aparências trancados a sete chaves na biblioteca, com cabeças enfiadas em livros mesmo que não conseguissem assimilar uma só palavra do que era dito. Após o relógio soar que as últimas carruagens para Hogsmead haviam partido, os alunos começaram a se dispersar a cada vinte tics do relógio. Alguns aglomerando, outros sozinhos. De forma que Fitch estava convicto que as diversas direções que os alunos tomavam, não tinham relações algumas.
Mas Hermione Granger era muito mais esperta que o zelador conseguia imaginar. A biblioteca era o ponto inicial para todos, de forma que cada um tinha a sua pista distinta de como chegar à sala precisa, sendo estas uma volta no pátio ou no próprio salão principal, assim uma massa de alunos não era visto caminhando em fileiras ao sétimo andar.
As cinco e ponto, Neville Longbotton chegou por último, selando a porta com o feitiço ensinado em seu pergaminho, obtendo êxito, e aproximando-se da lareira onde Harry se encontrava, começou as reuniões.
Os dias seguintes eram passados entre biblioteca ajustando os seus trabalhos e multiplicando pergaminhos, vez ou outras tinha ajuda de Ron ou Harry quando não estavam em suas vassouras treinando para os jogos. Também Neville se encarregava de transportar algumas quantidades de livros aleatórios para a mesa de estudo para esconder da inquisidora o conteúdo que estava sendo consumido.
Minerva, Pince, Flitwick, Sinistra, Boubarge e até mesmo Snape estavam fazendo vista grossa em suas aulas na transmissão do conteúdo. Ultimo só retirava pontos quando alunos da Slytherin conseguiam observar a interação, entretanto, os pergaminhos não eram recolhidos e o professor de feitiços afirmava que a concentração dos alunos se encontra melhor em suas aulas.
O diretor Slytherin conseguia vez ou outra desviar os alunos da brigada inquisitorial da rota dos alunos da armada. E quando começou a ser solicitado por Dolores para veritasserum, o professor foi instruído por Minerva a adulterar o soro.
Snape confessou a si mesmo que estava tentado a fazê-lo enquanto observava os frascos quando um pigarro arranhado lhe tirou da ideia
– É o que pedi? – Perguntou a bruxa
– O mais puro – Desdenhou
– Espero que seja mesmo. E para ter certeza de que não vai adulterar as poções, farei testes aleatórios com diversos lotes nas pessoas da equipe e nos meus brigadistas.
– E para qual circunstancia a senhora deseja tanto Veritasserum?
– Recentemente notei certo desinteresse nos alunos em irem a Hogsmead
– Talvez eles tenham criado juízo e se atentado que não faz diferença bater perna?
– Esse mesmo grupo de alunos, ao qual Potter e os Weasley fazem parte, simplesmente somem da biblioteca e reaparecem todos, horas depois, e tomando posse dos arquivos da enfermaria
– Que você não pode fazer isso – Resmungou
– Vi que alguns alunos deram entrada após serem atingidos por feitiços. Feitiços que não deveriam estar sendo ensinados aqui, nesta escola.
– A sua acusação exatamente é...
– Potter está reunindo uma corja para derrubar o ministro. E ele, em pessoa, me incumbiu de investigar isso.
– Então a suas acusações são baseadas em Potter não ter conseguido autorização para o passeio no vilarejo e seus amigos, a maior parte deles sangue-puros que cresceram defendendo-se de feitiços estuporantes, lhes fazendo companhia e defendendo ao "campeão do torneio" de ameaças? – a bruxa sibilou – imaginei
Dolores não respondeu, a isto tomou das mãos do mestre o frasco da poção e caminhou em passos pequenos pelo corredor. Na mesma noite, alguns alunos adentraram o salão chorosos e lançando olhares para o trio na mesma quem ficava mais tensos. Minerva pediu para que Filius consolasse aos de sua casa e Pomona já levava aos dela para a enfermaria. Pomfrey acompanhava aos alunos e alguns Slytherins mostravam orgulho a sua mesa.
O mestre em poções esfregou lentamente a lateral, enquanto inclinava-se para frente. Os olhos do Potter passaram pela mesa e notaram a reação
– Eu acho que Snape teve algo com isso – Murmurou o garoto atraindo a atenção de Hermione e Ron –
– Por que acha isso, Harry?
– São dois Grifyndor, um Ravenclaw e três da Hufflepuff. Nenhum Slytherin foi chamado a sala de Umbridge hoje. E eles parecem estranhamente satisfeitos com cada um quem entrou chorando aqui – Harry esfregou inconsciente a mão onde a cicatriz infringida queimava – Além disso, ouvi boatos que foi usado doses absurdas de Veritasserum hoje
– Comac mencionou mesmo nos treinos – Ron completou – Vocês acham que ela está desconfiada?
Hermione olhou por cima do ombro conseguindo ver Dolores afagando ao rosto de Dracus Malfoy e cumprimentando cordialmente Goyle e Crabbe. Pansy exibia orgulho do outro lado da mesa, como Croockshansks quando espera receber algum elogio pela caça.
– Ela não sabe. Ainda. – Murmurou voltando para os dois – Mas ela desconfia e não vai poupar esforços para conseguir a verdade, seja ela qual for.
– Mas assim que ela pegar alguém da Armada, ela vai saber no instante seguinte – Harry murmurou – Eu não creio que consigamos durar muito. Todas as pessoas pegues são próximas as pessoas que estão conosco.
– O melhor que podemos fazer essa altura é uma pausa. Saber quais as perguntas da professora Umbridge e fazer de tudo para cobrir nossos rastros – Murmurou Ron – Além disso, podemos começar a associar outras coisas e diminuir os grupos.
– Uma proposta interessante, Ron. Mas ainda sim arriscada
– Só não deixar todo mundo saber. – O garoto deu os ombros – Simas, por exemplo, pode ensinar explosões. Dessa forma Harry não estaria sumido quando aulas acontecem.
– Eu poderia ensinar fuga – Ginny sibilou arrastando para próximo do trio – Modéstia, eu sou muito boa desde os dois.
– Hermione...
– Feitiços protetores e poções – Ela suspirou – caso alguém tenha capacidade de aprender
– Você falou como o professor Snape – Ginny riu e Hermione virou a cabeça automaticamente para o homem quem encarava sem animo algum os alunos da sua casa exibindo com mérito os distintivos
– Não. O professor Snape não quebraria uma regra
Na mesma noite, Harry acordou assustado, obrigando os monitores acordarem Hermione que o garoto não conseguia formular uma frase coerente e a única coisa que conseguiram distinguir foi o nome dela além do diretor Dumbledore
– Ele vai matá-lo, Hermione. Tom vai matar o senhor Weasley. Eu vi
A garota levou ambas as mãos a boca assustada por poucos segundos e no instante seguinte e gritou para que saíssem dali e mandassem chamar qualquer professor que estivesse disponível enquanto tentava acalmar Harry com os exercícios de oclumencia.
Severus Snape apareceu grudado ao colarinho da capa do terceiranista que parecia cansado, evidenciado pela fina camada de suor no rosto
– O senhor Weasley, ele... foi atacado. A cobra... Ela vai matá-lo – Snape permaneceu com o rosto impassível enquanto tentava assimilar as palavras. No instante seguinte a mente do Potter sem barreira alguma foi invadida por ele e teve um vislumbre da imagem do Weasley sênior
– Temos alguns minutos – Resmungou para Minerva assim que a sentiu nas suas costas – Pegue todos os bezoares que encontrar no meu laboratório e avise ao St. Mungus que Artur Weasley precisa de cuidados com urgência. Envie a ordem para buscá-lo
A mulher pareceu assustada, mas assim que a ordem fixou em sua mente, ela fez como o pedido, enviando ao patrono.
– Severus... Severus – Chamou seguindo-o assim que o viu passar pelo buraco da parede – Para onde vai?
– Eu vou buscar o antídoto na fonte
– Mas... Oh Merlin. Não me diga quê... – O homem apenas mudou para a escada em movimento deixando-a para trás – Boa sorte meu querido
Severus Snape mal teve tempo para chamar a sua máscara enquanto passeava pelos terrenos do castelo. Assim que a fixou no rosto e expôs a marca, a ponta da varinha tocou o desenho da caveira e no instante seguinte os portões da Malfoy Manor estavam materializando na sua frente
Lucius e Narcisa Malfoy estavam no canto da própria sala, cobertos por Bellatrix Lestrange insanamente sorridente ainda cobertas das fuligens do que restou de Azkaban. O homem torceu o nariz e quando se aproximou do Lorde, no centro da sala, seu estômago revirou ao tempo que subia as paredes e caía sobre os joelhos
– Milorde
