Capítulo novo ^^ Como eu avisei semana passada, hoje teremos conteúdo +18. Sei que algumas pessoas não gostam muito desse tipo de leitura, então sintam-se livres para pular: a narrativa de hoje não influencia diretamente na história como um todo. E, para todos os que gostam, eu ainda não me considero uma boa escritora de conteúdo "hot", então me desculpem desde já qualquer coisa XD (uma amiga minha uma vez me disse que eu escrevo uma "sacanagem muito polida" e eu não sei muito bem o que isso significa, mas fica aí a curiosidade, rs). A ideia desse capítulo veio do fato de que eu achei que aquele fatídico capítulo em Eclipse seria muito diferente se Bella fosse uma vampira e eles estivessem em igualdade de condições... 😉
De resto, boa leitura a todos ❤
Capítulo 11 – Aqui e Agora
- Eu odeio tanto vocês...
Edward riu da voz falsamente irritada de Kate, enquanto mantinha Bella aninhada em seus braços, observando-a ler, bastante concentrada, na biblioteca dos Denali. Era notável como observar sua parceira ficar completamente entretida com um livro era incrivelmente fascinante. Mas, na verdade, não havia nada sobre ela que não o deixasse absolutamente fascinado.
Era realmente quase engraçado como ele parecia literalmente hipnotizado por Bella, especialmente quando olhava a cena dos dois aninhados pela mente de Kate. Claro, para ela, os dois pareciam também um casal de adolescentes humanos patéticos, mas Edward não se importava. Ele provavelmente também seria bastante ranzinza se fosse um vampiro solteiro com mais de mil anos vivendo em uma casa com dois casais perdidamente apaixonados. Por isso, com um sorriso zombeteiro na direção de onde Kate estava, parada na porta da biblioteca, os observando, Edward se inclinou para deixar vários beijos molhados e sonoros no pescoço exposto de Bella.
- Edward! – sua companheira riu, a voz bem-humorada sugerindo que ela estava tentando repreendê-lo, mas rapidamente fechou o livro em sua mão e se remexeu em seu colo até ficar de frente para ele, selando os lábios nos dele enquanto Kate fingia vomitar.
- Tudo bem. – a amiga de Bella reclamou, enojada – Hora de caçar, meninas. Mais cinco minutos disso e eu vou ser a primeira vampira com diabetes.
Ele e Bella gargalharam, enquanto a voz de Irina soou no andar de baixo, alta e clara.
- Oh, deixe-os em paz, Kate! Tanya que é a invejosa entre nós três. – ela riu.
- Querem parar de me provocar por isso? – Tanya choramingou, parada ao lado da porta, esperando as irmãs – Eu prometi que ia deixa-lo em paz e deixei, não é, Edward? – ela perguntou um pouco alto demais, claramente querendo que ele a defendesse - Eu não sou do tipo que gosta de homens comprometidos.
Com um suspiro, Edward apenas afundou ainda mais o nariz no grosso cabelo de Bella, aspirando seu perfume enquanto ela dava uma suave risadinha diante da reação de Tanya. De fato, assim que ambos voltaram para a casa dos Denali após se tornarem parceiros oficialmente, ela havia sido a primeira a encontrar-se com eles, parecendo verdadeiramente arrependida e pedindo mil desculpas por sua teimosia em tentar conquistar Edward, mesmo estando bastante claro que ele estava apaixonado por Bella. Desde então, a vampira havia sido nada mais do que absolutamente respeitosa perto dos dois, esforçando-se ao máximo para ganhar um pouco mais da simpatia tanto dele quanto de Bella.
Naquele dia, por exemplo, Tanya havia planejado uma viagem de caça com as irmãs, aproveitando que Carmen e Eleazar haviam saído há alguns dias para terem algum tempo romântico sozinhos, e assim poder dar um pouco mais de privacidade aos dois. É claro que "privacidade", na cabeça de Tanya, tinha um significado muito específico...
De fato, nas duas últimas semanas de beijos e carícias, desde que ele descobrira que Bella retribuía seus sentimentos, ele tinha travado várias batalhas contra si mesmo para se manter respeitoso com sua amada. Ela era sua vida, seu coração e sua alma. Por isso, merecia infinitamente mais do que simplesmente ser alvo dos desejos ardentes dele logo naqueles primeiros dias. Ele queria dar a ela o tempo necessário para se sentir confortável com a intimidade e, talvez, se ela assim quisesse, também tornar a relação deles mais oficial.
É claro, ele tinha consciência de que os humanos haviam mudado bastante de concepção sobre o que era adequado em relação à primeira noite de um casal... Ainda assim, sua parte sonhadora havia prosperado bastante desde que se mostrara correta, e ele não podia deixar de pensar se Bella gostaria de seguir as tradições da maneira convencional, como ele sempre pensara que seguiria, quando era humano... Cortejo, amor, casamento... E só então intimidade. É claro, jamais haveria nada de muito convencional entre um casal de vampiros como eles, mas, ainda assim...
Ele queria dar aquilo à Bella. E, sendo franco, queria aquilo também para si mesmo. Alianças, véu e grinalda, dar a ela seu sobrenome... Vê-la de branco, andando pelo altar em direção a ele...
Soava tão perfeito...
- Vamos logo, antes que eles decidam se engolir. – Kate revirou os olhos, tirando-o de seus sonhos românticos, enquanto descia as escadas de encontro às irmãs.
- Tenham um bom final de semana, queridos. – o duplo sentido era aparente na voz sorridente de Irina.
Sozinhos?, Tanya pensou enquanto abria a porta principal, com uma gargalhada maliciosa, Aposto que eles vão ter um final de semana muito melhor que o nosso.
- Tente finalmente dar um pouco prazer a essa pobre garota, Edward. – Kate disse, sendo a única do trio cujo tom de voz era totalmente sério – Eu consigo sentir a frustração dela daqui.
Bella teve tempo apenas de arfar, terrivelmente envergonhada, antes das irmãs Denali, rindo entre si, dispararem porta afora, deixando-os completamente sozinhos. Por mais que aquele tipo de comentário vindo delas não fosse exatamente raro naquelas últimas duas semanas, ainda assim Edward se revirou um pouco, desconfortável.
Ele não era tolo o suficiente para não levar em consideração as opiniões das Denali novamente: ele sabia que elas estavam certas em pensar que Bella o desejava também. E ele não era alheio àquilo, de maneira nenhuma. Quando ela estava em seus braços, ele reconhecia o desejo, a necessidade, o convite ardente... Não era por falta de desejo mútuo que eles não haviam se entregado ao prazer ainda. Era apenas porque ele ainda não tinha certeza se ela queria aquilo por completo: estaria ela se rendendo aos próprios desejos ou apenas tentando agradá-lo? Será que ela não queria algum compromisso, antes deles... Compartilharem a cama?
Quem sabe eles pudessem conversar sobre aquilo naquele dia, já que estavam sozinhos...
Vendo que ela continuava com aquela expressão mortificada, ele riu baixinho antes de traçar um caminho de beijos por sua testa até um dos cantos de sua boca, sentindo-a, aos poucos, relaxar em seus braços. Gentilmente, ele murmurou contra seu ouvido.
- E então? O que a minha parceira gostaria de fazer hoje? – ele sentiu a pele do braço dela se arrepiar sob a ponta de seus dedos.
Bella engoliu em seco, desviando os olhos para a enorme estante de livros diante deles, com uma expressão pensativa no rosto. Alguns minutos de puro silêncio se passaram e ele teve que morder a língua para não pedir que ela lhe mostrasse o que estava se passando em sua mente. Bella presava por sua privacidade mais do que tudo e Edward a compreendia e respeitava. Todavia, em momentos como aqueles, em que ela parecia preocupada e indisposta a compartilhar seus problemas com ele, Edward se sentia extremamente ansioso.
Era sempre uma tortura não ver aquele sorriso lindo no rosto dela.
- Eu... – ela finalmente disse, embora ainda parecesse insegura – Realmente gostei desse livro... Acho que quero guarda-lo no quarto onde estou ficando. Será que... – ela o olhou por cima dos cílios – Você quer vir comigo?
Ainda sem entender o porquê de ela parecer tão nervosa, ele sorriu – Mas é claro, amor.
Na velocidade humana, ela se levantou do colo dele, pegando sua mão antes de começar a subir as escadas com ele. E não lhe passou despercebido o fato de que, mesmo depois de quase 05 semanas com os Denali, Bella ainda não se sentira confortável o suficiente para chamar o quarto que eles haviam reservado para ela de "meu quarto". Mesmo que aquela família estivesse sendo nada mais do que incrivelmente hospitaleira com eles, era perceptível que Bella não considerava o Alaska seu lar – provavelmente por ainda sentir o peso da perda de sua vida em Forks.
E, mais do que tudo, ele desejou poder dar aquilo a ela, também: um lugar que os dois poderiam chamar de lar, onde ele poderia ouvi-la dizer "nossa casa", "nosso quarto".
Nossa cama.
Engolindo em seco, ele tentou se concentrar somente na nova ideia se formando em sua mente. A vida nômade poderia ser um pouco solitária, mesmo quando em par, e ele simplesmente não imaginava Bella nela. Mas ele podia vê-la em uma bela casa, com uma decoração simples e requintada e uma enorme biblioteca... Talvez até mesmo um piano, no qual ele poderia voltar a tocar... Lutando para desviar os olhos do movimento cadenciado dos quadris dela bem em frente a ele, enquanto Bella subia as escadas, Edward se perguntou se ela gostaria da melodia que estava se construindo em sua mente a muito tempo: uma canção inspirada nela, cujas as notas eram um ode à sua resplandecência...
Ele ficou quase agradecido quando eles finalmente entraram no quarto e Bella o guiou até a cama de casal que havia no quarto, - uma das únicas que havia na casa fora do quarto de Carmen e Eleazar e que, até onde ele sabia, servia muito mais como sofá do que para sua função original - movendo-se ainda na velocidade humana para guardar o livro que carregava na pequena estante perto da janela. Naquele primeiro mês, ele havia notado que Bella desenvolvera a tradição de tirar seus livros favoritos da biblioteca, com a permissão de Carmen, e guarda-los no quarto em que estava, mas não tinha se dado conta do porquê, até finalmente entender que ela simplesmente não gostava de descer, por mais veloz que fosse, e arriscar encontrar Tanya insinuando-se para ele. E, mesmo agora, que aquele problema não existia mais, ela continuava colecionando seus livros naquela estante.
E ele já havia decorado o nome de todos eles, para compra-los para ela e coloca-los em sua nova casa, quando fosse possível.
Assim que Bella se virou, ele ficou surpreso ao notar o quanto ela parecia nervosa, andando lentamente - quase temerosamente, na verdade – até ele e sentando-se timidamente em seu colo, antes de se tornar uma perfeita pedra aconchegada nele – demonstrando como ela estava tensa.
- Está tudo bem, meu amor? – ele colocou várias mechas do cabelo dela atrás de sua orelha, para ver melhor seu rosto - Parece nervosa.
- N-não... – ela gaguejou, obviamente não melhorando em nada suas preocupações; todavia, conforme ela o fitava fixamente e ficava cada vez mais claro que algo a estava incomodando profundamente, ele estava prestes a implorar que ela lhe dissesse o que havia de errado, quando Bella finalmente falou novamente, parecendo mais temorosa do que nunca – Edward... Se eu fizer uma pergunta... Você me responderia de maneira sincera?
- Mas é claro. – ele acariciou seu rosto, angustiado – Por favor, me diga o que está errado.
- Você... – ela engoliu em seco - Me acha atraente?
- Mas é claro. – Edward assentiu, pasmo; aquela era a pergunta que a estava deixando tão aflita? – Você é a mulher mais esplêndida que já conheci, Isabella. – ele afirmou com veemência, selando os lábios apaixonadamente sobre os dela, demorando-se ali vários minutos, antes de continuar – Como pode pensar o contrário? – ele questionou, atônito.
- Se é assim porque você... – ela se interrompeu de repente, hesitante – Quer dizer, por que nós nunca...? – parando novamente, ela passou um longo momento em silêncio, antes de reerguer a cabeça, parecendo determinada, e puxá-lo com firmeza para um beijo apaixonado.
Ainda confuso, mas rapidamente se deixando envolver pelo prazer de seu beijo, Edward envolveu seus braços em sua cintura com mais força, deixando escapar um gemido ao senti-la pressionar-se com afinco sobre o peito dele, permitindo que ele sentisse o formato perfeito de seus seios mesmo sobre as camadas de tecido. O som pareceu ter um efeito afrodisíaco sobre Bella, que enterrou ambas as mãos em seu cabelo antes de puxa-lo para si com avidez, aprofundando o beijo e intoxicando-o com seu gosto doce.
Completamente alheio a tudo que não fossem as sensações de seus lábios e de suas mãos passeando sem qualquer pudor por seus ombros e costas, Edward permitiu que suas mãos fizessem o mesmo, percorrendo desde seu pescoço, até seu quadril e as coxas, repentinamente odiando o maldito tecido que o impedia de tocá-la por completo...
E ele só se deu conta do que havia feito ao ouvir o tecido de seu jeans rasgar-se audivelmente, deixando um grande buraco que revelava a pele alva da coxa esquerda.
Pasmo e sobressaltado pelo que tinha feito, Edward imediatamente afastou-se do beijo, sem perceber que Bella ainda estava aninhada a ele, obviamente não querendo interromper aquele momento.
- Eu... Eu sinto muito, Bella. – ele balançou a cabeça, olhando para sua pele exposta, desorientado – Eu não queria fazer isso...
- Por que não?! – a explosão entristecida e frustrada de Bella o deixou ainda mais perplexo – Como quer que eu acredite que me acha atraente... Quando é óbvio que não me deseja? – ela suspirou, desapontada.
- Não desejo você? – ele repetiu, incrédulo – Bella, porque diabos acha que eu acabei de literalmente rasgar suas roupas?
- Por que não continua rasgando então? – ela o desafiou, inflando as bochechas daquela maneira adorável que ele tanto amava – Se realmente me deseja, por que sempre para em momentos como esse? Por que não quer fazer amor comigo? – ela questionou, obviamente magoada.
- É isso o que você pensa? – estarrecido, Edward colocou ambas as mãos em seu rosto, obrigando-a a olhá-lo novamente, para assim absorver a verdade em suas palavras – Bella, não há nada que eu queria mais no mundo do que você. E, por mais que eu não me orgulhe disso, tenho desejado o seu corpo desde a conheci. – ele suspirou. – Desejo tanto que às vezes me sinto louco, fora de mim, como agora... – ele correu os dedos pela carne nua e macia de sua coxa, fazendo os dois se arrepiarem.
- Se isso é verdade, por que não podemos continuar? – ela arregalou os olhos, exasperada – Eu quero você e você me quer... Por que ainda não fizemos isso, se você realmente me deseja?
- É justamente porque eu não sou o único que tem que querer isso, Bella. – ele balançou a cabeça, tentando se explicar – Não quero que pense que posso lhe oferecer apenas isso... – ele acariciou seu rosto carinhosamente – Porque, Bella... Se você quiser mais, eu darei.
- Mais? – ela questionou, absolutamente confusa – O que mais pode haver?
Ele riu de sua expressão – Estou falando de tradições um pouco mais... Humanas, Bella. – ele percorreu suavemente sua mão com a ponta dos dedos, concentrando-se no dedo anelar da mão esquerda – Você... Gostaria de se casar, amor? – ele perguntou impulsivamente, imediatamente se arrependendo do pedido abrupto; um momento como aquele devia ser romântico e inesquecível, não repentino.
- Casar? – Bella perguntou, não encantada ou revoltada, apenas... Horrorizada?
Sua reação quase de pânico chegou a surpreendê-lo – e também magoá-lo um pouco - por alguns instantes, até que ele se recordou de tudo o que ela havia lhe contado sobre o relacionamento de seus pais e, repentinamente, sua reação adquiriu bastante sentido: durante sua vida, diferente dele, Bella não tivera quaisquer exemplos de relacionamentos bem-sucedidos. Para seus pais, o casamento fora apenas um ato impetuoso que resultara em mágoas e dificuldades, ao invés de felicidade.
Sendo racional, ele compreendia porque Bella separava o amor da instituição do casamento. Ele lera sua mente, então jamais duvidaria da profundidade de seus sentimentos por ele. Ainda assim, não pôde conter a pequena parte em seu coração que se partiu um pouco ao saber que ela provavelmente jamais aceitaria se casar com ele.
- Acho que isso é um não, certo? – ele tentou rir, não querendo perturba-la, mas, ao ver sua expressão tornar-se terrivelmente arrependida, Edward soube que não havia sido bem sucedido.
- Não, Edward, não é que eu não queira me casar com você. Por favor, não fique magoado. – ela implorou, acariciando suavemente suas têmporas – É só que... – ela mordeu o lábio, obviamente desconcertada – Eu... Eu apenas nunca pensei que me casaria um dia e... Não sei. Tudo nessa vida vampira é tão intenso e eterno... – ela deu um pequeno sorriso – E um casamento é tão... Humano. – ela torceu o nariz, como se aquilo fosse algum ruim – Eu apenas... Não pensei que uma coisa teria a ver com a outra. Somos um do outro para sempre, não é? – ela questionou, olhando-o amorosamente – Por que precisamos de algo tão formal como um casamento? – era quase risível como aquela palavra saía da boca dela no formato de rosnado, como se fosse algo repugnante de se dizer – Ou no mundo dos vampiros a fornicação é algum tipo de crime e eu ainda não sei?
- Não. – ele riu – E, até onde sei, a maioria dos vampiros realmente não recorre à instituição do casamento. Afinal, é um pouco difícil estar na presença de um padre humano sem querer mata-lo. – ele deu um meio-sorriso diante do humor negro.
- Então... – Bella questionou, confusa, como se ele estivesse dizendo algo incompreensível – Por que?
- Bem, porque... – ele explicou, repentinamente tímido – Era como as coisas funcionavam quando eu era humano. Foi como eu fui ensinado. Quando um homem amava e respeitava uma mulher, ele a desposava, antes de se deitar com ela. Ultrapassado, eu sei. – ele suspirou – Mas, depois que me separei dos Cullen, nunca me preocupei em aprender os novos costumes...
- Eu gosto do seu jeito ultrapassado. – ela o consolou com um sorriso divertido, erguendo o pescoço para beijá-lo amorosamente, mas logo seu rosto se tornou preocupado – Então... Você não quer fazer isso antes do casamento?
- Só vamos nos casar se você quiser, Bella. – ele a assegurou – A única razão para estarmos tendo toda essa conversa é por conta disso. Não quero que pense que eu não respeitaria essas tradições por você, se quisesse. Se você quiser esperar, esperaremos.
Bella permaneceu congelada por algum tempo, visivelmente abismada, deixando-o no limite da preocupação, pronto para perguntar-lhe o que estava pensando que parecia tão terrível, quando ela finalmente perguntou, com voz vazia.
- Está me dizendo que não fizemos amor até agora porque você achou que eu queria me casar?
- Sim. – ele confirmou, ainda sem entender sua reação – Tive medo de que pensasse que eu só a desejava fisicamente e que não atenderia seus desejos, caso quisesse um nível mais alto de compromisso.
- O para sempre não é o suficiente? – ela perguntou, ainda lacônica.
- É claro que é. – ele sorriu apaixonadamente – Mas eu gostaria de ter todos os tipos de para sempre com você, Bella. Quero que sejamos um do outro de todas as formas possíveis. E, se você também quiser, estou disposto a isso.
- Você é tão impossivelmente perfeito. – ela mordeu o lábio, ainda parecendo incrédula – Eu amo você, Edward e também quero ser sua de todas as formas. Mas não temos como nos casar hoje, certo? Então, hoje, você vai fazer amor comigo. – ela proclamou, calma e determinada.
- Você quer mesmo? Quer dizer, se casar? – ele sorriu, deliciado e ainda um pouco temoroso – Porque, se quiser esperar, nós não precisamos...
Repentinamente, ele se viu sendo jogado com certa rudeza na cama, fazendo a armação de metal ranger audivelmente. Surpreso, ele viu Bella avançar para cima dele em um átimo, sentando sobre seu quadril e, para sua total surpresa e deleite, rasgar a camisa para fora do próprio peito, ficando apenas com um delicado sutiã azul-escuro que contrastava deliciosamente com sua pele cremosa, enquanto rugia, determinada.
- Nós precisamos sim! – ela o olhou, lindamente irritada, antes de se inclinar e rasgar a camisa dele também, fazendo-a virar um monte de trapos em uma velocidade impressionante – Porque, se você continuar me negando isso, eu vou ficar louca! Agora, o que você me diz? – ela cruzou os braços sobre o peito, lindamente emburrada como sempre, o que fez com que seus seios fossem pressionados juntos, quase transbordando através do material fino do sutiã, como se estivessem se oferecendo para ele...
Com um grunhido de rendição que soou mais como um ronronar necessitado, em um piscar de olhos Edward estava sentando na cama, com a boca na dela, entregando-se completamente àquela fome devassa que vinha consumindo-o desde que a conheceu. Gemendo satisfeita contra ele, Bella desceu as unhas lentamente por seu peito, até chegar ao limite de sua calça e despedaçar seu cinto. Completamente perdido nas carícias dela, ele passou suas mãos por sua barriga, seus quadris, suas costas, dando-lhe afagos ardentes enquanto descia seus beijos por seu pescoço, seus ombros, o inícios do seios...
E, assim que seus lábios alcançaram a pele sensível que a renda azul não cobria, Bella soltou um arfar quase choroso e, antes que Edward sequer percebesse seus movimentos, ela já havia destruído a parte de trás do sutiã e o arremessado para longe, deixando os seios alvos nus, com os mamilos deliciosamente erriçados e completamente a sua mercê. Sentindo-se completamente feroz, quase como se não fosse mais capaz de raciocinar, ele deixou que suas mãos e boca descessem sobre cada parte do peito dela, afagando a pele macia, sentindo o formato de seus seios se encaixar perfeitamente em suas mãos, - como se tivessem sido feitos para que ele os segurasse e acariciasse a carne suave – e torcendo e lambendo os bicos de maneira propositalmente branda, adorando e provocando o corpo dela até que Bella o empurrou para cama novamente, estourando o botão de sua calça e transformando o tecido em farrapos em menos de um segundo.
No passado, quando ele ainda estava no início daquela nova existência e escutava Carlisle e Esme cogitarem em suas mentes como ele seria mais feliz se encontrasse o amor, – em todas as suas formas, desde a sentimental até a física – sempre imaginara que aquele momento de intimidade seria extremamente vergonhoso. Afinal, um momento tão grande de exposição para alguém tão reservado quanto ele não poderia ser mais do que uma tortura, na teoria.
Contudo, naquele momento, quando Bella o livrou da última peça de roupa que o cobria, deixando-o completamente nu diante dela, ele não se sentiu envergonhado. Diante do desejo e da admiração nos olhos dela ao percorrem-no de cima a baixo, ele se sentiu poderoso, selvagem, voraz...
Livre.
Afogando-se na necessidade que tinha por fazer aquela mulher sua de todas as maneiras.
E, quando ela envolveu as mãos ao longo de sua extensão muito dura e começou a masturba-lo com movimentos lentos, ele sentiu tudo, menos vergonha. Por baixo do desejo expeço e do delírio do prazer, tudo naquele momento parecia natural, correto...
Perfeito.
Sentindo os olhos rolarem para trás diante daquela sensação inebriante, ele se forçou a manter-se concentrado para ver a expressão no rosto de Bella enquanto lhe dava prazer: com o lábio inferior preso entre os dentes e os olhos famintos focados em sua ereção, ela parecia ter abandonado as inibições tanto quando ele. Rosnando baixo ao senti-la passar as unhas delicadamente pela cabeça grossa, usando as frias gotas peroladas que começavam a escorrer dali para lubrifica-lo e facilitar seus movimentos enlouquecedores, ele impetuosamente se lançou para frente, envolvendo-a firmemente com os braços.
Cantarolando de prazer contra sua boca, Bella manteve as mãozinhas atrevidas intensamente ocupadas, enquanto ele dilacerava o jeans, os sons graves de rasgos rapidamente dando lugar aos doces gemidos dela quando ele correu as mãos pelas pernas nuas sem demora, percorrendo cada centímetro da pele macia com a ponta dos dedos. Finalmente, após tomar seu tempo deleitando-se com as coxas carnudas, ele encontrou as bordas da calcinha de renda em seu quadril – o tecido delicado sentindo-se tão frágil quanto uma bolha de sabão contra as pontas de seus dedos.
Ao senti-lo pulverizar a renda azul com apenas alguns suaves atritos entre dedos, Bella rompeu o beijo, aparentemente para poder observá-lo, com os olhos cor de âmbar nublados de prazer, enquanto Edward corria os olhos e as mãos em direção a sua nudez. Um rosnado primitivo, saído de seu peito tenso de desejo, encheu o quarto quando ele a viu afastar as pernas sob seu colo, avidamente oferecendo-lhe a pequena abertura encharcada. Sentindo sua boca encher-se de veneno, agora por uma sede muito diferente da habitual, ele usou uma das mãos para enlaça-la pelo quadril, enquanto a outra percorreu toda a extensão de seu corpo, demorando-se em seus seios, passando pela pele sensível da barriga e do quadril, até finalmente permitir que dois de seus dedos acariciassem gentilmente a intimidade pulsante, sentindo a textura macia e suculenta da delicada carne rosa pálido.
Hipnotizado pela visão deslumbrante de Bella diante dele, - com a cabeça jogada para trás, os olhos fechados de prazer e suaves suspiros trêmulos e desejosos escapando dos lábios cheios, enquanto continuava a dar-lhe a melhor das sensações que já havia experimentado, com as mãos sedosas agilmente fechadas em torno de seu pênis, levando-o à loucura – ele lentamente mergulhou um dos dedos na entrada úmida, arrancando um gemido intenso de ambos. Tomado pela necessidade de ouvir aquele som delicioso novamente, ele se empurrou mais fundo dentro dela, grunhindo ferozmente ao sentir o quanto ela era apertada e convidativa por dentro, revestindo seus dedos com umidade, especialmente quando ele usou o polegar para provocar com círculos suaves o pequeno botão rígido bem acima de sua entrada.
E os altos e necessitados gemidos de prazer vindos de Bella apenas o estimularam a penetrá-la com ainda mais afinco, acariciando as paredes voluntariosas, que se apertavam avidamente em torno dele a cada investida, como se quisessem manter seus dedos enterrados dentro dela para sempre. Visivelmente perdida em prazer, Bella inclinou-se sobre ele, repousando o rosto gelidamente febril em seu ombro enquanto movia os quadris duramente contra os movimentos implacáveis de sua mão, enquanto gemia loucamente, tornando seus toques em seu pênis frenéticos e instáveis. Contudo, foi apenas quando ele intensificou, com uma velocidade inumana, as carícias ardentes de seus dedos dentro dela, que Bella literalmente rugiu e colocou ambas as mãos em seus ombros para poder atira-lo sobre a cama, montando em seu quadril logo em seguida, sua intimidade pulsante deixando um rastro de umidade em sua coxa quando ela começou a se esfregar ali, parecendo terrivelmente ávida por alguma fricção, enquanto agarrava seu membro novamente.
Perdido no mais profundo prazer, Edward a observou separar as lindas pernas alvas sobre seu colo, afastando as coxas carnudas assim que se sentou sobre ele, dando-lhe um visão delirante de ambas suas entradas excitadas e pulsantes, que pareciam quase implorar para que ele se enterra-se profundamente em cada uma delas. Lambendo os lábios, ainda com a expressão repleta apenas do mais incessante desejo, Bella lhe deu mais alguns golpes duros antes de começar a guiar aquela dolorosamente longa e espessa prova de sua necessidade por ela até as dobras cremosas e pulsantes... Até que ele estendeu os braços para apertar descaradamente a carne de suas coxas enquanto a ajudava a se posicionar sobre sua ereção colossal e os olhos perdidos de Bella repentinamente foram atraídos para a cicatriz de mordida em seu braço esquerdo.
Surpreso e, mais do que tudo, confuso, Edward a viu literalmente ficar paralisada no meio do caminho, literalmente a apenas alguns poucos centímetros de descer o quadril e deixa-lo deslizar dentro daquele pequeno paraíso apertado entre suas pernas. Engolindo em seco, ele teve que se conter para não ceder ao desejo desesperador de impulsionar o quadril para cima, tentando se concentrar apenas na preocupação que encheu seu peito conforme a tristeza tingiu a expressão de Bella, que tocou longamente a cicatriz em seu braço, antes de finalmente falar, a voz parecendo perturbada, mas, principalmente, culpada.
- Você... Você realmente quer isso? – ela perguntou-lhe lentamente, surpreendendo-o ainda mais.
- Do que está falando, Bella? – ele perguntou entre dentes, desviando o olhar para o gigantesco e palpitante membro entre eles, perguntando-se se aquela evidência já não era suficiente para que ela percebesse o quanto ele estava literalmente doendo por ela.
- Não, não estou falando fisicamente... – Bella esclareceu, mordendo os lábios, obviamente tensa – É que... Droga, Edward, eu joguei você na cama e rasguei suas roupas, mesmo depois que você deixou claro que gostaria de se casar antes! – ela desviou os olhos dos dele, envergonhada, fitando novamente sua cicatriz – Você está sempre fazendo sacrifícios por mim, tentando fazer o que eu quero, o que me deixa feliz... Nosso relacionamento não pode ser assim! – sua exclamação tinha um tom desolado que fez o coração dele apertar - Não quero que faça amor comigo só para me agradar ou porque estou obrigando você. Eu amo você e quero que esteja feliz... – para seu total desespero, ela se afastou dele, sentando-se na ponta da cama e abraçando a si mesma, escondendo sua nudez o máximo possível – Quero que façamos amor porque ambos queremos, não apenas eu. Por isso... Se você quiser se casar e isso te fizer feliz... Eu aceito. – ela deu um sorriso triste, mas que também transbordava amor por ele – Posso esperar o tempo que for necessário até você sentir que está na hora de consumarmos isso.
Por um segundo, ele permaneceu tão absolutamente perplexo que sequer conseguiu responde-la. Finalmente, quando Bella, ainda claramente se sentindo muito culpada, perdida naquela ideia louca de que ela estava "forçando-o" a possui-la, Edward soltou um grunhido irritado – não com ela, mas com aquele pensamento terrivelmente absurdo – e, tornando-se um borrão, a alcançou antes mesmo que seus pés pudessem tocar o chão do quarto, prendendo-a entre seus braços novamente. A posição, que a forçou a envolver as pernas em torno de sua cintura e colar seu tronco contra o dele, acabou por pressionar os seios dela contra seu peito e deixar sua intimidade perfeitamente aninhada contra sua ereção. Enquanto ambos gemiam de prazer juntos, ele afundou o nariz em seu cabelo, respirando profundamente seu cheiro antes de mover o rosto para lamber longamente seu pescoço e erguer as mãos para provocar seus mamilos entre os dedos, o que fez sua parceira choramingar, além da nova onda de umidade que ele sentiu revestir sua vagina.
- Você sente isso? – ele rosnou, esfregando a extensão maciça de seu pênis contra as dobras molhadas ao seu redor e fazendo-a gemer profundamente, contendo-se para não ceder ao desejo de penetrá-la – Como pode pensar que me sinto obrigado a fazer amor com você? – a palavra era tão exasperante que saiu de sua boca com um grunhido – Bella, eu posso ter sido criado com princípios diferentes e confesso que adoraria poder colocar um anel no seu dedo um dia... – ele suspirou, cruzando os dedos de uma mão com os dela – Mas isso não quer dizer que eu deseje você menos, Bella. Não percebe? – ele emoldurou seu rosto entre as mãos, garantindo que ela encontrasse seu olhar e percebesse o amor e a verdade em suas palavras – Antes de você, meu mundo era apenas escuridão. Nunca sequer ousei ter esperança de que um monstro como eu pudesse encontrar alguma felicidade ou razão para viver durante essa existência imortal. E então... – ele sorriu para ela, completamente encantado – Você surgiu. E tornou meu mundo tão luminoso que eu sequer soube como reagir: me sentia culpado, já que sabia que nunca poderia ser digno de você, mas ainda assim tinha medo de te perder e voltar para aquele terrível mundo de sombras novamente... Medo de nunca mais poder estar com a única mulher que eu amo e que sempre amarei. – ele acariciou seu lindo rosto deslumbrado – Acho que jamais vou conseguir compreender porque você também me ama ou porque fui merecedor de algo tão precioso quanto o seu amor, mas... Sei que, enquanto você me quiser, Bella, eu vou estar aqui, disposto a ter tudo o que puder com você. Quero ser seu noivo, seu marido, seu amante... E não importa em que ordem essas coisas aconteçam. – ele roçou os lábios nos dela gentilmente – Eu apenas quero você. Aqui. E agora.
Ele só foi capaz de admirar o brilho maravilhado nos olhos dela, diante de suas palavras, por um rápido segundo, antes que Bella o puxasse para perto, envolvendo-o em um beijo quente e instigante que acendeu a chama da paixão novamente. Deitando-se na cama enquanto permanecia apertando-a contra si, Edward desceu seus beijos para seu pescoço, ombros e seios, enquanto os gemidos dela enchiam o quarto.
Ainda deliciando-se com cada parte do corpo nu de sua parceira, Edward soltou um gemido, que praticamente fez o quarto tremer, ao senti-la correr os dedos por seu pênis enquanto o alinhava contra sua intimidade, usando a cabeça inchada, de onde o líquido pré-seminal escorria mais do que nunca, para percorrer todo o caminho desde o clitóris sensível até finalmente chegar na entrada trêmula de desejo, abaixando-se o suficiente para permitir que a ponta de seu pênis a penetrasse, esticando apenas brandamente a carne úmida, mas que ainda assim os fez quase gritar de tanto prazer.
Centímetro por centímetro, os dois se perderam lentamente em seu crescente êxtase, enquanto Bella o acolhia no calor apertado e enlouquecedoramente acolhedor de sua intimidade. Em determinado momento, ele sentiu a pequena barreira dentro dela se romper diante de sua penetração, o hímen um pouco mais firme do que ele imaginava ser o de uma humana, mas que obviamente não causou qualquer dor a Bella quando foi desfeito. Por fim, quando ela finalmente sentou-se sobre seu quadril, com seu membro totalmente enterrado dentro dela, eles permaneceram alguns segundos apenas desfrutando da sensação indescritível de intimidade, de estarem literalmente ligados como um, enquanto suas paredes macias se apertavam ao redor dele, provocando cada terminação nervosa que o corpo dele tinha.
Após passar vários momentos – que foram ao mesmo tempo longos como anos e curtos como um piscar de olhos – ele cravou os dedos firmemente na carne de seus quadris, agarrando-a e estimulando-a a se erguer sobre ele, retirando-o de dentro dela novamente lentamente, antes que Bella, após um gemido sôfrego e cheio de desejo, descesse sobre ele em ímpeto, empalando-se contra ele com força.
A partir ali, eles se perderam em movimentos selvagens, buscando apenas saciar seu prazer enquanto ele saia e entrava com força de dentro dela, gemendo e delirando a cada momento em que seu membro, cada vez maior e mais excitado, esfregava-se avidamente contra suas dobras úmidas e deliciosamente sensíveis, apertando-o intensamente enquanto os sons perversamente eróticos de prazer lascivo e de carne contra carne os rodeavam.
Ávido por ouvir seus gritos e gemidos se tornarem cada vez mais altos, ele intensificou ainda mais sua penetração frenética, ignorando o ranger metálico da cama se retorcendo abaixo deles, enquanto suas mãos e boca passeavam pelo corpo dela, descobrindo os pequenos pontos sensíveis e eróticos que a deixavam impossivelmente mais encharcada conforme ela afastava as coxas ao máximo, convidando-o a invadi-la por completo. Sem qualquer pudor, ele beijou e lambeu seu pescoço, correndo as mãos por suas costas, nádegas e pernas macias. Torceu e sugou avidamente os pequenos mamilos entumecidos, ao mesmo tempo em que dedilhou impetuosamente o pequeno clitóris endurecido de prazer.
Eles permaneceram naquela crescente infinita de puro prazer por um tempo que ele estava alheio demais para sequer mensurar quanto. O cheiro doce de sexo ao redor deles apenas serviu para tornar o momento ainda mais intenso, quase doloroso, conforme aquela sensação indescritível se construía dentro de seu ventre, e aparentemente também no de Bella, a julgar pela maneira como seu interior o apertava quase ao ponto de doer, sentindo-se como se estivesse querendo sugar seu gozo de dentro dele, faminta.
Por fim, quando o aperto dentro dela travou-se ao redor dele e as paredes úmidas e cremosas começaram a estremecer com força, arrancando dele um gemido quase sofrido de tanto prazer, Bella soltou um grito agudo e satisfeito, vindo do fundo da garganta, claramente uma catarse, enquanto tombava contra ele, gozando com tanta força que seu corpo espasmou por completo sobre ele. Tomado pela sensação indescritível do ápice do prazer dela, enquanto suas apertadas dobras tremulavam desesperadamente contra a dureza de seu pênis, ele soltou um grunhido estrangulado quando a sensação em seu ventre explodiu, fazendo-o sentir quase como se houvesse saído de seu corpo e sido mergulhado em uma dimensão de puro prazer, onde não existia nada além da sensação inebriante do corpo de Bella e de seu membro revestindo suas dobras cremosas com gozo espeço e frio.
Após o que pareceu uma eternidade de pura satisfação, ele recuperou um pouco da consciência, voltando a sentir a sensação de seus membros aos poucos, ainda aproveitando os últimos vestígios de seu orgasmo e até mesmo um pouco chocado pela intensidade daquela experiência. Para seu enorme constrangimento, ele já ouvira na mente de outros qual era a sensação do auge do amor carnal e registrara, por alto, que o orgasmo era ainda mais intenso para os vampiros do que para os mortais, mas aqueles pensamentos ávidos sempre lhe pareceram exagerados, quase fantasiosos. A sensação parecia surreal demais em suas mentes e ele a tinha subestimado ao longo de seus anos solitários. Agora, porém, após viver aquela experiência sublime, ele sentia-se maravilhado e, principalmente, viciado.
Surpreendentemente, ele se sentiu quase como um recém-criado novamente, mas, ao invés de sangue, ele estava ardendo por Bella. Por seu corpo, por seu cheiro, sua pele, sua presença...
Por ela inteira.
Deliciado, ele observou sua companheira, com os cabelos revoltos sobre o rosto, revirar-se suavemente sobre seu peito, o grande sorriso satisfeito revelando que ela estava aos poucos começando a retornar à realidade também.
- Eu amo você. – foi tudo o que ele pode dizer-lhe, enquanto a apertava ainda mais entre os braços, ainda profundamente enterrado em seu interior encharcado e levemente trêmulo – Mais do que jamais vou poder expressar.
- Eu também amo você, Edward. Mais do que qualquer coisa. – ela sussurrou alegremente, erguendo os olhos brilhantes para encará-lo – E, à propósito, eu vou querer você para sempre.
Ele riu. É claro que ela havia se concentrado naquela parte específica de sua declaração. E, naquele momento sublime de puro amor e prazer, em que ele era literalmente um com ela, Edward não permitiu que nenhuma de suas inseguranças e temores malucassem aquele instante perfeito. Eles faziam parte de seu antigo mundo de escuridão e, mais do que nunca, com Bella ali diante dele, era difícil lembrar qual era a sensação de estar mergulhado nele – sendo parte dele, apenas mais um entre as sombras. Assim, ele se inclinou para beijá-la, deixando que apenas a alegria imensurável de amar e ser amado por aquela mulher inigualável preenchessem seu peito.
- Para todo o sempre, minha Bella.
