OLÁ! FELIZ NATAL E ANO NOVO ATRASADO GALERA! QUE 2021 SEJA REPLETO DE COISAS BOAS E MUITAS HISTÓRIAS...

VALORIZEM UMA ESCRITORA!

DESSA VEZ EU NEM DEMOREI TANTO! ATÉ MEREÇO UM PRÊMIO! ACEITO VÁRIAS REVIEWS KKKKKK...

VOLTANDO A LEMBRAR O QUE TINHA IMAGINADO PARA A HISTÓRIA, OBVIAMENTE MUITA COISA NECESSITA DE ESCLARECIMENTO AINDA, MAS VAMOS RESOLVENDO DE POUQUINHO, EM POUQUINHO.

BOA LEITURA GALERA!

REVIEWS

k-chan98: Oiiiieeee! Pelo visto dessa vez foi só a gente! Também estava com saudade de escrever essa história, mas algumas vezes a inspiração fica escassa e o ano de 2020 passou voando, apesar dos perrengues. Agora quem será que está chegando? Bommmm...só lendo para saber kkkkkkkkk. Até a próxima!

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Anteriormente...

-Alguém está chegando! – disse levantando, Inuyasha seguiu o gesto ficando em pé ao lado dela, Kagome encarava a porta, os olhos adquiriram a tonalidade vermelha, sua aura completamente diferente da alegre e relaxada, estava pronta para uma batalha e ele lutaria ao lado dela...

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-Como alguém conseguiria chegar até aqui? – Inuyasha perguntou sem entender o que poderia estar acontecendo, ali deveria ser o local mais seguro para eles estarem, a vampira usava um short jeans e uma regata verde, enquanto ele usava somente uma bermuda de tecido macio, nenhum dos dois estava preparado para alguma luta.

-Eu preciso te pedir uma coisa e não quero que você fique chateado com isso. – Kagome disse rapidamente sem demonstrar indicio de que iria responder seu questionamento. – Eu quero que você vá até a biblioteca e fique lá. – ela pediu sabendo que ele não aceitaria, mas seja lá o que estava preste a acontecer ali, não queria que ele presenciasse.

-Não vai acontecer, isso foi um insulto! – Inuyasha rosnou irritado com a falta de confiança em suas capacidades.

-Não é isso, eu só não quero que você tenha que passar por isso. – Kagome rebateu tensa, sabendo que já era tarde demais para que ele saísse sem saber quem se aproximava.

-Passar pelo que? – antes que recebesse uma resposta ele sentiu o cheiro. – O que ele está fazendo aqui? – fez outra pergunta, e então puxou Kagome para atrás de si empurrando-os em direção a escada de acesso ao segundo piso, deveria ter ido para a biblioteca e levado ela junto, mas agora não tinha mais tempo para isso, seja o que fosse acontecer, teria que enfrentar.

-Oi irmãozinho! – Sesshoumaru disse assim que apareceu na porta aberta, não usava as roupas sociais normais de trabalho e sim algo que era similar a uma armadura, tinha uma espada amarrada na cintura e parecia pronto para uma batalha.

-O que está fazendo aqui? – perguntou mais tenso empurrando mais ambos para trás.

-Eu vim te livra dos encantos dessa vampira. – disse simplesmente entrando na casa.

-Ah! Que gracinha! Ele veio por você. – Kagome disse se inclinando para o lado, para poder observar seu cunhado, ele parecia perigoso, ela podia sentir que o youkai carregava uma grande quantidade de prata, Inuyasha parecia bastante com ele, apesar de ter um rosto mais quadrado e cabelos mais volumosos.

-Sério!? – Inuyasha ficou exasperado com o quanto Kagome parecia mais relaxada.

-Família é importante para ele, eu valorizo isso. – a vampira disse saindo de trás dele e assumindo a dianteira, Inuyasha tentou impedir, mas ela simplesmente desviou de seu toque, mas ficou bem perto, quase se tocavam.

-Como você sabe sobre vampiros? – Inuyasha perguntou voltando atenção para o irmão, ele segurava firmemente o cabo da katana e não havia alterado a postura durante a conversa estranha entre os dois.

-Nosso pai nunca falou nada, mas alguns anos atrás eu encontrei uma série de diários antigos que contava detalhes de raças sobrenaturais e como caça-los e mata-los. – Sesshoumaru disse friamente sem desviar o olhar de vampira, ela parecia relaxada apesar de sua obvia intenção de matá-la.

-Simples assim? E você se tornou um caçador? – a mulher teve a coragem de questiona-lo, Inuyasha parecia tenso atrás dela, mas não se moveu diante da possibilidade de luta eminente, provavelmente deveria adotar a estratégia de deixar ele inconsciente para que não interferisse tentando defender sua ama, vampiros eram capazes de tornar mortais em seus escravos, infelizmente o irmão mais novo havia caído nos encantos da imortal.

-Eu não acreditei inicialmente, mas fui investigar e acabou que tudo estava correto. – respondeu a contragosto, cansado de conversar.

-Olha Sesshoumaru acho que a gente precisa esclarecer... – Inuyasha começou a tentar argumentar, talvez ele entendesse.

-Chega! – Sesshoumaru o cortou avançando tão rápido que Inuyasha não conseguiu acompanhar, Kagome por outro lado, virou para ele e em segundos estavam na praia.

-Ele não vai te ouvir, acha que é um escravo de sangue em processo de se tornar um "frio", sua opinião sobre mim não vale nada. – ela disse rapidamente, voltando-se para a porta, onde o youkai já estava pronto para atacar novamente, Kagome o empurrou fazendo-o cair na areia enquanto também avançava para o youkai.

Sesshoumaru ficou surpreso com a velocidade da vampira, conseguindo desviar no último segundo do soco que era destinado ao centro do peito, ela passou direto, mas chutou para trás quase o acertando na cabeça, sendo defendido com um braço. Ele contra-atacou agarrando o tornozelo dela e jogando-a longe.

Kagome caiu próxima de Inuyasha na areia, ele estava em pé pronto para avançar e atacar o irmão, mas a vampira o puxou pelo tornozelo derrubando-o ao lado dela.

-Não se meta nisso! – ela chiou para ele levantando, Inuyasha conhecia bem as habilidades dela para saber que ela não estava lutando a sério, mesmo que a velocidade de Sesshoumaru fosse muito maior que a dele, Kagome era ainda muito mais veloz, avançou novamente seu alvo era acabar com a armadura e livra-lo da espada, então o deixaria inconsciente, golpeou diversas vezes com socos na direção do peito, quando ele defendia e rebatia seu ataque, ela desviavam e chutava a lateral na altura das costelas.

Sesshoumaru usou seu chicote azulado surpreendendo-a, conseguiu acerta-la no braço fazendo-a pular longe, as garras pareciam maiores, e os caninos também estavam mais expostos, parecia ter uma aura que fazia seus cabelos balançarem revoltosos a sua volta, o chicote balançou em várias direções espalhando areia enquanto tentava acerta-la, mas ela parecia um espirito que desaparecia, cansada de brincar Kagome se atirou para frente desviando do ataque e acertando em cheio o youkai, ambos caíram na areia parecia a primeira vez que Inuyasha a viu lutando com Miroku.

Eles rolaram pela areia até quase chegarem próximo ao mar, eles trocaram socos, Sesshoumaru procurou sua espada, mas ela jazia perdida na areia bem distante, Kagome havia consegui arrancar a arma dele sem que o mesmo percebesse, a vampira parecia cada vez mais feroz, havia sangue na bochecha do youkai e a armadura começava a quebrar, ele havia liberado veneno com suas garras, mas isso não era o suficiente para enfraquece-la, aparentemente o youkai era cheio de truques nas mangas, mas ela também, seu organismo absorvia rapidamente o ácido nocivo causando o menor dano possível, porém aquilo iria enfraquece-la se continuasse, então ela agarrou a garganta dele com força o suficiente para contar o fluxo de oxigênio do youkai.

-Kagome! – Inuyasha chamou preocupado, ele sentia o controle dela escorrendo pelos dedos, temia que pudesse acabar machucando seu irmão seriamente, ela não tirou a mão do pescoço de Sesshoumaru, mas foi sua atenção nele.

-Desculpa! – ela pediu culpada enquanto começava a se afastar do oponente, foi a distração necessária, Sesshoumaru pegou um objeto e golpeou, Kagome olhou surpresa para baixo, parecia uma seringa e estava enfiada bem na altura do coração, seja qual foi o liquido que tinha ali já estava completamente em seu corpo, sendo bombeado rapidamente pelo coração que funcionava, cambaleando a vampira se afastou de Sesshoumaru que sentou acariciando a região dolorida.

Inuyasha sustentou Kagome tirando a seringa da caixa torácica dela, a agulha era imensa, foi estranho sentir a dor dela, havia sido culpa dele, ela havia falado que não era para ele se meter e ainda assim havia se intrometido e agora ela não parecia bem.

-O que você injetou nela? – Inuyasha questionou preocupado enquanto a respiração de Kagome começava a ficar mais acelerada.

-Prata. – Sesshoumaru disse simplesmente, observando enquanto a vampira repelia Inuyasha e se afastava começando a tossir, a mulher era resistente, outros já teriam caído sem vida.

-Kagome! – Inuyasha chamou preocupado pensando em se aproximar, mas Sesshoumaru segurou em seu braço.

-Assim que ela morrer o encanto sobre você vai acabar. – informou enquanto a tal vampira Kagome se retorcia parecendo sentir muita dor, Inuyasha sentia que ela estava sofrendo muito e que fazia o possível para não passar o que sentia para ele, porém ele sentia uma dormência se espalhando pelo seu corpo.

-Você não entendeu nada! – Inuyasha rosnou afastando o toque do mais velho.

-Como assim? – finalmente o youkai pareceu em dúvida sobre suas conclusões, o irmão mais novo estava pálido e parecia sentir dor.

-Ela não está me controlando, é minha namorada. – respondeu indo para a mulher que agonizava no chão. – O que eu posso fazer por você? – ela estava fraca o suficiente para não conseguir afastar ele novamente, talvez sangue a ajudasse, pensou enquanto oferecia o pulso para ela.

-Não! – ela negou afastando o pulso dele dos lábios, na situação em que se encontrava agora podia acabar perdendo novamente o controle e ser consumida por sua sede de sangue. – Eu não posso mais impedir sua dor, sinto muito! – sussurrou e o coração dele se aqueceu com o fato de ela estar preocupada com ele em um momento tão difícil.

-Tudo bem, eu aguento! – garantiu, enquanto ignorava completamente a existência do irmão, então a primeira onda de dor veio e parecia que as costelas estavam a ponto de explodir, se curvou sobre Kagome trincando os dentes, instantaneamente começou a suar, como ela estava conseguido passar por algo assim de forma tão passiva?

Sesshoumaru observou enquanto o irmão mais novo parecia perto de morrer por pelo menos meia hora, estava encolhido sobre a vampira, tenso e tremendo de dor, os cabelos grudavam no rosto, parecia estar com febre, mas em nenhum momento ele a soltou, Kagome chiava e se debatia nos braços do hanyou, parecia que larva derretida percorria suas veias, até que ficou inerte, os olhos fecharam e ela parou de respirar, o coração parou de bater e então a pele ficou cinza, finalmente Inuyasha voltou a sua postura regulando sua respiração, encarou o irmão mais velho com sofrimento e irritação.

-Você podia ter perguntado, eu não era um escravo, ela é minha companheira. – rosnou para Sesshoumaru que olhou ainda mais confuso, havia realmente cometido um engano? Ainda estava aprendendo, já havia encontrado muitos vampiros e recentemente estava ainda pior, muitos mortais desaparecidos, assassinatos muito sangrentos, grupos de "frios" cada vez mais organizados e maiores, então o hanyou desapareceu e havia também o cheiro adocicado característico, agora que parava para raciocinar Kagome teve várias chances de mata-lo, além disse sua primeira atitude havia sido proteger Inuyasha.

-Isso não faz sentido! Vampiros não conseguem se relacionar com mortais, eles nascem mortos! – Sesshoumaru não podia conceber a perspectiva de algo tão incomum.

-Se você não reparou o coração dela estava batendo! – Inuyasha rosnou impaciente, tirando os cabelos negros do rosto completamente cinza. – Vamos querida! Não pode acabar assim! – sussurrou acariciando a face amada.

Sesshoumaru não sabia o que fazer, tudo o que sabia era que não havia volta, prata era uma arma muito eficiente para eliminar um imortal, ela ainda havia atingido ela direto no coração, que como Inuyasha havia mencionado estava realmente batendo, agora havia mais uma coisa que não fazia o menor sentido! Normalmente quando se injetava prata em algum imortal a tendência era que as veias se ressaltassem sobre a pele até atingir todos os órgãos e então havia uma explosão não sobrando nada que pudesse comprovar a existência do ser, entretanto Kagome jazia ali como se apenas estivesse dormindo.

Então aconteceu! Como em um passe de mágica Kagome abriu os olhos vermelhos puxando o ar fortemente, então empurrou Inuyasha forte o suficiente para faze-lo cair de costas na areia, então ela rolou e engatinhou para longe, respirava como se estivesse problema com asma, as veias se ressaltaram nos pontos visíveis, quando o hanyou deu sinal de que iria até ela Sesshoumaru o impediu, se ela explodisse não machucaria eles na distância que estavam.

Inuyasha ia começar a discutir com o irmão quando a primeira punhalada de dor veio, forte o suficiente para fazê-lo dobrar ao meio arfando como se tivesse levado um soco que roubou todo o seu ar, sentiu-se fraco e caiu de joelho, com a visão embaçada ele via a vampira mais a frente ainda apoiada nas mão e joelhos parecia convulsionar, o sofrimento de ambos muito maior que anteriormente.

Sesshoumaru assistia a tudo horrorizado, Inuyasha parecia sentir tudo o que a vampira sentia, será que o mais novo morreria também? Não era fã do irmão, mas não queria ser o responsável pela morte do mesmo, o pai e a mãe não aceitariam muito bem, mas para sua surpresa Kagome começou a vomitar uma gosma espessa na cor prateada, depois de um minuto inteiro ela parou e voltou a respirar com mais facilidade.

-Eu deveria matar você, só pelo que me fez passar. – ela sussurrou cansada, então voltou os olhar para Sesshoumaru limpando o canto da boca, eliminando os últimos resquícios de sujeira, os olhos eram de um azul claro profundo, parecia um céu, ela devia estar irritada com ela, porém não havia raiva ou ressentimento, ela parecia bem tranquila. – Inuyasha! Você está bem? – perguntou voltando a atenção para o hanyou que Sesshoumaru sustentava.

-Imagino que esteja melhor do que você. – respondeu mal-humorado, Kagome quase havia morrido, ainda assim parecia mais preocupada com o bem-estar dele.

-Certo! – resmungou antes de se levantar, fazendo um tremendo esforço, cambaleou e foi se arrastando para dentro da casa.

-Onde ela está indo? – questionou enquanto ajudava Inuyasha a levantar, ele ficou instável antes de se equilibrar.

-Ela precisa se alimentar. – Inuyasha sussurrou também voltando para a casa, sabia que Kagome não iria se alimentar dele naquele momento, também estava exaurido, era como se sua energia tivesse sido sugada enquanto ela fazia o possível para se curar.

Sesshoumaru ficou tenso com a menção da palavra "alimentar", mas seguiu o irmão para dentro da casa, ele o ignorou enquanto pegava algumas coisas na geladeira e começava a montar uma alimentação capaz de suprir umas seis pessoas, sentaram em silêncio enquanto o mais novo comia.

-Você devia comer um pouco também. – Inuyasha disse em certo momento, ele parecia ter recuperado um pouco de sua cor natural, Sesshoumaru somente concordou pegando alguns pães recheando com presunto e queijo, além de algumas frutas.

Depois de algum tempo eles puderam ouvir o barulho de água escorrendo, Inuyasha sabia que o único local onde ela poderia guarda o sangue seria na biblioteca, devia ter se alimentado o suficiente para se recuperar e agora estava tomando banho, ele também já se sentia bem melhor, logo poderia supri-la 100%, só precisava se livrar do irmão.

-Bem melhor! – Kagome disse aparecendo no topo da escada, vestia uma camisa branca dele e um short de lycra que mal aparecia embaixo da peça grande, os cabelos ainda estavam molhados e ela usava uma toalha para secar enquanto descia os degraus. Sesshoumaru ficou tenso enquanto a vampira se aproximava de Inuyasha, automaticamente o hanyou puxou-a pela cintura fazendo-a sentar no seu colo, ambos se olharam como se examinassem um ao outro em busca de algum machucado.

-Achei que tinha perdido você. – Inuyasha sussurrou encarando aqueles olhos que tanto amava.

-Eu ouvi você, enquanto lutava para me recuperar. – Kagome quase havia morrido, a dor havia sido dilaceradora, chegou perto de desistir, mas havia muito em jogo, o sangue de Inuyasha havia ajudado no processo, assumir o controle tão absoluto do próprio corpo tinha sido exaustivo, o coração ajudou a bombear a prata por suas veias e órgãos, ao mesmo tempo ela começou a trabalhar em uma espécie de anticorpos que lutou contra o invasor e diminuiu os estragos, depois ela fez o possível para reagrupar todo o líquido danoso e repelir o mais rápido possível, então usou suas últimas gramas de energia para chegar a biblioteca e se alimentar de seu estoque, pois na situação em que se encontrava, nem Inuyasha e nem Sesshoumaru estariam seguros próximos a ela.

-Você é imune a prata? – Sesshoumaru interferiu na interação melosa entre os dois, era estranho observar os dois juntos, Kagome mexia no cabelo prateado de Inuyasha enrolando uma mecha com a mão, enquanto o hanyou simplesmente a segurava com uma mão na cintura enquanto continuava a comer tranquilamente, era óbvia a intimidade, mas o que mais o incomodava era o fato de que o mais novo havia sido capaz de encontrar sua verdadeira companheira antes dele, com seus mais de 50 anos de vida, a existência começava a se tornar vazia, ser um caçador havia lhe dado sentido, entretanto agora nada parecia fazer mais sentido.

-Não, eu só tenho acesso a mais conhecimento, a imortalidade tende a deixar as pessoas mais relaxadas, não vamos ao médico para uma consulta de rotina, eu acho que sou uma das poucas que acumulam habilidades de cura, por simplesmente pensar em estudar sobre o assunto. – Kagome respondeu com tranquilidade voltando sua atenção para o cunhado, deveria estar completamente irritada com ele, mas entendia que o youkai seria capaz de tudo pela família e aquilo era algo a se exaltar e não punir, mas ela pensaria em uma pegadinha que lhe ensinaria uma lição.

-Eu acho que deixei passar alguma coisa, nos diários que encontrei, eram muito antigos, algumas partes não consegui decifrar. – Sesshoumaru assumiu interessado em absorver novos conhecimentos.

-Realmente deixou algumas coisas passarem, em primeiro lugar, os diários devem pertencer a alguma herança da família Himura, ou seja...

-Minha mãe!? – Inuyasha questionou surpreso, a mulher mais velha não parecia ser capaz de machucar uma mosca, por outro lado isso explicava porque o tio parecia tão tenso com a proximidade de Miroku, entretanto não o suficiente para tramar o fim do relacionamento. – Isso é realmente algo inesperado, nem mesmo meu tio falou nada, se tem conhecimento sobre seres sobrenaturais, como ainda permite a Sango namorar com Miroku? – perguntou perplexo.

-Isso, só quem pode responder é seu tio, para mim também é um mistério, além do mais os caçadores, em sua maioria, estão aposentados, poucos dão motivo para a continuação da profissão. – Kagome falava despreocupada, nem parecia que a poucos minutos Sesshoumaru havia tentado matá-la.

-De onde vinha aquele cheiro adocicado? – Sesshoumaru perguntou não entendendo como podia ter se confundido daquela maneira, Kagome cheirava a flores e terra molhada de chuva, mas durante algum tempo o irmão mais novo carregava um leve odor enjoativo. Reparou que Kagome pareceu ficar levemente tensa e Inuyasha suspirou.

-Você explica ou eu explico? – Kagome resmungou e sua expressão já não parecia suave, os olhos azuis adquiriram novamente a tonalidade vermelha, mas ainda assim parecia ter um aspecto inofensivo então Sesshoumaru não sentiu necessidade de ficar em alerta.

-Há algum tempo atrás nós tivemos uma conversa sobre manter um relacionamento monogâmico, lembra? – Inuyasha começou finalmente parando de comer e usando os dois braços para abraçar a namorada mais firmemente.

-Lembro, você carregava o cheiro de duas mulheres, um mais do que o outro. – Sesshoumaru lembrava com clareza, outro fato que o fez pensar sobre o outro ser escravo, não fazia parte de sua índole ficar com duas mulheres ao mesmo tempo, naquela época havia captado o cheiro de Kagome, mas tinha algumas diferenças e havia o de outra mulher, esse era o mais fraco, não havia conseguido distinguir de qual vinha o cheiro ruim.

-Na época Kagome não estava disponível para corresponder meus sentimentos por ela, tínhamos somente algo físico. – Inuyasha explicou, o assunto era muito constrangedor para ambas as partes, Kagome estava desconfortável com as lembranças de quando estava sem sentimentos, além de parecer irritada com o "namoro" entre ele e Kikyou. – Nessa época eu já sabia sobre vampiros, mas ainda era leigo sobre alguns aspectos, como o fato de que com os materiais certos podem andar a luz do dia, então uma mulher me encontrou e começou a forçar uma aproximação, mas já tinha sentimentos pela Kagome, porém estava irritado com sua recusa em reconhecer o que tínhamos. – ele distorceu um pequeno aspecto do acordo inicial entre ele e a vampira. – As coisas foram acontecendo e quando dei por mim, estava em dois relacionamentos complicados...

-"Complicado" é um eufemismo, o correto seria dizer "com alta probabilidade de acabar em um derramamento de sangue". – Kagome brincou, Inuyasha riu, mas resmungou com a ideia de que a possibilidade era real, Sesshoumaru achou a brincadeira estranha, mas ainda observava com fascínio o relacionamento dos dois.

-Continuando... depois de um tempo eu descobri que a mulher que eu supostamente estava namorando, na realidade também não era mortal. – Inuyasha finalizou feliz por sua namorada está mais tranquila, parecia começar a aceitar o que havia acontecido nos últimos séculos e meses.

-Na realidade Kikyou é de uma raça chamada normalmente de Renegados, parecem vampiros em muitos aspectos, mas sem apreço por nada além de poder, são seres essencialmente consumidos pelas trevas, quando nós reparamos que o consumo de sangue prolongado causava algumas variações nos mortais nós alteramos nossos meios de vida, apreciamos a vida de modo geral e lutamos a séculos pela paz. – Kagome sabia que ao longo dos séculos os caçadores nunca imaginaram que poderia existir duas raças tão similares, por isso a confusão, Sesshoumaru tinha olfato apurado o suficiente para reparar nas diferenças tão sutis.

-Então vampiros não criam escravos? E o cheiro adocicado estranho vem desses Renegados? – Sesshoumaru falou enquanto assimilava as informações que recebia, fazia algum sentindo, os que ele caçava julgando ser vampiros tinham olhos negros até a parte branca, Kagome mudava do azul para o vermelho, mas nada consumiu a parte branca do olho.

-Muito para absorver? – Inuyasha estava contente em poder compartilhar aquela parte da sua vida com o irmão, era mais um metido naquela confusão e era muito capaz em cuidar de si mesmo.

-Sim, mas agora eu gostaria de saber quem é Miroku e o que ele tem a ver com o tio Zayo? – obviamente que Sesshoumaru não ia deixar passar a menção do familiar.

-Eu não esbarrei com Kagome por acaso, eu a conheci porque Sango está namorando o irmão dela, o Miroku. – Inuyasha mais aquele fato, somente sobre aquilo ele sabia mais, porém sobre os imortais em geral o irmão poderia ser bem mais informado, provavelmente iriam passar bem mais tempo juntos agora, afinal o hanyou queria aprimorar suas técnicas de luta.

-Uau! – aquele fato só comprovava que havia a existência de renegados por aí, já que encontrava com a prima com frequência e nunca imaginou nada.

-Mais alguma pergunta? – Kagome perguntou solicita, qualquer aliado era um ganho.

-Acho que por hoje já tive bastante informação. – Sesshoumaru queria ter tido a paciência para pesquisar melhor, poderia ter matado a companheira do irmão se não fosse pelos conhecimentos dela, teria sido uma perda muito grande, a vampira parecia muito tranquila e uma boa pessoa.

-Eu queria saber como conseguiu me achar aqui? – Inuyasha finalmente perguntou o que não havia entendido.

-Eu rastreei o seu celular. – disse como se fosse a coisa mais fácil de fazer, então Inuyasha lembrou que eles compartilhavam um plano familiar com os pais, qualquer um dele poderia tê-lo localizado facilmente.

-Legal! Tecnologia não é o meu forte. – Kagome disse animada, era uma área de estudo que não havia despertado tanto seu interesse, apesar de gostar de códigos, mas ela não podia ser boa em tudo.

-Você é uma pessoa estranha. – Sesshoumaru disse observando a mulher que o olhava de volta, a mulher era diferente de tudo o que imaginou do que poderia ser um vampiro, depois do que tinha feito a ela, imaginaria que até mesmo Inuyasha compreenderia se tivesse decidido por mata-lo, em contrapartida ela estava sendo simpática e altruísta.

-Eu escuto isso com frequência, desde a infância. – nem a incomodava mais, sempre havia sido diferente, ela tinha um lado obscuro como todo mundo, mas parecia lidar bem com tudo, apesar de já nascerem com presas, os vampiros não se alimentavam de sangue até atingir 10 anos, antigamente isso era um grande problema, a taxa de natalidade era muito alta, havia sido necessário a criação de uma papa altamente nutritiva que foi capaz manter a criança viva até que a sede de sangue despertasse. – Só mais um fato para que vocês dois possam entender, todo imortal pode criar outro imortal, menos os renegados, infelizmente vampiros podem se tornar renegados e mortais ao serem impostos ao processo de transformação podem renascer como renegado. – aquilo era algo muito importante de se saber.

-Então você pode criar renegados? – Inuyasha questionou surpreso.

-Faz séculos desde a última vez que um vampiro tentou transformar um mortal, quando este renasceu como um renegado foi criada uma lei proibindo tal ação, a intenção era que fossem realizados estudos para investigar como aconteceu fato. – Kagome parecia chateada com essa história, talvez tivesse a ver com a conversa que eles haviam tido aquela primeira noite na faculdade, a história dos enamorados, um imortal e outro mortal, então não havia chance de ela tentar transforma-lo.

-Então existe uma lei? – Sesshoumaru foi quem perguntou dessa vez.

-Faz parte das leis absolutas, punidas com o pior tipo de morte. – todo vampiro aprendia desde cedo quais eram as leis mais importantes.

-Eu acho que já vou indo, são muitas informações, eu acho que preciso me desculpar por quase matá-la. – Sesshoumaru disse e viu Inuyasha revirar os olhos, o mais velho nunc havia sido bom em se desculpar por nada, Kagome ergueu uma sobrancelha enquanto ficava em pé e cruzava os braços, Inuyasha levantou em seguida.

-É um bom começo. – Kagome disse simplesmente.

-Desculpa! Espero que a gente possa seguir em frente a partir de agora. – Sesshoumaru disse, ele estava em um processo de cura rápido, os cortes já estavam cicatrizando, mas ainda sentia um leve desconforto na garganta, mas duvidava que ficasse alguma marca.

-Provavelmente a gente possa fazer isso, mas é um talvez. – Kagome disse aparentemente séria, ela era horrível com terror psicológico.

-Certo! – o youkai concordou, não sabendo como lidar com o comportamento estranho da mulher. – Não vejo a hora de ver você apresentando sua namorada vampira para os nossos pais. – importunou Inuyasha que simplesmente decidiu ignora-lo.

-Até mais! – se despediu simplesmente, não querendo pensar em como a situação podia ficar, conhecer seu irmão quase havia acabado com a vida de Kagome, esperava que com os pais fosse mais tranquilo.

-Até! – o youkai se despediu virando para sair pela porta que ainda permanecia aberta, seria uma longa viagem até em casa, mas não estava disposto a ficar com o casal, o sentimento deles era cada vez mais obvio a qualquer um que olhasse com mais atenção.

Infelizmente ele só conseguiu passar pelo batente da porta, assim que estava em céu aberto, algo caiu pesadamente sobre ele o enviado direto para o chão de costas, como aquilo havia acontecido? Não havia sentido nenhum cheiro, ou visto nenhuma movimentação, mas agora havia uma pessoa em cima dele, quem diabos era?

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ATÉ A PRÓXIMA!

KISSUS!