N/A: O anime Naruto NÃO é minha criação e por este motivo NÃO me pertence, sendo assim, pertence à Masashi Kishimoto. Acontece que o enredo desta história é uma criação TOTALMENTE minha e espero que as pessoas respeitem isso. Esta história não tem fins lucrativos.
GLOSSÁRIO dos personagens:
Hinata – Vampira (Anna Marie)
Sasuke – Ciclope (Scott Summers)
Ino – Rainha Branca (Emma Frost)
Tsunade – Mrs. Marvel (Carol Danvers)
Karin – Jean Gray (Fênix)
Hiruzen Sarutobi – Professor X (Charles Xavier)
Orochimaru – Sr. Sinistro (Nathaniel Essex)
Kabuto – Lady Mental (Regan Wyngarde)
Especialmente neste capítulo, gostaria de indicar a leitura da primeira cena ao som da Segunda Valsa, de Dmitri Shostakovich.
Trata-se de um toque essencial incluído nessa história pela melhor beta do mundo! Obrigada, meu amor.
Gene X – Capítulo 10
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O som da Segunda Valsa, de Dmitri Shostakovich, preenchia a sala com uma beleza que não pertencia aquele lugar. Orochimaru tomou a liberdade de servir-se de um pouco de whisky e depois sentou-se à sua mesa, pensativo.
Certa vez, Charles Darwin disse que: "Na sobrevivência dos indivíduos e raças favorecidas, durante a luta constante e recorrente pela existência, vemos uma forma poderosa e incessante de seleção".
Ainda assim, o brilhante Orochimaru questionava o propósito para que a raça humana fosse capaz de evoluir até os poderosos mutantes; e este questionamento tornou-se seu propósito pessoal. A seleção natural que se realizava nos três últimos séculos era o que movia o geneticista depois da perda de sua idolatrada esposa.
Era em situações como essa que o recordavam do propósito assumido no túmulo de Anko: dominar a teoria da evolução a todo e qualquer custo, sem se importar com aqueles que poderiam se ferir no caminho que ele estava percorrendo. Ansiava avidamente pelo poder de dominar completamente a criação e tornar-se o Deus supremo que Apocalipse não conseguiu ser naquele mundo fétido.
Havia um único propósito em todos os séculos vividos até ali e o Senhor Sinistro iria, com toda certeza, conseguir criar o mutante sintético perfeito. Mostraria ao mundo que havia superado Darwin, o maior cientista que tinha pisado na terra. Tinha certeza que criaria o ser capaz de feitos inenarráveis, um mutante nobre e puro.
Com esse pensamento, deixou o copo de whisky na mesa e levantou-se, desejando observar novamente a dança das células sob o microscópio na outra mesa. Rindo consigo mesmo, começou a cantarolar no ritmo da valsa.
Quando a segunda etapa do experimento Arma X tinha sido finalizada, o mutante de meia idade acreditou que poderia ter, enfim, conseguido seu objetivo. Porém, em meio às pesquisas paralelas que vinha realizado, descobriu que sua obra prima ainda não era aquele experimento. O que havia feito com a pequena ratinha Hyuuga era apenas o início do maior projeto que Orochimaru poderia concretizar em sua existência.
Em um primeiro momento, acreditou que o resgate dos filhos do átomo teria interrompido o seu grande feito. Todavia, foi a partir daquela empreitada que o geneticista conseguiu a última peça no jogo de xadrez que ele vinha montando há anos.
Ele foi capaz de conseguir o DNA de Uchiha Sasuke; o último componente para que conseguisse criar o mutante sintético perfeito. A junção das células do líder dos X-men com as células da fênix negra era algo, aos olhos do geneticista, sublime e único. Havia uma conexão insuperável naquela união e ele usaria do que havia conseguido para, quem sabe, invocar novamente a força fênix e subjugar aqueles que cruzassem seu caminho. O sorriso pérfido dançava em seus lábios.
Então, lembrou-se do instante em que foi buscar o jovem Kabuto no orfanato e, com a ajuda do destino, esbarrou nos irmãos Uchihas. Enquanto visitava o Yakushi a fim de trazê-lo para sua casa e estudá-lo, acabou sendo agraciado com o encontro que iria lhe fazer almejar os genes puros e nobres dos irmãos.
Todos os menores tinham uma ficha com informações sobre sua saúde, além dos dados sobre seu passado, e foi justamente esse documento que despertou o interesse do Senhor Sinistro. Por meio do que estava descrito naquelas folhas ele pode constatar que os genes que corriam nas veias dos Uchihas beirava a perfeição mutante; algo que ele havia buscado por séculos e séculos.
Dos dois irmãos, o mais novo tinha a combinação genética mais atrativa. Sasuke possuía um código único, o qual poderia ser extremamente bem utilizado nos experimentos que Orochimaru vinha produzindo. Quem sabe, por meio daquela combinação, ele poderia desenvolver a chave da sua vida eterna.
Ainda que seu envelhecimento tenha sido retardado após os experimentos que tinha feito na juventude, a morte continuava lhe perseguindo; e a morte, talvez fosse a única coisa que despertava certo incomodo no geneticista. O mundo ainda lhe escondia muito conhecimento para que Orochimaru aceitasse a ideia de um dia simplesmente partir.
E foi com esse pensamento em mente que tentou adotar um dos dois Uchihas, mas quando teve a oportunidade de dar início ao processo de adoção, os irmãos já não residiam mais ali. Claro que foi mais fácil encontrar Itachi; o mais velho tinha sido adotado por uma família escocesa de renome. Foi o geneticista que arquitetou o ataque a mansão onde este morava com a família adotiva.
Nem Itachi e nem a família sabiam de seus poderes, e foi somente no momento em que o filho legítimo dos pais adotivos foi morto acidentalmente que os poderes do mais velho despertaram, porém, ele não tinha o que o Senhor Sinistro realmente precisava.
Obviamente que Orochimaru não deixou de realizar os experimentos que precisava para obter o máximo de informações que conseguisse, já que o conhecimento era o que lhe movia. O irmão mais velho lhe serviu apenas para demonstrar como ativar os genes mutantes da família Uchiha. A chave para ativar o gene X deles é lhes retirar alguém importante, eles amavam profundamente, ao ponto de quase enlouquecer de amor.
Ao retornar da Escócia, Orochimaru voltou diretamente ao orfanato, precisava urgentemente conseguir os dados sobre a adoção de Sasuke. Sua maior decepção, naquele tempo, foi descobrir que, enquanto esteve fora, o mais novo dos Uchihas despertou seus poderes em um acidente traumático e foi enviado para o Instituto Konoha para jovens superdotados.
Todavia, o Senhor Sinistro jamais desistia de seus planos, ainda que demorasse anos para concluí-los; a sagacidade era sua maior qualidade. E, bem, ali estava ele! Frente ao que buscou por anos, mesmo que ainda tivesse a intenção de aproximar-se ainda mais de Sasuke.
Por ora, Orochimaru estava satisfeito com o que tinha conseguido.
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Hinata precisou piscar algumas vezes, estava completamente aturdida.
Se sua conta estivesse certa, não via o pai há mais ou menos doze ou quinze anos, a última vez que olhos pérolas e orbes cinza perolados haviam se cruzado tinha sido quando ele a expulsou de casa; um dos dias mais dolorosos de sua vida. Agora o patriarca estava parado no hall da mansão, no lugar que a morena imaginou que ele nunca colocaria os pés. Notou ironicamente que o olhar altivo e duro permanecia ali, enquanto que a aura severa continuava permeando todo o ser do chefe Hyuuga.
No fim, seu pai não havia mudado nada; ele permanecia sendo o dono de tudo que seus olhos tocavam. Tanto que quando as pérolas cinza fitaram diretamente os orbes perolados da mulher, Hinata sentiu o corpo gelar, seu espírito sumir e o medo começar a assumir o controle. Após todos aqueles anos, Hiashi conseguia dominá-la somente com sua presença, ainda que ela já não ansiasse mais por ser a preciosa princesa Hyuuga.
Vacilante, a ex-mutante começou a descer os degraus. Sentia a respiração pesar e o coração palpitar descontrolado dentro do seu peito. Aquele era o pior momento para seu pai decidir aparecer no instituto. A primeira coisa que Hinata se questionou foi o motivo daquela aparição repentina... Claro que havia algo por trás daquela situação, Hyuuga Hiashi nunca deu um passo sem ter certeza do caminho que iria trilhar.
A mulher parou alguns centímetros do homem, os olhos dos dois fitavam-se diretamente. A tensão entre eles era tanta que Hinata sentia o ar ao redor completamente carregado. Depois de um longo suspiro para manter o controle, a mulher respondeu:
– Eu poderia dizer que uma vida inteira nos separa, Otou-san... – A ex-mutante quase engasgou ao chamar o pai tão intimamente. Desde quando foi deserdada, não queria mais tratá-lo daquela forma. Entretanto, o respeito fez-se presente. – E não apenas um pouco de tempo, como o senhor afirma.
– Saiba que nem tudo é como você imagina, Hinata. Acho que chegou o momento de conversarmos, filha.
Se a Hyuuga não conhece a personalidade distante do pai, poderia jurar que um lampejo de afeição brilhava no fundo dos olhos cinza. Hinata sentiu-se completamente desconfortável com a situação e com o pensamento de que, talvez, ele tivesse sentido sua falta.
Antes mesmo de ser expulsa de casa, ela já havia apagado de sua vida qualquer esperança de ser amada pelo pai e justamente por isso não deixaria que a emoção momentânea de vê-lo e do tratamento afável a cegasse. Ironicamente, por anos, ela buscou conversar com o patriarca. Entender o que o se passava na cabeça e no coração dele; compreender as atitudes frias e, muitas vezes, indiferentes.
E agora, depois de toda a merda que os dois haviam vivido, o Hyuuga decidia aparecer em sua vida para conversar, impondo a ela um diálogo que não tinha mais sentido de existir! Realmente, seu pai era a um caso perdido e que não merecia ser estudado.
– Acho que essa conversa deveria ter acontecido há uns quinze anos atrás. Agora, não passa de uma perda de tempo e esforço. Por favor, vá embora, não há nada para o senhor aqui!
– Só irei embora depois de conversamos e de ver Hanabi.
Inicialmente, os olhos perolados dilataram-se surpresos e, rapidamente, cerraram-se focando na figura de Neji parado ao lado deles. Ela pode ver o outro Hyuuga encolhendo os ombros e olhando-a envergonhado.
– Seu primo estava apenas fazendo o trabalho dele, não há nada de errado em me contar o que peço.
Sentia-se altamente traída por Neji; ele havia jurado que jamais falaria sobre a vida dela para seu pai. Ainda olhando para o primo, ríspida, a mulher afirmou:
– Pede? Acho que essa não é a palavra correta, Otou-san. – Hinata tentou controlar a raiva que borbulhava em seu sangue respirando fundo. – Sabe Nii-san, eu realmente esperava mais de você. Achei que seguir ordens cegamente não era algo que você faria.
– Hinata-sama... – O Hyuuga foi interrompido pela voz imponente do patriarca.
– Julgamentos prematuros trazem apenas arrependimentos profundos, minha luz branca. – Um novo golpe foi desferido contra o coração da morena. Ela contava nos dedos às vezes em que seu pai a chamou tão carinhosa e intimamente. – Neji não poderia ter feito nada diferente do que fez até aqui, nossas vidas são guiadas pelas engrenagens milenares de nossa família.
A ex-mutante foi obrigada a fitar o pai ao ouvir suas últimas palavras. Ele tinha enlouquecido? Havia esquecido que ela tinha sido expulsa do tradicionalíssimo "clã" Hyuuga? Eles nunca foram sua família nem mesmo antes da deserdação. Usando um tom que ela jamais imaginou usar para com seu pai, o respondeu de forma cínica:
– Que família? Aquela que fez questão de me expurgar e anular completamente? – Hinata balançou a cabeça em uma tentativa infrutífera de por em ordem seus pensamentos. As palavras voavam em sua mente, obrigando-a as cuspir sobre o patriarca. – Otou-san, essa conversa não tem sentindo algum. Vá embora, eu já não pertenço aos seus domínios há um bom tempo.
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Antes mesmo que Kabuto adentrasse ao laboratório, ele sentiu a presença do pupilo. Voltou sua atenção ao outro quando o mais novo entrou no recinto. Observou as bolsas embaixo dos olhos do albino e cerrou os próprios olhos.
– Mestre. – O mais novo parou ao lado do outro, os olhos negros fitaram diretamente os orbes dourados. Gélido, continuou. – O senhor gostaria de falar comigo?
Desde o ataque dos discípulos de Sarutobi ao esconderijo principal, Orochimaru notou que o Yakushi estava, cada vez mais, deixando os sentimentos que tinha florescerem. Era cristalina a obsessão que o albino nutria pela X-23 e isto inicialmente não incomodou o mais velho, já que ele mesmo tinha suas pequenas obsessões.
Kabuto desejou comandar uma ofensiva ao Instituto Konoha logo após o ataque deles ao esconderijo. Todavia, Orochimaru refreou seus instintos e afirmou que pensaria no assunto apenas depois que eles iniciassem a mudança de sua base para um novo local, já que tinham sido descobertos.
Desde então, o Senhor Sinistro notou que o Yakushi se afastou o máximo que pode. Claramente isso incomodou o mais velho, aquele não era o momento para insubordinação do mais fiel dos seus mutantes. Porém, o geneticista sabia que logo iria contornar essa situação e colocar o albino no seu devido lugar.
Obviamente que o fato de já ter encerrado os estudos com o experimento X-23 o auxiliaram na decisão de não determinar uma ofensiva aos filhos do átomo. Porém, depois de confirmar suas suspeitas, decidiu que ensinaria à Kabuto que o conhecimento como um todo era mais importante que uma pequena experiência.
A voz serpentina do Senhor Sinistro afirmou, calma:
– Quero que você veja os resultados da combinação genética entre o DNA de Karin e Sasuke. – O suspiro profundo do mais novo não passou despercebido pelo olhar aguçado do outro. – Venha, Kabuto, olhe a maior das experiências que teremos a honra de tocar.
O geneticista notou quando o outro lhe olhou de forma dura. Sorriu de canto da audácia do seu pupilo; querendo, realmente, gargalhar da criança que estava pronta para iniciar uma birra sem precedentes. O repuxar de canto nos lábios prateados se transformou em um sorriso torto ao notar os sinais de insatisfação do albino com suas palavras e atitudes nos dois dias. O albino caminhou até o microscópio e observou a dança de genes nas lâminas.
– Realmente a combinação deles é interessante, Mestre. Porém, se me é permitido pensar sozinho, acredito que já tenhamos conseguido encontrar a experiência perfeita. – Considerando os anos vividos entre os dois, Kabuto ainda era um bebê e, naquele instante, se comportava como tal. O Senhor Sinistro apreciou o fato de que o mais novo tentava controlar sua língua, apesar de estar falhando miseravelmente. – E ela foi saqueada de nossas mãos de uma forma tão primária...
Orochimaru tinha total consciência de tudo que acontecia dentro do seu ser e sabia muito bem que, o fato de o olhar de veneração de Kabuto lembrar-lhe como Anko o olhava em vida, tinha privado aquele mutante de ser uma cobaia a mais, já que a afeição brotou no peito do geneticista.
Entretanto, o que surgiu no coração do mais novo estava, na realidade, fazendo com que ele perdesse o controle. Era necessário, para atingir sua potencialidade máxima, saber os limites do vínculo que poderia ser estabelecido com os experimentos. Tanto que, apesar do vínculo criado entre mestre e pupilo, o Senhor Sinistro não pensaria duas vezes se precisasse sacrificar Kabuto para alcançar seus objetivos.
– Concordo com você, Kabuto! A equipe que você vem treinando há anos foi subjulgada vergonhosamente pelos pupilos do Professor Sarutobi. – Os orbes negros fitaram diretamente os olhos dourados do mais velho. Orochimaru sorriu cínico para ele e notou o espanto no olhar do albino quando percebeu o desdém em suas palavras. – Questiono-me se realmente merecem o título de subordinados do Senhor Sinistro...
– Mestre Orochimaru...
O impacto das palavras do poderosíssimo mutante era palpável, tanto que o mais novo engoliu em seco e não foi capaz de continuar sua fala. As pupilas dilatadas e a respiração profunda foram reflexos do Yakushi bem recebidos pelo Senhor Sinistro. Em retribuição, Orochimaru sorriu miúdo e suavizou sua expressão. Iria continuar a guiá-lo ao ápice, enquanto ainda fosse interessante ao mais velho. Pausadamente, afirmou:
– Mas deixe estar... Agora, quero que você una a esse DNA as células que coletamos da ratinha Hyuuga. Será um encontro fabuloso! – Orochimaru conteve o riso ao ver a expressão do albino. Kabuto odiava quando chamavam sua idolatrada experiência daquela forma. Seu pupilo precisava, urgentemente, de mais lições para entender quem o controlava. – Tenho certeza que irá fazer um trabalho primoroso, minha criança.
– Com toda certeza, Mestre. – Os orbes negros denunciavam toda a consternação do mutante. O Senhor Sinistro tinha certeza que, naquele instante, Kabuto gostaria de simplesmente ignorar suas ordens e ir buscar a sua pequena obra prima.– As células da X-23 irão melhorar absurdamente este experimento.
A prepotência nas palavras do Yakushi foi o estopim para risada do geneticista. Então sua pequena cobrinha pretendia atacá-lo? A afronta da criança mimada era, deveras, engraçada. Ainda que inicialmente o geneticista achasse graça da postura do outro, ele jamais aturaria caprichos pessoais dos seus subordinados.
Além de ensiná-lo a importância de valorizar apenas o crescimento pessoal, iria relembrá-lo da hierarquia que existia entre eles. O mutante aproximou-se do albino, segurou-o pelo queixo e analisou a feição assustada do outro. Os orbes dourados focaram diretamente nos olhos negros. Extremamente calmo, sibilou mordaz:
– A honra de me servir só poucos podem carregar, Kabuto. Você, mais do que ninguém, sabe disso. Desta forma, acho que chegou o momento de medir como fala com seu Mestre. Nunca se esqueça de quem lhe proporcionou tudo o que tem, minha criança! – As unhas pontiagudas feriram a pele branquíssima do mutante; as gotículas de sangue já apontavam. – Se for preciso, não pensarei duas vezes em destroná-lo e utilizá-lo como a cobaia que você também é! Esse vai ser o único aviso que irei lhe dar.
Enquanto a boca do mais novo abria-se em um "o" perfeito, o mais velho sorriu acolhedor e beijou-lhe a testa. Sem olhar para trás, Orochimaru tomou novamente o copo de whisky nas mãos e deixou para trás um Kabuto atônito e com os sentimentos mortalmente feridos.
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Sob o caráter austero de patriarca da família tradicional Hyuuga, um conflituoso Hiashi tentava sobreviver a anos. O ponto inicial para a ruína da cegueira sem limites aos ditames do "clã" foi a morte de seu irmão. Graças às regras de sobrevivência, tiram-lhe parte de sua alma.
Naquele dia, o homem teve vontade de voltar-se contra todos os preceitos antiquados e rígidos dos mais antigos; e também quis gritar, principalmente de raiva e ódio por ser obrigado a assistir seu irmão ser entregue como sacrifício apenas para manter o poder em suas mãos, poder este que, daquela forma, ele nem ao menos queria portar.
Hiashi, depois do trágico assassinato, perdeu todo o respeito que poderia ter pelos demais membros família. Ainda, este foi o último fio do laço entre ele e os Hyuugas a ser cortado, o que fez com que ele considerasse apenas como seu núcleo familiar suas filhas e o sobrinho, os outros não passavam de encargo imposto pelo "clã".
E mesmo que ele quisesse virar as costas para os outros e viver junto de sua pequena família, isso nunca lhe seria permitido pelos anciões; ele tinha certeza que eles seriam perseguidos e exterminados, pois era isso que acontecia com os Hyuugas que não tinham mais serventia para as engrenagens do "clã". E apenas para manter os seus amados filhos a salvo – Neji lhe era tão precioso quanto suas meninas –, ele cedeu às ordens dos mais velhos.
Repleto de vontade de mudança prometeu a si e ao irmão, em seu funeral, que iria transformar tudo o que pudesse nos princípios da família, traria vida àquele "clã" morto. E também jurou que seus filhos jamais suspeitariam das obscuridades da família, nem que para isso ele fosse obrigado a assumir a alcunha de um pai que não se importava emocionalmente com eles.
Então, Hiashi era obrigado a estar onde estava por outras questões, mesmo que isso, na maioria das vezes, o atormentasse e o obrigasse a fazer escolhas que lhe provocavam enorme arrependimento.
O maior arrependimento de sua vida, sem qualquer dúvida, foi expulsar Hinata de casa. Ele foi obrigado a se desfazer de um dos laços mais puros que poderia ter. Dias a fio tentou demover os anciões de sua decisão, porém, nada do que disse foi capaz de mudar uma linha do destino traçado pelos antigos para sua amada filha.
Hinata era o coração do seu pequeno núcleo familiar; a luz que o guiava para além a escuridão. Ser obrigado a afastá-la de si e dos irmãos cortou-lhe a alma, todavia, jamais se perdoaria se algum Hyuuga fosse designado para acabar com a vida dela.
Assim, a contragosto e repleto de cólera contra os antigos, ele expurgou sua pequena luz branca. Naquele dia, depois que Hinata foi levada para um hotel de beira de estrada, Hiashi chorou copiosamente, como não fazia há anos; mais uma vez, parte de seu coração foi obrigada a morrer.
Anos torturantes se passaram, onde lhe restou tão somente cuidar de Hinata à distância, revestindo-a de todo zelo e amor que poderia proporcionar naquela condição. Agora ele estava ali, frente a frente à sua primogênita, sangue do seu sangue e alma de seu coração.
O Hyuuga tinha perdido a conta de quantas noites tinha sonhado com aquele encontro, quantas vezes desejou poder aproximar-se da filha e esclarecer tudo o que tinha acontecido; por qual motivo ele não havia conseguido impedir a expulsão da filha mais velha.
Também se lembrava da sensação aterrorizante de medo ao imaginar a repulsa que Hinata poderia sentir ao vê-lo. O cenário onde ela não entenderia suas motivações era completamente inconcebível, principalmente pelo fato de que o mais velho não conseguiria administrar essa rejeição.
Hiashi sabia que todos os Hyuugas poderiam rejeitá-lo, negá-lo e persegui-lo que isso nunca o abalaria, não faria diferença alguma para o patriarca, entretanto, apenas a ideia de que seus filhos pudessem fazer isto o atormentava loucamente.
Porém, ele também sabia que estava exigindo muito de Hinata. A filha tinha sido ferida de várias formas diferente, obrigá-la a aceitá-lo era o ápice do seu egoísmo; acontece que pais também podem ser altamente egoístas, mesmo sendo benevolentes em suas ações.
Quando Suigetsu lhe reportou a informação de que sua primogênita havia se mudado para Columbia e começado a trabalhar em um sebo e antiquário, ele decidiu que iria encontrá-la; que aquele era o momento para tentar um acerto de contas. No entanto, no exato instante em que Hiashi decidiu vê-la, as mãos invisíveis do medo impregnado em seu subconsciente abraçaram-no. Foi incapaz de seguir com seu plano.
E quando Neji contou que a ex-mutante voltou a morar no instituto Konoha, o Hyuuga teve certeza que conseguiria conversar com a filha. Agora tinha confiança de que era o momento correto para encontrá-la, até mesmo entrou em contato com o Professor Sarutobi e o questionou sobre a possibilidade de adentrar as dependências da escola.
O medo voltou a se apossar do seu corpo no momento em que o carro parou em frente à mansão. Hiashi sentia a respiração rápida e pesada, as mãos tremiam e suavam; ele estava tendo uma crise de pânico e tinha total compreensão do gatilho que deu início ao ataque. Neste dia, o patriarca teve conhecimento completo do tamanho de sua pequenez, já que não foi capaz de descer do carro e precisou voltar aos domínios do "clã" para se acalmar.
Depois desse fatídico dia, o líder da família ordenou que Neji visitasse semanalmente a prima, enquanto ele permanecia estático dentro do carro esperando notícias de sua amada filha.
O destino, traiçoeiro como só ele consegue ser quando quer, o obrigou a enfrentar o seu maior medo: o pavor de ser rejeitado por sua luz branca. E como o esperado, Hinata o recebeu repleta de raiva e rancor; e nem ao menos teria a possibilidade de ser diferente, pois as feridas que ela sofreu ainda estavam expostas.
Hiashi relutou encontrá-la por não ser capaz de lidar com o que merecia receber, mas já havia passado da hora de ser minimamente digno. Ele sabia que Neji tinha notado seu nervosismo ao chegar e adentrar as imediações do instituto, porém, não era o momento de se preocupar com pequenas coisas, agora tinha algo magnânimo tomando conta de seus pensamentos.
Pela primeira vez em anos, afirmou vacilante:
– Eu nunca fui seu dono para você estar sob o meu domínio, Hinata. – A morena o fitou descrente, outra reação que ele esperava. – Sempre quis ser apenas seu pai, filha. Nada mais e nada menos que isso, porém, fui obrigado a ser outra coisa e tenho total consciência disso.
– O senhor sempre está preparado para dizer tudo o que é necessário para convencer, não é mesmo, Otou-san?! – O patriarca imaginava que seria complicado persuadir a morena. Imaginava que precisava percorrer um longo caminho, entretanto, não tinha a real noção do quanto seria trabalhoso.
Antes que o patriarca falasse, Neji intercedeu em favor do tio:
– Hinata-sama, tenha certeza que compreendo toda a sua descrença, mas escute o que Hiashi-sama tem a dizer. Por favor!
Hiashi acompanhou com o olhar a atenção da ex-mutante voltar-se novamente para o outro Hyuuga. Notou o olhar da morena se suavizar ao fitar diretamente o primo, o que fez com que um pequeno sorriso dançasse no canto de seus lábios. O vínculo dos filhos era o mais belo que ele já havia visto, e isto lhe garantia algumas noites de sono calmo, já que sabia que os três fariam de tudo para se proteger.
O mais velho sentia o corpo completamente tenso, enquanto acompanhava as reações da filha.
Primeiramente, Hinata cerrou os olhos e, segundos depois, inspirou profundamente. Hiashi não tinha certeza de qual resposta iria receber, apenas rogava internamente para que a ex-mutante ouvisse à razão e aceitasse conversar com ele. Por fim, totalmente contrariada e olhando o pai diretamente, a Hyuuga respondeu ao primo:
– Vamos à sala de reuniões.
Hinata os guiava pelos cômodos do Instituto. O patriarca do "clã" sentia o gosto da pequena vitória, a qual só aconteceu por ter o sobrinho ao seu lado. Precisava organizar seus pensamentos para ser capaz de explicar de forma convincente seus atos, e por isso pediu ajuda aos espíritos de sua esposa e irmão. Além da intervenção de Neji, ele iria precisar de mais apoio.
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Enquanto Naruto esperava a chegada de Ino, observava atentamente a figura da mutante chocando-se contra o vidro e a porta da sala de contenção. Engoliu em seco ao ver tanta semelhança de seus atos nas atitudes da jovem.
Tempos atrás, quando conversou com o diretor da S.H.I.E.L.D, não mensurou o quanto o encontro com uma possível cobaia do programa Arma X iria mexer com seus sentimentos e sanidade. Aquele dia já tinha sido devastador, principalmente por fazê-lo lembrar de tudo o que se obrigava a esquecer.
Em meio ao tratamento e cuidado oferecido pelo Professor Sarutobi, o Uzumaki buscava salvação. Tentava todos os dias, depois de ser transformado em uma máquina de matar, proteger o pouco de humanidade que havia sobrado em seu coração.
Agora ele estava sendo obrigado a enfrentar seus demônios pessoais, porém, o loiro questionava sua capacidade. Não sabia se efetivamente poderia suportar o fardo que estavam lhe impondo. Será que sua sanidade se manteria intacta depois dos encontros com a Hyuuga mais nova?
Lembrava-se do juramento que tinha feito a Hinata, anos antes de a morena tomar a cura e fugir do Instituto. A ex-mutante era uma das poucas pessoas com quem ele dividia laços verdadeiros, talvez ela tivesse sido a primeira com quem ele se importou realmente depois de morar de forma definitiva na mansão.
Com toda certeza, Naruto era grato por todo o trabalho que o Professor tinha feito com ele, entretanto, sempre veria Sarutobi mais como um mentor do que como parte de sua família. Já Hinata, ela era como sua irmã mais nova, principalmente pela aproximação conflituosa que todos tiveram com a ex-mutante.
Logo que a morena foi acolhida pelo Professor, depois de abandonar a irmandade mutante, os X-men divergiram da decisão do educador, principalmente ele e Sasuke; os dois não acreditavam nas boas intenções da princesa Hyuuga e tinham certeza que ela havia arquitetado um plano para atacar os filhos do átomo quando eles menos esperassem.
Porém, a vida lhe pregou a maior das peças, em uma das batalhas contra as Sentinelas, sem pensar duas vezes, Hinata o salvou. No momento em que lealdade da ex-mutante foi posta a prova, ela lembrou a todos que os X-men eram muito mais que um grupo de heróis; eles eram família, abrigo e segundas chances, ser mutante sempre significaria recomeço.
A partir daquele fatídico dia, o Uzumaki prometeu que faria de tudo para proteger a morena. E Naruto sabia que aquela promessa tinha significados mais profundos que simplesmente gratidão pela atitude da mulher, era uma forma de ressignificar sua própria existência.
Hinata lhe mostrou que de nada adiantava agir de forma correta para ser considerado um humano, os atos deveriam ser revestidos de sentimentos reais. Mesmo que ele lutasse pela humanidade por eras e eras, se realmente não fizesse de coração, seus atos seriam vazios.
Apoiado neste ideal, o loiro fitou diretamente a jovem mutante presa em sua jaula particular. As pérolas arroxeadas de Hanabi estavam fixas em seus olhos azuis, ela permanecia respirando de forma ofegante.
Um sorriso convencido nasceu nos lábios do homem e apontando para o próprio peito, convicto, afirmou:
– Não importa quanto tempo dure ou quanto eu mesmo saia ferido dessa situação, vou acabar com essa programação de besta indomável que implantaram em você, pestinha Hyuuga. – O sorriso do loiro alargou-se. – Ou não me chamo Wolverine, o mutante mais foda que existe!
– Sabe, eu realmente fico bem excitada quando você é dominador, Naruto! – O Uzumaki voltou sua atenção para a Yamanaka. Ino caminhou rebolativa até ele, ela vestia o uniforme de treinamento. Antes de beijá-lo apaixonadamente, a mulher sussurrou contra seus lábios. – Estou esperando ansiosamente pela visita do Wolverine hoje à noite!
O temor continuava rondando a mente do mutante, mas também havia esperança em seu coração. Ele tinha avançado muito no controle da fera que vivia em seu interior, ainda mais depois de começar a se relacionar com Ino. Então, não retornaria ao que era antes de ser tratado pelo Professor, permaneceria evoluindo e lutando pelo ideal correto.
– Ah, Loirinha! – As mãos masculinas acariciavam o rosto feminino. A mulher fechou os olhos e aproveitou o carinho tão íntimo, enquanto seus braços pousavam sobre a cintura do mutante. – Suas palavras sempre serão ordens a serem obedecidas... Agora vamos mostrar a essa pestinha o poder da melhor dupla deste instituto!
– Não conte a Hinata, mas acho que vou pegar um pouco pesado hoje. – O tom risonho na fala da mulher o fez rir. Naruto sabia que Ino estava apenas blefando, ela já não era mais uma vilã a ser temida. – Esse pequeno mostrinho tentou matar o meu homem, vai pagar caro por isso!
Aproximando-se da mulher, Naruto sentenciou sincero:
– Enquanto eu te amar, a morte jamais me levará embora.
O mutante silenciou qualquer resposta que Ino pudesse lhe dar com um beijo cálido. Talvez aquela fosse a primeira vez que ele afirmava com palavras o sentimento profundo que sentia pela Yamanaka e isso aquece seu coração.
E pensar que há meses atrás os dois se provocavam até o limite do incomodo com palavras doloridas, porém, agora não imaginavam a vida sem o outro ao lado. Ao sentir a mão direita da telepata acariciando seu rosto com carinho, o mutante sorriu singelamente para ela.
– Tenha certeza que a morte jamais tocara em você, enquanto eu te amar. – Depois de respondê-lo, Ino mordiscou seu lábio inferior. – Agora chega desse amor meloso e vamos dar um corretivo nessa pirralha Hyuuga!
O Uzumaki voltou a sorrir abertamente. Deixou a telepata caminha a sua frente e antes de entrarem bateu três vezes na bunda da mulher, sendo que na última apertou a carne macia dela. E por fim, afirmou risonho:
– Assim que se fala, Loirinha! Essa é minha garota...
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– O senhor tem alguns minutos para captar minha atenção. – As pérolas miravam duramente o pai, enquanto a cólera se apossava de suas palavras. – Caso não seja capaz disso, encerramos essa conversa enfadonha e o senhor volta a desaparecer da minha vida, de uma vez por todas! E agradeça a Neji por essa oportunidade...
Ao entrar na sala de reuniões, Hinata tentou ficar o mais longe possível dos outros dois. Estava furiosa com Neji e completamente irritada com a situação que era obrigada a viver naquele momento. Em meio a um dos piores dias da sua vida, onde sua irmã iria ser contida pelos companheiros de equipe e Sasuke estava entre a vida e a morte, a ex-mutante teria que lidar com a ferida que mais lhe causava dor.
O que mais seu pai pretendia lhe dizer? Como ele ainda seria capaz de feri-la? Hinata estava cansada de ser forçada pela vida a suportar sofrimento atrás de sofrimento, precisava de um pouco de calmaria para se reconstruir.
– Minha filha, eu sempre lutei por você, mesmo que muitas vezes meus atos não demonstrassem isto. – A morena foi obrigada a dar dois passos para trás ao ver o pai se aproximar. Imediatamente, o homem parou. – Você e seus irmãos sempre foram o norte para todas as minhas decisões, tenha certeza disso, Hinata.
Desacredita, a mulher cerrou os olhos ao ver o patriarca respirar profundamente. Aquela foi a primeira vez que a ex-mutante se deu conta da teatralidade nas ações do Hyuuga, pois apenas isso explicaria a tentativa de demonstrar receio e uma possível fragilidade.
Realmente, os dons da arte cênica do seu pai eram primorosos. Se ela não tivesse vivido o que viveu, poderia ser enganada pelas palavras rasas que tentavam imprimir tanto significado. Será que ele acreditava que ainda estava lidando com a adolescente em pânico ao descobrir os poderes mutantes, a qual o procurou para obter abrigo e foi rechaçada na primeira oportunidade?
– Sabe Otou-san, não é dessa maneira que vamos continuar essa conversa! – A ex-mutante estava esgotada de tanto desdém do pai. Já estava na hora dele perceber que ela era mais inteligente que a menininha assustada que buscava amparo em seus braços. – Não estou aqui para ouvir suas mentiras descaradas, quero saber o que lhe trouxe até o Instituto? Eu já disse antes, não há nada para o senhor aqui!
– Claro que existe, Hinata! – E novamente o patriarca caminhou em sua direção, porém, desta vez, Hinata decidiu permanecer onde estava. Não deixaria que ele tirasse mais nada de si, nem mesmo seu espaço físico. Os dois ficaram a dois palmos de distância. – Estou aqui para saber de você e de sua irmã! Desde o sequestro, também busco por ela. Determinei que tanto Neji quanto outros obtivessem notícias sobre o paradeiro de Hanabi.
Como um ricochete doloroso, a mulher tomou consciência de tudo o que estava acontecendo. Era esse o motivo que trouxe Neji até ela! Eles queriam saber apenas de Hanabi e ela foi tão somente uma peça no jogo de xadrez arquitetado pelo pai.
– Vocês dois me procuraram só por isso?! – Hinata sentia a dor da verdade quebrando todo seu coração. Até seu primo – o qual era amado como um irmão – havia participado dessa artimanha desumana! Desorientada, a mulher olhou para Neji; ela não queria acreditar que ele também tinha a enganado. – Nii-san, você nunca quis me encontrar?
– Claro que não, Hinata-sama, você está entendendo errado! Eu busco você há anos, muito antes do sumiço de Hanabi! – Apesar de a morena sentir o desespero desenhado nas palavras do primo, ela não sabia mais no que acreditar. O laço que ela tinha com os irmãos era a única certeza que a ex-mutante tinha, porém, ele estava ruindo bem diante de seus olhos. – Eu só fui impedido de te encontrar antes. Tudo o que lhe falei, desde quando nos vimos, é toda verdade que existe, imouto!
A Hyuuga viu o primo caminhando até ela, e mesmo que inicialmente quisesse se afastar, não teve forças para isso. Logo Neji a abraçava e Hinata só foi capaz de retribuir o gesto. A mulher não conseguia aceitar o fato de que não tinha mais nenhum vinculo com o primo.
A voz outrora imponente de Hiashi, afirmou hesitante:
– Eu sou prova viva disso, Hinata! Seus irmãos fizeram de tudo para te encontrar, tanto que tentaram expulsar Neji da família, mas impedi que mais um dos meus filhos fosse afastado de mim. – A morena permanecia aturdida nos braços do primo. Olhou para ele, enquanto tentava compreender o que o pai falava. – E por isso, fui obrigado a impedi-lo de chegar até você antes do desaparecimento de sua irmã.
– Isso não muda as coisas, Otou-san! Eu continuo sendo a peça descartada e sem importância para esse "clã" podre e para o senhor...
O patriarca interrompeu a fala da ex-mutante, rapidamente:
– Você nunca foi descartada, minha filha! Em todos esses anos, desde que fui obrigado a expulsá-la, cuidei de você. – Os olhos perolados fitaram diretamente os orbes cinza. Do que ele estava falando? Ela tinha vivido sozinha até ser acolhida pela irmandade mutante e depois pelo Professor Sarutobi. – Intervir para te proteger nos hotéis que você ficou; paguei para que Kurenai cuidasse de você e depois, quando descobri o que ela te obrigava a fazer, paguei ainda mais para que aquela mutante sem escrúpulos deixasse que você vivesse em paz no Instituto; e lhe empreguei depois que você tomou a cura!
Quando aquela conversa começou, Hinata não imaginava o que iria ouvir, entretanto, o que seu pai acabava de falar era completamente absurdo. Ele acabou de contar que tinha a mantido sobre sua dominação todos esses anos.
– O senhor fez o que? Eu não posso acreditar nisso! Otou-san, eu não sabia que existia honra em mentir descaradamente!
– É verdade, Hinata-sama. Seu pai fez tudo isso por você... Por se preocupar. – Irada, a mulher voltou à atenção para o primo. A ex-mutante poderia jurar que seu sangue fluía inflamado dentro do corpo.
Precisando de espaço, soltou-se do abraço e voltou a caminhar para longe dos outros dois.
– Isso é demonstração de preocupação? – Rindo sem qualquer humor, apenas desacreditada, Hinata afirmou. – Eu nunca precisei disso, jamais quis o que o dinheiro Hyuuga era capaz de comprar!
– Filha, mas você precisava morar em algum lugar. – A morena foi obrigada a respirar fundo, sentia vontade de gritar. E antes de seu pai começar a falar ela ainda duvidou da dimensão da ferida que ele lhe causaria, um grande erro que jamais cometeria de volta. – Lhe proporcionei o amparo que você precisava todos esses anos. Por amor a você, minha luz branca.
– Amor? O senhor acha que bens e dinheiro são prova de amor? Eu precisava de um pai, de apoio emocional e não material, Otou-san! – A ex-mutante começou a caminhar de um lado para o outro na sala de reuniões. Iria enlouquecer se não externasse toda sua indignação e ira. – Eu era só uma criança quando você me colocou para fora de casa. Fui obrigada a descobrir meus dons mutantes, os quais me afastavam ainda mais das pessoas, sem ninguém ao meu lado!
Na maioria das vezes, Hinata era uma pessoa comedida; alguém que avaliava suas palavras e ações, justamente por ter sofrido muito em toda sua existência. A ex-mutante valorizava tanto as atitudes que tomava como aquelas que eram tomadas contra ela, o que convergia com sua personalidade gentil e de trato fácil.
Todavia, ela não era alguém que aceitava de bom grado ser mal tratada; aquele que pisava no calcanhar de Vampira deveria aceitar o resultado de sua ação. O sangue que corria nas veias da ex-mutante era quente e deixava rastro por onde passava, quando fosse necessário.
E era isso que estava acontecendo naquele momento. Hinata tinha suportado muita coisa de seu pai para simplesmente abaixar a cabeça e tomar como verdadeira as afirmações que ele estava lhe apresentando. Tanto sofrimento tinha lhe feito forte e perspicaz para, no mínimo, duvidar de tudo o que estava sendo dito.
Além disso, tinha o fato de que parecia que o patriarca da família não estava ouvindo suas palavras. Ele permanecia falando das supostas coisas que tinha feito como se tivessem um significado gigantesco, quando ela só precisava ter sido cuidada por ele próprio em toda sua vida.
– Hinata, compreendo sua dor e frustração. Acontece que a verdade é inalterável e eu estou lhe contando tudo o que você precisa saber no momento. – A Hyuuga sentia-se invisível aos olhos do pai, já que ele continuava a soterrando com suas palavras falaciosas. – Também sei que você precisa de tempo para assimilar tudo o que estou dizendo, porém, preciso saber como sua irmã está!
– E o senhor quer mesmo que eu acredite em tudo o que me falou, Otou-san?! Ainda mais depois de simplesmente retornar o assunto à Hanabi! – Imediatamente, para conter toda a raiva que sentia, Hinata começou a massagear suas têmporas. – Como se não tivesse ouvido nada do que eu falei!
– Minha filha, como eu te disse. Eu te ouvi e entendo, mas, neste momento, existem coisas mais importantes. Precisamos resolver a situação da Hanabi, tirar esses poderes que enxertaram nela. – A ex-mutante olhou incrédula tanto para o pai quanto para seu primo. Viu quando Neji voltou a encolher os ombros, completamente envergonhado pelas atitudes do tio. – Antes que o conselho ancião descubra algo e também decida deserdar sua irmã.
– Não é simples assim, Otou-san! O senhor fala como se fosse apenas injetar a cura nela! Nós nem sabemos se a Hanabi ainda existe dentro daquele corpo que resgatamos. – As lágrimas que Hinata nem imaginava que estava segurando irromperam avassaladoras por seu rosto; desciam grossas de seus olhos e escorriam doloridas por suas bochechas. – E se for preciso que ela permaneça com os poderes para que viva de alguma forma, eu vou lutar para que assim seja feito, Otou-san. Tenha certeza disso.
– Tudo bem, tudo bem! Irei relevar suas palavras, pois a emoção tomou conta, minha filha. Contudo, você deveria prestar atenção no que está falando. – Hiashi caminhou até a morena e tocou-a no ombro esquerdo; apertou delicadamente a mão em uma tentativa muda de transparecer carinho e cuidado. – Você sabe que viver como um monstro não é o caminho correto, não é mesmo?! Você até tomou a cura, filha.
Confusa, a ex-mutante olhava para a mão do pai. Aquele era o primeiro contato físico deles em anos e representava tudo o que os dois tinham um do outro: distanciamento e dor acumulada.
Um novo riso sem humor fez-se presente e Hinata desfez o contato entre eles, com cuidado. Limpou as lágrimas e revelou, angustiada:
– Eu me arrependo todos os dias por essa escolha, Otou-san! Escolhi algo que acabou comigo; que me desconstruiu e deixou apenas um remendo de pessoa. – Os olhos perolados fitavam diretamente o Hyuuga, estavam repletos de pesar. – Não vou deixar que o senhor obrigue Hanabi a se moldar ao que o pretensioso "clã" Hyuuga quer! Depois disso tudo, ela vai escolher o que querer da própria vida, sabendo inteiramente o que significa tomar a cura. Lembre-se que aqui o senhor não tem poder sobre minha irmã.
– Sua irmã continua sendo minha responsabilidade e irei cuidar do futuro dela, quer você queria ou não, filha. Assim como permanecerei cuidando de você... – A mulher foi obrigada a segurar a respiração ao sentir o polegar frio do pai tocar sua bochecha e amparar a última lágrima que escorreu deseu olho. A Hyuuga deveria admitir que a parte mais inocente do seu coração ansiava por aquele cuidado. – Não vamos chegar a lugar a nenhum se continuarmos nessa discussão, Hinata. Deixe-me ver sua irmã, por favor.
– O senhor quer mesmo cuidar de nós, Otou-san? Então faça o favor de ir embora e voltar aqui se Hanabi quiser vê-lo, pois, por mim, não precisa voltar mais. – Hinata sentiu o coração pesar ao ser tão dura com o pai, mesmo que ele merece tudo o que ela estava jogando de volta. Existiam coisas que não mudavam e a benevolência da morena era uma dessas. – Agora, vá embora! Seu tempo acabou, Hyuuga Hiashi.
A ex-mutante poderia jurar que havia dor pintada nas pérolas cinza do Hyuuga, e isso lhe causou mais desconforto que júbilo. No fim, mesmo depois de tudo, seu pai continuava sendo alguém importante, o que tornava tudo muito pior.
– Você não pode estar falando sério, Hinata? – Existia um misto de indignação e perplexidade no tom de voz do patriarca. – Filha, acredito que você não está ouvindo claramente o que eu estou lhe dizendo! Já expliquei tudo o que aconteceu, não existe motivos para agir dessa forma.
– Não há motivos, Otou-san? Meu Deus! – A ex-mutante estava cansada daquela conversa. Eles tinham apenas andado em círculos, e justamente por isso decidiu que realmente chegou o momento de encerrar qualquer assunto entre os dois. – O senhor fala que eu não te escuto e eu posso dizer o mesmo. Chega! Quero vocês fora daqui, agora!
Hinata acompanhou a surpresa no olhar dos dois e balançou a cabeça em resposta. Tinha que cuidar de outras coisas, situações mais importantes que aquela conversa. Estava extenuada e irritada em demasia com tudo o que tinha ouvido, precisava descansar a mente e o coração para ser capaz de resolver os grandes problemas que enfrentaria.
Suspirou profundamente e caminhou até a porta da sala de reuniões. Naquele momento, todas as palavras que deveriam ser ditas foram ditas e nada mais precisava ser acrescentado. O que mais lhe doía era ter que mandá-los embora, principalmente seu primo. Porém, agora não era o momento para ser calma e contida.
Consternada, a mulher abriu a porta e apontou com a cabeça para a saída do local. Por fim, fitando diretamente o primo, afirmou séria:
– Entrarei em contato com você Nii-san quando conseguirmos algum progresso com a Hana. – Hinata sentiu o amargor de ser tão dura com Neji engasgá-la. Entretanto, a semente da dúvida havia sido plantada em seu coração e era necessário digerir tudo o que tinha acontecido para tomar alguma decisão definitiva. – Até lá, espero de coração que nos deixem em paz!
A morena acompanhou os dois se entreolharem estupefatos. Acabou por demonstrar sua impaciência ao fechar os olhos e respirar sonoramente.
Os Hyuugas caminharam vencidos até a saída da sala e foram acompanhados até a saída da mansão pela ex-mutante; o clima altamente opressivo piorou ainda mais a situação. Antes de os dois saírem pela entrada do Instituto, Hinata sentenciou ferida:
– E Otou-san... – As pérolas miraram diretamente os orbes cinza do patriarca. Na parte superior da escada da entrada, Hinata permanecia ereta; buscava impor sua presença e orgulho para proferir àquelas palavras. – Por ser mutante, eu nunca fui um monstro. Sempre fui apenas uma humana em toda sua potência!
Não houve tempo para resposta, já que Hinata deixou os dois sozinhos e caminhou para a ala de internação. Iria verificar o estado de seus amigos e de Sasuke, pois não poderia interferir na tentativa de conter Hanabi.
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Quando Shino encontrou abrigo nos braços de Kiba, depois das enormes tormentas que vivera por anos, o mutante nunca cogitou a possibilidade de perdê-lo. O Inuzuka havia salvado a alma do Aburame da profunda depressão e melancolia, era o sorriso contagiante e o entusiasmo sem fim do lupino que davam significado à existência dele.
E tudo tinha um peso maior desde que adotaram Akamaru. Antes eles já eram uma família, entretanto, a vinda do animal trouxe contornos explícitos para o ente familiar. Shino demorou a admitir, porém, o cãozinho foi a cereja no topo do bolo perfeito que era a vida dos dois mutantes.
A solidão o devastou de várias formas, o que tornou sua vivência angustiante e desesperadora. Porém, Kiba atravessou sua vida e sem ser autorizado roubou-lhe o coração. Depois de provar do doce mel da alegria sem fim, Shino jamais conseguiria sobreviver sem o outro ao seu lado.
Por ser horário de visita, o Aburame estava sentado ao lado da maca onde o corpo inerte de Kiba repousava. O peito do lupino subia e descia lentamente, sendo que a cada respirada Shino sentia sua vida sendo tragada pelo pânico de o companheiro nunca mais acordar.
A possibilidade de uma vida sem ele era inimaginável. Ansioso, o mutante segurou a mão do Inuzuka com suas duas mãos. Vencido pelo desespero, pousou a cabeça sobre as mãos unidas.
Shino não tinha qualquer tipo de fé dentro de si, o que tornava a situação ainda mais agonizante. Então, a ele restava apenas implorar para que Kiba escolhesse viver. Suplicante, o mutante sussurrou:
– Por favor, querido, volte para os meus braços! Eu não sou nada sem você, meu amor. – A voz embargada se fez presente e, apesar do riso seco, o Aburame continuou sem qualquer ponta de humor em sua fala. – Akamaru e eu precisamos de você ao nosso lado, nós precisamos do coração da família conosco.
O mutante sentia-se devastado por não tê-lo protegido e impedido de ir naquela missão. Há anos Kiba não ia a missões, mesmo que ele fosse um exímio lutador, o lupino tinha se trancafiado no Instituto e permanecido como professor de aulas teóricas. Shino entregou-lhe um voto de confiança e, neste momento, arrependia-se amargamente disto.
– Eu devia ter te enfrentado, querido. Te obrigado a ficar, mesmo que você protestasse vociferando impropérios contra mim. – A dor dilacerante do moreno tornava a situação pior. Shino – sem os óculos escuros que sempre usava e tinham ficado no quarto do casal – levantou e olhou diretamente para o Inuzuka, enquanto sua mão esquerda começou a afagar os cabelos e a direita permanecia segurando firme a mão do outro. – Akamaru chora o tempo todo, ele sente sua falta tanto quanto eu...
O Aburame sentia-se tão vulnerável que deixou as lágrimas escorrerem; era como se o rastro delas fosse seguido pelo ardor da perda imutável. Se houvessem lábios, eles estariam compridos para estrangular o suspiro de desespero que teimava sair de seu coração e voar pela boca mundo a fora.
Shino aproximou o rosto do mutante e o "beijou" na testa com carinho e devoção. Cuidadosamente, encostou sua testa na do outro, enquanto as mãos acariciavam o pescoço do Inuzuka e as lágrimas molhavam a fronte dele. Antes de fechar os olhos, destroçado, o mutante afirmou:
– Eu te amo demais para aceitar sua partida, Kiba!
A ele restou apenas à possibilidade de cuidar de seu companheiro, ao mesmo tempo em que aguardava ansioso pelo retorno do lupino ao mundo dos vivos. O que Shino não imaginava era o quanto o desejo pode ser atendido quando menos se esperava.
– E eu te amo além do imaginado para querer ir embora, querido...
A voz abafada pelo respirador do lupino despertou o Aburame rapidamente. Shino custou alguns segundos para acreditar que via os olhos negros de seu amante abertos e o sorriso miúdo desenhados nos lábios dele.
– Acontece que jamais deixaria esse corpinho que eu tanto amo livre, leve e solto para outra pessoa.
A risada de alívio que reverberou da mente do mutante contagiou Kiba, mesmo que ele sentisse todos os músculos doendo consideravelmente. Muito deveria ser dito por eles, mas, por ora, bastava apenas a certeza de que, dessa vez, a morte se compadeceu dos dois e lhes presenteou com mais tempo; presente que não seria desperdiçado por nenhum deles.
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O Uchiha sentiu todos os músculos do corpo serem atingidos por uma corrente elétrica.
Mesmo sentindo as pálpebras pesadas, Sasuke abriu os olhos; também lhe foi custoso respirar. Piscou algumas vezes aturdido ao notar que conseguia ver o céu em tons roxos. Desde a despertar de seus poderes, na puberdade, o mutante apenas observava o mundo banhado pelo vermelho das rajadas ópticas.
Ainda deitado, porém agitado pelo que imaginava que pudesse ter acontecido, lançou suas mãos sobre os ferimentos que deveria ter no tórax e no pescoço e percebeu que a pele estava completamente fechada. Então era isso... Ele estava em algum lugar além da vida?
Desacreditado, balançou a cabeça e riu sem humor de sua constatação. A irmã de Hinata tinha feito um grande estrago e o empurrado para os braços gélidos da morte. Arrependia-se, apenas, de não ter consertado seu maior erro; queria ter sido bom o suficiente para amar a Hyuuga como ela merecia ser amada.
Vencido, o mutante sentou e admirou a paisagem que conseguia ver nitidamente. Havia árvores de carvalho por todo o lugar, Sasuke perdeu a conta de quantas árvores robustas e cheias de musgo conseguia ver; a grama verde, tanto que parecia brilhar, e suave ao toque. Ainda, ele ouvia ao fundo o barulho de água caindo, tinha certeza que era o som de uma cachoeira.
Sasuke já não poderia fazer nada para mudar o seu destino, assim, permaneceu alguns segundos, ou minutos, talvez horas sentado apreciando as sensações físicas que ainda conseguia ter. Quando se deu por vencido, se pôs a caminhar pelo local.
Raramente ele agia daquela forma, provavelmente nunca tivesse sido tão contemplativo e conformado com tudo, porém, já que estava morto, gostaria de entender o que tinha acontecido e por qual motivo estava naquele lugar.
– Eu sempre sonhei vê-lo assim tão calmo, Sasuke...
O líder dos X-men sentiu seu coração para algumas pulsadas e os olhos dilatarem-se atônico. Imediatamente, virou no sentido da voz e deu dois passos para trás ao constar que realmente estava frente a frente ao seu primeiro amor. Resplandecente e banhada por uma aura dourada, Karin o fitava diretamente e sorria acolhedora.
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GLOSSÁRIO:
Imouto – irmãzinha.
Carvalho = significa "Força, Conhecimento e Longa vida".
N/A² – E voltamos, meus amores!
Agora com toda dedicação do mundo. Quero pedir perdão pelo longo período sem postar, porém, Gene toma muito tempo da minha vida, pois eu pesquiso, reviso, incluo informação, retorno aos capítulos para confirmar e deixar tudo coerente.
Essa história é o ápice da minha escrita, o maior amor que eu tenho e faço tudo com a maior dedicação possível.
Queria ter mais tempo para me dedicar a ela, acontece que a vida não é como a gente quer e ta tudo bem também. Já dei início ao Capítulo onze e pretendo, com a ajuda de todo o universo, concluí-lo esse ano para termos duas atualizações. Esse é meu desejo e estou empenhada para isso.
Uma última coisa, Gene é a realização parcial de um sonho. Amo fanficar? Claro! Acontece que ter um quadrinho meu é algo que almejo desde quando eu era apenas um feto na barriguinha de mamãe.
É com todo esse desejo que escrevo Gene X! É o minha história em quadrinhos e espero que vocês continuem a acompanhando.
Sobre o Capítulo, quero deixar algumas palavrinhas:
Primeiro, foquem no significado das árvores que estão no local de além vida do Sasuke! Vamos começar um novo ciclo e espero que vocês estejam abertos para entender mais da personalidade conflituosa do nosso verme Uchiha (Quem pegou a referência? Kkkkk).
Já disse anteriormente, relações familiares são TUDO pra mim e eu amo esmiuçar o clã Hyuuga. MINHA FAMÍLIA PERFEITA! NINGUÉM TOCA E NINGUÉM SAI! KKKKKKKK
Temos que andar com a história para entendermos os sentimentos pelos quais a nossa amada Hyuuga passou. Porém, não apenas ela, Hiashi é tão importante quanto os demais personagens e espero que vocês tenham entendido mais e mais dos motivos do patriarca da família.
A conversa dele com a Hinata, junto com o treinamento do Neji, até agora, são as cenas que eu mais amei escrever. Quero transmitir toda humanidade e fraqueza que revestem a figura dura e centrada de Hiashi, tudo o que aprendi ao ver sua transformação ao longo do anime.
Ai gente, amo trazer o Orochimaru e toda sua potência para os conflitos de Gene X! Ele faz a história crescer sempre que aparece; faz o enredo caminhar. INFERNO! CRIAÇÃO PERFEITA QUE EU AMO KKKKKKKKKKKK.
E já diria minha mamãe "Não se cutuca onça com vara curta", Orochimaru... Não vou falar mais para não entregar os rumos dessa história.
E, por fim, os casais que estão aqui para trazer um pouco de alívio ao caos que é Gene! KKKKKKKK
Eu amo escrever as cenas NaruIno e KibaShino (ou ShinoKiba ou ShiBa)! A cumplicidade de cada par é única e espero que vocês sintam a sutiliza do amor de anos do melhor casal YAOI desse anime e a grandeza do amor frenético da melhor dupla de loiros de Naruto!
É isso, meus amores. Até breve.
E obrigada por todo carinho, cuidado, dedicação e leitura. Vocês são DEMAIS! Amo cada um.
Beijos,
A.S.
Reviwes, por favor?
N/B – Jeová é testemunha de como eu tou feliz de betar essa fic de novo. Depois de tanta espera e tantos planos, um novo capítulo de Gene X aparece pra colocar vários "pingos nos i's" e também deixar vários pontos de interrogação separados por aí. Estamos alcançando um patamar ainda mais intenso de sentimentos e decisões feitas por todos os personagens e creio que daqui em diante só tiro, porrada e bomba pra parar essa galera. Minha esposa amada, como sua amiga e beta, estou muito orgulhosa de seu avanço nessa história e seu empenho em trazer algo único para o público. Te amo demais, minha linda! 3
