Autora: BelleDayNight
Tradutora: Juuh Haruno
Classificação: T-Rated
Disclaimer: Naruto e nem a história me pertencem, sou apenas a tradutora autorizada.
Capítulo 11: Sem-Teto
Sakura olhou para o teto do seu quarto de infância, deitada em sua cama antiga que estava bem longe de ser tão confortável quanto a que tinha em seu apartamento.
Já tinha se passado algumas horas desde a celebração do aniversário de Neji, onde teve a a sorte de conseguir escapar das garras de Hiashi Hyuga e ser resgatada com a desculpa de que ficaria sob a custódia de seus pais. Pouco importava se era uma jovem independente e emancipada, agora que estava em um suposto namoro oficial com o Herdeiro Hyuga, seus pais teriam o direito de se intrometer na história, pelo menos na frente do líder Hiashi. Aquele megalomaníaco não precisava saber que seus pais a respeitavam como uma mulher adulta e a deixavam tomar suas próprias decisões com todo o seu apoio.
Mas havia uma coisa boa em passar a noite na casa dos seus pais - o café da manhã do papai no domingo de manhã. Já podia sentir o cheiro dos deliciosos aromas de sopa de miso, mingau de arroz, tamagoyaki e nori. Sem dúvida, sua mãe teria espremido na hora um suco de laranja para acompanhar. A kunoichi tomou um banho rápido, vestiu-se e depois correu para a cozinha, seu estômago choramingando.
Tudo que menos esperava era que houvesse companhia na mesa do café da manhã, mas havia quatro lugares arrumados à mesa no lugar dos três usuais.
"Bom dia, Sakura", disse Sasuke, levantando a mão em uma saudação estranha. Seus olhos escuros correram nervosamente para o fogão, onde o pai da jovem terminava com os ovos, e depois para a mãe, que estava no balcão espremendo laranjas. Ambos ignoravam propositalmente os dois.
"Olá, Sasuke," Sakura respondeu sentando ao lado dele na mesa. Que reviravolta estranha de eventos. Na noite passada, estava beijando Neji Hyuga de forma bastante apaixonada, e agora estava aqui sentada à mesa do café com sua antiga paixão de infância. "O que está fazendo aqui?"
"Eu fui ao seu apartamento, mas o síndico disse que você tinha voltado para cá", explicou.
"O que?", Sakura esfregou a testa. "Não faz o menor sentido. Nós só dissemos isso a Hiashi para que eu pudesse sair do complexo Hyuga."
"Aparentemente, as notícias correm rápido quando esse homem está envolvido", disse Sasuke. "Recebi uma ordem para me mudar para o complexo de Hyuga. Assim que Kakashi partir para sua próxima missão, o clã Hyuga receberá a minha tutela até meu aniversário de dezoito anos."
"Isso não pode estar certo", disse Sakura.
Sua mãe, carregou uma bandeja de prata com a jarra de suco de laranja e quatro pequenos copos, colocando a bandeja na borda da mesa e enchendo os copos. Seu pai, Kizashi, carregava uma bandeja maior cheia de comida para a mesa e colocou-a no centro, antes de se sentarem em frente a ela e Sasuke.
"Nós não poderíamos mandar o garoto para casa sem ter certeza que ele tomaria um café da manhã forte", explicou Mebuki. "Ele disse que te ligaria no final da tarde, mas nós insistimos que ficasse".
"Hum, tudo bem". Sakura enviou à mãe um sorriso tranquilizador. As coisas ficavam confusas sempre que Sasuke estava envolvido, mas ainda eram amigos, independentemente de outras circunstâncias atenuantes. "Naruto falou com Hiashi sobre você morar com ele para que os dois pudessem treinar para o Exame Chunin juntos."
"Pode ter começado assim, mas recebi uma ordem do Conselho de que devo me mudar e ficar sob a custódia dos Hyugas", disse Sasuke. Ele pegou seus hashis e Sakura seguiu seguiu o exemplo.
"O interessante é que foi o Conselho e não a Hokage que emitiu a ordem", destacou Sakura.
"Itadakimasu!" Kizashi exclamou, interrompendo a conversa.
Sakura foi a primeira a mordiscar a omelete enrolada. "Está uma delícia, papai."
Mebuki zombou. "Ele cozinha apenas uma refeição por semana e, no entanto, é sempre ele quem recebe os elogios."
"Sua comida também é ótima, Sra. Haruno," Sasuke interveio antes que Sakura pudesse se redimir. Virou-se na direção do garoto, com as sobrancelhas levantadas. O que ele sabia sobre a culinária de sua mãe? "Seus biscoitos são muito saborosos. E Sai já esteve aqui várias vezes nos últimos dias para pegar o jantar para nós."
"Eu não posso deixar seus companheiros morrerem de fome!" Mebuki explicou. "E esse Sai é sempre um jovem tão curioso."
Sakura mexeu a sopa de missô à toa e observou o líquido vermelho escorrer da colher de porcelana. Ela se inclinou para voltar a encará-lo enquanto mastigava lentamente a comida, com sua expressão facial em branco, como sempre. "Bem, como você se sente sobre mudar para o complexo Hyuga?"
"Eu acredito que é outra tática para me manter longe de você." Sasuke deixou de lado seus pauzinhos e bebeu um pouco de suco de laranja, sorrindo para sua mãe em seguida. "Melhor suco de laranja que eu já tomei."
Mebuki sorriu para o último Uchiha.
"Eu não perguntei sobre os motivos de Hiashi, quero saber como você se sente sobre isso?", esclareceu.
Sasuke deu de ombros. "Estou sendo forçado a me mudar para a casa do clã rival da minha família. Eu cresci ouvindo meu pai falar sobre como os Hyugas eram pretensiosos, e agora terei que fazer parte deles."
"Mas você estará com Naruto", apontou.
"E longe de você", Sasuke retrucou. "E Sai. Ele é decente - quando fica de boca fechada."
"Então, quais são seus planos para o dia?" Kizashi perguntou. "Você virá para o jantar, certo? Sua mãe está fazendo seu famoso macarrão Yakisoba."
"Claro, pai, eu volto para o jantar. Tenho algumas coisas que preciso fazer no meu apartamento e depois vou visitar a Mestre Tsunade e Shizune para ter certeza de que estou no rodízio de atendimento do hospital esta semana." Sakura voltou a mexer em sua sopa de missô. "Você quer caminhar comigo até o meu apartamento?", perguntou a Sasuke.
Ele assentiu. "Eu ainda tenho que ser supervisionado por um membro da equipe sete", disse Sasuke. "Kakashi foi o que me levou até o seu apartamento e depois até aqui mais cedo."
µµµµ
Quando Sasuke decidiu procurar Sakura naquela manhã, não esperava passar o dia todo com ela. Já não estava mais em prisão domiciliar, mas isso não significava que estava livre para vagar pela aldeia. Atualmente, encontrava-se sob a tutela de Kakashi Hatake e livre para passear dentro da aldeia desde que um membro da Equipe Sete estivesse com ele. No entanto, com as novas ordens do Conselho, isso estava prestes a mudar novamente. Ele logo seria um prisioneiro sob a tirania do clã Hyuga.
Ele e Sakura caminharam juntos em relativo silêncio da casa de seus pais até o prédio em que ficava seu apartamento. Havia tanta coisa que queria dizer para ela, mas não sabia nem como começar. Nunca foi do tipo que falava sobre o que sentia e planejava, a menos que estivesse no meio de uma luta. De que forma se aproximaria de Sakura sem assustá-la no processo? Ainda lembrava-se de sua promessa quando eram pequenos, de que sempre estaria lá para ele, que faria qualquer coisa por ele. Será que isso incluía formarem uma família juntos? Mas ao que parecia, não era da vontade dela namorá-lo agora, mas sim voltar a ser sua amiga. O que isso significava?
"No que tanto pensa?" Sakura perguntou, lançando uma mirada de soslaio.
Seus olhos verdes mostravam preocupação, mas onde estava aquele amor que ignorou por tanto tempo? Precisava ser honesto com ela, mas sem agir como um louco. Kakashi o avisou que às vezes agia de forma demasiadamente intensa. "Eu me sinto um pouco perdido às vezes", admitiu.
Sakura riu. "Bem-vindo ao clube". Passou o braço pelo dele e o levou até as escadas do seu prédio. Sasuke tentou não colocar muitas expectativas na ação carinhosa, eram apenas amigos. Além disso, os dois membros do clã Hyuga que estavam escondidos nas sombras, seguindo-os, eram uma lembrança constante de tudo que estava em jogo para mantê-los separados.
"Qual o significado disso?", perguntou a kunoichi, olhando para a porta da frente e piscando várias vezes em aparente choque. Havia um aviso de despejo preso nela. "Isso não é possível!"
Sasuke mudou o peso entre os pés, mas não disse nada. Muito provavelmente, esse foi um trabalho de Hiashi Hyuga. Ele era o chefe de um dos clãs mais poderosos da aldeia, com essa autoridade vinham certos privilégios.
Sakura tentou usar sua chave na fechadura, mas não funcionou. Ela fechou a mão em um punho e preparou-se para abrir a porta na base do soco.
"Não quebre a porta," Sasuke disse tocando seu ombro. Ele podia sentir a tensão enrolada dentro de seus músculos aliviar um pouco. "Vamos falar com o proprietário."
Sakura respirou fundo, calmante. "Você está certo." Estendeu a mão e colocou-a sobre a dele em seu ombro. "Nós vamos apenas falar com a senhoria."
Voltaram para o primeiro andar e Sakura bateu na porta da senhoria, sendo atendida por uma pequena mulher de cabelos grisalhos, viajando os olhos de Sakura para Sasuke em surpresa. "Bom dia, Sakura." Seus olhos escuros se fixaram em Sasuke e ela visivelmente engoliu em seco. Sua notoriedade a atingiu novamente. "Sr. Uchiha", acrescentou. Seus olhos voltaram para Sakura e ela sorriu. "Parabéns pelo seu noivado. O que te traz aqui?"
"Sra. Tokidoki, por que há um aviso de despejo na minha porta? E por que as fechaduras foram trocadas?", exigiu. "Meu aluguel foi pago integralmente pelos próximos seis meses!"
"Oh, não se preocupe. Sua conta foi creditada no valor total", disse a senhoria com um suspiro audível. "Eu não sabia que você se preocuparia com uma coisa tão trivial."
"Por que o aluguel foi creditado?" Sakura perguntou com os dentes cerrados.
Sasuke lutou contra o desejo de tocar seu ombro novamente. Não tinha certeza se isso a acalmaria ou a deixaria ainda mais violenta naquele momento.
"O Senhor Hyuga veio explicar pessoalmente que você estaria vivendo temporariamente com seus pais até o seu casamento com o novo herdeiro Hyuga. Seu futuro sogro se certificou de que todas as suas coisas fossem transferidas para o depósito imediatamente. Foi hoje de manhã, eu presumi que você estivesse ciente de tudo", disse a Sra. Tokidoki. Ela esfregou a parte de trás de sua cabeça, balançando seu cabelo grisalho curto. "Ele trouxe um documento oficial do Conselho. Eu não podia ignorá-lo."
"O Conselho novamente," Sasuke disse com uma sacudida de cabeça demonstrando sua repugnância. Eles foram os únicos, ao lado de Danzo, responsáveis pela decisão de aniquilar sua família. Mais uma vez, eles estavam interferindo na vida dos mais importantes para o jovem Uchiha.
"Você sabe onde minhas coisas estão sendo guardadas?" Sakura perguntou.
A sra. Tokidoki encolheu os ombros. "Sinto muito, senhorita Haruno. Você terá que perguntar ao lorde Hyuga. Talvez o jovem lorde Hyuga seja mais útil." Ela se inclinou perto do ouvido de Sakura e sussurrou, assumindo erradamente que Sasuke não seria capaz de ouvir. "Embora, talvez você não devesse ser vista andando por aí com seu antigo namorado. As pessoas podem começar a falar."
Sakura limpou a garganta. "Agradeço a sua ajuda, Sra. Tokidoki." Ela juntou as mãos e se curvou na altura cintura. "Eu aprecio tudo o que você e seu marido fizeram por mim enquanto morei aqui."
A sra. Tokidoki sorriu amplamente. "Se as coisas não derem certo, será sempre um prazer tê-la aqui novamente."
Sasuke e Sakura voltaram para o lado de fora do prédio. "O que quer fazer agora?" Sasuke perguntou. Podia sentir os dois Hyugas observando-os ainda e se perguntou se eles divertiram com o que acabou de acontecer?
Sakura esfregou as têmporas. "Eu ainda preciso falar com a Mestre Tsunade e Shizune sobre o meu horário de trabalho. Então, acho que preciso deixar mamãe e papai saberem sobre o que aconteceu."
"Você está apenas ajudando-o, certo?" Sasuke perguntou baixinho, sua voz mal acima de um sussurro. "Vocês não estão realmente juntos."
"Eu estou em dívida com ele, mas isso", Sakura disse gesticulando para o prédio atrás deles. "Não foi isso que eu aceitei." Ela balançou a cabeça, o cabelo rosa voando com o movimento abrupto. "Neji vai me pagar por isso."
"Bem", Sasuke disse, colocando as mãos nos bolsos da frente da calça jeans. "Você sempre pode morar comigo." Sakura olhou para ele com as sobrancelhas levantadas. "Eu ainda preciso de supervisão e assim que derem uma missão para Kakashi, terei que ficar preso sob a guarda do clã Hyuga."
"Eu..." Sakura começou. "Sinto muito, Sasuke. Mas, tenho que pelo menos tentar manter as aparências, e também não acho que seja uma boa ideia enquanto estamos tentando reconstruir nossa amizade."
Sasuke mordeu o interior do lábio inferior. Esperava que não fosse agraciado com a famosa desculpa do 'vamos ser apenas amigos'.
"Eu posso deixar para procurar a Mestre Tsunade mais tarde. Por que não vamos ao campo de treinamento agora?" Sakura perguntou.
Sua sugestão surpreendeu Sasuke. "Tudo bem", concordou. Alguns anos atrás, teria achado a ideia de brigar com Sakura algo risível. No entanto, estava bem ciente das habilidades que ela aprendeu ao treinar sob a tutela da Hokage. E com sua habilidade de regeneração, não teria que se segurar porque estava confiante de que ela seria capaz de curar os dois com facilidade.
µµµµ
Neji e Hinata sentaram-se sob uma das grandes árvores no pátio de Hyuga enquanto assistiam Naruto e Hanabi lutarem. Para ser justo, Naruto não tinha permissão de usar clones das sombras. A ex-herdeira estava se mostrando mais eficiente que o Herói de Konoha com seu taijutsu, mas sua resistência não podia competir com sua energia quase ilimitada dos Uzumakis.
A atenção de Neji continuava indo em direção ao quarto vazio de Sakura, memórias da sua festa de aniversário o mantiveram acordado a maior parte da noite.
Não conseguia tirar o beijo que compartilhou com Sakura de sua cabeça. Ela devia ser uma kunoichi muito habilidosa pois, por um momento, Neji quase acreditou que ela tinha sentimentos por ele. Teve que se lembrar, várias vezes, que era tudo atuação. Seus hormônios haviam confundido-o. Sakura era sua amiga e teria que encontrar uma maneira de pagá-la por tudo que estava fazendo por ele.
Ko se aproximou de Neji e Hinata e caiu de joelhos na frente dos dois em sinal de subserviência.
"Ko, por favor, isso é desnecessário", protestou Neji. Naruto e Hanabi pararam sua luta para assisti-los. "Continuem!" gritou para eles. Naruto não perdeu tempo antes de atacar uma Hanabi distraída e mandá-la direto para o chão.
"Senhor Neji, Lady Hinata, por favor, me perdoem. Eu estava sob ordens", explicou Ko. Seus olhos estavam abatidos e permaneceu prostrado diante deles. "Lorde Hiashi nos mandou tirar todos os pertences de Lady Sakura do seu apartamento para o depósito. Ele providenciou seu despejo com a proprietária do apartamento e ela está sendo forçada a morar com os pais novamente."
"O que?" Hinata guinchou. "Por quê?"
"Ouvi Lord Hiashi confidenciar a Ishida que não acredita plenamente no namoro entre Lord Neji e Lady Sakura", Ko explicou. "Ele disse que, se o namoro for legítimo, suas ações serão apreciadas por sua futura nora."
Neji enterrou o rosto nas mãos. "Oh não, ela vai me matar."
"Isso não é tudo. Toshiro acabou de voltar para o complexo depois de passar o dia seguindo a Lady Sakura. Ela esteve na companhia daquele Uchiha durante todo o dia", disse Ko. "Lord Hiashi vai ficar irado!"
"Por quê? Eles são amigos", disse Neji com desdém. Embora não pudesse impedir a pontada ardente de ciúmes que retorceu seu intestino. "Eu suponho que ele já fez o Conselho emitir a ordem para Sasuke ser colocado sob tutela dos Hyugas. Se Sakura é minha noiva, faz sentido para ela estar na companhia dele."
"Neji", disse Hinata em voz baixa. "Sakura não vai ver dessa maneira."
Ele suspirou em frustração. "Não, ela não vai."
"Obrigado, Ko, por nos contar essas coisas", disse a jovem.
"Qualquer coisa por você, Lady Hinata," Ko disse com um breve sorriso. Ele rapidamente se levantou e correu para retornar aos seus deveres regulares.
Neji se afastou da árvore e partiu para o campo de treino.
"Tudo certo?" Naruto perguntou quando notou sua aproximação. "Por que Ko estava no chão assim? Ele deixou cair alguma coisa?"
"Rastejando para os seus superiores", Hanabi disse com uma elevação de seu queixo. "Algo que alguns de nós nunca aprendemos."
"Ninguém é melhor que ninguém", Naruto argumentou com uma carranca.
"Eu notei que sua simulação para a esquerda poderia ter uma pequena melhora", disse Neji dirigindo-se a Hanabi. Não perdeu a indireta que a prima mandou para ele, mas preferiu fazer nada quanto à isso. Ela estava acostumada a ser a filha favorita de Hiashi Hyuga, a herdeira. Ela o via como nada além de um usurpador e não podia culpá-la pelo fanatismo que Hiashi tinha enraizado nela desde tão nova. "Eu posso te ajudar a melhorar sua técnica de punho suave. Seu Passo Gentil dos Punhos de Leões Gêmeos ainda não são tão fortes quanto os de Hinata, mas eu posso ajudá-la a fortalecê-lo."
"Não, obrigado", Hanabi disse com uma zombaria. "Acho que vou fazer uma visita à cozinha. Talvez comer uma torta de abóbora." Ela se virou e se afastou deles.
Naruto coçou a parte de trás de sua cabeça loira. "Eu não entendo. O que aconteceu?"
Hinata suspirou. "Hanabi não consegue aceitar a nova posição de Neji como herdeiro", explicou-lhe. "E sabe que ele odeia abóbora. Foi o seu jeito de dizer para ele não segui-la."
"Por que simplesmente não disse a ele para não segui-la?" Naruto perguntou.
"Se você conseguir entender como as garotas pensam, me avise", disse Neji.
Hinata deu uma risadinha. "Não somos tão complicadas", brincou, pegando a mão de Naruto e apoiando a bochecha contra o ombro dele.
"Perdão, mas vou ter que discordar", murmurou o herdeiro.
Sakura merece um prêmio só por não ter socado a cara desse velho intrometido... Não sei o que eu faria no lugar dela, sinceramente. Em vez de ajudar os dois, ele está piorando tudo.
Espero que esteja, curtindo a história. Sei que esses capítulos andam meio paradinhos, mas são necessários. Vai melhorando conforme a história se desenvolve, prometo – eu nem traduziria se não gostasse.
Muito obrigada às pessoas que ainda estão acompanhando, apesar da demora para atualizar. Mas podem deixar que não vou abandonar nenhuma tradução, mesmo que demore, vou até o fim. Estou com metade da história já traduzida, mas perco muito tempo revisando. Alguém conhece ou é beta ativo? Estou realmente precisando de um agora.
Não esqueçam de favoritar e/ou seguir a história para serem notificados das atualizações!
