CAPÍTULO 11

Eu consegui evitar meu pai naquela noite. Ele bateu na porta do meu quarto, mas eu pedi para ele ir embora.

Na manhã seguinte, ele me deu um sorriso tímido quando eu apareci para o café da manhã.

"Você está bem?" ele perguntou, espiando meu rosto com preocupação.

"O que você acha?"

"Eu acho que você tinha que escapar daquele Uchiha."

"Pare com isso! Pare com isso, pai. Sasuke não é o pai ou a mãe dele. Não o culpe pelos problemas que você teve com seus pais. Você não tinha o direito de invadir o restaurante daquele jeito. Você nos deixou embaraçados e arruinou seu negócio. Você estragou tudo!"

Ele segurou suas mãos. "Acalme-se."

"Eu não vou me acalmar! Sasuke não merece isso. Ele é um cara legal."

"Sim? Então por que ele te pagava para dormir com ele?"

"Ele não estava me pagando para dormir com ele! Ele me pagou para agir como sua noiva, nada mais. Eu dormi com ele porque eu quis, não é da sua conta. Sou uma mulher adulta e posso fazer o que me der vontade. Incluindo te colocar para fora do meu apartamento."

"Ei, agora você está sendo precipitada. Acho que eu bebi um pouco demais na noite passada. Não vai acontecer de novo."

"Não, não vai porque nós não veremos Sasuke novamente de qualquer maneira." Ele não vai querer nem ser meu amigo depois da noite passada. Meu Deus, que confusão. "E você vai para o AA."

Ele suspirou. "Está bem." Sua anuência rápida me pegou de surpresa.

"Você vai?" Ele mostrou um pedaço de papel sobre a mesa. "Eu peguei o número esta manhã. Tem uma reunião perto daqui hoje a noite." Ele suspirou novamente. "Eu não queria que ontem à noite acontecesse daquela forma. Você é a minha garotinha. Você é tudo o que me resta no mundo. E sinto que estou perdendo você."

Minha garganta ficou apertada. "Ah, pai." "E para um Uchiha." Eu o abracei.

Não pude evitar. Depois de tudo o que ele tinha feito e dito, ele era apenas um desastre emocional confuso como eu. E ele tinha razão — só tínhamos um ao outro.

"A única maneira que você pode me perder é se você fizer uma proeza que nem essa, e se você parar de ter responsabilidade por suas ações, incluindo empréstimos de dinheiro com um vagabundo como o Chefe. Empurrar meus namorados para longe não vai nos aproximar. Vai apenas abrir uma brecha ainda maior entre nós. Você entende?"

Ele me apertou e não disse nada por um longo instante. Tive um pressentimento que ele também estava engasgado para falar. Finalmente ele acariciou minhas costas. Seus olhos brilhavam com lágrimas.

"Eu sei. Eu tive que ficar sóbrio antes de perceber isso, mas eu vejo as coisas mais claras hoje. É por isso que eu vou ao AA. É um sincronismo perfeito também. A reunião vai terminar antes do meu primeiro turno."

"Você conseguiu um emprego," eu disse feliz. Ele assentiu.

"Você não está feliz por mim?"

"Pai, é um bar. Não acha que vai ser muita tentação?"

Ele franziu a testa. "Você provavelmente está certa. Mas eu não posso aceitar o trabalho e desistir em seguida. Eu vou até lá hoje e vou falar com o meu novo chefe sobre isso e explicar sobre minha desistência."

Eu o abracei novamente. "Estou muito feliz por que você está conseguindo se reerguer."

"Sinto muito, Hinata. Agora, sobre a noite passada — talvez eu possa telefonar e pedir desculpas."

"Não faça isso. Você não disse nada que ele não fosse descobrir eventualmente. Não teria funcionado entre nós de qualquer maneira. Somos muito diferentes."

Dei de ombros e virei para esconder as lágrimas que vinham aos meus olhos novamente.

"Você é boa o suficiente para ele, Hinata. Nunca se esqueça disso. Dinheiro não compra classe ou um bom coração, e você tem ambos em abundância." Eu beijei sua bochecha, mas não disse nada. Não havia nada mais a dizer. Eu admito que eu estivesse pensando na possibilidade de ligar para Sasuke e me desculpar. Tinha até pegado meu telefone e olhado o número nos contatos. Mas não liguei. As feridas que nós dois tínhamos nos causado ontem à noite eram profundas e precisavam de tempo para curar. Falar seria apenas mantê-las frescas e abertas.

Mesmo assim, colocar o telefone de lado era a coisa mais difícil que eu já tinha feito. Papai foi para a sua reunião dos Alcoólicos Anônimos depois do nosso jantar de arroz frito. Era tudo o que podíamos pagar, mas não me arrependi de ter dado para Sasuke seu dinheiro de volta. Passar fome por alguns dias era melhor do que ter Sasuke achando que eu era uma puta, achar que eu fiquei com ele por causa do seu dinheiro, ou por vingança. Eu me sentia doente quando eu pensava sobre a cena no restaurante e sobre o que aconteceu do lado de fora e no olhar no rosto de Sasuke quando meu pai falou sobre o nosso acordo. Sem dúvida ele deveria ter perguntado a seus pais o que tinha acontecido e agora ele já sabia da estória toda. Ele parecia tão magoado e tão zangado também.

Quanto tempo ia demorar para ele me perdoar? Será que algum dia ele ia me perdoar? A batida na porta me fez dar um pulo. Não. Certamente ele não tinha voltado para mim. Eu abri a porta com os dedos tremendo e engasguei quando vi Fugaku e Mikoto Uchiha parados na minha porta. Eles pareciam um casal perfeito, que tinham acabado de sair de um anúncio de planos de aposentadoria.

"Podemos entrar?" Mikoto perguntou. Fugaku olhou por cima da minha cabeça.

"Ele não está aqui," eu disse. "Tenho certeza de que você sabe que ele vive comigo agora. Parece que vocês são capazes de descobrir essas coisas."

"Ele vai voltar para casa em breve?" Fugaku perguntou.

"Não. É ele que você quer ver?" Eu tentei combinar a rapidez de Mikoto, mas desisti. Eu estava mais curiosa do que qualquer outra coisa.

"Não particularmente," ela disse. "Mas se ele estivesse aqui, ele mataria dois coelhos com uma cajadada."

Fugaku disse: "Por assim dizer," com um pequeno sorriso. "Podemos entrar?" Eu me afastei e deixei-os passar.

Fiquei feliz porque meu pai não estava em casa. Ele podia ter dito as coisas certas para mim, mas o arrependimento dele era muito recente para testar com as pessoas que ele tinha ódio há tanto tempo.

"Sente-se na sala de estar," eu disse. "Ela está limpa," eu adicionei quando Mikoto hesitou. Ela e o marido trocaram um olhar, em seguida, sentaram-se no sofá.

"Vocês aceitam alguma coisa?"

"Não, obrigado." Fugaku limpou a garganta. "Espero que você não ache que estamos te sufocando por nós dois termos vindo, mas eu insisti. Queremos esclarecer quaisquer mal-entendidos que possam existir entre nossas famílias." Eu puxei uma das cadeiras da cozinha para a sala de estar e sentei-me.

"Continue."

Mikoto assumiu o lugar de seu marido. "Quando eu passei aqui, eu te avisei para não machucar Sasuke. Pedi para você ficar longe dele, se as suas intenções fossem baseadas em vingança."

"Eu me lembro," disse firmemente.

"Parece-me que já era tarde. Ele já estava apaixonado por você. Você já o tinha machucado de qualquer maneira." Eu dobrei minhas mãos no meu colo. Eu não tinha certeza quanto mais eu suportaria antes de cair num choro convulsivo, mas eu queria continuar a ouvir um pouco mais. Ser repreendida por essa mulher me fazia me senti bem, de alguma forma. Como se fosse uma limpeza.

"Mas você tinha que ter dito para ele por que você não podia ficar com ele?"

"O que você quer dizer?"

"Ele veio conversar com a gente hoje," Fugaku disse, assumindo. "Ele nos perguntou por que seu pai estava com tanta raiva e porque ele achou que precisava se vingar em um membro da nossa família".

Eu não aguentava mais. Não podia deixar essas pessoas acharem que eu era tão fria.

"Eu não fiz isso por vingança."

"Viu?" Fugaku disse para Mikoto. "Eu avisei que ela não era assim."

"Você só tem a palavra dela," Mikoto sussurrou. Ele acariciou a mão dela e ela não as afastou dele. Foi o primeiro sinal de afeto que eu tinha visto entre eles.

"Então por que deixou Sasuke pensar que foi?" Fugaku perguntou. Eu suspirei.

"É complicado."

"Estamos ouvindo."

"Resumindo é que não sou boa o suficiente para Sasuke." Ambos piscaram para mim. "Eu acho que você vai concordar com essa avaliação, depois que meu pai bêbado arruinou seu negócio além de ter se feito de tolo. Tenho certeza de que Sasuke lhe contou o que aconteceu."

"Foi o seu pai que fez a besteira," Mikoto disse.

"Não foi você."

"Não, mas ele não vai mudar. Ele vai ser sempre meu pai."

Ela deu uma risada. "Você acha que nos importamos com isso? Acredite, há muito pior em nossa família. Um bêbado não é nada."

As palavras dela me chocaram. Do que ela poderia estar falando? Os olhares que eles trocaram me deixaram curiosa. Qual Uchiha estava causando problemas?

"Além disso, não é só meu pai," eu disse. "Eu sou apenas uma garçonete. Na verdade, nem isso eu sou. Eu sou uma garçonete desempregada. Eu não sou inteligente ou sofisticada. Não me lembro qual garfo usar para peixes, e minha conversa é limitada. Pessoas como o sheik me acham sem graça."

"Na verdade ele gostou de você," Fugaku disse. "Eu falei com ele hoje. Ele me disse que ficou decepcionado porque você e Sasuke não são um casal de verdade e como ele achava que vocês tinham sido feitos um para o outro."

Eu engoli, mas o caroço na minha garganta não ia embora.

"Eu vivo em uma lixeira," disse. "Não tenho nada meu."

"Sasuke não liga para isso," Mikoto disse.

"Isso não nos interessa," ecoou Fugaku. Eu funguei. Por que estavam sendo tão legais comigo depois da maneira como eu tratei o Sasuke?

"Papai nunca vai te perdoar," eu disse agarrando a única coisa odiosa que pude pensar.

A mão de Fugaku apertou a mão da esposa. "O que seu pai disse para você porque ele deixou a Uchiha Corporation?"

"Que você o demitiu depois de descobrir..." Não podia dizer. Eles pareciam um casal feliz e o problema que eles tiveram no passado ficou no passado. Não queria trazê-lo de volta ao presente.

"Não despedi seu pai porque eu pensei que ele estava tendo um caso com a Mikoto," Fugaku disse. Eu olhei para ele.

"Não?"

"Não! Mikoto é tão leal a mim como eu sou para ela." Ela assentiu com a cabeça.

Fugaku suspirou. "A verdade é que, seu pai estava passando por uma fase muito difícil depois que sua mãe morreu. Eu ignorei alguns erros que ele fez, mas em seguida ele custou à empresa uma grande quantidade de dinheiro em um projeto que ele estava gerenciando.

Confiei em Mikoto naquela época como sempre e pedi para ela falar com seu pai, mas ele negou ser o responsável pelo erro. Não foi o erro que me incomodou, mas a sua negação. Tínhamos de ter uma base sólida, ter uma relação de confiança. Dei-lhe todas as oportunidades para vir até mim e admitir seu erro, mas ele não o fez. Ele era orgulhoso demais para pedir ajuda.

Foi nessa época que percebi que ele estava bebendo muito, e nós tentamos convencê-lo a ter aconselhamento. Ele se recusou e entrou no meu escritório, me chamando de todos os tipos de nomes. Senti o cheiro de bebida nele e eu deveria ter feito vista grossa. Mas não fiz. Eu o despedi." Ele arrastou a mão pelo cabelo e não me olhou. "Eu gostaria de ter sido mais piedoso."

Meu coração estava na minha garganta, batendo num ritmo rápido. Eu não podia falar, só podia olhar. Eu deveria saber que seria em parte — principalmente — culpa do pai, mas eu acho que eu não queria acreditar.

"Fugaku ficou mais calmo no dia seguinte," Mikoto disse. "Ele é como Sasuke. Rápido para ficar com raiva, mas rápido também para deixar de ficar. Ele ligou para seu pai, mas não conseguiu encontrálo. Eu fui até a casa dele, mas ele tinha ido embora. Tinha feito as malas e tinha se mudado. Ele não deixou endereço."

"Ele veio para cá viver comigo," eu disse calmamente. "Ele estava mal. Ele está mal desde então." Eu enterrei minha cabeça em minhas mãos e dei uma respiração profunda.

"Me desculpe. Sinto muito por todos os problemas que ele causou no passado e agora."

"Ele não está bem?" Fugaku perguntou calmamente. Dei de ombros.

"Ele está melhor. Acho que ontem foi um soco no estomago dele para o início da recuperação dele, mas acho que no futuro haverá menos socos. Ele está indo as reuniões do AA e ele quer voltar a trabalhar."

"Ele amava muito a sua mãe," Mikoto disse. Meu queixo e lábio inferior tremiam. "Eu sei. Obrigado por terem vindo me contar tudo. Eu precisava saber a verdade."

"Não foi por isso que viemos." Balancei a cabeça.

"Você queria me dizer o quanto eu magoei Sasuke. Bem, vocês não precisam. Eu sei. Vi nos olhos dele." Puxei uma respiração para acalmar meus nervos. "Mas ele vai ficar bem. Ele só precisa de tempo. Não deixamos nossa relação ir muito longe."

"Você pode continuar pensando assim," Mikoto falou. "Mas não é verdade."

"Ouça," Fugaku disse antes que eu pudesse perguntar o que ela quis dizer. Ele se inclinou para frente. "Sasuke surgiu com este acordo de um falso noivado, não por causa do sheik, mas porque ele não sabia como se aproximar de você."

Pisquei rapidamente através de minhas lágrimas. "Eu não entendi. Sasuke pode ter a mulher que ele quiser. Tudo o que ele tem que fazer é ir até a um bar e ela vai cair a seus pés."

"Não é isso o que ele quer." Olhei para ela. Não queria dizer que era isso o que eu queria fazer, mesmo antes de saber que ele era um Uchiha. "Sasuke é um workaholic (viciado em trabalho) e não sabe como convidar uma mulher para sair," Fugaku disse.

"Eu sei que soa estranho quando ele tem tanto para oferecer, mas é verdade."

"Ele puxou o pai." Mikoto deu a seu marido um doce sorriso que me pegou desprevenida. Esse tipo de sorriso era muito estranho nela.

"Sasuke está muito mal, miserável," Fugaku continuou. "Falamos com ele esta manhã e ele... não está bem. Será que você pode ligar para ele?"

Eu agarrei meus dedos mais apertados. Depois de tudo o que tinha acontecido, eles queriam que eu ficasse com Sasuke? Era bom demais para acreditar. Senti como se algo dentro de mim estivesse desmoronando, e com o choque, percebi que era o muro que eu tinha construído em torno de meu coração.

"Foi apenas um acordo financeiro," eu me ouvi dizendo. "Não é um relacionamento verdadeiro"

"É verdade?" Mikoto disse. "Porque eu vi o jeito que você olhou para ele e ele para você no casamento. Você quer mais do que um acordo financeiro como você colocou. E não me venha com essa bobagem sobre não ser digna dele. Admito que meu filho seja uma pessoa maravilhosa, mas ele não é perfeito. Além disso, em comparação com as mulheres que alguns dos meus filhos trouxeram para casa de vez em quando, você positivamente é uma princesa. Você conheceu Konan."

Eu sorri através de minhas lágrimas e limpei minhas bochechas. "E da maneira que o nosso filho mais novo está vivendo, precisamos de boas notícias," Fugaku disse com um toque irônico.

O sorriso de Mikoto se tornou soturno. "Acho que você vai ter que ligar para Sasuke. Eu não acredito numa mulher perseguindo o homem, mas é a única forma desta vez. Ele ainda se sente muito magoado e vai se sentir assim por algum tempo. Ele pode ser um homem gentil, mas ele tem o orgulho dos Uchihas fluindo em suas veias. Mas ele te ama, Hinata. Isso é tudo que importa."

Depois que eles saíram, peguei meu telefone e disquei o número de Sasuke com os dedos tremendo. Foi direto para a caixa postal. Desliguei sem deixar uma mensagem. Talvez eles estivessem errados. Talvez Sasuke não me amasse. Ou ele me amava e eu tinha destruído o amor ontem à noite. Tentei ligar novamente, e mais uma vez caiu na caixa postal. Eu coloquei o telefone na mesa e fui fazer uma xícara de chá. Eu não conseguia dormir e ainda estava acordada quando meu pai chegou em casa por volta da uma hora da manhã.

"Você ainda está acordada?" ele disse jogando sua chave na mesa. Ele entrou e beijou o topo da minha cabeça. Ele estava de bom humor e não queria vê-lo desaparecer. Decidi não falar para ele sobre a visita de Mikoto e Fugaku. Talvez amanhã. Ou talvez nunca. Eu não tinha certeza se ele precisava ouvir, ou se ele estava pronto.

"Eu gostaria de saber como foi a sua noite," eu disse para ele.

"Tudo bem. Ótimo! E a reunião do AA não foi tão ruim. Todo mundo está realmente interessado em ajudar."

"Então você vai voltar?"

"Tenho certeza que sim. Por você, querida." Ele foi para a cozinha e pegou um copo de água

"E o trabalho?"

"Essa é a melhor parte. Meu chefe me disse que eu provavelmente não deveria trabalhar com álcool. Começamos a conversar e quando eu lhe contei minha experiência profissional anterior, ele decidiu me contratar para trabalhar em seu escritório. Ele possui alguns bares e disse que precisava de alguém para supervisionar as operações existentes enquanto ele continua expandindo seu negócio. Eu vou ser testado primeiro lugar, é claro. Ele deixou claro que se eu beber no trabalho ou fizer alguma besteira, ele vai me despedir sem hesitação."

Eu sorri para ele. Eu ainda me sentia instável e ferida depois de pensar sobre Sasuke a noite toda, era o melhor que eu podia oferecer.

"Estou feliz por você, pai. Realmente, estou muito feliz. Só não estrague tudo, está bem? Eu posso não ser mais uma criança, mas às vezes ainda preciso do meu pai perto de mim."

Ele voltou para a sala e beijou minha testa. "Eu vou fazer o meu melhor."

"Pai," eu disse, pegando a mão dele antes que ele fugisse. "Eu preciso de mais uma coisa de você."

"Qualquer coisa".

"Preciso que você perdoe Fugaku Uchiha." Estreitei meus olhos e me perguntei se eu tinha dado um passo grande demais, cedo demais.

"Por quê? Você vai sair voltar a sair com o filho dele?" Eu suspirei e soltei a mão dele.

"Eu não sei. Não é esse o ponto. O ponto é que você está há muito tempo com raiva. Se você realmente quer seguir em frente com a sua vida, você tem que deixar tudo o que aconteceu entre vocês no passado. É hora de perdoar."

Ele ficou calado por um longo momento. Então ele finalmente respirou profundamente e assentiu com a cabeça.

"Eu sei. Eu vou tentar, por sua causa. Prometo que não vou ficar no seu caminho, se você quiser namorar um Uchiha."

Eu dei uma risada. Não dependia de mim eu namorar Sasuke ou não. Não quando ele não retornava minhas ligações.