Capítulo 13
Dia Para Esquecer
Na manhã seguinte tudo estava normal. Trabalhadores saindo de suas casas e pegando táxi indo para o destino das empresas locais, crianças brincando na neve, jovens procurando emprego, tudo estava normal para os Nova-iorquinos. Mas nem pra todos estava totalmente normal. No hotel onde a família ouriço estava hospedada, o ouriço cobalto estava preso em seu quarto assistindo televisão.
Seu pote de sorvete estava quase no fim, pulava todos os canais onde mostrava sua vergonha naquela festa, ficou com tanta raiva de como os apresentadores estava rindo da sua desgraça que jogou o travesseiro na televisão que estava na parede. Sonic decidiu olhar seu celular, mas sua atenção voltou outra vez quando ouviu seu meio irmão numa entrevista no famoso programa de fofoca.
- Então Raphael, o quê você nos diz sobre o comportamento de seu irmão na festa de Fiona Montes?. -. O alce estava tomando sua xícara de café olhando para o morcego branco e azul.
- Bem, ele é o mais atrapalhado de nós quatro, mas ele também é uma decepção para ambas famílias.
- Por quê você diz isso?. -. O alce ficou intrigado com o quê Raphael tinha dito.
- Ninguém mandou ele ser gay. -. Todos ofegaram e Raphael tinha uma expressão calma no rosto-. Sério, amar outro do mesmo sexo pra que?. Só serve pra sujar nomes de muitas famílias, por exemplo, meu pai ficou com o nome sujo, talvez até seja por isso que ele se apaixonou pela minha mãe, pra pelos menos ter um filho correto.
Sonic estava chocado, sua irmã entrou no quarto com um sorriso trazendo um novo saco de gelo para a bochecha roxa, mas seu sorriso desapareceu quando olhou para a TV, Manic entrou no quarto quando seu irmã não respondeu ao seu chamada, olhou para TV ouvindo á declaração de Raphael sobre o Sonic, aquilo o deixou com raiva.
- Como assim, ter um filho correto?. -. Manic grunhiu de raiva olhando atentamente o Raphael.
- Vocês devem estar se perguntando, por quê ter um filho correto?. -. Raphael olhou para a câmera e deu um sorriso para provocar, ele sabia que seus meios irmãos estavam assistindo aquilo-. Olha, ter uma filha como a Sonia não é fácil, comprar roupas e calçados novos todos os dias. Mas vocês já se perguntaram pra onde ela vai todas ás noite?. Uma vez um amigo meu viu ela indo para um motel com um homem mais velho e. ...
- Isso. ... Isso é mentira!. Eu jamais faria tal absurdo!. -Sonia sentou na cama com uma carranca.
- Eu sei que já falei de Maurice, mas vou falar mais uma vez. Meu irmãozinho compra umas roupas bem apertadas ou até mesmo com um estilo afeminado, só uma palavra pra isso:. ES-QUI-SI-TO. Aposto que ele dá aquele traseiro dele para todos os caras que já encontrou.
- Cara nojento!. -. Começou a cair lágrimas no rosto do azulado-. Eu sou mesmo esquisito vestindo minhas roupas?. -. Sonic olhou para seus irmãos com uma expressão triste, seus irmãos de imediato se aproximaram dele.
- Você não é esquisito, você é perfeito do jeito que é. -. Manic se deitou de um lado de Sonic, deu um sorriso e bagunçou um pouco os espinhos dele.
- Raphael que é o esquisito, aposto que ele já dormiu com mulheres mais velhas, e também olha as roupas dele. -. Sonia se deitou ao lado de Sonic se aconchegando nos braços do irmão azul-. Nojo, as roupas dele estão fora de moda. -. Sonic começou a sorrir e rir com seus irmãos.
- Manic, Manic, aquele meu irmão é realmente um ouriço invejoso, preguiçoso e despreocupado. Já falei da vez que ele quase arruinou minha carreira...
- Chega dessa merda. Vamos assistir um filme. -. Manic deu um sorriso orgulhoso-. Vamos assistir um filme que assistíamos quando crianças.
- Aquela animação?. -. Sonia olhou para seu irmão verde.
- Sim!?. Sonic ainda gosta de ver e eu também. -. Sonia fez um beicinho e Manic um sorriso vitorioso.
- Eu exijo uma votação!. -. Sonia levantou uma sobrancelha olhando para Manic.
- Tá. -. Manic bufou e olhou para os irmãos-. Quem vota no filme dos vampiros bobões?. -. Sonia levantou a mão, mas logo abaixou percebendo que seu pequeno irmão azul estava com as mãos abaixadas, Manic riu da expressão de raiva da irmã-. E quem vota na animação Guerras Galácticas?. -. Ambos os meninos levantaram as mãos, Sonia abaixou as orelhas-. Dois contra um maninha.
- Não é justo, vocês sempre escolhem esse filme. Por quê não o meu filme?.
- Sério, vários vampiros e lobisomens que brilham e tiram a camisa desnecessariamente?. Qual a graça nisso?. -. Manic pegou o controle procurando o filme.
- Sonia, assistimos na próxima seu filme. -. Sonic sorriu para a irmã, aquele sorriso que derretia qualquer um. Sonia acabou cedendo e se aconchegou mais na cama.
- Tá bom, mas só porque sua carinha fofa me convenceu. -. Sonia e Sonic riram, se ageitaram todos os três na cama, assistindo á entrada do filme.
No outro lado da cidade, no bairro do Brooklin, Silver estava voltando para o apartamento com as sacolas de compras. Ele chegou ao prédio, tendo dificuldade de pegar as chaves que estava no bolso do casaco devido ás sacolas, um mobian se aproximou de Silver vendo a dificuldade dele.
- Olá, me deixe ajudá-lo. -. Um ouriço mais alto e bastante robusto pegou as sacolas dos braços de Silver.
- Obrigado. -. Silver sorriu amigavelmente, conseguiu pegar as chaves e destrancar a porta, quando ia pegar as sacolas, o ouriço impediu.
- Por favor, me deixe levar essas sacolas para você. -. O ouriço tinha um rubor nas bochechas-. Para um ouriço lindo que você é.
- Oh. ... bem. ... obrigado. -. Silver tinha um fraco rubor nas bochechas, se virou para entrar-. Meu apartamento é no segundo andar. -Tirou seu longo casaco, o dono do local sempre deixava o aquecedor ligado no máximo durante o inverno.
- Então vamos. -. O ouriço riu e caminhou com Silver até chegar ao segundo andar, olhou para as pernas do ouriço prateado durante todo o trajeto, olhou para a roupa daquele ouriço, aqueles shorts curtos que ficavam bem acima do joelho, aquela camisa bem apertada, seus pensamentos e sua visão se interromperam quando Silver abriu a porta do apartamento-. Onde posso deixar?.
- Deixe em cima da mesa. -. Silver se afastou para que ele entrasse.
- Pronto. -. O ouriço voltou a ficar de frente á Silver-. Me chamo Ricardo, e você?.
- Silver. -. O prateado respondeu com um sorriso.
- Silver, mas que nome lindo. -. Ricardo pegou a mão prateada e depositou um beijo delicado-. Acho melhor eu ir, foi um prazer Silver.
- Agradecido. -. Tinha as bochechas coradas e deu um sorriso á Ricardo. Com isso Ricardo se ausentou do apartamento com um sorriso satisfatório e Silver olhou para a mão que foi beijada.
Horas depois preparou o almoço, seu namorado estava quase para chegar com Cream. Então terminou de limpar os cômodos do apartamento que não era grande, mas tinha banheiros em ambos os quartos e um pequeno quarto para hospedes. Silver olhou o horário e deu um sorriso que terminou tudo á tempo de Mephiles e Cream chegar.
- Amor, chegamos!. -. Mephiles gritou ao entrar no apartamento, Cream entrou super animada e correu para a cozinha onde estava Silver.
- Olá Sr Silver. Olha o que a professora me deu hoje. -. Cream tinha um grande sorriso e mostrou a pequena estrela dourada que estava grudada na farda da escola. Silver se agachou na altura da pequena coelha e deu um sorriso-. Ela me deu por eu ter um bom comportamento e que eu acertei todos os números.
- Parabéns Cream. E sabe o que essa estrela merece?. -. Silver se levantou indo para o forno retirar algo que com cheiro estava dando água na boca.
- Hum, não. -. Cream fez uma expressão pensativa-. Já sei, merece um bom chocolate quente e. ... -. Cream sentiu o cheiro-. Que cheiro maravilhoso é esse?.
- É... -. Mephiles entrou na cozinha também sentindo o cheiro-. É macarronada.
- Com queijo e tomate. -. Silver deu um sorriso aos dois e mostrou a fôrma da macarronada-. Do jeitinho que a Cream e você gosta, Meph.
- Hum, já podemos comer?. -. Cream saltava sem parar de tão feliz de ver sua comida favorita-. Eu estou com tanta fome agora.
- Só quando você terminar de tomar seu banho. -. Silver tocou o pequeno nariz da coelha, a fazendo rir-. Precisa de ajuda?.
- Só ligando o chuveiro, por favor. -. Cream correu pra sala para pegar sua mochila que estava tudo que ela precisava-. Eu trouxe meu shampoo de morango.
- Deixa eu te ajudar. -. Silver levou a Cream para o banheiro, ligando o chuveiro-. Você me chama quando terminar de se trocar, tá bom?.
- Tá bom, Sr Silver. -. Cream entrou no banheiro super animada. Ela estava com tanta fome, não tinha tomado café da manhã naquela manhã, sua mãe estava trancada no escritório como sempre não dando muito atenção á ela. Na escola, Cream comprou lanche para ela, mas um dos meninos derrubou seu lanche no chão e as outras meninas riscaram seu caderno todo. A pequena tinha falado para a professora, mas parecia que a coelha adulta não acreditava nela e em sua mãe, nem mesmo prestou atenção no que a pequena estava dizendo quando ligou para ela.
Minutos se passaram, Mephiles foi se trocar no quarto de seu irmão, colocando suas roupas casuais, sua calça moletom e sua regata branca preferida, saiu do quarto, vendo seu ouriço prateado lavando a louça. Se aproximou dele o abraçando por trás que causou uma reação que ele amava muito daquele ouriço prateado, Silver começou a ronronar naqueles braços quentinhos, Mephiles aproveitou que Cream ainda não estava para dar um pouco de carinho para seu amado.
- Mephiles. -. Silver fechou os olhos e mordeu os lábios, quando sentiu um ataque de beijos quentes no pescoço-. Cream está em casa. Meph, para. -. Mephiles ignorou e virou Silver para ficar de frente para ele.
- Hoje você está tão sexy Silvi. -. Antes de Silver falar alguma coisa, seus lábios foram tomados por Mephiles, um beijo ardente que tirava o fôlego, Silver colocou seus braços ao redor do pescoço do ébano, as mãos de Mephiles levantaram uma perna prateada, colocando seus dedos curiosos debaixo daquele short curto-. Amo quando você usa essas roupas. -. Atacou mais uma vez o pescoço-. Te deixa mais sexy do que você já é. -. Silver só conseguia gemer baixo somente para Mephiles ouvir. As mãos ousadas foram para o traseiro e apertando, mas o grito de Cream interrompeu o momento intimo do casal. Fazendo ambos correr para o quarto imaginando o pior com a pequena.
– Cream, você está bem?. -. Silver entrou primeiro, preocupado com o que poderia causar aquele grito na pequena. Entrou no banheiro e procurando por ela.
- O que houve?. -. Mephiles entrou em seguida, olhando debaixo da cama e depois em cima, vendo os lençóis tremendo-. Cream?. Pequena?. -. Puxou os lençóis vendo a pequena com seus olhinhos lagrimosos.
- Sr Mephiles. -. Ela abraçou o ouriço ébano-. Eu vi um monstro no banheiro. -. Escondeu seu rosto no pescoço do ouriço.
- Um monstro no banheiro?. -. Se aproximou com a pequena no colo e vendo Silver limpar o chão-. O que era?.
- Uma barata. -Silver fez uma cara de nojo-. Mas eu já joguei fora.
- Já foi embora?. -. Cream, ainda no colo de Mephiles, se virou para olhar o prateado, ela ainda tinha uma expressão triste e assustada.
- Sim pequena, ela não vai mais assustar você. -. Silver pegou Cream do colo de Mephiles e a colocou no chão-. Que tal lavar as mãos e comer?. -. Cream ainda segurava sua mão prateada e assentiu com um sorriso, Silver enxugou as lágrimas do rosto dela e deu um sorriso para reconfortar a pequena coelha, com isso ela saiu do quarto correndo para finalmente ir comer.
- Hey, não esqueça, o que começamos, terminamos á noite. -. Mephiles abraçou Silver por trás, mordendo levemente a orelha prateada, fazendo Silver rir e se virar para encarar aqueles olhos verdes que tanto amava.
- Claro capitão. -. Silver colocou suas mãos em ambas as bochechas e deu um selinho nos lábios-. Mas que tal no nosso navio?.
- Hum, gosto de sua ousadia marujo. -. Mephiles deu um sorriso malicioso.
- Pra você, eu sou uma sereia. -. Silver deu um sorriso e saiu dos braços de seu amado-. Vamos comer?. A nossa pequena está nos esperando.
Á tarde, os irmãos ouriços estavam em seus quartos, sua mãe tinha saído para participar de uma entrevista para um programa no qual tinha sido chamada, Manic ouvindo músicas, Sonia conversando com suas amigas pelo celular e Sonic estava fazendo algo que ninguém da sua família gostava, ele escrevia.
Sonic é apaixonado por leitura e escrita, seu sonho de criança era ser um escritor famoso, mas tudo isso foi destruído num almoço em família, quando sua tia perguntou aos três irmãos o quê cada um queria ser quando crescessem, seus irmãos falaram que queriam ser estrelas famosas, mas quando chegou a vez do Sonic, todos ficaram chocados com a profissão que o ouriço azul tinha falado.
-Querido, você deve estar confuso, ninguém da nossa família pode seguir outro caminho. -. Disse sua tia, uma ouriço rosa que estava com roupas casuais caras-. Somos os The Hedgehog, nossa família tem tradições e essas tradições devem ser seguidas.
-Mas tia, eu gosto de escrever histórias. -. Sonic tinha 10 anos de idade, olhou para sua tia e sua mãe com uma expressão aflita e chocada.
-Filho, não existe essa, seu bisavô deixou isso para nós, sermos atores e atrizes até o fim, passando por gerações e gerações, você não vai ser autor, isso... Isso quebraria o que nossa família construiu. E também acho que você não se qualificaria nisso, melhor aceitar ser ator e ter uma vida rica. -. Todos começaram á rir-. Ser autor, já pensou?. O quê mais vai inventar?.
Sonic naquele dia se sentiu pela primeira vez humilhado, ele era apenas uma criança que tinha um sonho como qualquer uma. Sua mãe ficou muito chateada, os irmãos de Aleena estavam discutindo da situação de Sonic, ele viu que até estavam rindo dele por ser um garoto diferente, Sonic correu para o quarto se escondendo debaixo dos lençóis, caíram as lágrimas de tristeza naquele rosto inocente, seu amigo mais próximo estava escondido debaixo do travesseiro, seu querido diário.
Aleena se tornou mais rigorosa com tudo que Sonic fazia, pressionava ele a fazer mais atividades da escola e ler mais roteiros para decorar, em momentos de folga ela observava Sonic se não estava escrevendo historias absurdas e tirando o foco no que a família tinha conseguido para gerações. No dia do aniversario de 13 anos dos trigêmeos, todos estavam se divertindo, o azulado estava animado, pois sua primeira paixão estava lá, um ouriço rosa musculoso, o garoto mais popular da escola. Era um pouco mais velho que ele, mas isso não importava, seu coração estava a mil. No momento que conseguiu se aproximar, deu um sorriso nervoso e já sentia suas bochechas super vermelhas de ver ele.
-Oi Bryant, tudo bem?. -. Seu sorriso nervoso, o suor caindo da testa e seu estomago não parava quieto.
-Oi azul, Parabéns!. -. Bryant deu um sorriso que só fez o rosto do azulado ultrapassar a cor vermelha.
-Eu gostaria. ...-. Respirou fundo, deu um sorriso e encarou aqueles olhos verdes claros-. Gostaria desaber se gostaria de sair comigo?.-. Esfregou o braço timidamente e olhou para o ouriço que tinha uma expressão chocada no rosto.
-O quê?. -. Bryant num instante estava confuso, mas deu um sorriso-. Você está me chamando pra sair?. -. Sonic não respondeu só assentiu com um sorriso tímido, ele estava esperando algo mágico, algo que ele sempre via nos estúdios de gravação. Mas não veio isso, veio algo inesperado-. Ai galera!. -. Bryant chamou a atenção de todos-. O carinha azul ta me chamando pra sair!. -. Todos começaram á rir e aquilo fez as orelhas do azul se abaixarem-. Achou mesmo que teria chance comigo?. Olha pra mim, eu gosto de garotas gostosas e não garotos esquisitos.
Seu diário se encheu com mais lembranças ruins, Sonic se sentia deprimido com aquilo, seu irmão Manic viu isso e deu algo que até hoje ele tinha, um diário, mas não era como seu antigo diário. Seu irmãopediu para ele escrever somente coisas felizes naquele caderno vermelho. Aleena descobriu que Sonic tinha voltado com sonhos de ser escritor e proibiu qualquer contato de escrita que não fosse conteúdo da escola ou das gravações, seu diário sempre escondido e agora mais uma vez ele ousou colocar suas memórias.
Sonic fechou o diário, relembrando aquelas memórias passada, mas que de alguma forma ainda machucam. Deu um bocejo se levantando da cama, estava entediado de ficar no seu quarto o dia todo, foi ao quarto dos irmãos para ver se eles não queriam dar uma volta, mas eles não estavam com vontade de sair, o que deixou Sonic com um beicinho e voltar para o quarto. Olhou para o armário procurando uma roupa quentinha pra sair, escolheu sua calça moletom, sua blusa flanela vermelha, seu cachecol azul, um casaco, protetores de orelha e botas para se aquecer. Avisou seus irmãos, mas eles ainda pareciam estar no mundo deles, revirou olhos com isso, pegou as chaves e saiu.
Saiu do hotel pela porta dos fundos, estava sem suas lentes azuis. Caminhou tranquilamente pelas ruas, apreciou a cidade mais de perto, os mercados, a música que algumas pessoas tocavam, crianças brincando, e o cheiro de comidas que nunca tinha provado. Avistou um Park, atravessou a rua e leu o nome com mais cuidado.
- Central Park. -. Deu um sorriso e se aproximou para dar uma volta naquele lugar que estava todo coberto de neve, as árvores brancas e os bancos que não tinham onde colocar neve, riu com a cena e se aproximou de um lago congelado.
Ficou um tempo admirando o lugar, até que percebeu que estava quase para anoitecer, resolveu voltar para o apartamento. No caminho para a entrada do Park, se sentiu sendo seguido, então acelerou um pouco mais os passos, quando percebeu que os passos daquele desconhecido se aproximavam, seu coração acelerou de medo e se deu conta que já estava correndo.
Correu sem destino e se escondeu entre a vegetação, controlou sua respiração e observou o estranho passar, era um gato escuro, ele não estava com uma expressão muito boa e seu cheiro alcoólico era insuportável, deu um passo pra trás, mas foi um erro. Acabou chamando a atenção do perseguidor, quando se deu conta já estava correndo mais uma vez, mas a sua curiosidade de olhar para trás era maior, acabou cedendo e olhando para ver se o perseguidor ainda estava o seguindo e não se deu conta de um buraco no chão. Acabou caindo e ralando o joelho, se levantou outra vez, mas acabou tropeçando e batendo com muita força a cabeça numa pedra.
Sua visão estava embaçada e ouviu passos se aproximando, com medo que fosse o perseguidor, olhou para a figura que estava se aproximando, antes de ver seu rosto, sua visão ficou preta.
